CAPÍTULO DOIS

– Que merda, Jungkook – gritou Chanyeol. – Traga esse homem de volta agora mesmo!

– Jimin! – Yoshiaki gritou. – Coloque-o no chão! Ele vai matá-lo! Faça alguma coisa!

– Saiam – rugiu Jungkook sob seus ombros enquanto corria em direção à casa.

– Traga ele de volta, cara! – gritou Chanyeol. – Não me faça trazer um grupo de caçadores para pegar o homem de volta. Namjoon vai te ferrar se você o machucar.

Jimin agarrou a camisa dele quando ele diminuiu a velocidade e passou a andar, apertando-o contra si e levantando o corpo dele enquanto caminhava. Ele não podia ver nada além da camiseta dele em seu rosto. O homem-animal subitamente pausou, eles se viraram e ele escutou uma porta ser batida. Um segundo depois ouviu o distinto som de fechaduras sendo trancadas antes de ele se mover novamente.

Eles subiram muitas escadas. Ele fechou seus olhos e não lutou. Podia sentir a força dos braços que seguravam contra aquele firme corpo. Então respirou e admitiu que o homem cheirava bem, não importava qual fosse a colônia que ele estivesse usando, era boa e não muito forte. Ele se repreendeu para não ter aversão a si mesma. Parecia estar perdendo a cabeça por, naquela circunstância, pensar no cheiro delicioso do perfume que o cara estava usando. Ela estava sendo levada a algum lugar por Jungkook, o homem-animal, e estava trancado dentro daquela casa, que era dele.

Outra porta se fechou, e Jungkook parou de andar. No entanto, seu corpo se virou, e, na cabeça dele, mais uma fechadura foi trancada. Ele se virou novamente, e as pernas dele balançavam levemente por conta dos movimentos bruscos dele, que deu aproximadamente dez passos antes de soltá-lo de repente. Jimin suspirou enquanto caía, porém, não encontrou o chão duro, mas sim uma cama macia, onde tombou de costas com as pernas no limite de um gigante colchão para encarar, mudo e em choque, o homem de pé entre suas coxas. Os olhos exóticos de Jungkook estavam fixos nele.

Merda. Ela enfim encontrou a habilidade de se mover e percebeu que estava na cama dele, que cheirava como ele. Instintivamente soube que ali era o quarto dele. Olhou em volta para o grande cômodo com móveis de madeira escura. Ele foi para trás, usando os cotovelos e colocou os pés na cama para tentar fugir dele. O homem gigante a assistiu em silêncio.

– Não – ele rosnou suavemente.

Jimin congelou.

– Você não.

Os lábios dele se contraíram e seus olhos se fecharam um pouco.

– Eu não o quê?

– Não… – ele franziu a testa para ele. – Pare de me assustar.

Seus lábios se curvaram como em um sorriso.

– Você está com medo de mim?

Ele balançou a cabeça.

– Claro que sim.

Ele se moveu subitamente, as palmas tocaram o colchão enquanto se curvava em direção a ele na cama. O corpo do homem abaixava conforme ele se esticava, deitando-o e interrompendo o plano dele de rastejar para trás e para longe.

– Por quê? Não vou te machucar. O que quero fazer com você vai ser muito bom.

Ele está brincando? Ele não acreditou que ele estivesse considerando aquele olhar intenso em sua direção. Essa situação era muitas coisas, mas engraçada não era uma das descrições que lhe veio à cabeça.

– Você é enorme e tem dentes pontiagudos e… você me raptou. Eu quero ir embora.

– Eu não quero que você vá. Como você mencionou, eu sou maior.

A boca dele abriu e fechou enquanto ele o olhava fixamente.

– Eles vão entrar aqui para me pegar.

Ele balançou a cabeça.

– Eles vão.

Oi? Ele franziu a testa.

– Por que nós estamos aqui se você já sabe disso?

– Tempo – ele sorriu para ele. – Eles vão demorar bastante para conseguir juntar pessoas o suficiente do meu povo para entrar na minha casa. Poucos seriam tão tolos de tentar. Eles têm medo de mim.

Ela começou a ficar nervosa enquanto o estudava.

– Você pode, por favor, parar de subir em mim?

Ele balançou a cabeça.

