Olá meninas, desculpem-me a demora. Normalmente não sou de demorar desse jeito, mas não tive como postar antes.

Como prometido, esse capitulo é maior do que o anterior. Vou tentar aumentar sempre e postar com uma frequência um pouco maior.

Sem mais, segue o capitulo.

Desclaimer: Inuyasha e sua turma não me pertencem, Lorena Sales sim.

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Capitulo 2

Um mês havia se passado desde minha chegada ao Japão, e nenhum outro incidente havia acontecido. Pelo contrario a família foi muito receptiva comigo. Me tornei grande amiga de Souta (sempre amei crianças), ele me contou que ele tinha uma irmã, e que se ela estivesse viva, teria a minha idade. Parece que ela morreu de uma doença seria, mas Souta não soube me explicar qual, uma vez que ele era muito novo quando aconteceu. Disse-me também que o senhor Onigumo não era seu pai, e sim seu padrasto, ele não soube me dizer o que aconteceu com seu pai. Também não quis perguntar.

- Bom dia – disse chegando a cozinha.

- Bom dia aneue – Souta disse, ele criou essa mania de me chamar de irmã sozinho, e bom, não tive como desmenti-lo, mas sentia os olhos tristes da Sra. Higurashi toda vez que ele dizia isso.

- Dormiu bem querida? – Ela me perguntava.

- Sim, obrigada.

- Eu já fiz o café da manha, coma logo para não se atrasar para escola. Você também senhor Souta, não me enrole. – ela dizia com falsa briga.

- Sim mamãe. – Souta dizia desanimado. Hoje era nosso primeiro dia de aulas após as férias de verão. Eu estava animada para conhecer gente nova da minha idade.

- Anime-se Souta – digo afagando o cabelo dele – você não sente saudade de seus amiguinhos?

- Na verdade sim, mas não sinto nenhuma saudade dos deveres de casa que serão passados logo na primeira semana – ele diz fingindo que vai chorar.

- Você vai se dar bem, e depois nós podemos ajudar um ao outro não é? – digo tentando anima-lo.

- Promete que vai me ajudar no meu dever de casa? – Ele diz com os olhos brilhando.

- Prometo que sempre que estiver em casa te ajudarei – digo.

- É uma promessa – ele diz feliz e comendo seu café com rapidez. Termino o meu também e subo para escovar meus dentes e pegar minha mochila. Digo tchau a todos e me dirijo ao inicio da escadaria quando Naraku me chama.

- Gostaria de uma carona no primeiro dia de aula? – ele pergunta gentil – para você não se perder.

- Claro! – digo sorrindo. Começamos a descer as escadas silenciosamente, e no final da mesma ele me conduz com sua mão grande em minhas costas para me dizer onde ficava o carro. Confesso que estranhei, por mais que eu como brasileira não estranho o gesto, japoneses não possuem o costume de tocar. Desliguei-me disso e fui até a escola com ele.

- Obrigada pela carona – digo educadamente.

- Não há de que, não posso te buscar na volta, mas creio que aprendeu o caminho certo? Não é muito longe.

- Sim, não há como que se preocupar – faço uma reverencia e me viro para entrar na escola. Vamos ao primeiro dia.

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- Bom dia classe, todos aos seus lugares – a professora entra e todos sentam. – Esse ano nós temos uma aluna nova, por favor, entre srta. Sales.

Entro e muitos olhares direcionam-se a mim, sinto-me estranha por ser tão observada.

- Apresente-se – a professora diz.

- Olá, me chamo Lorena Sales e sou brasileira. Por favor sejam meus amigos. – e faço minha reverencia. Um aluno levanta a mão.

- Não é um momento de perguntas e respostas Takeshi – a professora diz.

- Mas é só uma pergunta professora, e acho que todos estão curiosos. – ele diz.

- Seja rápido.

- Como fala japonês tão bem? – o menino pergunta.

- Fui alfabetizada em uma escola japonesa em meu país, o japonês é minha primeira língua. – respondo e recebo olhares de compreensão.

- Duvidas sanadas, vamos a aula. Sente-se atrás da aluna Sango – a professora diz e uma menina levanta a mão. Dirijo-me até ela e sento.

- Seja bem vinda a nossa escola – Sango diz baixinho – Sou Taijiia Sango e essa é Saito Rin – ela diz apontando para a menina ao meu lado que me da um lindo sorriso. – você pode passar o intervalo com a gente.

Confirmo com a cabeça e começamos a prestar atenção na aula. No intervalo de uma aula para outra Sango se vira para traz.

- Onde será que esses meninos se meteram?

- Você sabe como eles são Sango, não sei por que está tão nervosa. – Rin responde.

