Faz algumas semanas que estamos parados por aqui. Nosso dinheiro acabou e há dias tenho improvisado uma sopa de vegetais, já que é a única coisa que tem de graça nos arredores. Vez ou outra, o besta trovão aparece com algum animal que encontrou na floresta, mas essa situação está se tornando insustentável.

Yoon, eu quero carne. — Zeno sempre é o primeiro a reclamar, esse velhote em pele de pirralho.

Não aguento mais comer folhas. Eu não sou uma vaca, sou um dragão. — Jae-Ha também não perde no ranking dos reclamões.

Precisamos de carne, Yoon. — ATÉ O SHIN-AH.

Ou, pelo menos, algum legume com o mínimo de sabor. Não consigo mais comer nem uma tigela dessa sopa insossa. — A atitude de menino mimado do Kija acabou com o que restava da minha paciência.

CALEM A BOCA, VOCÊS QUATRO. — Estava completamente... insustentável. — EU NÃO AGUENTO MAIS VOCÊS RECLAMANDO. NÃO QUEREM COMER? ÓTIMO! NÃO COMAM.

Yoon?

Princesa Yona, eu te acordei?

Onde 'tá o Hak?

Besta trovão? Bem, acho que saiu para procurar alguma coisa para esses animais comerem. — Olhar para aqueles quatro se arrastando pelo chão estava me tirando do sério.

Hmm… E o que vamos comer hoje? — Ela deu um sorriso forçado que me pareceu bem hostil.

Meio que a única coisa que temos até agora são os vegetais de sempre, então, sopa.

Hmm… — Seu tom dizia que não estava insatisfeita, mas continuava com aquele sorriso estranho no rosto. Às vezes, a princesa era assustadora.

Ei, cobra branca, pega. — O besta trovão apareceu, jogando um inseto enorme em cima do Kija.

O-o que é… ISSO?! — O coitado se estapeou com a mão de dragão mesmo depois de jogar o que o tinha atingido longe.

Você é bem maldoso, sabia? — Mesmo dizendo isso, Jae-Ha estava rindo tanto quanto Hak, e o cumprimentou com um soquinho pela vitória sobre o Hakuryuu.

Olhos caídos, sabe bem que não foi minha intenção assustá-lo.

E o que é aquilo?

Um inseto, mas é comestível. Trouxe para você preparar para nós.

Ótimo, vou ver o que posso fazer. — Não seria a primeira vez que eu prepararia algo com insetos, e, definitivamente, a cara dos quatro dragões ao ouvir aquilo era impagável.

Depois de descascar, limpar e temperar, estava pronto para ser misturado na sopa, mas, é claro, não poderia ser tão simples assim.

Yoon?

O que você quer, Kija?

Vai mesmo usar essa… coisa?

Quer comer sopa insossa?

Ah… Ela não é tão insossa assim.

Yoon… — Até mesmo a Yona? — Será que não podemos comer só a sopa de sempre?

E o que eu faço com isso? Seria um desperdício. Estamos sem dinheiro, só comemos porque temos vegetais crescendo nas redondezas, e eles não são suficientes para manter esses... dragões.

Deu muito trabalho pegar isso, sabia? — Ouvimos ao longe o besta trovão, que estava encostado numa pedra com Jae-Ha.

Yooon… — Yona, Kija e agora, Zeno? — Queremos carne de verdade.

E O QUE VOCÊS QUEREM QUE EU FAÇA? QUE EU VIRE UM PEDAÇO DE CARNE? SE QUEREM TANTO COMER CARNE, ARRUMEM UM EMPREGO E COMPREM PARA EU PODER COZINHAR.

Ficaram todos em silêncio, e foi então que eu percebi: era uma ótima ideia.

Espera, é isso… Vamos arrumar uma forma de vocês conseguirem dinheiro.

Zeno gosta da ideia.

Mas como vamos fazer isso?

Não é possível que não tenham nenhum talento. Devem ser bons em algo além de massacrar tudo ao redor com seus poderes de dragões guerreiros.

Bem, eu sei tocar flauta. — É a cara do Kija.

