Capítulo 22: O Amor Nunca Falha.

Kero (voando agitado pela sala): 'Não é possível.'

Touya: 'Tem certeza que sentiu uma presença maligna?'

Sakura: 'Tenho.'

Ywe: 'Eu também senti.'

Kero (olhando para o guardião): 'Você também?'

Ywe: 'Se você não estivesse tão distraído jogando vídeo game também perceberia.'

Sakura (nervosa): 'Syaoran morreu evitando que estes monstros invadissem este mundo, eu não vou permitir que um deles fique aqui.'

Touya (observando a irmã): 'Calma, lembre-se que aquele tal de Clow disse que estas tais brechas existem.'

Sakura: 'Não importa. Eu vou acabar com este que passou. Não vou permitir que faça mal aqui. Não vou permitir que a morte do Syaoran tenha sido em vão.'

Ywe: 'A morte dele não foi em vão, Sakura.'

Sakura (chorando): 'Não quero saber, vou acabar com ele.'

Touya segurou a irmã pelos ombros para acalmá-la.

Touya: 'Isso não vai trazê-lo de volta, Sakura.'

Sakura encarou o irmão e se afastou, indo para seu quarto.

Kero: 'Ela vai chorar a noite inteira de novo.'

Touya: 'Não agüento mais isso. Ela nunca consegue esquecer dele. Está noiva de outro, mas só pensa nele.'

Ywe: 'Não podemos fazer nada.'

Kero: 'Peguei ela usando a carta ilusão ontem de novo.'

Touya: 'Droga! Eu já a proibi de fazer isso.'

Kero: 'Acho que ela não deu muito ouvido.'

Touya: 'O que adianta ela usar a carta? Assim, nunca vai conseguir esquecê-lo.'

Ywe: 'A carta ilusão mostra o que a pessoa quer ver, é normal que Sakura toda vez que sinta saudades dele use a carta para vê-lo.'

Touya: 'Mas não é ele, é uma ilusão.'

Li pensou em ligar para sua família, mas sabia que teria enormes problemas com os anciões. Provavelmente não o aceitariam de volta pensando que fosse um espírito ruim, o que não deixava de ser verdade, pensou o rapaz. Ele passou a noite vagando pelas ruas e só voltou para a casa da senhora Mizuki pela manhã. Era como um humano agora e sentia fome. Passou o dia na casa dela, assim ela podia lhe contar sobre as últimas novidades e inevitavelmente sobre Sakura.

Syaoran: 'Então ela está noiva?'

Mizuki (confirmando com a cabeça): 'Sim, o casamento está marcado para o próximo mês.'

Syaoran (cruzando os braços): 'E quem é o noivo?'

Mizuki: 'É um rapaz muito bonito e simpático. Eu o conheci há um tempo quando Eriol e minha filha vieram fazer uma visita a Tomoeda. O nome dele é Seiya Yanamoto.'

Syaoran (depois de rir): 'O Yanamoto? Essa é boa.'

Mizuki (olhando para ele assustada): 'Você o conhece?'

Syaoran: 'Estudamos administração legal juntos. Era um idiota.'

Mizuki (olhando desconfiada para ele): 'Não pretende fazer nada errado, não é rapaz?'

Syaoran: 'Claro que não, só pretendo pulverizá-lo da face da Terra por estar noivo da minha garota.'

A senhora Mizuki deixou cair o prato que lavava na pia assustada.

Syaoran: 'É brincadeira. Não se preocupe, não vou fazer isso.'

Mizuki: 'Assim você me mata de susto.'

Syaoran: 'Posso não ser mais humano, mas ainda tenho alguns princípios.'

Mizuki (fitando-o): 'O que quer dizer com isso, rapaz?'

Syaoran: 'Tanto a senhora como Sakura não me reconheceram, ou melhor, reconheceram a presença de um demônio.'

Mizuki (sem graça): 'Não é isso.'

Syaoran: 'Não estou surpreso, o tal do anjo me avisou sobre isso.'

Mizuki: 'Sakura sofreu muito com a sua morte.'

Syaoran (olhando pela janela): 'Imagino.'

Mizuki: 'Ela vai todo ano à China visitar o seu túmulo.'

Syaoran: 'Eu sei. Mas agora ela já está bem.'

Mizuki: 'Por que não vai encontrá-la?'

Syaoran: 'Não vou aparecer para ela, é melhor que pense que eu continuo morto.'

Mizuki: 'Não entendo essa atitude. Você não voltou por ela?'

Syaoran: 'Mas ela está com outra pessoa agora, não posso surgir na vida dela do nada novamente. Já fiz isso uma vez. Sakura é sentimental e se sentiria na obrigação de ficar comigo.'

Mizuki: 'Tenho certeza...'

Syaoran: 'Não quero discutir sobre isso.'

Mizuki percebeu que ele se sentia triste por saber que Sakura estava com outra pessoa, mas era orgulhoso demais para admitir isso.

Syaoran: 'Não me olhe assim. Sei que deve estar pensando que é por orgulho, mas não é isso.'

Mizuki: 'Então o que é rapaz?'

