Prólogo

No dicionário elas estão descritas como astros luminosos que mantém praticamente as mesmas posições relativas na esfera celeste, e que, observados ao olho nu, apresentam cintilação. O dicionário diz que ela se torna incandescente ao atravessar a atmosfera.

Antigamente elas serviam de orientação, hoje em dia nem tanto assim. As tradições antigas diziam que cada alma humana tinha a sua morada em uma.

Algumas pessoas acham que todos nascem e tem a sua, da sorte ou não, também há pessoas que acham que quando se morre é para lá que irão.

Há pessoas que dizem que elas estão lá em cima para dar mais vida ao céu. Também há pessoas que acreditam que quando se vê uma caindo pode-se realizar desejos, outras infelizmente não acreditam na magia delas, continuam com suas vidinhas, sem acreditar em algo tão belo e tão lindo; continua sem a imaginação,a criatividade e a esperança de quem acredita.

E ainda tem as pessoas que somente as acham lindas, e aqui entre nós, elas realmente o são.

E por fim, as pessoas que simplesmente as ignoram e mal sabem que um dia poderá vir a surpreendê-las.

Assim são as... ESTRELAS!

Xxx

Era uma noite clara e fria, e em uma casa da Rua dos Alfeneiros, um garoto de olhos verdes e cabelos negros estava debruçado na janela olhando para as estrelas.

Depois da morte do professor Dumbledore ele se dedicou até os seus últimos segundos em Hogwarts para estudar tudo o que podia para derrotar Voldemort. Ele estudava na sala precisa, pois era mais silencioso e não tinha ninguém para ver o que estava fazendo. Rony e Hermione ajudavam também em alguns momentos e juntos eles praticavam.

Quando tiveram de voltar para casa, Harry reuniu o máximo de livros que conseguiu e que achou que valeria a pena, para estudar na casa dos Dursley. Ele não voltaria mais para Hogwarts, ele e seus amigos iriam caçar as Horcruxes e derrotar Voldemort, dessa vez seria para sempre.

Harry aprendeu a controlar a mente, e nem mesmo o Veritaserum iria funcionar contra ele, se estivesse concentrado. A mente de Harry agora estava completamente protegida contra a mente de Voldemort. Ele também aprendeu a se transformar em animago e, graças a uma poção que ajudava a acelerar o processo, Harry agora se transformava em um majestoso leão. Aprendeu tudo que conseguiu sobre as Horcruxes, graças a Hermione que conseguiu os livros do professor Dumbledore.

Harry havia passado a manhã na tarefa de esvaziar seu baú da escola pela primeira vez desde que ele tinha o arrumado seis anos antes. Ele acabou encontrando muitas coisas sem utilidade no fundo e se cortando com um objeto que mais tarde descobriu ser um pedaço do espelho encantado que Sirius havia dado para ele.

Depois disso acabou lendo um artigo sobre Dumbledore e logo depois o reflexo azul no espelho...

Dumbledore havia sido morto, agora ele estava a algumas semanas, atolado com os Dursley, também já fazia um bom tempo que ele tinha o mesmo pesadelo de Sirius atravessando o véu onde ele simplesmente assistia sem poder fazer nada.

Sirius era como um pai para ele, a única figura paterna que ele já teve e que graças a Pedro e Voldemort, jamais iria rever. Dumbledore era um grande amigo e um grande bruxo, alguém que sempre respeitou e de quem iria sempre sentir falta.

_ Eu gostaria de ter feito algo, eu queria poder mudar tudo o que aconteceu _disse Harry fechando os olhos. Lagrimas caiam dos seus olhos e não se atreveu a enxugá-las. Depois de um tempo ele resolveu entrar, amanhã seria um longo dia, ele finalmente sairia da Rua dos Alfeneiros e se dependesse não voltaria nunca mais. Suspirando, fechou sua janela e foi dormir esperando que dessa vez não houvesse pesadelos e que conseguisse finalmente descansar.

Harry nem reparou que quando disse esta frase uma estrela piscou e de repente fez-se um risco brilhante no céu.