Zeno também sabe tocar um instrumento, Kaya me ensinou.

E qual é?

Um cheio de cordas, que faz um barulho muito bonito. Ele é meio assim e… — Ele gesticulava, mas era impossível decifrar o que estava moldando no ar. E COMO ELE SABE TOCAR ALGO QUE NEM SABE O NOME?

Uma harpa?

Isso. Esse é o nome. Obrigado, princesa.

Ouryuu e Hakuryuu são musicistas. Por que não formam uma banda, Jae-Ha? Pelo que me lembro, você toca violino. — Já que era para o bem de todos, principalmente o da minha sanidade, seria justo que todos participassem.

Faço o que precisar para fazer Yona feliz.

Shin-Ah?

Eu não sei tocar nada, me desculpe, Yoon.

Três já dão um bom número, agora precisamos arrumar os instrumentos e divulgar que vão se apresentar. Mas nem sabemos se vocês são bons. — É… Não ia dar certo. — Será que isso é uma boa ideia mesmo?!

Não se preocupe, Yoon. — Yona parecia verdadeiramente animada. — Você e Hak ficarão responsáveis pela parte dos bastidores. Tentem arrumar os instrumentos, algumas roupas chamativas e façam a divulgação. Daqui uma semana, iremos nos apresentar.

Mas…

Eu me encarrego de ensaiar com eles. Agora, precisamos de um nome.

Zeno e os dragões. — Esse velhote…

Bando Faminto? — Kija, vindo de você, me surpreende.

NOMES ASSIM VÃO É ASSUSTAR AS PESSOAS! — Qual o problema desses dois?

Dragons' Band? — Finalmente! Isso sim soava bem. Tinha que ser ideia de uma princesa.

Esse é perfeito, Yona, todos concordam?

Com o aval de todos, o nome foi decidido. Eu e o besta trovão levamos três dias inteiros para obter — me envergonho em dizer "roubar" — os instrumentos. Saíamos logo depois da minha famosa sopa e voltávamos ao escurecer. Após adquirir uma flauta, um violino e uma harpa, o Besta trovão conseguiu com algum contato estranho algumas roupas paparicadas. Nos dias que restavam, nos empenhamos em divulgar a apresentação do renomado grupo de artistas, Dragons' Band.

Sete dias haviam se passado, e, como prometemos ao povo da cidade, a apresentação seria ao anoitecer, na praça. Estava basicamente tudo pronto, agora estava nas mãos de Yona — não consegui ver sequer um ensaio dos três dragões, mas confiava no bom gosto da princesa. Quando a multidão começou a se reunir em volta do palco improvisado que construímos, os dragões apareceram muito bem vestidos, com penteados diferentes que os deixavam curiosamente mais bonitos, mas sem sinal da princesa.

Zeno está muito mais bonito que o Hakuryuu e o Ryokuryuu. — De fato, estava; Com o cabelo preso em um rabo de cavalo alto, a franja era como uma moldura para seu rosto jovial, e as roupas o deixavam como um príncipe.

Percebi que pintaram os instrumentos.

A princesa disse que seria arriscado usá-los da forma que chegaram, porque os donos poderiam reconhecer seus pertences.

Faz sentido. Aliás, Jae-Ha, você parece mais novo com a franja para trás.

O Ryokuryuu é o mais velho de nós, e a princesa queria que todos nós apresentássemos ter a mesma faixa etária.

Olha, até onde eu sei, não sou eu quem tenho mais de dois mil anos. — Jae-Ha não parecia satisfeito em ter que "forjar" sua idade.

Estão todos muito bem, mas e o Shin-Ah? Ele resolveu participar de alguma forma? Ele também está todo arrumado. — Ele e Kija já haviam subido no palco. Aparentemente, Shin-Ah precisava se acostumar com o ambiente antes de poder fazer qualquer coisa para aquele público.

Você vai ver, vamos ter muita carne para comer amanhã — Antes que eu pudesse perguntar, Zeno e Jae-ha foram de encontro ao Seiryuu, que havia congelado na beirada do palco.

