Capítulo 12:

Preparando a grande festa

Grande parte dos alunos de Hogwarts tinha voltado para casa nas férias de inverno, o que não era muito diferente na torre da Grifinória. Naquele ano, apenas alguns alunos do quinto, sexto e sétimo ano haviam permanecido no castelo. Mesmo com o reduzido número de pessoas, a festa organizada por Lily Evans e três dos Marotos prometia ser uma das melhores que aquela torre já vira.

Logo após tomar o café da manhã, os preparativos para dar as boas vindas ao novo ano já tinham começado. A idéia era que, começando cedo, terminariam cedo e dava pra tirar um cochilo (para poderem agüentar até o amanhecer), se arrumar e descer pra festa no salão comunal. De fato, era um bom plano.

E como estavam procurando seguir o "cronograma", na hora do almoço o salão tradicionalmente vermelho e dourado estava dominado por branco e prata. Lily pensara em cada pequeno detalhe, inclusive balões, mesa para comidas e bebidas, mudara a cor dos sofás, almofadas e tapetes para combinar com a decoração, mas o fizera com um feitiço com 24h de duração. Isso, sem dúvidas, facilitaria o quesito pós-festa.

- Nossa ruiva, isso ta ficando muito bom – disse um sorridente Sirius, entrando no local com algumas caixas, logo acomodadas em um canto.

- O crédito não é só meu – ela sorriu, indicando outras duas garotas ali presentes – Sirius acho que você já...

Antes que ela completasse a frase, as duas meninas tinham virado para ele e o nosso caro Almofadinhas, por vezes tão delicado como um hipopótamo parindo, cortou Lily no meio da frase. Com um sorriso no rosto, dirigiu-se logo para elas.

- Emmy, você não tinha ido passar as férias em casa? – ele perguntou, após um abraço na loirinha e seguindo para a outra, com um sorriso no rosto – Marlene... – ele passou o braço por cima dos ombros da segunda garota, que ergueu uma sobrancelha – Sentiu falta de mim foi? – completou galanteador.

Pausa para explicações. As duas garotas em questão tratam-se de Emmelina Vance, aluna do sexto ano também, cabelos loiros e olhos verdes cintilantes, que por vezes pareciam azulados, e também, vale ressaltar, artilheira do time da Grifinória. Resumindo, velha amiga dos Marotos. A segunda, Marlene Mckinnon, dona de lindos olhos azuis, cabelos negros até o meio das costas, e um senso de humor incrível, sem mencionar o alto índice de ironias. Ainda assim, uma doce e grande amiga de Emmy, consequentemente, convive volta e meia com os marotos. Lene, como em geral os amigos a chamam, também vive zoando Sirius, e ele a ela, os dois se entendem, inclusive por algumas coincidências da vida... Mas essas explicações ficam para a próxima.

- Disse bem, tinha – falou Emmy, enquanto Lene apenas encarava Sirius com a sobrancelha ainda erguida e Lily os olhava como se tivesse perdido algo no caminho – Mas meu pai ia ter que voltar ao trabalho hoje... E bem, entre ficar em casa sozinha sem fazer nada, ir para o trabalho com meu pai e voltar mais cedo pra cá... – ela deu de ombros – Preferi voltar, quanto a Lene...

- É o padrão. – a morena abaixou a sobrancelha, ainda encarando Sirius – Qual a novidade de eu não agüentar ficar muito tempo na fazenda dos meus pais? Sabe, ficar num lugar onde se cria hipogrifos não é muito animador... – ela revirou os olhos delicadamente – E Black, senti sua falta tanto quanto de um trasgo montanhês – Lene sorriu, dando um ligeiro empurrão e se afastando dele.

Dessa vez, foi a vez de Lily erguer uma sobrancelha. Como nunca notara que as duas eram já tão... Íntimas dos marotos? Pode vislumbrar um sorriso de Lene, enquanto Sirius ia atrás dela saber o que raios dera na cabeça dela. Pura implicância, gerada por uma besteira imensa e um esquecimento besta por parte do sexo masculino da discussão.

