Yoooo0o! Nem demorei né?

Essa fic é bem curta, estou postando o segundo capitulo, mas o próximo só postarei semana que vem. Só vai ter 9 capítulos.

Boa leitura.

Nenhum personagem me pertence, todos são de Rumiko. A fic tbm não é Minha pertence a NigHteyes.

O0o0o0o0o0o0o0oo0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o

O DIA EM QUE VOCÊ ME TRAIU

(The day you betray me)
NigHteyez

2. A dor de Inuyasha

"No que está pensando?" Kikyou esfregou sua macia orelha canina. Inuyasha moveu a cabeça para longe da mão dela, não gostava de Kikyou tocando suas orelhas. O lembrava de Kagome. Estava deitado sobre o colo de Kikyou. Da mesma forma como havia feito com Kagome da primeira vez em que se transformara em humano diante dela.

Inuyasha fitou o céu sem estrelas. [O que eu fiz com ela? "Foi certo contar a ela a verdade tão cedo? Devíamos manter isso em segredo até que a jóia estivesse quase completada."

"Ela não chorou nem pareceu triste, não é?" Inuyasha abanou a cabeça, permitindo que Kikyou plantasse um leve beijo em sua testa. "Não é claro que eu fiz a coisa certa? Manter isso escondido dela por mais tempo a magoaria ainda mais."

Inuyasha suspirou. Sabia de alguma forma que ela estava certa. Kikyou sempre foi inteligente. Então assumiu que aquela sensação dolorosa em seu peito logo iria embora, certo?

Kikyou fechou os olhos. [Kagome não chorou nem pareceu triste. Mas o pior tipo de tristeza, Inuyasha, é aquela onde as lágrimas não caem.

"Ja ne, Kagome-chan!"

Kagome tirou o rosto sorridente assim que suas amigas estavam for a de vista. Tinha passado um maravilhoso dia fazendo compras com as amigas. Maravilhoso, sim. Com uma horrível dor-de-cotovelo pendurada nela, ameaçando queimá-la com ácido.

[O mundo não acabou, Kagome. Falou para si mesma enquanto caminhava de volta ao templo. [Ele pode ter ferido você, mas você precisa ser forte! Tem que voltar lá e continuar a procurar o Shi... O sentimento amargo voltou novamente. [A quem estou querendo enganar? Voltar para lá e assistir os dois pombinhos? Melhor me dar um tiro.

Inuyasha não veio buscá-la. [Que grande surpresa. Kagome sabia que teria que voltar mais cedo ou mais tarde, mesmo que fosse por uma última vez. Não tinha falado adeus para os outros. Mas não podia voltar, não quando seu coração ferido ainda estava aberto e sangrando. [Não está pronto para receber outro golpe.

"Com licença, moça." Kagome foi puxada de volta à realidade. Uma velha senhora estava diante dela. E parecia tanto com Kaede, apenas sem o tapa-olho. Kagome ficou levemente divertida com as roupas da senhora, a bolsa e o guarda-chuva, todos na cor negra.

Ela sorriu e mostrou a Kagome um papel cheio de rabiscos e escritas. "Poderia me dizer como chego aqui?" A sósia de Kaede apontou o endereço no pedaço de papel. "Estou um pouco perdida." Emendou.

Kagome sorriu simpaticamente. A mulher não estava um pouco perdida. Estava MUITO perdida. Uma boa coisa também, Kagome precisava de algo que a distraísse de pensar demais. "Gostaria que eu levasse você lá?"

(Chegando no destino)

"Muito obrigada, querida." A sósia de Kaede, que se chamava Zeon, procurou por algo dentro da bolsa. Kagome olhou espantada a assustadora mansão diante de si. O céu do entardecer fazia a enorme mansão parecer ainda mais assustadora. [Esta velha senhora vai ficar aqui?

"Aqui, algo que eu quero que você tenha." Zeon pegou a mão de Kagome e colocou um pequeno vidro sobre a palma dela, antes que pudesse recusar. Era um vidro não maior que o polegar, com um limpo líquido púrpura dentro. Kagome pareceu atônita. [Huh?

