N/A: Olá!Desculpem a demora! Esse cap tem a lua-de-mel então ! ESSE CAP CONTEM CENAS DE NC17! SE VOCÊ NÃO GOSTA, NÃO É MAIOR DE IDADE E PRINCIPALMENTE SE SEUS PAIS NÃO DEIXAM VOCÊ LER ESSE TIPO DE COISA PARE AGORA!


CAPÍTULO DEZ

James entrou no quarto e deparou com Lily sa cudindo os quadris exuberantes e se desvencilhando do vestido de noiva pelos pés. Ele estava hipnotizado.

— Não tire mais nada, pedhi mou — pediu James. — Deixe que eu cuido do resto.

Lily corou, pois não tinha escutado James en trar. Era a primeira vez em um longo tempo que não compartilhavam a mesma cama e aquilo a deixava extremamente acanhada.

Com um sorriso enigmático, ele despiu o terno e a gravata e desabotoou a camisa. O tempo todo a obser vava.

— Sabe de uma coisa? — comentou ele casual mente. — Nunca fiquei tanto tempo sem sexo.

Pega de surpresa com a confissão, Lily olhou-o sobressaltada e, em seguida, começou a rir baixinho, dissolvendo, aos pouco toda a tensão.

— Que bom saber disso. Achei que não me dese jasse mais — suspirou Lily, diminuindo a distân cia entre eles.

James mirou-a divertido e lentamente balançou a cabeça.

— De onde tirou essa idéia? No início, achei que a prudência era necessária. Não procurei você, porque achei que estivesse frágil demais.

Mãos experientes envolveram os pulsos finos de Lily e James a puxou para mais perto. Lenta mente, sensualmente, guiou-a até a cama e a deitou.

— Depois o tempo se tornou um obstáculo. Você merecia mais do que apenas uma hora improvisada. Se fosse um outro tipo de homem, hoje você ainda es taria virgem.

— Você não faz o tipo paciente.

— Gostaria que fizesse? — Ele soltou abriu o su tiã e o retirou da pele arrepiada de Lily.

— Deveria dizer que sim... — O coração de Lily já estava acelerado por causa da ansiedade, dei-xando-a ofegante. — Mas estaria mentindo.

Quando os seios alvos e voluptuosos ficaram à mostra, James soltou um suspiro de prazer. Rapida mente se inclinou e acariciou com entusiasmo os ma milos rijos de desejo. Extremamente sensível nessa área, devido à gravidez, Lily gemeu e apoiou a cabeça no ombro dele. James brincou com os dois ma milos, atiçando-os ainda mais. Depois, acariciou-os com a língua.

Lily estava altamente excitada por causa da quele toque. James se levantou apenas para se des pir.

Theos mou... nunca desejei uma mulher como desejo você. Não sabia que algum dia me sentiria as sim, e é uma sensação maravilhosa. Não existe ne nhuma outra mulher que sirva para mim. Nunca mais tente sair da minha vida.

— Nunca — falou ela.

— Nem que para isso tenha que prender você a esta cama — anunciou James em tom de falsa ameaça. — Melhor ainda, porque não vou precisar sair da cama nunca mais, ágape mou.

Ele explorou suas partes íntimas com os lábios e Lily sentia estremecimentos que a fizeram se mo ver todo o tempo. Ele a estimulou, fazendo-a tremer e morder os lábios em frenesi. Estava tão excitada que seu ponto mais delicado e erótico estava chegan do ao ponto de maior tormento sexual.

— Está pronta? — falou James ofegante.

— Estou — murmurou ela.

Ele, então, a penetrou com um gemido de prazer, e Lily achou que não ia suportar a excitação ime diata que experimentou. O movimento lento e delibe rado a deixou eletrificada e o clímax não demorou mais que alguns segundos para ser alcançado. Estava arrebatada e plenamente satisfeita.

James a abraçou e beijou-a no rosto afogueado com suavidade. A demonstração de carinho inespera da a emocionou.

Sorriu radiante, sentindo-se amada, reconfortada e com sorte.

— Acho que é você quem vai terminar atado à cama — sussurrou, deslumbrada. — Espero que seja uma longa lua-de-mel.