Syaoran (olhando para janela): 'O anjo me avisou que eu voltaria diferente, mas confesso que não imaginei tanto. Ela não acreditará que sou eu realmente.'

Mizuki não falou nada apenas permanecia fitando o belo rapaz encostado na parede.

Syaoran (depois de um longo suspiro): 'Tenho que dar um rumo na minha vida agora. Não posso ficar aqui de favor para sempre.'

Mizuki: 'Não seja orgulhoso, pode ficar aqui o tempo que quiser.'

Syaoran (sorrindo): 'Obrigado, mas não é bom que eu permaneça em Tomoeda por muito tempo. Sakura já sentiu a minha presença uma vez e poderá sentir outras vezes...'

Mizuki: 'Eriol está vindo para cá, tenho certeza que ele poderá orientá-lo melhor.'

Syaoran: 'É, pode ser. Acho que vou descansar um pouco.'

Mizuki (sorrindo): 'Faça isso.'

Syaoran (antes de cruzar a porta): 'Obrigado, senhora Mizuki.'

Mizuki: 'É o mínimo que posso fazer por você, rapaz.'

Syaoran: 'Mesmo assim.'

A velha senhora acompanhou com os olhos o rapaz subir até o quarto que ela tinha preparado para ele, pensando em como o destino tinha sido injusto.

Sakura acordou sobressaltada. Não havia tido um pesadelo em si, mas um sonho com Li que há tempos não tinha mais. Era como se ele estivesse ali ao lado dela. A moça olhou para o relógio que marcava 5 da manhã, provavelmente nem Touya ou Yukito deveriam estar acordados àquela hora. Sentou-se na cama pensando em Li, em como sentia falta dele. Todos falaram para ela que com o tempo ela o esqueceria e apenas o teria como uma boa lembrança, como ela gostaria que fosse verdade. Por mais que quisesse esquecer de Li a saudade dele aumentava.

A moça levantou-se e foi até a estante onde estava o livro com suas queridas cartas. Abriu-o e procurou o que queria.

Sakura: 'Chave que guarda o poder a minha estrela, mostre seus verdadeiros poderes sobre nós e os ofereça a valente Sakura que aceitou esta missão. Liberte-se!'

O báculo pousou nas mãos de sua dona e ela escolheu as suas cartas.

Sakura: 'Cadeado!'

A carta lacrou seu quarto. Ela sabia que Ywe e Kero despertariam com a invocação de sua magia e a procurariam, mas ela não queria ser interrompida como sempre acontecia. Ela levantou a carta que tanto queria, fitando a sua figura.

Sakura (jogando-a para o alto): 'Ilusão!'

A carta brilhou e nuvens se formaram diante dos olhos da menina. Logo, a forma de um rapaz podia ser vista.

Ilusão (abrindo os seus olhos): 'Me invocou novamente.'

Sakura: 'Não me censure, sabe muito bem que...'

Ilusão: 'Não a estou censurando. Só avisando que eu não sou ele, por mais que queira isso.'

Sakura caminhou até a carta e a abraçou.

Sakura: 'Eu sei que você não é ele, mas com você eu sinto que o meu peito dói um pouco menos.'

Ilusão (abraçando-a): 'Então eu já fico feliz sabendo que posso fazer você menos triste.'

Sakura (fitando o rosto que tanto amava): 'Me desculpe.'

Ilusão (sorrindo): 'Não se desculpe.'

Sakura pousou seus lábios nos da carta e a beijou, mas depois se afastou, fitando-a.

Ilusão: 'Não beijo como ele, não é?'

Sakura, vermelha, balançou a cabeça negativamente.

Ilusão (vermelha): 'Quer dançar?'

Sakura (sorrindo): 'Adoraria. Canção!'

Canção sabia quais as musicas preferida de sua dona e, com a voz da querida amiga da sua mestra, cantou-as com todo seu amor. Sakura repousou sua cabeça no peito do rapaz e vagarosamente começou a dançar com ele.

Touya (depois de desistir de bater na porta da irmã e tentar arrombá-la): 'Já cansei disso! Hoje mesmo vou ter uma conversa séria com ela.'

Ywe (sério): 'Isso está ficando cada vez mais freqüente. Não estou gostando disso. (olhando feio para Kero) Por que não estava no quarto dela?'

Kero (sem graça): 'Desde que Sakura colocou o vídeo game na sala...'

Ywe: 'Ah claro, me esqueci do seu precioso videogame. Seu dever era cuidar de sua mestra, não ficar zerando games.'

Kero (revoltado): 'Não me culpe por tudo!'

Ywe: 'Estou lhe cobrando as suas responsabilidades.'

Kero: 'Você é que é um metido!'

Ywe (perdendo as estribeiras): 'E você um preguiçoso irresponsável!' (alguém aí consegue imaginar o Ywe perdendo as estribeiras?)

Touya: 'Parem vocês dois, não adianta ficar discutindo. Precisamos arrumar um jeito de ajudá-la e fazer com que ela pare de pensar naquele moleque.'

Ywe (cruzando os braços): 'Eu realmente não sei como.'