– Não.

– Você está me assustando de novo.

O sorriso foi embora.

– Eu não quero que você tenha medo.

– O que você quer?

O olhar dele desceu lentamente pelo corpo dele antes de encontrar os olhos dele novamente.

– Eu quero você.

O coração dele parou por um segundo.

– Isso não vai acontecer.

– Hum. – Ele não pareceu convencido. De repente se empurrou com as mãos e saiu da cama, ficando novamente em pé. Ele manteve seu foco nele. – Você tem certeza?

– Você prometeu que não me machucaria.

Jimin observou-o conforme ele agarrava a própria camiseta, segurando com seus dedos a parte inferior e arrancando o tecido de seu corpo. Ele a atirou no chão atrás dele. Ele não podia fazer nada além de olhar. A pele daquele homem era toda bronzeada em tom dourado e ele tinha um peitoral perfeito. Jimin imaginou que ele seria peludo, mas não. Era musculoso e muito sarado, com uma pele macia e quase sem pelos. Ele não teve como não olhar para o tanquinho marcado claramente em sua barriga.

Seus braços eram gigantes, com músculos definidos e tinha um peito largo. Seus mamilos tinham uma cor avermelhada quase como seus cílios e seu cabelo. O olhar dele desceu, encontrando uma fina linha de cabelo loiro-avermelhado que trilhava o caminho entre o umbigo e o primeiro botão de seu jeans.

– Eu não vou machucar você. – Ele foi com suas mãos em direção ao zíper da calça. – De todas as coisas que eu quero fazer com você, te fazer sentir dor não está na lista.

Ele abriu o primeiro botão do jeans e revelou mais da sua barriga sarada. A boca de Jimin abria conforme ele descia o zíper. Seu olhar foi puxado de volta para o rosto dele, e ele não tinha como não notar o quão entretido ele parecia estar. Os olhos dourados dele brilharam com isso.

– Não se atreva a tirá-la.

O som do zíper descendo parecia alto dentro do quarto. Tinha um efeito de água supergelada para Jimin, como se alguém tivesse jogado isso nele. Ele ficou atordoada e assustado quando se deu conta de que ele realmente planejara fazer sexo. Então, inspirou, rolou na cama e freneticamente se agarrou ao lençol tentando engatinhar para longe dele. Mãos fortes e grandes agarraram seu quadril e a puseram cuidadosamente de costas e de frente para ele de novo. Três coisas ficaram claras bem rápido quando o olhar dele foi puxado para a cintura dele. O jeans do homem estava aberto, ele viu a pele, e Jungkook não estava usando cueca. Ele também não pôde deixar de notar a forma como o pau estava guardado, a julgar pelo grande volume que descia pela parte interna da coxa no jeans, que não tinha como não ver.

– Onde você está indo? Você perderia as partes boas se fugisse agora.

– Pare.

Ele abriu um sorriso, mostrando suas presas.

– Você tem lindos olhos azuis.

Ele piscou.

– Você tem lindos olhos também. Isso não significa que você possa… – ele apontou para sua cintura. – Isso não vai acontecer.

Ele deu uma risada abafada.

– Sério?

Jimin balançou a cabeça.

– Sério. De jeito nenhum. Faça as contas, cara, é enorme.

– Eu fico contente de você ter achado sua voz novamente, e meu nome é Jungkook. Você pode usá-lo.

– Você parou de rosnar e rugir para mim.

– Então se eu não quiser que você fale ou se eu quiser que você não me diga mais "não", só preciso rosnar para você? – Uma das sobrancelhas dele se curvou. – Obrigado por me dizer como te silenciar. É uma informação útil.

Jimin foi um centímetro para trás na cama, tentando alcançar o outro lado.

– Como eu disse, faça as contas. De jeito nenhum nós vamos, hum..., fazer o que as pessoas fazem dentro de quartos.

– Matemática não tem nada a ver com o que eu tenho em mente.

– Sério? – Jimin estava extremamente agradecido por não estar mudo de novo. Ele se sentia mais calmo agora e não estava congelado de terror. Estava se acostumando à aparência do homem e ao fato de ele o ter levado para sua casa. Agora, parecia mais humano do que animal e falava com ele em vez de só rosnar. – Eu não concordo. Você é gigante e eu sou pequeno em comparação. Os dois não se encaixam.

