Definitivamente eu não sou adepta de oneshots. Rsrsrsrs.

Quando leio esse tipo de fic sempre fico órfã, querendo mais por que elas são muito curtas. O fato de a maioria delas, ser tão boa dificulta mais ainda o controle sobre a vontade de saber mais sobre aquela história. Eu gosto de oneshots, mas ao mesmo tempo tenho raiva delas justamente porque sempre me fazem querer mais.

Eu juro que tentei parar em um único capítulo, mas minha mente não parou de processar novas idéias e meus dedos não pararam de digitar, então aí está uma pequena continuação dessa fic. Acho que ela precisava de uma conclusão.

Espero que a recepção seja tão boa quanto do capítulo original.

Beijos leitores!

Saímos daquele salão discretamente e caminhamos até a saída, onde pegaríamos o carro. Enquanto aguardávamos que o manobrista trouxesse o automóvel, nos encarávamos intensamente e ela mantinha aquele sorriso maravilhoso nos lábios. Eu tentava decifrar o que se passava na mente dela e o que ela pretendia com aquilo.

Pouco tempo depois o carro era estacionado a nossa frente, o manobrista me entregou as chaves e eu a vi se aproximar mais de mim. "Dê-me as chaves." Eu a ouvi dizer enquanto tocava minha mão com as suas para pegar o objeto. Eu não entreguei. Arqueei as sobrancelhas de forma indagativa e o sorriso dela se alargou. "Confie em mim, eu não vou bater com seu carro." Depois de alguns segundos cedi. Ela pegou as chaves e se dirigiu à porta do carro entrando logo depois. Eu caminhei lentamente até o lado do passageiro e me sentei ao lado dela. "Para onde nós vamos?" Indaguei. "Você vai ver". Ela respondeu simplesmente e deu a partida no carro.

Acordei e abri meus olhos lentamente para me acostumar com a claridade do quarto. Fazia sol lá fora, dava para perceber pelas frestas das cortinas. Mais um dia quente de verão.

Uma vez que os acontecimentos da noite anterior vieram a minha mente, não pude evitar o sorriso que escapou pelos meus lábios. Era uma estranha sensação a que eu tinha naquele momento, totalmente nova. Eu me sentia... Aquecido talvez? E com uma tranqüilidade, que honestamente acho que nunca experimentei.

Fui tirado dos meus pensamentos ao sentir a criatura angelical deitada sobre o meu peito se mover e murmurar algo. Voltei o meu olhar para ela e mexi nos cabelos desalinhados buscando pela visão de seu belo rosto, ainda sonolento. Ela se aconchegou ainda mais ao meu corpo antes de dizer:

- Você já está acordado? ... Que horas são?

- Sete e meia. - Respondi acariciando o rosto dela, que ainda tinha os olhos fechados.

- Ainda é tão cedo Sesshoumaru...

- É sim, mas costumo acordar cedo mesmo quando não trabalho.

Ela abriu os olhos e olhou para mim sorrindo. Aqueles olhos cor de chocolate, profundos e brilhantes e aquele sorriso, o sorriso que me causava fascínio.

Rin se moveu na cama para alcançar meus lábios e a pele macia do corpo nu roçou na minha, me causando um arrepio, que tenho certeza, ela percebeu. Nos beijávamos e eu podia senti a cada segundo o quanto aquela mulher significava para mim, o quanto eu a queria.

- Se você sempre acorda cedo e eu adoro dormir até mais tarde, como vamos resolver essa questão todas as vezes que dormirmos juntos?

- Todas as vezes? Você pretende que sejam muitas? - Indaguei maliciosamente, ela confirmou com um aceno de cabeça.

- Você não?

Eu voltei a tocar os lábios macios dela, que eram mais doces do que qualquer coisa que eu já tivesse provado.

- É claro que sim. Você sabe o quanto eu queria isso Rin, o quanto eu queria você.

- Eu também queria muito, mas... você não estava preparado. - Ela disse séria. - No início, você não me queria da mesma forma que eu a você.

- Por que tem tanta certeza disso?

