Olá pessoal!

Estou eu aqui trazendo mais uma história para vocês sobre o nosso casal favorito.

Esta é uma história original que eu criei há algum tempo atrás, mas eu resolvi adaptá-la para utilizar os personagens de Inuyasha e acho até que ficou bem legal.

Eu não tinha a intenção de publicá-la agora, porque ela é complexa e tem várias fases, mas não pude resistir ao apelo do final de ano, porque afinal essa parte da história se passa justamente nesse período e eu decidi não esperar até o final do ano que vem para que ficasse no contexto certo.

Bom, eu espero que vocês apreciem essa minha nova empreitada e que continuem acompanhando porque essa história e mais uma das minhas fics longas e eu ainda não terminei de escrevê-la.

Boa leitura!

26 de Dezembro de 2005

Era um dia frio em que um céu muito nublado cobria a cidade de Tóquio. Era o horário de almoço e a família preparava-se para ir à mesa e desfrutar da refeição.

Inuyasha desceu as escadas, já atendendo ao chamado de seu estômago que reclamava de fome. Quando chegou à sala encontrou a mãe sentada em uma das poltronas e esta tinha uma revista em mãos.

- Oi mãe! O almoço já está pronto? Eu estou morrendo de fome.

- Kaede está arrumando a mesa meu filho. - Ela responde sem olhá-lo. – Você viu como está linda, a sua amiga, na capa da última edição da Cosmopolitan? - A mulher indagou voltando seu olhar para ele e apontando a revista que estava em suas mãos.

- A Rin? - Inuyasha se aproximou da mãe e se sentou no sofá ao lado dela. – Nossa! Eu ainda não tinha visto, ela está linda.

O jovem que descia os degraus da escada a passos decididos interrompeu-os ao ouvir o nome daquela mulher. Ele parou onde estava e continuou ouvindo atentamente a conversa de Izayoi e Inuyasha.

- Ela está lindíssima nas fotos e há uma entrevista muito boa também. Tive uma grata surpresa ao ler, ela me parece uma pessoa muito interessante.

- E é mãe. A Rin é maravilhosa, linda e inteligentíssima foge totalmente ao estereótipo das modelos que conhecemos.

- Senhora o almoço já está servido. - Anunciou Kaede surgindo na sala.

- Obrigada Kaede! Por favor, peça para alguém chamar Sesshoumaru, ele está no quarto. Vamos nos sentar meu filho enquanto esperamos por seu irmão.

Os dois caminharam em direção a sala de jantar e logo que viu que eles haviam se distanciado Sesshoumaru retomou seu caminho descendo as escadas. Ao chegar à sala o homem caminhou até o sofá e fitou o exemplar da revista que estava em cima deste. Ele olhou fixamente para a foto estampada na capa. Quase perdeu o fôlego ao tomar o exemplar nas mãos e ver mais de perto a imagem. De fato Rin era maravilhosa. Ela estava belíssima na foto, com um visual diferente do que ele conhecia. Os cabelos que ele lembrava serem muito longos e com franja foram cortados em um chanel moderno cujas pontas assimétricas alcançavam o queixo delicado. Sua postura e olhar penetrante faziam-na parecer uma diva arrumada em um vestido de seda vermelho, elegante e extremamente sensual.

Sesshoumaru fechou os olhos por alguns instantes e balançou a cabeça levemente como se quisesse se desfazer de certo pensamento ou lembrança, depois devolveu a revista ao local em que estava e se dirigiu à sala de jantar.

- Konnichiwa! - Ele cumprimentou os presentes da forma monótona habitual e logo se sentou no lugar de costume.

- Konnichiwa! - Responderam em uníssono.

- Onde está o papai, mãe?

- Ele ligou dizendo que não viria para casa, já tinha agendado um almoço com alguns executivos.

- Hunm!

- Com licença senhora Izayoi. Eu devo ligar para Nagami-sama e fazer as encomendas que a senhora mencionou?

