Nunca havia tido uma semana tão cansativa como essa, os ensaios estavam sendo intensos, o que estava me deixando ultimamente estavame trazendo alguns problemas com o relacionamento com o resto da banda, em especial com o baixista, que gostava de implicar com meu mal humor, porém, parece que ele não sabe identificar a hora em que a brincadeira perde a graça.

-Bom, acho que terminamos por hoje! Teremos folga esse final de semana, portanto tratem de descançar.- Kai ao dizer isso lançou um olhar diretamente a mim, seguido do resto dos outros membros da banda, o que me fez amarrar a cara. Não que eu não precisasse de um bom descanço mas...

-Dá pra parar de me condenarem por causa do meu cansaço?- Respondi olhando ameaçadoramente para todos, peguei minha mochila e me retirei do estúdio. Isso ainda iria me tirar do sério.

Passei no supermercado antes de ir para casa em busca de algo instantâneo para comer, não estava muito afim de cozinhar, e louça na pia sempre me incomodou, já que a empregada havia pego licença de maternidade. Fui até o corredor onde se encontravam os miojos e apanhei alguns pacotes, em seguida indo até o caixa pagar pela compra e ir logo para casa, eu estava realmente precisando descançar.

Estacionei o carro na garagem e fui até a porta do meu prédio, coloquei a mão no bolso em busca das chaves, sem sucesso. Ok, deve estar no outro bolso... Ok, talvez dentro da mochila.. também não.

Ótimo! Eu havia esquecido meu molho de chaves em cima da mesa do estúdio, não acredito que vou ter de voltar lá de novo pra pegar.

-Hey, Ruki!

Olhei em direção aonde meu nome foi chamado e avistei uma figura loira. Era Reita, que segurava na ponta dos dedos na altura do queixo meu molho de chaves, balançando e emitindo o som de uma chave batendo na outra, sorrindo debochadamente.

-Ah, Reita! Você as pegou no estúdio?

-Não. As peguei no chão do supermercado, você provavelmente deve as ter deixado cair quando foi tirar sua carteira do bolso.

-Entendo... deve ter sido isso mesmo.

Então ele também estava lá? Mas porque estaria por aqui se sua casa não é perto o bastante para que ele viesse justamente a esse supermercado? Bom, provavelmente deve ter sido algum tipo de obra do destino, afinal, quase perdi minhas chaves, preciso ser mais cuidadoso.

-Esse seu estress tá realmente te afetando, hein pequeno. - Nunca gostei que ele me chamasse assim. Apesar de minha altura não ser proporcional ao resto dos da banda não quer dizer que eu seja "pequeno". Na verdade, era Reita que era alto, além de ter um corpo bem moldado, quando ele toca de camisa regata se reparar em seus braços dá pra ver que são realmente bast-.. hey! No que estou pensando?

-É só cansaço... bom, se não tiver nada pra fazer, quer entrar?- hã? Entrar? Mas e meu descanço? O que deu em mim de repente?

-Ah, não tenho mais nada pra fazer, aceito seu convite - E sorriu. E céus, que sorriso. Ah, bem, não há nada demais em convidar um amigo a entrar para retribuir um favor, certo? Mas então porque essa vermelhidão em meu rosto ao receber apenas um pequeno sorriso?

-Bom, entre! - Abri espaço para que ele adentrasse juntamente comigo em meu apartamento. Estava meio bagunçado, mas creio que ele não fosse se importar muito, já que a casa dele não era lá tão mais arrumada que a minha. Sentamos no sofá.- Ta afim de um café? Tô precisando preparar um pra mim.

-Estranho ouvir isso de você, que eu saiba você não gosta muito de café.

-Ah, é que eu to meio sonolento por causa do cansaço.- Minhas pálpebras quase não se aguentavam mais abertas e meus olhos ardiam de sono, massageei minhas têmporas e permaneci de olhos fechados por alguns instantes.

-Hum... tô atrapalhando seu descanço, né? - Por algum motivo quebrei completamente a vinda do sono e o encarei negando totalmente a pergunta.

-Lógico que não, imagine! É que minha cabeça dói um pouco.

-Dá a mão.

-H-Hein?

-Me dá sua mão.

-Qual delas?

-Qualquer uma! Dá logo!

Pegou minha mão e começou a massagear em um ponto fazendo minha cabeça lentamente latejar, porém, com o tempo, a dor foi diminuindo. Suas mãos eram frias e grandes, e apesar de tocar baixo, macias. Era estranho, eu me sentia tão... envergonhado, porém algo me preenchia por dentro.

