01/01/2012 –

Recolocando a fic no ar, do capítulo 1 ao 23 não haverão mudanças! Apenas vou despoluir um pouco, retirar uma coisa ou outra na parte dos meus comentártios.

Do capítulo 24 em diante são os capítulos inéditos e finais!

Convido a todos a lerem mais uma vez e finalmente conferirem os capítulos finais!

Obrigada pela paciência e o carinho!


Ruby: Olá para todos que nesse momento começam a acompanhar as aventuras de Sakura diante de novos desafios!

Essa saga tem inicio logo no final do Movie "A Carta Selada".
O que será que aconteceu com a Card Captor e seus amigos depois da captura da última carta? Bom... vocês conferem aqui, nesse momento!

No Capítulo 1, vocês perceberão que eu coloquei os últimos acontecimentos do Movie, e logo após se dá início a "verdadeira saga". Então a estória dará um pulo de três anos e veremos nossa heroína em sua adolescência, ela luta para ser uma garota normal, mas acho que não conseguirá. A adolescência é uma época que para muitos de nós já sabemos como é importante e é onde começam nossos grandes conflitos como: o que seremos da vida, responsabilidades maiores, nossos sentimentos em relação à pessoa amada e por que não até o amadurecimento para a nossa sexualidade. Além dos problemas normais ainda terão que enfrentar um novo desafio mágico e um novo inimigo. Bom sem mais demoras espero que gostem das aventuras de nossa Sakura, Syaoran e todos os nossos amigos.

RubbyMoon


Os personagens originais do anime e mangá "Sakura Card Captors", pertencem a Clamp, essa é apenas uma estória de ficção feita de fãs para fãs!


Sakura (observando a última carta Clow a sua frente): Tudo vai ficar bem! É melhor irmos com os outros agora!

Carta Clow: Eu vou ficar sempre ao lado deles?

Sakura: Sim! Todos querem que venha com a gente!

Então a carta levantou-se demonstrando estar pronta para ser lacrada novamente e transformada por sua nova mestra.

Sakura (estendendo o báculo): Volte à forma humilde que merece, carta Clow!

Sakura não deixou de pensar que depois de tudo não havia dito a Syaoran o que ela sentia por ele. E agora era tarde, ela perderia seu sentimento por Syaoran e não poderia jamais confessar seu amor a ele. Mas esse era o preço que teria que pagar para salvar a todos em Tomoeda.

Sakura (pronunciou então com muito pesar): Carta criada pelo mago Clow, abandone sua antiga forma e transforme-se para servir ao seu novo dono, em nome de Sakura!

Nesse momento Syaoran que havia surgido despercebido por Sakura, foi envolvido pela magia que exigia o sacrifício do sentimento mais importante de Sakura em troca do lacre da carta Clow, mas Syaoran com seus últimos poderes fez com que a magia do sacrifício escolhesse o sentimento dele por ela. Agora Syaoran não amaria mais Sakura.

Sakura (agora notando o que acontecia): Syaoran!

Syaoran: Que bom que cheguei a tempo! Eu achei que ainda havia me sobrado um pouco de magia! É natural que você esteja cansada porque usou muitas cartas num dia só.

Sakura: Mas Syaoran...

Syaoran: Mesmo que esse sentimento se perca, não importa o que aconteça, eu prometo ainda assim vou te seguir!

Nesse momento a magia se completou e a última carta Clow foi lacrada.

Sakura (caindo em prantos): Syaoran... NÃO!

Então sem Sakura notar, a carta que ela mesma havia criado com o poder de sua própria magia e que representava seus sentimentos por Syaoran, se fundiu com a carta Clow, liberando uma grande e poderosa energia que emanou um imenso clarão, luzes saíam por todos os lados da torre do parque em que os dois se encontravam. Sakura ainda chorava inconformada pelo o que estava acontecendo, quando percebeu uma voz feminina, a voz da nova criatura mágica contida na carta.

Carta (descendo até sua mestra): Não chore! Está tudo bem!

Sakura (lendo o título da carta entre suas mãos): Esperança! Ah, é a carta...

