Olá pessoas!

Cá estou eu com mais uma invenção da minha cabeça.

Essa fic é na verdade a primeira fase da trilogia que eu pretendo compor somando-a à Destino e a uma outra fic cujo título ainda não defini.

Não quero falar muito, apenas dizer que os acontecimentos aqui, visam explicar muito do que ocorre na fic Destino. Vocês entenderão o comportamento e as relacões entre os personagens a partir dessa leitura. Vale lembrar que uma não depende da outra, ou seja, vocês podem lê-las separadamente que não irá comprometer o entendimento.

Espero que apreciem mais esse trabalho e informo que devem estar preparados para muitas emoções.

Boa leitura!

Era uma tarde quente de verão e no Aeroporto Internacional de Tóquio, um jovem de longos cabelos em um tom claro de prata aguardava na seção de desembarque.

O jovem olhou no relógio em seu pulso mais uma vez e se sentiu satisfeito ao ouvir a voz doce ecoar pelo local anunciando a chegada do vôo que vinha dos Estados Unidos.

Hakudoushi caminhou até a área de onde podia ver os passageiros que saíam do avião serem recebidos por seus familiares e entes queridos. Ele sorriu ao avistar o irmão, fazia tempo que não se viam pessoalmente e embora as circunstancias não fossem as melhores, se sentia feliz ao revê-lo.

Oyakata Taisho, o jovem executivo retornava ao Japão depois de três anos vivendo em território estrangeiro. Sua vida tomara um rumo totalmente inesperado e ele decidira retornar para casa em busca de estabilidade e paz.

- Konnichiwa, seja bem vindo irmão! – Hakudoushi o cumprimentou tão logo eles se aproximaram.

- Konnichiwa Hashi!

Um abraço foi trocado entre os irmãos que não se viam há algum tempo. Desfeito o abraço Hashi voltou-se para a mulher que acompanhava seu irmão mais velho.

- Konnichiwa Kaede! – Ele cumprimentou sorrindo a mulher que conhecia desde a infância.

- Konnichwa Hakudoushi-sama!

- Ora, o que é isso Kaede? Não seja tão formal comigo... Como está esse menino? – Ele indagou num tom de voz sereno fitando o bebê de apenas três meses que dormia no colo de Kaede.

- Ele está bem. Dormiu como um anjinho quase todo tempo durante a viagem.

Oyakata observava em silêncio a conversa entre seu irmão e sua governanta.

- Bom, vamos indo. Eu pedi ajuda a Tsuki para organizar tudo na casa, ela está pronta para receber vocês.

- Ótimo. – O mais velho disse simplesmente.

Os três, além do bebê caminharam até o estacionamento do aeroporto após retirar a bagagem que havia sido trazida e tomaram o carro indo logo em seguida para casa.

O trajeto foi feito praticamente em silêncio, com exceção de alguns poucos comentários que Hashi fazia e o irmão replicava ocasionalmente. Não demorou muito para que alcançassem uma rua tranqüila em um bairro residencial de Tóquio onde várias casas magníficas se erguiam.

O carro parou frente a um enorme portão de madeira com câmeras de segurança instaladas estrategicamente. O portão foi aberto subitamente permitindo que o carro adentrasse o terreno onde um imenso jardim se estendia por vários metros quadrados.

Hakudoushi estacionou o carro em frente à porta de entrada da grande residência. Todos desceram do carro e Oyakata fitou com um olhar um tanto saudoso a bela construção que conhecia muito bem. Foi ali que ele cresceu junto com seu irmão em companhia dos pais e ali ele viveu até decidir se casar e partir para construir sua própria vida.

A porta principal se abriu tirando o executivo de seus pensamentos. Ele voltou seus olhos para a porta e uma jovem usando um uniforme de empregada lhe sorriu discretamente e fez uma reverencia.

- Seja bem vindo Taisho-sama!

- Esta é Megumi, ela foi contratada através de uma agência. Tsuki providenciou tudo. – Informou Hakudoushi ao irmão mais velho.

Oyakata cumprimentou a jovem que fora contratada para trabalhar na casa e entrou pela porta principal alcançando o hall de entrada e logo depois a sala principal.

- Os quartos estão preparados? – Oyakata perguntou.

- Sim senhor. – A jovem Megumi respondeu.

- Kaede, leve Sesshoumaru para cima. Ele ficará mais confortável.

- Megumi acompanhe-a, por favor. – Hashi pediu e antes que elas subissem orientou. – Kaede está com nossa família há muitos anos, ela será encarregada de governar a casa, portanto você e todos os outros deverão se reportar a ela. Entendido?

- Sim Hakudoushi-sama.

As duas mulheres subiram as escadas levando o pequeno Sesshoumaru que ainda dormia até o quarto reservado a ele, deixando os dois homens a sós.

Hakudoushi se sentou em uma das belas poltronas na sala e fitou o irmão em silêncio por alguns instantes. A face de Oyakata parecia mais séria do que ele jamais tinha visto.

- Oyakata, você está bem? – Perguntou preocupado.