"Pela nossa conversa, notei que você teve um horrível rompimento. Ainda quer ficar com ele, mas seu amor a proíbe." Kagome corou. Elas estiveram conversando durante a caminhada e de alguma forma, tinha despejado os problemas para aquela senhora. Talvez porque Zeon parecesse muito com Kaede, ela sentiu que tudo ficaria bem como normalmente ficava com Kaede por perto.

"Acredite ou não, esta é uma poção mágica. Beba enquanto pensa na pessoa e isso levará seu amor por ele embora." Kagome teria rido e chamado Zeon de maluca se nunca tivesse experimentado viajar no tempo.

"Mas esteja avisada, criança. Uma vez que tenha desistido daquele amor, nunca mais será capaz de tê-lo de volta."

Aquela noite, Kagome deitou-se na cama enquanto segurava o pequeno vidro que Zeon lhe dera. Tinha decidido voltar para o período feudal no dia seguinte. Era inútil se esconder como uma ostra do fato. Fato: Inuyasha nunca a amara.

Não importava o quanto desgostava da idéia de voltar e encará-lo, ainda era seu trabalho e responsabilidade procurar pelos fragmentos de Shikon.

[Desistir de um amor doloroso? Seus olhos azuis dispararam para o porta-retratos do outro lado do quarto, sobre a escrivaninha. Nele havia uma foto de Inuyasha, dormindo com um enorme sorriso bobo no rosto delicado. Kagome sempre pensara que talvez ele estivesse sonhando com ela quando sorriu daquele jeito. Agora ela sabia, ele não estava. Devia estar sonhando com Kikyou.

Kagome sentou-se e abanou a cabeça. Nunca seria capaz de sobreviver se seu coração ameaçava parar a cada vez que pensava em Inuyasha. Resolveu. Lentamente torcendo a tampa do pequeno vidro, facilmente o abriu.

Então hesitou. [Você nunca mais será capaz de tê-lo de volta. As últimas palavras da velha mulher a assombraram. [Que diabos? Quem ia querer um amor tão doloroso de volta, de qualquer forma? Ela reclinou a cabeça e bebeu o líquido púrpura.

"Inuyasha! Quando Kagome vai voltar?!" O pequeno kitsune emburrou para o hanyou.

"Ela se foi há bastante tempo agora, por que não vai buscá-la?" A exterminadora de demônios deu um olhar ameaçador à pervertida mão do monge.

"Ah, você teve outra briga com ela? Então, o que houve desta vez?" Miroku não viu/ignorou o olhar de Sango e acariciou o traseiro dela.

"Feh" BONK Sango fez 'humphf' e se afastou de Miroku. Inuyasha se mexeu, desconfortável. Eles não sabiam a razão da ausência de Kagome. "Kagome não vai voltar. Nunca mais." Todas as cabeças se viraram para olhar para ele.

"O que está dizendo?" Sango perguntou com um tom de voz preocupado. Logo substituído por uma carranca zangada. Os outros esperaram pacientemente pela resposta.

"Leia meus lábios, ela-não-vai..." Os olhos dourados de Inuyasha brilharam. [Esse cheiro... Pulou do chão e correu para fora, deixando seus amigos de boca aberta para o espaço vazio, no qual ele estivera sentado alguns segundos atrás.

"Então, seguimos ele?" Miroku já estava se levantando. Uma mão segurando seu cajado, a outra ajudou Sango a levanter-se.

[O que foi que aquele hanyou estúpido fez desta vez? Todos os três correram atrás dele com a mesma pergunta na cabeça.

Inuyasha estava a centímetros do poço. Podia escutar os sons de respiração cansada vindo de dentro. [Por que ela voltou? Um pequeno corpo surgiu, lutando para sair do poço enquanto equilibrava uma enorme mochila ao mesmo tempo. Finalmente ela se firmou e levantou a cabeça. Olhos dourados a encararam de volta.