- Não precisa ficar assim. – Emmelina sorriu, tirando Lily de seu quase afogamento no assunto.

- Eu não entendi lhufas... – ela falou com um sorriso, sincera, enquanto encantava mais alguns itens da decoração.

- È que você não ta acostumada ainda. A Lene e o Sirius são assim mesmo, e ele vai ter que aturar o sarcasmo dela um pouco. Os dois são amigos desde sempre, não sei quem zoa mais quem ali. – a loirinha se sentou – Só que dessa vez ele deu bobeira...

- Por Mérlin, o que ele fez?

- O que não devia ter feito – a outra sorriu enigmática – Ele a chamou de Marlene, tipo... Ela não liga, sabe? Mas quando ele junta ter esquecido o aniversário dela totalmente e ainda não chama de Lene, nem da um beijo nela na cabeça como sempre fazem quando ela chega... Ela é um pouco temperamental às vezes.

As duas acabaram caindo no riso. Lily se perguntava, internamente, como nunca se permitira ser amiga dessas duas, afinal... Seis anos estudando juntas, dormindo no mesmo dormitório. Só podia ter algo de errado com ela, mas agora seria diferente, ela faria ser diferente. Enquanto as duas continuavam a conversar, rir e arrumar as coisas pra festa, do outro lado do salão comunal, Sirius continuava entender o que tava acontecendo.

- Lene, o que deu em você? Um hipogrifo te derrubou foi? – ele perguntou para a garota, que fazia questão de olhar pra lareira e não pra ele.

Ele bufou. Adorava aquela morena, mas ela era mais teimosa que o cabeça-dura do James! Sirius a conhecia desde o primeiro ano em Hogwarts, os dois sempre se implicaram e eram grandes amigos, muito embora por vezes discutissem por ela ser contra algumas coisas que ele fazia.

- Ow, sério. Eu não fiz nada pra você tar toda estranha comigo cara...

- Justamente isso! – ela finalmente falou, encarando-o – Sirius, que dia é hoje?

- Hoje? 31 de dezembro, lógico! Que pergunta, pra que a gente ia ta arrumando uma festa de...

Imaginem aquele lindo barulhinho da ficha caindo. Ele parou, estático, com a lembrança que surgira na cabeça dele. "Que merda, eu não fiz isso de novo...", ele pensou revoltado consigo mesmo. Mas ele tinha feito: esquecera que Lene tinha feito aniversário no dia 27 de dezembro. Era por isso que ela tava assim e se quer dera um abraço nela quando a viu! O pior não era isso... Era que fora o segundo ano consecutivo que ele esquecera.

- Lenezinha...

- Não me venha com Lenezinha, Sirius! – ela falou ríspida – Você não cumpriu a promessa.

- Mas você não tava aqui, como que eu ia te dar parabéns?

- Vocêpro-me-teuque não ia esquecer esse ano e que me mandava por coruja se necessário.

Sirius bufou, não tinha feito por mal. Era só que tantas coisas haviam ocorrido que ele tropeçara. Conhecendo a jovem McKinnon como conhecia, sabia que ia ter que ouvir durante um bom tempo, que o sarcasmo dela ia dobrar, mas no fim tudo voltava ao normal. Só que tinha algo no olhar dela, que ele sabia ler muito bem... Não era só isso.

- Aconteceu alguma coisa na sua casa? – ele a cortou quando ela ia partir para o segundo round do "Sirius, você é um idiota sem-noção".

Lene parou e o encarou. Manteve a postura séria, mas por dentro algo disse sorrateiramente "ele te conhece muito bem, não adianta mentir". Lógico que ela estava fula da vida por ele ter esquecido de novo, mas isso resolvia dando uns socos no braço dele e chamando-o de idiota sem-noção, obtuso, desmiolado e cachorro sarnento. Ela se sentou na poltrona, sendo acompanhada pelo maroto em questão.

- Você me da raiva, sabia? – ela falou.

- Dizem que um sentimento próximo ao amor – ele retrucou tentando quebrar o clima sério instalado, obtendo um revirar de olhos da morena.

