Prometo não demorar escrevendo aqui. Só gostaria de pedir desculpas pela demora, apesar de eu saber que nada, NADA, justifica essa demora. Acho que para compensar, fiz um capítulo um pouco maior, apesar de eu continuar sabendo que nada, NADA MESMO, justifica a demora. E quanto aos reviews, é claro que vou respondê-los, mas não agora. Só no final do capítulo. Bom, espero realmente que gostem desse capítulo e podem, se quiserem, me xingar nos reviews pela demora. Eu sei que eu mereço... u.u'... Bom, que tal começar logo o último capítulo?


Capítulo 7

No dia seguinte todos dormiam enquanto o relógio batia onze horas. ONZE HORAS? Será que ninguém naquela casa consegue levantar cedo? Inclusive os pais da Aili e o Alam? O Alam? Como assim? Isso mesmo. Um príncipe também acorda tarde quando ele pode. Mas "ai" do futuro rei de Aster #depois do Jeile, CLARO!# se o Nei aperecesse... Se ele aparecesse de manhã o Alam estaria digamos que, no mínimo, encrencado... Mas... Epa! Que brilho é... Peraí! Quem é aquele que está acabando de sair do espelho da Aili? É o Lei? Se for... Que horas são? AINDA ONZE? O Alam está perdido... Mas... EPA, EPA, EPA... Cabelos longos com uma fitinha? JEILE? O QUE O JEILE FAZ NA CASA DA AILI? O QUE UM MULHERENGO DESSES FAZ NA CASA DA AILI SABENDO QUE OS PAIS DELA ESTÃO LÁ? OK. Vamos concordar que aquela encenação do Jeile no terceiro capítulo quando foi se despedir da Aili, não foi lá muito boa... Com certeza o que vem por aí não é boa coisa... Vamos observar a história um pouco mais...

- VIRGEM DOS LÍRIOS! ONDE VOCÊ ESTÁ? Vim me despedir do seus pais, porque amanhã eles vão embora, não vão? VIRGEM DOS LÍRIOS!

Uma figura cambaleia até o encontro de Jeile:

- Quem é –bocejo- você?

A pessoa então levantou o rosto, retirando-o da penumbra em que o corredor o envolvia e o colocou direto na luz do sol:

- AH! Meu querido irmãozinho!

- Jeile? –Alam coloca-se totalmente na luz- O que faz aqui? –olha para os lados e sussurrando diz- Você sabe que a Aili não quer que você venha aqui, não é? Principalmente enquanto os pais dela estiverem aqui!

Ele responde também sussurrando:

- O que me diz do fato de você estar grande?

- AI NÃO! OS PAIS DA AILI NÃO PODEM ME VER ASSIM!

- ESPERA AÍ! –Jeile segura o braço dele- Se você for para o quarto da Aili pra ela te beijar eu conto para o nosso pai e para o LEI que você acordou exatamente às onze horas e sete minutos!

- VOCÊ NÃO FARIA ISSO!

- AH FARIA SIM!

- Você não manda em mim! –Alam vira-se para o corredor.

- Tem certeza?

Jeile vira-se para Maruru:

- Maruru, se o Alam der um passo para frente, vá até o palácio e diga ao Lei que a Aili mandou avisar que o Príncipe Alam foi seqüestrado pelo temível Mago do Pântano, e que é para ele mandar toda a guarda real para o Pântano Proibido, certo?

- Pode deixar Jeile! –ela dá um sorrisinho e cora levemente.

- Então Alam. O que vai fazer?

Alam já não mais escutava o que Jeile dizia. Tudo o que passava pela sua cabeça se resumia à: "Lei não. Lei bravo. Aili não pode... Lei não pode!".

- E então?

- Está bem então. Mas saiba que faço isso apenas para proteger a Aili...

- Eu sei! –coraçãozinhos ao seu redor.

- Escuta Jeile, o que você quer, fazendo com que os pais da Aili me descubram aqui?

- Hu, hu! Ainda não descobriu? É claro que quero que eles descubram toda a verdade e que assim, aceitem que o melhor pretendente para ela sou eu!

- NÃO! VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO! JÁ TEM UMA ESPOSA PRA VOCÊ!

- Uma? Apenas uma? Acho que não...

- Não... Não pode fazer isso!

- HAHAHAHAHA! #risada maquiavélica!#


E agora? O que vai acontecer? Será que Jeile vai conseguir o que quer? Será que Alam vai conseguir parar o plano maquiavélico de Jeile? Será que os pais da Aili vão acordar? Descubram no próximo capítulo... BRINCADEIRA! A história já vai continuar! Esse é o último capítulo... XD! Mas, e agora? Como a Aili vai explicar tudo? Vamos ver o que acontece a seguir...


Jeile dirigiu-se ao quarto dos pais da Aili e quando abriu a porta... Uma vassoura caiu em sua cabeça... Aquele não era o quarto deles... Era o armário de limpeza... Mas tudo bem. Vamos voltar à busca. Abriu então a segunda porta e desviou, mas nada caiu em sua cabeça. Será que era o quarto deles? Estava escuro lá dentro e a luminosidade vinda da cortina marrom escuro só era suficiente para se poder distingüir os móveis que... pareciam camas! Então devia ser ali. Ele dirigiu-se pé-ante-pé até o que parecia ser uma cama, mas antes de chegar...

- AI!

