As voltas do amor

Cap.9 – O Fim… ou um Novo Começo?

Luna caminhava pelos corredores vazios. Iluminada pelo luar brilhante de uma grande lua cheia, que brilhava no firmamento, do lado de fora do castelo, os cabelos loiros da Ravenclaw pareciam brancos, e irradiavam uma luminosidade sobrenatural. Quem a visse, tinha grandes hipóteses de a confundir com um fantasma, flutuando um pouco acima das lajes geladas do chão. Mesmo no Verão, aquelas lajes eram frias como a morte.

A loira apressou o passo, ao olhar o relógio, que indicava que já era tarde. Mesmo sem ter cuidado ao caminhar, os seus pés não faziam barulho ao bater nas lajes, pareciam feitos de veludo.

Quando finalmente chegou à Torre de Astronomia, Blaise já lá estava. Nervoso, o moreno segurava uma rosa na mão, que tremia levemente. A outra mão estava escondida no bolso das calças, como que para dar um ar descontraído ao Slytherin. Virado de costas para a porta, Blaise não ouviu Luna a chegar. A loira dirigiu-se a ele, com todo o cuidado para não denunciar a sua presença. Parou a escassos centímetros do moreno, e tapou-lhe os olhos com as mãos finas e delicadas.

- Sabes quem é? – perguntou, modificando a voz.

Blaise riu e respondeu:

- Claro, Luna. Mesmo que não te veja, eu sinto-te.

Com isto, o moreno virou-se para Luna e abraçou-a calmamente. Depois, sem dizer uma única palavra, segurou-lhe a mão e puxou-a. Subiram as escadas em caracol que davam para o terraço, onde, frequentemente, eram dadas as aulas de Astronomia. Era um lugar de extrema beleza, mágico e muito romântico. Aparecia nos sonhos românticos de todas as adolescentes de Hogwarts.

Blaise procurou a outra mão de Luna, e segurou-a firmemente. Aquele momento pertencia só aos dois.

- Luna… - murmurou Blaise, na sua voz grave e forte.

Luna fixou os seus olhos profundamente azuis nos olhos do moreno. De seguida, elevou o olhar para o céu, indicando a Blaise que também devia fitar aquele firmamento extraordinário.

O céu parecia ainda maior visto daquele terraço. Sentia-se que ele podia, a qualquer momento, envolver cada pessoa, num emaranhado de azul, estrelas e luar. Milhares, não… milhões de estrelas pintalgavam a tela azul-escura, que também tinha tons violeta.

- É tão lindo – sussurrou Luna, a sua voz cristalina e aguda quebrando o silêncio.

Uma estrela cadente rasgou o céu, como se fosse um pequeno punhal luzidio.

- Luna… Eu amo-te – confessou Blaise, abraçando a loira.

Luna sorriu e encostou a cabeça no peito do Slytherin, que pousou a sua cabeça nos cabelos macios da rapariga. Passaram uns segundos assim, abraçados no silêncio e iluminados pelo luar feérico da Lua Cheia.

- Sabes porque te chamei aqui? – inquiriu o moreno, afastando-se de Luna para a fitar.

O olhar da loira cruzou-se com o de Blaise, e ficaram os dois olhando-se, como que enfeitiçados. Já que Luna não respondia, o Slytherin deu resposta à sua própria pergunta. Retirou a rosa do bolso, onde a tinha colocado momentos antes, e estendeu-a à Ravenclaw. Delicadamente, esta pegou-lhe, com imenso cuidado, não fosse machucar a flor.

- Eu quero saber se aceitas namorar comigo…

Luna levantou o olhar da rosa, e fixou-o no rosto determinado e algo envergonhado do Slytherin. Limitou-se a sorrir, deslumbrando o moreno, mas não lhe respondeu.

Blaise esperou mais um tempo, dando o tempo necessário a Luna para ela responder. Mas a loira não se pronunciava, e Blaise, um pouco impaciente e com medo que ela o recusasse, insistiu:

- Então? Queres namorar comigo?

Luna chegou-se ao rapaz que amava, segurando ainda a rosa na mão.

- Porquê uma rosa branca? – perguntou Luna, arqueando uma sobrancelha loira.

Blaise olhou-a espantado, mas depois o seu rosto descontraiu, formando um sorriso afectuoso. Luna levantou a rosa, para que o moreno a pudesse ver bem. Era branca, de um branco puro e leitoso.