Ele assistiu à situação, mas não tentou pará-la enquanto ela saía da cama pelo outro lado, deixando o grande colchão entre eles. Jimin ficou de pé com as pernas tremendo e o enfrentou, estudando-o enquanto ele o observava, mas ele sorria enquanto ele permanecia desconfiado.

– Eu discordo. Eu acho que nós podemos dar certo. Você acha que eu te machucaria? Eu não faria isso. Posso ser muito gentil quando tenho que ser. – O olhar dele correu pelo corpo dele, com vontade. – Eu admito que será difícil manter todas as minhas vontades sob controle, mas eu o faria.

– Eu não vou dormir com você.

Ele riu.

- Que bom. Dormir é a última coisa que quero fazer com você na minha cama.

Jimin rangeu os dentes, demonstrando sua raiva.

– Eu também não vou fazer isso. Eu não faço sexo com estranhos, e merda, eu com certeza não vou fazer sexo com você.

O sorriso dele morreu, e o divertimento foi embora enquanto seu olhar parecia ficar cada vez mais gelado, mostrando um pouco de medo.

– Você desaprova? Eu não estou te criticando por você ser totalmente humano.

Ele franziu a testa.

– Isso é, bem, pelo menos você sabe o que eu sou – ela focou na boca dele. – E eu não poderia rasgar você com meus dentes. Eu não sou assustador, sr. Leão. É isso que você parcialmente é? Leão? Tigre? O quê?

Ele só piscou, mas alguma coisa em sua expressão mudou.

– Faz sentido você dizer isso – ele falou, calmo.

Ele tocara num ponto crítico. Engoliu em seco, percebendo que ele parecia um pouco nervoso.

– Me desculpe. Eu não queria insultá-lo. Eu nunca… – Cale a boca, ordenou seu cérebro. Ele estava cavando sua própria cova e sabia disso. – Eu não quis parecer desrespeitosa ou algo do tipo. Você me assusta, está bem? Eu nunca conheci uma Nova Espécie antes de hoje e você tem que admitir que você é realmente intimidador. A Nova Espécie que fica no portão e me deixou entrar na reserva parecia humano. Você não. Se você fosse menor ajudaria, mas você é gigante, todo musculoso, e sei o quanto poderia me machucar se quisesse. Eu provavelmente estou falando coisas sem pé nem cabeça, mas pare de olhar para mim desse jeito porque você está me assustando de novo. Eu tenho 1,52 de altura e peso 59 quilos. Você tem o quê? 1,84 ou 1,85 e… – ele o mediu com os olhos – 90 quilos?

– Eu tenho 2 metros de altura e peso 117 quilos.

– Grande – ele concluiu. – Grande demais para mim, e você não chegou em mim de uma forma muito educada para me informar que eu estava no lugar errado. Você rosnou para mim, me encarou e me deixou mais aterrorizado do que em qualquer outra situação da minha vida. Eu nunca calo a boca. Nunca. Pergunte para qualquer pessoa. Você me deixou tão assustado que esqueci de respirar por alguns instantes se eu não conseguia falar para salvar minha vida. Eu tentei com todas as minhas forças.

Jungkook mordeu os lábios de leve, e sua expressão já não era mais de raiva.

– Então, você nunca cala a boca?

Ele balançou a cabeça.

– Nunca. Eu escuto desde que eu tenho mais ou menos quatro anos de idade que eu posso tagarelar para sempre com qualquer pessoa. Minha família sempre me disse que o pior erro deles foi me ensinar a falar e, se pudessem voltar no tempo, teriam me ensinado língua de sinais, assim eles poderiam só fechar os olhos para me calar.

O homem cruzou seus braços na altura de seu largo peitoral. Ele sorriu, mostrando aqueles dentes.

– Você é realmente adorável e adoro te ouvir falar. Você tem uma voz muito bonita. Venha aqui.

Jimin olhou para ele.

– De jeito nenhum. Você fica aí desse lado, e eu fico bem feliz aqui desse lado.

– Venha aqui – ele ordenou novamente.

Ele cruzou os braços na altura do peito exatamente como ele e arqueou sua sobrancelha. – Não. Eu quero ir embora agora.