Kero (voando tristemente): 'Por que aquele moleque tinha que morrer?'

Touya (indo para seu quarto): 'Eu também me pergunto isso toda vez que vejo os olhos tristes da minha irmã.'

Ywe e Kero observaram Touya se afastando e depois fitaram a porta trancada magicamente.

Ywe (baixinho): 'Precisamos falar com Eriol. Esta situação não pode continuar.'

Kero: 'Você acha que aquela história dele era verdade?'

Ywe: 'Eu não sei. Custo a acreditar que alguém trocaria o paraíso pelo mundo das trevas.'

Kero: 'O moleque era muito teimoso, talvez...'

Ywe: 'Também pensei a mesma coisa agora, talvez aquela presença que a Sakura sentiu ontem seja realmente a dele.'

Kero (arregalando os olhos): 'Mas ela sentiu uma presença maligna!'

Ywe: 'Uma alma que tenha passado mais de três anos no mundo das trevas não voltaria se não fosse...'

Kero (quase gritando): 'Um demônio!'

Ywe confirmou com a cabeça sério. Estava começando a ficar realmente muito preocupado com toda situação. Sakura se casaria em um mês e essa união com o jovem advogado Yanamoto seria a solução para aquela solidão e dor de sua mestra, mas agora...

A campainha tocava como louca na bonita casinha branca na mesma rua do templo Tsukimini. A velha senhora a abriu e viu a figura de um rapaz assustado a sua frente.

Rapaz: 'Onde ele está?'

Senhora: 'Está dormindo ainda.'

A velha abriu completamente a porta dando passagem para o rapaz entrar e mais uma bela mulher vestida de preto que trazia um engraçado gatinho roxo nos braços.

Eriol: 'Como ele está?'

Mizuki: 'Está bem.'

Eriol (fitando-a): 'Digo, como está a presença dele?'

A senhora fechou a porta logo que Nakuru entrou e caminhou lentamente até o sofá onde se sentou pesadamente.

Senhora: 'Ele não voltou como antes.'

Eriol (arregalando os olhos): 'Não me diga que ele voltou...'

Senhora (confirmando com a cabeça): 'Isso mesmo que você está pensando.'

Eriol começou a caminhar nervosamente pela sala de um lado para o outro.

Nakuru: 'Acredita que ele representa um perigo para este universo?'

Eriol (fitando-a): 'Estamos falando de Syaoran Li, o rapaz que morreu para salvar este universo!'

Spinel (voando até ele): 'Isso não é verdade mestre. Aquele pode não ser o guardião que nós conhecemos. Anos no mundo das trevas devem deixar seqüelas absurdas em qualquer espírito.'

Eriol (mais nervoso ainda): 'Não. Conheço Li, ele é meu descendente. Nunca representaria perigo para nós.'

Nakuru (fitando-o): 'O senhor tem certeza disso?'

Eriol parou de andar e levou os olhos até a escada que dava para o primeiro andar. Ele podia sentir a presença enorme de Li e também podia sentir a carga pesada dela, com certeza ninguém o reconheceria.

Spinel: 'Precisamos proteger este universo, não podemos...'

Eriol: 'Calem-se. Se ele está assim, a culpa é minha. Lembrem-se disso!'

Nakuru: 'Mestre Eriol, por favor, ouça-nos. Este seu sentimento de remorso só piorará as coisas.'

Eriol (com a mão na testa): 'Vocês não entendem... Fui eu que provoquei tudo isso'.

Voz: 'Nunca pensei que um dia o veria assim, Hiragizawa.'

Eriol abriu os olhos e virou-se para onde vinha a voz e lá estava o seu querido descendente. A senhora Mizuki tinha razão. Olhando assim ele continuava a ser o mesmo Li que conhecera anos antes. O mesmo jeito debochado de falar e o mesmo olhar de desafio, porém Eriol nunca havia sentido tamanho poder emanando de um ser, nem em sua vida como Mago Clow. Li caminhou até a sala e parou a sua frente.

Syaoran: 'Eu não disse que voltaria?'

Eriol: 'Você... Você é um cabeça-dura!'

Syaoran (sorrindo): 'Sakura sempre me falou isso.'

Eriol abraçou o amigo com força, pensando em como era bom tê-lo de volta. Nakuru e Spinel ainda olhavam atravessado para Li, pois podiam sentir a magia terrível emanando dele. Eriol se afastou dele e arrumou os óculos no rosto, ainda fitando o amigo.

Eriol: 'Não pensei que levaria seu plano adiante.'

Li se afastou e caminhou até a parede onde se encostou e cruzou os braços.

Syaoran: 'Não me olhe assim, Hiragizawa. Deveria saber que não costumo voltar com a minha palavra.'

Nakuru (não agüentando a curiosidade): 'Você esteve realmente no mundo das trevas?'

Eriol (sem graça): 'Nakuru!'

Syaoran: 'Não se preocupe, você também está com vontade de me perguntar isso desde que chegou. (respirou fundo) Sim, eu estive lá e não recomendo para tirar umas férias.'

Eriol (sentando-se na poltrona): 'Não seja debochado, Li.'