[Ela vai chorar? Por favor não chore. Não posso ficar com você, mesmo se chorar muito. Meu coração já pertence a Kikyou. Inuyasha não sabia o que fazer. Ficou ali parado como uma estátua, pensando no que aconteceria agora que ela estava de volta.

"Oi." Kagome sorriu e o cumprimentou. O hanyou ergueu uma sobrancelha como se ela tivesse falado a coisa mais estranha do mundo. Havia esperado uma briga cheia de gritos, um abraço lacrimoso, um beijo apaixonado... Nunca esperaria isso.

Antes que tivesse chance de falar, outras pessoas/youkais correram para Kagome. Miroku, Sango e Shippou a rodearam, cumprimentando-a e fazendo todo tipo de perguntas. Justamente a coisa que Inuyasha queria fazer.

"Kagome! Inuyasha disse que você não ia voltar!" Shippou choramingou e agarrou-se ao ombro dela. Kagome acariciou sua cabeça e alcançou a mochila.

"Agora por que eu abandonaria um youkaizinho tão fofo quanto você, Shippou? Inuyasha só é malvado. Tome, isso é para você." Ela deu ao pequeno kitsune um pirulito verde.

[Ela disse meu nome… por que pareceu tão esquisito? Então isso o atingiu. Ela falara seu nome sem o costumeiro correr do coração que ele normalmente escutava.

"Vamos voltar, Kagome-chan." Sango sorriu. Era um alívio saber que Kagome estava de volta. Por um segundo, pensou que Inuyasha finalmente havia partido o coração de Kagome.

"Hai!" Kagome ergueu a mochila. O peso subitamente diminuiu. Inuyasha fez sua parte e pegou a mochila de Kagome. Olhou para frente, tentando ignorar a presença dela.

"Isso é tão 'legal' de você, Inuyasha. Está na cara que ama bastante Kagome-sama." Miroku provocou.

"Cala boca, monge. Eu não amo aquela mulher!" As palavras saíram antes que ele pudesse impedir. Inuyasha blasfemou mentalmente e esperou que Kagome gritasse e lhe desse sua 'punição.'

Miroku manteve o sorriso malicioso. Estava aguardando a cena em que Inuyasha e Kagome gritariam que não amavam o outro. Então Inuyasha seria 'sentado' por falar demais. Nunca falhou antes.

"Obrigada, Inuyasha." Kagome sorriu. Miroku quase tropeçou na grama minúscula. Sango e Shippou desenvolveram uma gota de suor. Inuyasha tinha uma indefinível expressão no rosto. "Pela mochila, quero dizer." Ela emendeou. Sango e Shippou forçaram uma risada para aliviar a tensão.

Inuyasha observou enquanto Kagome andava com Sango à esquerda e Shippou derrapando alegremente à direita. [Algo está terrivelmente errado aqui.

Continuaram suas aventuras. A princípio tudo parecia normal, Sango sempre polindo seu bumerangue, Miroku sempre tentando agarrar Sango, Shippou sempre irritando Inuyasha. E Kagome, sempre rindo com seus companheiros esquisitos.

Apenas Inuyasha notou a pequena mudança. Kagome ficava bem mais com Miroku, Sango e Shippou. Ela não o ignorava deliberadamente, nem passava tempo extra com ele. Notou que o tempo que ela passava com cada um ficou igual. Ele não mais possuía aquela razão especial pela qual ela sentava-se ao lado dele e sonhava acordada.

"Inuyasha."

Olhou para baixo, para Kagome. Era noite e o ar estava mais frio do que nunca. Miroku havia feito sua parte e encontrara um grande lugar para dormir. Inuyasha havia discordado em dormir dentro, dando sua famosa desculpa, nunca se sentia a salvo, preso dentro de paredes. Não gostava do frio, mas seu orgulho não o deixaria descer e pedir aos companheiros se havia um lugar extra para ele aquela noite.

"Inuyasha." Kagome repetiu. "Está frio aqui for a. Quer entrar?"

