Voltei!

Primeiro quero deseja Feliz Ano Novo a todos.

Podem xingar o quanto quiseremm, eu vou entender. Quase dez meses desde a última atualização, eu estou de volta com um capítulo novo e não vou ficar justificando minha ausência porque não adianta de nada, né? Apenas quero dizer que sinto muito pela demora e que eu recebi e li cada um dos reviews, mensangens de incentivo, cobranças e pedidos de notícias e atualizações. Coloquei uma nota no meu perfil falando sobre o meu sumiço, para que o pessoal não ficasse perdido e achando que eu tinha morrido ou algo do tipo...

Reafirmo que não desisti da fic e a prova está aqui.

Eu assumi muitas responsabilidades no último ano e isso tem tomado bastante o meu tempo, por isso a frequência de postagens continuará não sendo tão certinha como era no início e eu tenho outros projetos que nada tem a ver com Inuyasha em andamento, por isso peço que tenham paciência comigo.

O capítulo não está longo, mas está interessante porque mostra certas mudanças.

Espero não decepcioná-los.

Boa leitura!

Algum tempo depois...

Heikou estava na floresta brincando com outras crianças do vilarejo e Yukio estava com ele. Eram os meninos de sempre que o acompanhavam, pois estes eram os únicos que o viam apenas como mais um menino e não como seu senhor, não como um príncipe, um monstro ou aberração.

Após muitos apelos feitos à mãe que intercedeu junto a Sesshoumaru, Heikou obteve permissão para circular sem a guarda que tanto lhe desagradava enquanto estivesse na floresta próxima ao castelo e ao vilarejo, que eram periodicamente patrulhadas pelos soldados.

O grupo de garotos, humanos, youkais e hanyous brincava de esconder, o que era desvantajoso para os primeiros visto que não podiam contar com sentidos super apurados como os outros, mas isso não importava tudo que queriam era se divertir.

Não muito distante dali um grupo pescava. Eram quatro meninos acompanhados de um adulto e a atenção deles foi chamada pelos sons de brincadeira emitidos por Heikou e seus amigos.

Os quatro deixaram a margem do rio e seguiram pela floresta por alguns metros até que encontraram Heikou e os outros sentados em uma pequena clareira enquanto o sol aquecia seus rostos.

O Príncipe do Oeste respirou fundo e farejou o ar detectando a presença de estranhos. Ele olhou para trás e viu quatro garotos humanos que beiravam a adolescência e logo se colocou de pé e em prontidão fitando-os sem hesitação. Os outros meninos que acompanhavam Heikou também se colocaram de pé.

- É o príncipe Heikou. – Um dos garotos mais velhos falou baixo enquanto cutucava aquele que parecia ser o líder do grupo.

- É o filho do mononoke. – Falou o outro com desdém.

- O que você disse humano? – Heikou questionou em um tom raivoso e Hajime um de seus amigos humanos já tentava contê-lo.

- Heikou, é melhor nós sairmos daqui. Vamos embora.

- Não. – O príncipe respondeu decidido. – Nós não vamos a lugar algum.

- Olhe, o filhote de mononoke está bravo. – Debochou o mais velho.

Heikou não se conteve mais e avançou contra o garoto que além de mais velho era bem maior que ele. O hanyou exibia suas presas e rosnava ferozmente se colocando sobre o outro que reagia aplicando golpes nele.

- Não use essa boca imunda para falar do senhor dessas terras humano. Demonstre o devido respeito ao meu pai e seu senhor.

- Tire as patas de mim demônio. – O garoto humano gritou e aplicou um soco em Heikou atingindo-o no rosto e detendo-o o suficiente para conseguir escapar de suas garras que começavam a perfurar a frágil pele.

Heikou caiu de pé e olhava com ódio para o adversário. Yukio e Natoguko, os outros dois não humanos ali também estavam prontos para agir contra os outros, caso necessário. Hajime e Kasuo tentavam impedir o confronto com medo do que Heikou poderia fazer, nunca haviam visto o amigo daquela forma.

- Vocês monstros deveriam sumir e nos deixar em paz.

- Cale a boca. Você não sabe o que está dizendo. – Gritou Hajime. – Heikou tem sangue humano também assim como eu e você. Ele não é um monstro.

- Ele é uma aberração. Uma humana nunca deveria se unir a um demônio. Todos nós sabemos que isso é errado.

- Nunca fale da minha mãe seu maldito! Arrancarei sua língua para que nunca mais ouse falar de minha família. - O Príncipe do Oeste estava visivelmente alterado e mais uma vez avançou contra o garoto que tentava se esquivar.