- Admita. Você me via apenas como mais uma mulher atraente cruzando o seu caminho e eu definitivamente não queria ser mais uma. – Ela voltou a me beijar. - Eu quero ser a única Sesshoumaru.

A última frase foi dita ao meu ouvido e eu a abracei fortemente no momento em que ouvi aquilo.

Ela não precisava pedir ou exigir, depois de tudo o que nós vivemos naquele quarto e da forma como eu estava me sentindo, Rin havia tomado para si um lugar que nenhuma outra mulher sequer chegou perto de alcançar.

Eu inverti nossas posições e coloquei meu corpo sobre o dela a beijando intensamente. Eu queria devorar aqueles lábios, que desejei por tanto tempo quase que desesperadamente. Rin gemia ao sentir minhas mãos percorrerem seu corpo, a pele quente se arrepiava e respondia imediatamente aos meus toques.

Nossos corpos se encaixavam perfeitamente, feitos sob medida um para o outro. Aquela mulher me pertencia e eu sentia isso mais forte a cada segundo.

Minha excitação era evidente pela ereção que se precipitava de encontro ao sexo dela. Rin arranhou minhas costas quando a invadi e me posicionei tão profundamente dentro dela, que a fiz gritar de prazer. Ela facilitava minhas investidas inclinando e abrindo as belas pernas para me receber. Os olhos não deixavam de me fitar e brilhavam ainda mais envoltos por aquela aura de volúpia e prazer.

Os gemidos dela me excitavam ainda mais, então eu aumentei o ritmo das investidas e a vi morder os lábios de forma sensual tentando conter o grito.

Meus gemidos também podiam ser ouvidos. A sensação de ser envolvido por ela daquela forma era prazerosa ao extremo, eu sentia que poderia ficar ali para sempre.

- Aaaah Sesshoumaru! – Ela gritou meu nome ofegante e eu me deliciei com isso. – Não pare querido, não pare.

Eu não parei. Não pararia até que nós dois estivéssemos plenamente satisfeitos ou que nossos corpos não agüentassem mais.

Algum tempo depois eu a vi se contorcer com o gozo que chegava e tomava de assalto seu corpo. A visão era extremamente prazerosa para mim, fazia bem ao meu ego saber que a estava enlouquecendo de prazer, então logo depois eu também gozei. Continuei desfrutando da sensação de ser "abraçado" por ela durante alguns segundos, enquanto nossas respirações voltavam ao ritmo normal. Depois me retirei dela lentamente e beijei sua testa suada. Ela suspirou e depois sorriu, ainda de olhos fechados.

Sentei-me na cama alguns segundos depois para me livrar do preservativo. Ela me observava, eu podia sentir e sentia também a mão dela acariciando minhas costas, me virei para fitá-la e a beijei levemente antes de me levantar.

- Aonde você vai Sesshy?

- Sesshy?! – Indaguei arqueando as sobrancelhas. Ela sorriu em resposta.

- É. Eu posso te chamar assim não posso? Meu Sesshy... – Falou manhosa. Ela agia como uma menininha quando queria. – Eu prometo que só vou chamá-lo assim quando estivermos sozinhos.

Eu sorri, foi inevitável.

- Eu preciso de um banho...

Ela se ergueu da cama e caminhou na minha direção me abraçando.

- Ah! Eu também preciso de um bom banho. – Falou voltando a me beijar.

Fomos então para o banheiro e fizemos amor mais uma vez embaixo do chuveiro, com a água morna escorrendo pelo nosso corpo.

Fizemos amor... Eu usei mesmo esse termo? Difícil de acreditar. Se me dissessem isso há alguns meses atrás que isso aconteceria eu certamente teria rido com desdém, apesar de não ser meu comportamento normal. O fato é que até a noite passada eu não tinha a menor noção do que significava esse termo. Até a noite passada eu sabia apenas o que era fazer sexo e é óbvio que isso sempre foi prazeroso para mim, mas depois do que experimentei, eu posso afirmar sem qualquer hesitação, que por melhor que o sexo puro e simples seja ele é facilmente superado pelo "fazer amor". Eu simplesmente amava fazer amor com Rin.

