– Saia de cima de mim.

Jungkook balançou a cabeça.

– Jogue suas calças para lá e abra suas pernas para mim. Eu quero te tocar.

Jimin foi tomado pelo pânico. O cara praticamente conseguira tirar sua roupa sem ele nem mesmo se dar conta. Ele quisera beijá-lo, já tinha admitido isso para si mesmo, mas agora a calça dele, bem como sua cueca, estavam na altura de seus joelhos, seu corpo quase todo exposto. Ele tinha que dar um basta nisso. Não podia fazer sexo com um estranho, e especialmente não com um tão assustador quanto Jungkook.

– Vá para o inferno. Saia de cima de mim e puxe minha calça de volta.

Ele balançou a cabeça novamente antes de sair de cima dele e descer da cama. Ele caiu graciosamente de pé com as pernas abertas o suficiente para que as pernas dele coubessem entre elas. Sorriu para ele ao passo que media o corpo dele com o olhar. O desejo era claro.

Ele suspirou, tentando abaixar a camisa com uma mão para cobrir os mamilos nus enquanto a outra tentava freneticamente alcançar as calças para puxá-las de volta para cima. Puta que o pariu! Como isso aconteceu? Ele estava completamente exposto àquele cara.

Ele agarrou as calças dele com ambas as mãos e as puxou de suas mãos frenéticas, arrancou-as fora e as jogou no chão. Chocada e brava, Jimin olhou diretamente para ele, que caiu sobre ele novamente, enrijecendo os braços, como se fosse fazer flexões, as pernas ainda esticadas, e cobriu o corpo dele com o seu. Ele não o tocou. Centímetros os separavam enquanto se olhavam profundamente.

– Abra as pernas para mim, sexy. Eu vou te tocar – a voz dele soou grave, áspera e profunda.

Ele travou as coxas juntas e tentou alcançar o peito dele para empurrá-lo de novo. Ele tinha uma voz sexy quando estava excitado, mas ele não poderia permitir que ele fizesse sexo com ele. Ele precisava lembrar que não fazia isso com estranhos, não importa o quanto ele quisesse ou o quanto doesse querer sentir o toque dele. Nova Espécie. Parte animal. Tão errado. Sim. Lembre-se disso. Ele o empurrou novamente.

Ele não se mexia e parecia realmente se divertir com o fato de ele se dar ao trabalho de tentar movê-lo. Ele tentou ignorar o quão sexy ele era com aqueles olhos exóticos e aqueles músculos protuberantes segurando todo seu peso acima dela sem tocá-lo.

– Isso não vai acontecer, Jungkook. – Dizer o nome dele soava estranho vindo de sua boca, mas ele conseguiu fazê-lo – Você afirmou que eu estou ovulando, certo? Você consegue mesmo sentir o cheiro disso? Sério?

Ele riu por entre os dentes e balançou a cabeça de forma confiante.

– Eu posso sentir esse cheiro. É por isso que estou tão excitado. Você sabe quanto tesão vai sentir e como vai ficar molhado por mim? Você não está sentindo seu desejo sexual aumentar enquanto está ovulando?

Ele engoliu em seco.

– Não. Meus dedos estavam um pouco inchados essa manhã, mas é só isso. Eu não saberia que essa é a razão se você não me dissesse – ele limpou a garganta. – Eu não vou fazer sexo com você. Eu não te conheço e eu não faço isso com estranhos.

– Abra as pernas e eu mudarei a sua opinião.

Ele olhou fixamente para aqueles lindos olhos. Sabia como ele beijava e como podia fazê-lo se sentir quando o tocasse. Ninguém nunca antes o tinha excitado daquela maneira, e seu corpo reagira a ele de uma forma que nunca havia reagido a nenhum outro homem. Ele ainda sentia dor entre suas coxas e seus mamilos estavam sensiveis.

– Abra as pernas – ele rosnou suavemente. – Eu quero tanto sentir o seu gosto e estou tentando não babar por isso.

Ele baba? Isso não é NADA sexy. Sim. Foque nisso. Ele franziu a testa e empurrou o peito quente dele mais uma vez, mas ele não se moveu nem um centímetro. Ele fez peso sobre ele, e suas pernas escorregaram um pouco da cama então, em vez de estar na linha do rosto dele, ele agora pairava sob a barriga dele. O seu olhar deixou o dele para se fixar em suas coxas. Outro sutil rosnado veio do fundo de sua garganta.

– Se abra para mim. Eu preciso de pelo menos isso. Seu cheiro me chama tão forte que até dói. Deixe eu te lamber até você gozar, gritando por mim. Deixe-me aproveitar o seu creme – ele ronronou de repente, sua cabeça se levantou até que aqueles olhos de gato pararam no olhar chocado dele – Eu amo creme. – Ele lambeu os lábios devagar.

