Nada me pertence, todo mundo sabe de quem é... blablabla... n vo ficar aqui falando as coisas desempre...
Escuro.

Não posso me mover. Minhas pernas não me obedecem. Tudo passa em câmera lenta. Cada passo dado parece que não adianta, tenho a impressão que me afasto cada vez mais. A respiração falha e pesada faz meu coração doer, sabendo que eu não posso fazer nada por ele. O sangue bordo tinge suas roupas e mancha minhas mãos. Lagrimas saem de meus olhos caindo como uma cascata sem fim. Perco a compostura. Desespero-me. Sei que já não há tempo para Lucius. Falo coisas sem sentido deixando o desespero me dominar. Ele tenta falar, coloco meus dedos em seus lábios impedindo que ele fale. Me dói ver o esforço que ele faz para tirar meus dedos de seus lábios.

"Eu..." Lucius começa a tossir muito "eu t..." agora a tosse já lhe arranca sangue e sua respiração fica cada vez mais falha, sei que seu fim está próximo.

"Não fale nada meu amor." Digo me perdendo em meio as lagrimas que marcam meu rosto.

"Cissy, eu te amo."

Lucius, meu Lucius me disse essas palavras com muito esforço contido no ultimo suspiro. Sus olhos chumbo perderam o brilho que a muito tempo atrás me encantou. A mão que afastara a minha anteriormente caiu pesadamente causando um baque surdo, que aos meus ouvidos foi ensurdecedor. Dou um beijo suave em seus lábios ainda quentes, sendo selado por minhas lagrimas e o sangue dele.

oOoOoOo

O céu azul com poucas nuvens, o sol fraco batia nas folhas das arvores que faziam sombra sobre a cova aberta. O caixão negro como o vestido de seda da viúva. Apenas três pessoas estavam presentes alem dela, seu filho Draco, sua irmã Bellatrix e um primo distante de Lucius. As lagrimas cristalinas desciam livremente pela face marfim dela, os soluços amparados pelo filho era desconcertante. A cerimônia foi simples e rápida, logo só restava ela e Draco de frente ao tumulo recém lacrado.

"Vamos mãe não temos mais nada a fazer aqui." Draco falou sendo forte pelos dois.

"Mas é Lucius, meu Lucius. Eu não posso deixá-lo sozinho." Ela dizia em meio as lagrimas.

"Ele gostaria que continuasse-mos vivendo, mas que não esquecesse-mos ele em momento algum."

"Eu não quero deixa-lo." Draco arrastou a mãe para o carro e dando um ultimo olhar para o cemitério deixando rolar uma grossa e solitária lagrima pelo seu rosto.

oOoOoOo

As cortinas de veludo azul marinho estavam abertas permitindo que a luz da lua cheia entrasse pelas janelas altas do quarto de Draco banhando o corpo alvo do rapaz. A porta abriu rangendo levemente e logo se fechou novamente. Narcissa parou o admirou o filho e sentou-se na cama dele começando a acariciar-lhe os cabelos.

"Mãe?" Draco perguntou sonolento.

"Sou eu meu anjo."

"O que a senhora faz aqui?"

"Posso dormir hoje com você? Tudo no quarto lembra seu pai." Uma lagrima fina rolou por sua face. "Os lençóis ainda têm seu cheiro."

"Claro que pode, nem precisava pedir." Draco arredou para o lado dando espaço para a mãe se deitar ao seu lado. Ele lhe deu um beijo na testa e aconchegou-a em seus braços. Naquela noite ela adormeceu nos braços do filho sendo velada de longe pelo marido.