Um novo despertar

Prólogo – Vida

Aquele não era um dia bonito.

Durante à tarde,o sol timidamente apareceu,iluminando brevemente a areia pálida e o mar morto. Agora,nesse finzinho de tarde,o céu já se tornava azul-marinho e o som das ondas chocando na areia era mais alto.

No seu último ímpeto, o sol recaiu em seus olhos,fazendo-o virar a cabeça para o outro lado. Ele não apreciava a luz excessivamente brilhante em seus olhos. Suavizou um pouco a expressão ao observar as ondas batendo nas pedras ao longe.

Uma pessoa o cutucou. Eu detesto que me cutuquem, havia escrito naquele estúpido diário na semana que fora ao psicólogo. "Você tem que se expressar mais" ,ele dissera, antes de lhe entregar o caderno e dizer que deveria escrever tudo que lhe vinha à cabeça.

E tudo que lhe vinha à cabeça eram as coisas que odiava. E isso incluía o estúpido do seu psicólogo.

- Com licença. – a voz de uma mulher não se dignou a olhá-la. – Esse lugar está ocupado? – ela perguntou com timidez.

Fingindo timidez,pensou. Sesshoumaru lentamente virou a cabeça para a tal mulher. Antes que ela pudesse dizer alguma coisa,ele a olhou de seu modo mais frio e desprezível possível.A mulher o olhou com os olhos arregalados,o sorriso murchando aos poucos,antes de murmurar desculpas e sair quase que correndo.

Ele voltou a olhar para o mar,buscando a paz perdida. Os braços pousavam deselegantemente no encosto e sua perna estava os olhos, sentindo a brisa agradável acariciar-lhe os cabelos longos. Ficou ali,não soube por quanto tempo,mas não havia mais tarde quando abriu os olhos. A lua brilhava no final do oceano.

Precisava pensar.

Sesshoumaru era um homem que pensava bastante e era pra isso que estava naquele banco,a alguns metros acima do mar,desde aquela manhã. Para pensar.

O sino de uma igreja soou ao longe. Ele prestou atenção nas baladas e constatou que já era a focalizar a praia e decidiu ir lá,já que estava deserta e com certeza ninguém iria incomodá-lo.

Então,ela surgiu.

Sesshoumaru estreitou os orbes dourados ao deparar-se com aquela menina correndo pela praia. Não parecia estar se divertindo já que as mãos cobriam o rosto,provavelmente banhado em lágrimas.

Foi com indiferença que ele a viu parar na margem da água,de costas para ele. A garota ficou lá por longos minutos sem fazer nenhum movimento. Até que,lentamente,retirou peça por peça de suas roupas,colocando-as cuidadosamente dobradas na levantou-se e soltou os cabelos do rabo de cavalo,fazendo os fios negros balançarem à suave brisa marítima.

E foi com a mesma indiferença que Sesshoumaru constatou que ela iria se suicidar.

Após ter ficado nua,a menina colocou os pés na água. Deve estar congelante, viu-a tremer dos pés à cabeça,mas isso não a impediu de avançar. Ele estreitou os olhos,desacreditando naquela menina insana.

Uma pontada ,mínima, de dúvida invadiu sua iria mesmo se matar e ele não faria nada? Afinal,não era isso que começaria a fazer daqui a dois dias? Não era pra isso que ficara anos estudando,se preparando? Para salvar vidas?

Você não é um maldito super-homem, sentou-se com a postura alerta,mãos e dedos tensos. Os lábios crispavam-se enquanto a água batia nos joelhos finos da menina. A menina quer morrer,deixe-a morrer.

Levantou-se de súbito,vendo a cintura da garota já submersa. Droga..! Desceu o monte que levava à praia correndo,olhando na direção da figura feminina.

Quando chegou na margem,ao lado da roupa deixada por ela,não a via mais. Maldição, tirou a camisa e os sapatos e, sem pensar ,entrou na água. O primeiro impacto foi sentir a água extremamente fria enrijecer os seus músculos. Mas Sesshoumaru não tinha tempo para isso. Nadou alguns metros ,parando para olhar em volta.

Nada dela.

Prendeu a respiração e mergulhou. A escuridão domava sua visão mas ele conseguiu discernir uma mão fantasmagórica apontada para cima. Ele subiu à superfície para buscar ar e desceu. Localizou-a novamente,nadando rápido até a menina. Pegou sua cintura fortemente com uma mão e com a outra nadou para a superfície.

