Eu voltei u.u

Não que alguém tenha percebido que eu tinha sumido ou qualquer coisa parecida. Não que alguém sequer lembre no nome Miseno-san. Não vou me prolongar muito aqui com explicações por que, sinceramente, é um saco. O resumo da obra é: Olá, meu nome é Miseno-san. Sou um escritOR de 21 anos (ou seja, velho...) que hoje esta postando finalmente o segundo capitulo dessa fic. Prazer em conhecê-los e boa leitura.

Posso ser velho, mas não sou mal educado. Gostaria de cumprimentar formalmente essa nova geração de escritoras e quem sabe ate, escritores também. Alem disso, gostaria de dar minhas boas vindas também a certas lendas do passado que estão com as suas fics ativas e atualizadas. Mas isso é um assunto que eu tratarei com mais carinho durante meu projeto especial, que será postado em outra ocasião.

Enfim, chega de conversa mole e vamos ao capitulo de hoje, sim? Como puderam perceber ai em baixo, a primeira parte deste capitulo foi escrita por mim enquanto eu ainda escrevia, outra parte foi escrita pelo "Miseno-san ressuscitado". Pessoalmente, não notei diferenças significativas do modo como eu escrevia antes do modo como escrevo atualmente. Acho que não melhorei, não piorei e também não estou diferente como autor. É o mesmo Miseno-san que vocês conheciam, se você me conhecia no passado.

Claro, se você nunca ouviu falar de mim, gostaria de lhe informar duas coisas ao meu respeito. A primeira coisa é que eu sou um chato. Não sei se isso é bom ou ruim, só peço que passe a me odiar depois que me conhecer e/ou ler alguma fic minha. A segunda coisa é que eu amo reviews com criticas construtivas! Sabe aquelas reviews do tipo "Eu odiei a sua fic por causa disso, disso e disso"? Gosto escrever esse tipo de review e gosto ainda mais recebê-las.

Acredito que esse tipo de review te ajuda a melhorar muito mais do que uma review cheia de elogios. Por favor, não me entendam mal. Eu gosto de elogios como qualquer outro, mas receber criticas construtivas que me ajudem a melhorar é um prazer que ate hoje eu cultivo!

Como escritor, estou aqui para servi-los. Meu objetivo como Miseno-san é lhes proporcionar, através da escrita, bons momentos de leitura e diversão na frente do computador. Em resumo, é fazer meus leitores felizes. Por isso, faço questão de saber e incentivo leitores(a) que, de alguma forma, não se divertiram lendo a minha fic. Então, se a minha fic não esta agradando você, por favor, me deixe saber, através de reviews, e-mail, MSN, sinal de fumaça, o que você preferir!

E é claro, boa leitura e boa diversão! Que esse humilde texto faça do seu dia um pouquinho melhor! ^^

Capitulo 02 - Silêncio

Silêncio.

É assim que a Sakura e o Shaoran se encontravam naquele carro. Ambos pareciam desconfortáveis com aquela situação. Mas pêra ai. Por que diabos eles estariam desconfortáveis com isso? Agora são oficialmente patrão e empregada, não é mesmo? Então por que eles não poderiam se dar bem?

- Então. Sakura não é? – afirmou mais do que perguntou – Você já trabalhou de babá muitas vezes? – Tentou iniciar um papo, um tanto nervoso.

- Não. Na verdade, é a primeira vez que eu realizo esse trabalho. P-Porque? Tem algum problema em eu ser... novata? – perguntou com medo.

- Não mesmo. Eu tenho plena confiança que você realizará esse serviço bem! – Shaoran sabia mentir bem – Mas é que, bom.. Como eu já disse antes, a minha filha é um tanto.. Complicada – falou Shaoran inseguro.

- Como assim complicada? – a curiosidade da Sakura despertou.

- Você vai entender quando a conhecer. Pronto, chegamos. – disse Shaoran com o carro já parando.

Ao sair do carro, Sakura deu uma olhada no exterior da casa. Uma casa relativamente mediana pintada de vermelho. Dois andares com algumas cadeiras de balanço uma mesinha situadas na pequena varanda da casa.

Momentos depois, Shaoran abriu a porta de casa. Mal o rapaz deu um passo para dentro de casa e logo foi abraçado por uma singela garotinha de compridos cabelos arroxeados e com marcantes olhos cor de âmbar, herança do seu pai. A garotinha parecia imensamente feliz em abraçar o seu pai, e ele imensamente feliz em ter a sua preciosa filha. A primeira impressão que ficou em Sakura foi que aqueles dois não se viam tanto quando deveriam. Como uma quase-pedagoga, Sakura logo se preocupou com essa hipótese, mas logo esses pensamentos lhe fugiram a mente, ao perceber que aquela mesma singela garotinha estava lhe direcionando um olhar de raiva.

- Sakura, gostaria de lhe apresentar a minha preciosa filha, Yume. Yume, essa moça se chama Kinomoto Sakura, ela vai ser a sua nova babá daqui para frente.

E novamente, silêncio.

- Eu vou beber um copo d' água. – disse Yume ainda com um olhar nada legal focando a Sakura.

E quando ela chegou à cozinha, Shaoran somente pode suspirar fundo. Enquanto Sakura ainda caçava o seu erro no primeiro contato que teve com a Yume.

- Li, eu fiz alguma coisa de errado aqui? – perguntou confusa.

- Não Sakura. É que a Yume é assim. Ela não gosta muito de babás sabe? – disse meio que constrangido.

- E a mãe dela? Muito ocupada também? – Sakura não conseguiu evitar a pergunta.

- Não, a mãe dela teve complicações durante o parto. Um dia depois de dar a luz a Yume, a mãe dela veio a.. falecer – o semblante no rosto do chinês não era só de abatimento, era de uma profunda tristeza também.

Um momento de silêncio.

- Eu sinto muito. Minhas mais sinceras desculpas. Esse assunto não é da minha conta. – curvou-se levemente.

-Tudo bem. Assim você deve compreender melhor a criança que é a Yume. – Shaoran olha o relógio – Agora me deixe ir Sakura, eu estou quase atrasado para a minha reunião – disse Shaoran antes de entrar no carro.

- Tudo bem, boa sorte no seu trabalho – Sakura tinha um sorriso no rosto.

- Obrigado e Sakura – Shaoran ligara o seu carro – Tente... durar.. tudo bem? – E partiu logo em seguida, deixando uma Sakura com uma espinha dorsal gelada para trás.

Como assim "Tente durar"? A jovem se perguntava sem parar quando notou que a adorável menina estava parada à sua frente, lhe analisando. Quando voltou sua face para a criança, percebeu o olhar inquisidor da pequena. Tentou ser agradável:

- Então senhorita Yume... Eu serei sua nova babá... Mas acho que você não gosta disso não? – Falou em um tom de voz neutro, apesar de estar tendo calafrios por causa do nada simples olhar gelado da jovem.