O corpo dele palpitou. Droga, ele não sabe brincar. Seu corpo traidor respondeu com toda a sua força às palavras dele quando imagens dele no meio das coxas dele começaram a passar por sua cabeça. Ele mordeu o lábio com força antes de falar um palavrão leve, perdendo a batalha contra o desejo e sabendo que ele não deveria.

– Eu não acredito nisso. Isso nunca aconteceu, está bem? Eu perdi a cabeça, eu te quero tanto que me dói.

Ele destravou os joelhos e sentiu as bochechas esquentarem de vergonha. Ele deixara poucos homens chegarem até ali e não era ruim, mas também não era bom. Ele jurou que não faria isso novamente a menos que estivesse bêbado ou com alguém de quem realmente gostasse. Ele não fazia isso com estranhos, mas nunca pôde esperar por aquela situação.

Ele abriu um pouco as pernas e assistiu à cabeça de Jungkook descer. Outro rosnado ressoou da garganta dele, esse um pouco assustador e profundo. Ele agarrou o cabelo grosso dele, segurando sua cabeça para cima até que seus olhares se encontrassem.

– Não me morda. Você não vai fazer isso, vai? Eu quero ter certeza de que a gente está na mesma página e você precisa ser cuidadoso com esses dentes de vampiro que você tem. Você não gosta de sangue, não é?

Ele abriu um rápido e irônico sorriso.

– Eu sei o que eu estou fazendo e você não sentirá nenhuma dor. Eu não vou te morder.

Ele largou o cabelo dele, envergonhado por abrir as pernas um pouco mais e por não tentar tensioná-las. Olhou para baixo uma vez quando a cama se moveu para ver que Jungkook tinha escorregado totalmente da cama para se ajoelhar no chão.

Mãos grandes e fortes agarraram os quadris dele, puxaram sua bunda para o limite do colchão e seguraram firme em seus joelhos, gentilmente colocando-o na posição que ele queria, os quadris dele no limite da cama e as pernas bem abertas. O olhar dele se fixou no pau dele totalmente exposto, e ele ronronou, enquanto Jimin olhava para o teto conforme seus dedos agarravam o edredom. Ele não tinha nenhuma certeza sobre o que estava acontecendo.

– Você não tem pelo em lugar nenhum – ele soou surpreso.

Ele se perguntou se poderia realmente morrer de vergonha.

– Eu depilei. Ou você continua ou você me deixa ir embora. Eu não consigo nem acreditar que estou concordando com isso porque é algo totalmente insa…

Ele engasgou, em vez de terminar a frase, quando Jungkook empurrou seus joelhos para abri-los ainda mais. O cara tinha ombros largos e seu cabelo caía sobre a barriga dele conforme ele se debruçava chegando mais perto, até que ele não tivesse como não notar seu bafo quente tocando seu sexo exposto.

As mãos dele eram gentis enquanto ele separava as pernas dele para expô-lo ainda mais para sua visão. Outro alto ronronar veio dele, e sua língua quente passou pela cabeça de seu membro .

Os dedos dele agarraram a cama conforme ele começou a tocá-lo com longas e rápidas lambidas. O prazer foi instantâneo e intenso. A língua de Jungkook era áspera e ele podia movê-la de formas que ele nunca imaginou ser possível, enquanto provocava e chegava ao exato ponto que enviou êxtase para todo o corpo dele.

Jimin tensionou o corpo, suas costas se arquearam, e ele teria fechado suas pernas com força para cessar a tão poderosa sensação, mas os ombros dele as seguraram abertas e suas mãos mantiveram os lábios abertos expondo o seu íntimo para ele. Jungkook o segurou quieto quando seu quadril começou a levantar do colchão.

O clímax chegou rasgando brutalmente, e Jimin gritou. Estava chocado do quão intensa e rapidamente ele o fez gozar. Seus olhos estavam fechados quando ele relaxou da euforia e tentou acalmar a respiração irregular. Ouviu Jungkook mais ofegante que ele e suspirou quando sua língua repentinamente desceu para seu buraco.

Ele rosnou e, vibrando a língua carnuda, violou seu corpo afastando suas dobras. Seus músculos ainda estavam se contraindo e tendo espasmos quando as mãos dele escorregaram para debaixo da bunda dele, levantando-a a alguns centímetros da cama para alcançar uma penetração mais profunda.

– Meu Deus – ele gemeu.

Ele respondeu com um rosnado profundo, e sua língua se moveu dentro dele, para dentro e para fora, antes de sair completamente. Ele se forçou a abrir os olhos e olhar em choque enquanto ele se levantava até se curvar sobre ele. Ele tinha um jeito selvagem em seus incríveis olhos e praticamente atacou os mamilos dele, chupando-os e freneticamente mamando neles. Isso a fez gritar novamente pela nova e maravilhosa sensação. Alguma coisa dura e grossa cutucou o buraco dele. Ele engasgou quando o pau dele começou a fazer pressão para entrar onde sua língua acabara de estar.