Meses se passaram e nós construímos um relacionamento sólido. Com o tempo descobri que Rin e eu éramos muito parecidos, apesar das diferenças óbvias. Éramos responsáveis e comprometidos com o trabalho, gostávamos das mesmas coisas e adorávamos um ao outro. Todos os dias eu descobria uma nova razão para amar aquela mulher, a cada dia ela me encantava mais.

Hoje, num dia típico de primavera, estamos em uma cerimônia de casamento.

Hey! Acalmem-se e não se precipitem. Ainda não é dessa vez que eu vou me amarrar.

Hoje está sendo celebrada união de Inuyasha e Kagome. Ele a pediu em casamento pouco depois da conversa que tivemos, vocês se lembram não? E é claro, ela aceitou. Eles pareciam felizes, Inuyasha está de fato apaixonado pela jovem Higurashi e acredito que o sentimento seja recíproco.

Olho para Rin a minha frente, que tinha o corpo adornado por um vestido de seda em um tom claro de lilás, refinado e elegante como, aliás, ela era. Como ela estava linda, mais do que a noiva eu certamente diria se me perguntassem. Ela sorria. Apesar da aparência e postura de mulher contemporânea preocupada com a carreira, economia, etc.., ela como todas as mulheres adorava casamentos, se emocionava com eles. Difícil para um homem como eu entender isso, esse fascínio, mas olhando esse cenário, essa manhã de céu azul, flores e a atmosfera de felicidade ali, eu devo dizer que estou bastante inclinado a fazer daquela mulher, que me olha tão intensamente e sorrindo agora, a minha mulher oficialmente e para sempre.

A cerimônia terminou e todos se encaminharam para a recepção. Eu pude então me aproximar novamente de Rin.

- Eles parecem tão felizes... - O tom utilizado por ela era doce e terno.

- É. - Eu concordei. - Você gosta de casamentos... - Meu tom não foi o de indagação.

- Você acha?

- Uhum. - Confirmei beijando-a no rosto. Ela sorriu.

- É. Eu acho que gosto sim. Minha porção romântica gosta.

- Isso é bom já que provavelmente você terá que ir a outro casamento em breve...

O olhar de surpresa dela quase me fez rir. Eu a abracei por trás e beijei seu pescoço repetidas vezes, ela parecia tentar assimilar o que eu tinha dito. Segundos depois eu a ouvi questionar:

- O que você quer dizer com isso Sesshoumaru?

- O que eu quero dizer com o quê? - Eu continuei com a carícia no pescoço dela enquanto a envolvia pela cintura, me fazendo de desentendido.

Uma parte de mim queria que ela esquecesse aquilo e outra queria que ele continuasse com as perguntas, quem sabe assim eu tivesse a coragem de dizer de uma vez que a queria como minha mulher.

Ela não fez mais perguntas, ficou calada enquanto sentia meus lábios sobre a sua pele. Eu desfiz o abraço e me coloquei diante dela. Olhando em seus olhos eu acariciei seu rosto e a beijei.

- Eu amo você. - A frase saiu tão espontaneamente dos meus lábios que me causou espanto. - Eu amo você minha Rin.

Ela sorriu e também me acariciou.

- Eu também te amo meu Sesshy.

Nos abraçamos e ao olhar ao longe, mais afastado com uma taça de champanhe na mão eu pude ver meu pai. Ele ergueu a taça para mim em um cumprimento, eu apenas sorri em resposta.

- Parece que teremos um outro casamento em breve meu amor. - Inutaisho indicou com a cabeça o casal abraçado no jardim do lado de fora do salão onde estava sendo a recepção.

- Sesshoumaru?! Você acha? - Izayoi indagou também olhando o casal.

- Tenho certeza. - O homem respondeu, pegando a esposa pela mão e a conduzindo ao encontro dos outros convidados ali.

Aparentemente o resgate fora bem sucedido. Sesshoumaru fora salvo no momento exato e pela pessoa certa. Seu coração não mais estava afogado em um mar de solidão...

Dessa vez é mesmo o fim.

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