- Estou. – O mais velho desconversou. – Você avisou à diretoria que eu estaria de volta hoje.

- Avisei. – Hashi respondeu tendo a certeza de que o irmão não falaria sobre o ocorrido. – Tsuki confirmou a reunião com a diretoria para amanhã às 16 horas.

- Perfeito.

- Bom, eu tenho que ir ao hospital, então já vou indo. Se você precisar de alguma coisa sabe onde me encontrar.

- Sei.

- Amanhã eu volto para ver meu sobrinho, quando vocês dois tiverem descansado. Vê se descansa um pouco Oyakata, você está péssimo.

- Não se preocupe comigo. – O tom utilizado pelo mais velho não continha qualquer emoção.

- Isso é um tanto impossível... – Hashi falou se levantando e com as chaves do carro nas mãos caminhou até a saída. – Nos falamos depois.

- Certo.

Oyakata se viu sozinho mais uma vez na imensa sala de estar de sua casa e pensava em como prosseguir com sua vida e cuidar sozinho da criação do filho.

Algum tempo depois o executivo subiu as escadas percorrendo o longo corredor em busca do quarto que fora reservado a seu filho, não demorou para encontrá-lo e Oyakata entrou lentamente no aposento. Kaede estava arrumando algumas roupas e objetos pessoais do menino após retirá-los das malas que já haviam sido levadas ali por um dos empregados.

- Como ele está Kaede? – Perguntou se aproximando do berço onde o bebê estava acomodado.

- Ele está bem. Acordou porque sentiu fome, mas já pedi a Megumi que providencie a mamadeira dele.

Oyakata pegou o filho cuidadosamente nos braços e o aconchegou ao seu corpo. Acariciando as costas do bebê ele depositou um beijo no topo da cabecinha dele antes de dizer:

- Essa é a sua casa agora Sesshoumaru. Você vai ficar crescer aqui e será feliz, eu prometo meu filho. – Ele falava baixo apenas para o menino ouvir, mas a conversa não passou despercebida pela governanta.

Kaede observava o jovem que viu crescer, agora com o filho nos braços. Ela sabia o desafio que ele teria que enfrentar ao criar aquela criança sozinho, mas tinha certeza de que ele se sairia bem porque o mais importante, amor por aquela criança, ele tinha de sobra e influência feminina não faltaria a Sesshoumaru enquanto ela estivesse ali, isso ela podia garantir.

Sesshoumaru ainda estava no colo do pai quando começou a reclamar de fome, o choro dele ecoou pelo aposento por apenas alguns segundos, tempo suficiente para que a jovem Megume entrasse pela porta trazendo a mamadeira, que foi entregue por ela ao Senhor Taisho, depois de um sinal positivo de Kaede para fazê-lo.

Oyakata se sentou na poltrona azul celeste que havia ali e acomodou o filho no colo dando-lhe a mamadeira, o que fez o menino imediatamente cessar o choro. Megumi observou a cena por alguns instantes encantada, mas logo depois se retirou ao ser dispensada por Kaede.

- Posso deixá-lo com você enquanto vou lá embaixo verificar como anda a organização dessa casa? – A governanta indagou.

Ele apenas confirmou com a cabeça enquanto fitava o rosto infantil de Sesshoumaru que olhava para ele enquanto desfrutava de seu leite morninho.

Kaede desceu as escadas e tomou o corredor que ela conhecia muito bem, chegando a cozinha logo depois. Ela pediu que Megumi reunisse todos os empregados que havia ali para uma breve conversa.

Minutos depois oito pessoas estavam frente à governanta. Tratavam-se dos empregados que foram contratados através de uma agência para trabalharem naquela casa.

- Meu nome é Tomodashi Kaede, eu fui governanta nessa casa durante muitos anos até viajar com o Senhor Taisho para o exterior. Os pais dele eram os donos na época em que eu trabalhei aqui e eu os servi até que eles morreram, passando logo depois a trabalhar para o filho mais velho deles. – Kaede falava tendo a atenção de todos ali. – Essa é uma propriedade muito grande e embora a família seja pequena, nós vamos precisar trabalhar em conjunto para manter tudo na mais perfeita ordem e funcionando bem. A minha obrigação é garantir que tudo funcione aqui, porque o Senhor Taisho é um homem extremamente ocupado e confiou a mim a tarefa de zelar por seu lar. Logo, tudo relacionado a essa casa e ao que acontece aqui deve ser relatado e vocês todos devem se reportar a mim.

Vocês descobrirão que o Senhor Taisho é um homem generoso e fácil de lidar, ele não criará caso com vocês desde que cada um execute seu trabalho de forma correta e a única coisa que ele exige e que mais presa na relação com seus empregados é a discrição e o devido respeito. Se forem capazes de manter ambas as qualidades vocês verão que estão em um ótimo local para trabalhar e que serão muito bem recompensados por seus serviços.

Agora eu quero, por favor, que vocês se apresentem. Assim nós poderemos nos conhecer.

- Eu me chamo Megumi e fui contratada para ajudar na arrumação da casa.