Jeile tropeçou em algo que estava no chão. Devia ser uma mala. Mas isso não importa agora, pois o grito dele acordou os pais da Aili:

- AH! TEM UM BANDIDO AQUI! UM BANDIDO! –gritou uma voz feminina.

- ONDE?- gritou uma voz masculina.

- ALI! –então ela apontou para um volume que estava agachado no chão.

POWN!

Foi uma raquetada na cabeça.

POF!

Foi uma raquetada nas costas.

CATAPLOF!

Foi o que se ouviu quando um corpo se estendeu no chão. Inconsciente.

- PEGUEI! Peguei o safado! –gritou uma voz masculina novamente.

- O que? O que aconteceu? -ouviu-se quando Aili acendeu a luz afobada- Papai! O que houve? Por que está com essa raquete nas mãos? –seu olhar dirigiu-se ao chão- NÃO!

- Oh SIM! EU PEGUEI O SAFADO DO BANDIDO!

- BANDIDO PAPAI? Esse é o Jeile!

- Jeile? Seu professor?

- Ele mesmo! –disse ela enquanto virava o corpo inerte para cima para que todos pudessem ver o rosto do homem.

- O que o seu professor fazia aqui? –perguntou a mãe de Aili.

- E você acha que eu sei? –disse ela saindo correndo do cômodo- "Não sei, mas sei quem pode saber!".

- Filha! Onde você vai?

- Já volto papai! –sua voz saiu abafada pela distância, mas bem clara.

Aili correu até seu quarto, onde parou ofegante e notou algo terrivelmente assustador: "A cama estava desarrumada!" #Brincadeira... Não resisti a situação... De novo... XD! Continuando...#

Aili correu até seu quarto, onde parou ofegante e notou algo terrivelmente asustador: O Alam não estava lá! O que será que havia acontecido? #Isso me lembrou a famosa frase: "E agora? Quem poderá nos ajudar?" XD!# Será que ele tinha ido apenas ao banheiro? Na dúvida, era melhor conferir.

Ela então se dirigiu novamente a escuridão do corredor e andou até o banheiro. O local era simples. Em seu interior existia apenas o necessário: uma pia, toalhas, um vaso sanitário no estilo oriental, #Pra quem não sabe, não existe um "vaso sanitário" (de se sentar) no Japão. As pessoas meio que ficam "agachadas" e fazem em um buraco. Minha professora diz ser "muito mais higiênico"! Mas eu duvido... # e um espelho. Separado do banheiro havia a área de banho. Cabiam, ao mesmo tempo, no máximo duas pessoas naquela banheira, mas, mesmo assim, o lugar ainda parecia ser bem grande.

Aili procurou Alam no banheiro e até dentro da banheira, mas não o achou em nenhum dos dois lugares. Começou então a ficar preocupada: Sabe-se lá o que poderia ter acontecido com ele! "Ele pode ter sido sequestrado por um pedófilo, por causa de seu rosto incrivelmente bonito, e sido abusado contra a própria vontade! #que imaginação, hein? # Ok. Isto não seria nada bom... U.U" Acho que estou imaginando coisas... Quem sabe ele não foi apenas à casa de um coleguinha... Tem aquele que o pai assassinou a mulher, aquele que... Meu Deus! Preciso achá-lo!" Pensou Aili.

Após alguns pensamentos nada otimistas sobre o paradeiro de Alam, Aili escutou um barulho na sala:

- Parece a televisão...

Resolveu então se aproximar pé-ante-pé da sala. Entrou no corredor e caminhou lentamente até chegar ao final, onde parou um instante e colocou a cabeça para fora. Olhou para um lado e não viu nada, olhou para o outro e viu... VIU O ALAM!

- ALAM! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?

Quando terminou de falar ouviu a TV: "Não perca amanhã, mais uma aventura inédita dos POKE RANGERS! Será que Chao vai conseguir pegar a esfera do dragão de Yori? Saiba no próximo episódio!"

- Você está vendo Poke Rangers?

- Hm... Sim!^^ Por quê?

- Ãh... Esquece! Na verdade queria te perguntar se você sabe por que o Jeile estava no quarto dos meus pais...

- Sei.

- E...

- E o que?

- Por que ele tá aqui!

- AH! É que ele queria que seus pais me vissem crescido para que eu contasse, assim, toda a verdade sobre quem eu sou para eles. Ele achou que eles nunca aceitariam o nosso casamento e que assim poderia se casar com você. Aí então ele foi...

- PERAÍ! FAZER O QUE COMIGO?

- Se casar com você.

- E você fala isso com essa calma toda?

- Bom, eu sei que você nunca ia deixar ele fazer isso e eu também não iria deixar...

- Sério que você iria contrariar os meus pais?

- Bem... Sim... –disse ele ficando totalmente ruborizado.

- Ah... Que fofo! –ela então passou os braços por cima de seus ombros e deu-lhe um beijo na bochecha- Eu também nunca iria deixar ninguém me separar de você, viu? –disse ela, agora se abaixando para olhar nos olhos dele- Espere aqui que eu já volto!

Aili voltou para o quarto de seus pais, onde os dois tentavam reanimar Jeile:

- Onde você estava filha? –perguntou sua mãe.

- Fui conferir uma coisa... O Jeile acordou?

- Quase. –respondeu seu pai- Ele ainda não consegue manter os olhos abertos...

De repente Jeile abriu os olhos e começou a falar:

- Virgem dos lírios? É você?