- Pare e lute seu verme covarde! – Heikou vociferou.

- O que está acontecendo aqui? – Uma voz adulta chamou a atenção de todos à exceção de Heikou que não via nada a sua frente além de seu alvo.

O homem olhava espantado enquanto Heikou atacava seu filho.

- Tou-san, ajude-me ele está tentando me matar. – Implorou o garoto.

- Kami-sama! – O homem que tinha uma vara apinhada de peixes que passara a manhã pescando sobre os ombros gritou e largou o objeto no chão para tentar acudir o filho.

- Não toque em mim. – Heikou o ameaçou com tom de voz e olhar sombrio. O homem demonstrou surpresa e raiva ao fitar o jovem hanyou.

Heikou preparava-se para investir mais uma vez contra o humano quando tudo aconteceu. Tão rapidamente que ele sequer pôde compreender. O príncipe sentiu braços fortes envolverem-no. A presença era poderosa e inconfundível.

- Já chega. – A voz grave foi ouvida e Heikou voltou seus olhos dourados ainda nublados pela raiva para cima podendo então ver a figura imponente de Sesshoumaru que estava às suas costas.

- Ele tem que pagar. Eu vou fazê-lo engolir o que disse chichiue. – O pequeno disse tentando desvencilhar-se dos braços do pai.

Sesshoumaru o segurou mais firmemente e se colocou a sua frente o fitando de forma séria.

- Eu disse já chega Heikou. – O youkai repetiu pausadamente, algo que ele detestava fazer.

- Ele ofendeu minha honra e deve pagar por isso. O senhor me ensinou a não permitir que me desrespeitem. – O menino estava igualmente sério e seus olhos brilhavam em fúria.

- Não faz sentido perder tempo com algo tão insignificante. Trata-se de uma criança humana, não é um desafio à altura. – O pai voltou a falar.

- Eu quero que ele pague. – Heikou voltou a fitar ferozmente o garoto parado ali perto.

- Terá que me enfrentar se quiser chegar até ele. – Sesshoumaru disse calmamente e chamou a atenção do filho que voltou a fitá-lo surpreso. – Está disposto a me desafiar para ter a chance de atacá-lo?

- Chichiue... – Heikou encarou o pai com firmeza e indignação, não entendia porque Sesshoumaru defendia aquele garoto. A raiva crescia dentro dele.

- Vá para casa, você e todos os outros. – O youkai ordenou.

Heikou estremeceu em fúria e tentou conter-se ao máximo. Queria arrancar a língua daquele garoto, mas não podia desafiar o pai dessa forma, ainda não.

Sesshoumaru podia sentir a ira do filho, o sangue fervente correr em suas veias e o coração pulsar de forma acelerada e feroz. Pai e filho travavam nova batalha silenciosa e Sesshoumaru quase sorriu de satisfação ao ver o olhar desafiador que o filho lhe lançava.

Todos ali observavam calados a cena tensa que se formara. Não sabiam o que poderia acontecer caso Heikou resolvesse enfrentar o pai.

- Volte ao castelo imediatamente criança. Não vou ordenar outra vez. – Dessa vez o tom foi ríspido.

O menino deixou um leve rosnado escapar pela garganta que não passou despercebido pelo pai e saiu correndo floresta adentro como havia sido ordenado.

Sesshoumaru se voltou para os humanos ali. O homem o reverenciou longamente pedindo perdão pelo ocorrido e o youkai sentiu seu desprezo por aquela criatura se acentuar.

- Me perdoe Sesshoumaru-sama. São apenas crianças brincando e se desentendendo...

- Cale-se. – O youkai se pronunciou mais uma vez de maneira fria. – Volte para o vilarejo humano e cuide melhor de sua cria. Eu irei responsabilizá-lo caso algo semelhante volte a acontecer e o farei pagar por não saber controlar os seus. Se voltarem a importunar o príncipe dessas terras deixarei que ele faça o que quiser com esses moleques. – Disse por fim encarando os garotos que tremiam na presença dele.

O homem rapidamente pegou o filho pelas orelhas e o arrastou pelo caminho de volta até o vilarejo praguejando e batendo no garoto por ter se envolvido com youkais. Dizia que aquilo poderia trazer a desgraça para a família e maldições infindáveis.

Sesshoumaru ainda ficou ali por alguns instantes e certificou-se de que os outros meninos que estavam com Heikou haviam cumprido suas ordens e seguido para casa.


Quando Sesshoumaru retornou ao castelo a noite já estava caindo. Pelo cheiro, pôde ter certeza de que seu filhote estava onde deveria estar. No quarto.