- Mas eles vão ver só quando eu os encontrar. – o olhar assassino dela me fez não abrir a boca para perguntar de quem elas estavam falando, e logo o professor da próxima aula chega.

No intervalo as meninas me levam até a parte externa da escola e nos sentamos perto de uma arvore.

- Meninas, onde é o banheiro? – pergunto

- É só entrar por aquele portão e entrar a direita, logo verá a porta do banheiro. – Rin diz. Agradeço rapidamente e saio correndo, de repente fiquei realmente apertada. No meio do caminho dou uma incrível esbarrada em alguém, a pessoa nem se meche e eu quase voei para traz, mas o mesmo me pegou.

- Olha para onde anda menina – o menino alto de lindos olhos dourados diz, era aquele hanyou da sorveteria, mas minha vontade de ir ao banheiro só se intensificou após o tombo, não tive como falar direito com ele. Recompus-me, disse um obrigada rapidamente e sai correndo de novo.

- O seu jeito com as mulheres me surpreende a cada dia Inuyasha.

- Feh! Cala a boca Miroku.

E os dois seguiram em direção ao caminho contrario.

- Ufa! Pensei que não ia conseguir chegar a tempo – digo saindo do banheiro e tropeçando novamente.

- Olha por onde anda ridícula – uma garota de cabelos negros como seda e olhos frios disse pra mim. Não tive nem a chance de pedir desculpas, ela se virou e saiu andando com suas amigas. Não era a menina da sorveteria também? Acabou que encontrei os dois.

- Credo! O que esta acontecendo comigo hoje? – falo comigo mesma me levantando. – Ai! – olho para meu pé e descubro que o torci. – Droga. Aqui deve ter uma enfermaria não é? – Como não sei onde é, decido ir pedir ajuda para as meninas. E como saci, vou até elas.

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- Posso saber aonde que vocês estavam? – Sango brigava com dois meninos.

- Sangozinha meu amor, você sabe que nós não viríamos cedo no primeiro dia de aula – o menino moreno chegava abraçando a menina com raiva.

- Feh! Não tenho que te dizer nada da minha vida – menino de cabelos prateados dizia.

- Tem sim. Principalmente se o Miroku estiver envolvido. – Sango ainda dizia.

- Acho que vou perguntar ao Sesshy se ele sabe de alguma coisa. – Rin dizia com cara de inocente, e o menino de cabelos prateados engoliu em seco por um momento.

- Não precisa ir tão longe Rin – Mirku dizia – Só estávamos matando aula na sorveteria nova da esquina.

- E flertando com varias mulhe... o que aconteceu com você menina? – Todos os olhares se dirigiam a mim no momento e Sango se aproximou preocupada juntamente com Rin.

- N-nada de mais, só tropecei. E acho que torci meu pé - Digo sorrindo sem graça. Olho para o menino de cabelo prateado meio sem jeito. – O-oi.

- Isso foi por causa do esbarrão? Mas você saiu correndo! – ele diz meio incrédulo.

- Não, não. Foi saindo do banheiro, esbarrei com uma menina. – digo tentando tranquiliza-lo.

- Vocês já se conhecem? – Rin pergunta

- Nos esbarramos no corredor – Diz o menino.

- E como vocês se conhecem? – Pergunta Miroku.

- Se vocês tivessem ido a aula de manha, conheceriam ela – Rin diz – Ela é nossa amiga de classe, Lorena Sales, veio diretamente do Brasil.

- E como ela fala o japonês tão bem? – Miroku continua. – Sabe sambar? – Reviramos os olhos.

- Novamente se estivessem na aula saberiam a resposta dessa pergunta e fica quieto. – Rin completa.

- Então aproveita que você não foi as primeiras aulas, Inuyasha, e falta logo o dia todo. Leve a menina a enfermaria – diz Sango resignada.

- Feh! E porque eu? – Ele diz emburrado.

- Não precisa gente, só me da as direções - Digo tentando amenizar.

- É no segundo andar, querida, você precisa de ajuda. E nós não temos força. – Rin diz.

- Que leve o Miroku – Inuyasha diz se virando de braços cruzados.

- Mas nem pensar – Sango intervém – não quero a menina traumatizada no primeiro dia. Leve-a logo.

- Feh!

- Rin aquele ali não é Sesshoumaru? – Sango diz. O menino arregala os olhos e praticamente me pega no colo me puxando para dentro do colégio. Quando chegamos a primeira escada ele finalmente parou.

- Desculpe-me pelo incomodo. – digo – não precisa me levar, só me diga as instruções, por favor.

- Só precisa subir e entrar a esquerda e depois a direita, terceira porta. – ele diz rapidamente e se vira na direção contraria.