Alguns segundos de silêncio depois, a jovem menina deu as costas para a Sakura e subiu as escadas. Depois de perder a menina de vista, Sakura deu uma boa olhada na casa, aonde a partir daquela data, trabalharia como babá. Logo após a entrada, podia-se ver uma grande sala. Um grande sofá bem no meio da sala. Em frente ao sofá, uma mesinha de centro e uma televisão gigante que Sakura não sabia quantas polegadas tinham. Após a sala, ela encontrava uma cozinha espaçosa. As escadas que davam acesso aos quartos ficava na sala. Existia um pequeno banheiro entre a sala e a cozinha.

Após completar a exploração do seu novo ambiente de trabalho, o próximo passo da Sakura seria conhecer a sua nova colega de trabalho, e torcer para que ela não a odeie, ainda mais. Subio as escadas em direção ao quarto de Yume e logo estava frente a frente a uma porta de madeira, ao qual tinha uma pequena plaquinha escrito "Quarto da Yume". Respirou fundo e bateu na porta.

Nada

Bateu de novo, com mais força.

Nada, de novo

Bateu de novo

-Yume? Você ta ai? - Perguntou Sakura em um tom um pouco alto

Silêncio

Meio que "chateada" por está sendo ignorada por uma menina de cinco anos, Sakura abre a porta sem pedir licença.

Péssima Idéia Sakura, péssima idéia. Acontece que quando a Sakura abriu a porta, acabou vendo a Yume,a filha do seu novo chefe, pelada, segurando o que se parecia com a roupa que ela ia vestir, antes de ser interrompida pela a sua nova "baba"

- Ahhnn...

Claro, se a Sakura fosse um meninO, seria extremamente vergonhoso para ambos, mas como eram dois seres do sexo feminino, não tinha problemas, não é?

Silêncio.

E Yume não falou nada, não gritou, não se moveu, nem si quer piscou os olhos. Ahh, aqueles olhos, aqueles olhos que transmitiam tanta raiva e fúria direcionada unicamente para a Sakura paralisavam completamente a mesma, como um rugido de um tigre que paralisa a pesa antes do predador atacar. E foi em uma fração de segundo, quando aparentemente um pequeno cisco caiu no olho direito da Yume, cortando o contato visual que Yume tinha da Sakura, foi à chance da universitária pronunciar um pequeno "Desculpe-me" e rapidamente fechar a porta e descer ao segundo andar. Depois do susto, Sakura tinha percebido que não seria assim tão fácil realizar esse trabalho como ela imaginara.

- De qualquer maneira, ela não deve querer me ver por algum tempo. Acho melhor deixa-la em paz por algumas horas e depois tentar algum contato – falou Sakura consigo mesma

Algumas horas depois..

- Bom, eu acho que a essa altura, ela já deve ter se acalmado. Ok, hora de usar tudo o que aprendi na faculdade! - falou Sakura alegre subindo as escadas.

- Yuume? – Chamou Sakura em frente a uma porta fechada

Silêncio

-Eu sei que você está ai Yume. Vamos! Me de uma chance!

Nada

- Yume? Você ta ai? – disse Sakura com um tom já preocupado

- Eu to sim. O que você quer? – respondeu mal humorada

- Eu quero conversar. Acho.. que não começamos bem e...

Alguns segundos de silêncio

Sakura já abrira a sua boca para falar novamente, mas o barulho da porta sendo destrancada a interrompe.

- Muito bem Sakura, parece que você é uma babá meio lerda, já que não percebeu as regras dessa casa. – disse Yume com um olhar zangado a universitária.

- R-Regras? – Sakura um tanto surpresa com as atitudes da garota.

- Sim. Regras. Escute bem: EU fico lá em cima no meu quarto e você fica aqui em baixo. Pode assistir TV, ver um filme, comer alguma coisa na cozinha, não me interessa, só não suba até o meu quarto sob NENHUMA circunstância! Faremos assim até eu convencer o meu pai que você é uma bruxa maldita e você ser despedida. Até lá, pode ganhar um dinheirinho sem fazer nada. Passar bem! – disse Yume batendo a porta na cara da sua babá.

E Sakura não fez nada.

Também... quem poderia fazer alguma coisa naquela situação? Uma menina de cinco anos proferindo tais palavras como se fosse uma adulta. Sakura não era muito experiente em cuidar de crianças na prática, mas já sabia que a Yume era uma criança única, diferente de tudo que ela viu, ouviu, ou estudou em sua vida de universitária. E isso com certeza seria um problema para ela.

Depois do ultimato que Yume lhe impôs, Sakura nada mais poderia fazer naquele dia. Fora completamente derrotada por uma garotinha de cinco anos de idade. Naquele momento, Sakura fitava o controle remoto da televisão da sala. Por alguns instantes, ela pensou seriamente na proposta de Yume. Simplesmente ignorar a presença da criança e ganhar uns trocados sem esforço lhe parecia uma idéia atraente naquele momento. Poderia usar o tempo livre para estudar e, de fato, algum tempo livre para si seria muito bem vindo! Porem, logo tratou de censurar aquelas idéias convenientes que lhe vieram à mente naquele momento. Que tipo de futura Pedagoga Sakura poderia querer ser, se quando em um momento como esse preferisse agir em favor da sua própria conveniência do que o bem estar de uma criança precisando de atenção?

Ai... Quem eu estou enganando? Sakura DE FATO tinha coisa melhor para fazer do que ficar tentando resolver os problemas de crianças que a odeiam. E Sakura sabia que pensar assim era errado, já que algum dia ela seria uma Pedagoga e nenhuma Pedagoga de verdade deixaria uma criança com problemas sem atenção, mas... nem Pedagoga ela era,ainda!

E com os seus pensamentos conflitando entre certo e errado, Sakura nem notara o tempo passar. Logo, o barulho da porta da frente sendo destrancada pelo o seu novo patrão, Li Shaoran, lhe invadiu os ouvidos.

- Boa noite Sakura! – cumprimentou – E então? Você está bem? – disse um pouco risonho

- Na medida do possível – se levantou – A Yume é.. – começou Sakura

- Venha. Vamos conversar no carro, eu te dou uma carona até o seu dormitório. Já está escuro lá fora – Disse Shaoran a interrompendo

- Tudo bem – disse Sakura o seguindo, mas sem antes dar uma ultima olhada na escadaria, pensando na Yume.

Após Shaoran ir cumprimentar sua filha e lhe avisar que iria sair e que era para deixar tudo trancado, os dois saem da casa e entram no carro se dirigindo em direção ao dormitório da Sakura, apos as devidas instruções da mesma. O dormitório era perto e o transito estava ameno. Seria uma viagem curta.

Apos começar o caminho, o silêncio prevaleceu entre os dois seres.

- Então, sobre a Yume – Sakura tinha que resolver isso hoje!

- Eu sei. Como pode perceber, a Yume pode ser um tanto difícil com as pessoas que ela não gosta, ou que são estranhas para ela. – disse Shaoran serio

- Escute senhor Li. Eu sou uma estudante te Pedagogia. Posso não ter me formado, mas eu já tenho conhecimento o suficiente para lhe afirmar que a sua filha tem problemas que precisam ser resolvidos e...