- Eu sou Hikari, contratada também para arrumação.

- Certo. – Kaede disse incentivando os outros a continuarem.

- Eu sou Kazuko, a cozinheira.

- Muito prazer Kazuko-san. – Kaede cumprimentou a mulher que era mais madura que os demais e parecia ter a mesma idade dela

- Eu sou o jardineiro Hitomi. – O homem falou sorrindo e fazendo uma reverencia.

- Me chamo Kazuo e serei o motorista do Senhor Taisho. – Falou um outro de aproximadamente quarenta anos fazendo reverencia diante de Kaede.

Os outros dois rapazes se apresentaram como Ken e Kento, eram irmãos e estavam ali representando os seguranças da casa. Ken era o mais velho e pela conversa que manteve com Kaede, era o responsável pela segurança. Ele disse que a empresa a qual pertenciam tinha um total de doze homens designados para a segurança daquela casa que se revezavam em turnos.

- Eu tenho um arquivo aqui com a foto de cada um dos integrantes da equipe para que o Senhor Taisho e a senhora possam identificá-los, já que eles circularão pela propriedade.

- Pode deixar o arquivo comigo que eu o levarei até o Senhor Taisho.

- Eu agradeço senhora Kaede.

- Eu quero informar apenas mais uma coisa a vocês. Nesta casa moram apenas o senhor Taisho e o filho dele que se chama Sesshoumaru, a única pessoa que tem livre acesso a casa além deles é claro, é o Senhor Taisho Hakudoushi, que é irmão do Senhor Taisho e vocês já tiveram a oportunidade de conhecer. Ficou claro?

Todos confirmaram com a cabeça.

- Ótimo! Então, vamos voltar ao trabalho. Qualquer dúvida, me procurem.

Em pouco tempo o jovem Senhor Taisho já estava totalmente instalado em sua casa. Alguns novos móveis foram comprados para cômodos como o escritório e alguns dos quartos que foram redecorados por uma profissional contratada especificamente para este fim.

O quarto reservado a Sesshoumaru foi ricamente decorado com motivos infantis. Um berço e outros móveis na cor branca foram arrumados no local cujas paredes foram pintadas em azul celeste e no teto havia desenhos de nuvens.

O quarto principal ocupado por Oyakata também fora todo redecorado com cores sóbrias e sem qualquer detalhe ou toque feminino.

A vida havia se estabilizado e após três semanas a rotina da casa já havia sido estabelecida. Os empregados executavam suas tarefas sob as instruções de Kaede e todos demonstravam satisfação com o trabalho e tinham muito respeito e admiração por seu patrão, que embora fosse muito reservado mostrava-se gentil e respeitoso para com todos.

- Bom dia Senhor Taisho!

- Bom dia Kimiko! – Cumprimentou o executivo, que chegava a sala de jantar já devidamente trajado para mais um dia de trabalho.

Eram 07:30 da manhã e todo o dia, nesse mesmo horário, Oyakata descia as escadas para tomar seu café da manhã. A mesa como sempre estava posta e farta com frutas, pães, sucos e etc...

Oyakata saboreava o chá quente que fora servido pela empregada e lia o jornal daquela manhã com as notícias mais recentes.

Minutos depois, passo fora ouvidos e uma voz feminina parecia conversar com alguém. Oyakata ergueu os olhos para fitar a jovem parada no arco de entrada da sala de jantar.

- Bom dia rapaz! – O homem falou se dirigindo ao filho que estava no colo de Megumi.

A jovem que havia sido designada logo depois da chegada deles para cuidar do bebê se aproximou do patrão para que ele alcançasse o menino.

Oyakata pegou o filho no colo ainda sentado em sua cadeira e brincou com ele.

- Aonde vocês vão? – Perguntou sem fitar a babá.

- Vou levá-lo até o jardim para aproveitar o sol. Nesse horário faz muito bem aos bebês. – Ela respondeu.

- Certo. - Oyakata deu um leve beijo no menino e o entregou a Megumi.

- Tenha um bom dia Senhor Taisho!

- Bom dia Megumi! – Ele respondeu no tom sério habitual, mas extremamente educado.

A jovem saiu da sala e caminhou até uma porta corrediça de vidro que dava para os fundos da casa onde ficava a piscina e outras áreas destinadas ao lazer. Ela ficaria no jardim onde o gramado verde se estendia por vários metros, formando um belo tapete.

Assim que terminou seu café da manhã, Oyakata se levantou e caminhou até a porta de entrada, onde sua pasta era estendida por uma das empregadas a quem ele agradeceu quando recebeu o objeto. Logo depois o homem caminhou até o carro, já estacionado a sua espera e a porta foi aberta pelo motorista para que ele entrasse.

O que acharam até aqui?

O clima é triste, não é? Essa é uma fic triste infelizmente, mas promete melhorar com o tempo, basta vocês serem pacientes porque como eu disse ela é mais uma fic longa.

Espero contar com os reviews de vocês. Nesse momento não tenho mais o que comentar.

Beijos e até a próxima !