Ele soltou os braços e suspirou.

– Eu não vou machucá-lo. Lembre-se disso.

Ah, merda. Jimin ficou tenso. Ele estava certa de que não aproveitaria seja lá o que ele houvesse planejado fazer. Ele pelo menos a avisou antes de se mexer, circulando ao redor da cama. Ele pulou para cima do colchão, apoiou-se com suas mãos e joelhos e começou a se esforçar para cruzar a cama já que não tinha mais para onde ir.

Uma mão subitamente agarrou seu tornozelo, deu um puxão forte o suficiente para fazê-lo cair de bruços na cama e em seguida ele o virou de barriga para cima. Em um segundo, Jungkook ficou de quatro acima dele até que seus corpos estivessem a centímetros de distância. Ele não colocou o seu peso sobre ele, mas ele estava preso entre os braços e as pernas dele.

O olhar dele travou nele.

– Vamos fazer uma experiência.

– Não vamos não. – O coração dele pulsava forte. Ele não tentou tocá-lo para empurrá-lo para longe, mesmo que quisesse. O medo tomou conta dele.– Por favor

Ele sorriu:

– Eu insisto.

Ele fixou seu olhar nos dentes afiados dele e engoliu em seco.

– Hum, você fica muito assustador quando mostra seus… hum… dentes. Eles parecem muito afiados.

Ele não parecia bravo. Na verdade, as palavras dele pareciam entretê-lo muito.

– São para te comer melhor. – Ele fez uma brincadeirinha..

O coração de Jimin quase pulou para fora.

– Essa é uma piada de mau gosto, não é? Por favor, me diga que você está só brincando.

– Eu não sou um lobo.

– Eu não estou vestindo vermelho.

– Eu ainda quero te comer.

Ele estava em choque pela sinceridade dele e se deu conta de que nenhum homem jamais tinha falado com ele daquele jeito antes. Ele não a atacou, mas parecia contente por só olhar para seus olhos. Ele se acalmou um pouco.

– Nunca pensei que eu diria isso, mas espero que você esteja me dizendo sacanagens.

Ele abafou um sorriso:

– Eu estou.

– Bom mesmo. – Ele ficou com vergonha, dando-se conta do que havia dito – Quer dizer, nada bom. Ruim. Você sabe que é totalmente inapropriado dizer isso a um estranho, não é?

O sorriso dele se abriu mostrando mais dentes:

– Me beije.

Ele estudou a boca dele cautelosamente.

– Isso não vai acontecer.

– Eu não te machucaria.

Ele hesitou e mordeu seu lábio inferior por alguns segundos. Sentia-se estranhamente atraído por aquele cara. Ele o havia agarrado, assustado, mas não estava fazendo nada além de mantê-lo ali. Ele já teria rasgado as roupas dele e o estuprado se ele fosse um babaca perdedor. Ele até gostava do seu senso de humor.

Eles se olharam no fundo dos olhos. Os olhos dele eram provavelmente os mais lindos que ela já tinha visto. De perto ela podia ver que as pupilas eram levemente ovais em vez de redondas, fazendo lembrar de um gato que ele certa vez teve. Definitivamente não era humano, mas era estranhamente sexy.

O olhar dele desceu dali para seus lábios. Carnudos e masculinos, que ela achava atraentes por alguma estranha razão. Como seria beijá-lo? Ele estava tentada a descobrir. Quais as chances de estar em uma situação como essa de novo? Ele torceu para a resposta ser nunca. Talvez. Droga, pare para pensar. Você não pode mesmo estar considerando isso! É loucura.

– Eu não conheço você. – Ele estava orgulhosa por dizer isso.

– Esse é um jeito de você conhecer.

– Boa parte dos homens levaria a pessoa para jantar e para o cinema antes de tentar partir para o ataque.

– Partir para o ataque?

– É um modo de dizer. Significa beijar alguém. É uma analogia com futebol. Partir para o ataque é tentar beijar alguém.

– Quando você ataca você vai para o campo adversário?

– Sim. Isso é tocar alguém da cintura para cima.

– E depois?

– Você chega na grande área. Que significa um pouco mais e inclui tocar partes sexuais do corpo que estão abaixo da cintura, mas normalmente ainda com roupa, apesar de existir exceções, como passar mão por dentro da roupa.