- Eu também sei disso, senhorita Kinomoto. Eu sei que a minha filha não é como as outras. Eu sei que ela tem problemas, afinal de contas, nunca conhecer a mãe é um grande problema, não acha? – Shaoran a fita com um semblante serio e triste.

- Sim eu sei. Também perdi a minha mãe muito nova. Sei o que ela passa – Sakura parecia se recordar do seu passado.

- Eu me lembro bem. A Yume costumava ser uma garota feliz a menos de um ano atrás, mesmo com a morte da mãe. Mas depois da morte do meu querido amigo Wei, Yume nunca mais foi a mesma. Eu até tentei coloca-la em uma creche, para ela fazer novos amigos, aprender algumas coisas, enfim, se alegrar um pouco. Por algumas semanas, pareceu dar resultados, mas de uma hora para outra, Yume voltou a ficar triste novamente, e não só isso, passou a apresentar certa irritação aqueles a sua volta. Nunca mais ela voltou àquela creche.

Silêncio.

- E então, desde aquele dia, Yume só freqüenta o prezinho. Nada mais. Ela sempre sorrir e a brinca quando eu chego em casa apos um dia de trabalho. Mas sem mim por perto, ela é o que você viu hoje. Uma menina quieta e fechada que não quer nada com ninguém.

- Não se podia esperar outra coisa dela.– disse Sakura tristemente.

E assim Sakura chegou ao seu dormitório e se despediu brevemente do seu novo chefe. Depois desse dia cheio, a mesma resolve tomar um bom banho e ir direto dormir. Ela tinha algumas coisas para revisar, mas realmente não tinha mais cabeça para isso. Fora um dia em tanto e ela sabia que esse tinha sido apenas o começo.

A manhã seguinte logo chegou, e com ela, as perspectivas do novo desafio que Sakura teria que enfrentar naquele dia. Curiosamente, suas aulas pareciam bem mais fácies agora que sabia o que vinha pela frente. Lidar com a Yume com certeza seria um desafio ate para pedagogos mais treinados, e ela nem mesmo era formada. Sequer estava estagiando ou algo do tipo.

Ao chegar ao seu novo local de trabalho, Sakura toca a campainha pensando se era certo o que estava fazendo naquele momento. Um passo em falso poderia acabar de vez com a vida daquela pequena criança. Porem não poderia abandoná-la agora, não quando ela sabia que a menina precisava de alguma ajuda, nem que fosse dela própria.

Depois de um apressado Shaoran lhe passar os últimos detalhes do seu novo trabalho e se dirigir ao trabalho, Sakura se vê sozinha com a fera. Se lembrara das regras que lhe foram impostas no dia anterior. A TV de plasma 3D de cinqüenta e seis polegadas e uma geladeira farta eram realmente atraentes, porem somente por um breve momento. Apesar de distraída em relação a algumas coisas, no seu (futuro) trabalho Sakura era uma pessoa extremamente seria.

Por esse motivo, Sakura começou a por o pouco que aprendera ate agora em como lidar com crianças como a Yume.

A primeira coisa que o livro manda fazer é começar a ter algum tipo de relação com a criança. Nenhuma criança vai se abrir para você se você não se relacionar de alguma forma com ela. Foi até o seu quarto e tentou se aproximar novamente de Yume. Tentou conversar, pediu desculpas pelo ocorrido no dia anterior, mas Yume não se deu nem ao trabalho de responder, ou abrir a porta.

Com isso, Sakura percebeu que se aproximar da Yume diretamente não funcionaria. Então tentou outros métodos indiretos. Começou a rabiscar desenhos com traços infantis em folhas de papel colorida e a espalhá-los pela sala. Ocasionalmente, Yume descia até a cozinha para tomar água ou comer alguma coisa. Ao olhar os rabiscos espalhados, olhou por três segundos para eles, olhou para a desenhista e seguiu direto para cozinha. Na volta, simplesmente ignorou a Sakura e os seus rabiscos no chão.

Nas outras vezes que Yume descera até a cozinha, viu Sakura brincando com origamis, brinquedos, jogos de tabuleiro. Tudo o que Sakura pensava que interessaria Yume sempre surtia o mesmo efeito na mesma: ela os olhava por três segundos e depois os ignorava permanentemente.

E foi embaixo de uma serie de derrotas esmagadoras que o Shaoran encontrou Sakura no fim daquele dia

- É, as outras babas tentaram algo parecdo também para tentar chamara a atenção da Yume – comentou Shaoran olhando para os brinquedos e os desenhos espalhados pela casa.

Shaoran fitou Sakura por um momento. Se sentia triste e desiludida. Parecia que nada que aprendera na faculdade tinha algum efeito na Yume.

- Dia difícil! – comentou começando a arrumar as coisas espalhadas.

- Desculpa, ela ainda me odeia! – disse um pouco envergonhada do seu fracasso

- Tudo bem. Deixa essa bagunça por ai que depois eu arrumo. Por hora, deixa eu te levar ao seu dormitório. Acho que você está precisando de um descanso urgente – comentou já abrindo a porta da frente.

E nesse momento, estava dois a zero para a pequena filha do Shaoran!

*Daqui em diante é o Miseno-san ressuscitado! XD*

E abrindo aquela porta, mas um dia de trabalho se iniciara para a nossa heroína. Isso de fato é verdade, mesmo que esse seja somente o terceiro dia de trabalho naquela casa, com aquela criança. E ela estava ali pela terceira vez. Era um feito em tanto se considerarmos a Yume com a criança a ser cuidada. Alem dos seus materiais de faculdade que sempre carregara consigo Sakura hoje carregava um pequeno pacote em sua mão direita. O pacote vinha com um emblema de uma doceria perto dali. Era a sua nova arma para se aproximar de Yume.

Depois de guardar devidamente as suas coisas, ela pega a sua nova arma e se prepara para o combate. Vai a cozinha, pega um pratinho e se senta na cadeira. Coloca o pacote na mesa da cozinha e pega um dos pedaços de bolo que acabara de comprar para esse momento. O cheio doce de morango com chantili invade as narinas da universitária, atiçando seu apetite, porém a mesma se controla e apenas fita o bolo. Sabia que aquela seria uma batalha longa, e quando chegasse a hora, teria apenas uma única chance. Falhar não era uma opção.

Duas horas se passaram e Sakura continuara ali, imóvel, com o bolo intacto a sua frente. Quando ouve o som de alguém descendo as escadas. Provavelmente era Yume indo em direção a cozinha para beber água ou pegar alguma guloseima para comer no seu quarto. Quando a criança chega à cozinha, se depara com a sua nova baba se deliciando com um bolo de morango que lhe parecia apetitoso. Yume lhe fitou por alguns instantes, os seus famosos três segundos, porem dessa vez Sakura ousaria um pouco mais!

- Quer bolo? - perguntou Sakura enquanto enfiava o garfo em um pedaço de morango.