- Oh sim! Por favor, Kaede faça isso. Nesse período, quanto mais cedo fizermos o pedido melhor. Dessa forma não seremos surpreendidos.

- Sim senhora.

- Então teremos mesmo uma festa? - Perguntou Inuyasha.

- Sim teremos. E será uma festa maravilhosa.

Sesshoumaru permanecia quieto, perdido em seus próprios pensamentos e alheio a conversa da mãe e do irmão mais novo. Mas um nome chamou sua atenção quando foi pronunciado durante a conversa.

- Não acha uma boa idéia convidarmos a Rin para a festa mãe? - Inuyasha questionou com segundas intenções evidentes.

Sesshoumaru o fitou seriamente e viu o sorriso cínico estampado na cara do mais novo, depois olhou para a mãe, que também sorria de forma marota.

- Não acha que ela terá outros compromissos meu filho?

- Pode ser, mas não custa nada tentar. - Respondeu ainda sorrindo.

Sesshoumaru manteve-se sério e tentou não demonstrar o quanto aquele assunto o incomodava. Ele passou o resto do tempo calado ouvindo os dois que o acompanhavam conversarem sobre futilidades e assim que terminou sua refeição se retirou. Precisava voltar para o hospital, aonde ainda tinha pacientes a atender naquela tarde.

Quando Sesshoumaru se ausentou, Izayoi e o filho caçula sorriram cúmplices um para o outro.

- Ele ficou irritado. - Disse a mulher.

- Que novidade. Sesshoumaru está sempre irritado. Não sei como a Rin pôde se apaixonar por ele.

- Então ela gosta realmente dele?

- Ela o ama mãe, mas ele é tolo ou orgulhoso demais para perceber isso.

- Seu irmão não é nada tolo Inuyasha. Ele passou por muitas coisas, talvez apenas não esteja preparado para um novo relacionamento ou talvez só precise de um empurrãozinho. - Izayoi disse sorrindo.

- No que a senhora está pensando?

- Em fazer os dois se acertarem, mas ainda não sei como. Eu estou certa que Sesshoumaru sente o mesmo por ela.

- Eu costumava achar isso também. Quando nós voltamos daquela viagem onde ele a conheceu e aconteceram todos aqueles problemas com a Kagura, eu achei que o motivo fosse o fato de Sesshoumaru ter se envolvido com a Rin mais do que imaginava, mas agora não tenho certeza. Aquela mulher linda voltou ao Japão por causa dele mãe, e ele não faz nada. Se não conhecesse Sesshoumaru diria que ele está com medo de alguma coisa.

- Bom, vejamos o que pode ser feito a esse respeito. - A mulher concluiu.

Sesshoumaru saiu de casa extremamente irritado como o irmão disse. Ele já tinha coisas demais em sua mente, não precisava que Izayoi e seu irmão trouxessem a tona "o assunto Rin". Ele pensava nela todos os dias, ela povoava seus sonhos sem que necessitasse ser constantemente lembrado da existência dela. A relação fugaz com aquela mulher o havia marcado profundamente, os momentos que passaram juntos, os encontros, o sexo. Sim era apenas sexo, pelo menos assim pensava Sesshoumaru naquela época, a química entre os dois era perfeita e intensa. Tudo ainda estava gravado nitidamente na mente dele como se tivesse ocorrido ontem. Ele pensou nela todos os dias a partir daquele em que se despediram para voltarem a suas vidas. Deveriam seguir em frente mantendo apenas a vaga lembrança daquele encontro e dos momentos prazerosos que viveram. Mas aparentemente, pelo que Sesshoumaru pôde perceber quando voltou a si do estado de coma, Rin não havia considerado o que aconteceu entre eles como um mero caso de sexo casual. Ela havia se envolvido, havia se apaixonado de forma totalmente inesperada por um homem que mal conhecia. Ela voltou ao Japão logo após saber do acidente ocorrido com ele e o visitou repetidas vezes, demonstrando grande preocupação e sendo muito solidária com seus pais e Inuyasha, seu grande amigo.

