Cap 11 – Tommy Oliver

O cinema não estava tão cheio quanto ele esperava, Pacific Rim dava sinal de que não seria um estouro de bilheteria e isso chateou Tommy. Ele assistia ao filme emocionado. A história não era um drama, muito pelo contrário, era um aventura leve e divertida. Mesmo assim fazia com que Tommy chorasse. Os robôs gigantes enfrentando monstros despertavam no guerreiro uma nostalgia de sua adolescência na Alameda dos Anjos. Tommy foi um Ranger por poucos anos. O seu patrão, Zordon, o dispensou porque proibia a permanência de qualquer um na função por muito tempo. O alienígena acreditava que era injusto exigir que um jovem arriscasse sua vida indefinidamente.

- É tão legal assistir filme de monstro em 3D. - Disse um japonês chato sentado ao lado de Tommy. - Até parece que o monstro vai sair da tela. - Como se ouvisse o pedido do gordinho, uma criatura atravessou a parede da sala, destruindo a tela. Não chegava a ser gigante, era uma criatura alada com uma envergadura de asa de três metros. Porém, não deixava de ser letal. Uma mulher da primeira fileira foi a primeira vítima devorada e logo começou a correria.

- Monstros em Deacon City?! - Tommy ficou atordoado, ele nunca viu um alienígena maligno fora da Alameda dos Anjos. Mesmo na sua época de Ranger, quando tinha dezessete anos, Tommy se perguntava porque tanto interesse em um lugar tão pequeno se dava para invadir a Terra através de qualquer ponto do planeta.

- Se eu ainda tivesse o meu morfador. - O espírito guerreiro de Tommy desejou enfrentar o monstro, mas sem os seus poderes seria suicídio. Sua única opção era disputar espaço com a multidão em pânico e fugir pelas saídas de emergência.

O shopping estava tomado por criaturas aladas. Todas semelhantes àquela que invadiu a sala de cinema. Pareciam dragões, já que eram répteis quadrúpedes alados. Porém, como não cuspiam fogo, não podiam se enquadrar no gênero. Do último andar, que era onde ficavam o cinema e a ala de alimentação, Tommy assistiu à uma cena de horror. Sangue, morte e monstros. Nenhuma das criaturas que enfrentou na juventude proporcionava tanta carnificina e nunca apareciam em grupo. Eram sempre um monstro principal e vários menores com baixíssimo potencial ofensivo.

- Está preparado para subir de nível? - Disse Raiden após se materializar ao lado do guerreiro em sua forma de mendigo.

- Quem é você?! - Perguntou Tommy se colocando em posição de luta.

- Meu nome não é importante, só o planeta, que está precisando de campeões mais do que nunca. - O deus do trovão entregou ao herói o seu antigo mofador. Tommy se alegrou ao vislumbrar o retorno de sua época de glória.

- Como você...? - O bom samaritano de chapéu de palha desapareceu. Raiden tinha outros problemas para resolver, no caso ajudar um kryptoniano que estava apanhando de Shinnok. - É hora de morfar! - Tommy foi coberto com uma roupa branca super resistente com detalhes dourados e com o peitoral preto. Seu capacete, que lembrava vagamente o de motoqueiro, tinha um desenho dourado que remetia ao animal que o simbolizava, o tigre. Em sua mão materializou-se uma espada com uma lâmina curva e cuja ponta do cabo tinha um rosto felino.

Sem pensar duas vezes, Tommy se jogou do terceiro andar em cima de um pseudo-dragão e decepou sua cabeça com um golpe de espada. Uma segunda fera ele eliminou usando o cabo de sua arma, cujo rosto felino disparava raios vermelhos pelos olhos. Um terceiro demônio voava em sua direção para abocanhá-lo quando foi abatido pelas costas por flechas de energia verdes.

O guerreiro que ajudou Tommy, aos seus olhos, parecia um go go boy. Vestia uma calça jeans cheia de frufru na bainha e estava sem camisa, apesar de usar jaqueta. Seu rosto tinha pintura ao redor dos olhos e preso a uma faixa na cabeça havia uma pena. - Quem é você?

- Nightwolf.

- Não, o seu nome de verdade. - Nightwolf se ofendeu com o que julgou ser uma zombaria com sua cultura apache. Porém, devido ao tamanho da crise, resolveu ignorar.