-E aí, melhorou?- Soltou minha mão e sorriu novamente pra mim, parecendo aquelas menininhas de anime que sempre tentam ajudar o no fim quando descobrem que sua ajuda fora útil dão um belo e grande sorriso.

-M-melhorou... O-onde aprendeu isso? - Abaixei a cabeça para que o cabelo escondesse meu rosto, um imenso rubor agora cobria meu rosto. Desde quando isso acontece? Deus! Que vergonha, o que Reita vai pensar?

-Meu pai costumava fazer isso em mim... bom, deita um pouco que eu faço um chá pra você.

-N-Não precisa Rei-

-Deita, to mandando!

O jeito frio dele ela assustadoramente convincente, não sei se era por medo, mas ele tem um olhar tão... inesplicável que me dá um enorme calafrio na espinha. Deitei-me enquanto observava Reita na cozinha esperando a água ferver, ele tinha uma inacreditável paciência, não entendo como ele conseguia ficar em frente ao fogão parado até que a água fervesse. Ele era realmente alguém incr... admirável!

O pai de Reita... isso me lembra a ocasião, tempo atrás quando ainda não axistia a banda, o falecimento de seu pai. Ele nucna quis entrar em detalhes, o que será que havia acontecido?

Em poucos minutos ele já estava de volta carregando consigo uma caneca de chá emanando fumaça devido a alta temperatura do líquido. Ele se sentou na ponta do sofá perto de minha barriga, puxou uma almofada e pôs abaixo de minha cabeça e me entregou a caneca para que eu pudesse beber o chá. Pôs a mão sobre a minha testa e sentiu um pequeno sinal de febre.

-Eu sabia que esse seu estresse ia te deixar doente.

Levantou-se e foi até meu quarto, somente ouvi o barulho de meu guadar-roupas sendo aberto e em seguida vendo Reita sair do aposento com um edredom em mãos. Posicionou-se em frente ao sofá e estendeu o cobertor sobre meu corpo.

-Pronto, assim acho que tá bom.

-Obrigada Reita, não precisava.- Será que aquilo que eu estava sentindo a pouco era apenas febre? Talvez tudo não pasasse de minha imaginação. Reita e eu éramos amigos.

-Imagine, eu fiquei preocupado com você nesses ultimos dias, não é típico de você esse comportamento que você andou adotando. - Chegou mais perto e acariciou minha testa afastando algumas mechas de cabelo. - Eu ajudarei na medida do possível para recuperar o Ruki de sempre.

Rubor. Muito rubor. Dessa vez não tinha como esconder. Levantei o cobertor até o rosto e escondi até a medida dos olhos. Algo me fez estremecer meu corpo inteiro e comecei a ficar tonto. Isso tudo era a febre?

-E-Eu... p-prometo que vo-voltarei ao normal.

-É impressão minha ou... - Puxou a parte do cobertor que cobria meu rosto num movimento rápido. - ...você tá vermelho! Será que a febre tá aumentando? - Colocou uma mão seguida da outra em minha testa. - Droga, minhas mãos estão geladas. - Olhou para meu rosto, tirou os poucos fios de cabelo que estavam em minha testa, logo posicionando a sua sobre a minha.

Senti meu rosto queimar, nunca tinha visto Reita assim tão de perto. Era desconfortável, meu coração estava na garganta, escorregando cada vez mais para cima em direção á boca a cada batimento. Descolou nossas testas e sentou-se novamente me olhando preocupado. - você tá quente, espera aí vou buscar o termômetro.

Ao ver a imagem dele novamente se afastando senti uma pontada no peito, e involuntariamente minha mão segurou a de Reita impedindo-o de se distanciar mais. Recebi um olhar confuso pelo ato.

-O que foi Ruki? Quer que eu pegue alguma coisa pra você?

-Na...Na verdade eu...

-...Na verdade...?

-Eu... - Nem mais uma palavra pude pronunciar, meu corpo paralisou ao ver Reita lentamente se aproximando de mim. Colocou uma mão em cada lado da minha cabeça e deixou seu rosto extremamente perto do meu. Aquela leve tontura começou a bater novamente, a vermelhidão se apossou de meu rosto, provavelmente ele estaria agora fervendo.

-Na verdade... o que você quer está bem aqui? - Sorriu malicioso.

-D-Do que está falando, Reita?! - Virei o rosto e fiquei olhando para a televisão que se encontrava agora desligada, Reita permaneceu exatamente na mesma posição.