Ele não podia acreditar que estava tendo essa conversa com uma Nova Espécie, mas ele parecia genuinamente curioso, e ele estava totalmente ciente de que deveria se calar, mas o nervosismo sempre o fazia falar mais que a boca.

– E da grande área vai para outro lugar?

– Não. Depois é o gol.

– E o que isso significa?

– Tudo. Indo até o final.

Ele abriu um grande sorriso:

– Nesse caso, eu quero fazer gol.

– Não.

Ele deu um sorriso abafado:

– Me beije, Jimin. Pelo menos me dê a chance de te mostrar que eu não vou machucá-lo de forma alguma. Eu prometo que você vai gostar tanto quanto eu do que eu vou fazer com você.

– Eu não beijo estranhos. – Mas ele está tentado a quebrar essa regra. Ele deixou esse pensamento de lado, tentando focar nas razões pelas quais ele não deveria. Ele é uma Nova Espécie. Assustador. Grande. Sim. Matemática básica, lembra? E ele pensara que as aulas chatas de matemática nunca serviriam para nada.

Ele piscou algumas vezes, e seu sorriso foi embora:

– Nós vamos nos conhecer de verdade. Me beije. Eu estou morrendo de vontade de sentir seu gosto.

Ele estava tentado e mais do que curioso para saber se o beijo de alguém tão intimidador poderia ser tão apaixonado quanto. Jimin não beijava um homem há quase um ano, desde que o seu último namorado quebrara seu coração com uma traição. Ele debatia sobre deixar ou não que Jungkook o beijasse quando ele abaixou seu rosto para ainda mais perto até que seus lábios quase se tocassem. Ele respirou tremendo, sabendo que ele não lhe daria opções.

– Feche os olhos e não tenha medo de mim. – Jungkook ordenou com um sussurro grave e rouco – Relaxe. Eu não vou machucá-lo.

Relaxar? Ele está de brincadeira? Ele era gigante e a havia prendido na cama mesmo sem tocá-lo. Opa, ele pensou quando os lábios dele pincelaram os dele. Agora ele está me tocando. Ele ficou um pouco tenso e tocou o peito dele com as palmas das mãos. Sua pele era macia e quente, mas tão quente como se ele estivesse queimando em febre. Seus lábios foram gentis enquanto ele usava sua boca para abrir a dele. Ele não lutou, pelo contrário, forçou seu corpo a relaxar. Eu espero que os dentes dele não machuquem minha boca. Esse foi o último pensamento antes de ter sua boca invadida. Ele não a beijou de uma forma que outro a tivesse beijado antes, e ele não era principiante nesse departamento. Tinha saído muito durante o colégio quando beijar garotos era um bom passatempo, contanto que eles não virassem polvos – cheios de mãos para lá e para cá. Ele não era esse tipo de garoto na escola, traçando uma linha bem clara entre beijar e fazer mais coisas com os meninos.

Jungkook devorou a boca dele. A língua dele explorou cada centímetro, roçando eroticamente na dele e até tocando o céu da boca, o que causava uma leve cócegas. Os lábios dele estavam firmes sobre os dele, abrindo sua boca ainda mais para seu domínio. Quando ele rosnou suavemente, ele pôde sentir vibrações nas palmas de suas mãos e até em sua língua. Era estranhamente excitante, e seu corpo respondeu logo quando ela o beijou de volta.

A mão dele encostou no limite da camisa dele, empurrando-a para longe da cintura da calça e, de repente, sua mão lhe fazia carinho na barriga. Seus dedos calejados suavemente exploravam a pele. A sensação era insanamente boa. Ele gemia para dentro enquanto a mão dele subia até segurar o seu mamilo.

Ele não era gentil com isso. A mão dele era firme enquanto apertava seu mamilo sensível e mesmo por cima do delicado material de sua camisa que usava por baixo da camiseta de manga comprida, ele podia sentir a textura áspera daquela mão em seu mamilo, que reagiu instantaneamente, endurecendo e deixando sua ponta tensa. Jimin escutou alguém gemendo alto, e então percebeu que o som vinha dele mesmo.