- As ruas estão tomadas, precisamos de ajuda lá fora. - Enquanto Nightwolf seguia correndo até as ruas, o Ranger branco decidiu se teleportar. Há anos que não usava aquele poder, tinha saudade de se ver trocando de cenário sem ter que andar.

A intenção era ser teleportado para a rua, Tommy não sabia porque havia parado dentro de um prédio. - Será que tantos anos sem mofar me fez perder a prática? - Como o andar estava lotado de criaturas, Tommy concluiu que o teleporte não tinha sido em vão. Os monstros dali eram de um tipo diferente, humanoides, porém, também alados. Um deles arrombou uma porta e Tommy ouviu um grito feminino. Correndo para salvar a vida da mulher em perigo, ele cortou a criatura ao meio pelas costas. O sangue jorrado banhou a mulher que o Ranger socorreu. Sem tempo para prestar socorro emocional, o Ranger Branco voltou a se ocupar matando os enviados do Netherrealm.

A doutora Harley Quinn estava a beira da loucura, ser banhada com sangue demoníaco não ajudou muito. Não foi sua intenção, mas acidentalmente a psicóloga ingeriu o sangue do monstro. O efeito foi imediato, pior do que a mais potente droga e cuja bad trip nunca terminava. Uma gargalhada extremada marcou o fim de seu contato com a realidade.

Em outro canto de Deacon City, Catherine novamente se escondia no quarto dos fundos de sua casa para se proteger e ao seu bebê. Da última vez ela classificou quem a ameaçava de monstro, mas ele era só um humano normal. Agora não, os monstros passaram a ser reais. Sem ter mais a proteção do seu irmão desaparecido, Terrafaux, Catherine estava quase conformada com o seu fim. Mas o destino tinha outros planos para ela e sua filha, Jacqueline. Um homem musculoso do porte de um lutador de MMA e com pele de rocha. Ao avistar a mulher assustada, carregando um bebê, a criatura se alegrou. - Meu nome é Henge, vim do Reino do Pesadelo. Quebro pescoços muito tempo antes de seus ancestrais terem aprendido a caminhar com a coluna ereta.

- Grandão, se você é valente mesmo enfrente alguém que possa revidar! - Jax se impressionou após perceber que repetiu o mesmo discurso que recebeu de Terrafaux quando tentou invadir a casa de sua ex-mulher.

- Me falaram de você. - Disse Henge. - Você é aquele que gosta de bater em mulher. - Se o monstro de pedra queria abalar emocionalmente Jax ele conseguiu. De guarda baixa, Jax levou um soco na cara de um ser feito de pedra. Seu rosto quase saiu do lugar. O ex-oficial desabou no chão em cima de uma poça feita com o seu próprio sangue. Para consertar seu rosto iria precisar de uma cirurgia estética. Apesar de ter odiado aquele homem por tanto tempo, o fato dele ter se sacrificado por ela fez com que Catherine repensasse sua avaliação sobre o seu caráter. Algo que era bem diferente de perdoá-lo.

- Se ama mesmo sua filha, prove usando esses músculos para outra coisa que não seja me agredir! - Gritou Catherine. - Mas nem pense que eu vou dar para você só porque salvou minha vida.

- Depois pergunta porque apanhava.

- Você disse o quê?!

Com suas mãos de metal, Jax socou o rosto do homem de pedra repetidas vezes. Estava conseguindo fazer algum estrago, mas bem menos do que ele esperava. - Por que vocês criaturas bizarras são tão difíceis de eliminar? - Cansado de só apanhar, Henge agarrou os dois pulsos de Jax e os esticou como se quisesse arrancá-los. Era uma experiência similar ao que passou com Tremor. Decidido que não iria passar por aquilo novamente, Jax se apoiou nas mãos de Henge que o seguravam e deu um chute com as duas pernas no peito da criatura, que o largou.

- Desista, sou muito mais forte. Não há como você ganhar.

Como os seus novos membros eram conectados ao seu sistema nervoso, talvez eles passassem ao seu cérebro informações de como usá-los, além de lhe emprestar mobilidade. Por instinto, ou por um conselho de seus braços biônicos, Jax apontou seu punho para Henge, mas não o usou para socá-lo. Disparos de plasma saíram de sua mão e acertaram o monstro de pedra. O primeiro impacto acertou bem no meio do seu peito abrindo um rombo. Henge não sangrava e parecia não ter órgãos internos. Mas o golpe foi suficiente para eliminá-lo.

