Capítulo 1 – Prólogo.

AMIGOS, AMIGOS, AMORES A PARTE

Eu sempre gostei da calmaria de minha vida. Da minha escola maravilhosa. Da minha mãe que era um amor de pessoa. E de minhas amigas que eram as melhores do mundo.

Eu poderia acabar com esse diálogo, que demonstra o quanto a minha vida era perfeita, caso se tudo o que eu disse agora não fosse um monte de mentiras.

A minha vida era mais agitada que a Time Square. Minha mãe mal parava em casa depois da morte de papai. Para poder nos sustentar ela começou a trabalhar numa empresa de leilões Hugo Renaldi, coordenando leilões de bens e antiguidade em toda costa leste, e com isso ela viajava muito, ficando alguns dias fora da cidade a cada semana.

Minha escola era uma merda, as aulas eram tão entediantes que eu acabava colocando meu sono em dia em algumas matérias, e por muitas vezes sendo acordada com um toco de giz na minha cabeça, que o professor tacava em mim.

Minhas amigas são duas: minha melhor amiga, Vee, viciada em dietas, chata, intrometida, e totalmente sem noção. E minha prima totalmente vadia, Mercie, que sempre me coloca em cada enrascada com seus encontros que sempre acabava num fiasco e eu sempre tinha que resgatá-la, para a bonita sair em grande estilo.

Mesmo com tudo isso acontecendo em minha vida, que por muitas vezes me fazia entrar em crise adolescente, não posso deixar de mencionar o meu maior causador de problemas na minha vida. Meu melhor amigo e vizinho.

Seu nome é Patch, bom era como ele gostava de ser chamado, pois odiava seu nome de batismo. Ele era legal, chato, folgado, e terrivelmente irritante com seu ego maior que um campo de futebol. Lindo, charmoso e totalmente cativante, mas era um verdadeiro cafajeste de primeiro escalão.

Nossa amizade é sólida, quase intacta, pois crescemos juntos e somos amigos desde que eu me entendo por gente, assim como Vee e Mercie. Sei tudo sobre ele, assim como ele sabe tudo sobre mim. E apesar da metade da escola morrer de inveja e raiva por eu ser a melhor amiga de Patch, eu não via tanta vantagem nisso, pois o mesmo adorava me explorar. E não posso deixar de lado o fato que eu só vivia em confusão por sua causa, o que por muitas vezes eu acabava de castigo e sem mesada.

Mas diante tudo isso e de sempre prometer para mim mesma que nunca mais iria na onda dele, eu sempre caía em sua pilha. E dessa vez não foi diferente em aceitar mais uma de suas ideias estúpidas.

Decretou que iria me conquistar em uma semana.

Ele havia cismado comigo de repente, pois eu nunca dei bola para suas investidas sem graça, ou as suas cantadas nojentas, mesmo que por várias vezes seja brincadeira. Mas eu senti no dever de aceitar. Queria quebrar a sua crista, deixá-lo arrasado com o seu ego irritante lá embaixo. Eu queria mostra para ele que eu não era uma garota qualquer, e muito menos as vadias que ele pegava.

E esse foi o meu grande erro. Um erro tão grande que se tornou quase mortal, pois nunca passou pela minha cabeça que ele fosse jogar tão baixo, usando todas as coisas que ele sabia de mim, contra mim.

Seu jeito diferente e totalmente ousado estava começando a me convencer, pois se ele não estava sendo verdadeiro naqueles momentos únicos e especiais, ele era um ótimo ator.

E tudo o que se passava pela minha cabeça era pedir para que a semana passasse o mais rápido possível, pois a situação estava ficando tão crítica que estava saindo do meu controle.

Pois eu estava me apaixonando por Patch, mas não tinha ideia dos seus sentimentos por mim. E se ele ganhar essa aposta, eu realmente estava ferrada.