Eu me lembro perfeitamente o jeito como começou. Ela corria. O porque eu não sei.

"-Eu tenho certeza, Draco. Todos esses cursos são inúteis. Nós vamos montar uma empresa de bebidas e seremos ricos.

-Eu ri – Ah, Blaise, como você fala besteiras"

Blaise podia ser vidente. Hoje a Malbine Bebidas está fazendo um sucesso inigualável.

"-Não é besteira, Draco. Você vai ver.

Então ouvi passos apressados no começo do corredor. Me virei. Agradeço a Merlin até hoje por ter virado. Ela trombou comigo e eu a segurei pelos braços.

Contato visual. Foi o necessário para eu me apaixonar por ela. Okay, confesso que antes eu achava que se apaixonar era burrice. Mas pode ver. Até Blaise se casou. Com Luna Lovegood. E quem vê os dois não diz que Zabine teve uma vida sexual precoce.

"-Desculpe, Malfoy.

-Tudo bem, Granger. Vai com calma. – eu sorri e a soltei contra a minha real vontade.

Ela deu um sorriso (que é lindo por sinal) e saiu andando. Se virou e deu um tchauzinho com a mão e recomeçou a correr como uma condenada."

Os braços dela são delicados; os olhos cor de avelã são hipnotizadores; a boca rosada e bem desenhada é extremamente convidativa.

Me lembro também de como tudo aconteceu.

"Eu era monitor chefe, assim como ela, então fazíamos as rondas juntos. Mas, naquela noite, nós esquecemos completamente da ronda e estávamos andando a esmo pelos corredores conversando sobre um assunto qualquer. Nem percebemos a hora passando. Nós somos monitores chefes mas o horário máximo permitido para ronda é onze e meia. Só acordamos pra vida quando ouvimos o badalar do relógio do castelo: Já era meia noite.

-Droga! Temos que voltar ou Filch nos açoita – ela disse, desesperada.

-Miaaaaauuuuu...

-Você os achou, minha linda? Esses pivetes vão ver só.

-Merda – eu disse e Hermione começou a ficar desesperada.

-O que vamos fazer, Draco? Estamos ferrados! McGonnagal vai me matar eu sei que vai, droga...

-Estão mais perto agora? – Ele perguntou e eu percebi que estava bem mais perto.

-Filch filhodumaputa. – eu disse, fazendo Hermione arregalar os olhos.

Eu olhei para os lados e vi uma pilastra perto da outra, dando espaço para um vão onde a gente podia se espremer.

-Hermione?

-...Vão nos dar uma detenção e depois... – ela não tinha parado de falar ainda. Se fosse em outra ocasião eu com certeza riria.

Olhei do vão para Hermione para o fim do corredor, onde a sombra do cabeção do Filch estava aumentando. Não pensei duas vezes, puxei o braço dela, espremendo nós dois no meio daquelas pilastras. Ela me encarou, aparentemente assustada pela proximidade. Eu olhei fundo nos seus olhos, e confesso que quase me perdi neles. Abaixei o olhar para sua boca entreaberta. Molhei a minha própria. Estava morrendo de vontade de beijá-la.

-Onde eles estão, Madame Norra?

-Miaauu...

Como ela estava encostada na parede, eu me aproximei mais (se isto for possível), colando ainda mais nossos corpos, para tentar fazer com que aquela gata maldita não me visse.

Estava meio escuro ali. Nossos rostos ficaram a milímetros de distancia; nossas respirações se confundiam.

Inclinei o rosto e cerrei os olhos. Não consegui me segurar. Selei seus lábios (que para a curiosidade da nação são doces) com os meus, esperando sua reação. Não demorou muito e ela enlaçou meu pescoço, aprofundando o beijo. A segurei delicadamente pela cintura, prensando-a ainda mais na parede (se isto também for possível).

O beijo dela é calmo e possessivo; delicado e exasperado, ao mesmo tempo. Sinceramente, eu perdi muito tempo me segurando para fazer isso.

Me separei dela quando ouvi (de novo) a voz de Filch.

-Vamos, Madame Norra. Aquelas pestes conseguiram escapar de mim. Pelo volume, ele já estava meio longe, mas resolvi não arriscar.