Era grosso e estava incrivelmente duro. Ele se abaixou, aproximando-se dele, cujo corpo estava esticado na cama logo abaixo dele, colocando apenas peso suficiente para mantê-lo onde ele queria. Os músculos dele se esticaram para acomodar o tamanho dele. Ele entrou nele devagar, permitindo que seu corpo se ajustasse ao seu pau, e os dedos dele agarraram a cabeça dele, escorregando pelas grossas mechas, buscando um lugar para se segurar. Ele foi tomada por prazer e quase dor conforme ele se afundava nele. Experimentou um momento de pânico quando ele foi ainda mais fundo.

– Pare!

Jungkook congelou, e sua boca deixou o mamilo dele. Ele tinha um jeito definitivamente selvagem com aqueles olhos exóticos, e a necessidade pura de seu desejo estava marcada claramente pela forte tensão em seus traços.

– Não me faça parar. – A voz dele era tão grave e áspera que quase não soava humana – Eu preciso de você.

– Você é grande demais. – Ele estava com medo.

– Eu vou virar a gente, tudo bem? Você vai por cima e pode pegar o máximo de mim que conseguir. Eu não quero te machucar.

Ele rolou, demonstrando sua imensa força. Em um segundo Jimin estava abaixo dele e, em outro, estava por cima sentado em seu colo. Ele se certificou de não entrar mais fundo segurando-o a uma certa distância e esperando até que ele acomodasse os joelhos, um de cada lado de seu quadril, antes que ele a soltasse. Uma das mãos dele estava ao redor da cintura dele, segurando-o no lugar, enquanto a outra escorregou abaixo dele posicionando seus dedos para massagear seu membro. Jimin jogou sua cabeça para trás e desceu um pouco mais.

Ele sentia seu pau muito grosso. Fazia muito tempo desde a última vez que ele fizera sexo. Ele subiu, e o prazer de tê-lo dentro dele o forçou a gemer. Ele não tinha piedade com os dedos enquanto brincava com o sensível membro, fazendo-o palpitar. Ele se moveu para cima e para baixo, só pegando dele o quanto seu corpo desejava.

A sensação de ser esticado, preenchido, o puro êxtase dessas sensações, chocaram-no porque era a melhor coisa que ele já tinha experimentado. Ele podia sentir cada centímetro extremamente rígido dele

dentro dele e, combinado com o que os dedos dele faziam, ele precisava gozar de novo.

Ele o cavalgou freneticamente, levando seu pau um pouco mais fundo a cada vez que abaixava o quadril. Gemidos rasgavam sua garganta enquanto seu corpo parecia estar em chamas. O homem abaixo dele rosnava e rosnava, fazendo barulhos que ele normalmente acharia assustadores, mas que, pelo contrário, só aumentavam a sua paixão. O corpo dele tensionou, tremeu, e ele gritou quando atingiu o clímax intenso outra vez, seus músculos travaram ao redor do membro dele enquanto ele o empurrava violentamente por conta da intensidade de tudo isso.

Jungkook rugiu quando atingiu o clímax, e ele nem sequer se assustou com o barulho. Seu pau duro como uma pedra estava enterrado profundamente nele, seu quadril tremeu e um calor se espalhou por dentro da entrada de Jimin, enquanto ele continuava gozando. Ele desabou no peito largo dele.

Ambos estavam sem fôlego. Uma das mãos dele agarrou o quadril dele e a outra se moveu para as costas da moço para acariciá-lo com as pontas dos dedos até encontrar com seu cabelo na nuca. Ele não o machucou, mas forçou sua cabeça para cima até que ele não tivesse outra opção além de olhar para seus olhos dourados, que pareciam absolutamente lindos após o sexo. Ele sorriu para ele, mostrando os dentes pontudos, e sua mão desceu gentilmente do quadril dele para a bunda.

– Eu quero você para sempre.

Ele olhou para ele, em choque.

– O quê?

– Eu decidi que quero você para sempre. Você é meu.

Ele era bom em deixá-lo sem palavras. Jimin olhou fixamente para ele e ficou absolutamente mudo. Ele me quer? Para sempre? De verdade? Ele acha que eu sou um bicho de estimação? Ele não estava nem muito certo de como lidar com essas palavras ou do que elas significavam exatamente. Eu sou dele? Ele decidiu? Ele nem sabia por onde começar ou o que ele achava daquelas afirmações exageradas.

O sorriso morreu em seus lábios, e ele se tensionou abaixo dele, seu grande corpo parecendo virar pedra. Jimin suspirou quando ele os rolou na cama e vagarosamente removeu seu membro ainda duro do corpo dele. Ele lançou um último olhar apaixonado antes de rolar para fora da cama.

– Eles estão vindo por você, mas eu não vou permitir que ninguém te tire de mim.