Me juntei ao besta trovão na plateia, os entretendo como podíamos até que o show começasse, o que, para nosso alívio, não demorou.

Olá, eu sou Lena — a princesa não podia usar seu verdadeiro nome — e esses são a Dragons' Band, vamos entreter vocês essa noite. Espero que gostem.

A princesa usava um sobretudo que só mostrava parte do seu rosto e nada mais. Assim que ela terminou de introduzi-los, as velas mais próximas ao palco foram apagadas, e então começou a melodia delicada de uma flauta, Kija. Poucos segundos depois, a harpa de Zeno se uniu; por último, o violino de Jae-Ha. A junção daqueles sons maravilhosos paralisaram a plateia, que olhava deslumbrada para os três.

Yona posicionou alguns chapéus em frente ao palco, e, aos poucos, as pessoas iam preenchendo-os com moedas de prata. O som se espalhou por todo o vilarejo.

Quando me dei conta, a praça estava lotada, impossível de andar sequer meio passo sem encostar em alguém. Tentei me espremer para chegar até o Besta trovão, e, quando finalmente o alcancei, fomos surpreendidos por uma voz angelical. Era Shin-Ah. O Seiryuu havia tirado sua máscara e cantava de olhos fechados com uma voz que preenchia até o mais profundo vazio do coração.

Mas essa não foi a única surpresa: com o palco à meia-luz, a princesa retirou a veste que a escondia, revelando um vestido de tecido branco leve — que me lembrava, e muito, os lençóis que trouxemos da tribo do vento — com alguns adornos dourados, complementado por um véu em seu rosto, e ela dançava lindamente ao ritmo da música. Se Hak tivesse algum tostão, ele também teria alimentado o chapéu após ter sido presenteado com aquela visão de Yona.

Quando a música cessou, a plateia, que antes assistia atenta e silenciosamente, agora vibrava em elogios gritados e salvas de palmas. Os chapéus estavam cheios o suficiente para abastecer nossos suprimentos e seguir viagem, além de poder comprar carne para aqueles mons... digo, dragões.

documento original

Faz algumas semanas que estamos parados por aqui, nosso dinheiro acabou e faz dias que tenho improvisado uma sopa de vegetais, já que é a única coisa que tem aqui por perto de graça. Vez ou outra o besta trovão aparece com algum animal que encontrou na floresta, mas essa situação está se tornando insustentável.

Yoon, eu quero carne. — Zeno sempre é o primeiro a reclamar, esse velhote em pele de pirralho.

Não aguento mais comer folhas, eu não sou uma vaca, sou um dragão. — Jae-Ha também não perde no ranking dos reclamões.

Precisamos de carne, Yoon. — ATÉ O SHIN-AH.

Ou pelo menos, algum legume com o mínimo de sabor, não consigo mais comer nem uma tigela dessa sopa insossa. — A atitude de menino mimado do Kija acabou com o que restava da minha paciência.

CALEM A BOCA, VOCÊS QUATRO. — Estava completamente... insustentável. — EU NÃO AGUENTO MAIS VOCÊS RECLAMANDO, NÃO QUEREM COMER, ÓTIMO, NÃO COMAM.

Yoon?

Princesa Yona, eu te acordei?

Onde 'tá o Hak?

Besta trovão? Bem, acho que saiu para procurar alguma coisa para esses animais comerem — olhar para aqueles quatro se arrastando pelo chão estava me tirando do sério.

Hmm… E o que vamos comer hoje? — Ela deu um sorriso forçado que me pareceu bem hostil.

Meio que a única coisa que temos até agora são os vegetais de sempre, então, sopa.

Hmm… — Seu tom dizia que não estava insatisfeita, mas continuava com aquele sorriso estranho no rosto. Às vezes a princesa era assustadora.

Ei, cobra branca, pega. — O besta trovão apareceu jogando um inseto enorme em cima do Kija.

O-o-que é… ISSSSSO?! — o coitado se estapeou com a mão de dragão mesmo depois de jogar o que o tinha atingido longe.