Yume rapidamente se colocou em sua postura agressiva e revidou:

- Humf! Acha mesmo que eu vou cair nesse truque velho de oferecer doce para as crianças em troca de sua simpatia? - disse com escarro – Saiba que você não é a primeira baba que se senta nessa mesa, bobinha – disse em tom de deboche

Um pequeno silêncio se fez enquanto Sakura ainda mastigava com gosto o pedaço de morango que tinha pego anteriormente com o seu garfo. Ficara observando Yume deferir seu discurso triunfante com uma cara totalmente neutra, da mesma forma que ela ainda olhava para criança naquele momento. Depois de engolir o pedaço de morango, Sakura pega o pacote da doceiria em que tinha comprado o bolo e tira de lá um pedaço extragrande de um bolo de morango que parecia ainda mais delicioso do que o que a Sakura estava comendo no momento. Os olhos da Yume brilharam ao ver aquele enorme doce saindo do pacote que estava com a sua baba. Sakura notou a reação positiva da Yume, porem nada esboçou. Nem mesmo o mínimo sorriso. Tinha que ser perfeito.

- Então, acho que você não vai querer esse pedaço de bolo que eu comprei para você – disse Sakura fitando o enorme pedaço de bolo – Não é mesmo? - fitou a criança

Porem Yume ainda estava com sua atenção voltada ao bolo de morango recém revelado. Shaoran era muito rigoroso quando a alimentação da Yume, por isso um bolo daqueles, especialmente daquele tamanho, era coisa raríssima naquela casa. Yume estava salivando e queria aquele bolo, porem nem morta aceitaria de bom grado algo daquela sujeitinha.

- N-Não! Claro que não! – disse pouco convicta

Alguns momentos de silêncio se passaram. Sakura observava Yume, ate que a mesma estranhou o silêncio que pairava naquele local e resolveu voltar-se a sua nova baba para descobrir o porquê do silêncio. Ao ser fitada de volta pela Yume, Sakura da um pesado suspiro.

- Bom, não tem jeito mesmo! – disse derrotada – Sendo assim, me diga, Yume – fitou a garota enquanto preparava mais uma garfada do bolo – o seu pai, o... – fingiu confusão – Qual é o nome dele mesmo? - perguntou a si mesma olhando para cima pensativa

A resposta da Yume foi automática:

- SHAORAN! O NOME DELE É SHAORAN! Pelo menos se lembre do nome do seu patrão, sua inútil! – a garotinha se irritou com tamanha falta de educação.

- Shaoran, é mesmo! – exclamou feliz – Desculpe Yume – disse com um sorriso bobo no rosto – Bom, Yume, você sabe se o Shaoran – frisou – gosta de bolo de morango? – perguntou normalmente, como se pergunta as horas a alguém.

- Sim, eu gosto! – exclamou para logo depois tapar sua boca com suas pequenas mãos.

Sakura, é claro, percebera a pequena confusão que a menina a sua frente fez. Com toda a naturalidade do mundo, a mesma continuou.

- Falou algo Yume? – se fingiu de desentendida

- N-Não é nada! – exclamou

- Hum! Mas me pergunto se o Shaoran gosta de chocolate também – disse distraidamente, chamando a atenção da garota.

Alguns pequenos momentos de silêncio se passaram ate Sakura repentinamente se dirigir a Yume

- Você sabia Yume? – disse Sakura com os olhos levemente arregalados em direção a uma surpresa Yume – Na verdade, esse bolo de morango tem um segredo dentro dele – disse a palavra segredo de forma mais baixa e misteriosa, atraindo cada vez mais a atenção da pequena

-Se - Segredo? – nem mesmo Yume poderia ser a exceção a regra: toda criança é curiosa por natureza.

- Sim! Sim! – disse empolgada – Na verdade, esse bolo de morango tem muito mais coisas do que aparenta – disse se sentindo uma verdadeira maga ou algo do tipo

- Ohhh! – os olhinhos da pequena Yume brilhavam de empolgação – Mas afinal de contas, o que esse bolo tem de tão especial? - perguntou enfim. Não se agüentava de curiosidade.

- Veja bem Yume, olhando assim, ate parece um bolo normal – disse Sakura apontando para a fatia. A essa altura, as duas estava perto da mesa observando com bastante atenção ao bolo – Mas se você olhar com um pouco mais de atenção as partes certas dessa fatia, descobrira ISSO – apontou Sakura como se apontasse para a coisa mais incrível do mundo

E o que a Sakura apontava era, de fato, incrível. Ela apontava para uma suculenta, abundante e aparentemente muito deliciosa calda de chocolate que elegantemente preenchia a parte interior da fatia do bolo. Yume realmente se surpreendeu. Jurava que aquela fatia maior era do mesmo sabor do que a Sakura estava comendo, mas não. Essa fatia maior de bolo parecia mil vezes mais deliciosa que a fatia de bolo que a Sakura comia. Aos olhos da Yume, aquela maravilhosa calda de chocolate brilhava de tão gostosa que aparentava. E é claro que a Sakura não deixou de notar isso.

Yume ainda admirava imensamente sua nova descoberta quando Sakura voltou ao seu estado neutro, como se nada tivesse acontecido.

- Então me diga Yume, você acha que o Shaoran vai gostar dessa fatia de bolo? - perguntou causalmente

Yume demorou um pouco para responder a Sakura. Ainda estava vidrada naquele pedaço de bolo. Queria come-lo, TINHA que comer aquele bolo a qualquer custo. Ou era o que gostaria de dizer. Já que o forte orgulho da garota jamais lhe permitiria aceitar de bom grado algo dado pela sua baba.

- Yume? - perguntou a Sakura um tanto preocupada com o silêncio repentino da mesma.

- É ISSO! – exclamou Yume der repente. Uma idéia brilhante tinha lhe ocorrido – Sim, meu pai AMA chocolate, e vai comer esse bolo! – disse em tom triunfante

É claro. Seu orgulho nunca lhe permitiria aceitar diretamente a fatia de bolo, mas se o seu pai recebesse a fatia no seu lugar, poderia comer o bolo sem problemas! E assim, com um sorriso triunfante na face e com os braços cruzados, Yume declarou sua vitória nessa batalha. Estava esmagadores três a zero para a nossa pequena Yume. Sim, ela estava contando! E sua vitória significava um passo adiante em direção a expulsão de Kinomoto Sakura daquela casa.

E a sempre observadora Sakura continuava a observar o pequeno ser triunfante a sua frente. Sim, tudo tinha saído de acordo com o plano que traçara anteriormente. Apesar de conviver pouco tempo com Yume, Sakura pode prever as respostas e as reações da Yume com quase perfeição. Estava indo tudo de acordo com os seus planos ate agora, porem, nesse ponto em diante, o que acontecerá será praticamente um jogo de azar para Sakura, pois ela só poderia esperar o melhor das reações da Yume daqui para frente.

- Pois bem! Se isso esta resolvido, então me de uma barra de chocolate e um achocolatado para o meu lanche da tarde! – disse triunfante

Sakura apenas sorriu sem jeito e se levantou para preparar o lanche nada saudável da garota, abandonando o restinho do seu bolo que ainda sobrara. O certo seria negar esse lanche, mas isso destruiria toda e qualquer chance que poderia a ter de se aproximar da Yume com aquele plano. Enquanto preparava o lanche, Sakura notara que Yume ainda fitava aquela fatia de bolo com bastante interesse. Se plano ainda tinha chance de dar certo, mas tudo dependia da Yume agora.