- Eu agradeço por ter salvado a minha vida. - Disse Catherine. - Mas agora saia de minha casa. Não quero ter que te olhar nunca mais.

Jax se virou para a saída da casa e disse, sem olhar para trás. - Não precisa me agradecer, eu quis salvar a vida da minha filha, salvar a sua foi eleito colateral.

- Filho da puta nojento!

Não era um monstro qualquer, sua aparência era até humana, porém ele era muito mais letal. O ninja vestido de amarelo desviava das balas dos oficiais das Forças Especiais e os eliminava com extrema facilidade. Sua matança só foi interrompida por um jato cryomancer que o congelou. Frost retirou o seu capacete revelando cabelos prateados típicos de sua espécie. Ela esperava que o ninja morto tinha sido eliminado, porém, o gelo começou a derreter em resposta ao calor que o corpo do defunto emanava. Scorpion agarrou o pescoço de Frost que para se defender transformou a sua pele em gelo. Ela esperava que o seu frio fosse superior ao calor do ninja morto, mas não era.

- Você é a putinha de Sub-Zero, não é? Confesse, esse anos todos treinando juntos nunca rolou uns momentos mais... Será que é certo usar o termo "acalorado" para definir uma paixonite entre dois cryomancers? - Um raio branco surgiu do céu, alguém havia acabado de se teleportar. Um homem que Scorpion desconhecia, mas cuja postura revelava um porte de guerreiro. - E quem é você, homem de branco?

- Antes eu tinha uma identidade secreta, mas hoje em dia ninguém liga mais para isso. Sou Tommy Olsen, o primeiro Ranger Branco. - Só quando Frost desmaiou foi que Scorpion se deu por satisfeito e partiu para cima do Ranger. Seus socos e chutes flamejantes eram em sua maioria bloqueados, mas alguns atingiam seu oponente. Tommy sentiu o peso dos seus golpes. O calor atravessava o seu traje espacial e fazia-o arder. Se não estivesse transformado certamente já teria morrido. Com sua espada, Tommy tentou acertar Scorpion, mas esse evitava os seus golpes com suas lâminas. Um duelo espadachim deu lugar ao combate físico direto. Demonstrando ser mais habilidoso do que o Ranger, o ninja morto o desarmou e estava prestes a decapitá-lo, quando este se teleportou bem a tempo de salvar o seu pescoço. Reaparecendo atrás do seu inimigo, Tommy o chutou o mais forte que conseguia. O que com aquele traje era muito.

- Cuidado! Ele vai usar sua... - O aviso de Frost veio tarde demais. Scorpion lançou sua kunai presa em uma corrente em direção ao rosto do herói do passado. Ele morreria, se Frost não tivesse congelado o chão embaixo dos seus pés fazendo com que caísse.

- Não vou ter sossego enquanto não eliminar você, né, menininha. - Scorpion puxou Frost pelos cabelos e a forçou a ficar em uma posição que facilitaria sua decapitação. Com uma espada em sua outra mão ele já estava prestes a finalizá-la, quando um raio vermelho o atingiu. Era Tommy usando o cabo de sua espada.

Com um grito de cólera, Scorpion se atirou no casal que o enfrentava. Mas algo inusitado interrompeu sua fúria. - Jubei? - O garoto não estava presente em carne e osso, até porque não os tinha mais. A criança era só espírito, mesmo assim tinha força suficiente para manter uma conversa.

- Você não é o Shirai Ryu que eu me orgulhava. Você é um monstro.

Tommy cutucou o ombro de Frost e fez a ela um pedido. - É melhor a gente sair daqui. Isso virou caso de família.

- Os Shirai Ryu eram os heróis de minha história. Não aqueles que ajudavam os monstros a matarem os inocentes.

- Filho, eu...

- Não me chame de filho! Você preferiu ir ao inferno do que ficar comigo! E por vingança?! Você não escolheu decair, foi para o inferno porque lá é o seu lugar. - Jubei ascendeu aos céus assim que confrontou o seu pai, enquanto isso Scorpion se despia de sua forma assustadora e retornava a ser apenas Hanzo. Um buraco que emanava uma luz vermelha abriu no chão e Hanzo Hasashi desceu.