-Kehe. - Soltou uma pequena risada. Usou uma das mãos para posicionar ela em meu queixo e puxou-o em direção onde ele se encontrava anteriormente, fazendo-me encará-lo novamente. Ele apenas sorriu novamente, e foi aproximando nossos lábios, eu estava com uma expressão espantada até então, quando fui involuntariamente fechando meus olhos e abrindo minha boca.

Sofri um forte arrepio ao sentir o contato de nossos lábios e a introdução da língua de Reita em minha boca. Não acreditava no que estava acontecendo.

Reita envolveu minhas costas e pescoço com seus grandes braços e me pressionou contra ele, colando nossos corpos, sem me fazer sair do sofá. Sem que eu pudesse perceber com o tempo o beijo foi se aprofundando, e meus braços estavam enlaçados em seu pescoço. Meu corpo estava quente, um calor imenso me fez chutar o corbertor para longe.

Aquilo estava cada vez mais quente. Quente o bastante para se despir em busca de refresco. Rapidamente Reita escorregou suas mãos até minha cintura e abriu o zíper de minha calça, arrancando-a de mim em poucos instantes, em seguida desabotoando minha camiseta.

Por trás de suas costas, alcancei a barra de sua blusa e por alguns segundos rompi o beijo para a passagem da veste, em seguida jogando-a no chão sem se preocupar aonde ela iria cair. Me sentia em um daqueles filmes pornográficos, só que com um homem, era uma sensação realmente estranha.

Reita encaixou minhas duas pernas em suas costas e carregou-me até meu quarto, jogando-me em cima de minha cama e ficando por cima de mim, sorrindo malicioso. Logo desceu sua boca até meu pescoço, dando mordiscadas e sugando algumas partes que mais tarde deixariam marcas, logo mudando o alvo e mordendo meu mamilo.

Apenas arqueei as costas e joguei a cabeça para trás, já estava com a testa suada e ofegante. Eu tentava, mas era impossível abafar os gemidos que explodiam boca a fora quando senti meu membro dentro da boca de Reita, que reproduzia movimentos de vai-e-vem. Sentia vontade de gritar com o contato de sua saliva quente em meu membro e seus dentes que rossavam na pele do mesmo a cada movimento. Aquilo era tão..excitante.

Cheguei a meu àpice rapidamente, apenas olhei pra baixo e me deparei com a cena de Reita lambendo os lábios se preocupando em recolher todo sêmem que havia ficado em seu rosto. Traçou um caminho com mordidas de minha cintura até meu pescoço, em seguida mordendo minha orelha e lambendo-a provocantemente.

-É a primeira vez?

-Hã? - Não estava conseguindo formar as palavras direito.

-É a sua primeira vez?

-É. - não que eu ainda fosse virgem, mas nunca havia feito sexo com homem.

Reita não me deixou tempo para recuperar o fôlego, capturou meu lábios em um beijo ardente e sedento por prazer, enquanto lentamente introduzia um dedo em minha entrada.

Era uma sensação estranha e ao mesmo tempo prazerosa, a dor era pequena até ele introduzir um segundo dedo seguido de um terceiro. A medida que o tempo passava eu ia me acostumando e a dor ia diminuindo. Retirou os dedos, posicionou-se sentado, puxou-me fazendo-me

quase sentar em seu colo e me olhou nos olhos.

-Se doer, me avise que eu paro.

-T-Tá.- Fechei os olhos e segurei seus ombros.

Reita me pressionou para baixo, fazendo seu membro penetrar para dentro de mim. Doía. Doía muito. Abaixei a cabeça, porém, Reita levou uma das mãos ao meu queixo fazendo-me levantar novamente o rosto, prestando atenção á minha expressão dolorosa, assim, diminuindo a velocidade das estocadas. Com o tempo, assim como anteriormente, a dor foi lentamente desaparecendo, e o prazer aumentando, fazendo-me desejar cada vez mais.

-Re-Reita... M-Mais rápido... - Desejo atendido. Os movimentos de Reita foram ganhando mais velocidade e eu não conseguia mais abafar meus gemidos.

Apertava meus dedos nas costas do baixista e meus gemidos saíam gritados de minha gargantachamando o nome do mesmo. Aquilo era bom. Aquilo era bom demais. Ficou melhor quando senti aquele líquido quente preenchendo-me por dentro, fazendo Reita sair de dentro de mim e despencando ao meu lado na cama.

Puxou-me para perto e me fez descançar minha cabeça entre seu ombro e seu pescoço. Agora sim eu estava extremamente exausto, apenas fechei os olhos e o foi questão de segundos até que o sono chegasse.

-Acho realmente acabei com seu descanço.

-Depois disso tudo eu nem lembrava mais que eu precisava de folga.

-Kehe.

Continua...