Sakura observou a nova carta reparando que estava fundida com a carta que representava seu amor por Syaoran, e lá estava ele olhando para o nada, totalmente silencioso.

Sakura: Sabe Syaoran, pra dizer a verdade não importa o que pense de mim! Eu gosto muito de você, Syaoran! Você sempre será a pessoa mais importante para mim!

Syaoran fica apenas a fitar Sakura sem reação, deixando Sakura chorar de tristeza. Sim agora era tarde demais. Mas Sakura agora começa a não entender mais nada, Syaoran começa a sorrir para ela de forma meiga, um lindo sorriso de surpresa e alegria.

Syaoran: Pra mim também, Sakura!

Syaoran pensava em como havia esperado para ouvir isso e Sakura estava perplexa e feliz ao mesmo tempo. Algo havia acontecido e era algo que havia anulado o sacrifício exigido pela magia da carta Clow, sim, havia sido a "Esperança" que os salvou de um destino tão cruel. Então o efeito devastador que a carta havia causado em Tomoeda foi anulado e tudo que havia desaparecido foi restaurado.
Sakura (se preparando para saltar o enorme vão que ainda havia entre ela e Syaoran): Lá vou eu!
Syaoran (tentando impedi-la): Não, espere um pouco, sua magia vai voltar!

Sakura (já saltando até os braços estendidos de Syaoran): Eu não quero esperar! EU TE AMO!


Na Magia e no Amor

Por RubbyMoon

Capítulo 1 – A Despedida e um Novo Recomeço!


Ali ficaram abraçados por muito tempo. Nem eles sabiam quanto tempo durou, mas poderia ser eternamente. Como era boa aquela sensação de estar nos braços da pessoa amada! Só se afastaram para poder olhar um para o outro, só para comprovar que aquele momento era real. Mal acreditavam que aquele pesadelo havia terminado e ainda com um final feliz.

Sakura (observando ao redor): Veja Syaoran! Tudo parece estar normal novamente.

Syaoran: Sim... mas o que aconteceu? O que fez anular o sacrifício exigido pelo lacre da carta Clow?

Sakura (mostrando a nova carta): Veja essa carta!

Syaoran: Esperança? Você criou essa carta, Sakura?

Sakura: Não sei ao certo, mas eu havia criado uma carta há quatro meses, uma carta sem nome. E agora ela está unida com a última carta Clow, formando essa carta. A carta Esperança.

Syaoran: Como conseguiu? Por quê? Quatro meses atrás é mais ou menos quando eu...

Sakura: Sim! Foi quando você se declarou!

Sakura e Li coraram com a lembrança.

Sakura: Quando você disse o que sentia por mim, fiquei muito confusa. Na realidade eu não sabia o que era estar apaixonada por alguém. O que eu sentia pelo Yukito era diferente, era o mesmo sentimento que eu tinha pelo meu pai ou pelo meu irmão. Quando Tomoyo me avisou que você estava partindo dentro de instantes, senti o quanto te amava, como não queria me separar de você. Nesse momento senti um calor vindo do meu coração, o símbolo da minha estrela se formou sob mim e uma carta se formou, uma carta sem nome. Mas eu sabia que ela era a carta que representava o meu sentimento mais especial. O meu sentimento por você, Syaoran!

Syaoran mal se continha depois de ouvir isso da boca de Sakura, ele sabia que ela havia ido ao aeroporto se despedir dele e aceitara seu ursinho, mas não imaginava que naquele momento ela já compartilhava do mesmo sentimento que ele. Seu coração batia acelerado diante das confissões que ouvia daquela menina que ocupava seus pensamentos e seu coração.

Syaoran (colocando sua mão sobre a face de Sakura): A força do seu amor, Sakura! Ela nos salvou! Obrigado por sentir algo tão lindo por mim!

Sakura: Desculpe por não dizer antes.

Syaoran (abraçando-a novamente): Isso não importa mais, porque agora estou feliz como jamais estive na vida!