Spinel: 'E como é?'

Syaoran: 'O mundo das trevas?'

Nakuru: 'Sim, é como nos livros do mestre Eriol?'

Syaoran (sorrindo de lado): 'Não é tão ruim quanto vocês pensam.'

Eriol levantou uma sobrancelha e fitou o amigo que estava com um ar de quem tinha realmente voltado de umas férias. Era estranho vê-lo assim, sabendo de onde ele tinha escapado. Clow conversava muito com suas cartas e todas descreveram o mundo das trevas como o inferno, almas rastejando sobre o solo seco, o ar quente e tóxico, e os monstros que duelavam entre si causando dores e mutilações uns nos outros.

Syaoran: 'Guerreiros são bem vistos lá, só tive problemas para encontrar um portal. Tirando isso, não foi nada absurdo.'

Eriol: 'Diz isso porque conseguiu poderes fenomenais lá?'

Nakuru: 'Sua áurea está muito poderosa, descendente de Clow.'

Senhora Mizuki: 'Não é de se espantar. Conseguir passar por demônios dos mais diversos níveis de categoria requer muita força e magia.'

Syaoran: 'Tive ajuda, não conseguiria passar para este universo sozinho.'

Nakuru: 'Ajuda? Que tipo de ajuda se pode ter no mundo das trevas?'

Eriol: 'De alguns demônios inferiores, provavelmente de alguns que derrotou e o seguiram como líder.'

Li riu do comentário de Eriol, lembrando-se de Arthas e Lutor. Eram demônios dos mais asquerosos e ele sabia que só o estavam ajudando para conseguir passar pela luz e fazer mal a este universo, mas por fatalidade Lutor morreu e Arthas... Bem, ninguém sabe o que o anjo queria com Arthas. Talvez Emma Daio resolveu lhe dar uma chance.

Spinel (um pouco irritado): 'Por que está rindo?'

Syaoran: 'Não é nada. Bem, acho que vou dar uma volta pela cidade.'

Eriol: 'Irá procurar Sakura?'

Syaoran (encarando-o): 'Não. E o proíbo de falar a ela sobre mim.'

Nakuru (sem entender nada): 'Como? Por quê?'

Eriol: 'Li, coloque a cabeça no lugar. Sakura irá morrer de felicidade ao vê-lo. Não foi para isso que você foi para o mundo das trevas? Para voltar para ela?'

Mizuki: 'Ele a viu com o noivo.'

Syaoran (irritado): 'Não é nada disso. Não estou sendo orgulhoso!'

Eriol (levantando-se): 'Então o que é?'

Syaoran: 'Vocês não estão vendo o que me tornei? Sakura irá me odiar assim como todos aqueles demônios que matamos. Prefiro que ela me tenha como morto a que me odeie ou me olhe com desprezo.'

Eriol: 'Sakura nunca faria isso. Ela nunca o odiaria ou o desprezaria, Li. Ela o ama.'

Syaoran: 'Ela ama Syaoran Li, o guardião deste universo que está morto e enterrado na China, não a mim.'

Mizuki: 'Rapaz, não complique as coisas. Você ainda é o guardião. Seus poderes só estão maiores e mais...'

Syaoran: 'Nocivos! Eu sei disso, pensam que não ouvi vocês falarem de mim? Que agora eu sou um demônio como aqueles que eu matei... Como Shyrai.'

Eriol: 'Não se compare a Shyrai! Ele era louco!'

Syaoran (dando uns passos até a porta): 'Mas eu sei que no fundo somos parecidos e não quero que Sakura me veja assim.'

Li saiu pela porta deixando o grupo ainda atordoado.

Nakuru: 'Não é justo. O destino realmente não foi justo com ele.'

Eriol (com uma mão na testa e os olhos fechados): 'O que eu fiz?'

Spinel: 'A pergunta certa é "o que faremos?".'

Mizuki: 'Não podemos fazer nada. No fundo Li está certo. Não sabemos qual será a reação da Sakura quando reconhecer nele um demônio.'

Nakuru (balançando a cabeça): 'Talvez ela nem acredite que seja ele.'

Eriol: 'Não é nada disso. Li está com medo dela ficar com ele por pena pelo que ele passou. Conheço meu descendente e sei que no fundo, apesar de todos os motivos, o principal é que ele continua sendo o mesmo orgulhoso de sempre.'

Spinel (encarando seu mestre): 'Acho que o senhor tem razão.'

Eriol (pegando suas malas do chão): 'Infelizmente eu tenho.'

Nakuru: 'Então precisamos fazer alguma coisa. Não podemos deixar a Sakurinha continuar sofrendo!'

Eriol: 'Eu sei, eu sei...'

Mizuki (vendo-os caminhar até a porta): 'Minha filha não veio com vocês?'

Eriol: 'Ela estava muito enrolada com a defesa da tese de doutorado, mas assim que ela terminar pegará o primeiro vôo para o Japão.'

Mizuki (sorrindo): 'Que bom.'

Eriol: 'Bem, senhora Mizuki, iremos para o meu apartamento e depois voltarei para falar com Li e o ajudar no que puder para recomeçar a sua vida. É o mínimo que posso fazer por ele depois de tudo.'