James respondeu com um sorriso preguiçoso.

— Acho que vou aceitar o desafio.

Lily o abraçou com ternura.

— Não precisava ter tentado me convencer a me casar com você — confidenciou ela. — Não tinha ne nhuma intenção de dizer não.

Ele a olhou surpreso e Lily sorriu.


Na parede havia o retrato de uma menina de cabelos pretos e olhos castanhos sorridentes. Lily sempre tinha curiosidade de perguntar sobre a foto, mas aca bava esquecendo.

— Quem é? — perguntou Lily. Ele ficou repentinamente sério.

— Minha irmã, Elisa.

Lily se virou rapidamente para ele.

— Minha nossa! Nunca soube que tinha uma irmã! Achei que fosse filho único.

— As pessoas preferem se esquecer de Elisa. — James estava bastante sombrio.— Ela estava no banco do carona no carro quando meu pai bateu, na Itália. Ele estava bêbado e apostan do corrida com um amigo. Elisa tinha apenas 10 anos. Meu pai saiu ileso, mas minha irmã ficou em coma. Depois teve sequelas físicas e mentais... — A voz de James estava embargada de emoção. — Passei todo o tempo que podia com ela, mas tinha apenas 13 anos e estava em um internato.

Os olhos de Lily encheram-se de compaixão.

— Deve ter sido muito difícil para você e seus pais lidar com essa tragédia.

— Para meus pais, não. Elisa foi retirada de nossa vida. Eles a mandaram para uma clínica especializa da e nunca iam vê-la. Diziam que era muito doloroso para eles. A condição dela os constrangia. Quando contaram que ela estava morrendo, nem assim eles foram visitá-la, e eu só fui descobrir quando já era tarde demais. Ela morreu só.

— Sinto muito. Sei como teria sido importante estar com ela no último suspiro. Passei por isso, sei como é.

— É, mas há males que vêm para o bem. Minha bisavó Minerva me persuadiu a canalizar minha raiva para algo positivo e útil. Foi quando me envolvi com o trabalho de instituições de caridade voltadas para crianças com doenças terminais. Mas também acho que foi por causa da morte de Elisa que achava que nunca iria querer ter filhos. Até co nhecer você, tinha medo que fosse ser um mau pai, porque já estava no sangue.— admitiu ele.

— E, talvez, também estivesse se defendendo, querendo evitar o sofrimento que enfrentou no passa do. Uma espécie de trauma. É mais do que compreen sível — disse Lily, gentilmente.

James se levantou e deu um beijo suave na testa de Lily. Pouco depois, estava dentro do helicópte ro que o levaria a Atenas e, de lá, tomaria um avião para Londres. Haviam estado ininterruptamente jun tos por mais de um mês. Antes que o helicóptero decolasse, James voltou a sair da aeronave e se dirigiu para onde Lily estava. Com os olhos embargados de carinho e sentimento, pousou os braços nas costas de Lily, a puxou contra si e a beijou como se não houvesse amanhã.

Sem ar e confusa, Lily não conseguiu dizer uma palavra.

— Não se acostume a dormir sozinha na nossa cama, ágape mou — murmurou com voz grave, e se foi.


Horas depois, Lily desceu para a praia acompa nhada por assistentes carregando cadeira, guarda-sol. refrescos e livros. Era o desejo do marido que ela recebesse toda a atenção necessária, o que na opinião dela era o cúmulo do exagero.

James tinha medo que ela se cansasse demais e insistira que quando saísse de casa sempre estivesse em companhia de alguém, para o caso de uma emer gência. Entrar na água nem que fosse para molhar o pé estava estritamente proibido se ele não estivesse por perto. Lily já o havia lembrado que o ginecologista estava muito satisfeito com a gravidez e que não havia nenhum motivo para preocupação, mas James permanecia superprotetor e precavido.

Lily, no entanto, estava completamente tran quila. Sentia-se bem disposta e incrivelmente feliz. Com um sorriso sonhador nos lábios, deu um gole no suco de maçã e observou as ondas que morriam na beira da areia úmida, uma após a outra, em uma sequência hipnótica. Cinco semanas haviam se passado desde o casamento, e mesmo com James tendo que dedicar algumas horas do dia ao seu império, o espírito de lua-de-mel permanecia vivo.

