Eu estava sem nada para fazer mesmo então comecei a escrever alguma coisa, saiu isso… Do que se trata?… Uma das muitas possibilidades do que poderia acontecer depois da captura do Vácuo… Depois do Prólogo mais que batido, com as cenas finais do segundo movie, levemente modificadas, juntamente com o beijo que nunca apareceu, embora tenha acontecido na imaginação todos os fãs da jovem Card Captor, começa a trama propriamente dita, seis anos depois (considerando que eles tivessem 13 anos na época do 2° filme) com Sakura indo para Hong Kong…

Leiam e vejam o porquê e o que isso vai desencadear…

APUROS EM HONG KONG

– PRÓLOGO –

"Volte à forma humilde que merece, Carta Clow!" – a última carta abaixou a guarda e se deixou capturar. O mais fácil foi feito, agora o sacrifício era requerido. Os sentimentos dela eram necessários. Ela sempre vivera em um mundo de amor e carinho, era pedir muito a ela que abrisse mão de seu sentimento mais importante e ainda assim ela o sacrificaria pelo bem dos outros.

"Carta criada pelo Mago Clow, abandone sua velha forma e transforme-se para servir ao seu novo dono. Em nome de Sakura!" – ela havia se preparado para ter seus sentimentos pelo 'Pequeno Lobo' arrancados de si, mas não foi isso que aconteceu, a aura da carta não se concentrou sobre ela, mas sobre uma outra pessoa na escadaria.

"Shaoran!" – gritou indo o mais próximo possível dele, mas um grande buraco se encontrava em seu caminho.

"Você usou muitas cartas hoje, deve estar bem cansada!" – ele disse com um sorriso que só abria para ela e mais ninguém. Ele viu tanto sofrimento nos olhos dela e detestava ver aqueles olhos marejados, tinha que dizer algo que a confortasse um pouco.

"Mesmo que eu perca esse sentimento,… eu ainda assim voltarei a te amar Sakura!".

Nesse instante a energia da carta que o envolvia se intensificou e brilhou, fazendo-o perder os sentidos.

"SHAORAN!" – foi a ultima coisa que ouviu antes de desmaiar. Uma carta sem nome saiu do bolso da menina e foi em direção a bolha de energia que envolvia o rapaz. Sakura naquele momento só pensava que poderia suportar qualquer coisa,… poderia perder o carinho de seu pai e irmão, o carinho de Tomoyo e de seus amigos, mas a única coisa que ela não suportaria era perder o amor de Shaoran,… e o pior de tudo era que ela não havia lhe contado como se sentia em relação a ele, e ela não suportaria amá-lo e não ser correspondida. A carta parou de brilhar e foi para a mão de sua mestra. O rapaz que havia despertado não entendia o que aconteceu, ele não deveria ter perdido seus sentimentos por ela? Por que ela ainda é importante para ele então?

"Shaoran, não me importa o que você pense de mim agora, eu te amo! Você é o meu número um!". – ela termina de falar e ao não ver reação alguma por parte dele começa a chorar.

Foi tão bom para ele ouvi-la dizendo que o ama que se perde em meio a essas palavras por alguns segundos, mas logo retorna a si ao escutar a menina chorar.

"Você também, Sakura!".

Ela sorri, ele não perdeu seus sentimentos afinal.

Ainda estava fraca por causa da batalha anterior, mesmo assim utiliza O Salto.

"Lá vou eu!" – diz pegando impulso.

"Espere, seus poderes já vão voltar!" – tenta convence-la a esperar mais alguns minutos, mas é em vão.

"Eu não quero!" – pula – "EU TE AMO!".

Abre os braços para recebê-la. Assim que chega a seus braços ele a gira no ar, diminuindo a velocidade do salto. A coloca no chão e se abraçam. Ficam abraçados enquanto as coisas ao redor deles vão reaparecendo.

Em pouco tempo os buracos causados pela carta na torre do parque vão desaparecendo. Eles se afastam por alguns instantes e observam o espaço que os separava há pouco tempo desaparecer, então se encaram um pouco envergonhados, afinal, ainda estão abraçados, mas não se separam. Ficam olhando nos olhos um do outro. Agora que ambos sabiam de seus sentimentos, estavam ligados de forma especial.

Foram aproximando-se mais e mais, os corações acelerados, os rostos cada vez mais vermelhos, mas não conseguiam e não queriam parar. Ambos ansiosos para saber qual a sensação do "primeiro beijo".

Os narizes se tocaram, ambos fecharam os olhos. Finalmente os lábios se tocam. Ficaram com os lábios colados por algum tempo. Então se afastam e sorrindo se encaram, voltam a se aproximar. Dessa vez foi mais rápido. Encostam os lábios e, o jovem chinês decide tentar algo mais ousado, começa a experimentar a textura dos lábios da delicada flor. Meio desastrado no início. Era mais fácil ficar simplesmente com os lábios encostados, mas começa a pegar o jeito. Sakura entreabre os lábios, não sabia o porquê, mas achou que era o que devia fazer. As línguas se tocam e começam a se acariciar. Cada um querendo provar um pouco mais dos lábios do ser amado. Acabam por se separar, ficariam sem ar caso não o fizessem. Olham-se ainda envergonhados, mas que razão há para isso, afinal? Foi apenas um beijo, dois para dizer a verdade! Os primeiros beijos de ambos e não foi com qualquer um, foi com a pessoa mais especial para ambos.

O sino do relógio da Torre toca, sete horas. Entreolham-se e sorriem. Devem estar preocupados com eles. Acabaram perdendo a noção do tempo. Afastam-se e dirigem-se para a saída da torre e deixam o parque, indo em direção da simpática casa amarela, onde Shaoran pediria ao pai de sua adorada flor de cerejeira, a permissão para que pudessem, finalmente, ser namorados.

Continua…