A boca que a tocava foi para longe e deixou Jimin com a respiração ofegante. Os olhos dele se abriram para assistir-lhe olhando para ele, uma intensa expressão em seus bonitos e estranhos traços. A mão dele ainda segurava seu mamilo direito, e ele esfregou o dedão calejado pelo mamilo. O mamilo dele parecia crescer e ficar tão duro que ele se perguntou se ele poderia de fato se quebrar. Jimin arqueou o peito contra a mão dele, não por querer, mas ele o fez. Ele podia sentir o calor minando entre suas pernas e a palpitação em seu estômago. Ele estava realmente muito excitado, e seu corpo começou a latejar.

Ele aproximou mais ainda seu corpo do dele:

– Só um gostinho – ele rosnou.

Era um suave e profundo timbre que fez seu peito retumbar, vibrando contra as mãos dele. Ele empurrou a camisa de manga longa dele ainda mais para cima até que ficassem amontoados expondo seu peito coberto pela camisa fina. Fixou seu olhar nele antes que suas mãos se abrissem. Seu dedo deslizou para debaixo do centro da camisa fina como uma leve carícia até dar um puxão. Ele olhou para baixo e percebeu que ele de algum jeito rasgou sua camisa pela frente para abri-la, com uma de suas unhas. O tecido foi empurrado por seus peito, deixando-o visível para ele. Ambos os mamilos estavam duros, a pele sensível, e ele não se sentia envergonhado. Ele sabia que deveria tentar cobri-los, mas não o fez.

- Tão lindos para alguém tão pequeno – ele suavemente rosnou antes que sua cabeça se abaixasse – Aposto que se eu os lamber, eles vão ter um gosto tão bom quanto a aparência.

Jimin fechou os olhos quando a respiração dele passou pelo seu peito. Ele abriu a boca e lambeu o mamilo. Ele soltou um gemido de surpresa porque a sensação era macia e forte ao mesmo tempo, um sentimento único, mas isso enviou mais ondas de calor entre suas pernas. Seu nível de excitação era quase insuportável. Ele gemeu quando a boca dele cobriu todo seu mamilo.

A língua áspera se moveu, deslizando rápido, para trás e para a frente, em seu mamilo tenso. Ele gemeu, levando o peito para a boca dele. Imaginou o que aquela língua podia fazer se ele a usasse em outras partes do corpo dele. Os dentes dele gentilmente roçaram a pele acima e abaixo do mamilo e como resposta, os dedos dele se apertaram contra ele, como se fossem se cravar à sua pele. Ele sabia que deveria empurrá-lo para longe, mas ele não o fez. Em vez disso, apertou os dedos contra o ombro dele, encorajando-o. Ele rosnou novamente, vibrando contra o peito dele, e outro gemido escapou de sua boca. O cara parecia um grande vibrador em seu peito e a forma como sua língua escorregava pelo mamilo era muito prazerosa. Ele engasgou quando ele fez um movimento circular em seu mamilo e em seguida o chupou. A barriga dele apertou, e a dor entre suas coxas começou a gritar de necessidade.

A mão dele escorregou na barriga dele e em um movimento rápido chegou em sua cintura. Ele não podia pensar naquilo. Ele estava brincando com os mamilos dele, e se concentrar em qualquer coisa que não fosse o que ele estava fazendo era difícil demais. Ele mal registrou o fato de que alguma coisa puxara suas calças até ele soltar seu mamilo. Os olhos dele se abriram novamente.

– Levante seu quadril.

Meu quadril? Ele olhou para ele, confuso.

– O quê?

Ele sorriu. Sua boca desceu e capturou o outro mamilo. Um gemido saiu rasgando da garganta de Jimin. Ele não provocou seu mamilo, chupou-o com vontade, usando a língua e os dentes. A habilidade de pensar foi indo embora ao passo que ele aumentava a sucção, e cada puxão em seu mamilo seu pau latejava. Como se eles estivessem conectados. Uma das mãos dele escorregou pelas costas dele enquanto ele se arqueava para se pressionar contra a boca dele. As mãos desceram, pegando e apertando com vontade a bunda dele.