Quem está vindo por mim? Jimin se sentou na cama. Ele percebeu que ainda vestia sua camisa, que estava enrolada acima de seus mamilos, e sua camisa fina rasgada no meio ainda estava preso a seus braços. Ele

observou-o enquanto ele rapidamente levantava suas calças, rosnando e falando palavrões disfarçados o tempo todo.

Ela tirou a camisa rasgado e abaixou a camiseta quando rapidamente saía da cama para ficar de pé. Ele prestava muita atenção em Jungkook. Ele tinha uma expressão assustada quando olhou para ele. Ele não o conhecia há muito tempo, mas pôde identificar sua fúria.

– Fique dentro deste quarto enquanto eu lido com eles. Ninguém vai te levar daqui. Você é meu agora.

Boquiaberto, ele o contemplava enquanto ele vestia a camisa e fechava o jeans andando pelo quarto como um animal enjaulado. Um leão. Era isso que ele parecia. Porém não havia grades entre eles. O que eu fiz? Ah, sim. Eu fiz sexo com um homem-leão. Sexo gostoso, com gritos e do tipo "gozei tão gostoso que nem posso levantar." E ele iria machucar alguém ou se machucar para mantê-lo ali.

Jimin foi para trás, pisou em alguma coisa e olhou para baixo. Sua calça estava no chão, e ele pisava nela. Os sapatos também estavam ali. Ele nem se lembrava deles terem sido removidos, mas eles eram fáceis de tirar, então ele os arrancara quando puxou a calça dele.

Jungkook andou até a janela, olhou para fora e rosnou viciosamente.

– Seis deles estão se aproximando – ele bufou. – Eles acham que seis Espécies machos podem lidar comigo. Isso é um insulto. Eu não vou ficar longe por muito tempo, gostoso. Por que você não volta para a cama e me espera? Eu vou pegar algo para comer antes de voltar. Você é pequeno, e eu quero te alimentar. Eu vou cuidar muito bem de você, e você vai querer ficar comigo.

Jimin olhou para o abajur que estava próximo, sua cabeça a mil tentando parar o que ele temia que aconteceria. Jungkook era um cara grande, feroz, e ele não queria que ele fosse assassinado ou machucado seriamente pelas Novas Espécies que estavam chegando para salvá-lo. Ele lutaria com eles para mantê-lo em seu quarto. Ele viu a tomada, ao lado do criado-mudo, na qual o abajur estava ligado. Focou sua atenção nele, notou que ele ainda estava de costas para ele enquanto olhava pela janela, e seus lábios produziram outro rosnado.

– Eu vou bater neles até que saiam choramingando, antes de deixar que eles te levem para longe de mim. Eu vou tentar assustá-los primeiro, mas de jeito nenhum eles vão te levar Jimin. Eu vou fazer o que tiver que ser feito.

Ele não aguentaria viver se o matassem. Jimin se inclinou e arrancou o abajur da tomada. Seu olhar ficou fixado em Jungkook para garantir que ele não se virasse e notasse seus movimentos. Ele agarrou o abajur com a mão trêmula e percebeu que isso o machucaria menos que uma bala. Não poderia permitir que aquilo acontecesse. Ele se aproximou dele, mas ele não se virou, totalmente focado em o que quer que fosse que estivesse vendo pela janela.

– Idiotas – ele rosnou, inclinando-se um pouco para frente, com suas mãos agarrando a moldura da janela com força o suficiente para fazer a madeira ranger – Eu quero que você fique dentro deste quarto. Isso não deve demorar mais que cinco minutos. Se eles não saírem, eu vou…

Jimin quebrou o abajur com força na parte de trás da cabeça dele. A base de vidro espatifou e desceu pelas costas de Jungkook até o chão. Ele grunhiu e se virou para olhá-lo. Ah, eu estou tão ferrado. Eu não bati nele com força o suficiente. Ele poderia ter batido com mais força, mas teve medo de machucá-lo de forma muito severa. Ele pareceu extremamente surpreso e sem reação ao olhar para ele quando

endireitou o corpo, mas então seus olhos se viraram e ele balançou antes de cair no carpete. Ainda com o abajur quebrado nas mãos, Jimin olhou para ele no chão.

Jogou o abajur para o lado e caiu de joelhos diante do corpo dele. Ele checou o pulso de Jungkook, percebeu que ele estava forte e constante, e passou os dedos pelo cabelo dele onde o golpeara. Ele pôde sentir um pequeno inchaço se formando, mas não havia sangue. O peito dele subiu e descia tranquilamente enquanto ele ficava de pé novamente, certo de que ele não ficaria desmaiado por muito tempo. Precisava sair antes que ele acordasse. Ele estava certo de que ele ficaria extremamente irritado por tê-lo golpeado.