- Confusões em casa, meus pais andam preocupados com essas ondas de ataque. – ela finalmente disse, se desarmando um pouco.

- E o que vocês têm a ver com isso?

- É que a gente cria animais mágicos, né? Lógico que a especialidade são os hipogrifos... E isso atrai a atenção, afinal, podem ser usados de ene formas... – ela falou um tantinho triste.

- Fica assim não – ele falou carinhoso, coisa que não fazia com qualquer um e mostrava o quanto se importava com ela – Nada vai acontecer com eles, nem com você. Eu prometo. – disse todo se achando, e voltando ao tom divertido de sempre – Bora arrumar essa festa?

Lene, se sentindo um pouco melhor, sorriu. Deu um abraço no amigo e voltaram as habituais implicâncias e risadas, enquanto iam arrumar as bebidas e verificar alguns feitiços pra deixar a coisa mais... Interessante.


Como ninguém era de ferro, a arrumação da festa foi interrompida para todos irem almoçar, até porque faltava pouco. Lily desceu com suas novas amigas, Emmelina e Marlene, e os três Marotos. Estranhamente, Peter parecia ter decidido ir passar o resto das férias com a família, o que deixou a ruivinha um tanto intrigada, mas ignorou o assunto.

Lily sentia-se realmente feliz naquele dia. Após anos de reclusão, ela tinha agora tinha duas amigas, por quem criara uma afeição quase instantânea, eram divertidas e animadas, tinham alguns gostos parecidos e tudo mais. Além disso, tinha a amizade dos marotos, embora um deles fosse uma amizade, especial, mesmo que tentasse não pensar nisso.

- Um galeão por seus pensamentos – disse James, tirando-a de seus devaneios, enquanto Lene falava com Remus sobre como iam as coisas com os animais mágicos e Emmy discutia táticas de quadribol com Sirius.

- Nada de mais – ela sorriu, pondo um pedaço da torta de chocolate na boca.

- E ficou ai quieta do nada por quê? – ele sorriu divertido.

- Você tava discutindo com a Emmy e o Sirius sobre quadribol – ela disse olhando para os outros dois que continuavam discutindo – Lene e Remus estão ai empolgados falando sobre animais mágicos... – ela sorriu – O que eu ia fazer? Mas estava pensando como é bom ter amigos assim, por mais clichê que isso possa parecer.

James sorriu. Vira no olhar dela que não dissera aquilo com tristeza por não tar em nenhuma das duas conversas, mas sim com alegria porque poderia estar em qualquer uma das duas se quisesse. Enquanto ela olhava distraída, ele roubou um pedaço de torta dela.

- JAMES POTTER – ela falou um pouco alto, atraindo atenção de todos os amigos sobre si – Roubar chocolate é maldade!

Todos ali caíram no riso, inclusive a própria Lily, que partiu para um ataque de cócegas no maroto de óculos. A conversa entre todos voltou, com o tema festa. A animação ali era geral, iam ter uma festa na torre e se divertir muito! Lene e Emmy só lamentaram que Alice não estivesse no castelo com elas.

- Ela foi passar com o Frank – disse Emmelina.

- Aquele do sétimo ano? – perguntou Lily

- Ele mesmo – respondeu Lene.

- O Frank e a Alice fazem um bonito casal – falou Remus, entrando na conversa das meninas.

Frank era amigo dos marotos, mas um ano mais velho. Era também capitão do time de quadribol da grifinória e estava estudando para ser auror, já que prestaria N.I.E.M's naquele ano. Como Lily ficou sabendo, ele e Alice estavam noivos e se casariam assim que ela saísse de Hogwarts. Óbvio que os amigos estavam planejando uma grande festa antes de Frank deixar o colégio, afinal... Amigos são pra essas coisas também.

- Vai ser uma pena ele sair, é um bom batedor – Sirius comentou.

- É mesmo. – concordou James, se levantando em seguida – Mas povo, o papo ta bom, só que tem uma festa esperando pra ficar pronta. E se a gente ficar aqui no bem-bom... Adeus festa.