- Sou eu sim "querido"! E olha o que eu vou fazer com você, "QUERIDO": Papai me dá a raquete. –ela estendeu a mão e pegou a raquete que lhe foi entregue- TOMA! –ela deu uma raquetada no rosto do Jeile- ISTO FOI POR APARECER AQUI NOVAMENTE E ISTO, -deu outra raquetada na cabeça- FOI POR TER FEITO UM PLANO PARA SE CASAR COMIGO!

- Ele queria se casar com você filha? –perguntou seu pai.

- QUERIA! AGORA, SUPONHO QUE NÃO QUEIRA MAIS, NÃO É? –disse ela segurando a cabeça dele pelo rabo de cavalo.

- É... Sofa ke tcha tuendo... (tradução: Solta que está doendo...)

- É O QUE?

- Eu... Eu... Nom keru miais mi cachar co votche!(tradução: Eu... Eu... Não quero mais me casar com você!)

- AH! Que bom que não! – disse ela colocando a cabeça dele novamente no chão.

Nesse momento, Alam entrou no quarto e surpreendeu-se ao ver Jeile estirado no chão:

- O que aconteceu com ele?

- Eu tive que dar uma lição nele –respondeu Aili.

- Mas e a Maruru?

- Maruru? Ela estava aqui?

- Claro! Ela sempre está com o Jeile!

- Eu não a vi desde que cheguei aqui...

- Então ela foi para o palácio!

- Como assim? Não me diga que ela foi...

- Foi.

- Não!

- Sim.

- Vamos! Temos que correr! –disse ela puxando Alam para fora do quarto.


E agora? Será que Aili vai conseguir impedir Maruru? E... AH! O diálogo abaixo entre os pais da Aili seguiu-se logo depois da saída estabanada dela com o Alam:

- Querido, você sabe para onde eles vão?

- Não. E você?

- Também não.

- Hm...

- Hm...

(2 minutos depois)

- Sabe, acho que ouvi o Alam dizer palácio...

- Eu também acho...

- Será que é alguma pegadinha?

- Acho que sim...

- Hm...

- Hm...

(5 minutos depois)

- O que faremos com o professor Jeile?

- Não sei.

- Qua tal deixarmos ele aí, até acordar?

- Pode ser.

- Hm...

- Hm...

(10 minutos depois)

- O que acha de dormimos de novo?

- Por mim tudo bem.

- Então boa noite.

- Boa noite.

Depois dessa emocionante conversa, os dois dormiram e como correção às falas deles, gostaria de dizer que na verdade seria certo escrever "Boa Tarde", mas optei por algo que fizesse mais sentido... Voltando a trama original, o que aconteceu com Aili e Alam? Bom, para não deixar esse capítulo MUITO grande, vou pular um pedaço da história e mostrar o que aconteceu na chegada à casa da Aili...


Uma luz brilhante iluminou o quarto da Aili, e de repente, dois corpos se materializaram no ar:

- Que bom que tudo acabou bem, não é? –perguntou Aili.

- Hmhu! Mas foi difícil explicar para o meu pai e para o Lei que era apenas uma brincadeira do Jeile... –respondeu Alam.

- É... A Maruru tentava fazer feitiços o tempo todo para que ficássemos quietos...

- É... Mas o Lei ficou bravo... Disse um monte de coisas para mim...

- Não liga pra ele! Ele é um chato!

- Não fala assim dele... Ele é como se fosse minha babá!

- HAHA! O Lei devia ser uma péssima babá!

- Não era não... –disse Alam choroso.

- Hm... Sei... Mas, e o Jeile? O que aconteceu com ele?

- Não sei... Mas do jeito que você o deixou ainda deve estar inconsciente...

- Será?

- Pode apostar que sim...

- Mas ele mereceu. Não me arrependo de ter dado uns tapinhas nele...

- Tapinhas? Você deu raquetadas!

- Pois é, né? –ela olha para ele com um sorriso no rosto, e de repente os dois começam a rir escandalosamente- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

- Ah! –a risada é interrompida por uma voz familiar- Que bom que estão rindo juntos, porque daqui para frente vocês nunca mais vão rir!

Jeile havia aparecido no corredor, mancando e com várias feridas no rosto. Seu nariz sangrava muito, talvez ele estivesse quebrado...

- Como é bonito o amor, não é? Mas eu vou me vingar dos dois, pois eu sou um gênio!

De repente uma luz iluminou o quarto de Aili novamente e outro corpo se materializou no ar. Dessa vez quem apareceu foi Lei:

- Olá príncipe Jeile! Aproveitou seus últimos momentos de liberdade? Por que, de agora em diante, você será vigiado 24 horas por dia e não poderá sair do palácio sem a autorização do rei, seu pai. E nesse momento, vou te levar de volta à Aster para receber seu julgamento quanto a sua brincadeira, que aliás, fez todos os soldados reais saírem para procurar o príncipe Alam. Quer dizer alguma coisa em sua defesa?

- Ãh...

- Ótimo, vamos. E, príncipe Alam, não demore em voltar para Aster, temos algumas cerimônias importantes daqui a alguns dias...

- Pode deixar Lei.

A luz novamente tomou conta do quarto da Aili e dois corpos sumiram dentro de um pequeno espelho em formato de septagrama:

- Acho que acabou. –disse Aili.

- Acho que sim.

- Bem, que tal se nós começássemos a preparar as coisas para o pequenique?

- Você vai fazer omelete?

- Acho que sim...

- Legal! Eu quero 5 omeletes!

- 5 omeletes?

- É! E bem grandes, tá?

- Tem certeza de que vai conseguir comer tudo isso?

