/Apresentação/

Esclarecimentos:

História baseada na música "Fixação" da banda Kid Abelha. Esta inspiração da música dita é apenas uma idéia do que eu vou contar na história, o enredo e a continuação são todas de autoria e criação minha. Os personagens incluídos na história são do anime Card Captor Sakura; Direitos Autorais: Clamp©.

Resumo:

Hoje em dia a tevê, os jornais, as revistas e principalmente a Internet são essenciais na vida de qualquer ser humano. As informações diárias são muito importantes para interagirmos com o mundo, e a comunicação é fator chave. Só isso. Certo? Errado! Não na vida normal de uma mulher excêntrica e sonhadora feito Sakura Kinomoto. E um homem de sucesso mundialmente 'conhecido' por todos em busca de um sentido real e mais profundo para sua vida corrida e estressante, precisa driblar tudo e todos para concretizar este feito.

/Detalhes Técnicos/

Classificação:

Romance aventura e Humor.

Personagens

Protagonistas:

Syaoran Li e Sakura Kinomoto.

Outros personagens:

Touya Kinomoto, Tomoyo Daidouji, Eriol Hiiragizawa, Meilyn Li, Fenmei Li, Yelan Li, Fujitaka Kinomoto, Nakuru Akizuke, Kaho Mizuki, e Sonomi Daidouji.

Personagens de minha criação:

Suzuki Takashi, Akame Masami, Zhang Fang, Tomoyuki Saito e Hikaru Nigato.

(IMPORTANTE)

Atenção!

/Texto/

Itálico: palavras com pronunciamento e um sentido mais forte ou duplo.

"Itálico e aspas": pensamento dos personagens.

Negrito e itálico: música.

Revisão de: Miss of Darkness

Enfim, dedico este capítulo Especial de Estréia (que chique! hehe) para minha editora de peso, porque ela merece! É uma maravilhosa escritora, editora, amiga e uma excelente pessoa, de caráter firme! Esse é pra você, Lê!

Boa leitura, galera!


"De que adianta encontrar o homem dos meus sonhos, se não posso tê-lo, sequer tocá-lo? Ele é famoso, milionário, lindo, inteligente: perfeito, mas inalcançável. Porém na minha imaginação super fértil, ele é só meu!"

FIXAÇÃO!

Capítulo 1


Em algum lugar em Tókio...

– Ah! Eu vou te matar seu... Seu... Seu mentiroso, estúpido, falso! Depravado! – a mulher disse correndo atrás de um devido homem. - Eu devia te matar aos poucos por ter feito essa... essa safadeza comigo, essa pouca vergonha! – gritou exasperada e nervosa.

– Sakura, calma meu amor. – o homem disse tentando atenuar a feracidade da namorada.

E agora, o que fazer numa situação inesperada como essa?

– Meu amor uma ova, seu baka! Ainda tem coragem de me pedir calma? Tira essa mulherzinha de quinta daqui agora, ou eu mesma tiro! – gritou perdendo a linha.

– Sakura você está muito nervosa, tenha... err... Espera o que vai fazer? Não... N-não... – falou assustado.

Sakura invadiu o quarto onde a suposta mulher se encontrava.

– Seu baka se você pensa que vai ficar me enrolando, está muito enganado! Cadê aquela safada? - gritou nervosa.

– Sakura, por favor, não faça nenhuma besteira...

– O quê?! Quem você pensa que é pra falar de besteira, você é expert nisso. – disse debochada.

– Por Buda! "Mulher é complicada!" - definiu o homem em pensamento.

– Isso mesmo, peça pra Buda te ajudar, porque vou te matar e matar aquela outra safada junto! Cadê você? Não adianta se esconder! – olhou a porta da suíte fechada - Ah você está no banheiro, interessante. – a oferecida não tinha criatividade.

– Você está muito nervosa Sakura! Acho melhor se acalmar, senão...

– Nossa. Cala a boca, Suzuki! "Isso é ultrajante!" – definiu, Sakura.

Suspirou pesadamente o homem.

– Eu te entendo perfeitamente, mas me entenda também, você tem me evitado faz um mês, eu fiquei carente e...

– Ah, carente, sei! Você não me entende! Tenho trabalhado excessivamente nesse último mês! Tenho me esforçado pra caramba, mas você não teve o mínimo de dignidade para me compreender! Você é um baka, Suzuki. – falou com raiva e ressentimento.

– Estraguei tudo não é? Sinto muito Sakura. – disse com um semblante envergonhado.

– Também sinto! Este relacionamento não ia durar muito mesmo, mas você não tinha o direito de fazer isso comigo, de me trair, de me enganar... Te odeio! – voltando a gritar.

– Controle-se, por favor...

– Cala a boca! Não me venha falar de controle, você mesmo não se controlou! Não controlou seus malditos hormônios! Saia, sua safada, agora! – batendo na porta. O homem carente arregalou os olhos.

– Sakura, ela não tem culpa! – oops, frase errada. Suspirou.

– Culpa?! Não estou me referindo à culpa, mas sim à traição! Ela era minha companheira de quarto! Quando me mudei para Tókio, era com ela que eu dividia o sobrado onde morava. Por Buda, Suzukiii. – falou magoada e inconformada.

– Sim, ela me deixou ciente disso...

– Ciente?! Cara de pau! – disse entre os dentes - Que bom, não é? Pelo menos vocês dois faziam algo mais do que tran... – ele tampou a boca da mulher.

– Sakura!

– Tira essa mão da minha boca. – falou com a voz abafada.

– Então não grite, o prédio inteiro está ouvindo! - falou nervoso e tirando a mão.

– Ah! - riu irônica. - Isso é muito bom, assim quem sabe os outros ficam sabendo o quanto você é safado e traidor!

– Desisto! – sentou numa poltrona.

– Faça o que quiser, Suzuki, pois eu não vou desistir! Não saio daqui!

Começou andando de um lado para o outro sem parar, com uma expressão determinada e impaciente.

– Vai ficar aí até quando? – questionou-a. Suzuki colocou o os pés num tipo de assento.

– Até aquela safada sair deste banheiro! – parou um instante e se inclinou até a porta. – Precisa de papel, querida? – perguntou com um tom de ironia.

– Não tinha visto este seu lado irônico antes. Estou surpreso! – sorriu de lado.

– Ah, é que antes não tinha nenhum motivo coerente para demonstrá-lo! – sorriu de lado. Voltou-se para a porta. Cadê a medrosa? - Saia daí agora, Masami! – gritou impaciente.

– Akame, acho melhor sair! – o homem gritou impaciente se levantando.

– Acho que pelo menos ela tem vergonha na cara, não é? – falou com as mãos na cintura.

– Sakura, não piore a situação. – falou tentando amenizar, mas por dentro estava um furacão!

