Olá pessoal!

Voltei com mais um capítulo, que na verdade é uma continuação do anterior. Espero que apreciem.

Boa leitura.

No dia seguinte, pouco após o nascer do sol, John e Shayera chegaram a uma colina próxima a Staten Island era um local muito bonito e arborizado, ainda pouco habitado.

Eles caminharam um pouco pelo local conversando.

- Para onde estamos indo John?

- Você já vai ver.

Shayera olhou para ele com uma expressão curiosa e ele deu um daqueles sorrisos que ela adorava.

Depois de poucos minutos de uma caminhada que mais parecia um passeio no parque, eles avistaram uma casa grande e muito bonita, com grandes janelas de vidro transparente voltadas para o oeste. Não havia outras construções em volta dela, que se destacava em meio a todo aquele verde e por estar localizada bem próxima a um desfiladeiro de onde podia-se ver o mar. As paredes eram brancas e as colunas de sustentação da sacada pareciam ser feitas de metal, e estavam dispostas em forma diagonal cruzando-se uma a outra formando um x em cada extremidade daquele recinto. Era um designe moderno de linhas suaves bastante clean.

Shayera admirou aquela construção por um tempo.

- Que casa linda! Ela exclamou.

- Você acha?

- Acho. Você não?

Ele sorriu mais uma vez.

- Acho sim. Vamos ver mais de perto?

- Mas pode haver alguém lá.

John se aproximou mais da entrada da casa levando Shayera pela mão, havia um grande portão de madeira clara, nele não havia fechadura apenas uma espécie de sensor com leitor de digitais e um teclado numérico protegido por uma caixinha semelhante a dos cofres mais modernos.

- John vamos embora. O que você quer aqui?

- Você não quer ver a casa?

Shayera surpreendeu-se ao ver John mexer nos sensores e abrir o portão ao digitar um código. Ele entrou no local e Shayera não o seguiu, fitava-o surpresa como quem aguardava por respostas.

- Entre. Ele falou fazendo um gesto com a mão para incentivá-la.

- O que está acontecendo John? Ela perguntou se aproximando dele e admirando o simples mas belo jardim a sua volta. Ele pousou seu braço em volta dos ombros dela e disse calmamente:

- Lembra quando você me disse que eu estava misterioso e que escondia alguma coisa, e eu falei que na hora certa você saberia o que era?

- Lembro. Ela respondeu, mas sua expressão ainda era de dúvida.

- O que essa casa tem a ver com isso? De quem é essa casa?

- É nossa.

- O quê? Shayera não conseguia acreditar no que ouvia.

- É isso mesmo. Essa casa é nossa, é aqui que vamos criar nosso filho.

Os olhos de Shayera brilharam de emoção.

- Venha, vamos ver lá dentro.

John abriu a porta de vidro jateado e Shayera ficou encantada com o que viu, um local amplo e bastante arejado, com poucas paredes, o que dava uma leveza ímpar ao ambiente.

A casa já estava mobiliada, com móveis claros e o chão era de uma tábua corrida também clarinha, havia uma sala de estar, com sofás e poltronas nas cores branca e marfim. A sala de jantar tinha uma mesa de vidro para seis lugares e cadeiras estofadas, havia um escritório e uma porta de correr que dava para o jardim.

John observava atentamente as reações da mulher ao seu lado.

- Gostou?

- Se eu gostei? John esse lugar é incrível, não acredito nisso...Você fez isso tudo?

- A casa já existia, ela só foi reformada e eu mudei detalhes do projeto original.

- Eu adorei, eu adorei tudo. Ela disse enquanto o beijava.

- Não era pra nos mudarmos agora, mas já que o apartamento ficou destruído depois da sua última aventura...

- Não me culpe por isso. Ela disse sorrindo.

- Eu não culpo. Ele respondeu acariciando o rosto dela.

- Há quanto tempo você vem escondendo isso John?

- Muito tempo... Eu sonhava com uma casa assim quando eu era criança e morava num apartamento apertado do Brooklin com meus avós.

O olhar de John era o de quem estava perdido em lembranças

- Muita coisa aconteceu depois que eles morreram, eu não tinha mais um lar e decidi que viveria assim, sem me prender a nada. Vivia na base quando estava no exército e quando entrei para a tropa dos lanternas verdes esqueci completamente desse projeto e ele ficou escondido bem no fundo da minha memória durante muito tempo, até...

- Até? Ela o interrompeu indagando.

- Até você aparecer. Daí eu comecei a pensar na casa dos meus sonhos novamente e resolvi colocar o projeto em prática.

Shayera se sentou ao lado dele num dos sofás e perguntou:

- Você esteve construindo essa casa desde aquela época?

- Eu parei quando nos separamos. Ele disse sério.

Shayera aproximou o rosto do dele e o beijou carinhosamente e ele correspondeu da mesma forma. Ficaram em silêncio por alguns instantes, até que Shayera falasse.

- Você não pensou em morar aqui enquanto estava com a Vixen?

John a encarou surpreso.

- Você está mesmo me fazendo essa pergunta? É sério?

Shayera fez que sim com a cabeça mordendo o lábio inferior. John respirou fundo antes de responder.

- Não. Eu nunca pensei em trazer a Mari pra cá. Ela nem sequer tinha a chave do meu apartamento, coisa que você sempre teve. Só havia uma pessoa que eu imaginava vivendo aqui comigo, e essa pessoa é você.

- Eu não sabia disso. Ela afirmou com um sorriso travesso de quem fez uma grande descoberta.

- Claro que não. Ele disse ainda sério, mas de forma tranqüila.

- Não fique zangado John. Eu só queria saber o que você ia responder.

- Você adora me provocar não é Shayera?

Ela sorriu para ele e se acomodou em seu colo voltando a beijá-lo.

- Eu te amo John Stewart, amo muito. Mesmo quando você fica assim irritado.

Ele continuava olhando para ela de forma séria.

- Shayera você compara o relacionamento que eu tenho com você, ao que eu tinha com a Mari?

Agora foi a vez de Shayera ficar séria.

- Não, eu não comparo. Sei que são totalmente distintos e para ser honesta eu procuro não pensar no modo como você se relacionava com ela ou no que acontecia entre vocês dois porque isso me deixa extremamente irritada... Agora é você o provocador?

- É boa essa sensação não é?

- John você quer mesmo me fazer pensar em você e na Vixen juntos no estado em que eu me encontro? Eu posso cometer uma loucura. Ela disse em tom de aviso. – Eu posso quando encontrá-la em algum lugar ceder a turbulência hormonal que está me atingindo e fazer com que ela sofra um pequeno acidente.

John riu ao ouvi-la falar.

- Você não está me levando a sério?

- Não. Você não seria capaz disso.

- Você acha mesmo? Não devia provocar uma mulher grávida John, principalmente a mim, isso pode ser muito perigoso.

John sorriu ainda mais.

- Vem aqui Shayera. Ele a puxou pela nuca e a beijou intensamente, só se separaram quando faltou ar.

- Eu falei sério quando disse que não gostava de pensar em vocês dois juntos.

- Por que diabos você gostaria de pensar numa coisa dessas? Ele falou com a voz baixa enquanto beijava a lateral do rosto dela até a orelha.- Isso só seria possível se você não sentisse nada por mim, o que não é o caso.

- Vamos lá em cima? Eu quero conhecer os quartos.

- Vamos. Ele respondeu sorrindo.

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Beijos!