- Sim!

- Então tá. Mas depois não quero ver nenhuma migalha, hein?


Estou quase chegando no final do capítulo #Nossa! Já? Já nada! Olha o tamanho desse capítulo!#, e gostaria de agradecer a todos que leram desde o começo! Obrigada! Mas, deixando o paparico de lado, comecei a escrever aqui para falar dos pais da Aili.

Quando Aili e Alam chegaram de Aster, o senhor e a senhora Hoshina ainda estavam dormindo. E para não ter que acordá-los, Aili fez todos os lanches para o piquenique sozinha. Depois que terminou tudo, resolveu acordá-los. E é daí que a história segue...


- Papai, mamãe... Acordem... Temos que ir para o piquenique...

- Ah... Oi filha... Bom dia...

- Boa tarde mamãe... Já passa das duas da tarde...

- NOSSA? SÉRIO? Como dormimos, hein?

- É... Eu até estranhei a demora de vocês para levantar...

- Mas porque não acordou a gente antes? –perguntou seu pai.

- Queria acordá-los apenas quando fosse necessário... E, como já está tudo pronto pra o piquenique, tive que acordá-los...

- Você já preparou tudo para o piquenique? –perguntou sua mãe.

- Sim...

- Mas eu disse que a ajudaria!

- Eu sei, mas eu quis adiantar o trabalho...

- Então está bem. Já estamos levantando filha...

- Tá. Vou esperar na sala.

Enquanto isso, Alam aproveitava que estava no mundo real para assistir um pouco mais de Poke Rangers:

- Não! Não desista tão fácil Chao! Você vai conseguir, vai sim!

Enquanto assistia, os pais da Aili, prontos, passavam por trás dele:

- Que gracinha que ele é! Parece que está lá com eles, lutando contra o mal... –comentou a mãe da Aili.

- É... –confirmou Aili com um pequeno sorriso- Então, já estão prontos?

- Já. –respondeu seu pai.

- Então vamos!

Escolheram um parque bem tranqüilo e bonito, que ficava no centro da cidade, o mesmo em que o Jeile tinha feito um castelo de presente para Aili um ano antes: #isso aparece no volume 1!#

- Que tal estendermos a toalha aqui filha? –disse o pai da Aili apontando para um espaço verde em baixo de uma árvore centenária:

- Ótimo! Tem sombra, o que é muito bom nesse calor.

Enquanto Aili e sua mãe arrumavam tudo, Alam conversava com o pai dela, um pouco afastado do local:

- Senhor, quero lhe dizer que vou cuidar muito bem da sua filha...

- O quê?

- Eu vou cuidar da Aili...

- Como assim!?

- Sabe, é que eu gosto dela... Por isso vou cuidar dela... Para sempre...

- Hu! Acho que o seu irmão vai ficar com ciúmes... #Ele está se referindo ao Nakaooji...#

- Nele eu já dei um jeito... #Está se referindo ao Jeile#

- Como assim? Você brigou com ele? –perguntou o homem ironicamente.

- Sim. Agora ele vai ser vigiado pelo meu pai.

- HÃ?

Nessa hora a conversa é interrompida por Aili, que os chamava insistentemente:

- Alam! Papai! O piquenique está servido! Venham logo!

- Estou indo! –respondeu Alam, correndo em direção à toalha, que a essa hora já estava cheia de guloseimas.

Sem tempo de reagir, o pai da Aili, teve que se contentar em segui-lo, sem ouvir a resposta de sua pergunta. Quando chegou, tentou disfarçar, perguntando à filha:

- O que você preparou?

- Muitas coisas gostosas!

- Parece que está gostoso mesmo... O Alam nem está respirando direito!

Aili olha para o Alam, que no momento colocava uma garfada maior que a boca de omelete dentro desta, que mal conseguiu fechar:

- Alam! Seu mal-educado! Não precisa comer assim!

- Pol kuê? (Tradução: Por quê?) –disse ele com a boca cheia.

- Por que isso é nojento, e princípes... Quer dizer... Crianças não devem comer assim!

- Volche lou intienche nacha dicho! (Tradução: Você não entende nada disso!) –respondeu ele.

- Claro que entendo

- Filha, isso não é necessário... –disse sua mãe.

- Calma mãe. Apenas estou educando ele...

- Deixa ele comer como quiser... Não tem problema...

Aili ficou por um momento sem reação. Sua mãe tinha razão... Ela estava parecendo a mãe dele, ou até quem sabe o Nei... Ela nunca quisera controlá-lo, mas porque fazia isso agora? Pensou por um instante e disse:

- Você está certa mamãe. Pode comer como quiser Alam... Só não fale de boca cheia.

- Tá. –respondeu ele brevemente.

E assim passou-se uma tarde inteira de brincadeiras e risadas. Alam adorou o seu primeiro piquenique, e todos voltaram bem humorados para casa. Pareciam aos olhos daqueles que passavam por eles uma família feliz...

Resolvi encurtar a parte do piquenique para chegar logo no final... Mas o que será que vai acontecer agora? Vamos descobrir lendo a última parte, que não é bem parte, desse capítulo... O final ocorre onde tudo começou, na casa dos Hoshina...

Em casa, Aili se apressa para fazer a janta. Naquele dia todos comiam tranqüilamente e comentavam o passeio da tarde. Com certeza ele nunca seria esquecido. Não por sua grandiosidade ou luxuosidade, afinal foram apenas ao parque, mas por aquilo que viveram nesse passeio, a imensa felicidade que tomou conta de cada um durante as poucas horas em que agiram como uma verdadeira família...