Como "adeus festa" não era uma possibilidade para eles, resolveram por unanimidade deixar a preguiça de lado e ir trabalhar. Afinal, não faltava muito e depois... Só aquele cochilinho básico pra festa!

Emmy e Lily deram os últimos ajustes nas fadinhas mágicas e nos detalhes da decoração, Sirius e Lene acabaram logo também com as bebidas, arrumadas na mesa que Lily transfigurara, Remus descera até a cozinha para ver como iam as coisas, enquanto James fazia os testes do som. Quando deu três e meia, estava tudo em seus devidos lugares, exceto a comida que os elfos trariam perto da hora da festa.

- Acho que conseguimos acabar – falou a ruivinha, satisfeita com o resultado.

Trabalho feito, bebidas protegidas para só poderem ser consumidas quando a festa começasse (feitiço em conjunto de Sirius e Lene, logicamente), tudo acertado. Os outros alunos da torre tinham ajudado com outras coisas, como os fogos pra meia noite. Ao todo, deviam ter umas doze pessoas na festa, mas como Sirius ressaltou:certas coisas na vida, é melhor qualidade do que quantidade.


O silêncio imperava na torre dos Leões, salvo alguns poucos ressonantes e outros que resmungavam dormindo. Não passava das quatro da tarde, mas todos pareciam querer mesmo estar inteiros para a festa que a tanto custo organizaram. Ou então, era apenas cansaço geral mesmo, afinal, mesmo sendo para poucas pessoas, todos haviam se esforçado e caprichado, o que gerara um belo pedido de "minha cama, por favor" de algumas almas.

O primeiro sinal de vida acordada veio do dormitório feminino. Lily cochilara pouco mais que uma hora, e era bem verdade que ela não tinha costume de dormir muito. Ela encarou o relógio, eram quase cinco horas da tarde e a festa estava marcada para começar às oito e meia da noite, nove horas. Resumindo, ela ainda tinha muito tempo.

Deitada de barriga para cima na cama, ficou encarando o teto. Ela mal se reconhecia. Aliás, ela mesma se corrigiu, agora sim ela via aquela Lily da época do colégio trouxa... Animada, divertida, com amigos. Tentava descobrir dentro de si porque se afastara de todos, e não somente de James. Era uma incógnita. Deixou sua mente flutuar novamente, sentindo a excitação pela festa aumentar. A festa que ela tivera a idéia, que osseus amigos a ajudaram...

Amigos... Era tão bom ter alguns para chamar de seus! Dizem que só damos valor a algo quando perdemos, no caso da jovem monitora do sexto ano, ela só se deu conta quando ganhou. O vazio que sentira a tão pouco tempo diminuíra consideravelmente, embora certas lacunas ainda fossem permanecer por um tanto de tempo. "Mas pelo menos eu me sinto viva de verdade", ela pensou.

Engraçado como agora achava louca a idéia de que as meninas do quartoinvadiam a privacidade dela. Virou-se de lado na cama, o cortinado estava aberto, como raras vezes. A primeira cama perto de si estava vazia, que era a de Alice. A seguinte continha uma loirinha ressonante e, logo em seguida, a outra era uma morena. Lily se pegou sorrindo ao ver a amizade que aquelas duas tinham, e como havia se dado bem com elas tão rapidamente, muito embora tivesse travado primeiro uma luta interna para criar coragem e falar com elas. Assim que as meninas souberam da festa, começaram a ajudar e bater papo.


Flasback

As três meninas estavam transfigurando almofadas e sofás. Lily tinha contado a elas sobre a idéia da festa, o que deixara as duas muito animadas. Emmy comemorava não ter ficado mais uns dias em casa, por mais que amasse estar com o pai, e Lene parecia bem satisfeita com o panorama música, bebida e amigos.

- Sabe, eu nunca entendi muito você – Marlene falara com uma sinceridade enorme – Sempre me perguntei por que não falava com a gente direito, mas como evito me aborrecer...

A morena deixara no ar o resto da resposta, enquanto Lily refletia o peso daquelas palavras...

