Pais & Filhos

Narrador: Nova York. Mais precisamente, mansão de Charles Xavier - Casa dos X-Men. Até que as coisas por lá estão melhorando um pouquinho...

Jean Grey Summers está passando seus delicados dedos por cima do piano de cauda da sala de estar. E fala baixinho"Warren sabia tocar..." Esse piano lindo não tem mais utilidade. Não! Espere, tem sim. É nele que se encontram as fotos de "família dos x-men". Desde a primeira equipe até os dias de hoje. "Olha só! Uma foto do professor com..."

Gambit: É ele mesmo, chere. Magneto! Cá pra nós, que nome ridículo, não?

Jean leva um susto com a repentina chegada de Gambit e esbarra num porta retrato que cai de cabeça para baixo.

Jean: Droga! Quebrou todo... Que foto deveria ser essa?

Gambit: Não! Não toque... Pode ferir seus dedinhos nesses cacos.

Jean: E desde quando eu ia botar a mão aí?

Jean com sua telecinésia, levanta apenas os cacos, e os conduz até a lixeira. Mas parece que a foto até ficou um pouquinho rasgada...

Jean: Cruzes! Nunca vi uma simples queda causar tamanho estargo a uma foto. Isso parece até...

Gambit: Ahhhhhhhhhhh! Coisa de Fantasmas! Hahahahaha!

Jean: Quer parar de ser ridículo!

Quando Jean pega a foto no chão os dois param em silêncio. Dizem que quando as pessoas estão falando normalmente e depois param em silêncio sem explicação, é porque uma alma está passando no recinto. Crendices... Quem acredita nisso? A foto não era nada. Era só a Psylocke...

Jean: Tá com peso na consciência, né?

Gambit: Claro que não. Eu não disse nada...

Jean: Ficou brincando demais e quando viu que era a Psylocke, ficou se sentindo culpado que eu sei.

Gambit: Nós esqucemos dela, né?

Jean: Não. Nós não esquecemos dela...

Gambit: Eu esqueci dela. Só pensava na Vampira. Depois que eu soube que a Vampira tava grávida, nem consegui chorar mais uma lágrima por qualquer outra coisa que não fosse ela.

Jean: E você desde quando "chora", Gambit?

Gambit: É difícil admitir, mas eu sou um amante intenso e muitas vezes termino um relacionamento muito sentido. Expresso tudo que sinto, mesmo que longe dos outros. Afinal, Gambit é um homem discreto e não um bebê chorão, chere. E eu esqueci da bela Psylocke com toda certeza, tadinha.

Jean: É... Já faz um ano que ela morreu. A gente nem fez uma missa nem nada. E Warren?

Gambit: Quê que tem?

Jean: Há um ano que a gente não vê o Warren!

Gambit: A gente tentou ajudar... Mas ele se excluiu de nós. Não quis ajuda. Não quis se abrir com a gente. Tava ficando cada vez mais longe e sendo muito grosso também com os próprios amigos. E só sabia beber...

Jean: Ai, vamos mudar de assunto? Fez o que a gente te pediu?

Gambit: Fiz! O hospital caiu direitinho... Aceitaram o plano de saúde numa boa.

Jean: Mas diz como é que ficou o nome dela!

Gambit: Clarisse Lebeau!

Jean: Por que Clarisse?

Gambit: Porque eu acho bonito, ora!

Jean: Sei lá... eu acho que ela tem cara de... Vampira!

Gambit: Viu? É difícil achar nome pra ela...

Jean: Vampira bem que poderia nos contar seu verdadeiro nome...

Gambit: Eu já tentei, Jean, mas se ela não fala nem pra mim, imagina para os outros...

Jean: E como é que estão vocês dois?

Gambit: Tamos indo... é difícil. Não é um "namoro"... A gente mal se abraça que é pra não nos atrairmos mais e mais. A situação é até muitas vezes perigosa para mim, que quase a encosto. É difícil me controlar, Jean.

