Disclamer: InuYasha não me pertence, mas sim á Takahashi sensei e eu não estou ganhando nada mais que experiência com este texto.

Por que se importar?

Uma fic por Tomoyo Hiiragizawa

Quem olhasse para o céu naquela madrugada, veria uma cena cativante, um yokai de longos cabelos brancos, levava, nos braços, carinhosamente aninhada, uma menina pequena e delicada.

O yokai, chamado Seishoumaru, frio e sisudo, olhava o rosto pálido da menina e lembrava-se, alheio a qualquer outra manifestação peculiar a sua volta, a situação de há pouco.

Mais uma das criações de Naraku, mais um inútil marionete fraco e imprestável, mas que havia ferido a pequena Rin, que, no momento, dormia profundamente em seus braços, efeito da dor, ou mesmo de puro cansaço de um dia de caminhada.

Depois da descoberta de Inuyasha de que Naraku era, também, um meio yokai, e de seu inútil irmão ter ferido o maldito inseto, eles o haviam perseguido por todo Japão, tentando encontrá-lo, mas falharam, a não ser em encontrar mais uma das crias deixadas para trás pelo vilão.

Enquanto Inuyasha lutava contra o yokai em forma de dragão de três cabeças, verde pálido e um rabo venenoso, Seishoumaru observava o jeito de lutar no mais novo, totalmente despreparado, inconsciente e, como não poderia deixar de ser, inútil.

No momento em que o rabo do yokai acertou Inuyasha e o deixou inconsciente apoiado em uma pedra, a encarnação da sacerdotisa, aquela humana, e porque não chamar de inútil, saiu em seu socorro, Seishoumaru assumiu o controle da situação, retirando da cintura a Toukijin e apontando para o monstro.

Os momentos seguintes passaram muito rápido à sua visão. Rin saia do denso bosque e, sem reparar na incrível criatura, "como ela fez isso?" ele se perguntava, correu ao seu encontro e seu apelo foi em vão, ela não parou e foi atingida por uma baforada de miasma do dragão.

A menina caia lentamente, envolta por uma espessa nuvem de veneno, Seishoumaru apenas arregalou os olhos e respirou profundamente, fazendo a Toukijin pulsar de ódio.

Aquele monstro enorme e possesso, rapidamente, se transformou na mais ínfima criatura, morta com um golpe da espada sedenta de vingança.

A humana de Inuyasha havia se levantado, observando a cena, mas alheio a isso, o yokai estava caminhando, passos retos, pesados, rápidos, em direção á menina que tanto agüentava apenas por estar ao seu lado.

Ele se abaixou e ergueu, sem nenhum esforço, a menina e a aninhou em seus braços, começando a planar, uma nuvem espessa se formava por baixo de seus pés. Um vento ríspido e denunciando toda sua raiva, cortou o descampado e Kagome protegeu os olhos, para depois levantar a cabeça e observar o yokai, que ela julgava ser frio e amedrontador, levar consigo uma menina que parecia levar com o se fosse uma carga preciosa.

Não havia se agradado da cena, estava mudando, mas por que? Porque se importar com uma criatura fraca e medíocre como aquela? Não era assim que ele as considerava? Não era dessa forma que ele sempre tratou todos os humanos? Por que mudar agora? A vinda de Rin para sua vida havia afetado sua personalidade, seu pensamento...

Ele nunca havia parado em um lugar duas vezes, mas agora não se importava de passar noites em uma mesma clareira, se isso fosse satisfatório para ela... Ele se sentia a vontade, mesmo com ela falando a todo momento, ou cantando as cantigas que aprendera na sua antiga vila, dizimada por criaturas como ele, e ela confiava a ele sua vida, como se fosse seu ultimo fio de esperança. E para ele? Restava esperança? De ser melhor, de ser melhor para ela? Ou ele seria sempre frio e calculado como sempre?

Tantas questões que haviam aparecido em sua mente desde aquele dia em que ele se sentira absolutamente penalizado de a menina morrer a sua frente, ela não merecia, ela não DEVERIA morrer... Ele se sentia estranho, nunca havia se sentido assim, não sabia o que era aquele incomodo que sentia durante as horas que passava longe dela, sem as músicas infantis, sem a voz dela, sem as paradas para que ela colhesse algumas flores simples, que sempre fazia questão de lhe presentear, e que, ultimamente, ele vinha aceitando.

Olhando, mais uma vez, o rosto delicado envolto em sofrimento, ele tomou uma decisão: mudou de direção e foi em direção ao vilarejo daquela sacerdotisa, deixaria Rin aos cuidados dela, mesmo que isso lhe doesse na alma e que ele tivesse que aprender a viver novamente, sem ela.

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Comentários da Autora: Oi genteeeeee... Minha primeira fic e InuYasha e se trata do meu magnânimo Seishoumarusama... Fala sério gente, é muito kawaii.. como minha prima diz: Um anime gato =^_^= Bom, essa fic não termina aqui, na verdade esse nem é o começo, é o prólogo... Na verdade era pra ser a fic inteira, mas eu tive muitas idéias e resolvi escrever mais... Espero que vocês gostem... Bjinhos Tomoyo PS: Tem um butãozinhu ali em baixo escrito OK, clica e deixa uma Reviw, eu vou ficar tããããããão feliz...