Demorando propositalmente para fazer o lanche da criança, Sakura continuava observando a Yume. Ela quase podia ver a tamanha vontade da Yume de devorar aquele bolo naquele momento. Mas ela sabia que Yume jamais se permitiria tal derrota, e esperaria ser pai chegar para enfim comer o seu bolo, com seu orgulho intacto. A aposta da Sakura, o único fator totalmente imprevisível naquele cenário todo para Sakura, era se a Yume resistiria ou não esperar ate o seu pai chegar para comer aquela fatia de bolo. Shaoran tinha lhe alertado que ela poderia ser bem teimosa em determinadas situações, porem por mais complexada e orgulhosa que a Yume fosse ela ainda seria uma criança. E crianças adoram doces. E mais que isso: crianças odeiam esperar.

- Espera um pouco ai! – Yume exclamou mais uma vez, bem na hora em que Sakura servia o lanche que preparara na mesa – Eu entendi o seu plano! Você quer conquistar o meu pai! Fazendo esses doces para ele para ele se apaixonar por você e você roubar todo o dinheiro dele, não é isso? - apontou para a Sakura de modo acusador

Sakura apenas piscou seus olhos algumas vezes digerindo aquela estranha acusação. Riu um pouco em desdém

- Não! Isso é impossível Yume! – disse normalmente – Primeiro que eu não fiz esse doce, eu o comprei – apontando para a marca no pacote – E mesmo que eu tivesse feito, mesmo que eu fosse a melhor cozinheira do mundo, não existiria chance do Shaoran olhar para mim dessa maneira – aqui ela já estava um pouco cabisbaixa – Olha só para o meu rosto, ou para o meu corpo. Eu não tenho nada de especial, tanto física, quanto mentalmente. Sou só uma garota simples e comum do interior. Não é só o seu pai. Nenhum homem prestaria atenção em alguém como eu – disse por fim um tanto ressentida.

Mais um silêncio se formou naquela cozinha. Sakura percebera seu erro: falar de si mesma não era parte do seu plano! Ela tinha estragado tudo, e logo quando tinha passado da parte mais difícil. Já a Yume não concordava com o que a sua baba acabara de lhe dizer. Ela poderia ser uma verdadeira bruxa aos olhos da Yume, mas a garota de olhos esmeraldinos não era nem um pouco feia na opinião dela.

Era um assunto complicado que de repente fora jogado na mesa. Quando um clima de desconforto já pairava no ar, o pequeno cérebro da criança começara a funcionar a toda novamente

- Se esse bolo não é para conquistá-lo, é para MATÁ-LO! – concluiu rapidamente

E mais uma vez Sakura fora pega desprevenida pelas conclusões nada ortodoxas daquela menina. Realmente Yume não era uma garota qualquer.

- Yume, eu acho que isso é um pouco exagerado... – tentou moderar

- Exagerado? Essa é a única explicação! – disse em tom convicto, saindo da mesa e pegando o telefone – Eu vou ligar para policia e te denunciar!

E ela estava, de fato, ligando para policia. Como um simples bolo de morango foi virar um caso de Homicídio Qualificado? Sakura ficara pálida. Já podia ver a cena: viaturas de policia estacionadas na frente da casa, os vizinhos comentando, Shaoran furioso. Pior que isso, seu plano tinha definitivamente falhado. Ao invés de se aproximar da Yume, Sakura agora era uma assassina para a criança agora. Um desastre total. Sakura já tinha declarado derrota, porem Yume tinha outros planos.

- Espera! – disse desligado subitamente o telefone, para o alivio da Sakura – Tem um jeito mais simples e rápido de provar que você é culpada de assassinado!

Então ela ainda achava que a Sakura era uma assassina, pensou Sakura um tanto cansada. E quando a Sakura percebeu, Yume não estava mais na cozinha. Alguns minutos se passaram enquanto Sakura pensava o que a Yume estava planejando dessa vez. Ate que ela rapidamente retornou a cozinha

- Eu escrevi um bilhete ao qual só o meu pai pode achar, dizendo que se eu morrer a culpa é sua e que é para mandá-la para a cadeia por isso – disse seriamente

Com Sakura ainda confusa, Yume começou a explicar seu plano.

- Com isso eu provarei a sua verdadeira identidade, Kinomoto Sakura – disse pegando o garfo e apontando para a baba – Eu provarei esse bolo no lugar do meu pai, e se eu morrer será prova mais do que suficiente da sua verdadeira natureza. Uma assassina! – acusou, mas podia-se ver um sorriso no seu rosto

OK! Vamos parar para analisar um pouco a situação: Isso faz algum sentido? Não! Mas quem se importa? De uma forma muito bizarra e totalmente fora do planejamento inicial, Sakura tinha conseguido o que mais queria com aquilo tudo: fazer com que a Yume comece aquele pedaço de bolo por vontade própria.

Mesmo que para isso ela tenha que virar uma suspeita de assassinato!

Apesar da situação inusitada, Sakura manteve a calma. Tinha conseguido o que queria, agora tinha que continuar, apesar de tudo. Sentou-se a mesa novamente e respirou fundo.

- Yume, eu não quero matar o seu pai, e esse pedaço de bolo NÃO está envenenado – tentou parecer o mais inocente possível para detetive

- Mentira! E eu vou provar! – disse com convicção enquanto cortava a ponta do pedaço de bolo e colocava na boca.

O doce sabor do chocolate invadindo suas pupilas gustativas. Bem que dizem que o tempo da espera deixa a comida mais gostosa. Bom, talvez não digam isso exatamente mais o fato era que aquele bolo era a coisa mais deliciosa que a Yume comera em sua curta vida. Enquanto Yume se deliciara com o bolo, Sakura não pode deixar de notar como Yume era uma gracinha. Enquanto a pequena mastigava, Sakura pôde perceber bem os contornos das bochechas dela. Tão redondinhos e aparentemente macios! Pela primeira vez Sakura teve a vontade de apertá-los. Mas um pouco e Sakura notara também os lábios da Yume. Por alguma estranha razão se lembrou do Shaoran. Parece que os dois têm lábios parecidos! Corou com os próprios pensamentos. Não acreditava que podia se lembrar de uma parte do corpo do seu chefe de forma tão clara a ponto de se lembrar ao ver algo parecido na filha dele.

- Por que você esta corada? - perguntou Yume depois de acabar de mastigar.

- N-Não é nada! – surpreendeu-se com os próprios pensamentos – E então, estava gostoso? - perguntou Sakura continuando com o seu plano

Um breve silêncio se fez nesse momento. Seria duro para a Yume admitir o óbvio. Tanto que ela, de fato, não admitiu:

- B-Bem, estava normal! – mentiu na cara dura

- Parecia envenenado para você? – perguntou com uma certa satisfação na voz. Afinal de contas, ninguém gostava de ser acusado de assassinato, mesmo que fosse uma criança o acusador.