Mizuki: 'Estarei esperando por vocês mais tarde então.'

Eriol (cruzando a porta, seguido pelos seus guardiões): 'Adeus.'

Passara um mês desde que Li havia voltado para o seu universo. Eriol o estava ajudando a recomeçar. Li resolveu que viveria em Tóquio, longe de Sakura e dos demais, já estava se arriscando muito saindo à noite pelas ruas da cidade pequena. Se algum conhecido o visse estaria perdido e todos os seus planos de se esconder de Sakura iriam por água abaixo.

Tomoyo (encarando a amiga pelo espelho): 'Tem certeza disso?'

Sakura levantou os olhos e fitou o reflexo do rosto de Tomoyo no espelho. A amiga estava arrumando seu cabelo para o casamento que seria dali a poucos minutos. A moça apenas confirmou com a cabeça.

Tomoyo (enfiando um grampo para prender o arranjo de flores): 'Seiya a ama muito.'

Sakura: 'Eu sei disso.'

Tomoyo: 'Mas eu sei que você não o ama.'

Sakura: 'Isso não importa mais.'

Tomoyo (parando de arrumar o penteado): 'Como não importa, Sakura? Você vai casar com ele daqui a pouco.'

Sakura (levantando-se): 'Não precisa me lembra disso.'

Tomoyo: 'Por que aceitou este casamento se você não o ama?'

Sakura (depois de vacilar um pouco): 'Por Touya... Por Ywe, Kero e... Por você. Não quero que fiquem eternamente presos a mim. Não quero que vivam preocupados com medo de que um dia eu cometa novamente uma loucura...'

Tomoyo (abraçando a amiga): 'Sakura, minha querida, por que isso?'

Sakura (abraçando-a e fechando os olhos): 'E por mim, Tomoyo. Sei que nunca amarei outro homem, mas pelo menos vou tentar constituir a minha família.'

Tomoyo: 'Pode sempre contar comigo.'

Sakura (sorrindo): 'Eu sei disso. Você não sabe como é especial para mim, Tomoyo. Você é como uma irmã!'

Tomoyo: 'Pena que eu seja apenas uma irmã para você.'

Sakura abriu os olhos não entendendo o que aquelas palavras realmente significavam, mas ela pôde perceber que o tom de Tomoyo era triste.

Tomoyo: 'Eu te amo, Sakura.'

A moça se afastou da amiga e fitou o rosto angelical dela.

Sakura: 'Eu também.'

Tomoyo (tentando sorrir): 'Eu sei.'

Sakura foi até a janela e pôde ver cheio o quintal da mansão dos Yanamotos. O casamento do jovem juiz da cidade era o acontecimento do ano da pequena Tomoeda. Havia repórteres do jornal local e da tv também.

Tomoyo (parando ao lado dela): 'Estão todos ansiosos por este casamento, principalmente o noivo.'

Sakura: 'Sabe, Tomoyo, tenho sonhado toda noite com o Syaoran.'

Tomoyo (fechando o sorriso): 'Para que falar nisso agora?'

Sakura: 'É que eu tenho a sensação de que ele está próximo a mim.'

Tomoyo (indo até a cama e pegando sua filmadora da bolsa): 'Está se sentindo mal porque vai casar com outro rapaz.'

Sakura (brincando com a chave no pescoço): 'Não é isso... Talvez até seja. Você sabe o quanto eu queria me casar com ele.'

Tomoyo: 'Ele está morto, Sakura. Quando irá colocar isso definitivamente na sua cabeça?'

Sakura (virando-se devagar para a amiga): 'Acho que nunca...'

Tomoyo viu os olhos de esmeralda rasos de lágrimas e sentiu como uma flechada no peito aquela dor que emanava deles.

Tomoyo: 'Precisa continuar a sua vida.'

Sakura: 'É o que estou tentado fazer desde que acordei daquele coma.'

Tomoyo deixou sua filmadora na cama e foi até a amiga

Tomoyo (pegando as mãos dela entre as suas): 'Não é obrigada a fazer isso. Se quiser eu vou lá embaixo e termino com este casamento.'

Sakura: 'Eu não posso mais voltar atrás, além do mais você tem razão. Syaoran não pode mais estar comigo, mas um dia nós estaremos juntos. Eu sei disso.'

Tomoyo (depois de beijar a face da amiga): 'Boa sorte. Desejo que você realmente seja feliz neste casamento.'

Sakura (sorrindo para ela): 'Eu também.'

Tomoyo (secando as lágrimas do rosto da amiga): 'Vou ter que retocar esta sua maquiagem.'

Sakura (sem graça): 'Desculpa.'

Tomoyo: 'Não se preocupe. Eu adoro te maquiar. Agora sente ali e eu vou ver o que posso fazer para você ficar mais linda do que já é.'

Tomoyo estava retocando a maquiagem de Sakura quando bateram à porta.

Touya: 'Sakura, eu sei que as noivas demoram, mas isso já é demais!'

Sakura: 'Já estou indo.'