– Filho da puta. – As mãos dele tremiam enquanto ele rapidamente terminava de se vestir e colocava os sapatos. Enfiou a camisa destruída na parte da frente da calça, não querendo deixá-lo para trás e com a intenção de mantê-lo escondida depois de sair. Jimin olhou Jungkook de relance e notou que ele ainda estava esparramado no chão. Deu um passo à frente, hesitou em deixá-lo e sentiu uma pontada de remorso. Talvez eu deva ficar e… Não! O que eu estou pensando? Ele quer me ter para sempre, e nós somos estranhos. Isso seria loucura! Então, saiu.

Ele trancara a porta do quarto, ele a destrancou e olhou de relance para algumas portas fechadas no corredor de entrada, mas a escada estava dentro do campo de visão. Correu até lá. Sabia que Jungkook estaria muito chateado quando acordasse. Ele o golpeara com seu próprio abajur e o deixara desmaiado.

Era muito questionável se ele entenderia o que ele havia feito para garantir que ele não se machucasse, e ele não queria ficar por ali para descobrir se ele poderia falar sobre o assunto com ele.

Desceu as escadas correndo, até a grande porta de entrada. Destravou as portas duplas, abriu-as com força e pisou para fora da casa dele.

Bateu a porta ao sair e andou rápido pelo quintal. Os braços se cruzaram sobre seu peito para esconder o fato que sua segunda camisa não estava ali. Ele torceu para que ninguém notasse isso já que ele não queria ter que explicar nada. Ele viu a sua van de trabalho, quatro Jeeps e outro caminhão do bufê estacionados do outro lado da cerca. Alguns homens já tinham passado pelo portão e entrado no jardim.

Eram da Nova Espécie. Todos vestiam fardas pretas com emblemas brancos da ONE no peito, e eles carregavam armas de verdade junto do que ele assumiu serem armas tranquilizadoras. Ele havia visto alguns oficiais Nova Espécie distantes quando estava no portão principal ao entrar na Reserva. Uma parede de mais de nove metros protegia a divisa, e homens vestidos naqueles mesmos uniformes faziam a patrulha em cima do muro. Os homens que estavam no quintal de Jungkook pararam.

– Olá – Jimin não olhou para o rosto deles, evitando que seus olhares se cruzassem. – Eu estou bem. – Ele andou mais rápido em direção ao portão, passando pelos homens que bloqueavam seu caminho.

– Jimin! – Yoshiaki correu em direção a ele – Você está bem?

Ele continuou se movendo e quase deu de cara com um dos oficiais da ONE, mas ele deu um pulo para trás.

– Eu estou bem, Yoshiaki. Vou para casa. Tive um dia estressante, mas estou bem. Nós conversamos e ele me deixou ir embora. Problema resolvido. – Ele mentiu na cara dura.

Um homem entrou na frente dela quando ela passou pelo portão que levava até onde os veículos estavam estacionados.

– Você está bem?

Jimin reconheceu logo aquela voz grave como sendo a de Chanyoel. Ele parou e levantou o rosto para ver os traços estranhos dele, sem se chocar por ele parecer parte felino. Não somente o nome dele dava essa dica, mas ele também tinha traços similares aos de Jungkook.

Esse cara era alguns centímetros mais baixo e não tinha um peito tão largo quanto o de Jungkook, mas ainda assim ele era gigante. Os olhos de gato de Chanyoel eram de uma cor azul incrível, e ele tinha os ossos da bochecha e o nariz achatado tão distintos quanto os de Jungkook. Os cabelos castanhos com mechas vermelhas e loiras. A cor vermelha não era nem de longe tão brilhante ou tão bonita quanto a de Jungkook.

– Eu estou bem. Eu acho que vou para casa agora e relaxar. Hoje foi um dia estranho.

Ele puxou o ar para respirar e seus olhos se abriram um pouco.

– Eu vou te levar para nosso centro médico.

Jimin ficou tenso, preocupado que ele dissesse alguma coisa que ele não queria ver revelado na frente do chefe e chutou que Jungkook podia sentir o cheiro de Jungkook por todo o corpo dele. Eles pareciam ter um sentido de olfato realmente estranho e aguçado. Ele lançou um olhar de aviso para ele, esperando em silêncio que ele entendesse seu significado.

– Eu não estou machucado. Nada aconteceu.

– O que aquele canalha fez com você? – Yoshiaki agarrou o braço dele, virando-o de frente para ele. Yoshiaki era apenas uns dez centímetros mais alto que Jimin e ele estava excepcionalmente pálido – Ele te

tocou? Ele te machucou?

Ele olhou para os olhos assustados de seu chefe e torceu para parecer calma.

– Eu estou bem. Nada aconteceu. Nós só conversamos, ele entendeu e falou que eu podia ir para casa. É simples assim – ele mentiu.

A expressão de Yoshiaki relaxou.