Jean pensa no quanto isto deve ser horrível pra os dois. Por um momente se descuida e acaba vasculhando, sentindo a tristeza de Gambit. Quando ela vai lhe fazer um carinho com aquele ar de "seja forte", Jubileu de novo abre a porta sem a menor delicadeza.

Gambit: Sabe bater na porta não, criança?

Jubileu: Por que? Vocês tavam conversando secretamente? Iiiiiii, o caolho não vai gostar nada disso... Mas brincadeiras a parte... Jean, eu preciso conversar com você. É particular.

Jean e Jubileu vão para o jardim. Jubileu arrasta ela até a colina onde se encontra a cruz de Psylock e um pouco mais ao lado a cruz do bebê da Vampira.

Jubileu: Olha.

Jean: O quê que você escondeu atrás desses arbustos, menina? E justo aqui!

Jean olha e não acredita.

Jean: Um garoto!

Jubileu: Um garoto não. Ele tem a idade do Sam.

Jean: Humf! E como se o Sam não fosse um garoto! Quem é você, rapaz? Jubileu, você sabe que é estritamente proibido a entrada de pessoas aqui. Olha só o que você fez!

Jubileu: Não! Ele é um de nós. Eu vi! Ele tá um pouco confuso e tal... Me disse que foi a primeira vez que aconteceu isso com ele.

Jean: "Isso" o quê?

Jubileu: Eu fui no super mercado e vi ele perto da sessão de informática. Nem dei bola, era só mais um ali dentro mexendo nos teclados dos computadores. Mas de repente ele começou a teclar muito rápido e me pediu ajuda dizendo que não conseguia parar. Era muito rápido mesmo! Aí, o computador começou a soltar uma fumacinha... Daí eu pensei em como é ruim quando essas coisas acontecem. Você sabe que eu vivo quebrando controles remotos e televisões por causa dos meus poderes ainda não controlados, não sabe?

Jean: Sei...

Jubileu: Vi como ele deve sofrer assim como eu. Os poderes dele devem ser parecidos com o meu... Tadinho dele, Jeanni... Deixa ele ficar.

Jean: Qual o seu nome, garoto?

Escariotes: O meu nome é Escariotes. Escariotes böse unheimlich.

Jean: Hum! Alemão?

Escariotes: Sim, senhora.

Jean: E... Escariotes é alemão também?

Escariotes: Não. É judeu. Minha família era judia da Alemanha, mas nós fomos expulsos de lá por causa do Olocausto.

Jean: "Nós"?

Escariotes: É... Eu não... Mas meu pai e minha mãe.

Jean: E você tem alguma noção do que são e o que podem fazer os seus poderes?

Escariotes: Não, senhora.

Jean: Bom... Jubileu, os x-men não são mais um escola. Nós somos uma equipe. Se você me trouxe aqui alguém que ainda tem muito o que aprender, é melhor levá-lo pra rainha branca. Se ele for realmente bom, um dia vai se juntar a gente.

Enquanto isso Vampira passava bem ao longe, perto da piscina. Levava o professor a piscina para os seus exercícios. Escariotes olha e pergunta.

Escariotes: Pô! Bonitona, quem é?

Gambit: Por que? Te interessa?

Escariotes: Não.Não é ela que me interessa.

Gambit: Pois fique sabendo que se é a Jubileu, ela já tem dono.

Jubileu: Ai que horror! Até parece que eu sou um cachorro pra ter dono...

Jean: Ah! Ainda bem que você chegou! Você podia levar esses dois lá pra geração - x?

Gambit: Entrego pra quem? Pra Rainha Branca?

Jean: É.

Gambit: Oui, ma belle! Vamo embora, galera! Vamo pegá a ferrari do Gambit!

E eles vão embora. Fica apenas Jean olhando para os dois túmulos e pensando...

Jean: Aquela banheira é uma ferrari?! ... Esse moleque vai dar trabalho!