Tomoyo abriu a porta e Touya, vestido elegantemente, entrou no quarto da irmã e a admirou. Sakura estava vestida com um belíssimo quimono tradicional.

Touya (sorrindo): 'Está linda, Sakura.'

Sakura: 'Obrigada.'

Touya: 'Vamos, os convidados estão lhe esperando e o Yanamoto tá ficando maluco lá embaixo com a sua demora.'

Tomoyo (pegando a filmadora): 'Vamos então.'

Sakura enlaçou seu braço no do irmão e o acompanhou, Tomoyo ia atrás filmando tudo, quando a menina parou de repente e começou a ficar nervosa.

Touya: 'O que foi, Sakura?'

Sakura: 'Esta presença...'

Tomoyo: 'O que foi?'

Touya: 'Não temos mais tempo para...'

Sakura (soltando-se do irmão): 'Peça para Seiya me esperar e avise a Eriol que há um demônio em Tomoeda... (fitando o rosto assustado de Touya)... Um grande demônio em Tomoeda.'

Touya (segurando a irmã que já estava se afastando): 'Não vai enfrentar nada agora. Você vai descer comigo e vai se casar.'

Sakura (tentando se soltar do irmão): 'Você não entende, esta presença é muito... E muito grande. Deve ser de um terrível monstro e eu não vou permitir que faça mal aqui em Tomoeda.'

Tomoyo (nervosa): 'Sakura, por Deus, você...'

Sakura (livrando-se do irmão): 'Eu já disse. Não vou permitir que a morte do Syaoran tenha sido em vão!'

Touya e Tomoyo viram a moça correndo pelo corredor e descendo as escadas para sair pela porta dos fundos. Nenhum dos dois tinha poderes mágicos, mas pelo nervosismo da menina podiam imaginar o tipo de ameaça que a cidade enfrentava.

Tomoyo: 'Vou tentar achar o Eriol!'

Syaoran jogou mais uma pedra no lago do rei pingüim. Ela quicou quatro vezes na superfície da água antes de afundar (eu adoro fazer isso, meu recorde foram três!). A cabeça do jovem fervilhava. Eriol havia o avisado de que naquele dia era o casamento de Sakura, era naquele dia que sua flor de cerejeira se uniria a outro homem. Pegou outra pedrinha do chão e jogou com força no lago, mas esta foi direto para o fundo fazendo a água se movimentar mais que o normal.

Syaoran: 'Droga!'

Voz: 'Quem é você?'

Li sentiu o sangue escorrer ao reconhecer aquela doce voz. Virou-se para trás com calma, não acreditando que a tinha ouvido. Lá estava sua Sakura, linda, vestida com um quimono de casamento. Ele pensou em como um ser poderia ser tão perfeito daquela maneira.

Sakura (com lágrimas nos olhos): 'Como ousa tomar a forma dele, seu demônio nojento!'

Syaoran (sem ação): 'Sakura, por favor...'

Sakura (levantando o báculo com as duas mãos, na direção dele): 'Volte a sua forma original!'

Syaoran (dando uns passos até ela): 'Sou eu, Sakura.'

Sakura abaixou o báculo alguns centímetros para ver melhor o rosto dele, depois fechou os olhos abaixando a cabeça. Li pôde ver lágrimas rolando pelo belo rosto.

Sakura: 'Disparo!'

Li levou um susto e viu os inúmeros tiros vindo em sua direção. Desviou deles com a agilidade e rapidez que tinha adquirido no treinamento e aprimorado no mundo das trevas, mas já estava ficando irritado com aquilo.

Syaoran (invocando sua espada): 'Metal, Madeira, Água, Fogo, Terra... Deuses dos relâmpagos e das tempestades elétricas... Eu vos invoco para meu auxílio!'

O poder de Li atingiu em cheio Disparo que caiu no chão e voltou à forma de carta. O rapaz cravou seus olhos nos de Sakura, que olhava para ele incrédula.

Sakura: 'O que fez com Syaoran?'

Syaoran: 'Sou eu, Sakura...'

Sakura (dando uns passos para trás): 'Não! Syaoran nunca teria uma presença assim. Nunca!'

Syaoran (indo até ela): 'É uma longa história...'

Sakura: 'Não vai me enrolar, demônio. Vou vingar a morte de Syaoran e todas as maldades que você deve ter feito! Espada!'

O báculo se transformou na elegante e mortal espada. Sakura a levantou na altura de Li, encarando-o.

Sakura: 'Irá se arrepender de estar usando a forma dele.'

A moça avançou para cima do rapaz, que tentou se defender dos ataques certeiros da espada afiada. Li não tinha como atacar Sakura. Pensava freneticamente no que podia fazer, como convencer Sakura que ele até poderia ser um demônio agora, mas continuava sendo Syaoran Li. Um golpe atingiu braço o rapaz fazendo um pequeno corte. Sakura estremeceu ao vê-lo ferido. Ela sabia que ele não era o seu amado, não era o seu Syaoran, era apenas um monstro nojento que estava na forma dele, mas vê-lo machucado a atingia no coração.

Syaoran (vendo que ela se afastou): 'Não quero machucá-la, Sakura. Escute-me primeiro.'