– Afaste-se! – esbravejou. Estava à beira de um colapso nervoso. Viu-o olhá-la assustado, mas tentava ao máximo se controlar. - E não ouse me dizer o que fazer, seu baka! - olhou para cima, Suzuki que se não se atreveria a chegar um metro dela, ela ia esganá-lo!

– Saia, agora! – disse ansiosa, queria sair logo daquele inferno.

Ficaram em silêncio esperando algum movimento: o da porta se abrindo. Depois de alguns segundos, ela finalmente se abriu e surgiu uma mulher alta e bonita.

– Pronto, Kinomoto! Estou aqui! – falou determinada.

– Ah há! Finalmente, não? Pensei que ia ficar morando aí dentro! – disse andando para mais perto dela. Queria ver melhor a cara deslavada da oferecida.

– Pois saiba que eu não me arrependo de nada do que eu tenha feito, estava apenas sendo solidária. – falou com um sorriso malicioso, pensou de certo que a ingênua traída não esperava por essa. E viu que estava certa.

– O quê? – gritou. Que ousadia! Ah, essa não ia ficar barato. - Não sabia que fazia caridade, Masami! – tentou mostrar-se controlada. - Estou surpresa! Agora que você tirou essa sua máscara falsa de indiferença, estou vendo o quanto é safada e oferecida! – olhou-a por cima. Essa cobra nunca ia sair dessa vitoriosa. Ou ao menos achar que ia.

– Cala a boca...

– Cala você a sua! – falou de modo altivo. Sorriu de lado. Tinha conseguido fazê-la ficar desesperada.

– Suzuki, me ajude, por favor! – a amante aproximou-se do homem. Estava apavorada nunca se imaginara numa situação como essa. Inusitada no mínimo. Olhou para o 'coitado carente', que pena, estava gostando dele.

– Sakura, acho melhor vá... E... e-eu... – fechou os olhos, frustrado. Droga! Não vinha nada na cabeça!

– Não! Vou acertar as contas com essa oferecida agora, assim não tenho o desgosto de ver a cara de safada dela novamente! – gritou. Sakura viu o desespero da mulher de quinta na sua frente. Mas observou-a sorrir cinicamente.

– Posso ser oferecida e tudo mais, mas pelo menos não sou tão tonta a ponto de deixar o homem com quem namoro sozinho e carente! "Oh, cartada de mestra!" – elogiou-se particularmente.

– Cala...

– Não! – gritou. Passou as mãos nos cabelos, como num gesto sensual. – Agora queridinha: hora das revelações pessoais! Vou falar o que tenho vontade! – Sakura teve uma mescla de desapontamento, raiva e surpresa.

Olhou para Suzuki, estava virado de costas para as duas mulheres, dava para ver, estava louco para sair dali!

– Você não passa de uma mulher ingênua, bobinha e que acredita em contos de fadas! Tentava ao máximo se manter independente, mas era sonhadora demais. Percebi isso quando morava com você! Coitadinha... É isso, você não passa de uma coitadinha ingênua. – gargalhou maldosamente. "Essa foi incrível!" – pensava crédula.

Suzuki se voltou para as duas, claramente desesperado. Olhou para Akame: coitada, ela não tinha noção do perigo; voltou-se para Sakura: simplesmente indecifrável.

– Ah... – a traída deu início com um dos braços se erguendo. – Vo – cê me pa – ga! - silabou sussurrando. Estava tremendo.

– Sakura, o que vai fazer? – perguntou rapidamente Suzuki. - Hei... Não... - mas não teve de tempo de qualquer intervenção.

Sakura avançou na mulher e deu um tapa na cara de oferecida que ela tinha. O tapa foi tão forte, que Akame se desequilibrou e caiu sentada no chão.

– Quem você pensa que é pra falar de mim desse jeito e me julgar, sua safada atrevida?! – gritou. – EU TE MATO! – berrou.

– Sakura, você está muito desequilibrada... – falou completamente abismado. Não sabia o que pensar. Droga, mil vezes droga! Que situação!

– Fica quieto, Suzuki! Se estou desequilibrada... – disse rindo. – é por um excelente motivo! – riu, maldosa. Masami estava caída, por baixo, onde ela sempre deveria estar.

Avançou novamente e a levantou pelos cabelos.

– Vamos, Masami! – falou friamente.

– Sakura! Sakura! A... Aonde vai? – perguntou assustado saindo do quarto.

– Fique longe de mim! – anunciou ríspida. Suzuki percebeu os intensos olhos verdes, estavam com uma coloração escura, quase num tom musgo. – Não vou fazer nada contra ela, embora mereça. Só vou levar esta oferecida pra fora daqui!

– Solta meu cabelo! – a mulher presa nas mãos de Sakura, esperneava. Que mão pesada ela tinha! Seu lindo rosto deveria estar roxo. Cretina!

– Cala a boca!

– Suzuki me salva! – Akame gritou implorando.

– Sakura, solte-a! – gritou Suzuki, desesperado.

Sakura continuava arrastando-a, e ria da expressão ultrajada da outra.

– Você que pediu querido! – falou com um tom claro de ironia.

Abriu a porta e a empurrou rudemente, com a força do empurro, Akame foi jogada literalmente no chão.

– Ai! – exclamou Akame.

– Nossa, Akame, seu rosto está roxo, o que aconteceu? – perguntou fingindo surpresa e riu maliciosamente – Suma, daqui sua vadia! – gritou e bateu a porta com tudo.

Suzuki estava realmente muito assustado, nunca imaginara (N/A: Eles nunca imaginam!) que Sakura teria essa reação explosiva e principalmente violenta. Sorriu aliviado. Ela o amava, por isso armou esse circo todo. Vendo Sakura calma, ou melhor, menos nervosa, aproximou-se. Mas nesse instante a campainha soou. Sakura, vendo-o parado sem nenhuma reação, perguntou:

– Quer que eu atenda? – perguntou ainda nervosa.

– Sim! Por favor. – suspirou cansado passando as mãos sobre o rosto.

Sakura abriu a porta. Com um semblante de surpresa, deu de cara com a safada e oferecida da Akame novamente. Fez cara de desagrado. Suzuki quase teve uma taquicardia.

– Ah, Buda não ouve minhas orações mesmo! – levantou a cabeça, voltou-se para a 'visita'. – O que faz aqui? Já veio se vingar? – sorriu de lado.

– Não. – sorriu cínica. "Ainda não garotinha!" – aumentou o sorriso cínico. – Vim pegar minha bolsa que esqueci por acidente aqui! – essa menininha metida à mulher, era insuportável.

– Ah, sim! Espere um minuto! – bateu a porta na cara dela novamente. Akame bufou.

– Onde está a bolsa da oferecida?

Suzuki rodou os olhos.