– Graças a Deus. Eles iam entrar e te pegar. As armas tranquilizadoras finalmente chegaram e mais homens apareceram para invadir a casa dele. Eu imaginei o pior e escutei um grito e um rosnado.

– Ele foi assustador. – Ele balançou o braço para longe do toque dele. – Eu só quero ir para casa. Isso foi uma provação, e estou com uma enxaqueca fortíssima – ele mentiu novamente.

Yoshiaki balançou a cabeça.

– É claro. Eu vou te pagar pelo dia de hoje. Eu sinto muito por essa confusão com o endereço, mas estou contente por você não ter se machucado.

– Eu estou totalmente bem – ele murmurou, imaginando em silêncio se deveria contar quantas mentiras falou, mas rapidamente mudando de ideia. A verdade seria aborrecimento demais, e ele não queria lidar com isso.

Yoshiaki deu um passo para trás com um sorriso incerto.

– Foi um dia e tanto, não é?

– Sim – ele forçou um sorriso. – Eu estou caindo fora daqui. Você se importa se eu pegar a van?

Seu chefe hesitou.

– Eu preciso dela. Você está com a maior parte da comida para a festa. Não foi cancelada.

– Eu a levarei para casa – Chanyoel ofereceu tranquilamente. – Venha por aqui, senhor Park. Meu Jeep está bem ali.

Ele foi até a van para pegar sua bolsa, rezando em silêncio para sair dali antes que Jungkook acordasse.

Seguiu Chanyoel para um dos Jeeps e subiu no veículo. Ele não ligou o motor imediatamente. Observou-o com atenção. Ele decidiu ser honesto de algum modo, porque os minutos estavam passando, e ele não sabia quanto tempo tinha até que o "problema" se levantasse do chão de seu quarto.

– Nós temos que ir agora. Por favor, ligue o motor e me tire daqui.

Chanyoel ligou o carro e gritou:

– Desocupem já esta área.

O Jeep se moveu e o estresse de Jimin diminuiu. Ele se lembrou de apertar os cintos. – Eu moro a uns oito quilômetros daqui. Obrigado pela carona.

Ele hesitou:

– Eu vou te levar para o centro médico.

– Não. Eu só quero ir para casa.

Ele franziu a testa de forma ameaçadora.

– Você precisa de atenção médica, e nós vamos chamar um conselheiro. Você precisa fazer um depoimento sobre o que Jungkook fez contra você. Nós lidamos com toda a justiça dentro da Reserva, mas ele será punido severamente por ter atacado você.

Chocado, Jimin o interrompeu:

– Ele não me machucou, e eu não quero que ele seja punido. Eu não preciso de um médico e com certeza não quero um psicólogo.

Chanyoel freiou subitamente e virou-se para Jimin. Seu olhar azul se travou no dele.

– Você pode mentir para Yoshiaki e Marcy. Eles são humanos e vão acreditar no que você falou agora há pouco. Eu não sou eles, e você está com um cheiro muito forte de Jungkook. Também consigo sentir o cheiro de sexo. Ele com certeza te machucou e te forçou a procriar com ele. Você precisa permitir que nossos médicos façam um documento para garantir que ele seja punido pelo que fez.

Ele ficou boquiaberta, então olhou fixamente para Chanyeol, sentindo o calor das bochechas rosadas. Ele engoliu em seco tudo aquilo para que pudesse falar.

– Eu sei que ele te machucou.

– Eu estou bem. Ele não me forçou. Eu quero ir para casa.

Ele franziu ainda mais a testa.

– O que aconteceu?

Ele hesitou.

– Ele não me machucou, mas também não queria me deixar ir embora. Ele queria me manter como se eu fosse um bicho de estimação ou algo do tipo. Ele estava a ponto de atacar qualquer um que viesse

atrás de mim. Eu o acertei com um abajur e o nocauteei. Você talvez queira que alguém vá olhá-lo, mas eu acho que ele ficará bem. Tentei não o machucar, mas pensei que isso era melhor do que alguém atirar nele. No entanto, você precisa me tirar daqui porque eu acho que ele vai ficar muito incomodado quando acordar e constatar que eu fugi. Eu só quero ir para casa.

– Filho da puta – ele xingou enquanto tirava o pé do freio e pisava no acelerador. O Jeep se atirou para a frente e ganhou velocidade. – Deixe-me levá-lo ao hospital.

Ele rangeu os dentes:

– Ele não me estuprou, não me forçou a nada, e o sexo foi consensual, está bem? Só me leve para casa. Por favor? Só quero esquecer que esse dia aconteceu.

Chanyoel balançou a cabeça com raiva:

– Ótimo – ele puxou o rádio que estava preso na parte superior do seu colete. – Aqui é Chanyoel. Evacuem uma grande área ao redor da casa de Jungkook. Eu quero todos que estão patrulhando a área com armas tranquilizadoras. Ponham ele para dormir e o prendam se ele tentar sair do território. Fui claro?