- O branco é a cor da sabedoria – informou, de forma inteligente, mas não arrogante. – Além disso, é a cor da pureza. E tu és a pessoa mais pura que conheço.

Satisfeita com a resposta de Blaise, Luna fitou a rosa, antes de a colocar levemente no chão. Depois, aproximou-se lentamente do Slytherin, até que o espaço que os separava deixou de existir.

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O dia seguinte amanheceu calmamente, como se o Sol não tivesse pressa de iluminar o Mundo. Draco Malfoy abriu os grandes olhos cinzentos várias vezes, despertando. Levantou-se rapidamente, pois não gostava muito de ficar a molengar, deitado na cama.

No dormitório, já só estavam ele e Blaise. Ou melhor, ainda só estavam eles os dois. Os restantes Slytherins ainda não tinham chegado da noitada. Blaise dormia enrolado nos cobertores, com um sorriso parvo e… apaixonado no rosto. Espantado com isto, Draco abanou o amigo, até este acordar.

- O qu'é que foi, Draquinho? – resmungou Blaise, com o seu habitual sentido de humor.

O loiro revirou os olhos e arrancou o cobertor de cima do amigo.

- Preciso de desabafar contigo…

Blaise arregalou os olhos e deu uma risada sarcástica.

- O menino Draco Malfoy quer desabafar?!

Draco rosnou baixinho, e deu um murro no braço de Blaise. O moreno lançou um olhar zangado a Draco, enquanto esfregava o braço esmurrado.

- Sim, quero falar contigo. Mas antes, quero saber o que andaste a fazer ontem à noite… - admitir Draco, fitando inquisitivo o amigo, que se contraiu.

- Eu… eu… eu não andei a fazer nada!

Draco sorriu maliciosamente. Deixou passar alguns segundos, para massacrar o amigo, e depois disse:

- Eu cheguei cedo e vi que não estavas no dormitório.

Blaise corou, o que espantou imenso Draco, porque os Slytherins raramente coravam. Eram demasiado orgulhosos para isso.

- Eu estive com a Luna – respondeu o moreno, para aumentar ainda mais o espanto de Draco, que tinha a boca muito aberta.

O choque paralisou Draco, que não conseguiu articular uma única palavra durante algum tempo. Por fim, disse apenas duas palavras, bastante trémulas:

- A… Lunática?

Blaise assumiu uma postura aborrecida e fuzilou o amigo com o olhar.

- Não a chames disso – ordenou, friamente. – Ela é tão boa pessoa como as outras, senão melhor. Eu estou apaixonado por ela e namoro com ela, e gostaria muito que não te metesses, nem gozasses.

Draco, que ainda achava que o amigo estava a gozar, riu. Mas o olhar que o moreno lhe lançou fez com que ele se apercebesse da seriedade da situação.

- Não pode ser…

E, para grande espanto de Blaise, sorriu. Mas não era um sorriso de gozo, nem de descrença, nem de maldade, nem de reprovação. Era um sorriso… de compreensão. Zabini abanou a cabeça, como se não acreditasse no que via e estivesse a tentar aclarar a vista. Mas o sorriso compreensivo, e até um pouco aparvalhado, continuava estampado na face pálida de Draco Malfoy.

- Essa carinha de tolo apaixonado tem a ver com o desabafo que me ias fazer? – comentou Blaise, sorrindo de forma travessa.

Draco deu um salto, acordando de súbito dos seus devaneios.

- Er… Er… - gaguejou, corando, tal como Blaise havia corado.

- Já percebi que tem a ver com um rapariga. Não te preocupes, eu sei como é estar apaixonado. Não vou gozar – descansou-o o moreno, colocando uma mão no ombro do amigo. – O que tens?

Draco corou, e entregou uma fotografia a Blaise. Uma fotografia onde uma bela figura ruiva voava montada numa vassoura, envergando as vestes de Gryffindor.

- Acho que, finalmente, sei o que é amar alguém – murmurou Draco, fugindo ao olhar do amigo.

- A WEASLEY?! – gozou Blaise, revirando os olhos.

Draco retraiu-se.

- Disseste que não gozavas… - sussurrou o loiro, fitando o chão.