– Acho que está no quarto, em cima da cômoda ao lado da–

– Eu sei onde fica! – andou até o quarto e avistou a bolsa da safada. Pegou e se dirigiu de volta para sala. Abriu a porta:

– Olá. Esperou muito? – sorriu em falso.

– Não. – respondeu com cara de desagrado. – Pode dar a minha bolsa? – vendo-a hesitar. Poxa vida, estava cansada. Só por hoje, chega. – Por favor.

– Está aqui, sua oferecida. – jogou a bolsa rudemente em cima dela. – E suma daqui! Desta cidade!

– Olha aqui! Se você pensa... – a ruiva bateu novamente a porta.

– Ah que coisa, vê se eu agüento uma coisa dessas! – estava parecendo que estava falando com ela mesma. – Se eu não fosse tão tolerante eu faria mais que isso, ela merecia que a denunciasse à polícia por atentado contra a moral e os bons costumes – soltou com um semblante determinado.

– O que é isso, Sakura! – falou o homem se levantando. – Estamos no século XXI! Aliás, isso, agora, nem faria tanta diferença se... por exemplo, você saísse correndo completamente nua na rua!. – falou com um risinho irônico. "O mundo agradeceria, isso sim!" – o pensamento lascivo o fez sorrir matreiro.

– O quêeeeee? – indagou boquiaberta. – Este seu comentário, foi no mínimo, absurdo! Por favor, sossegue esse facho, Suzuki! – olhou-o criminosamente. "Como eu consegui namorar um babaca desses?" – perguntou-se. – E ressalto que você, senhor Takashi, não está em posição de falar nada, muito menos contrariar-me seu estúpido machista! Eu me candidataria ao um cargo político qualquer somente para colocar esta lei no rumo certo,... e veria de camarote safadas oferecidas e invejosas de plantão atrás das grades!... Por muito tempo! – gritou na cara do carente.

Suzuki estava amedrontado; um modo popular de defini-lo: estava com o rabinho entre as pernas.

Se pudesse ver sua expressão nesse momento, riria de si mesmo, estava com medo de uma mulher. Suspirou e se virou de costas para ela praticamente derrotado. De repente virou, onde estava Sakura? Ouviu barulho na cozinha...

– Está mais calma? – indagou vendo-a bebendo água deliciosamente. Também deveria estar exausta, baka!

– Estou me acalmando. – respirou fundo.

– Que bom! – falou com um sorriso forçado. – Pois bem, Sakura, já que você armou essa cena toda de ciúmes, podemos...

– O quê? Ciúmes? – riu abertamente – Você me traiu! Como queria que eu reagisse?! – falou inconformada. O que ele queria mais? - Não é possível que você queira que eu o perdoe! Ou você sabe disso e... Não sabia que era tão sonso! - disse surpreendida.

– Isso não interessa, posso estar sendo ingênuo de propósito, isso não importa! O que realmente importa agora é o fato de que você ficou mexida! – falou seguindo-a. – E eu não quero mais sequer ver a cara de Akame, nunca mais!

- Ah, que gracinha você é! Só precisa dela quando te convém. – "Homem é desprezível mesmo." - Acabou tudo, Suzuki! Já era! E tudo por sua culpa! - falou enquanto enchia mais um copo com água. Tomou de uma vez.

– Sakura... Por favor. – implorou vendo-a colocar o copo em cima na pia.

– Chega! – falou indo de volta para o quarto. - Só vou pegar esses objetos que me pertencem e algumas roupas que ficaram aqui! E sumo daqui para nunca mais voltar! - exclamou nervosa.

– Não, Sakura! – pegou-a pelo braço – Não quero que vá! Eu gosto de você! – estava sendo sincero.

– Ah é? Pensasse nisto antes de ter feito uma safadeza dessas, agora me solta! - quando ele não fez o que pediu, puxou o braço. Não falou para não se aproximar dela? Que babaca!

– Sinto muito, mas compreenda, por favor, Sakura! – disse vendo-a sair do quarto e a seguindo até a suíte.

– Cadê aquela minha malinha de objetos íntimos? Não estou achando-a. – disse ignorando-o.

– Não sei de mala nenhuma, me escuta.

– Ah, está aqui! Que bom! – sorriu, pegando-a no armário embaixo da pia.

– Sakura...

– Agora só falta pegar algumas peças de roupas. Uhn... Já sei! Você me empresta alguma mala? Pode ser pequena. – perguntou simplesmente olhando para ele. Não sabia que tinha tanto sangue frio.

– Não! Você não vai embora, não vou deixar! – falou determinado.

– Ah, uma vez eu vi você guardando uma de suas malas dentro do closet. – ignorou-o caminhando apressadamente.

– Não! Sakura! – puxou-a para perto de si – Não quero e não vou permitir que vá embora. Perdoe-me – falou aproximando o rosto no dela – Por favor. - implorou.

– O que você pensa que está fazendo?! – perguntou assustada.

– Estou apenas não desistindo de você. – revelou. Ela não escaparia.

– Solte-me! – soltou nervosa.

– Não, você é minha! – falou com a voz rouca – Minha! Isso é o certo!

– Solte–me, seu baka! – gritou puxando seu corpo para longe dele, estava tremendo de raiva. – Deixei de ser sua faz tempo!

– Não...

– Não se aproxime de mim! Nunca... Nunca mais me toque, seu toque me dá nojo! – falou pegando a mala e enfiando de qualquer jeito algumas peças de roupa. Estava farta dele e queria ir embora o quanto antes!

– Pode ir embora, pode me ignorar, me desprezar, mas não pense que vou desistir de você! – gritou.

– Faça o que quiser! Isso não me interessa mais! – pegou a mala e saiu do quarto rapidamente.

– Mas e a mala? Você vai...

– Não se preocupe, não vou roubá-la. – falou olhando debochadamente para ele.

– Não quis dizer isso, estava...

– Eu sei. Na segunda eu venho e a devolvo para o porteiro. – falou abrindo a porta e o encarando. - Sinto muito, muito mesmo! Pensei que era alguém especial, foi por isso que aceitei seu pedido de namoro, mas estava completamente enganada! – falou magoada e ressentida, seus olhos demonstravam tristeza e lágrimas ainda a serem derramadas. – Adeus, Suzuki! - despediu-se batendo a porta.

– Eu também sinto muito. – sussurrou para o ar. Analisou a porta. Respirou profundamente – Está tudo bem, ao contrário seria obrigado a pagar as rachaduras dessa madeira cara. – disse com uma mescla de preocupação e alívio.

Ele tentava nunca demonstrar o insucesso, mas estava começando a dar razão para ele.


Duas semanas depois...

Sala dos Professores – Escola Ginasial Kameda Seiji

– Sakura, vou almoçar. E você, vai ficar ou vai sair? – perguntou um homem com semblante simpático.