Sakura fechou os olhos e sentiu o caloroso abraço de Syaoran, era como ela sempre imaginara, como esperou por aquele momento. Podia sentir as batidas do coração daquele a quem estava completamente apaixonada. Ele era tudo para ela, a pessoa que esteve ao seu lado nos momentos mais difíceis e a ensinou a ser forte. Agora estava enlaçada por seus braços e esse momento poderia ser eterno. Mas sentiu a presença de seus guardiões se aproximando e se afastou para observar de onde vinham. Logo os dois guardiões estavam na torre.

Kerberus: Está tudo bem com você, Sakura? Está machucada?

Sakura: Não! Eu estou bem, estou só um pouco cansada. Syaoran que está precisando de alguns curativos, ele está todo arranhado!

Syaoran: Eu estou bem! Não tenho nenhum osso quebrado e é isso que importa!

Sakura (arrastando Li escada abaixo pela mão): Nada disso, eu vou dar um jeito já nesses ferimentos, vamos para minha casa.

Yue: Depois quero que me conte tudo que aconteceu, Sakura!

Sakura e Syaoran coraram e sorriram um para o outro. É claro que não contariam todos os detalhes.

Sakura (lembrando): Precisamos primeiro ir para a escola. Tomoyo e Meiling devem estar preocupadas e os professores já devem ter percebido nossa ausência. Ai, ai, ai, meu pai e meu irmão também.


Tudo era confusão na Escola Tomoeda. Ninguém sabia o que havia acontecido. Havia muito material quebrado em todo lugar. Todos tinham uma teoria para explicar o que havia se passado. No fim acreditaram que foi uma das vigas do teto do palco que não havia aguentado o peso dos refletores e o resto da bagunça foi em decorrência do pânico.

Yamazaki: Syaoran! Sakura! Onde estavam? Estávamos procurando vocês por todos os lados!

Syaoran: Estávamos em um lugar mais seguro, não queríamos correr o risco de algo despencar em nossas cabeças!

Chiharu: Mas você está todo arranhado e tem pequenos ferimentos! E essas roupas? Quando trocaram?

Os dois não sabiam o que responder. Seus amigos os viram pela última vez vestindo os figurinos da peça estrelada por eles e agora estavam com os trajes feitos por Tomoyo.

Sakura: É que as outras acabaram rasgando na confusão e a Tomoyo trouxe essas extras e nos ofereceu!

Naoko: Pena que não deu para terminar a peça! Lá se foi o nosso festival do cravo!

Yamazaki: Agora que o festival do cravo terminou, pretende ir embora para a China, Li?

Sakura congelou por um momento. Ela não havia se lembrado desse detalhe. Sua paixão iria partir. Não queria se separar de Syaoran novamente. Não agora que ela havia confessado seus sentimentos. Queria poder curtir muitos momentos felizes ao seu lado e nunca se afastar dele.

Syaoran (suspirando triste): Não sei...

Rika (preocupada): O que foi Sakura? Está preocupada? Não se preocupe, a confusão já acabou! Agora tudo está bem.

Sakura (disfarçando): Não é nada, vou procurar Tomoyo e Meiling.

Syaoran: Eu vou com você.


Sakura subia as escadas rapidamente em direção ao telhado da escola, onde ela havia visto suas amigas pela última vez antes da carta Clow fazê-las desaparecer. Ela agora tinha que lidar com a possibilidade de Syaoran voltar para Hong Kong e não estava aceitando muito bem. Ele vinha logo atrás e já podia imaginar o motivo de Sakura ter mudado de repente de humor.

Syaoran: Sakura, espere!

Sakura (parando nos degraus cabisbaixa): Vamos logo! Elas devem estar preocupadas.

Syaoran (segurando seu braço delicadamente): Por favor, espere. O que houve?

Sakura (triste): Syaoran, você tem mesmo que voltar para Hong Kong?

Syaoran (respirando fundo): Sim...

Sakura (com os olhos brilhando): Por que não pode ficar, como antes, quando estávamos capturando ou transformando as cartas? (com um tom de voz convidativo)

Syaoran: Eu preciso voltar. Tenho uma coisa muito importante para fazer em meu país. (desviando seu olhar do de Sakura)

Sakura: Mas você volta logo para Tomoeda, não volta?