Blaise deu uma sonora gargalhada, que fez com que o amigo levanta-se o olhar para o fitar, com uma expressão de descrença.

- Eu sabia! – disse Blaise, dando um murro no ar. – Eu sabia que tu estavas apanhadinho por ela! Porque não me disseste antes?

Draco relaxou-se, ao saber que o amigo o compreendia e não o censurava por gostar da Gryffindor que tinha fama de ser a sua maior inimiga. O loiro até sorriu, olhando a expressão eufórica de Zabini.

- Porque não sabia – respondeu Draco, com sinceridade.

- E quando pensas contar-lhe?!

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Harry já estava atrasado para a aula de Poções, e não queria mesmo nada chegar atrasado àquela aula, porque assim ainda dava mais motivos a Snape para o "massacrar". Nem Ron nem Hermione o acompanhavam, o que era muito raro. Mas Harry sabia que os dois estavam a comemorar o namoro, e sentia-se feliz pelos amigos. Finalmente, depois de tanto tempo a conservarem os seus sentimentos só para eles, tinham decidido confessar-se.

Harry olhou mais uma vez o relógio, constatando que já estava muito atrasado. Como pudera deixar-se dormir tanto? Porque Ron não o acordara? Para esta segunda questão ele tinha resposta: Ron não dormira no dormitório masculino. Não era preciso pensar muito para descobrir onde ele tinha passado a noite.

Como não ia a prestar atenção ao caminho, só deu conta da rapariga de longos e sedosos cabelos negros quando já era tarde de mais para parar. Chocaram com alguma violência, caindo cada uma para seu lado. Harry ainda não tinha dado conta de quem era a rapariga com quem chocara, mas ajudou-a a levantar-se na mesma. A mão delicada da morena causou arrepios no Gryffindor, quando este a agarrou. Só então é que Harry fitou a cara da rapariga.

- Pansy.

A Slytherin nada disse, limitando-se a olhar fixamente para Harry. Harry nem deu conta do que estava a fazer, mas, ao olhar aqueles grandes olhos escuros, teve uma vontade incontrolável de beijar a dona daqueles olhos. E foi isso mesmo que fez.

Todas as preocupações de chegar atrasado à aula de Poções desapareceram da mente de Harry. O Gryffindor já só tinha pensamentos para o beijo. Encostou Pansy, que correspondia o beijo, à parede e segurou-lhe fortemente a cintura, num gesto de posse.

Harry pediu permissão a Pansy para aprofundar o beijo. Concedida essa permissão, o moreno perscrutou a boca da Slytherin com a língua, redescobrindo os recantos deliciosos daquela rapariga a quem não conseguia resistir. Porque seria que ela o atraía tanto? Era certo que era bonita, mas havia mais raparigas bonitas em Hogwarts. E ainda por cima ela era uma Slytherin! Porque seria ela tão atraente para os seus sentidos?

Pansy deslizou as mãos por baixo da camisola do Gryffindor, e começou a arranhar ao de leve as costas de Harry, fazendo com que este se arrepiasse. Pansy sorria, como se o facto de Harry se arrepiar com aquele gesto fizesse com que ela se sentisse extremamente satisfeita. Respondendo à provocação, Harry interrompeu o beijo, e começou a morder as orelhas da morena.

- Acho que é melhor irmos para as aulas – declarou Pansy, afastando-se abruptamente de Harry, com alguma hesitação, pois gostava de estar bem perto do moreno.

Harry concordou com a cabeça, mas voltou a aproximar-se da Slytherin, com intenção de continuar do ponto onde tinham parado. Mas Pansy repeliu-o, soltando-se dele. Evitava olhá-lo nos olhos. Esta atitude não passou despercebida a Harry, que a fitou com uma sobrancelha arqueada.

- O que se passa?

Pansy, que continuava sem o olhar, fingindo estar extremamente interessada em algo que se encontrava no chão, fungou. Harry aproximou-se lentamente e, segurando-lhe o queixo de forma leve, mas determinada, forçou-a a olhá-lo nos olhos.

- Nunca iria dar certo… - desculpou-se ela, sem referir mais nada.

Mas mesmo não tendo sido muito específica quanto ao que "nunca iria dar certo", as palavras de Pansy foram suficientemente claras para Harry. Tudo o que tinha a ver com ela era tão claro para ele, quase como se a conhecesse desde a primeira vez que respirara, como se soubesse o que ela pensava…

- Porque não? – inquiriu o moreno, com o olhar verde fixado nos grandes olhos negros de Pansy.