– Oh, não sei, Yoshimi. Vou ter que corrigir essas provas e também tenho que preparar algumas matérias... Não sei se dará tempo. – estava faminta, mas precisava terminar.

– Se quiser posso te trazer algum lanche. O que acha? – questionou-a.

– Não, não, mas mesmo assim muito obrigada. – disse terminando de corrigir mais uma prova.

– Está trabalhando muito! Ainda há bastante tempo para o concurso da cidade... Também tenho que preparar os alunos... Estou tranqüilo, apesar da maioria não entender nada do que explico. – comentou frustrado. Sakura riu.

– Também, Yoshimi, matemática é um pouco complicado, demora para entender. E aqueles números, equações, frações, me dão dor de cabeça até hoje! – riu novamente.

– Assim me ofende, Sakura! – riu sutilmente. – Matemática é algo lógico e não é tão difícil; é apenas uma questão de raciocínio rápido e eficaz. – falou se explicando – Formei-me em Matemática para a vida toda. E assim vai ser. – falou sorrindo.

– Com certeza, mas que a matéria é uma das mais odiadas e difíceis, isso é! Não vou mentir, e você também sabe disso! – sorriu.

– Se sei! Mas não pra ser uma aberração. – sorriu de lado. – Você se formou em Geografia; apreciava muito a matéria, mas não me dava muito bem.

– Sua área é a exata e eu sempre me dei bem na área de humanas. – voltou a corrigir a prova.

– Bom, vou indo. Tem certeza que vai ficar aí sozinha? Todos foram almoçar, e você precisa comer alguma coisa. – tentou convencê–la mais uma vez. Estava na cara que precisava se alimentar, Sakura era extremamente transparente.

– Tenho certeza. Sozinha me concentro mais, termino mais rápido e também adianto o serviço, depois talvez eu resolva sair pra comer alguma coisa. – teimou novamente estralando os dedos.

– Okay! Até! – despediu-se.

– Até! – sorriu e em seguida terminava de corrigir mais uma prova. Suspirou.

Sakura admirava bastante o professor de matemática, era um homem sensato e correto. Sorte da esposa dele, que também era uma pessoa bastante correta e admirável. Era um casal perfeito; quando juntos, as diferenças que eles tinham desapareciam feito fumaça. Demonstravam afeto, carinho, respeito e principalmente muito amor. Sorriu. Os dois se mereciam, e ela desejava muita felicidade para eles.

Este pensamento trouxe recordações.

Largou a caneta e virou a cadeira para a vista urbana.

Olhava a janela vendo pessoas e carros apressados, conseqüência por ser horário de almoço. Mas estava com um olhar triste, distraído. Ainda relembrava sua última e definitiva discussão com Suzuki e ainda recordava de bons e agradáveis momentos com ele. Suspirou tristemente; ela não imaginaria que um dia Suzuki a trairia, ele sempre demonstrou ser uma pessoa sensata, compreensiva e com um bom caráter, apesar de ser um pouco mulherengo.

– Isso todos os homens são. – rodou os olhos. Para ela existiam dois tipos de homens mulherengos, as categorias: 'Os incontroláveis e Os discretos.'

Um dos momentos em que ela mais se descontrolou foi na hora que Akame (A Oferecida) a julgou ser uma mulher sonhadora, ingênua e boba.

– Está certo de que acredito... Não, não... Acreditava! – falou consigo mesma tentando se convencer disso. Na sua fantasia, onde de repente surgiria um lindo e perfeito príncipe encantado, que chegaria em seu belo cavalo branco, a levaria para longe de todos os seus problemas e eles seriam finalmente felizes para sempre. – Nossa muita fantasia mesmo! – falou fazendo cara de enjoada. – Isso não existe. – continuou, suspirando: – Aliás, só em contos de fadas. – gargalhou.

Ela podia ser sonhadora e ingênua de vez em quando, mas de boba não tinha nada. Também podia ser uma pouco tonta às vezes, mas não sempre, poxa! Todos erram nessa vida! Akame estava errada e sendo maldosa a julgando... Mas ela falara uma coisa certa. "Posso ser oferecida e tudo mais, mas pelo menos não sou tão tonta a ponto de deixar o homem com quem namoro sozinho e carente!". Certa! Ela estava totalmente e infelizmente certa! Nossa que raiva que ela tinha dessa maldita frase. Ficou com um olhar melancólico. Errou. Ela errou feio nesse quesito: 'fique de olho no que é seu!'. Ela não fez a sua parte, não no momento. Ela mesma se afastou dele, não sabia o porquê exato, mas é como se soubesse de que isso era o certo.

Talvez o destino estivesse a alertando, até porque não refletiu muito, estava trabalhando excessivamente nesses meses. A escola precisava dela para preparar os alunos para o concurso em que participariam junto com outras escolas da cidade. Esforçou-se, continuava se esforçando e continuaria assim, para que seus queridos alunos se saíssem bem. Ela precisava deles, assim como eles precisavam dela. Sorriu com este pensamento. Escolheu este caminho, não porque estava trabalhando muito, mas se afastou do namorado (ex!) sem perceber o quanto isso estava afetando Suzuki. E o afetou da maneira mais dolorida que tinha para ele fazer o que fez... Tinha que ser através de algo muito forte, não que isso justificasse.

– NUNCA! – enfatizou. – Suzuki gostava... Não... Gosta ainda de mim. – pensou em voz alta. Fechou os olhos. Lembrou das vinte e poucas ligações insistentes que ele tinha feito no celular dela, fora as mensagens. Suspirou novamente. Apesar de que ele ainda falara para ela algo que a tocou profundamente.

"Sakura... É... Se você um dia precisar de mim... Eu sempre estarei ao seu lado para te consolar, te ouvir, enfim, te ajudar! Seja o que for. Não hesite, por favor... Espero retribuir de alguma forma o que você fez por mim em um ano e meio de namoro, me fez muito feliz, muito mesmo. Nunca duvide disso. Só lamento nossa separação. Você é muito especial. Obrigado... Obrigado por tudo!" – ele a conhecia. Todos falavam quer ela era muito transparente. Os seus olhos se encheram de lágrimas tristes quando ouviu isso na mensagem de voz. Ficou emocionada novamente. Ela o entendeu assim como ele finalmente se conformou.

– Melhor assim! – falou rapidamente para acordar do transe. A barriga roncou.

– Ai ai ai ai que fome! – colocou a mão na barriga.

– Também, não comeu nada desde que saímos para tomar o desjejum! Estou certa? – falou uma voz doce e ao mesmo tempo com um tom maternal.

– Tomoyo-chan! – exclamou assustada se virando na cadeira. – Não sabia que estava aí, me deu um susto!