O youkai seguiu até seus aposentos onde encontraria sua Rin. Ela estava sentada sobre a cama com a pequena Tsukihime nos braços. A menina tinha agora oito meses de vida.

- E Heikou?

- Está no quarto. – Respondeu de forma séria.

- O que aconteceu Sesshoumaru? – A mulher pareceu preocupada pelo tom usado por ele e esperou por uma resposta enquanto o via se sentar ao seu lado na cama.

- Ele se envolveu em uma briga com garotos do vilarejo.

- Ah Kami-sama! Alguém se feriu? – Rin pareceu alarmada. Sabia que o filho poderia ferir gravemente outras crianças caso se excedesse.

- Está tudo bem minha Rin. Eu o detive antes que algo mais grave acontecesse. – Sesshoumaru amenizou o acontecido. Na verdade para ele não havia nada de mais no ocorrido. Heikou apenas demonstrara sua agressividade natural, algo que teria que acontecer cedo ou tarde.

A humana respirou aliviada e fitou a pequena em seus braços que iniciava um choro.

- O que foi meu amor?

- Ela está com fome. – Sesshoumaru disse com certeza fitando sua princesa. Rin apenas sorriu ao ouvi-lo, ele sempre sabia o que a filha queria. A mulher abriu a parte superior do kimono expondo o seio farto cujo mamilo foi logo abocanhado pela menininha que sentia o cheiro do líquido precioso que saciaria sua fome. Tsukihime sugou o seio da mãe avidamente sentindo o líquido quente preencher sua boca pequena.

Rin acariciou o lindo rostinho de sua princesa e a viu piscar os olhinhos dourados e brilhantes.

- Eu vou ver como está Heikou assim que terminar de amamentá-la. – Rin disse voltando seu olhar para o youkai.

Sesshoumaru parecia hipnotizado ao observar a interação entre suas belas princesas. Os olhos dourados estavam fixos nelas. Observava cada detalhe e adorava fazê-lo.

Como havia dito, assim que se certificou de que Tsukihime estava satisfeita, Rin a deixou com o pai e seguiu para o quarto de Heikou. Quando abriu a porta, a mulher notou que o local estava absolutamente silencioso e quase totalmente no escuro. Ela seguiu até um dos móveis ali e acendeu uma lamparina podendo então ter uma visão melhor do amplo quarto.

Rin se aproximou da cama e sorriu. Heikou dormia profundamente. Ele vestia apenas uma kahama e os longos cabelos castanhos estavam espalhados pelo travesseiro. A mãe o afagou carinhosamente e com cuidado para não acordá-lo.

Minutos depois a Senhora do Oeste retornou aos seus aposentos e encontrou Sesshoumaru deitado na cama ao lado da filha. A pequenina tinha os olhos abertos e agitava os bracinhos e perninhas enquanto era acarinhada na barriga pelo pai.

Tsukihime levou uma das pequeninas mãos fechada à boca e passou a sugá-la com vontade fazendo ruídos no processo. A mãe que estava de pé ao lado da cama observando os dois sorriu.

- Você ainda está com fome minha princesa? – A menina olhou para a mãe ao ouvir a voz dela e Rin sorriu ainda mais ao ver como a filha a reconhecia.

- Ela está satisfeita, não precisa comer por enquanto.

- Ótimo! Eu preciso de um banho. – A mulher comentou enquanto prendia os cabelos.

- Vá. Eu ficarei com ela. – O youkai respondeu com a voz suave enquanto ainda observava sua princesinha.

Rin tocou os lábios do youkai com os seus rapidamente antes de seguir para o quarto de banho.


A noite era tranqüila no castelo. Os senhores já haviam se recolhido após o jantar e as crianças dormiam.

Rin e Sesshoumaru conversaram deitados na cama até que a mulher adormeceu tendo o youkai ao seu lado a afagando.

Aquela foi uma madrugada especialmente escura nas Terras do Oeste. A lua estava em sua fase mais misteriosa, quando se mantinha praticamente incógnita no céu e privava as criaturas de sua magnífica luz.

A tranqüilidade reinava na floresta e no castelo do poderoso youkai, senhor do local.


Antes que o sol pudesse expor seus primeiros raios já havia movimentação no castelo. Os criados corriam para cumprir suas obrigações antes que seus senhores despertassem e deixassem seus aposentos.

Em um dos corredores uma jovem youkai caminhava de um lado a outro nervosamente.

Miyumi que seguia em sua rotina para certificar-se de que tudo estava em ordem deparou-se com a jovem Inoue e logo viu que havia algo errado.

- Inoue, o que houve?