- N-Não! Pelo menos não essa parte que eu comi. Mas isso não significa que você seja inocente. Com certeza você deve ter colocado o veneno em outra parte de bolo! – Yume era persistente.

Mas um pequeno silêncio se fez naquela cozinha. Sakura continuara com o seu rosto e tonalidade neutras. Ser acusada de assassina realmente não estava em seus planos e estava dificultando as coisas para ela.

- Hummm – murmurou Sakura pensativa mirando um canto qualquer do canto.

Realmente tínhamos chegado a um impasse a essa altura dos acontecimentos. Apesar de Sakura ter conseguido o seu objetivo principal de fazer a sua inimiga comer o pedaço de bolo que trouxera, ela ainda não tinha alcançado a vitória, pois aos olhos da menina nesse exato momento, ela era uma assassina em potencial. Já Yume, que aparentemente tinha sofrido uma grande derrota no meio do jogo, se recuperara rapidamente, pois ainda considerava a sua baba uma grande inimiga, contrariando os planos da Sakura. Além disso, uma enorme quantidade de açúcar agora percorria o pequeno corpo da Yume. Não era mais aquela garotinha bobinha hipnotizada por um doce como fora alguns momentos atrás. Tinha matado sua vontade de experimentar o doce que tanto ansiava e agora estava lúcida e energizada para continuar os seus planos de expulsar definitivamente Kinomoto Sakura da sua casa!

- E se eu comesse o resto do bolo para você? - propôs Sakura

Logo após ouvir a proposta da Sakura, Yume rapidamente tira o pedaço de bolo que outrora estava comendo da mesa, como se quisesse protegê-lo. Sakura ficou intrigada com a atitude repentina da jovem a sua frente. Manteve o silêncio, a fim de ouvir as explicações dela para tal ato.

- Não precisa! – falou convicta – Provavelmente você deve ser imune ao seu próprio veneno, como uma cobra! Não faz sentido algum deixar que você coma a única prova que revelará a suas verdadeiras intenções!

Sakura estava surpresa com a criatividade da pequena a sua frente. Não só naquele momento, como em todos os outros, desde que tinha conhecido a Yume, a mesma nunca deixou de respondê-la. Seus argumentos podem não ter muito sentido pela dura lógica adulta, mas não deixavam de serem argumentos. Talvez Sakura estivesse presenciando o nascimento de uma das mais brilhantes promotoras que esse mundo já vira.

- Então você vai comer o resto do bolo? – perguntou por fim

- Vou sim! – disse convicta.

Agora, julgando pelo o comportamento de Yume ate o presente momento, podemos supor que ela levaria o pedaço de bolo ate o seu quarto. E se ele estivesse envenenado, a criança morreria ali mesmo, ao lado dos seus ursinhos de pelúcia. (Humor negro, uma das coisas que eu vou tentar brincar de agora em diante!) Sakura já tinha planejado isso, e já planejava seguir Yume até o seu quarto. Seria outra parte complicada do seu plano convence-la a deixá-la entrar no seu quarto, mas Yume, em uma atitude não planejada pela sua baba, puxou uma cadeira e começou a comer o bolo na mesa da cozinha, junto com a Sakura.

O fato surpreendeu a sua nova baba. Teria que mudar seus planos novamente. Viu que a pequena ainda se deliciava com o seu bolo. Pensou que talvez se as duas estivessem comendo bolo elas pudessem se entender melhor. Por isso Sakura pegou um pedaço de morango que ainda sobrara do seu prato. Porem acabou deixando o morango escorregar por entre os dedos e o mesmo acabou caindo no chão. Sakura rapidamente se abaixou a fim de pegar o morango perdido, enquanto é observada atentamente por Yume.

Alguns segundos de procura, ela finalmente acha o pedaço de morango. Fita o pedaço por um breve instante e depois o come, na frente da Yume.

- O que você esta fazendo? Isso esta sujo! – recriminou Yume

- Mas está tão gostoso! – diz enquanto engole. Sim, Sakura amava morangos!

- Não importa! Isso está sujo! Se você comer isso, vai ficar doente! – ralhou a pequena

- E como você sabe disso mocinha? - disse Sakura desafiadora

Yume nada falou. Simplesmente se levantou e saiu correndo da cozinha. Alguns instantes depois, ela voltou com um livro. Provavelmente parte do material do prezinho. A menina folheou um pouco ate achar a parte que queria e mostrou para a Sakura. Após alguns instantes de leitura, Sakura se deu por vencida

- Desculpe-me Yume! Você tinha razão – disse um tanto sem graça.

- Desculpa nada. É você que vai ficar doente! – continuou ralhando.

- Tem razão! Vou lá no banheiro vomitar! – respondeu em tom sério.

- Espera! Espera! – a pequena deu um tapa na própria testa em sinal de cansaço – Induzir o vômito não traz nenhum bem ao seu sistema digestivo. Fora isso, você pegou o morango de um chão que é limpo com freqüência, logo a quantidade de bactéria que você ingeriu deve ser relativamente pouca! – disse Yume se levantando e indo em direção a geladeira – Porem isso não muda o fato que você comeu algo que esteve em contato com varias bactérias presentes no chão da cozinha, por isso, beba água! Muita água – disse Yume oferecendo um grande copo d'água para Sakura. Ela tomou um gole – Se você sentir enjôo, dor de cabeça ou qualquer outro mal estar, procure um posto de saúde urgentemente, ok? - disse Yume e ela recebeu um positivo da Sakura com a cabeça enquanto a mesma ainda bebia a água que lhe fora ofertada.

Sakura observou a pequena Yume voltar a comer seu delicioso bolo. Estava surpresa com os conhecimentos mostrados por ela.

- Estou impressionada Yume! Aonde você aprendeu tudo isso? Foi no presinho?

- É claro que não! Foi no Discovery Chanel! – disse energética

- Di-Discoveri? - a nossa pequena Sakura estava confusa.

- DISCOVERY CHANNEL! – gritou Yume em um inglês perfeito. (Espero não ter problemas com direitos autorais! XD)

Yume não tinha acabado seu bolo ainda, porem saiu em disparada da cozinha novamente, voltado com uma revista que mostrava na capa uma matéria que falava sobre baleias.

- Eu vou te ensinar o que é Discovery Chanel! – disse Yume triunfante segurando a revista

Shaoran finalmente tinha voltado do trabalho. Foi um dia em tanto. Ao enfiar a chave de casa na fechadura a fim de entrar em casa, Shaoran ouve pequenas vozes vindas do interior da sua casa. Bateu a cabeça contra a porta. Provavelmente era Yume aos berros brigando com a nova baba. De novo. Sentiu-se ainda mais cansado que estava antes. Teria que dispensar Sakura tão cedo assim?

Ao entrar em casa, já muito desanimado e esperando o pior, Shaoran encontra um cenário inusitado: sua sala estava intacta. Curioso, e somente isso, Shaoran resolve averiguar a fonte das vozes. Foi para a cozinha e lá encontrou uma cena que jamais pensou em ver antes:

Yume batendo de leve com uma revista enrolada na cabeça da Sakura, enquanto a mesma fazia um biquinho inocente.