Na verdade, a preocupação e os cuidados que tinha com ela acabaram com as inseguranças de Lily. Ele se tornara um amante apaixonado e uma compa nhia altamente divertida e agradável. Lily amava a energia inesgotável, o raciocíniorápido e incisivo de James. Aprendera, inclusive, a apreciar o humor sarcástico dele. Resumindo: o ado rava e não conseguia imaginar a vida sem ele.

James estava lhe ensinando grego. No entanto, ela falhara em ensinar relaxamento e não fazer nada. O marido estava em atividade durante 18 das 24 ho ras do dia. Sempre que ela acordava, ele ja estava desperto fazendo algo. Juntos passearam pelas ilhas próximas, no iate de James, e comeram em tavernas modestas nos vilarejos da redondeza. Evitavam os lugares mais frequentados e, consequen temente, os fotógrafos.

Haviam feito piquenique debaixo da árvore que o avô Potter tinha plantado e apreciado o pôr-do-sol das ruínas de um templo na beira da praia.

Na primeira noite sem James, por causa de uma viagem de negócios, Lily decidiu se encher de mi mos: tomou um banho de espuma, comeu uma deli ciosa torta de chocolate, foi para a cama cedo e ligou a televisão para ajudar o sono a vir logo. Estava pas sando a abertura de uma cerimônia de premiações, com direito a tapete vermelho e muitas celebridades. Já estava mudando de canal quando apareceu Narcisa ao lado de um ator pouco conhecido. A loura vestia um longo prateado deslumbrante que chamou a aten ção de Lily. A mulher era tão extraordinariamente bonita que ela jamais iria conceber como James pu dera desistir daquela beldade e se casar com uma rui va baixinha e sem atrativos.

Lily tinha achado melhor não comentar sobre a ligação de Narcisa na noite do casamento, mas estava aliviada por não ter recebido mais nenhum telefone ma. Na tela, o apresentador aproximou-se de Narcisa e elogiou os brincos e o colar de safira e diamantes tão primorosamente elaborados.

— Foram um presente muito especial de James Potter. Ainda somos muito íntimos — informou a bela loura.

— Íntimos em que sentido? — brincou o apresenta dor. — Quer dizer, James Potter não acabou de se casar, no mês passado?

Narcisa riu e arregalou os olhos azuis-acinzentados.

— Sem comentários. Só posso dizer que recebi as jóias há bem menos tempo.

Depois de alguns minutos de choque, Lily des ligou a tevê e, de repente, estava se arrastando para fora da cama e correndo pelo quarto na direção do ba nheiro para aliviar a náusea repentina que sentiu. De pois disso, estava tremendo tanto que teve de se sen tar antes de recobrar o equilíbrio e lavar o rosto. O sorriso malicioso, insolente e cheio de si nos lábios de Narcisa não saía da cabeça de Lily. Poderia ser verdade? Estaria James se encontrando com a ex-noiva às escondidas?

Durante as últimas cinco semanas, James havia se ausentado uma meia dúzia de ocasiões e passado todas as noites com Lily.

Agora, ele estava em Atenas a trabalho. Devia acreditar? Pois poderia estar se encontrando com Narcisa em algum lugar. Seria por essa razão que ela tinha parado de importuná-la? A loura havia estado esperando o momento certo para fazer um anúncio em público?

Lily sabia que não teria sossego enquanto não confrontasse James. Telefonou para Nemos e pediu que ele providenciasse um vôo para Londres na manhã seguinte. Disse que queria fazer uma surpresa para James.

Mesmo assim, achou que James ligaria, pois imaginou que ele também iria acabar se inteirando da declaração indiscreta de Narcisa. No entanto, James não ligou e Lily não conseguiu dormir. Fez uma mala com roupas às três da manhã, atormentada por perguntas que não sabia res ponder.