[Feh, então esta mulher ainda se importa comigo. Eu devia saber. Inuyasha não podia entender por que sua disposição repentinamente se ergueu e por que sentia vontade de pular de alegria. "Feh, não quero mulher. Por que se importa?" Ele sorriu convencido. Assim Kagome INSISTIRIA para que ele entrasse, como sempre fazia. [Brr Com certeza está congelando aqui.

"Oh, okay." Kagome disse alegremente e deu de ombros. Ela entrou novamente.

Inuyasha fitou o espaço vazio em que Kagome estivera. Suas bochechas ficaram quentes apesar do vento frio. Engasgou-se com o bolo da garganta. [O que aconteceu?

As mãos de Inuyasha estavam ensangüentadas. Ele perdera mais sangue comparado ao youkai que acabara de matar. [Feh, eu não sangraria tanto se não fosse por aquele lobo fracote. O ferimento de Kouga era de longe pior que o seu.

Sentiu-se fraco e deprimido. Seria porque ele havia sangrado tanto ou porque Kagome não gritara seu nome durante a luta? Era a última. Ela SEMPRE chamara seu nome. Não importava se era quando o inimigo o golpeava, ou se ela estava em perigo. Kagome sempre o chamara. Mas não desta vez.

Inuyasha caiu ao chão. Esperou pelos preocupados passos vindo em sua direção como antes, mas não escutou nenhum. Virando a cabeça, viu Kagome ainda ocupada com os ferimentos de Sango e Shippou. Então, aquilo o atingiu. Inuyasha sempre fora a primeira pessoa a quem Kagome correria. Nunca falhara em checar seu ferimento, em pedir se ele estava bem, em chorar por ele quando ele não estava.

Ironicamente, ele nunca notara isso até agora.

Finalmente, ficou cansado de fingir terrível dor e esperar pela simpatia de alguém. Inuyasha levantou-se e lentamente mancou até Kagome. [Por que ela não está me notando após tanto tempo? Ele viu sua resposta e a raiva cresceu dentro de si.

"Kagome, você está ferida! Olhe para suas pobres e delicadas mãos..." Kouga segurou as duas mãos avermelhadas de Kagome e as beijou ternamente. Kagome corou e Inuyasha escutou o coração dela martelar selvagemente. [O coração de Kagome nunca se acelera a não ser que ela esteja em perigo ou... ou quando está comigo.

"Kouga-kun..." Kagome o chamou suavmente. Não tinha intenção de puxar as mãos. Inuyasha franziu a testa e ergueu sua Tetsusaiga. [Por que ela está chamando o nome dele ao invés do meu? E por que diabos aquele lobo estúpido está beijando Kagome? Por-por que ela não está se afastando? O último pensamento o arrasou. Estava prestes a baixar Tetsusaiga para uma matança limpa quando...

"Inuyasha, osuwari!" A espada se desviou e pousou perto de Miroku, quase o cortando no trajeto. Kagome desculpou-se repetidamente por quase matar Miroku de susto. Ela voltou a olhar o achatado cão demônio. "Você não entende que Kouga-kun não é nosso inimigo?"

Kagome alisou o nó entre suas sobrancelhas e suspirou. "Inuyasha, estou cansada e nossos amigos estão feridos. Você acha que podemos voltar para Kaede sem cortar Kouga-kun no meio?" Ela não pareceu se importar quando Kouga a ajudou a se levantar, puxando-a para um abraço ao mesmo tempo.

[Ela nunca fez isso antes. Esta não é a Kagome que eu conheço. Minha Kagome nunca faria isso. Ela nunca faz meu estômago azedo ou me deixaria para baixo. Minhaa Kagome sempre me alegra e não deixaria outros homens a tocarem, exceto eu. Então quem é esta garota?

Kagome enconstou-se em uma árvore. Era noite. Não muito tempo atrás, ela se lembrava, seriam os ombros de Inuyasha ao invés do áspero tronco de uma árvore. Reviu a cena vezes sem conta apenas para testar a efetividade da poção. Sem surpresas, funcionou. Não mais havia aquela dor e tristeza a mastigando quando pensava na traição de Inuyasha.