Syaoran (a olhando novamente): Eu não sei. Eu também não quero ficar longe de você, Sakura, mas é muito importante que eu volte para o meu país.

Sakura (apoiando sua cabeça no ombro de Li): Então temos que aproveitar o tempo em que você ainda está aqui. Quando você parte para a China?

Syaoran: Depois de amanhã!

Sakura (encarando-o espantada): Tão cedo? Vou sentir muito sua falta. Será que podemos passar esse tempo juntos?

Syaoran (sorrindo timidamente): É o que mais desejo.

Abraçaram-se novamente, só que dessa vez o abraço teve um sentimento triste, um sentimento de saudade. Só se afastaram porque ouviram a voz de Tomoyo e Meiling descendo as escadas.

Tomoyo: Sakura, graças a Deus está bem! Conte-me tudo que aconteceu. Conseguiu capturar a carta?

Sakura (tirando a carta de um dos bolsos): Sim, aqui está a carta!

Tomoyo: Pena que eu não pude gravar o momento, mas faça uma pose com sua nova carta! (Tomoyo já ia preparando sua filmadora)

Sakura (embaraçada): Depois, Tomoyo, desculpe, mas agora temos que cuidar dos ferimentos de Syaoran.

Meiling: Que horror! Até parece que brigou com um gato! Está todo arranhado! (Falava circulando o corpo de seu primo)

Syaoran: Eu estou bem. São míseros arranhões.

Sakura: Vamos até minha casa e eu limparei seus ferimentos, não importa que não pareça sério, pode infeccionar!

Syaoran (com os olhos cheios de ternura): Está bem!

Tomoyo percebeu imediatamente que alguma coisa estava acontecendo entre Li e Sakura. A troca de olhares entre os dois entregava o romance solto no ar. Ela se perguntava se finalmente Sakura havia tomado coragem para confessar seu amor a Syaoran, mas teria que ser paciente e esperar para perguntar mais tarde.

Meiling (piscando discretamente para Tomoyo): Eu e a Tomoyo vamos ficar aqui ajudando a arrumar essa escola bagunçada! Então vão vocês.


Passaram a tarde juntos, só os dois. Caminhando ou sentados no parque. Aproveitaram para se conhecer melhor. Apesar de passarem tanto tempo juntos na época da captura e transformação das cartas, ainda havia muitas coisas que um não sabia do outro. Sakura percebia a admiração que Syaoran tinha pela mãe Yelan e se divertia ao ouvir Li reclamando de suas irmãs assanhadas. Syaoran percebia como Sakura amava e admirava o pai e ansiava por conhecer seu bisavô e também se divertia a ouvindo reclamar de seu irmão grosso. Ele a observava enquanto ela contava um pouco sobre sua vida, ele não podia acreditar que estava ali ao seu lado. Eles eram apenas duas crianças aprendendo a crescer, mas já tinham conquistado o que toda a humanidade busca em sua vida: o verdadeiro amor.

Sakura (tomando coragem): O que tem para fazer de tão importante em seu país?

Syaoran: Quando eu vim ao Japão, desejava capturar as cartas Clow para aumentar meu nível de magia. Como sou descendente de Clow, com certeza me tornaria muito poderoso. Minha família vem de uma linhagem antiga de magos e guerreiros. Eu no momento ainda não desenvolvi todo meu potencial em ambos os casos. Quando voltar a China, passarei por um completo treinamento de artes marciais e tentarei desenvolver mais a minha magia. Esse sempre foi o meu maior sonho. Já treinei muito, mas ainda não é o suficiente. Também tenho obrigações para com o meu clã. No momento eles estão contando comigo para me preparar para ser o líder do clã.

Sakura (com receio): Mas, isso parece que vai demorar muito! Quando poderá voltar para o Japão?

Syaoran: Assim que terminar meu treinamento de artes marciais e magia, vou dar um jeito de transferir os negócios de minha família para cá!

Sakura: Promete?