E nesse momento, o cansaço do Shaoran desapareceu completamente!

E não somente o se cansaço. Toda e qualquer reação do Shaoran desapareceu completamente ao ver aquela cena, que julgava impossível existir, por causa de experiências anteriores, que se mostrava a sua frente. Yume estava falando com Sakura enquanto a universitária prestava atenção.

Meu Deus! Sua filha estava conversando com outra pessoa sem ser ele?

- PAPAI! – gritou Yume ao perceber que seu pai voltara para casa. Deu-lhe um abraço apertado

- Bem vindo de volta! – cumprimentou Sakura educadamente

- Papai! Eu quero que você demita a Sakura AGORA! – disse convicta – Uma pessoa que acha que baleias são PEIXES não tem condições de cuidar de uma criança como eu! – disse acusadora

- Mas baleias são peixes – disse Sakura um tanto emburrada – É só olhar para a calda deles! É igualzinho aos peixes que vemos nos aquários, não é? – perguntou convencida

- Olha Sakura... – respondeu Yume

Mas não pude continuar a frase, pois seu atônico pai lhe interrompera!

- Yu-Yume! O que vocês duas fizeram hoje o dia todo? – perguntou a filha

- Bom, nós comemos bolos e depois eu tentei ensinar algumas coisas científicas para essa idiota! – apontou para Sakura – Mas ela sempre fica me respondendo! Ela é uma chata papai! – reclamou

- Mas Yume, você... – começou Shaoran, mas dessa vez, o interrompido foi ele.

- Shaoran! – Sakura o interrompeu – Eu preciso ir mais cedo para casa hoje. Será que podemos ir agora?– perguntou Sakura

- ISSO! Vai embora mesmo – Yume parecia feliz!

- Você deve está feliz Yume! – respondeu a pequena - Agora não precisa admitir que eu estava certa o tempo todo! – disse convencida

- O QUE? – a pequena irritou-se

Antes que aquilo virasse uma briga de verdade, Shaoran tratou de levar Sakura para casa. Sempre ficava com medo de deixar Yume sozinha em casa, mas o trajeto de carro até o dormitório aonde Sakura residia era relativamente curto e o transito naquela parte da cidade era tranqüilo naquele horário. Depois de dar as devidas instruções de segurança a Yume, Sakura e Shaoran se dirigiam em direção ao carro do chinês. Entraram no carro e somente isso.

- Como conseguiu? – começou o seu interrogatório

- Consegui o que? – perguntou Sakura já sabendo aonde aquilo ia dar.

- Conversar com a minha filha. Talvez você não saiba, mas o que você acabou de fazer foi... – ele estava realmente agitado com o que acabara de ver.

-... entreter uma criança de 5 anos por uma tarde – completou a garota bem mais serena que ele.

Um breve silêncio se fez naquele carro. Não era bem isso o que Shaoran queria dizer. Yume não era uma criança normal que poderia ser entretida por brinquedos ou psicologia barata. Sakura executou um feito em tanto na opinião dele, e ele queria que ela soubesse disso!

- Mas Sakura... – tentou reiniciar

- Yume não era uma criança padrão. Foi o que eu descobri no primeiro dia cuidando dela. No segundo dia, descobri que nem mesmo praticas adotadas profissionalmente para supostas crianças do seu temperamento também não surtiam efeito. Por isso, hoje eu decidi tentar algo diferente. Eu decidi lidar com a Yume diretamente, ao invés de tentar persuadi-la a gostar de mim por métodos indiretos ou truques.

Aquele bem sucedido executivo ouviu em silêncio a descrição detalhada do dia da Sakura com a sua filha. Ouviu em silêncio enquanto Sakura narrava como conseguiu conversar com a Yume. Descobriu que ela não se rebaixou ao nível da criança, a tratando como uma coisa a ser lidada. Sakura tratou Yume como uma igual. Ela foi bem sucedida aonde pessoas muito mais capacitadas do que ela falharam.

Tratar da Yume foi algo tão natural e prático para Sakura que a mesma se recusou a receber elogios ou qualquer tipo de compensação financeira extra por ter executado um suposto milagre. O fato é que provavelmente não era a primeira a tentar o que tentou hoje com a Yume: oferecer bolo, incitar uma discussão e provocações. Alguém com certeza tinha tentado isso com Yume anteriormente, mas a mesma recusou como todas as outras.

Então por que Yume tinha aceitado Sakura?

Porque, meus amigos, apesar de Sakura jurar de pés juntos que não tinha feito nenhum tipo de magia para conquistar Yume, houve sim um tipo de magia ali. Um tipo de magia que estava presente em um gesto da Sakura, uma exclamação da Yume ou ate da suposta burrice da Sakura. Apesar da Sakura ter planejado mais ou menos os cursos dos acontecimentos durante aquela tarde, de ter traçado um objetivo final, ela acabou descobrindo que nada disso importava muito no final das contas quando se tratava da Yume.

Discutindo com Shaoran o modo como se relacionou com a Yume hoje, Sakura percebera que na verdade, tudo não passou de um grande improviso, não somente por parte dela, como também por parte da própria Yume. Ela poderia saber onde estava e onde queria chegar e até os meios para chegar naquele local, mas Yume fez tudo isso cair por terra com sua sinceridade e seu jeito de ser.

Caiu tanto por terra que nem mesmo poderia dizer que seu plano tinha funcionado e que conseguiu se aproximar de Yume. Houve um plano, houve um objetivo. Mas no final das contas, tudo se evaporou quando confrontado por Yume.

- No final das contas. Acho que não fiz nada! – disse concluído seu "relatório" para o seu novo chefe.

Novo chefe esse que agora estava dando carona para Sakura e que já tinha chegado ao seu destino.

- Pode até ser. Pode ate ser que não. Não importa Sakura. O importante é que você tem uma certa química com a Yume. Eu sinceramente não sei como, mas você se deu bem com a minha filha. Espero que possa continuar conosco de agora em diante! – disse convidativo

Sakura deixou escapar um lindo sorriso ao ouvir as palavras do chinês. Por algum motivo, para Sakura, se dar bem com a Yume lhe dava uma sensação confortável no peito.

- Sim! Espero que a partir de agora possa ser uma boa amiga para ela! – disse animada

- Você sabe que não será tão fácil assim! – disse brincalhão

- Eu sei! Mas não precisa me desanimar agora! – disse alegre também.

Depois de cessados os pequenos sorrisos, mais um silêncio se formou. Sim, eu sei! Mas esse é o ultimo, prometo! Ate por que, o melhor sempre fica para o final, não é? O final de um filme é sempre a sua melhor parte! E se aquele casal estivesse em um filme, eles se beijariam agora. Claro, eles mal se conhecem e são patrão-empregado mais e daí? É um filme, não é?

- Então, amanhã no mesmo horário? – perguntou Sakura quebrando o silêncio

Shaoran teve que processar a pergunta por alguns segundos antes de responder.