A morena fungou mais uma vez, com as lágrimas a escorrerem descontroladamente pelo seu rosto suave e belo. Depois, inspirou fundo e respondeu, provocando uma nova torrente de lágrimas:

- Simplesmente porque eu sou uma Slytherin e tu és o Harry Potter, e porque és aquele que os Slytherins mais odeiam… - as palavras saíam aos soluços, entrecortadas. – Nunca iria dar certo – repetiu, soluçando mais alto.

Felizmente, o corredor parecia assombrado por algum espírito assustador, que espantasse as pessoas para não passarem por ali. Harry abraçou a morena, que tentava largar-se.

Passaram-se vários minutos, que tanto podiam ter sido minúsculos segundos como várias e longas horas.

As lágrimas tinham parado de ensopar a camisola de Harry, que ainda abraçava pacientemente a Slytherin. Quando deu conta que esta terminara de chorar, baixou um pouco a boca, de modo a que esta estivesse muito perto de uma das orelhas de Pansy. Ternamente, compreensivamente, apaixonadamente, o moreno murmurou, de forma leve e lenta:

- Porque não tentamos?

A morena levantou o olhar e olhou Harry com certa incredulidade. Depois, os olhos brilharam e na sua boca desenhou-se um sorriso.

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Ginny foi, de súbito, puxada. Uma mão fria e possante tapou-lhe a boca, quase sufocando a ruiva. Ginny abanou a cabeça, tentando libertar-se. Chegou mesmo a tentar morder a mão gelada, tão apavorada que estava.

Porque vejo tudo negro? perguntava-se, tentando orientar-se na escuridão.

- Não tenhas medo – sussurrou uma voz rouca, grave, sepulcral.

De alguma forma, a voz acalmou Ginny. A voz era aterradora mas, mesmo assim, teve um efeito relaxante na ruiva. Porque não se lembrava ela de onde tinha ouvido aquela voz, que lhe era tão estranhamente familiar?

De repente, os pés de Ginny deixaram de sentir o chão. Alguém lhe tinha pegado ao colo. O que quereriam fazer? Para onde a iriam levar? E, mais importante que tudo, quem era o dono da voz misteriosa?

A Weasley foi carregada ao colo durante algum tempo. Na escuridão, é muito difícil ter a noção do tempo, mas Ginny pensava terem-se passado mais ou menos dez minutos.

Quando a venda lhe foi retirada, a claridade magoou os olhos da ruiva, fazendo com que ela demorasse algum tempo a adaptar-se à luz ofuscante. Mas mesmo quando a visão recuperou, Ginny não fazia a mínima ideia de onde estava. Tinha apenas uma certeza: estava num dormitório.

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Ron e Hermione estavam felizes. De mãos dadas, avançavam pelos corredores com grandes sorrisos. Tudo lhes parecia mais belo, mais luminoso, mais feliz. O Sol parecia mais amarelo, mais quente, mais acolhedor, pelo que eles pararam em frente a uma janela aberta, com vista sobre os campos. O Sol iluminava tudo com a sua claridade intensa. Hermione suspirou.

- Amo-te – sussurrou, com o nariz no cabelos de Ron.

Ron sorriu abertamente e puxou Hermione, de modo a que estivesse frente a frente com ela. E, num acto que já lhe era tão natural como se tivesse nascido para o fazer, beijou a rapariga por quem sempre estivera apaixonado.

Beijaram-se por longos segundos, iluminados pelo Sol radiante.

Por fim, separaram-se, procurando calmamente ar para os seus pulmões.

Ambos tinham a felicidade estampada na cara.

Tudo estava bem.

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Só se apercebeu de onde estava passados alguns longos segundos. Atordoada com estava, isso não era de espantar. Mas como pudera ela não reparar nas serpentes bordadas nos lençóis das camas?

Lembrando-se que estava mais alguém no dormitório, virou-se bruscamente para encarar o seu "raptor". Ela tinha a certeza que era um rapaz, a voz que ouvira não deixava dúvidas. Nem a força da mão que lhe tapara a boca enquanto a carregava.