Syaoran: Sim! Quero estar perto de você, Sakura! Agora que sei que você também gosta de mim. Mas infelizmente até eu voltar haverá um inconveniente.

Sakura: Qual?

Syaoran: Esse treinamento é muito rigoroso e meus tutores não permitirão que eu tenha contato com ninguém por um grande período e o lugar poderá ser isolado. Pode ser que fiquemos meses sem nos falar. Mas assim que eu terminar virei vê-la. Será que você poderia me esperar?

Sakura: Eu estarei esperando.

Os olhos de Sakura brilhavam. Ela nunca teve tanta certeza ao afirmar uma coisa como agora ao dizer que esperaria por Syaoran o tempo que fosse necessário. Ela já havia percebido de que sem ele seria sempre uma pessoa incompleta. De alguma forma, depois de tudo que passaram na captura da última carta, eles estavam ligados de uma maneira especial. Na hora que a carta esperança surgiu, uma grande magia foi liberada e era obra da carta que Sakura havia criado. A carta que representava seus sentimentos. Naquele momento a magia do amor havia invadido o coração dos dois apaixonados e tornado a ligação mais forte do que já era naturalmente. Estavam agora juntos, na magia e no amor, mas não se davam conta disso ainda.


Naquela noite Li foi dormir na casa de Yamazaki. O antigo colega de classe fez questão de reunir os colegas de classe para um clube do bolinha. Yamazaki já havia secretamente preparado seu repertório de brincadeiras e ele adorava pegar Li para vítima. Meiling e Tomoyo dormiram na casa de Sakura. As duas ficaram sabendo de tudo que havia ocorrido na transformação da carta Esperança e de como a força do amor havia vencido o sacrifício exigido. Tomoyo reparou em como o brilho no olhar de Sakura havia se intensificado. Ela transbordava amor nos lindos olhos verdes.

Tomoyo (girando o travesseiro no ar): Ai, que romântico! Eu não acredito que não pude registrar esse momento tão lindo... Queria ter registrado um nos braços do outro.

Sakura (tentando consolíla): Mas eu estava vestida com seu traje!

Meiling (deitada na cama improvisada): Até que enfim vocês dois desempacaram, pensei que eu ia ter que dar uns cascudos nos dois! Eu já estava cansada desse chove, mas não molha. (rindo em seguida)

Tomoyo (ajoelhando na frente de Sakura): Está feliz, Sakura?

Sakura (olhando para o nada): Sim, muito... mas agora ficarei um grande período sem revê-lo.

Meiling: Até nós da família estamos proibidos de procurá-lo durante o treinamento. Nem podemos saber o lugar para onde será levado. Parece que meu primo vai ser treinado pelo grupo de sábios mais poderosos que existem.

Tomoyo (tentando mudar de assunto): E você, Meiling, o que pretende fazer daqui em diante?

Meiling: Comecei a aprender três idiomas nesse ano e minha família me escalará para ajudar com a diplomacia do clã. Também vou começar a me preparar para ser uma ótima esposa para honrar minha família. E você, Tomoyo?

Tomoyo: Assinei um contrato com uma gravadora e vou lançar um CD daqui seis meses! Será um CD pop, mas eles me garantiram que poderei gravar minhas próprias composições.

Meiling: Que legal! Eu também tenho uma voz "linda", quem sabe também posso gravar um CD? E você, Sakura, o que pretende fazer?

Sakura ainda não havia parado pra pensar no que fazer de sua vida e agora ouvindo suas amigas comentando de seus planos reparou em como havia se tornado desleixada. Estava tão ocupada nos últimos anos com a confusão que se formara em sua vida, em virtude da captura das cartas e logo em seguida tendo que transformá-las. Agora podia ver que Li, Tomoyo e Meiling sabiam muito bem o que queriam de suas vidas e ela, o que faria? Nunca havia se sentido tão inútil. Pensou em como Touya havia se esforçado em toda sua adolescência, trabalhou em diversos locais e havia economizado uma boa quantia para uma moto e para a faculdade!