– Estou, ou não estou certa? – disse referindo-se a pergunta que tinha feito anteriormente, se aproximou mais um pouco.

– Está sim mamãe. – disse fazendo bico, as duas riram – Tomoyo, a que devo a honra de sua visita?

A mulher recém chegada sentou-se ao lado da professora atarefada.

– Ah, é que mamãe está tão ocupada lá na empresa que não arranjei ninguém para almoçar comigo. Por sorte te encontrei aqui. Você poderia me salvar dessa? Sabe que não gosto de almoçar sozinha e...

– Okay, okay, Tomoyo! – balançou as mãos – Não precisa se justificar, eu te conheço!

– Eu sei, Sakurinha-chan. – sorriu meigamente – Você é minha salvadora, minha ídola, minha heroína... – estava fazendo isso se propósito.

– Chega! Você é sempre exagerada quando está me elogiando. Sabe que fico sem graça... – comentou fingindo estar tímida.

– Não tem que ficar! Só falo a verdade! – sorriu.

– Sei. Você é sincera e gentil. – falou sorrindo.

– Sim, e também não posso deixar de falar que você é linda, parece uma princesa nos tempos modernos, sabe? Aquelas que... – continuou falando, falando...

"Começou! Quando ela começa a me elogiar, demora para cessar." – pensou Sakura desconsolada. Ela olhou para Tomoyo atentamente. "Ai não, esses olhinhos brilhando... Lá vem..." – suspirou.

– Ahhhh! – Tomoyo soltou um grito inconformado.

Neste instante apareceu alguém assustado em frente à sala.

– Err... Desculpe! Senhorita Kinomoto, aconteceu alguma coisa? Precisa de ajuda? – perguntou uma mocinha.

Sakura sorriu sem graça e olhou para Tomoyo que girava a cabeça de um lado para o outro com as mãos nas bochechas. Suspirou desoladamente.

– Oh! Não aconteceu nada, Miho! Pode voltar ao trabalho. – pediu sorrindo.

– Tudo bem. – ainda desconfiada – Com licença! – inclinou-se e foi embora. Aquela mulher era estranha, sempre que visitava a escola agia meio escandalosamente.

Tomoyo parou e arregalou os olhos. Sakura sorriu sem graça.

– Esqueci! Esqueci de trazer minha câmera. – falou se culpando – Ai, que pena! – suspirou ainda inconformada.

– Tomoyo, por favor! Já pedi para só filmar, fotografar, o que for, os seus modelos! Não tem cabimento ficar me filmando a toa! – falou balançando as mãos.

– Ora, não é a toa! – ela sempre vinha com aquilo. - E você tem estilo para ser uma modelo famosa, das mais lindas e...

– Chega! – pediu Sakura. – Já me falou isso um milhão e meio de vezes, Tomoyo! Sou professora e amo o que faço. – falou com a voz doce.

– Eu sei Sakura-chan. – falou com um tom triste. – E você também me dá essa mesma resposta sempre!

– E sempre vou dar quando me vier com essa proposta sem pé nem cabeça! – riu pela careta que a amiga lhe mostrou. – Essa sua insistência é pura perda de tempo!

– Será? Mas você também poderia...

– Não, isso basta! Ser professora... É isso que escolhi! – falou firme, mas sorrindo.

– Certo! Você venceu. Como sempre – sorriu meigamente dando-se por vencida.

– E falando em trabalho... – levantou-se e pegou a bolsa em cima da mesa. – Vamos almoçar logo, que quando chegar tenho provas e mais provas para corrigir! – falou com ânimo.

– Nossa, que esforçada e disciplinada essa professora é! – riu alegremente, levantando-se.

– É, sou. – sorriu de lado.

– E convencida também. – riu novamente.

Sakura revirou os olhos.

– Vamos, vamos logo Tomoyo! Não tenho muito tempo. – disse saindo rapidamente da sala.

– Hei Sakurinha, sempre apressada! – sorriu balançando a cabeça – Mas também sempre atrasada! Não tem jeito! – disse saindo. – Espera Sakura-chan! – gritou correndo tentando alcançar a amiga.


Duas mulheres estavam chamando um pouco a atenção no estabelecimento, que parecia ser de um restaurante. Era um ambiente muito agradável, sofisticado, mas ao mesmo tempo jovial e alegre. Por ser horário de almoço estava lotado, mas parecia que as duas não estavam dando a mínima por rirem e falarem alto enquanto degustavam uma das melhores comidas de Tókio.

– Calma! Espera aí, Sakurinha. – falou praticamente sem ar. Tomou o suco com gosto. – Deixe-me respirar! – soltou o ar.

Sakura estava se divertindo contando, quer dizer, recontando a discussão, que para Tomoyo foi uma daquelas comédias trágicas gregas.

– Pelo menos isso serviu para nos divertir. E eu que pensei que seria um drama quando encontrasse a amante de Suzuki. – sorriu diante da expressão triste de Tomoyo.

– Sakura-chan. Você podia ter me chamado para ir junto. Poxa, que custava? – em seguida voltou a comer.

– Tomoyo, não tinha cabimento lhe chamar. Eu já te falei e repito: fui pra resolver uma questão que dizia respeito a mim. Somente a mim. – voltou a comer.

– Eu sei, mas... Mesmo assim somos amigas, e amigas resolvem problemas juntas! E se divertem juntas também! – riu.

– Oh, mas é claro! – riu discretamente. – Mas sequer podia imaginar que seria tão divertido. Acho que não... não, tenho certeza de que foi divertidíssimo ver a cara de Akame Masami abismada pelo que eu tinha feito. Foi impagável! – gargalhou.

– Devo imaginar, mas mesmo assim não seria tão real quanto à cena verdadeira, por isto podia ter ido e filmado, com certeza daria uma ótima série de comédia. – soltou um risinho com um semblante distraído.

Sakura sorriu com uma gota na cabeça. Sabia a amiga nunca iria parar de sonhar, ela destacava isso como um hobby.

A professora assentiu e bebeu seu suco.

– Mas bem que eu queria ser sua ajudante, quanto a surrar Masami – gargalhou abertamente. – Imagino a cara de Takashi, ele deve ter ficado tão assustado que não teve reação alguma.

– Suzuki? – riu. – O coitado não teria tempo de qualquer intervenção na hora de dar o que Akame merecia. Ela merecia muito mais Tomoyo, você sabe porquê. – voltou a comer. Tomoyo assentiu.

– Sei. Mas isso é para ser esquecido e guardar só as partes divertidas! – sorriu.

– Sim. – sorriu tristemente – Mas... Mas mesmo assim me sinto culpada por...

– Sakura! Não tem que ficar se culpando por algo que já aconteceu. Oh! – segurou as mãos dela – Vamos fazer um pacto! – sorriu se divertindo.