- Por todos os deuses Miyumi-san, Sesshoumaru-sama vai tirar minha vida!

- O que é isso Inoue, do que você está falando menina?

- Heikou-sama. Ele desapareceu. – A jovem disse visivelmente nervosa.

- Como desapareceu?

- Eu fui aos aposentos dele para preparar o banho como sempre faço todas as manhãs e ele não estava lá.

- Ele deve estar em algum lugar do castelo, talvez nos jardins.

- Não Miyumi. Eu já o procurei por toda parte. Não há vestígios dele. O cheiro no quarto está fraco e isso indica que ele saiu no meio da noite. Miyumi, você sabe que ontem foi a primeira noite da lua nova...

- Acalme-se Inoue.

- O que vocês duas estão cochichando aí? – A irritante e conhecida voz do servo pessoal de Sesshoumaru soou atrás das duas mulheres. Elas se viraram para encará-lo.

- Jaken-sama, nós estamos com um problema. – Miyumi disse.

- Que problema?

- Um problema muito sério.

- Diga de uma vez mulher. Do que você está falando? – O youkai sapo perguntou impaciente.

- Heikou-sama desapareceu.

- O que? – O velho gritou, o que fez Inoue estremecer. – Como o herdeiro do Sssenhor Sssesshoumaru pode ter desaparecido suas irresponsáveis?

- Eu fui aos aposentos dele para preparar o banho da manhã e ele não estava. Eu o procurei por todo castelo, mas não o encontrei. – Inoue explicou.

- Você perguntou aos guardas?

- Ainda não. Eu tive medo que eles soassem algum alarme. Sesshoumaru-sama vai me matar. – A jovem youkai falou em desespero.

- Ele não vai matá-la Inoue. – Miyumi tentou acalmá-la. – Se bem conheço o príncipe ele deve ter fugido e foi para a queda celeste. Não é lá que ele gosta de ir?

- Sim.

- Então que tal procurarmos por lá?

- Faça isso Inoue. – Orientou Jaken. – Eu verei com os guardas se alguém o viu deixar o castelo. Se ele saiu daqui foi por conta própria, não houve nenhuma invasão. Esse menino está ficando igual à mãe dele quando era criança, sempre procurando confusão.

Jaken seguiu pelo corredor reclamando como de costume e Inoue saiu para procurar pelo príncipe na queda celeste local preferido por ele ali.

Miyumi tratou de continuar com seus afazeres e tentar sondar de alguma forma se alguém sabia o paradeiro de Heikou. Ela faria de tudo para encobrir aquela ocorrência, quanto mais tarde os guardas e Sesshoumaru-sama soubessem daquilo, mais chances teriam de achar o príncipe.

...

Meia hora mais tarde Jaken surgiu na cozinha e encontrou Miyumi arrumando a louça.

- E então Jaken-sama? Alguém viu alguma coisa?

- Não. Nós temos que achar esse menino ou a ira de Sesshoumaru-sama recairá sobre todos nós. Rin-sama ficará preocupada e isso o deixará ainda mais irritado.

Inoue chegou logo depois ofegante e logo alcançou a cozinha.

- Eu não o encontrei. Ele não esteve na queda celeste, não senti o cheiro dele em lugar algum por lá. Também fui às fontes termais e nada.

- Oh Kami-sama!

- Miyumi o que eu vou fazer? Sesshoumaru-sama vai me culpar por isso. Como Heikou-sama pôde fazer algo assim?

- Fique calma Inoue. Pelo que conversei com os guardas essa foi uma noite extremamente tranqüila, nada de anormal aconteceu então o menino só pode ter fugido. – Jaken disse pensativo. – Eu vou falar com Sesshoumaru-sama.

- Não Jaken-sama, por favor, dê-me mais tempo para procurá-lo. – Inoue implorou.

- Não posso. Heikou-sama estava na forma humana ontem, algo pode ter acontecido e quanto mais tempo demorarmos a contar será pior.

- Ele está certo Inoue. Temos que informá-lo imediatamente. O importante agora é encontrarmos Heilkou-sama, lidaremos com as conseqüências depois.

- Se ele fugiu Inoue, não foi sua culpa. É claro que Sesshoumaru-sama não vai considerar isso... – A frase dita pelo youkai trouxe terror à serva.

- Jaken-sama! – Miyumi o repreendeu.

- A menina Rin não vai permitir que ele lhe faça nada, fique tranqüila. – Ele disse por fim tentando tranqüilizar a garota. – Eu vou falar com Sesshoumaru-sama, ele já deve ter deixado os aposentos há essa hora.