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Narrador: Jean atende a ligação visual na sala de controle da mansão X.

Jean: Emma Frost? O que deseja?

Emma: Ora, nada! Falar com meus amigos, dizer como o dia está lindo, Receber um mutante trazido pela jubileu sem saber da onde vem, quem é e quais as suas intenções e o melhor ... trazido pelo palhaço parisiense.

Jean: Eu mandei ele levar o garoto para aí, Jubileu já tinha trazido ele para a mansão, logo, não tinha mais nada para esconder.

Emma: Como você pode ser tão irresponsável assim? Nem fez uma varredura psíquica na mente dele!

Jean: Frost! Não me diga que você invadiu a mente do garoto?

Emma: Claro, sua pata! Acha que vou deixar um pivete qualquer entrar na minha casa do nada para viver nesse conforto?

Jean: Pivete, Emma?! Ele é um mutante!

Emma: Como eu vou saber? Desde que ele chegou não demonstrou os poderes!

Jean: Você não leu a mente dele? Não fez exame de sangue?

Emma: O exame de sangue só sai amanhã e a mente dele não é alterada.

Jean: Claro! É a primeira manifestação de seus poderes, você definitivamente não é uma pessoa preparada para ser professora!

Emma: O que lhe dá o direito de falar assim comigo?! Só porque é a primeira aluninha mimadinha de Xavier acha que tem mais experiência que eu?

Jean: Pelo menos meus alunos não acabaram que nem os satânicos!

Dessa vez Jean pegou pesado. Os Satânicos morreram assassinados pelos sentinelas, mas Emma se culpa...

Emma: ...

Jean: Emma, me desculpe, não quis dizer aquilo, sei que tentou salvá-los...

Emma: Estou enviando Escariotes de volta, ele não é problema meu. Você fez a besteira, que limpe.

Jean não teve coragem de retrucar. Ela não podia ter dito nada mais frio, mas ela tem andado nervosa, sente que falta algo na sua vida e ela quer preencher esse vazio.

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Narrador: Em outro lugar e depois de algumas horas...

Vampira: Clarisse?! Por quê Clarisse?

Gambit: Porque...

Vampira: Com certeza era alguma mulher sua!

Gambit: Chere, eu só estava resolvendo um problema financeiro do professor! O cara lá que é meu amigo podia ter te dado qualquer nome! Eu não vou te chamar assim, pode deixar...

Vampira: Então... por quê o Lebeau?

Gambit: Porque eu sabia que você ia gostar...

Vampira: Agora não podemos nos casar...

Gambit: Quê?

Vampira: Eu virei a sua irmã. Nós temos até o mesmo sobrenome...

Gambit: Então,... você já pensou em se casar comigo, ma belle?

Vampira: Você ouviu o que eu disse?

Gambit: Pensou ou não pensou?!

Vampira: Pensei.

Gambit: Quê? Hum? Quê que foi que eu não ouvi direito?

Vampira: Muito, muito, muito, já pensei demais nisso...

Gambit: E se eu te dissesse que eu ainda penso nisso dia e noite?

Vampira:... Ai, Gambit... Eu... Vou ver se a Tempestade precisa de ajuda lá na cozinha. Tchau.

Gambit: ... Humft!... Seu babaca! Tesc-tesc... E você ainda esperava que ela fosse te responder isso!

Narrador: E ela não respondeu, Gambit? O único que não sabe o quanto ela tem medo de te machucar aqui é você. Não, claro que não! Você sabe também. Sabe que ela te quer mais que qualquer coisa. Nem que seja um único toque...Você reconhece uma mulher te desejando pelo cheiro, não reconhece? Você sabe... eu sei que você sabe.

Gambit: Oui, je sai... Je taime, mon couer.

((N/E)):((preciso mesmo repetir tudo de novo? Tudo bem...não escrevi a fic o link pro site da autora tá no meu perfil.))