- Obrigada – dirijo-me ao primeiro degrau e quase caio. – Ai! – quando tento de novamente sinto-me no ar.

- I-Inuyasha! Não precisa fazer isso, eu consigo – digo vermelha, eu nem o conheço e ele esta me pegando no colo.

- Fique quieta menina, seu pé esta machucado – ele diz. – Você é muito desastrada.

- Mas, mas eu sou pesada – não que eu fosse gorda, mas para os padrões de meninas japonesas eu era praticamente uma obesa. – E eu não sou desastrada, hoje esta sendo um dia atípico.

- Você não pesa nada menina – ele continua a me carregar mesmo quando a escada termina. Na porta da enfermaria ele me bota no chão, mas sem me soltar e abre a porta.

- Kaede-baba tem esta por ai? – Ele diz meio grosseiro.

- Inuyasha, não fale assim com os mais velhos – ralho com ele. Não o conheço, mas não consegui controlar-me.

- Já estou acostumada querida. – uma senhora aparece e Inuyasha me põe em cima de uma cama. – o que aconteceu?

- Acho que torci o pé. – Ela pega em meu pé analisando e eu solto uma pequena exclamação de dor quando ela toca em meu tornozelo.

- Cuidado velhota – Inuyasha diz. Ele ainda não foi embora? Pensei que só me deixaria aqui e iria.

- Inuyasha, já que ainda está aqui – ele ficou vermelho com a constatação – pegue aquele spray ali na prateleira.

Ele ainda vermelho, pega o spray entregando para a enfermeira. Ela passa no meu pé e o enfaixa.

- Evite andar no dia de hoje querida. Amanha ainda vai estar um pouco inchado, mas estará melhor. – Ela escreveu algo em um papel e deu a Inuyasha.

- Leve-a para casa Inuyasha. – Ele nada disse, concordou com a cabeça e me pegou no colo novamente.

- Você sabe que não precisa me pegar no colo. – Digo já me acostumando.

- É mais fácil assim. – Ele se dirigiu a nossa sala de aula para pegar minhas coisas. Sob os olhos de todos na turma entramos na sala, escondi o meu rosto o máximo que pude em seu peito enquanto ele entregava o papel de despensa para professora, que mandava Sango recolher meu material e entregar a Inuyasha.

- Que vergonha! – Disse ainda sem coragem de olhar na cara dele – que lindo primeiro dia de aula.

- Feh! Você não tinha como saber que isso iria acontecer. – ele tenta me reconfortar.

- Você vai me levar no colo até em casa? Você vai se cansar muito. – Digo preocupada.

- Você ainda não reparou que sou um Hanyou? Não me canso fácil assim. Muito menos com seu peso. É quase como carregar minha mochila, se eu trouxesse uma – ele da um sorriso maroto de lado.

E então finalmente tomo a coragem necessária para olhar para ele direito e nas, incrivelmente fofas, orelhas dele. Será que ele me deixaria pegar nelas?

- Mas não irei te carregando. – Ele completa.

- Não? – pergunto confusa quando ele para na frente de uma moto.

- Não. – Diz ele me pondo na garupa de traz.

- Moto não é o melhor transporte para uma menina com essas roupas – tento protestar. – E você tem idade para dirigir isso?

- Mas é o que temos para hoje – ele diz e me passa o capacete. – Eu tenho 16 anos humanos, mas como sou um hanyou, tenho leis diferentes quanto a maior idade.

- E você? – digo pegando o capacete.

- Não me machuco tão fácil. – ele responde convencido. – Onde você mora?

- Templo Higurashi. – respondo já pondo o capacete.

- Voce mora em um templo? – Ele pergunta divertido olhando para mim.

- Moro, porque?

- Nada não. – ele sorri e segue com a moto em direção a minha casa.

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Estou particularmente muito feliz pois recebi dois comentários huuhuu! Vocês não sabem como foi bom recebe-las, uma vez que a proposta da fic é meio diferente do normal. Então vamos aos agradecimentos.

Patyzinha: Que bom que você gostou, espero que eu consiga atender as expectativas rsrsr. Por favor continue acompanhando xD. Kissus.

Kah Chan: O suspense já acabou shauhuah E se tem algo em comum em todas as minhas histórias é a Kiki se ferrando, pelo menos em todas de universo alternativo. A história tem o inicio e o meio muito bem desenvolvidos na minha cabeça, o final que ainda é uma surpresa pra mim. Obrigada por acompanhar e vou tentar sempre aumentar os capítulos.

Estou muito feliz mesmo por ter um retorno e vou mesmo procurar postar com mais frequência, principalmente agora que a amiga aqui esta desempregada rsrsr.

Jane

Lory Higurashi