Jimin olhou de relance para o cara no assento ao lado dele. Ele tinha um dispositivo de fone de ouvido na orelha. Seja lá o que foi dito de volta o fez parecer mais relaxado. – Certo. Câmbio – ele prendeu o rádio no colete novamente.

– Eu sinto muito por tudo isso. Você precisa entrar em contato com a gente se houver qualquer coisa que possamos fazer para você. Nosso departamento legal vai entrar em contato.

– Para quê?

– Eles simplesmente vão. Quando você concordou em trabalhar aqui, assinou alguns papéis. Você sabe que tudo que acontece aqui é confidencial. Se disser alguma coisa pode ser processado, então, por favor não vá à imprensa. Nosso departamento legal vai garantir que qualquer coisa que você precise seja providenciado. Portanto, qualquer problema que você tenha, eles garantirão que você seja bem recompensado. Isso é tudo que posso fazer se você se recusar a denunciá-lo.

Ele assinara um contrato ridiculamente longo. Não tinha permissão para falar sobre nada do que viu ou escutou na Reserva das Novas Espécies. Não tinha permissão para processá-los se sofresse qualquer dano enquanto convidado. Era um acordo do tipo "venha por sua conta e risco", mas havia uma cláusula de que eles pagariam por quaisquer gastos médicos se ele sofresse alguma injúria. Agora ele sabia o porquê.

– Eu jamais falaria com repórteres.

Cinco minutos depois Chanyoel estacionou o Jeep na frente da pequena casa de Jimin e outros dois veículos pararam atrás deles. Ele havia sido escoltado para casa com segurança completa. Sabia que as Novas Espécies eram alvos de grupos de ódio e não precisou perguntar a razão dos veículos extras terem os seguido até sua casa.

Jimin olhou de relance para sua casa e tentou esconder o quanto estava envergonhado. A casa fora deixada para ele por sua avó. Já não estava muito bem cuidada, e Jimin nunca teve dinheiro extra para consertá-lo. O chão da varanda cedeu em alguns pontos, fazendo-a parecer torta, a pintura tinha grandes falhas e uma das janelas da frente tinha fita isolante onde o vidro estava quebrado. Era uma casa pequena, de dois quartos com um banheiro, mas era toda dele. Ele se perguntou o que a Nova Espécie pensou enquanto olhava para a casa dele com uma expressão confusa.

– Você tem certeza que não quer ver um médico ou um psicólogo? Nós vamos fazê-lo pagar se você registrar uma queixa. Somos mais duros que o seu sistema de justiça.

Ele balançou a cabeça enquanto soltava o cinto de segurança.

– Ele não me machucou, eu não quero que ele seja punido e não preciso de um médico. Eu ainda não tenho certeza sobre a parte do psicólogo, mas eu sou forte – ele pausou. – Só quero esquecer que isso tudo aconteceu. Tudo bem?

Ele cruzou seu olhar com o dela, observou-a em silêncio, mas balançou a cabeça devagar. Jimin desceu do Jeep e andou até a porta da frente, destrancou-a e pisou dentro do pequeno cômodo.

Ele se virou e notou que Chanyoel a fitava em silêncio de dentro do veículo preto. Ele fechou a porta com firmeza e a trancou.

– Filho da puta – ele suspirou. Seguiu em direção ao banheiro e ao chuveiro. – Eu nunca imaginei um dia como hoje. Não serviu de nada sempre tentar estar preparado. Ha! Homens-animais com habilidades avassaladoras em beijar e seduzir homens. – Ele balançou a cabeça. Minha vida só fica mais e mais maluca. Por que ele nunca pode ser normal?

Jungkook gemeu. Sua cabeça latejava, e ele não conseguia se lembrar o porquê. Seus olhos se abriram para olhar para o carpete. Ele estava esparramado no chão. Piscou antes de alguém colocar um grande saco plástico de gelo na frente de seu rosto e deixá-lo ali pairando sobre ele. Ele puxou ar e rosnou suavemente. Isso fez sua cabeça doer ainda mais. Chanyoel abaixou-se, ainda segurando o saco de gelo.

– Coloque isso na parte de trás da sua cabeça – ele falou tranquilamente.

Jungkook pegou o saco. Suas mãos tremiam um pouco, mas ele encontrou o ponto que mais doía. Estremeceu e rosnou conforme encostava o saco na cabeça. Sua atenção se fixou em Chanyoel.

– Você está bem? – perguntou o homem abaixado ao lado dele.

– O que aconteceu?

Chanyoel respirou fundo.

– Você vai se lembrar. Só fique quieto quando isso acontecer.

O gelo ajudou a reduzir a dor e ele respirou fundo, permitindo que os cheiros do interior do quarto inundassem seu nariz. Jimin! Ele tentou se sentar, mas o quarto começou a rodar. Gemeu novamente, voltou ao chão e mostrou seus dentes para Chanyeol.