Saímos do vão das pilastras quando o som de passos tinha cessado. Eu segurava a mão dela, sem perceber. Olhamos um para o outro. Eu sorri e ela também, fechando os olhos e balançando a cabeça, como se não acreditasse no que havia acontecido. A puxei e a segurei pela cintura. Ela colocou os braços em cima dos meus ombros

-Eu me segurei tanto pra fazer isso.

-Eu esperei tanto enquanto você se segurava – ela sorriu, divertida.

Deu uma risada e colei minha testa na dela. Ela passou o nariz no meu e eu a beijei de novo.

Me lembro também o quão fácil foi assumir para todos que estávamos juntos.

"-Harry – eu estava atrás dela, segurando sua mão, enquanto ela falava com o Rachadura.- Eu... Eu tenho uma coisa para te falar.- Ela mordeu o lábio inferior. Notei como ela sempre faz isso quando está nervosa e/ou quando tem algo importante para dizer.

-Eu também tenho – ele disse, sorrindo.

-Eu estou namorando – eles disseram juntos. – Com quem? –( ¬¬')

-Pansy Parkinson – ele disse, puxando Pansy pelo braço.

-Draco Malfoy – ela me puxou e eu passei o braço em volta de sua cintura.

-Potter.

-Malfoy.

-Parkinson.

-Granger.

-E o Ron?

-Está em algum lugar com Dino Thomas...

-Dino Thomas? – eu, Hermione e Pansy perguntamos, com as sobrancelhas levantadas.

-Bem... Você lembra que ele estava estranho, não? – Hermione afirmou com a cabeça – Ele estava se encontrando com o Thomas em alguma sala qualquer e não queria nos contar porque tinha medo da nossa reação. Fiquei sabendo quando os encontrei numa sala desativada e vi Rony com a mão no... e a boca... bem, acho que você me entendeu... – Potter ficou vermelho e passou a mão nos cabelos de ninho de rato dele.

-Bom... Ele devia ter contado. Não faria diferença. É só que... Bem, Harry acho que você compreende que...

-Tranquilo, Mione. Quando eu ver ele eu aviso que você não tem nada contra.

-Okay Harry.

Ela virou pra mim e sorriu. Eu puis as mãos no rosto dela e a puxei para um beijo. De relance, vi Pany se jogando em cima do Potter para depois engoli-lo."

Me lembro também do dia em que a pedi em casamento, uns cinco anos depois de acabar a guerra e terminarmos Hogwarts. Minha mãe apoiou e meu pai foi para Azkaban, então creio que ele ainda não sabe da novidade.

"Nós estávamos jantando no restaurante preferido dela, no centro de Londres. Era o momento perfeito. Velas, uma música ambiente... Era aquela hora ou nunca.

-Mione..

-Sim Draco? – ela me encarou com aqueles olhos redondos e brilhantes que ela tem.

-Você... quer c-casar... comigo? – Okay, gaguejei sim, e daí? Tirei a famosa caixinha de veludo azul marinho do bolso, abri e mostrei a aliança em outro com três pedrinhas de diamantes no meio. Sabia que ela ia gostar porque um dia quando estávamos andando por Hogsmeade, ela ficou encantada com o modelo.

Ela colocou as maos no rosto e vi que seus olhos marejaram. Ela se levantou um pouco e selou minha boca. Quando se sentou de novo, ela tinha o sorriso mais lindo que eu já vi na vida estampado na cara.

-É claro que aceito, Draco. Eu te amo.

-Eu também te amo, Mione...

Me levantei, coloquei a aliança no dedo dela e a convidei para dançar. Era um ritmo lento, onde a gente teve a liberdade de se beijar, comemorando."

E hoje, penteando os cabelos de Sharpay e rindo das palhaçadas de Louis, nossos gêmeos de 3 anos, ela de cabelos loiros e lisos e ele de castanhos escuros, os dois com olhos azuis acizentados e uma inteligência indiscutível, fico pensando em como me tornei o homem mais sortudo do mundo.

E a minha resposta acabou de entrar no quarto: ter encontrado Hermione Granger.