Ao ver o "raptor", Ginny reprimiu uma exclamação de espanto extremo. Com os olhos arregalados, a boca aberta e as mãos trémulas, não conseguiu mais nada a não ser olhar o rapaz loiro que estava especado no meio do dormitório masculino de Slytherin.

Foi Draco quem falou primeiro.

- Desculpa, Ginny. Mas não tinha mais nenhuma ideia para ter privacidade ao falar contigo.

Um arrepio involuntário percorreu a ruiva, quando Draco mencionou o seu nome. Ele nunca a chamara de Ginny. Sempre fora a Weasley nojenta ou a coelha sardenta. E nunca, mas mesmo nunca, ele pronunciara o seu nome com aquela pronúncia. Uma pronúncia sedutora e, de certa forma, mais sentida do que aparentava ser.

- E porque quererias falar comigo? – Ginny pôs-se na defensiva, ao ouvir o tom de voz estranho do loiro.

Draco sorriu, um pouco melancólico, e suspirou. O que era totalmente ERRADO. Draco Malfoy simplesmente NÃO suspirava.

- Eu… eu… - gaguejou, outra coisa que ele NUNCA fazia.

Será que ele a tinha chamado apenas para lhe estragar completamente a visão que ela tinha dele? Para fazer tudo aquilo que NUNCA fazia?

O Slytherin loiro inspirou, procurando acalmar-se. Por fim, já sem gaguejar, declarou:

- Eu amo-te.

Aquelas palavras, ditas naquela voz rouca e sedutora, vindas daquele rapaz, tiveram um efeito muito intenso na ruiva. Esta arregalou os olhos, fitando o loiro com uma intensidade involuntária, enquanto se aproximava dele, sem dar conta do que estava a fazer.

- Eu também te amo, Draco – sussurrou, junto do ouvido do loiro.

De repente, as duas bocas uniram-se, num beijo intenso e furioso, sem vergonha nem medo. Agora, tudo estava bem. Finalmente eles tinham-se deixado levar pelos seus sentimentos, e não pelas regras, que diziam que uma Malfoy Slytherin e uma Weasley Gryffindor nunca poderiam ficar juntos. Nesses segundos que se prolongavam enquanto o beijo perdurava, todas as regras foram esquecidas.

A língua fria de Draco pediu entrada na boca fogosa de Ginny, entrada essa que foi permitida. Uma milhar de sensações percorreu o corpo dos dois adolescentes quando o toque da língua gelada de Draco com a língua escaldante de Ginny se deu. Como podia ser que eles, sendo tão diferentes, se completassem tanto? Enquanto que Draco era frio, orgulhoso e arrogante, Ginny era calorosa, divertida e brincalhona. Como podia ser se sentissem tão completos nos braços um do outro?

As mãos de Draco provocavam arrepios a Ginny, enquanto percorriam o corpo da ruiva por cima da camisola. Quando as mãos fortes e geladas passaram para debaixo da camisola, em contacto com a pele quente e sedosa de Ginny, os arrepios aumentaram de intensidade.

- Draco – gemeu a ruiva, beijando os lábios frios do loiro.

Com isto, Draco separou-se abruptamente da ruiva. Fixou os seus olhos cinzentos nos de Ginny e proferiu:

- Diz-me que não estás a gozar comigo.

Ginny sorriu ternamente e passou uma mão pelo rosto de Draco. Um gesto tão simples, mas cheio de significados.

- Não, Draco, eu não estou a gozar. Eu amo-te realmente.

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O Fim…

Ou um Novo Começo…

Ginny e Luna estavam sentadas junto ao Lago Negro, que, estranhamente, brilhava num tom azul claro sob o Sol intenso. Parecia que toda a Natureza decidira festejar a felicidade que se vivia em Hogwarts.

- Nunca pensei que os meus sentimentos pelo Draco fossem tão fortes… - suspirou Ginny, evocando uma imagem mental do namorado.

- Eu sabia há muito tempo, minha querida Ginevra – disse Luna, brincando um pouco com os cabelos ruivos da amiga. – Vocês são um óptimo exemplo a seguir…

- Porquê? – inquiriu Ginny, com uma sobrancelha arqueada.