De uma hora para outra, a relação que ela acreditava ser tão segura parecia estar calcada em estruturas de areia. Ele nunca havia prometido a ela fidelidade. Tampouco tinha jurado que ficaria com ela para sempre. Jamais dissera que a amava. Mas gostava dela, ria de suas piadas, a protegia e cuidava e, do momento que despertava até o ultimo minuto antes de dor mir, parecia não conseguir se separar de Lily. Pena se tudo aquilo não fosse amor. Ou seria? Durante o vôo, planejou exatamente o que iria dizer. Prometeu a si mesma que não perderia a calma e a dignidade ao dizer ao marido que não continuaria a viver com um homem que tinha um caso com outra mulher. Particularmente com Narcisa. A loura já não avisara que James sempre acabava voltando para I ela? A possibilidade de que Krista pudesse estar com James deixou Lily desesperadamente ciumenta e insegura. Nada a machucava mais que o poder de sua imaginação. Ou seria paranóia?

Ao desembarcar, Nemos a esperava no aeroporto.

— O chefe sabe que está a caminho.

Lily ficou desapontada por não poder levar a cabo a surpresa. Quando a limusine a deixou em frente à portaria do apartamento, sentiu-se fraca e titu beante. Porém, ao chegar na cobertura, uma onda sú bita de cólera a invadiu. Um tumulto de emoções atormentadas nascia da angústia que se esforçava para conter. Pisou no magnífico hall quase que ao mesmo tempo em que James apareceu na porta.

— Estou muito feliz de ver você aqui, mas nada satisfeito de ter feito essa viagem tão longa. Deve es tar exausta, pedhi mou.

Ele estava lindo. Uma das sobrancelhas arqueou-se em um movimento de interrogação tão fa miliar que chegava a doer. Toda a calma e dignidade se dissiparam, naquele momento, junto como o rotei ro programado de terminar tudo de forma civilizada, como havia planejado.

— Cafajeste... odeio você! — gritou Lily, per dendo a compostura, arrancando a aliança de casa mento do dedo e jogando-a. — Você não me dá o valor. Não me merece. Espero que seja infeliz com Narcisa!

James não conseguiu dis farçar o estado de estupefação e apa nhou, no ar, a aliança.

— Seria o homem mais infeliz do mundo com ela!

— Então, por que está tendo um caso com ela? — Lily o inquiriu.

— Juro que não existe caso nenhum.

— Não acredito em você! — Lily afugentou as lágrimas de seus olhos furiosos. — E também não vou perdoá-lo!

— Sei que nunca me perdoaria por infidelidade e é por isso que pode ficar tranquila, porque nunca vou trair você. — Os olhos sempre intensos de James não se deslocaram do rosto de Lily. — Sei que devia ter contado tudo hoje, mais cedo. Mas não tinha idéia de que Narcisa fosse tão longe e apron tasse a esse ponto só para manter as aparências.

— Manter as aparências? Do que está falando?

A campainha tocou. Enquanto o mordomo abria a porta, James levou Lily para o escritório e pediu que ela se sentasse.

— Deve ser o pai de Narcisa. Pedi que ele viesse aqui para conversarmos sobre o que a filha fez ontem. Espero que ele convença você de que sou inocente nessa história.

Lily arregalou os olhos, assombrada.

— O pai dela? Mas o que ele tem a ver com isso?

Um homem de meia-idade e bem-apessoado en trou com uma expressão atormentada e, em seguida, deteve-se pela surpresa de ver Lily.

— Cygnus Black... minha esposa, Lily.

Lily ficou desconcertada quando o senhor imediatamente fez um pedido de desculpas pelos comen tários da filha na televisão, na noite anterior.

— Sei que não há perdão para a vergonha que ela fez todos nós passarmos. Mas Narcisa vive para apare cer na mídia, e, quando o noivado terminou, as câmeras perderam um pouco de interesse por ela, o que mexeu com o ego da minha filha. — Cygnus Black deu um suspiro. — O problema é que Narcisa tem usa do drogas e seu comportamento tem ficado cada vez mais errático.

— Drogas? — perguntou James, consternado. — Tem certeza?