Caminhando com um exército as suas costas, o imperador pisava no plano terreno pela primeira vez. Ele sentia uma alegria inebriante por ter a certeza de sua vitória. Soldados das forças armadas do exército americano disparavam contra o homem seminu com capacete de samurai. A maioria deles não sabia se ficava com medo ou se achava a cena estapafúrdia. Um tanque de guerra abriu caminho entre os militares e atirou no alienígena. Os soldados comemoraram brevemente, mas logo perceberam que o esquisito não havia sofrido um arranhão. Shao Kahn materializou seu martelo e pulou em cima do veículo militar usando toda a sua força na marretada. O tanque amassou como se fosse feito de alumínio e quem estava dentro morreu. Os soldados desesperados atiravam nele mesmo tendo a ciência que as balas não perfuravam sua pele grossa. Após muitos morrerem sob marteladas que os transformaram em massas disformes de sangue, os outros fugiram. Dando mais valor as suas próprias vidas do que aos seus deveres. - Mais que guerreiros sem honra! Fugindo da batalha.

O golpe seguinte atingiu o rosto de Shao Kahn, mas não provocou nenhum dano a sua pessoa. Só serviu para que seu capacete caísse no chão. Foi um raio de fogo disparado por um chinês vestido de roupa social. Por ele ter cortado o cabelo, o imperador demorou à reconhecê-lo. - O "campeão" do Mortal Kombat. Que surpresa. Vamos, mostre sua forma de dragão!

- Eu não preciso dela para derrotá-lo! - Liu Kang deu o seu famoso chute bicicleta que atingiu o peito do imperador. Esse por sua vez, só deu alguns passos para trás. Em seguida pegou o seu martelo e tentou acertar a cabeça do monge shaolin, que desviou a tempo. Kang se aproveitou que era muito mais leve e rápido que Shao Kahn e começou a socá-lo em várias partes do seu corpo. Pelas laterais e nas costas principalmente. Mas seus socos eram ineficazes e por fim o imperador o mandou para longe com um dos seus chutes desengonçados. Aproveitando que seu inimigo estava caído, o imperador o atingiu com uma rajada óptica. Ele esperava que isso fosse mais do que suficiente para matar um mortal. Porém, Liu Kang continuou vivo.

- Você tem mesmo sangue de dragão, não é? Pois me mostre! Nunca enfrentei um dragão nos meus cinquenta mil anos de vida.

- Quer enfrentar um dragão, imperador? - Ao olhar para trás Shao Kahn viu um oriental de quarenta anos trajando um terno verde. - Pois tente a sorte comigo. - Usando toda a força dos seus braços, Shao Kahn se aproximou do estranho na tentativa de acertá-lo com uma martelada na cabeça. Porém, o homem a bloqueou com o antebraço. Qualquer outro teria o seu membro amputado se fizesse isso. A cara de estranhamento do conquistador fez com que o dragão se alegrasse. - Agora a ideia de enfrentar um dragão não lhe parece mais tão atrativa, certo? Cuidado com o que deseja, diz o ditado. - As roupas de Onaga se rasgaram a medida que ele ia deixando sua forma humana para trás. Sua forma draconiana não tinha nenhuma relação com a de Liu Kang. Seu corpo continuou humanoide, com braços e pernas, porém reptiliano. Ele crescera ao ponto de superar Shao Kahn em altura e massa muscular. Em sua cabeça havia um par de chifres e nas costas asas de morcego. Seus olhos amarelos empunhavam medo em qualquer um, inclusive no imperador. - É engraçado ver imortais sentindo medo após tantos milênios se achando superiores.

O medo fez com que Shao Kahn travasse. Onaga aproveitou isso para agarrá-lo e levá-lo para bem alto. Quando chegaram a uma distância significativa do chão, o Rei Dragão finalizou o seu adversário mordendo sua cabeça e puxando seus dois braços. No final o corpo morto do imperador desabou no chão sem os braços e a cabeça que foram largados depois.

Onaga pousou diante do seu filho e perguntou. - Por que você não se transformou? Aposto que conseguiria vencê-lo na sua forma real.

- Essa é minha forma real! - Enfrentou Liu Kang. O Rei Dragão sentiu orgulho do filho por ele não titubear em peitar alguém que era muito mais poderoso do que ele.