Você é bem maldoso, sabia? — Mesmo dizendo isso, Jae-Ha estava rindo tanto quanto Hak, e o cumprimentou com um soquinho pela vitória sobre o Hakuryuu.

Olhos caídos, sabe bem que não foi minha intenção assustá-lo.

E o que é aquilo?

Um inseto, mas é comestível, trouxe para você preparar para nós.

Ótimo, vou ver o que posso fazer. — Não seria a primeira vez que eu prepararia algo com insetos, e definitivamente, a cara dos quatro dragões ao ouvir aquilo era impagável.

Depois de descascar, limpar e temperar, estava pronto para ser misturado a sopa, mas é claro, não poderia ser tão simples assim.

Yoon?

O que você quer, Kija?

Vai mesmo usar essa… coisa?

Quer comer sopa insossa?

Ah… ela não é tão insossa assim.

Yoon… — Até mesmo a Yona? — Será que não podemos comer só a sopa de sempre?

E o que eu faço com isso? Seria um desperdício, estamos sem dinheiro, só comemos porque temos vegetais crescendo nas redondezas, e eles não são suficientes para manter esses... dragões.

Deu muito trabalho pegar isso, sabia? — Ouvimos ao longe o besta trovão que estava encostado numa pedra com Jae-Ha.

Yoooon… — Yona, Kija e agora, Zeno? — Queremos carne de verdade.

E O QUE VOCÊS QUEREM QUE EU FAÇA? QUE EU VIRE UM PEDAÇO DE CARNE? SE QUEREM TANTO COMER CARNE ARRUMEM UM EMPREGO E COMPREM PARA EU PODER COZINHAR.

Ficaram todos em silêncio, e foi então que eu percebi, era uma ótima ideia.

Espera, é isso… Vamos arrumar uma forma de vocês conseguirem dinheiro.

Zeno gosta da ideia.

Mas como vamos fazer isso?

Não é possível que não tenham nenhum talento, devem ser bons em algo além de massacrar tudo ao redor com seus poderes de dragões guerreiros.

Bem, eu sei tocar flauta. — É a cara do Kija.

Zeno também sabe tocar um instrumento, Kaya me ensinou.

E qual é?

Um cheio de cordas, que faz um barulho muito bonito, ele é meio assim, e… — Ele gesticulava, mas era impossível decifrar o que estava moldando no ar. E COMO ELE SABE TOCAR ALGO QUE NEM SABE O NOME?

Uma harpa?

Isso. Esse é o nome, obrigado princesa.

Ouryuu e Hakuryuu são musicistas, por que não formam uma banda, Jae-Ha, pelo que me lembro você toca violino. — Já que era para o bem de todo, principalmente o da minha sanidade, seria justo que todos participassem.

Faço o que precisar para fazer Yona feliz.

Shin-Ah?

Eu não sei tocar nada, me desculpe Yoon.

Três já dão um bom número, agora precisamos arrumar os instrumentos, e divulgar que vão se apresentar, mas nem sabemos se vocês são bons, — é… não ia dar certo — será que isso é uma boa ideia mesmo?!

Não se preocupe, Yoon — Yona parecia verdadeiramente animada. — Você e Hak ficarão responsáveis pela parte dos bastidores, tentem arrumar os instrumentos, algumas roupas chamativas e façam a divulgação, daqui uma semana iremos nos apresentar.

Mas…

Eu me encarrego de ensaiar com eles. Agora, precisamos de um nome.

Zeno e os dragões — esse velhote…

Bando Faminto? — Kija, vindo de você, me surpreende.

NOMES ASSIM VÃO É ASSUSTAR AS PESSOAS — qual o problema desses dois?

Dragons' Band? — finalmente, isso sim soava bem, tinha que ser ideia de uma princesa.

Esse é perfeito, Yona, todos concordam?

Com o aval de todos, o nome foi decidido. Eu e o besta trovão levamos três dias inteiros para conseguir — me envergonho em dizer, roubar — os instrumentos, saíamos logo depois da minha famosa sopa, e voltávamos ao escurecer. Após conseguir uma flauta, um violino e uma harpa, o Besta trovão conseguiu com algum contato estranho algumas roupas paparicadas, e nos dias que restavam nos empenhamos em divulgar a apresentação do renomado grupo de artistas, Dragons' Band.