O jovem dirigiu pelas ruas e avenidas de Tóquio, a caminho do hospital onde trabalhava, ainda pensando, pensando nela.

O dia passou tranqüilamente ao menos para a maioria dos membros da família Taisho. O patriarca voltou para casa e após tomar um banho relaxante ficou na sala desfrutando da companhia de sua doce e amada esposa. Trocavam carinhos como se ainda fossem um casal de namorados, apesar de terem um sólido casamento que já durava há quase trinta anos.

- Sesshoumaru vem para casa hoje? - Perguntou Inutaisho pouco depois de beijar levemente os lábios da esposa.

- Não sei. Ele saiu um pouco irritado hoje pela manhã.

- Irritado com o quê?

- Inuyasha e eu conversávamos, durante o café, sobre um assunto que parece perturbá-lo de certa forma.

- Um assunto que perturba Sesshoumaru?

- Sim. - Ela respondeu simplesmente e depois de uma pausa concluiu. – Falávamos de Rin.

- A amiga de Inuyasha?

- Ela mesma.

- O que tem ela? Eu lembro que Inuyasha nos disse que ela teve algum tipo de envolvimento com Sesshoumaru, mas eu não vi qualquer proximidade entre eles. Ela parece muito mais ligada ao Inuyasha.

- Eles se envolveram sim durante aquela viagem que fizeram ao Havaí e parece que a jovem Rin é desde então, apaixonada por Sesshoumaru.

- Verdade? - O homem indagou tranqüilamente. – Mas pelo que vejo o sentimento não é recíproco.

- Você acha?

- Ora Izayoi! Sesshoumaru não demonstrou qualquer sentimento por essa moça nas poucas vezes em que os vimos e tudo dava a entender que ela e Inuyasha estavam juntos.

- Mas não estavam. Inuyasha me disse que eles são apenas amigos e que Rin ama o nosso Sesshoumaru. Diferente de você, eu acho sim que o sentimento é recíproco.

- Então por que Sesshoumaru não a deixa se aproximar? Por que a trata a distância como se ela fosse uma estranha?

- Oh meu amor! Parece que você não conhece seu filho. Ele nunca demonstra o que sente. Apenas pessoas bem treinadas, como eu e você se tiver um pouco mais de atenção, conseguem saber o que se passa com ele.

Inutaisho assumiu uma expressão pensativa enquanto a mulher sorria.

Menos de cinco segundos depois Sesshoumaru entrava na sala, vindo da rua. Ele cumprimentou os pais e depois de trocarem poucas palavras subiu para o quarto.

- Ele não estava tão irritado afinal. - Falou divertido Inutaisho.

- É parece que não.

No andar de cima Sesshoumaru entrou em seu quarto, colocou sua pasta em cima de uma poltrona e retirou o sobretudo. Ele caminhou até a cama e se sentou passando a desabotoar a blusa social de mangas compridas que usava. O jovem continuava sério e pensativo, quando chegou em casa e abriu a porta para entrar, pôde ouvir parte da conversa dos pais. Ouviu a mãe dizer que Rin o amava e pensava sobre as conseqüências disso. Seria possível aquela mulher ainda nutrir sentimentos por ele, depois de tanto tempo e de tudo o que aconteceu? Decidiu se levantar e caminhou até o banheiro onde um banho quente o faria relaxar e colocar os seus pensamentos em ordem.

O jantar naquela noite correu tranqüilamente com toda a família reunida. Mais uma vez o assunto da festa de Ano Novo surgiu, com Izayoi discorrendo sobre os preparativos a serem feitos e as pessoas que foram convidadas.

Mais tarde todos se recolheram a seus aposentos para uma merecida noite de sono. Alguns conseguiram descansar, outros tiveram o sono perturbado por sonhos recorrentes e inquietantes.

Oie!

Outro presente de Ano-Novo para vocês, espero reviews para saber o que acharam.

Beijos e Feliz 2008 para todos nós!