– Pacto? – riu confusa, não entendendo. – De que tipo? – viu a expressão séria dela.

– Do tipo promessa: de que nós duas iremos sempre tentar ser felizes, aproveitar melhor a vida, sabe! Fazer coisas que nos fazem bem e tentar não ficar se lamentando por coisas que já tenham acontecido. Superar e ultrapassar qualquer barreira que nos impeçam de sermos felizes, e lutar com garra por aquilo que amamos! Mas antes analisarmos se é aquilo o que realmente queremos para a nossa vida. - suspirou - Promete? - sorriu.

Sakura estava com a boca aberta, mas prestava atenção em cada palavra dita por Tomoyo, a cada sensação de missão que aquilo acarretava. Sorriu.

– Mas é claro! Eu prometo! – apertou as mãos de Tomoyo que estavam sobre as dela.

– Sakura, isso será para a vida toda. Certo? – sorriu passando confiança.

– Certo! Farei meu melhor e lembrar-me-ei de cada palavra deste pacto. – sorriu confiante. - Pode ter certeza disso!

– Isso aí! Confio em você. – sorriu, voltando suas mãos para seu colo. – Daqui por diante, Sakura, nossas vidas, cada decisão, cada passo que dermos dependerá desse pacto. - olhou-a profundamente com um semblante misterioso.

Sakura assentiu e sorriu. Aquele pacto tinha renovado sua alma, sua vida. Com toda sua confiança e fé o seguiria e faria o seu melhor.

Enfrentaria o que fosse para ser feliz e fazer as pessoas que ela amava também felizes. Sim! Sorriu de lado... Muito felizes! Ela faria sua missão aqui nesse mundo com toda sua força, com toda garra, lutaria para que sua missão na "Guerra da Vida" saísse vitoriosa, da maneira mais triunfante possível. Ela seria a Kinomoto Sakura que todos conheciam, só que com mais fé, força e com muito mais credibilidade.

"Nossa, que autoconfiança!" – sorriu amarelo. Pelo menos ela se esforçaria.


Sakura aproveitaria o seu sábado para poder finalizar a sua matéria do terceiro bimestre, queria se livrar logo para ficar mais tranqüila. Esses últimos meses estavam sendo um martírio, tudo era muito corrido, mas ela gostava dessa rotina, no fundo gostava.

– Ai ai ai. – espreguiçou-se mais uma vez. – Que sono! – bocejou. Estava arrumada, queria sair o quanto antes.

Era cedo. Mas era bom acordar cedo, assim teria mais tempo para fazer tudo que desejava. Fez o café, algumas panquecas, e colocou a mesa. Tomou o desjejum tranqüilamente. Foi quando se lembrou da promessa que fizera com Tomoyo. Sorriu. Só Tomoyo para fazer um pacto desses! Agradeceu profundamente a ela por ter feito isso, parecia que Tomoyo sabia que estava precisando dessa renovação de alma. Aliás, parecia não, sabia mesmo! Deu uma risada, ela era uma grande amiga, ajudava no que fosse possível, e no impossível também. Sorriu balançando a cabeça, fez uma amizade muito rápida com ela. Em uma semana já eram amigas, que mais pareciam ser amigas de infância. Lembrou-se da primeira frase que ela lhe falou: "Com licença, você é uma modelo?". Riu novamente, ela não tomava jeito, até hoje insistia nessa conversa. Contudo não gostava quando ela fazia elogios exagerados e a filmava quando saíam, achava-a às vezes muito estranha, mas adorava o jeito meio excêntrico da amiga.

– Nossa! Nossa! Tenho que sair! – sorriu empolgada.

Levantou-se e rapidamente tirou a mesa.

"Ah, depois quando chegar eu lavo a louça, estou atrasada!" – pensou enquanto corria para o quarto. – Ai ai ai ai! – gritou empolgada. Passou um batom cor de boca, penteou os cabelos mais uma vez, pegou o casaco e a bolsa e se olhou no espelho.

– Ótimo! – falou sorrindo.

Estava fazendo frio. Era chegar o outono, aquele vento gelado já incomodava. Apressou mais o passo, para se aquecer. Ela se perguntava porque morava tão longe de uma simples banca de jornal, poderiam colocar uma em frente a seu prédio. Estava juntando um bom dinheiro, iria comprar um computador em breve! Estava sendo complicado pagar o aluguel do apê.

Sorriu lembrando-se dele. Suspirou. Tudo, absolutamente tudo nele a intrigava, parecia que estava ficando maluca. Tomoyo era a única que sabia da fascinação que ela tinha por ele, às vezes a morena indagava que estava com algum problema de cabeça, mas uma coisa ela não podia negar: Ele era lindo, um sonho! Mordeu o lábio inferior.

– Um sonho! Um sonho! – riu ruborizada.

Estava distraída quando atravessou a rua, sendo que o sinal estava aberto. As pessoas gritavam pra ela parar, mas era tarde demais. O carro freou e parou a centímetros dela, para a sua sorte e o desespero do homem.

– Ai...ai...ai...ai...! B-u-d-a m-e s-a-l-v-o-u! O-obrigada! - agradeceu olhando pro céu, as duas mãos juntas como agradecendo o milagre. Ela estava pálida, parada no meio da rua, enquanto o homem saía desesperado do carro. Ele era daqueles típicos gordos e carecas.

– É louca, mulher?! – gritou, estava tão ou mais pálido que Sakura. - Quase te mato! Por milagre parei antes! – finalmente respirou. O dia não podia começar assim.

Sakura olhou-o assustada, lacrimejando.

– M-me d-desculpa senhor! – falou nervosa – Estava distraída...

– Pois esta sua distração podia ter tirado sua vida! Tome mais cuidado! – soltou nervoso.

– I-Isso não vai mais acontecer. Juro! – falou ela beijando os dedos cruzados.

O homem a olhou de modo atravessado.

– Estas mulheres de hoje em dia, vivem no mundo da lua! Todas malucas! – resmungou indo para o carro, entrou e saiu cantando pneu.

– Que senhor nervosinho! Se morro, ele diz que a culpa foi minha! Arrrgh! Faça-me o favor! Ninguém merece! – a autoconsiderada vítima disse cerrando os dentes e os punhos, e foi quando percebeu que tinha muitas pessoas olhando-a com expressões de susto e também desaprovação. Um menininho se escondeu atrás das pernas da mãe com medo quando ela o olhou.

– O que foi? Estou bem, não estão vendo?! – falou abrindo os braços. - Sã e salva! Podem ir, circulando, vão, vão!

Vendo o sinal fechado, atravessou a rua fingindo tranqüilidade e elegância.

– Até parece que isso não acontece todos os dias! – bufou. E saiu pisando duro.

S&S

– Bom dia, senhor Yoshi! – sorriu Sakura.