- S-Sim! Claro! – respondeu com um nervosismo desconhecido!

E ela deu um pequeno agradecimento pela carona e saiu do carro. Shaoran a observou andar em direção aos dormitórios sem olhar para trás. O chinês nunca imaginaria que Sakura não olhara para trás porque estava muito corada com os acontecimentos de instantes passados. Tão corada que Sakura jurava que mesmo no escuro e de longe, Shaoran notaria sua face rubra se ela se virasse minimamente para trás. E por algum motivo desconhecido, Shaoran diminuiu a temperatura do ar condicionado do seu carro. Tinha sentido um calor inexplicável que começara alguns instantes atrás.

Ao que parece, o Aquecimento Global está atingindo o carro de um determinado chinês.

Ou não!

Quando Shaoran voltara para casa, Yume já se encontrava no seu quarto. Dormia cedo, graças aos bons ensinamentos do seu amado amigo Wei. Tomou banho, vestiu seu pijama, deu um beijo de boa noite no pai e foi direto para cama. Já deitada, um lapso de memória lhe fez recordar do dia que teve hoje. Ainda se irritava ao se lembrar do rosto da Sakura.

Mas algo estava diferente.

"Foi um dia divertido!"

Levantou subitamente com tais pensamentos! Dias da semana divertidos não existiam. Os únicos dias divertidos eram os do fim de semana e feriados, quando podia passar o dia todo com o seu pai. Então como diabos ela conseguiu pensar em...

Deitou-se na cama novamente. Provavelmente era uma peça que a sua mente estava pregando em si mesmo. Não existia a menor chance de ela ter se divertido com Sakura naquele dia.

"Mas o bolo estava gostoso". Admitiu para si mesma. "E a Sakura, bem... era a Sakura, uma idiota!" – pensou fechando seus olhinhos. "Espero que ela traga mais bolo amanhã" . Pensou, por fim, antes de adormecer.

CONTINUA

Não acredito que esse capitulo finalmente acabou! Foram tantos detalhezinhos que vocês nem imaginam como foram difíceis de lidar. Na verdade, quando eu ler esse capitulo no site, provavelmente vai me dar vontade de excluir o capitulo e reescrever algumas parte. Vocês já devem ter percebido algum erro de edição ou de gramática mesmo. Não notem, estou sem a minha revisora e fiz o possível na ausência dela!

Fora isso, acho que foi um capitulo satisfatório. Cheguei a pensar enquanto escrevia que a leitura ficaria pesada do meio para o final, porem conseguir ler o capitulo sem maiores problemas e vocês?

Como puderam ver, hoje finalmente definimos o nome da lida filha do Shaoran. Yume foi o nome escolhido pela, minha revisora Daia-chan! xD Parece resultado comprado, mas não é nada disso! Eu juro! Tanto é que ela nem leu o capitulo pronto antes dos outros. Quem mandou desaparecer, não é? =P

E também, gostaria de consultar meus leitores sobre uma pequena questão de edição mesmo: Vocês gostariam do uso freqüentes de palavras em japonês? Palavras tipo Obrigado, adeus, papai, mamãe, Bem vindo de volta, ate mais, etc. Nunca tentei algo do tipo em minhas fics, por isso, gostaria de saber se os meus leitores ficariam a vontade lendo esses tipos de expressão nas minhas fics. Espero opiniões suas!

Espero opiniões suas também em relação ao pequeno humor negro que eu coloquei nessa fic que envolve crianças! Acho que não ofendi ninguém, mas gostaria da opinião de vocês sobre o tema!

O FATO é que eu quero opinião de vocês para T.U.D.O! Como estavam o Shaoran, a Sakura e a Yume nessa fic. Como está o desenvolvimento das relações entre eles? Querem mais romance? Querem mais relacionamento afetivo entre a Yume e a Sakura? E quando a outros personagens fora esses três? Querem mais coadjuvantes?

ENFIM! Vamos comentar! Estou voltando agora e estou um tanto enferrujado! Preciso da ajuda de vocês para voltar a ativa definitivamente!

Enquanto isso, vamos abrir o Misenomail (alguém se lembra dele?). As reviews referentes ao capitulo 01 dessa fic que foram enviadas por pessoas longadas, foram respondidas diretamente pelo site! Já as pessoas que não longaram no site, terão as suas reviews respondidas logo abaixo. Ao lerem suas respostas, espero que continuem animados a continuarem enviando reviews e me ajudando a tornar a fic cada vez mais agradáveis a vocês, meus queridos leitores! ^^

Sakura: Eu também espero! E por fim, minhas sinceras desculpas pela demora!

Na-chan: Atrasos fazem parte da vida, não é mesmo? Espero mesmo que essa fic inove! Quero fazer algo especial, sabe? Quero receber o máximo de reviews possível! Espero que adotar o modo como os japoneses falam os nomes me ajude nisso! E é claro que você se sentiu identificado sensei! Pensei na Sakura pensando em você, viu? E por fim, minhas sinceras desculpas pela demora!

Mariana: Tentarei mudar ao máximo esse tipo de enredo! Obrigado pelos elogios! Obrigado pela a participação no meu pequeno concurso! E por fim, minhas sinceras desculpas pela demora!

Anime_Guitar_Hero: Obrigado pelos elogias! Agente vai tentando|! XD Obrigado pela a participação no meu pequeno concurso! E por fim, minhas sinceras desculpas pela demora!

Mary-chan: Obrigado pelos elogios menina! Espero que tenha gostado tanto dessa fic como gostou da minha primeira! E por fim, minhas sinceras desculpas pela demora!

Larye_: Puxa, sei que o começo da fic Odeio e Amor esta ruim, mas você não conseguiu ler o final? Gostaria M.U.I.T.O de saber o por que! Por favor, me mande uma review a respeito ou podemos conversar via MSN, que tal? Se o seu problema é conclusão, porque não tenta escrever fics com poucos capítulos ou fics com um único capítulo? Espero ansiosamente sua próxima review!E por fim, minhas sinceras desculpas pela demora!

Nataliepotter: Detalhes.. detalhes! XDD. Quanto a sua outra review quando você me alerta sobre os costumes japoneses, MUITO OBRIGADO por ter me informado. REALMENTE eu pequei nessa parte e tem a minha palavra que serei mais cuidadoso de agora em diante! Por favor, se notar qualquer outra coisa fora do lugar, me avise! Obrigado pela a participação no meu pequeno concurso! E por fim, minhas sinceras desculpas pela demora!

Hanna-chan: Obrigado pelos elogios! Não se preocupe com reviews, o importante é que você se divirta lendo os meus projetos. Se você se divertiu é o suficiente para mim! Review é lucro! 8D Espero que tenha gostado desse capítulo também! 8D E por fim, minhas sinceras desculpas pela demora!

Amanda: Capitulo 02 no ar! Obrigado E por fim, minhas sinceras desculpas pela demora!

Elis46: Obrigado pelos elogios! Espero que a Yume tenha lhe divertido! Obrigado pela a participação no meu pequeno concurso! E por fim, minhas sinceras desculpas pela demora!

Miseno-san