— Hoje de manhã Narcisa concordou em se internar em uma clínica de tratamento — explicou o pai, mui to sério. — Não é a primeira vez que precisa de ajuda profissional.

— Nunca pensei — admitiu James taciturno. — Espero que não tenha sido um dos responsáveis por isso.

— Não. Na verdade, eu e minha esposa sentimos muito por não termos lhe alertado sobre isso antes do noivado com Narcisa.

Igualmente preocupada com o que ouvia, Lily descreveu a ligação que tinha recebido de Narcisa no dia do casamento.

James franziu a testa.

— Devia ter me contado antes. Teria agido e Narcisa não teria feito aquelas declarações difamatórias na televisão, ontem à noite.

James se voltou para o pai de Narcisa e contou so bre a visita da filha a Lily e da proposta que ela havia feito de adotar as crianças, acreditando que as sim se casaria com ele.

Cygnus ficou chocado com a história. Pediu mil des culpas e prometeu que a família faria uma retratação, por escrito, para todos os veículos de comunicação, desmentindo as declarações de Narcisa.

James suspirou.

— O senhor já tem muito com o que se preocupar. Esqueça isso, Cygnus. Vá para casa com sua família. Com o tempo, não vamos mais lembrar desse evento lamentável.

Cygnus estava constrangido e grato por tanta com preensão. Estava claro que o pobre homem estava arrasado com o problema da filha, sem saber bem o que fazer. Com mais um pedido de desculpa, despediu-se e foi embora.

Lily estava muito arrependida de ter duvidado da inocência e fi delidade de James e preferido acreditar em Narcisa.

— Aposto que está se perguntando por que dei a Narcisa uma pequena fortuna em diamantes. Já tinha comprado o conjunto como presente de casamento e achei que ela devia ficar com ele, mesmo depois que terminamos — disse James com um pesaroso suspi ro. — Sentia-me culpado. Nem eu nem ela estávamos apaixonados. Mesmo assim, nunca deveria tê-la pe dido em casamento. Ela me irritava. Estava ansioso para me ver livre. Agora entendo que teria sido me lhor se tivesse agido com sinceridade, mas na época não consegui, com medo de magoá-la ainda mais.

— Não acho que teria ajudado se tivesse dito a ela que o irritava — comentou Lily.

— Mas, talvez, se tivesse contado que, pela pri meira vez, tinha me apaixonado desesperadamente, ela tivesse percebido que tentar me reconquistar seria total perda de tempo.

Lily achou que seus ouvidos estivessem lhe pregando uma peça.

— Se apaixonado desesperadamente?

James se ajoelhou aos pés dela para que pudesse ver bem o seu rosto.

— Não tinha me dado conta, até me casar com você. Mas, desde a primeira vez que a vi, não conse gui mais esquecê-la. Não houve uma mulher sequer nos meus braços desde então...

— Está falando sério? — Lily sussurrou, atôni ta com o que ele lhe dizia e, ao mesmo tempo, com medo de acreditar.

— Só sentia atração física por você. Não podia controlar. Mesmo assim, fui um tolo em achar que era apenas sexo...

— Ah, isso você deixou bem claro algumas vezes. Mas o que não entendo é por que fez tanta questão em se casar com uma mulher por quem não sentia nada?

— Tinha desistido de acreditar na mulher perfeita para mim. Então, quando você apareceu, não conse gui reconhecer que essa mulher era você.

James se levantou e deu de ombros.

— Namoros me entediavam. Não estava disposto a dar nada mais a uma mulher a não ser dinheiro e po sição, e Narcisa estava satisfeita com isso. Na minha cabeça aquele era um acordo de conveniência bastan te sensato.

Lily imaginou que James devia ter estado ter rivelmente solitário, procurando por algo mais pro fundo que apenas casos passageiros, e desejando que a estabilidade do casamento com Narcisa fosse, de al guma forma, preencher o vazio que sentia.

— Quando você desapareceu, quase enlouqueci — admitiu ele, constrangido. — Mas era porque tinha me acostumado a você.

Lily ficou com pena de perguntar a ele como conseguia ficar tão dependente de alguém depois de apenas 36 horas de convivência no Marrocos.