Foi aí que ele percebeu que as mãos dele tocavam sua pele nua. Os olhos dele se abriram enquanto ele tentava empurrá-lo. A boca dele deixou mamilo e seus olhares se encontraram. Ele se virou tentando ver ao redor do corpo dele e se deu conta de que, de alguma forma, ele abriu o zíper dele e desceu suas calças até os joelhos. Sua cueca estava abaixada também, embaraçada em sua calça. Jimin ficou boquiaberto.

– Eu nem percebi. Como você tirou as minhas calças sem eu saber?

Ele riu por entre os dentes.

– Isso é tudo que você tem a dizer?

Jungkook tentou manter seus desejos sob controle. Ele o queria tanto que a dor se tornou física. Ele, talvez, gritaria se ele tirasse as calças, considerando que ele parecia preocupado com o tamanho do pau dele. A diferença de tamanho entre eles poderia ser um problema, mas os homens especiais como ele foram desenhados para ter elasticidade durante o parto. Ele poderia fazer isso funcionar se fosse cuidadoso, gentil e fosse devagar o suficiente para ele se ajustar a ele. Ele é humano, um pequeno macho ger. Ele apertou os dentes e então relaxou. Não importava que nunca tivesse acreditado poder ser atraído por um humano ou que achasse que outros machos de sua espécie eram idiotas por querê-los, porque tudo se resumia numa única verdade: ele queria e precisava desse humano.

Ele sentiu o cheiro maravilhoso e sexy dele e segurou um rosnado. Ele admitiu que o som o assustara. Mulheres da Espécie saberiam que ele fez isso porque se sentiu estimulado, mas Jimin não era uma delas. Ele não estaria excitado se ele não tivesse reprimido seus instintos animais. Ele havia sido ensinado a fazer isso, mas, para ele, ele lutava com todas as forças para se manter sob controle. Ele teve que respirar fundo algumas vezes para se acalmar. Resistiu à vontade de rasgar suas roupas, abrir suas pernas e colocar o rosto entre aquelas coxas pálidas e sensuais. O cheiro da excitação dele o fizera desejar ardentemente enfiar sua língua bem fundo na fonte. Ele lutou para não pensar nisso, mas era difícil não imaginar como seria provar do desejo dele, conhecer o calor do fundo do doce buraco e de como ele faria mais daqueles gemidos suaves se ele o comesse com a boca.

Seu pau endureceu até ele se perguntar se o tecido de seu jeans iria mesmo rasgar deixando seu membro livre do confinamento. O membro estava de um tamanho dolorido só de pensar em onde sua língua queria ir – para dentro dele. No entanto, o medo gelou o seu sangue. Ele não era Espécie. Ele não poderia simplesmente fazê-lo chegar no clímax, virá-lo na cama, levantar sua bunda e meter nele até gozar. Ele o machucaria.

Jungkook olhou no fundo dos olhos azuis dele. O azul o lembrava do oceano. Ele nunca o tinha visto pessoalmente, mas assistira a vários DVDs do Havaí. Era só mais um daqueles lugares que tinha visto na televisão e que nunca seria autorizado a visitar.

Primeiro, ele tinha sido trancado dentro de prisões de concreto, depois no miserável e quente deserto em um motel horrível com nada ao redor além de quilômetros de vazio. A Reserva havia sido comprada para prover uma localização melhor e permanente para as Espécies e agora ele tinha as árvores, o céu azul e um lar. O seu lar. Alguma coisa pertencia a ele.

Ele piscou e respirou fundo, seu peito levantava conforme puxou o ar, e ele se deu conta de que havia mais alguma coisa que pertencia a ele: ele. Ele podia olhar para aqueles olhos todos os dias com alegria. Tê-lo nu em sua cama seria uma felicidade. O cheiro dele era algo a que ele podia facilmente se viciar. Tudo dele o atraía, hipnotizava-o, e ele não estava disposto a perdê-lo depois de haver chegado tão perto.

Ele só precisaria deixá-lo viciado nele e convencê-lo de que era parte da vida dele. Ele queria uma companheira, mas imaginou que ela seria Espécie. Mentalmente foi deixando essa fantasia de lado.

Nenhuma delas o havia afetado da forma como o pequeno humano debaixo dele. Haviam negado-lhe muitas coisas na vida, mas não ele.

Meu! Todo meu. Eu não vou deixá-lo. Nunca.