Emergiu,fazendo o mesmo com ela. O vento frio que passava fazia seu queixo tremer. Fez uma rápida análise nela,checando seu batimento fraco e respiração quase nula. Nadou sofregamente até a margem d'água,puxando não tão delicadamente o corpo inerte para a areia ,deitando-a de costas.

Sua pele estava muito pálida e a ponta dos dedos e boca estavam roxos. Sesshoumaru retirou a franja que cobria seus olhos e ajoelhou-se ao lado dela. Sua inexpressividade não mostrava a adrenalina que corria rápida em suas veias, nem seu coração batendo disparado. Parou por um segundo,apenas para clarear a mente e lembrar dos ensinamentos da faculdade. Abriu os olhos e pôs-se a trabalhar. Retirou as mechas de cabelo que grudaram na face feminina,entreabriu seus lábios,tampou seu nariz com os dedos e fez respiração boca-a-boca.

Parou e checou seu batimento cardíaco.Não havia batimento. Massagem cardíaca,pensou calmamente. Quando ia por a mão em seu peito,acabou, sem querer , olhando para os seios dela,coisa que não havia reparado antes. Não é uma menina,afinal. Resolveu fazer apenas com uma mão, como quando se faz massagem nos jovens,assim não correria o risco de ter alguma fratura ó a nudez nítida da moça ,Sesshoumaru iniciou a massagem cardíaca.

Pressionou diversas vezes,sem resultado. Checou sua respiração. Ela estava com parada respiratória. Maldição! Voltou à respiração boca-a-boca,fazendo-a por duas vezes e voltando à massagem.

O desespero começou a tomar conta de seu corpo. Não... Friccionou novamente o coração dela,fazendo movimentos menos suaves. Ela não se mexia. Os olhos não abriam. Porque ela não se mexia? Porque ela não acordava?

Não...você não pode... Provavelmente já havia passado do tempo. Se estivessem em um hospital,o médico anunciaria a hora do óbito. Mas Sesshoumaru não queria pensar,não queria acreditar nisso.

E ele não era um homem que desistia fácil.

- Não... – sussurrou,parando tudo o que os olhos,ardendo em fúria. Num movimento rápido,fechou o punho da mão direita e com o lado da mão,socou o peito dela em cheio no coração. Era altamente não recomendado entre os médicos,já que se tratava de uma jovem e provavelmente seu antigo professor discordaria de seus métodos, mas não se importava. – Não vou deixar você morrer!

Antes que pudesse dar seu terceiro ou quarto golpe,a garota tossiu uma grande quantidade de água. Ela puxou uma grande quantidade de ar pela boca,tossindo sem parar depois. Sesshoumaru permitiu-se suspirar de alívio. Sua primeira paciente...e a tinha salvado com sucesso. Pegou o pulso da garota com uma mão e com a outra,tocou o dedo indicador e o médio em seu pescoço. A pulsação estava fraca e a respiração sem ritmo ,com a inesperada golfada de vida,mas nada que não se pudesse contornar.

Aproximou o rosto a fim de checar as pupilas daquela... daquela maluca...


E tudo o que ela pôde ver,ao conseguir finalmente abrir os olhos,doídos da água salgada do mar,foram dois olhos dourados extremamente brilhantes diante de si.

Depois disso,desmaiou de exaustão.


Oi gente! o/

A idéia dessa fanfic veio quando eu tinha acabado de acordar – meio bêbada ainda – e eu comecei a trabalhar a idéia que nem doida e antes que abrisse a janela,eu já estava escrevendo no meu caderninho preto de anotações .Sesshoumaru e Rin estão me instigando a fazer uma fanfic deles há muito que eu comprei aquele pôster do Sesshy e coloquei do lado da minha cama (e sim,eu digo boa-noite todos os dias pra ele u.u),eu tô doidinha por isso 8D

Esse é o prólogo,tá pequenininho mas os próximos capítulos serão bem maiores,prometo.o/

E por favor,não esqueçam de comentar!É muito bom saber que as pessoas gostam da sua história e no que elas poderiam á que vocês gostaram? - roendo unhas compulsivamente 8)

Nanda Yukimura.

Próximo capítulo:

"- É Rin."

"- Que honra saber que você guarda seu mal-humor para mim."

"- Tire as mãos de mim!"

"- Porque tentou se matar?"