Finalmente tinha chegado a tal banca.

– Oh, bom dia, senhorita Kinomoto. Como vai? – sorriu um senhor já de idade, estava mesmo com um pressentimento que hoje veria a moça.

– Vou muito bem! E com frio. – riu se encolhendo toda.

– Sim, sim, este vento gelado é insuportável. Veio saber se chegou a revista? – perguntou com uma expressão curiosa.

– Sim! Mas também desejo o jornal do País, preciso ler uma matéria interessantíssima de geologia. – sorriu empolgada.

– Como o desejado. Acertou na mosca! A revista chegou ontem também! – falou se dirigindo para dentro da banca.

– Ai ai ai, que emoção! – deu um gritinho.

– Não sabia que gostava de ler sobre administração. Não tanto assim! – falou sorrindo de lado - Aqui está! – falou entregando a revista junto com o jornal.

– Ahh! Não acredito! Primeira página! Oh! – exclamou abafando um grito.

Estava com os olhinhos verdes brilhando mais do que o normal com a revista nas mãos. Sorriu de felicidade.

Ele está na capa, de novo! Ahh! – exclamou novamente, entusiasmada.

– Oh sim, este homem está fazendo muito sucesso. – tinha lido em outra revista sobre este homem a semana passada. – Dizem por aí que ele é um dos melhores empresários do mundo atualmente, e o mais jovem! – falou sorrindo.

– Eu sei! – tirou finalmente os olhos da revista, tinha esquecido o jornal. Olhou para o senhor. – Não é à toa que ele está sempre em destaque! Merece! – voltou novamente os olhos para a revista. – Ele é perfeito! – disse com uma expressão sonhadora. Acordou de repente dando-se conta do que falara. Ficou sem graça pelo que havia dito, mas era inevitável.

O senhor da banca sorriu de lado diante do óbvio fascínio da jovem, e crente que sua bonita cliente estava interessada era no homem e não necessariamente no que ele fazia.

– Oh, falando em destaque... – o senhor se dirigiu para dentro da banca novamente. – Chegou esta revista sobre fofocas. Ele está na capa. – voltou com a tal outra revista nas mãos.

– Deixe-me ver! – sorriu pegando-a. Gargalhou empolgada. Ele estava lindo como sempre. – Vou levar! – falou sorrindo de orelha a orelha.


Sakura tinha finalmente chegado a seu apartamento, depois de ter praticamente corrido e esbarrado numas dez pessoas (no mínimo) e quase se matado nos muitos sinais abertos. O porteiro do prédio se perguntava aonde ela ia tão cedo num sábado e voltava tão empolgada e distraída. Bom, pelo menos ele sabia que ela era meio maluca. O irmão ciumento dela tinha confiado que ele próprio a vigiaria e o alertaria sobre quem entrava e saía com ela, com horário, nota e tudo!

– Irmãos malucos. – sussurrou balançando a cabeça.

– Senhor Morikawa, por favor! Ajude-me com essas sacolas. – pediu uma senhora.

– Oh sim, senhora Miko! – foi socorrer a senhora já idosa.

Oh! Oh! Oh! Oh!...

Fixação

O elevador tinha chegado ao andar desejado. Estava tão empolgada que os gritinhos saíam naturalmente. Saiu apressada, pegando as chaves, já ia abrir quando...

– Kinomoto Sakura! – gritou uma voz animada. Sakura pulou de susto enquanto colocava a chave na fechadura – Parada! – disse apontando. Que dia de sorte, fazia 'décadas' que não a via.

– Ahn? – congelou. Olhou quem era. – Oh, Saito Tomoyuki. – riu sem graça. Virou-se completamente ao encontro do intrometido.

– Em carne e osso! – sorriu de lado. – Como vai? Faz tempo que não a vejo. – falou com um tom charmoso. Ia aproveitar a chance, era muito difícil encontrá-la assim.

– Vou bem. – sorriu desanimada. Droga tinha que despachá–lo ou morreria de ansiedade. – Você não me vê porque estou trabalhando muito lá na escola, e quando eu chego já é meio tarde. – sorriu mexendo as pernas.

– Ah, sei! Precisa se divertir. Sabe, pra aliviar essa tensão toda. – sorriu charmosamente. – Que tal um almoço amanhã? O que acha? – perguntou empolgado.

Cara chato! Simplesmente flertava com ela todas as vezes que a encontrava, e todas essas vezes, eram por puro acaso do destino ou puro azar mesmo.

Riu sem graça.

– Bom... É que já combinei com uma amiga... (Não era mentira!) E... E não posso desmarcar! Okay? Tchau! – já ia se virando, quando sentiu uma mão a puxando suavemente. – "Ai ai ai ai, eu mereço!" – pensou furiosa. Tentou demonstrar paciência. Sorriu.

– Ora, não tem problema. Somos vizinhos, estarei sempre aqui se precisar. – falou sorrindo de lado.

Sakura revirou os olhos.

Oh! Oh! Oh! Oh!...

I want be alone

– É, eu sei Saito. Se precisar, com certeza eu o chamo! "No dia de são nunca, otário!" – sorriu de lado.

– Vejo que comprou revistas, deve esta ansiosa para ler! – disse com um semblante magoado. Pensou: hora errada.

"Bingo!" – pelo menos ele percebeu isso. – Sim, sim! Estou muito ansiosa! – falou balançando a cabeça freneticamente.

– É sempre ótimo ler. – ele inclinou discretamente o pescoço na tentativa de ver uma das capas das tais revistas. Sakura percebeu e o lançou um olhar mortal, apertando as revistas em seu colo.

– Bem... – ele limpou a garganta – Devo ir!

"Aleluia!" – sorriu. – Até Saito! – virou-se e abriu a porta, entrou; ele continuava parado sorrindo feito bobo. – Tchauzinho, Saito... Até! – falou acenando. Bateu a porta. Tinha pegado essa mania.

– Nossa que cara chato, bobo e sufocante! – suspirou profundamente. Gargalhou animadíssima. – Aiaiai, finalmenteee! – colocou as revistas em cima da cômoda ao lado do sofá, tirou o casaco e o cachecol e colocou-os pendurados. Tirou os sapatos e correu com as preciosas revistas nas mãos e se jogou no sofá.

– Uhnn... Vamos ver o que temos aqui, senhor Li! – sorriu com entusiasmo beijando a imagem do 'misterioso homem'.