No dia seguinte, todos acordaram renovados, de energia e felicidade. A manhã transcorreu tranqüila, até certa parte dela, em que os pais da Aili deram uma notícia não muito boa:

- Filha, nós teremos que ir embora hoje... – disse sua mãe.

- Sério? Por quê?

- Sabe como é... O dever chama...

- Que pena! Vocês não podem ficar nem mais um pouco?

- Não...

- A que horas vocês partem?

- Daqui três horas...

- Nossa! Tão de repente assim?

- É que nós não tínhamos certeza se iríamos hoje ou semana que vem... A escolha acabou sendo de uma hora para outra...

- Se não tem jeito...

- É... Mas e o Alfredo? Será que eu poderia me despedir dele? Seu pai também quer fazer uma pergunta para ele...

- Alfredo?

- Seu namorado!

- Ah é!... Espera aí que vou ver se ele pode vir para cá.

Aili fingiu ir pegar o telefone para discar um número, mas foi direto ao encontro do Alam:

- Alam... Sabe o que eu acabei de ficar sabendo?

- Não. O quê?

- Que os meus pais vão embora daqui a três horas! Dá pra acreditar?

- Como assim? Por que eles estão indo embora tão de repente?

"Foi exatamente o que eu disse..." pensa Aili antes de responder:

- Por que eles tiveram que decidir em cima da hora...

- Nossa... Que pena... Deixa eu ir lá me despedir deles...

- Não! Espere! – diz Aili correndo para fechar a porta.

- Por quê? O que está acontecendo? – diz Alam atordoado.

- Bem... É que eles querem ver o Alfredo antes de partirem...

- Nossa! Que legal! Apaga a luz logo!

- NÃO! ISSO NÃO É LEGAL! – grita ela - Mas, - abaixa a voz – não vai ter jeito... Você vai ter que crescer...

Vendo Alam começar a gritar "IEBA!", Aili acrescentou:

- MAS SE VOCÊ FIZER QUALQUER GRACINHA, QUALQUER UMA, EU NÃO ME CASO COM VOCÊ!

- Como você fica bonitinha quando está me ameaçando... – diz Alam, parando de pular de alegria e olhando nos olhos da Aili- Além do mais, você esqueceu que nós já estamos casados? –diz ele abrindo a camisa para mostrar a marca do juramento.

- V-você... – ela abre a porta do quarto e grita de longe, para que ele não visse o seu rosto todo vermelho – Você me ouviu, hein?

"Como a Aili é bonitinha..." foi o que Alam pensou após a saída dela. Enquanto isso, Aili falava para seus pais, o que o "Alfredo" tinha dito para ela no telefone:

- Ele disse que vai estar aqui em quinze minutos!

- Sério! Que bom... – disse sua mãe.

Nos minutos que se seguiram, não houve conversas entre eles. Todos estavam, de alguma maneira, ansiosos para a chegada de "Alfredo". Aili, por mais que se esforçasse, não conseguia esconder a sua preocupação. Sua mãe percebeu tal fato, mas o atribui ao nervosismo da filha quanto à vinda de seu namorado à sua casa.

Após dez minutos de espera, a mãe de Aili percebeu algo estranho e questionou a filha:

- Onde está o Alam?

- Er... Ele foi comprar umas coisas que eu pedi... –disse Aili.

- Hum... Ele não vai demorar, né?

- Acho que não...

- Que bom... Nós queremos muito nos despedir dele também...

- Hm... Sério? –perguntou Aili tentando parecer despreocupada- Então, tá... "Como eu vou me virar agora?" Pensou ela.


O relógio está marcando que 18 minutos já se passaram e Aili começou a ficar preocupada com a demora do Alam em sair do quarto. Ela resolve então ir ver o que estava acontecendo:

- Com licença, papai, mamãe, já volto.

- Tudo bem. –respondeu sua mãe.

Aili vai até o quarto e encontra Alam deitado na cama, dormindo:

- Ei Alam –diz ela suavemente o cutucando.

Ele muda de posição, mas permanece dormindo. Seus cabelos ondulados fazem um movimento quase mágico. "O Alam realmente é muito bonito..." Pensa Aili.

Tentando se concentrar novamente no que fora fazer no quarto, Aili balança a cabeça de um lado para o outro e o chama, suavemente, novamente:

- Alam... Alam... –disse ela enquanto mexia em uma mecha de seu cabelo- Alam, acorda... –disse ela sussurrando em seu ouvido- "Peraí! Por que eu estou sendo tão boazinha? Ele não deveria estar dormindo!" -pensa ela- "Preciso acordá-lo!"

Aili então pensa por um instante no que vai fazer a seguir, mas não se arrepende nem um pouco, ELE NÃO PODERIA ESTAR DORMINDO EM UMA SITUAÇÃO DESSAS!

- ALAM! ACOOOOORDA! – gritou ela enquanto o sacudia enlouquecidamente de um lado para o outro.

- Hm... Aili? –disse Alam abrindo um pouco os olhos.

- LEVANTA LOGO! –disse ela sem parar de chacoalhá-lo.

- POR QUE VOCÊ ESTÁ ME CHACOALHANDO? –gritou ele, agora totalmente acordado.

- AINDA BEM QUE VOCÊ ACORDOU! –disse ela parando de chacoalhá-lo de repente- Vamos! Você precisa ir lá se despedir de meus pais como Alfredo!