- Você é um bom guerreiro. Os monges te ensinaram bem. - O dragão alçou voo e partiu, mas não sem antes dar um aviso ao seu filho. - Nos vemos daqui há quinhentos anos. Até lá decida-se se quer que o reino da Terra seja nosso ou não.

- Eu já tenho a resposta para essa pergunta! A Terra pertence à humanidade!

Onaga riu. - Você não sabe nada, Liu Kang. Faz muito tempo que a Terra não é dos humanos. Acha mesmo que Shao Kahn foi o primeiro que tentou conquistar esse planeta?

- Do que está falando?!

- Houveram outros conquistadores de reinos nessas paragens. Um deles foi bem sucedido e está no poder até então.

- Quem?

- Mas não é óbvio?! Quem se intitula o "deus protetor" do reino da Terra?

Os céus trovejavam enquanto dois deuses se confrontavam. Samurai Raiden e Samurai Shinnok trocavam golpes de espada sendo que raramente o aço de uma de suas lâminas divinas triscava na carne do outro. O deus ancião estava impressionado com a força daquele que considerava ser só uma entidade menor. - Como um deus de baixo nível está conseguindo fazer frente a mim?

- Vocês do panteão dão muito valor à títulos. Em meus milênios de vida já vi muito deus ancião ser vencido por deuses "menores".

- Pare de se iludir, isso não vai acontecer. - Apelando para um poder estranho, Shinnok fez surgir duas mãos esqueléticas que agarraram Raiden. Uma segurou as pernas e a outra o torso. O deus do trovão não conseguiu se soltar e isso maravilhou o regente de Netherrealm. - Para onde será que vão os deuses quando morrem? - Raiden gritou de dor quando as mãos começaram a torcer o seu corpo. Se aquela tortura durasse mais tempo Raiden seria finalizado. Mas um trovão repentino causou uma explosão que eliminou qualquer chance de vitória de Shinnok. As mãos esqueléticas foram pulverizadas e Raiden mudou de forma. O relâmpago o vestiu com uma armadura dourada e ele voltou a usar seu chapéu característico. Só que não era mais de palha, mas sim do mesmo material da armadura.

- O que é isso?! Você é um deus ancião?!

- Eu sou mais que isso! - O raio que atingiu Shinnok tinha uma potência tão absurda que conseguiu fazer um deus milenar se lembrar do que era dor. - Você gosta de torturar almas em seu reino, será que gosta de ser torturado também? Tem fetiche para tudo.

- Paraaa!

- "Para onde vão os deuses quando morrem"? Isso é algo que você nunca vai saber. - Com um relâmpago cortante, Shinnok teve sua cabeça arrancada. Porém, devido a maldição de Raiden, a entidade continuou viva. Sua cabeça, que permanecia consciente, caiu no chão e lá ficou babando com a língua do lado de fora.

Ao lado de Frost, Tommy aguardava a aproximação de um exército demoníaco. Eram muitos para eles enfrentarem sozinhos e ambos sabiam disso. Mas a única opção que tinham era lutar, pois estavam cercados. - Não se preocupe, são só alvos para distrair dos inimigos principais. Vivi minha adolescência inteira enfrentando esse tipo. - O Ranger Branco mentiu. Nunca enfrentou uma quantidade tão numerosa de seres das trevas. Frost sabia que ele só queria acalmá-la, mas fingiu acreditar. O casal correu em direção ao exército de monstros até que eles sem explicação foram reduzidos à pó. - Não disse. O líder deve ter morrido. A gente estava se preocupando a toa. - O alivio de saber que continuaria viva fez com que Frost chorasse com vontade. Em sinal de solidariedade, Tommy tirou sua roupa de Ranger e a abraçou. - Calma, querida. Acabou.

Curiosidade

01 – Por incrível que pareça, os Power Rangers tem uma relação com Mortal Kombat. Procurem no Youtube por "Scorpion Vs White Ranger". Há um canal não oficial que mostra personagens de diferentes fontes da cultura pop se enfrentando. A qualidade não é hollywoodiana, mas é muito boa para ser classificada como amadora. E no vídeo indicado o ator Jason David Frank (que interpretou o Ranger Branco clássico) retoma o seu papel. O ator é o único da série que sabia lutar de verdade.

02 - Henge é um personagem que apareceu nas edições da Malibu Comics.