O que lhe dera naquele dia quando Kouga beijara sua mão, ela não sabia. Sentiu-se atraída por Kouga. [Bem, é normal já que não posso sentir amor por Inuyasha mais. Verdade seja dita, ela freqüentemente esquecia da existência de Inuyasha, mas isso não significava que ela não se importava com ele. É que apenas o lugar dele em seu coração caiu de número 1 para o mesmo lugar onde Miroku, Sango e Shippou estavam.

Subitamente, uma sombra caiu do céu e pousou ao lado dela. Kagome deixou um pequeno grito escapar, quando a sombra pressionou a mão sobre sua boca para impedi-la de gritar.

"Calma. Sou eu." Inuyasha a libertou quando ela assentiu. "É tarde, o que está fazendo aqui fora?" Ele havia, realmente, a seguido no minuto em que ela deixara a cabana de Kaede. Kagome estivera sentada ali por um longo tempo, nem mesmo notando o hanyou acima de sua cabeça. [Ela não sabe que é perigoso? Ele pensou com uma carranca.

"Você me assustou." Kagome tentou respirar normalmente. O susto que Inuyasha lhe deu podia curar qualquer soluço. "Não consigo dormir. Você?"

Inuyasha sentiu uma cutilada de dor. Antes de sua traição, Kagome ia para ele toda vez que não conseguia dormir à noite. Outra prova de que Kagome havia mudado. Com esta nova 'Kagome', ele não sabia quanto mais podia agüentar. Estava à beira do colapso.

"Vi você andando até aqui e fiquei preocupado." Aquela era a verdade. Inuyasha então a abraçou apertado. Seu coração voou quando ela passou os braços ao redor de sua cintura. "Como você pôde me 'sentar' e deixar aquele lobo fracote te tocar?" Ele murmurou nos pequenos ombros dela. A teimosa imagem de Kouga beijando Kagome simplesmente não saía de sua cabeça.

"Sinto muito." Inuyasha ficou satisfeito com o pedido de desculpa. Sua moral estava se erguendo rapidamente até que ele se apartou para olhá-la cara-a-cara. "Por favor, não tente ferir Kouga-kun de novo." Kagome estava sorrindo. Ele sabia que aquele sorriso continha amizade e nada mais. O mesmo se dizia do abraço, nada mais do que confortando um amigo. Ele ficou zangado. Não era aquela a expressão que queria. Não queria ser APENAS o amigo dela.

Kagome afrouxou os braços e afastou-se de Inuyasha. Mantendo o 'amigável' sorriso no rosto. "Não faça isso de novo, Inuyasha. O que vai acontecer se Kikyou nos ver assim? Ela não vai ficar feliz." Ela disse suavemente.

Aquilo trouxe outra indesejada lembrança de volta. Kagome ainda se lembrava do choque e mágoa quando viu Kikyou e ele se beijando. Apesar de não poder mais sentir aquilo, sabia que nem mesmo uma miko-falecida como Kikyou merecia sentir o que ela sentira aquele dia.

"O que está acontecendo? Você está tão diferente." Ele perguntou com uma voz cansada. Kagome piscou algumas vezes. Nunca esperara que Inuyasha fosse o primeiro a suspeitar de que algo estava diferente nela.

"Como? Não estou nem um pouco diferente. Sou Kagome. Lembra? KA-GO-ME?" Ela não planejava esconder a verdade dele, mas seria muito confuse explicar, de qualquer forma.

"Sim, você é Kagome. Mas tem agido estranhamente. Pare de brincar comigo e me diga o que aconteceu com você!" Inuyasha jurava que logo ficaria louco.

Kagome desistiu. Não sentia amor por ele. Sentia pena dele. "Depois que eu deixei você naquele dia," Não havia necessidade de explicar qual dia. Ambos sabiam bem qual dia era. "Ajudei uma velha senhora, Zeon. Ela me deu uma poção e disse que meus problemas seriam resolvidos se eu bebesse."

"E para que foi esta poção?" Inuyasha não estava muito ansioso em saber a resposta.

