Parte 1

Os anos se passaram e transformaram Bolivar em um belo rapaz. O amor não correspondido que nutria por Grace passou a ser correspondido a medida que ele foi amadurecendo no corpo e na mente. Agora ele tinha dezesseis anos e ela vinte e quatro, tornando o relacionamento dos dois viável. - Bolivar, quero te mostrar algo. - Grace corria na frente fingindo ser sua presa enquanto Bolivar fingia ser seu caçador. A caça maneirava na corrida, pois tinha esperança em ser capturada, algo que acabou invariavelmente acontecendo. Bolivar a agarrou por detrás e a beijou na nuca. Em seguida os lábios se tocaram e as roupas começaram a cair no chão. Ao natural, eles rolavam na terra enquanto faziam amor. Era a primeira vez de Bolivar, a terceira dela, por isso a garota em grande parte do ato tinha que guiar o menino (que já não era mais tão menino assim).

Depois de se relacionar com sua namorada, os dois se despediram demoradamente. Ela voltou ao cogumelo onde trabalhava para Absoloon e ele voltou para o Clube, no caminho, porém, ele foi interceptado por um gato feito de fumaça com um grande sorriso macabro. - Pobre garoto rico. Está destinado a perder seus amores.

Munido com um pedaço de tronco ele tentou utilizá-la como arma. - Sou um homem respeitável! Não mexa comigo!

O gato fumegante desatou a rir. - "Homem respeitável", você é só um garoto que não está preparado para o que virá. Traição, morte, sangue das pessoas amadas. - Bolivar arremessou o tronco no gato e ele desapareceu.

- Esse país ainda vai me deixar maluco.

Parte 2

As reuniões do Clube não mudavam muito, era chá as cinco horas e comilança, Desde que foi convidado ao clube, Bolivar não perdera uma reunião. Os assuntos em pauta eram os mais desvairados e irrelevantes. A única coisa que importava para eles era acolher a Escolhida e enquanto esse dia não chegava gastavam suas reuniões com frivolidades. Ao menos eram divertidas.

Enquanto bebia seu chá, Bolivar se recordava do aviso do gato de fumaça. Ao mesmo instante o Rato Respeitável se mostrava que não era tão respeitável assim ao visitar a Rainha Cabeçuda e presenteá-la com a informação de que havia um grupo querendo sua cabeça e que só esperava a chegada da Escolhida.

TUDO ISSO POR CAUSA DE OURO!