Seu rosto na tevê parece um milagre

Uma perfeição nos mínimos detalhes

Eu mudo o canal

Eu viro a página

Mas, você me persegue

por todos os lugares

Eu vejo seu pôster na folha central,

Beijo sua boca, te falo bobagens

Fixação (Seus olhos no retrato)

Fixação (Minha assombração)

Fixação (Fantasmas no meu quarto)

Fixação! I want be alone

Preciso de uma chance de tocar em você

Captar a vibração que sinto em sua imagem

Fecho os olhos pra te ver, você nem percebe

Penso em provas de amor

Ensaio show passional

Eu vejo seu pôster na folha central,

Beijo sua boca, te falo bobagens

Ohhh

Fixação (Seus olhos no retrato)

Fixação (Minha assombração)

Fixação (Fantasmas no meu quarto)

Fixação! I want be alone

Seu rosto na tevê parece um milagre

Uma perfeição nos mínimos detalhes

Eu mudo o canal

Eu viro a página

Mas você me persegue

por todos os lugares

Fixação (Seus olhos no retrato)

Fixação (Minha assombração)

Fixação (Fantasmas no meu quarto)

Fixação! I want be alone

Fixação

Fixação

Fixação

Fixação!

Continua...


Artista/ Música

Kid Abelha – Fixação (versão remix 1997)


N/A: Aiaiaiai senhor Li! - suspirando intensamente. hahahahaha Eu adoro quando acaba assim um capítulo, ainda mais escrita por mim! hohoho Mistério!

Bom primeiro e demorado capítulo concluído, nossa, escrevi, reeeeeescreviiii, não sei quantas vezes isso, muda uma coisa ali, cena ali acolá, palavrinhas mais ajustadas, nossa realmente ralei muito para deixa esse capítulo como eu queria.

Motivos:

Primeiro: primeira história. u . û

Segundo: sou perfeccionista inlogicamente! O . o

Terceiro: primeira impressão é a que fica não é!? '¬ ¬

Por isso mesmo quis deixá-la, leve, engraçada, meio melancólica, mas acho que o humor supre essa parte! Hehehe Num tem jeito!E também já conhecendo os personagens fica meio que fácil o que esperar deles...Eu meio que vou mudar isso, as situações de vida que eles passaram até então, muda meio que drasticamente.

E tenho uma aliada nota mil comigo, uma ULTRA-escritora, que eu tive a honra de contar, te adoro Lê! Bom, não vou estender muito minha nota, porque tem o mega-espaço que eu cedi para a nossa editora de peso... ¬¬ acho que ela meio que abusou... Mas é isso! hehehe

Espero que tenham gostado pelo menos (por favor!) desse comecinho de história que faz tempo q eu estava super a fim de escrever...

Bjos e até outra oportunidade, em breve, prometo! (esse negócio de prometer acho furada, ainda mais comigo, mas faço o impossível para ser meio rápida devagar quase parando! é... eu conheço a expectativa de um leitor, sou uma nata!)

Sayonará!

Opinem! REVIEWS REVIEWS REVIEWS! AHHHHHHH! – tendo um ataque histérico de começo de carreira e puxando os cabelos loucamente! Ah, e para a alegria geral das mulheradas o Syao-Syao ira estrelar no próximo capítulo! Hehe Já adiantando:

Tadinho dele! - risada maléfica com ECO!

S

S

# Corrigindo: Mega Espaço da Editora. u . ú


Espaço da Editora

Eba! Tammy realmente foi muito boazinha comigo, meu deu até espaço pra eu falar como uma matraca. Vocês não imaginam como eu fiquei feliz quando ela me deixou ser a editora dela... huhuhu, foi a melhor coisa que me aconteceu no mês.

O único problema é que, nem sendo editora, ela me conta as coisas... menininha misteriosa, viu? Mas pelo menos agora o primeiro capítulo de Fixação está aqui. E já tenho algumas coisas pra comentar... vamos lá!

Pra começar, tenho que contar minha reação quando li a primeira cena. Sinceramente já tinha imaginado a Sakura barraqueira, mas confesso que a luta entre ela e a Puta-Masami (acho que já deu pra perceber que eu não gostei dela... Tammy, ela aparece de novo?). Pelo jeito, a nossa Sakurinha não é nada bobinha... e vai render bons momentos na história. Ah, mal vejo a hora de ler o próximo capítulo! Sakura já mostrou do que é capaz logo de cara... acho que por isso que eu gostei tanto dela.

Agora, o senhor Suzuki... hum, no fundo eu gostei dele. Sei lá, ele me lembrou tanto alguém... alguém aqui assistiu Tenchi Muyo? Lembrei dele quando li a cena... mas obviamente o Tenchi não é tão safado quando o Suzuki. Ainda bem que a Sakura já deu um pé na bunda dele, nada mais merecido. Mas uma pulguinha na minha orelha está me dizendo que não acabou por aqui. Veremos conforme os capítulos vão passando se eu acertei (e só nessas condições, porque a Tammy não me conta NADA! Estou me remoendo aqui na cadeira de curiosidade... maldade, não acham?)

Tomoyo é demais, não é? Além desse jeito tão louquinho de ser (característico dela), ela é sempre uma super amiga. Fora que esse pacto entre ela e a Saki foi tudo de bom. Amigos como ela são difíceis de achar... todo mundo deveria ter pelo menos uns dez desses por perto. Mas, claro, sem a parte das roupas... embora eu as ache tão fofas!

Alguém aqui gostou do Saito ou só eu fui louca o suficiente pra adorar esse cara? Está certo que ele é chatinho, antiquado, chiclete e muitas outras coisas, mas por causa disso tudo ele é tão divertido. Fora que na minha mente maléfica fiquei imaginando o que a Tammy vai fazer com ele. E se eu bem conheço ela, muita coisa vem por aí...

Pra terminar essa super nota (credo, acho que falo mais do que a própria Tammy), quem aqui suspirou com a simples menção do Li? Ah, eu confesso, fiquei toda derretida. Meu Deus, o cara já começou Tudo de Bom (embora ele realmente seja), imagina então o que a Tammy vai trazer pra gente. Só espero que ela não mate a editora dela com um ataque do coração, porque senhor Syaoran Li realmente mexe com os meus nervos (acho que com o de quase todo mundo). Por isso, se vocês notarem a ausência dos meus big comentários, foi porque eu desmaiei com a aparição dele ou do Eriol. Certo?

Acho que é só isso (só? Palavra não muito apropriada, penso eu). Pessoal, continuem lendo "Fixação", a Tammy é uma excelente escritora e a história dela é realmente muito interessante. Não estou querendo puxar a sardinha pro lado dela, mas é realmente verdade. Eu adoro essa garota e o trabalho dela é maravilhoso. Editar essa fic foi um privilégio muito grande que ela me deu, e agradeço muito por isso. Por isso vou frisar o que ela já deve ter dito: DEIXEM REVIEWS! Com certeza vocês vão fazê-la muito feliz, e a mim de quebra também. Hihihi...

Beijos!

Miss of Darkness


24/07/2008 - Um grande agradecimento à Rosana! Valeu, de coração!

Tammy.