– Qual dos seus homens se aproximou de mim?

– Jimin. Ele te bateu com um abajur – Chanyoel se levantou e foi para trás, ficando a uma distância segura de Jungkook. – Ele está a salvo e fora da Reserva.

Raiva correu pelas veias de Jungkook, e ele rosnou.

– Traga ele de volta. Ele é meu.

Em resposta, o outro Espécie se apoiou na parede, cruzou os braços na altura do peito e suspirou:

– Ele te bateu para fugir, pediu para ser levada para casa, mas se recusou a fazer uma denúncia. Você é sortudo, cara. Ele poderia te fazer ficar trancado em uma cela pequena para caramba, e Chanyoel teria que decidir se você precisaria ser colocado para dormir para sempre. Se você for muito perigoso para continuar a viver... Merda, nem me faça começar a falar disso. Isso é um pesadelo que nós nunca queremos ter que enfrentar.

A dor diminuiu, e Jungkook se sentou sem que o quarto começasse a rodar. Olhou de relance para Chanyeol:

– Ele é meu.

– Eu entendi essa parte – ele cheirou o ar. – Você o tem, é claro. – Seu olhar virou-se para a cama e então voltou-se para Jungkook – Mas você não pode mantê-lo aqui. Ele é humano. Você não faria isso nem com as nossas mulheres. Você sabe que não pode simplesmente reivindicá-las e forçá-las a viver com você.

– Ele é pequeno. Eu poderia facilmente mantê-lo aqui e mudar a cabeça dele sobre ir embora. Eu planejei alimentá-lo e cuidar dele.

– Ele mencionou que você parecia pensar que ele era um bicho de estimação. Pensei que ele tinha interpretado a situação de forma errada. Humanos tendem a nos ver de um jeito bagunçado, mas depois de te ouvir falar, ele estava certíssimo. Ele não é um bicho de estimação.

– Eu sei disso – Jungkook franziu a testa, preocupado por ter passado a impressão errada para ele. Ele se encheu de remorso. – É por isso que ele foi embora? Por isso que ele me bateu? Eu vou dizer para ele

que é meu companheiro e não meu bicho de estimação.

– Ele não é seu, cara – Chanyoel se empurrou para longe da parede. – Ele queria ir embora. Lide com isso. Você e eu, nós não somos feitos para humanos. Nós já falamos sobre isso, lembra? Eles são muito frágeis, se assustam facilmente e você queria uma companheira Espécie. Uma felina.

– Não mais. Quero o Jimin.

– Que pena. Você não pode tê-lo. Você fala sobre como o nosso povo está ficando mole e o quanto você odeia isso. É você quem parece mole agora. Fique firme e encare os fatos. Um humano nunca nos aceitaria como nós somos. Pelo menos, não homens como a gente. Estamos muito ligados ao nosso lado animal. Eu só aparento ser mais humano que você.

Tristeza era um sentimento que Jungkook odiava, mas ela se espalhou por ele mesmo assim.

– Ele não vai voltar para mim, vai?

– Não – o olhar de Chanyoel ficou mais leve. – Ele não vai.

– Saia.

– Eu preferiria ficar um pouco para garantir que você se recupere por completo. Vou fazer um jantar para nós dois. Vamos tomar alguns refrigerantes e conversar. Eu ouvi dizer que algumas felinas que você

ainda não conheceu estão sendo transferidos para cá. Talvez alguma delas seja perfeita para você.

Imagens de Jimin passaram em flashes pela cabeça de Jungkook.

– Deixe-me aqui. Eu preciso ficar sozinho.

– As novas felinas chegam amanhã. Eu venho te buscar e vou te levar para o hotel para você conhecê-las.

Jungkook estava triste e seu olhar se virou para a cama onde Jimin esteve. O cheiro dele ainda permanecia forte dentro do quarto. Ele se moveu em direção à cama e largou o saco de gelo de lado.

Preferia sentir dor a retornar ao estado entorpecido no qual vivia antes de sentir todas aquelas coisas maravilhosas com Jimin. Engatinhou até a cama, subiu e se deitou onde ela havia estado, sentindo seu cheiro.

– Jungkook? Eu venho te buscar às 14h.

– Não se incomode. Simplesmente vá. Tranque a porta quando sair. Eu não quero conhecer nenhuma felina.

Ele respirou o cheiro de Jimin, querendo memorizá-lo antes que ele sumisse, e escutou seu amigo saindo. Seus olhos se fecharam e sua mão gentilmente apalpou o edredom. Ele não conseguia se lembrar

da última vez que tivera lágrimas nos olhos, mas naquele momento eles estavam molhados. Ele o perdera, e ele jamais retornaria. Ele conheceu a paz com ele. Felicidade. Esperança. E agora tudo havia acabado.

Ele estava… perdido para sempre.