- Ah, eu sou mais do tipo cada um tem seu jeito – contrapôs Emmelina – Mas realmente você só dava bom dia, boa tarde, boa noite pra gente... E são seis anos!

- Digamos que eu não passei por um período... – Lily tentou se justificar, enquanto internamente via a verdade na voz das meninas. Quantas vezes elas tentaram se aproximar e ela fugira pela tangente? Perdera a conta de quantos treinos de quadribol Emmy tinha comentado no dormitório e todas conversavam animadamente, enquanto Lily se concentrava num livro ou então deixava o lugar revoltada.

- Espero que tenha terminado mesmo – sorriu Lene.

- Pode apostar que sim. – Lily retribui o sorriso.

- É isso aí! – fechou Emmy, fazendo todas darem um abraço grupal.

Fim do Flashback


Lembrando-se do abraço, Lily sorriu. Finalmente se sentia, de fato, parte de alguma coisa, parte de um grupo. Prometeu a si mesma que não se permitiria voltar ao estado de isolamento e solidão a que chegara, aquilo gerara só duas coisas: boas notas, que ela conseguiria mesmo sem ela, e tristeza.

A tristeza era também reflexo da mudança da irmã, Petúnia. Lily gostava muito dela, mas desde que se descobrira bruxa, a irmã mudara radicalmente com ela... E tinham sido tão amigas na infância! Brincavam juntas, Petúnia a empurrava no balanço, a levava a praça... E agora, era "esquisita" pra cá, "aberração" pra lá. Fora que tudo piorara no último verão, com o novo namorado da irmã. A impressão que tinha era que a irmã a tolerava apenas por causa dos pais, o que não deixava de ser verdade.

A velha pergunta: por quê? Não sabia ao certo, mas sentiu um calafrio ao imaginar que, se era por ser diferente... Bem, tinha um maníaco auto-intitulado lorde das trevas que usava o mesmo motivo na sociedade bruxa. Abanou a cabeça, Petúnia não era igual aquele doido. Isso era besteira, pura melancolia... O que não a impedia de sentir falta da velha irmã, aquela que a leva ao parque e dividia o chocolate.

A ruivinha sentiu uma lágrima rolar pelo rosto e deitou-se de bruços. Não ia chorar por isso, não mesmo. Era o último dia do ano e deixaria para trás todas aquelas tristezas. Além disso, tinha uma festa incrível, James dissera que ela teria uma surpresa para ela e bem... Lily Evans é uma pessoa altamente curiosa, mas teria que esperar. Olhou pra o relógio: eram cinco da tarde. Revirou-se na cama mais uma vez e pegou um livro.

Sem se importar com o título, ela começou a folhear, mas nem se prendeu as letras. Acabou cochilando novamente, como todos os outros. Dormiu pesado, nem vendo as caixas brancas que surgiram aos pés da sua cama e das amigas. No quarto dos marotos, o mesmo aconteceu. Os minutos voaram, tornaram-se horas, até que o despertador, encantado por Remus, soou nos dormitórios. Eram 18:30, ou seja: hora de acordar e começar a se arrumar para a festa.

As reações nos dois dormitórios, diante das caixas, foi muito parecida, praticamente apenas trocando os papéis. Lily e Remus indagaram que caixas eram aquelas, Marlene e James abriram logo, enquanto Emmelina e Sirius continuavam dormindo. Todas continham um cartão muito parecido, que dizia:

"Mais um ano termina, e o próximo parece vir cheio de surpresas, novas lutas, desafios.

Estarão mais próximos também do término de uma bonita fase da vida, que é o colégio. Mas não desanimem, é momento de renovar as forças.

Lembrem-se sempre: a luz predomina sobre as trevas, pois tem como aliado eterno o carinho, proveniente do amor e da amizade.

Um próspero Ano Novo e aproveitem a festa,

Albus Dumbledore e Minerva McGonagall"

O diretor da escola e a chefe da casa eram amigos de longa data. Tendo Minerva conversado com o diretor sobre a festa dos meninos, optaram por dar-lhes um presente, algo de especial para aquela noite. Esperavam, sinceramente, que os jovens aproveitassem, pois era naquela juventude que eles tinham esperança para vencer Tom, era com a ajuda deles que poderiam trazer paz ao mundo bruxo novamente.