Sakura: Não sei, Meiling. No momento não tenho nenhum plano. (falava com um pouco de insegurança)

Mas com certeza essa seria sua prioridade, descobriria algo que gostasse para fazer na vida. Um novo sentimento começou a reinar em seu peito, o sentimento de ser um orgulho na vida das pessoas que a amavam e ela iria lutar por esse objetivo com toda sua garra e vontade.


Na manhã seguinte todos voltaram ao parque de diversões antes que abrisse e entraram escondidos. Sakura explicou detalhadamente o que havia acontecido. Ela reparou que principalmente Yue tinha interesse de saber o que havia sucedido. Ele fazia várias perguntas até que tudo foi sendo esclarecido. Estranhava um pouco toda a curiosidade do guardião.

Yue: Sakura, por acaso não está se sentindo diferente?

Sakura (analisando): Não! Por que estaria?

Syaoran (compreendendo o que o guardião queria dizer, foi explicando): Eu também sinto um poder diferente emanando em você, Sakura. A carta que você lacrou tinha o mesmo poder que todas as outras juntas, então seu poder também aumentou. Eu sinto uma presença muito forte vindo de você agora, não havia percebido antes por que depois da captura nós dois havíamos esgotado nossas energias. Sinto o poder das cartas em você, mas também sinto um poder diferente.

Sakura: Poder diferente?

Sakura fechou os olhos e se concentrou. Sim, era verdade. Ela sentia por todo o corpo uma energia poderosa e também tinha mais facilidade de sentir a presença de Li e de seus dois guardiões. Por um momento parecia que podia sentir até uma presença já conhecida, a presença do seu amigo Eriol, mas ela só podia estar enganada, ele estava muito longe dali, na Inglaterra. Ela havia falado ao telefone com ele na noite anterior dizendo como tudo tinha ficado bem no final e ele estava lá em sua casa em Londres. Começou a sentir várias outras presenças mágicas, presenças que ela nunca havia sentido antes, mas achou que só poderia ser um engano, não seria possível.

Kerberus (todo imponente): Isso só pode significar uma coisa!

Sakura (não entendendo nada): O que, Kero?

Yue: Nesse momento você é a mais forte, ninguém se compara a você em magia, nem mesmo à reencarnação de Clow. Talvez você até possua novas habilidades.

Nesse momento Sakura colocou os olhos sobre Li e reparou que ele estava com um ar mais sério, o mesmo ar de quando ela o havia conhecido. Por um momento achou que ele estava incomodado diante dessas revelações. Mas o que havia causado essa mudança? Será que ela havia feito algo errado? Mas durou pouco e o garoto foi ficando com os traços mais suaves. Sakura queria perguntar o que acontecia com ele, mas foi distraída por Tomoyo.

Tomoyo (pegando suas mãos): Uau! Eu sou amiga da feiticeira mais poderosa do mundo! Precisamos comemorar o final feliz dessa última captura!

Meiling (entrando no espírito): Eu quero ir naquela confeitaria com bolos deliciosos! Aquela perto daqui!

Yue: Sakura conte-me se sentir mudanças nesses dias! (Ele mal havia terminado de falar e já estava voltando a ser Yukito).

Yukito (sorrindo para Sakura): Então vamos comemorar?

Todos: Vamos!

Sakura (confusa): Mas Yukito... você agora consegue se lembrar do que acontece com Yue?

Yukito: É verdade... foi a primeira vez! Deve estar relacionado ao seu novo poder, Sakura.

Syaoran (pegando a mão de Sakura): Vamos?

Sakura (corando com o gesto inesperado): Sim! Vamos! (timidamente)

Todos (reparando): Hummmm... que romântico! (menos Kero que virou pedra diante da visão)

Sakura e Syaoran estavam radiantes de amor. Caminhavam de mãos dadas distraidamente e perto da confeitaria não notaram uma pessoa incomodada com a cena que não agradou nenhum pouco os seus olhos.

Touya: Ah... seu moleque! Por que está segurando a mão da minha irmã come se fosse namorado dela?