- É mesmo! Tinha me esquecido! –disse ele levando uma das mãos até a cabeça- Mas, quando é que, eu, Alam, vou me despedir deles?

- Isso não importa! Agora vai logo lá! –disse ela, desligando e ligando a luz rapidamente para que ele crescesse.

- Tá bom... Senhorita mandona! –disse ele enquanto saia rapidamente do quarto para se livrar do olhar de total desprezo e raiva de Aili:

- VAI LOGO! –gritou ela, mais uma vez.

Quando Alam saiu do quarto, Aili pensou rapidamente em como faria para que ele, criança, também fosse se despedir de seus pais... Ficou pensando por algum tempo, mas não conseguiu chegar à nenhuma conclusão. Foi quando ela olhou para sua mão e viu o anel dourado com duas rosas, e a solução surgiu em sua mente:

- É claro! Vou me transformar no Alam! Só por algum tempo...

Ela então procurou por algum fio de cabelo do Alam no travesseiro, e lá estava ele. Atraente e suplicando para ser utilizado para um bem maior. E com certeza aquele era o um motivo que traria um bem maior, para todos. Aili, rapidamente fez o ritual da troca de corpos e se tornou o Alam de minutos atrás, ainda pequeno.

Saiu então pelo corredor, triunfante com sua genialidade e encontrou seu pais conversando com "Alfredo". Quando eles a viram, chamaram-na:

- Alam! Venha cá! – disse a mãe da Aili- Queremos nos despedir de você também!

Foi quando ela reparou nas roupas que ele usava e nas de Alfredo, eram iguais, com exceção do tamanho, que, obviamente mudava de um para o outro:

- Que engraçado! Estão usando a mesma roupa! –comentou ela- Desse jeito vocês até parecem ser a mesma pessoa!

- Haha! – Aili forçou um riso- Até parece...

- Parece que nós dois temos bom gosto... -disse "Alfredo" sorrindo.

- É. –foi a única coisa que Aili conseguiu pronunciar após a fala de Alam. Tamanho era o medo de que ele revelasse quem ela era.

- Mas Alam, onde está a Aili? Ela disse que você tinha saído para comprar umas coisas para ela... –disse a Mãe da Aili.

- E eu fui mesmo –disse Aili- Mas já cheguei.

- Que bom, assim podemos nos despedir de você também. Mas cadê a Aili?

- Hm... Não sei. –disse Aili- Acho que ela foi no banheiro, mas não deve demorar.

- Espero que não... ^^ ... Sente-se um pouco, Alam.

- Claro. –disse ela, sentando-se.

- Estávamos conversando com Alfredo sobre sua família.

- É mesmo? –perguntou Aili, tentando parecer desinteressada- E o que ele disse?

- Ele estava falando que seus pais tem uma grande diferença de idade, e que sua mãe é bem nova, por isso ele parece bem jovem... Também disse que seus pais tem uma grande autoridade sobre as pessoas, é como se fossem reis!

Aili engoliu em seco ao ouvir a palavra "reis", mas ninguém percebeu nada e sua mãe continuou a falar:

- Eles são donos de uma grande multinacional e por isso estão sempre viajando. Não me admira que ele pareça estrangeiro. –disse ela sorrindo.

- Pois é. –disse Alam- Eu nasci, muito, muito longe daqui.

- Sabe, –falou o pai da Aili pela primeira vez- eu não sabia que os Nakaooji eram tão importantes assim. Eles sempre me pareceram muito humildes.

Nesse momento Aili interrompeu a conversa e começou a falar:

- Sabe, acho que vou ver o que aconteceu com a Aili.

- Pode ir. –disse sua mãe- Ela está demorando muito mesmo.

- Então, com licença.

Aili saiu da sala, sem olhar para trás. Precisava ser rápida para que Alam não falasse nenhuma besteira em sua ausência. Como ela pôde achar que ele se comportaria? Multinacional? Foi um milagre eles terem acreditado nisso... Se bem que seu pai pareceu meio desconfiado... Por isso, ela tinha que evitar uma catástrofe.

Correu para o banheiro, onde tirou o anel o mais rápido que pôde e se dirigiu novamente à sala. Porém, quando chegou, percebeu que algo estava errado. Seus pais já estavam de pé, se preparando para sair:

- O que vocês estão fazendo?

- Nós já vamos.

- Mas... Agora?

- É. Agora. –disse seu pai.

- Tchau filha –disse sua mãe enquanto ia ao seu encontro para um abraço, com os olhos molhados de lágrimas- Espero que fique bem, com seus avós e o Alfredo...

- Vou ficar mãe. Pode deixar.

- Tchau filha. –disse seu pai, também a abraçando.

- Filha, fale tchau ao Alam por nós. Porque parece que ele não está aqui.

- Eu falo, mamãe.

- E Alfredo –disse o pai da Aili- Vem comigo um instante?

- É claro, senhor.

Aili viu desesperada seu pai se afastar para conversar particularmente com Alam, sem poder fazer nada. Ela tentou, mas não conseguiu ouvir nada pois sua mãe não a deixava se aproximar dos dois e então, logo os dois vinham vindo ao seu encontro:

- Agora podemos ir –disse seu pai- Tchau Alfredo. Cuide da Aili, ou não sei o que sou capaz de fazer com você...

- Pode deixar... –disse Alam, repentinamente atordoado pelas palavras do sogro.

Os dois então pegam as malas e se dirigem à porta:

- Não querem que eu os acompanhe? –perguntou Aili.