— Sei que deveria ter sido honesto sobre Narcisa. Fui arrogante e sei que me comportei pessimamente. Mas quando você me contou que eu tinha sido seu he rói quando era adolescente, isso doeu. Aquelas pala vras de decepção não me deixavam em paz — conti nuou ele. — Estava envergonhado, mas ainda teimo so demais para dizer o que devia ter dito.

— Por que está me contando tudo isso agora? — perguntou Lily totalmente fascinada. — Você nunca falou desse jeito comigo.

— Você não foi a única a ver Narcisa sendo entre vistada ao vivo na televisão, ontem à noite. Entrei em pânico, ágape mou. Sabia que por não ter sido mais sincero com você antes, seria difícil convencê-la de que Narcisa estava mentindo. Tive medo de que nunca mais fosse acreditar em mim. Me senti impotente, pois não sabia o que fazer para reverter essa situação. Estava a ponto de arrastar Cygnus de volta para a Grécia para limpar o meu nome. Passei a noite toda sem con seguir dormir...

— Eu também. Não podia nem imaginar perder você.

— Fui um tolo! Todas essas semanas em Libos es távamos tão felizes, e mesmo assim não consegui di zer o quanto você é vital na minha vida.

Mas durante aquele tempo ele havia provado de várias formas que a amava, refletiu Lily. Infelizmente, ela ficara frágil e insegura com a aparen te perfeição de Narcisa para perceber que James esta va atencioso, carinhoso e dedicado e que a única ex plicação plausível era porque havia se apaixonado por ela.

— Está me dizendo agora — respondeu Lily radiante. — Pois eu descobri que estava apaixonada por você em Marrocos.

— Mas mesmo assim não quis nada comigo e foi embora! — protestou ele.

— Não era certo continuar lá, sabendo que estava comprometido com outra pessoa.

— Pena que assim que terminei o compromisso você desapareceu! — recordou-a com um tom sutilmente crítico. — Fiquei arrasado, e como não conse guia encontrá-la, comecei a ter insônia. Às vezes, acordava no meio da noite e me perguntava se estaria com outro homem. Não quero passar por esse martí rio nunca mais.

— Então, é bom se comportar — aconselhou-o Lily, relaxando o suficiente para bancar a atrevi da. — Já esqueceu que foi você quem afirmou que não tive nada a ver com o fim do seu noivado com Narcisa? — continuou provocando-o, com um sorriso matreiro nos lábios.

James resmungou e sorriu em seguida.

— Claro que teve tudo a ver, mas eu não estava preparado para admitir isso nem para mim mesmo.

— Você é tão misterioso!

— Era. Não sou mais. Você conseguiu fazer de mim um livro aberto — lamentou James em tom de brincadeira.

— Não é saudável ficar guardando as coisas — disse ela carinhosamente. — Quero que saiba que o amo.

— Há menos de dez minutos você me atirou a aliança de casamento!

Lily ergueu a mão esquerda e mostrou o dedo anelar para que a aliança fosse recolocada.

— Amo você, muito, muito, muito — disse ela, fervorosamente.

— Mesmo depois de tudo o que aconteceu? E de tudo que deu errado?

Lily fingiu estar pensando sobre a pergunta, para provocá-lo.

— Bem, algumas vezes fiquei na dúvida de que fosse apenas sexo, atração física...

— Vamos para a cama descobrir. Que tal?

— É esta a resposta que tem para tudo? — pergun tou Lily, entre risos, constatando que nesse depar tamento os dois combinavam perfeitamente.

— Quando está nos meus braços, na cama, sinto que é cem por cento minha. E uma sensação maravi lhosa — confidenciou James, beijando-a longa mente, com intensidade e vagar, até que os dedos dos pés de Lily se envergassem dentro dos sapatos.

Ela envolveu o pescoço de James com os braços.

— Nunca vou me separar de você, ágape mou — prometeu ele.


N/A2: É chegamos ao final! Agora temos um prologo que vou postar sem falta nesse fim-de-semana!Então se preparem para conhecer os bebês Potter!Vou terminar essa fic antes de dar continuidade em " Amante Comprada" ! Deixem reviews!