- Então… - a loira parou de falar durante um bocado, aumentando o suspense. Mas, por fim, rindo perante a expressão impaciente de Ginny, completou: - Vocês são um óptimo exemplo de que nada interessa. Não interessa que tu sejas de Gryffindor e ele de Slytherin, nem que ele seja de sangue-puro e tu também…

Um sorriso deslumbrante desenhou-se no rosto corado de Ginny e uma borboleta amarela voou rente às duas amigas. Luna estendeu o dedo indicador e a borboleta pousou-lhe no dedo.

- E tu e o Blaise também fazem um par lindo… - sussurrou Ginny, baixinho, temendo assustar a borboleta.

Luna aproximou o rosto da borboleta, com cuidado. A borboleta não voou, aprecia estar a fitar deslumbrada as duas raparigas, que irradiavam felicidade.

- Eu amo-o – murmurou Luna, e a borboleta voou.

- E o Ron e a Hermione já namoram, o Harry e a Pansy Parkinson andam todos juntinhos, o Fred e a Marya andam sempre colados, o George e a Myara são tímidos, mas lá andam aos beijos, … Estamos todos felizes!

Luna abriu um sorriso muito belo, cheio da mais pura felicidade. Ginny sorriu também e abraçou a amiga.

- Sabes, quando penso em como tudo isto começou, nem consigo imaginar que acabámos assim… – comentou Ginny, olhando para Luna com uma expressão sonhadora.

- Isto não é o fim… - declarou Luna, filosófica. – É um novo começo.

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N.A.:

Ai, eu nem acredito que a fic já acabou… "snif snif" Eu gostei tanto, mas mesmo tanto, de a escrever! Nem acredito que já não vou escrever mais nada sobre ela… Aiai… "suspiro"

Mas bem, espero mesmo que tenham gostado de ler esta fic. Devo um especial a todos vós, que acompanharam a fic, desde o princípio ou só do meio. Muito obrigado, porque, sem vocês, nunca teria acabado esta fic.

Bem, agora vou à última resposta de reviews: (Eu depois mando replys às reviews deste capítulos)

Lauh' Malfoy: Como viste, este foi o último capítulo. Espero que tenhas gostado dele, e da fic em si. Gostava que me fizesses um dos teus comentários mesmo bons sobre a fi em geral, sim? Muitos beijos e obrigado por leres.

Ireth Hollow: Ireth… Aqui está o último capítulo. Foi grandinho e espero mesmo que tenhas gostado. És uma das minhas leitoras/escritoras preferidas, por isso, muito obrigado por perderes o teu tempo a leres as minhas fics. Muito obrigado mesmo. :)

Hannah Guimarães: Oi. Sim, a fic já acabou mesmo. Espero que tenha gostado deste último capítulo e mande review. Eu adoraria. Muito obrigado por ler a fic. Beijos!

Tici M.: Ainda bem que gostou da fic. Eu também adorei escreve-la. Muito obrigado porler e comentar! Espero que mandem um review a este último capítulo a dizer se gostou ou não, ok? Beijos!

Srt. J. Malfoy: Oi. Muito, muito obrigada por ter lido a fic. Eu inspirei-me no seu jeito de escrever para escrever esta fic, por isso, eu dedico-a a si. Muito obrigada pela óptima ideia do "capítulo seguinte". Espero que este úlimo capítulo tenha correspondido às suas expectativas… Muitos beijos e, mais uma vez, obrigada!

AnnaSophia Potter: Minha querida amiga, ainda bem que gostaste do outro capítulo e espero mesmo que também tenhas gostado deste. Espero uma review tua, sim? Muitos, muitos beijos.

'De Zabini Malfoy: Espero que tenha gostado deste capítulo, porque você foi outra das escritoras em que eu me baseei para escrever esta fic. Ainda bem que adorou a dic :) Fico muito contente por isso… Espero uma review sua sobre este último capítulo, sim? É muito importante para mim… Beijos!

EuDy: Ainda bem que voltou, estava sentindo saudades suas…. E ainda bem que gostou da fic, este foi o último capítulo… Espero que me mande uma última review, sim? Muitos beijos!

Muito obrigado outra vez, por terem lido e comentado a minha fic.

E espero que leiam e comentem a minha próxima fic – "A Verdadeira Guerra". Eu decidi publicar esta primeiro, mas também vou publicar a "Inocência". Espero mesmo que leiam a minha nova fic (publicá-la-ei em breve) e que mandem reviews!

Beijos,

Lyra Stevens