Sakura (voando para cima dele): 'Cale-se!'

Syaoran (enquanto desviava dos golpes): 'Nossos filhos! Decidimos os nomes deles, lembra-se? Tínhamos decidido que seriam Nadeshico se fosse menina pela sua mãe...'

Sakura parou de golpeá-lo e deu uns passos para trás, encarando o rapaz que se levantou atrás da sua espada. Sakura sentiu a cabeça rodar lembrando-se de quando decidiram isso.

**** Início do Flash Back****

Li estava abraçado ao corpo de Sakura. Estava no dormitório da irmandade Kαβ. O casal tinha aproveitado que Tomoyo havia ido para a casa da mãe para passarem mais uma noite juntos.

Sakura: 'Daqui a pouco vai amanhecer.'

Syaoran: 'É melhor eu ir para o meu dormitório antes que as aulas comecem. Não vai ficar bem eu sair do seu quarto com o corredor cheio.'

Sakura (levantando a cabeça e fitando o namorado): 'Estive pensando, se eu não tivesse perdido aquele filho...'

Syaoran (irritado): 'Isso de novo, Sakura. Vai ficar se martirizando até quando?'

Sakura: 'Não, eu vou superar. Não se preocupe.'

Syaoran (levantando e se sentando na cama): 'Então por que falar disso?'

Sakura (sentando à frente dele e se cobrindo): 'Que nome a gente daria a ele?'

Syaoran (não esperando por aquela pergunta): 'Não sei, ainda não pensei em nomes para filho.'

Sakura: 'Se fosse menina iria se chamar Nadeshico como a minha mãe.'

Syaoran: 'Pronto, agora vamos mudar de assunto.'

Sakura (insistindo): 'Mas se fosse menino eu não sei o nome que eu colocaria. Você é que iria escolher?'

Syaoran (incomodado com aquele assunto): 'Sei lá.'

Sakura (olhando séria para ele): 'Não é possível que você não pense nisso.'

Syaoran: 'Tenho vinte anos, não pretendo ter filhos agora.'

Sakura (magoada): 'Mas ia ter um, Syaoran.'

Ela tentou se levantar, mas ele a segurou impedindo que saísse da cama.

Syaoran: 'Shaolin.'

Sakura (fitando-o): 'Shaolin?'

Syaoran: 'Você perguntou e eu respondi.'

Sakura (sorrindo): 'Então quando tivermos um menino, vai se chamar Shaolin.'

Syaoran: 'Não se preocupe com isso, minha flor.'

Li beijou os lábios da moça, envolvendo-a novamente em seus braços.

Sakura (entre beijos): 'Acho que você tem que ir agora, eu já estou ouvindo passos no corredor.'

Syaoran: 'Eu pulo a janela então.'

**** Fim do Flash Back****

Lágrimas brotaram novamente nos olhos dela, embaçando a imagem do rapaz a sua frente. Li deu uns passos até ela imaginando que aquela lembrança intima dos dois poderia fazer Sakura acreditar que era ele.

Sakura (empunhando a espada): 'Uma atitude assim só poderia sair de um ser asqueroso como você.'

Syaoran (arregalando os olhos): 'O quê?'

Sakura: 'Pensa que sou burra? Sei muito bem que existem demônios que lêem a mente das pessoas, não vou cair neste truque baixo! Força!'

Sakura o atacou mais uma vez, porém agora além de ter a técnica da esgrima também estava forte, tornando seus golpes poderosos. Li poderia contra-atacar, mas estava em uma situação completamente inusitada.

Syaoran (já irritado): 'Você continua a mesma tonta de sempre.'

Sakura: 'Cale-se!'

Li não agüentou e atingiu com força a espada da menina, que se acabou soltando da mão dela. Sakura olhou em pânico para o demônio a sua frente. Seria o seu fim agora, pensou. Li cravou sua espada na terra e, com dois passos, alcançou a menina. Segurando com uma das mãos sua cintura e com a outra a nuca dela, beijou-a nos lábios. Sakura não imaginava aquilo, não esperava por aquilo, estava paralisada pela surpresa. Ela pensou que morreria, não que seria beijada. Sentiu os lábios quentes de Li e mesmo que todo o seu poder mágico a alertasse que aquele ser emanava uma presença terrível, ela se rendeu aquele beijo. Fechou os olhos e levou suas mãos à nuca dele, entreabriu os lábios dando permissão para que ele continuasse. Assim ficaram por minutos talvez. Só se separaram quando não tinham mais fôlego para continuar. Li se afastou dela e observou o olhar assustado da moça para ele. Ela levou as mãos aos lábios ainda molhados tentando assimilar os acontecimentos.

Syaoran: 'Deveria estar se casando a esta hora. O que está fazendo aqui?'

Sakura (depois de um tempo): 'Sya... Syaoran?'

Syaoran (abrindo um sorriso): 'Sou eu mesmo, minha flor.'

Sakura (atordoada): 'Mas esta presença... Ela não é... Não é a sua. Disseram-me que estava mor... Morto.'