Sete dias haviam se passado, e como prometemos ao povo da cidade, a apresentação seria ao anoitecer, na praça. Estava basicamente tudo pronto, agora tudo estava nas mãos de Yona, não consegui ver sequer um ensaio dos três dragões, mas confiava no bom gosto da princesa. Quando a multidão começou a se reunir em volta do palco improvisado que construímos, os dragões apareceram muito bem vestidos, com penteados diferentes que os deixavam curiosamente mais bonitos, mas nem sinal da princesa.

Zeno está muito mais bonito que o Hakuryuu e o Ryokuryuu — e de fato estava, com o cabelo preso em um rabo de cavalo alto, a franja era como uma moldura para seu rosto jovial, e as roupas o deixavam como um príncipe.

Percebi que pintaram os instrumentos.

A princesa disse que seria arriscado usá-los da forma que chegaram, os donos poderiam reconhecer seus pertences.

Faz sentido. Aliás, Jae-Ha, você parece mais novo com a franja para trás.

O Ryokuryuu é o mais velho de nós, a princesa queria que todos nós apresentássemos ter a mesma faixa etária.

Olha, até onde eu sei não sou eu quem tenho mais de dois mil anos — Jae-Ha não parecia satisfeito em ter que "forjar" sua idade.

Estão todos muito bem, mas e o Shin-Ah? Ele resolveu participar de alguma forma? Ele também está todo arrumado — Ele e Kija já haviam subido no palco, aparentemente o Shin-Ah precisava se acostumar com o ambiente antes de poder fazer qualquer coisa para aquele público.

Você vai ver, vamos ter muita carne para comer amanhã — Antes que eu pudesse perguntar, Zeno e Jae-ha foram de encontro ao Seiryuu que havia congelado na beirada do palco.

Me juntei ao besta trovão na plateia, os entretendo como podíamos até que o show começasse, o que, para nosso alívio, não demorou.

Olá, eu sou Lena, — a princesa não podia usar seu verdadeiro nome — e esses são a Dragons' Band, vamos entreter vocês essa noite, espero que gostem.

A princesa usava um sobretudo que só mostrava parte do seu rosto e nada mais, assim que ela terminou de introduzi-los, as velas mais próximas ao palco foram apagadas, e então começou a melodia delicada de uma flauta, Kija. Poucos segundos depois, a harpa de Zeno se uniu, e por último o violino de Jae-Ha, e a junção daqueles sons maravilhosos paralisaram a plateia, que olhava deslumbrada para os três.

Yona posicionou alguns chapéus em frente ao palco, e aos poucos, as pessoas iam preenchendo-os com moedas de prata. O som se espalhou por todo o vilarejo, quando me dei conta, a praça estava lotada, impossível de andar sequer meio passo sem encostar em alguém, tentei me espremer para chegar até o Besta trovão, e quando finalmente o alcancei, fomos surpreendidos por uma voz angelical. Era Shin-Ah. O Seiryuu havia tirado sua máscara, e cantava de olhos fechados com uma voz que preenchia até o mais profundo vazio do coração.

Mas essa não foi a única surpresa, com o palco a meia luz, a princesa retirou a veste que a escondia, revelando um vestido de tecido branco leve — que me lembrava, e muito, os lençóis que trouxemos da tribo do vento — com alguns adornos dourados, complementado por um véu em seu rosto, e ela dançava lindamente ao ritmo da música, acho que se Hak tivesse algum tostão, ele também teria alimentado o chapéu após ter sido presenteado com aquela visão de Yona.

Quando a música cessou, a plateia que antes assistia atenta e silenciosamente, agora vibrava em elogios gritados e salvas de palmas. Os chapéus estavam cheios e conseguiríamos abastecer nossos suprimentos para seguir viagem, além de poder comprar carne para aqueles monstros — digo, dragões.