- Não precisa filha. Pode ficar com o Alfredo. –disse sua mãe, dando um sorriso para Alam o qual Aili não conseguiu identificar o sentido. O que ela queria dizer sorrindo daquela maneira?

- E a propósito –começou seu pai, já fechando a porta- os Nakaooji não têm um filho pequeno. Eles tem uma filha pequena.

Após essa pequena, porém reveladora, frase a porta se fechou e Aili ficou parada, com os olhos arregalados, olhando confusa para a porta, recém-fechada:

- Então, eles sabiam?- Aili pergunta para si mesma, ainda olhando atordoada para a porta.

- Parece que sim... -disse Alam.

- O que meu pai disse para você? –perguntou ela, virando o rosto lentamente para olhar profundamente dentro dos olhos de Alam, sem piscar em nenhum momento.

- Nada demais. –disse ele- Ele só me perguntou qual eram minhas intenções com você.

- Só isso? –disse ela, ainda sem piscar.

- Bom, ele também me perguntou se eu sabia de algo que você estava escondendo...

- E o que você disse?

- Eu disse que você tinha se casado comigo.

- NÃO! SÉRIO? –perguntou ela, agora virando todo o corpo em sua direção- E ELE ACREDITOU?

- Não sei direito. Mas o que isso interessa agora? Eles já foram embora.

- É verdade...

- Ah! Seu pai pediu pra te avisar que deixou um presente lá no quarto deles para você e para mim!

Aili correu para o quarto, onde encontrou um grande embrulho retangular em cima da cama. Ela então começou a rasgar o papel rapidamente, jogando tudo no chão.

Dentro do embrulho, havia uma carta que Aili pegou com as mãos trêmulas e começou a ler:

"Querida Aili,

Eu e seu pai queríamos agradecê-la por tudo o que você fez para que nos sentíssimos confortáveis nesses dias maravilhosos. Sabemos o quanto você se esforçou para que tudo desse certo e realmente estamos felizes com isso. Porém, apesar de tudo, percebemos que havia alguma coisa errada...

No dia em que chegamos nos deparamos com um menino muito bonitinho que você dizia ser irmão do Nakaooji por parte de pai. No começo acreditamos nisso, porém, logo ficamos sabendo que ele tem apenas uma irmãzinha e não um irmãozinho e que seu pai nunca teve outra mulher. Decidimos então levar tudo isso adiante, sem contar nada, para que pudéssemos descobrir a verdade sem que você interferisse. Sabíamos que talvez você ficaria magoada, mas não podíamos te contar sobre nossa descoberta. Assim, passamos a viver alimentando sua mentira e o modo como você a protegia só nos deixou ainda mais curiosos. Você vivia implicando com ele por tudo o que ele fazia e isso nos deixou intrigados, afinal, qual era a relação de vocês dois?

Quando eu acordei cedo em um certo dia e vi o Pochiro e a Koromi gigantes tive a confirmação de que precisávamos investigar. Ao contrário do que você dizia, eu sabia que não era sonâmbula. Nunca fui. Por isso, disse isso para ver sua reação, que, com certeza não me surpreendeu.

Quando o seu "professor" Jeile apareceu em casa, nós ficamos ainda mais desconfiados, afinal, ele parecia ser muito jovem para lecionar e além do mais, não havia como ele ter entrado em casa, já que eu e seu pai tínhamos certeza de que ele não passara por nós e não havia chegado antes de nós acordarmos. Por isso, depois que ele saiu, ligamos para a escola sem você perceber e perguntamos do Jeile. Nos surpreendemos muito ao saber que ele realmente lecionava lá, porém, ainda havia alguma coisa que não fazia sentido.

Percebemos também que você nunca fora tão feliz. Apesar de sempre estar implicando com o Alam, percebemos que você gostava muito dele, de um jeito especial. Por isso, nós sentimos a obrigação de dar um presente à ele e também à você. Quando saímos mais cedo para ir ao shopping, passamos em uma loja de brinquedos e compramos algo para ele. O seu presente foi comprado em uma confeitaria, esperamos que goste, sinceramente.

No cinema, percebemos novamente que algo estava estranho. O garoto bonito que se sentou logo atrás de você parecia muito com o Alam e percebemos que você ficou irritada com sua presença. Percebemos logo que você o conhecia. Quando você o apresentou como seu namorado, ficamos desconfiados de que isso fosse verdade. Afinal, sabíamos da sua fama de exigente com os homens e como era difícil que qualquer um deles te agradasse. Porém, logo também percebemos que talvez você estivesse dizendo a verdade, pois vocês pareciam muito íntimos.

Saindo do cinema para buscar o Alam, percebemos sua preocupação com alguma coisa que viria a acontecer. Porém, não dissemos nada para que você não desconfiasse de nossas suspeitas. Assim, andamos calmamente até o local onde havíamos deixado o Alam. A demora para achar o Alam, que aparentemente havia "se escondido", nos incomodou um pouco. O que será que havia acontecido com ele?"

Nesse trecho da carta, Aili olhou para cima, aliviada, respirando profundamente. Pelo menos eles não sabiam que os dois (Alam e Alfredo) eram a mesma pessoa. Após esse momento de satisfação, ela tornou a baixar os olhos para continuar a ler a carta:

"Quando ele finalmente apareceu, percebemos que havia algo de errado. Ele estava agindo de maneira muito estranha e suas roupas eram engraçadas e antiquadas. Onde será que ele fora? Sua versão de que estava no banheiro não nos convenceu. Sabíamos que ele poderia ter ido para alguma loja e talvez comprado àquelas roupas, o que explicaria tudo. O que mais nos incomodou foi o que ele disse sobre você ter ido para casa. Nós somos seus pais e a conhecemos suficientemente bem para sabermos que você avisaria antes de nos deixar, sozinhos. Porém, não deixamos transparecer a dúvida.