Syaoran (reparando na confusão que deveria estar a cabeça dela): 'E eu estou, por isso minha presença não é como antes.'

Sakura: 'Mas como? Onde esteve? No céu?'

Syaoran (depois de respirar fundo): 'Também.'

Sakura (abrindo pela primeira vez um sorriso): 'Não importa.'

Syaoran: 'Hã?'

Sakura (abraçando-o): 'Não importa onde esteve e a sua presença ter mudado. Você é o Syaoran, o meu Syaoran.'

Syaoran a abraçou enquanto a menina encostou seu rosto no peito forte do rapaz. Ele sorriu de pura felicidade por tê-la novamente em seus braços. Como havia desejado isso, como havia sonhado com isso.

Sakura: 'Você voltou para mim, Syaoran e eu não vou permitir que me deixe novamente.'

Syaoran: 'Se convenceu de que sou eu agora?'

Sakura (levantando o rosto, vermelha): 'Só você me beija daquela maneira.'

Syaoran (sorrindo): 'Fui salvo por um beijo então?'

Sakura (sorrindo para ele): 'Isso mesmo, como a bela adormecida.'

Syaoran (abraçando-a): 'Não me diga.'

Sakura: 'Eu te amo, Syaoran. Não me deixe novamente.'

Syaoran (beijando a testa dela): 'Nunca mais a deixarei novamente, minha flor.'

De longe Eriol e os quatro guardiões observavam mais um beijo apaixonado entre o casal.

Kero: 'Eu não disse que vaso ruim não quebra de jeito nenhum/'

Spinel: 'Deixa de ser implicante, Kerberus.'

Eriol: 'Agora está tudo bem. O destino finalmente foi cumprido.'

Ruby Moon: 'Ainda acho perigosa a natureza de Li.

Ywe (observando sua mestra pela primeira vez sorrindo alegremente): 'Não importa o que ele tenha se tornado, o que importa é que ele não mudou em nada o seu caráter.'

Kero: 'Tenho que admitir que os dois merecem ficarem juntos.'

Eriol: 'Ficarão, e agora, para sempre...'

Kero: 'Será que vão se importar se eu pegar uns docinhos do casamento?'

O grupo inteiro cai no chão.

Ywe: 'Você é que nunca vai mudar. Sempre será burro e olho grande.'

Kero: 'E você será sempre um arrogante fedorento!'

Eriol depois de levantar observou os dois guardiões discutindo, mas desviou os olhos para Sakura e Li que continuavam abraçados se beijando, matando todas as saudades de anos de separação.

Eriol (sorrindo): 'Sim, eles serão eternamente felizes!'

Love never fails

Sandy & Junior

There will be those times we fight back tears

And there will be those when we get scared

As long as we're together we'll get there

'Cause love never fails

I have all that I need

So much so I feel weak

'Cause the love that we have is neverending

All the moments we make

Are too precious to waste

In a world that is forever changing

I wouldn't change you for anything

I will be forever loving you

There will be those times we fight back tears

And there will be those when we get scared

As long as we're together we'll get there

'Cause love never fails

Asleep or awake

No there's never a day

That goes by when I don't think about you

Only you touched my life

For the very first time

I'll be lost surely without you

There will be those times we fight back tears

And there will be those when we get scared

As long as we're together we'll get there

'Cause love never fails

There's no greater gift

Than the love that you breathe

Forever hold me

Many rivers to cross

But our love will guide us

It's all we need

There will be those times we fight back tears

And there will be those when we get scared

As long as we're together we'll get there

'Cause love never fails

There will be those times that tes our faith

On some of the roads that we have to take

But I know that we'll always find our way

'Cause love never fails

Love never fails

Eu terminei! Finalmente depois de 22 capítulos chegou ao fim esta primeira fase da saga de Sakura e Li. Agora vamos aos agradecimentos:

Primeiramente a todos vocês leitores, pelo incentivo, criticas, elogios, puxões de orelha e tudo mais. Foi para vocês esta história, se não fossem vocês ela não existiria.

Quero agradecer também a Pritty e a Cherry Blosson (minha mammy on line. Milhões de beijos para você, Mille!), que corrigiram alguns capítulos e sobreviveram aos meus erros de ortografias e de concordâncias.

A minha irmãzinha Rachelzinha que é um amor de pessoa e me incentivou todas as vezes que eu estava desanimada e sem tempo para fazer os capítulos.

A todas as pessoas que me mandaram e-mails e comentários, principalmente a Nay (Satine), Bruninha, Stephanie e turma, Moi e Julia e Dida (Diana) Kinomoto Li (leiam os fics delas que tb são bem legais!)

E principalmente ao grupo Clamp que teve a criatividade de montar personagens tão legais de serem trabalhados e histórias cada vez mais interessantes.

Mil beijos a todos,

Kath

PS: Meu e-mail continua o mesmo: kathklein2002 .br e quem quiser dar uma olhadinha em outros fics meus, tenho uma página onde coloco as primeiras versões dos meus fics e o pessoal me manda a opinião sobre eles. O endereço é

PS: Esta história ainda não terminou! Prepare-se para ler OS Feiticeiros II !