"Ela levou embora meu amor por você." Kagome replicou com uma voz calma, como se estivessem falando sobre o tempo.

O cão demônio sentiu a mente subitamente clarear-se, mas os sentimentos depressivos e doloridos permaneceram. [É por isso que senti que faltava algo em Kagome. Ela perdeu... seu amor por mim.

Todas as reações dela foram explicadas. Por que ela não ficou zangada com ele quando ele disse que não a amava, por que não se importou se ele ficava fora no frio, por que não chamou seu nome ou viu se estava bem depois da batalha, por que não ficou brava quando Kouga a tocou.

Eles eram todos preciosos símbolos de seu amor por ele. Ele nunca notou nenhunzinho deles antes que ela mudasse. Agora tudo tinha se ido.

"Já que eu não guardo amor por você, não mais amo você." Ela disse tão facilmente quanto respirar. Ele recebeu isso tão pesadamente quando um golpe de Tetsusaiga. [Ela... não me ama? Aquilo conseguiu. Aquela foi a última gota.

Kagome levantou-se e preparou-se para sair. Limpou as costas do pijama e se virou para dizer boa-noite ao cão demônio. A surpreendeu o fato de que ele já estava de pé e a prendera entre o enorme tronco de árvore e si mesmo.

"Você precisa pegar aqueles sentimentos de volta." Havia uma urgência e um desespero dentro de sua voz abalada.

"Por que?" Uma simples pergunta que ambos desejavam muito saber.

"Eu não sei por que! Você só tem que fazer isso!" Inuyasha gritou enquanto lágrimas deslizavam pelo seu rosto. [Por que? Por que é tão importante que ela me ame? "Não quero mais ter que ver essa você!" Ele parecia uma criança teimosa, mas não ligava.

Kagome o abraçou. Mas ele sabia, o abraço dela era o de uma amiga confortando uma pessoa triste. Não havia amor nisso. "Não posso. Não se preocupe, Inuyasha, você vai se acostumar com esta nova 'eu' logo."

E então, ele a beijou. Havia sal neste beijo. Causado pelas lágrima de Inuyasha. Kagome estava chocada mas logo recuperou o controle. Ela não o empurrou, mas também não correspondeu ao beijo.

Ele a beijou furiosamente, pressionando seus lábios com força contra os dela, querendo que ela respondesse. Inuyasha forçou a língua para dentro da boca dela, tentando fazer com que se excitasse. Não sabia o que estava fazendo, pelo que estava esperando. Após todos os seus esforços, ela nunca demonstrou nenhuma reação. Sentiu como se beijasse uma boneca, não Kagome.

"Maldição!" ele acertou o punho contra a árvore atrás de Kagome. Por pouco não a acertando. "Por que você não pode reagir a mim?" Mais lágrimas caíram. Inuyasha nunca se sentiu tão desesperado antes. Nem mesmo encarar Naraku se comparava a esta situação. Kagome era a única pessoa que podia fazê-lo se sentir tão vulnerável.

"Por favor... volte para mim. Eu amo você." Desta vez, as palavras saíram direto de seu coração. Não houve hesitações como da primeira vez em que confessara. Estava surpreso com a facilidade que pôde dizer a ela aquelas três simples palavras.

O surpreendeu mais quando Kagome aconchegou-se a ele. Ela colocou os braços ao redor de seu trêmulo corpo e enterrou a cabeça em seu peito. Quando ele pensou que o pesadelo havia finalmente acabado, ela murmurou.

"É tarde demais, sinto muito."

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Resposta Reviews:

Garota Inu: Eu já li e reli essa história umas 300 vezes e nunca me canso XD. Obrigada pelo boa escolha realmente pesei que essa fic merecia estar aqui.

Lariinha: Essa fic foi a primeira que eu li tbm XD. Ela é perfeita né? Nunca li fic igual na qualidade XD. Bjks e continue lendo e mandando reviews.

Lala-chan: Que bom q adorou XD. E já estou atualizando. Bjks e continue mandando reviews.

Quero bastante comentários XD essa fic merece. Até segunda ou terça. Beijos.