Chegando em casa, quando a vimos toda molhada, não acreditamos na história de que você teve que tirar a roupa do varal, pois eu lembrava muito bem de ter conferido se havia alguma roupa estendida, já que ouvira no noticiário que iria chover. Contudo, como sempre vinha fazendo, não perguntei nada e pedi a seu pai para também não fazê-lo.

No piquenique, seu pai me contou que Alam havia dito uma coisa estranha."

Aili parou novamente de ler a carta e olhou fixamente para Alam que estava ao seu lado, fuzilando-o com os olhos. Arrancando um "Que foi?" dele. Porém, parou de olhá-lo para continuar a ler:

"Ele me falou que Alam disse que a protegeria, para sempre. Eu, quando ouvi isso, achei algo muito fofo, porém, depois, percebi que havia algo estranho. Por que uma criança diria uma coisa dessas? Foi quando seu pai decidiu falar com o Alfredo. Ele vai pedir para você chamá-lo para se despedir, mas na verdade ele quer perguntar uma coisa. Acredito que nesse momento você já saiba do que se trata, afinal, ele disse que só vai mencionar os presentes quando estivermos prestes a sair.

Filha, só queríamos dizer que sentimos muito orgulho de você e sabemos que você nunca faria algo sem pensar. Confiamos em você e sabemos que se você acha que Alfredo é a pessoa certa, então nós a apoiamos. O que mais queremos é que você seja feliz. Sabemos que se você não nos contou sobre ele antes é porque devia ter bons motivos para isso. Te amamos muito e temos muito orgulho de você. Só queríamos que soubesse disso.

De seus pais,

Sr. e Sra. Hoshina"

Ao terminar de ler, Aili não acreditava nas palavras de sua mãe. Releu a carta umas três vezes antes que tivesse certeza de que o que leu não era imaginação sua. Não era. Era verdade. Eles a apoiavam. Ela não sabia direito o que deveria fazer agora, mas sentiu-se de repente mais leve. Era como se pudesse fazer qualquer coisa, estava livre. Foi necessária a interrupção de Alam para que ela deixasse de divagar e voltasse a se lembrar de onde ela se encontrava naquele momento:

- Aili... –disse ele suavemente.

- O que foi? –respondeu ela tranqüilamente abrindo um enorme sorriso para ele, de repente.

- Vamos embora, para nossa casa?

- Sim! –disse ela, levantando-se de súbito e segurando o espelho em formato de septagrama entre as mãos- Vamos. Vamos para a nossa casa!

FIM


O final... Como foi difícil decidir como seria... Podem me xingar, falar do que vocês não gostaram ou simplesmente dizer que eu não deveria ter demorado tanto assim... Bom, o importante é que digam ALGUMA coisa. Mas agora, como prometi, vou responder aos reviews:

Ale-ann: Nossa... Você pediu para eu não demorar e olha só! Eu demorei quase UM ANO! Eu sei... Isso é um absurdo... u.u' Claro que eu lembro que você ia fazer uma fic de VK... Aliás, preciso conferir se você já fez nesse tempo em que estive ausente... u.u' Espero que tenha gostado desse capítulo o bastante para ao menos não querer me crucificar... u.u'

Ju "Hino": Juuuuuuuuuuuuuuuu! ME DESCULPE! Eu sei que disse que ia tentar não demorar mas eu acabei me envolvendo com outras coisas... Desculpa mesmo... Espero que também tenha gostado desse capítulo... u.u' Sinceramente...

ayame: Que bom que gostou! Espero que também tenha gostado desse capítulo!

Taty: Ok. Sei que demorei pacas para postar esse, mas será que você me perdoa? Com certeza o tempo que você ficou longe do pc nem se compara ao tempo que EU fiquei longe da net... Desculpe... u.u' Espero que tenha gostado desse capítulo...

Sabaku no Ino-sama: Sério que você prefere o Razu? Que coisa... XD! Mas, gosto não se discute, né? ^^! Desculpe mesmo pela demora. Se você é má leitora então eu sou o que? Acho que não existem adjetivos que sejam piores do que "péssima" escritora... u.u' Eu acho que nunca mais vou poder começar fics assim... Por que, quem sabe quando eu vou terminar? Hehe... XD! Espero que tenha gostado... Desculpe MESMO pela demora...

Uchiha Mariana: Ai, ai... Acho que TODOS queremos um Alam só para nós... Mas estou começando a achar cada vez mais difícil que isso ocorra... u.u' Não estou querendo te desanimar, mas é que eu já percebi que se eu quiser alguém como ele eu terei que "criá-lo"... Bom, espero mesmo, que você tenha gostado desse capítulo... u.u'

Para finalizar, gostaria de agradecer a todos que me ajudaram direta ou indiretamente a continuar essa fic, apesar da demora... u.u' ... Acho que é só. Obrigada a todos e desculpe mais uma vez pela demora!

Sarah Lee Gibah

P.S.: Votem, por favor, na minha enquete sobre VK! É só entrar no meu profile, se não for pedir muito... Aos que já o fizeram, MUITO OBRIGADA!