Syaoran (se colocando em frente a Sakura, que havia se assustado): Porque eu SOU, o namorado dela! (cheio de si por afirmar com convicção)

Touya: Escuta aqui, seu moleque... (indo pra cima de Li)

Sakura (se pondo na frente dos dois): Touya! Pare com isso! Eu já cresci e posso ter um namorado! (com um olhar desafiador)

Yukito: Touya, você sabia que isso mais cedo ou mais tarde ia acontecer! Conforme-se!

Touya (encarando Li): Escuta aqui, moleque... se você fizer minha irmã chorar eu acabo com você.

Meiling (irritada): Ei, seu mal educado... meu primo nunca faria a Sakura chorar. (apontando o dedo indicador para Touya)

Touya: Não vou ficar discutindo com crianças! (dando as costas pra Meiling)

Meiling ficou profundamente irritada com Touya. Ela conhecia tudo quanto era tipo de gente, mas Touya era o mais irritante de todos. Sem pensar, foi até Touya e lhe deu um chute na canela.

Touya (surpreso): Ei, Sakura! Olha só o tipo de família que você vai se meter, essa menina é uma descontrolada.

Meiling: Não me chame de criança! Posso ser bem jovem ainda, mas posso acabar com você num piscar de olhos!

Touya (abaixando para ficar na altura do rosto de Meiling e olhíla nos olhos): Ah é? E o que vai fazer? Me dar outro chute?

Meiling explodiu com a provocação de Touya, se não fosse Sakura e Syaoran a segurarem com todas as suas forças, ela realmente poderia acabar com Touya.

Yukito: Não a provoque, Touya!


No dia seguinte, Sakura e Tomoyo foram ao aeroporto se despedir dos amigos. Era o momento mais triste para o novo casal. Agora que estavam tão perto, também estariam tão longe.

Syaoran: Vou pensar em você todos os dias, Sakura! Se cuide, por favor!

Sakura (com os olhos marejados): Eu também pensarei em você todos os dias e estarei te esperando! Realize seus sonhos, eu estarei torcendo por sua vitória!

Syaoran: Obrigado, Sakura! Por tudo...

Sakura: Como assim... por tudo?

Syaoran (com os olhos brilhando de emoção): Simplesmente por você ser quem é, e como é!

Sakura continuava sem entender nada. Mas estava totalmente concentrada no olhar de Syaoran, era tão envolvente que perdeu a noção do tempo. Ela iria guardar para sempre aquele olhar e esperaria ansiosamente por voltar a encontrílo novamente. Abraçaram-se demoradamente e se despediram por fim.

Sakura (observando o avião distante no céu): Tomoyo...

Tomoyo: O que foi, Sakura?

Sakura: Eu não sei o que quero ser da vida, mas quero que Syaoran tenha muito orgulho de mim.

Tomoyo (falando baixinho): Com certeza terá Ele já tem!

Continua...


Ruby: E aí gostaram? Bem eu sei que ficou ainda um pouco vago, mas desse capítulo é que surgirá o enredo de toda a saga. Como:

O que implicarão os novos poderes de Sakura?
O que fez com que Syaoran ficasse atordoado diante dos poderes novos de sua amada?
Qual o destino de Sakura? Apesar de ser a alegria em pessoa, agora tem novas preocupações, como: a distância de seu amado, sentindo-se passada para trás no tempo diante dos sonhos e esforços daqueles que a cercam!

E isso não é tudo! Será que surgirão novas dificuldades? Inimigos? Poderes? Surgirão novos personagens? E amores?
Com certeza...

No próximo episódio haverão se passado três anos. Confiram o que nossa heroína conquistou. Será que Li voltará? Acho que não, ou será que sim? Confiram: "Na Magia e no Amor"

Quero muito saber a opinião de vocês!
Críticas? Elogios? Sugestões? Sejam bonzinhos, por favor! Deixem um review e matem a curiosidade de uma fanfiqueira aflita!

Ruby


Agradecimentos:

Cris-chan!
Agradeço a você querida, o crédito da fic estar sem erros horríveis de português e outros errinhos mais bobos, é todo seu!
Obrigada por ler, corrigir, opinar e até mesmo elogiar! Você é uma amiga muito especial!


Comentem!