Mas naquele momento, eles precisavam ser jovens e aproveitar. Podia parecer injustiça, só que eles haviam feito com que todos os alunos que ficaram no castelo aproveitassem o Ano Novo, cada qual com o que fizera por onde. Quase todos os salões comunais estavam bonitinhos e arrumadinhos para o novo ano, cada casa recebera permissão para comemorar. Mas inegavelmente, os grifinórios tinham se esforçado mais, utilizando-se de feitiços variados, transfiguração (para orgulho da chefe da casa), e uma boa dose de criatividade.

- Eu já disse que amo a professora McGonagall? – disse Marlene com um sorriso bobo no rosto. – EMMY! – a morena gritou, sem causar maior efeito que a loirinha por o travesseiro na cabeça.

Emmelina acordava muito bem quando queria. Não era do tipo dorminhoca, mas fizera uma viagem e tanto, fora a arrumação do salão... Ela era adepta de um bom sono, ainda mais quando o cansaço batia. Esse era o grande problema, pois toda a facilidade dela de acordar desaparecia, o que deixava as amigas em uma situação complicada. Geralmente, nesses casos, gritar não resolvia muito, embora Marlene não desistisse disso. A morena acaba unindo gritos e água, funcionava, mas antes que pudesse ir buscar o balde, alguém resolveu tentar outra coisa.

- Deixa comigo – Lily interveio, acordar no grito é complicado – Emmy... – sacudiu a menina – Acorda, tem uma coisa especial para você – disse num sussurro perto do ouvido dela.

Emmelina abriu os olhos preguiçosamente, enquanto Lily sorria. Fizera com a nova amiga o mesmo que sua mãe fazia quando tinha preguiça de sair da cama. E bem, se não desse certo,levicorpus resolveria tudo. Ainda bem que Emmy, nesse ponto, era como a ruivinha: a curiosidade aguçada acabara espantando o sono.

- Para mim? – Lily fez que sim, enquanto a menina se espreguiçava e levantava – E o que é?

Enquanto isso, a velha delicadeza de hipopótamo funcionava no quarto dos Marotos. Lily era tão delicada quanto James era especialista em fazer Sirius acordar gritando, fosse por um balde d'água, fosse por jogá-lo no chão...

- O QUE VOCÊ TEM NESSA CABEÇA ALÉM DE ÓCULOS? – Sirius brandou irritadíssimo, odiava ser acordado... Na verdade, odiava quando James encontrava um jeito mais bizarro que o anterior para acordá-lo, não era uma perspectiva muito animadora.

- Cérebro... – James sorriu, recebendo uma almofadada.

- Almofadinhas, ele tentou te chamar umas dez vezes... Levicorpus dessa vez não teve efeito nenhum... – Remus tentou contemporizar.

- Aí eu combinei o feitiço e um bom balde d'água.

- E eu acordei caindo no chão molhado, belo amigo você, hein Pontas? – Sirius disse irritado, em pé completamente molhado, o cabelo negro atrapalhando a visão. Ele tirou o cabelo do rosto e encarou os amigos – E que caixa branca é essa?

Remus e James sorriram entre si.

- Abre, pra que eu vou te dizer antes? – James falou ao amigo.


N.A.: Eu não sou má xD Postei seguidamente e capítulos razoavelmente grandes! Fora que posto esse e já começo em seguida o próximo E aí sim vem a bendita festa.

Espero que tenham gostado das novas aparições P Eu simplesmente amo a Emmelina e a Marlene... Tinha que trazer as duas xD

Bom, então é isso aí. Acho que surtei um pouco nesse capitulo, e acredito que hei de surtar mais ainda no próximo... Mas é a vida!

Agradecimentos a Thaty, Cuca Malfoy e Maria Lua pelas reviews! Graças a vocês, e a uma inspiração divina, está ai mais um capitulo, fresquinho xD

Até a próxima gente.

Beijinhos