Jaken deixou a cozinha e seguiu pelo longo corredor até alcançar a ala nobre do castelo. Ele caminhou até o salão principal e indagou a uma serva que estava ali se ela havia visto seu senhor. A serva informou que Sesshoumaru-sama ainda não havia se levantado.

Jaken pensou por alguns instantes e decidiu não esperar mais, subiu os degraus que levavam ao andar superior e caminhou decidido pelo corretor até chegar frente à porta dupla dos aposentos de seus senhores. Respirou fundo e bateu à porta esperando que alguém o atendesse.

- O que quer? – A voz fria de Sesshoumaru soou e a face inexpressiva apareceu à porta.

- Ohayou Sesshoumaru-sama! Jaken precisa lhe falar. É urgente.

O inuyoukai apenas arqueou a sobrancelha, pelo cheiro pôde perceber a apreensão do servo.

- Diga de uma vez. O que houve?

- Er.. Rin-sama está aí? – O servo indagou incerto.

- Não.

- É melhor assim... – Desabafou e isso intrigou seu senhor. - Sesshoumaru-sama, é sobre Heikou-sama... é...

- Fale. – Sesshoumaru ordenou impaciente.

- Ele desapareceu meu senhor. Não o encontramos em lugar algum. Já procuramos por toda parte. – Sesshoumaru chutou o servo tirando-o de seu caminho e seguiu pelo corredor até o quarto do filho.

O youkai abriu a porta com violência e usando seu olfato examinou o local cuidadosamente.

- Ele saiu no meio da noite. Como é possível que ninguém tenha percebido? – Disse irritado.

- Os guardas disseram que ele não passou pelos portões Sesshoumaru-sama, eu mesmo verifiquei.

- Maldição! – O youkai esbravejou.

- Sesshoumaru, o que aconteceu? – A pergunta de Rin que apareceu no corredor chamou a atenção dos dois. – Onde está Heikou?

- Ele fugiu. – Sesshoumaru respondeu caminhando de volta aos seus próprios aposentos e foi seguido por Rin e Jaken.

- Como assim ele fugiu? – Rin disse preocupada.

- Parece que ele saiu do castelo no meio da noite sem ser visto. – Jaken respondeu.

- No meio da noite... mas ele... – Rin se desesperou ao lembrar que a noite passada era de transformação para Heikou.

- Acalme-se. – Sesshoumaru falou segurando o rosto dela de forma delicada. – Eu vou achá-lo e o trarei de volta para casa. – Falou sério e a viu concordar com um aceno.

Sesshoumaru já de posse de suas espadas deixou o quarto saindo logo depois à procura do filho.

- Senhor Jaken, mande que o capitão Kento organize um grupo para procurar por Heikou nas redondezas. – Rin ordenou. – Ele pode estar ferido em algum lugar...

Rin passou longas horas de aflição sem ter notícias do filho. Os guardas não o encontraram nas redondezas e ela teria ido, pessoalmente, em busca do filho se não fossem os cuidados que tinha que ter com a filha ainda pequena. Ela amamentava a filha e seu coração apertava ao pensar onde o filho poderia estar se estaria com fome, com frio ou sentindo alguma dor. A sensação era terrível.


Notas sobre o capítulo:

- Vocês devem ter percebido que houve uma passagem de tempo, certo? A pequena Hime já cresceu um pouquinho e o príncipe Heikou anda aprontando. Muitas coisas vão acontecer com o hanyou. Muitas transformações que o deixarão confuso, inseguro, com medo e isso tudo vai torná-lo ainda mais forte.

- Os próximos capítulos prometem ser bem interessantes e o foco estará na relação pai e filho.

Pessoal,

Muito obrigada pelo apoio que me deram até aqui enquanto acompanhavam a história e por todas as mensagens encaminhadas no meu período de ausência. Vocês são D+.

Percebi que muitos leitores novos apareceram. Muitos de Portugal e que tem espalhado a existência da fic por aí, fazendo com que mais pessoas apareçam para prestigiar o meu trabalho. Um agradecimento especial a todos vocês. Logo vou conhecer todo mundo como já conheço meus leitores antigos.

Espero que o pessoal antigo não tenha desistido de mim e da história. Eu sinto muita falta de vocês e da troca de impressões sobre essa saga que eu construi sem saber que se tornaria tudo isso. XD

Me perdoem mais uma vez pelo sumiço.

PS: Todos vocês já estão sabendo que a série Inuyasha voltou? Novos capítulos já estão disponíveis e eu já assisti a 10 deles. Seguem a história do Manga pelo que percebi e tem coisas bem legais. Certamente está ajudando a recobrar minha inspiração para escrever.

Beijos!