Olá!

Bom dia, boa tarde, boa noite e para os que costumam viajar pela net de madrugada, boa madrugada! Essa aqui é a primeira fanfic que eu posto neste site por isso direi nada, espero que curtem o show!

Divirtam-se!

Ass.: Andromedachan (Eita nominho, viu? ¬¬)

Primeiro dia

O Sr. Kinomoto dirigia seu carro tranquilamente por uma estrada tranqüila de um campo. Ao seu lado, seu filho mais velho, Touya, o ajudava com o mapa do local. A diferença entre os dois era que Touya já não estava tão tranqüilo quanto o seu pai... o motivo? Sakura conversava alegremente com o namorado no banco de trás.

-Estou muito contente em poder rever o vovô – dizia a jovem de dezessete anos, cabelos em cor mel, e olhos verde-esmeralda para um rapaz da mesma idade de cabelos castanhos e rebeldes e olhos castanhos.

-Você quer realmente que eu o conheça, não é?

-Claro... por que? – perguntou Sakura com um sorriso – você não quer?

-É que normalmente teria ficado em casa estudando física...

-Deveria começar á estudar mais japonês, sua mãe já está ficando fula da vida com você por causa de suas notas na matéria...

-São notas suficientes para passar...

-Notas medianas, você sabe muito bem que sua mãe odeia notas medianas – Sakura já começava á se preocupar – daqui á pouco ela te manda voltar pra Hong Kong...

-Impossível, minha mãe deu sua palavra que não me tira mais de Tomoeda...

-Com a condição que você tirasse notas acima da média em todas as matérias – disse Sakura um pouco preocupada, deixando Shaoran em silêncio.

-Vocês querem suco? – perguntou Yukito, que estava ao lado de Sakura.

-Eu quero! – disse Kero alegre enquanto agarrava uma latinha de suco de uva.

-Você gosta de limão, não é Li? – perguntou Yukito, entregando uma latinha de suco de limão á Shaoran.

-Sim – disse Shaoran pegando a latinha de suco.

-E você é suco de laranja, né Sakura? – disse Yukito estendendo uma latinha com o suco.

-Sim – respondeu Sakura pegando a latinha, e antes de tomar um gole do suco, comentou – pelo menos as suas notas em História te salvam...

-Mas é claro – respondeu Shaoran, contente – adoro História, penso em ser arqueólogo ou...

-Vai falando ô puxa-saco – começou Touya com o seu ímpeto de irritar Shaoran – só por que o meu pai é arqueólogo...

-Não é isso não – dizia Shaoran caindo na pilha do "cunhado" – eu já me interessava por História antes de começar a namorar a Sakura...

-Sei...

Eles passaram o resto da viagem discutindo até que finalmente o carro parou na garagem da casa de campo que a família Kinomoto alugara para a semana de férias. A casa era linda por fora. Era feita com madeira envernizada em marrom, era simples, tinha dois andares. As janelas eram pintadas em verde, e sua varanda era ideal para se passar a tarde observando a natureza em volta, ou simplesmente tomando um chá ou lendo um bom livro. Foi pensando nisso que Sakura saiu do carro, se esticou um pouco e foi pegar sua bagagem no porta-malas que ela tinha certeza, estaria nas mãos de Shaoran. Dito e feito. Lá estava ele com a mala de Sakura na mão.

-Shaoran, deixa que eu leve – disse Sakura se apressando em pegar a alça da mala.

-Não, Sakura, deixa que eu leve a sua mala – insistiu Shaoran puxando a alça das mãos de Sakura e começando á andar até a porta da casa com a mala.

-Mas Shaoran, a mala está pesada...

-Exatamente.

-Ai, Shaoran, você é muito teimoso – disse Sakura vencida.

Shaoran apenas sorriu pra ela e entrou. Sakura também sorriu e seguiu o rapaz. A casa era ainda mais linda por dentro, os tons de tinta nas paredes eram suaves e harmoniosas. A mobília era linda, tons suaves do verde, marrom e amarelo predominavam o local. Eles subiram direto para o andar de cima.

-Qual é o meu quarto mesmo? – perguntou Sakura mais para si, do que para Shaoran, quando se viram num corredor comprido com quatro portas.

-Seu quarto é esse aqui – disse Shaoran abrindo a última porta ao lado do banheiro, que ficava no fim do corredor.

O quarto era lindo. As cortinas eram brancas com desenhos de flores de cerejeira por toda a sua extensão. As paredes possuíam um tom rosado muito leve, tão leve que á primeira vista parecia branco. E o carpete era marrom. Uma cama grande de solteiro estava encostada á parede com a janela, ao pé da cama havia uma penteadeira de madeira envernizada com detalhes de flor de cerejeira envolta do espelho. Ao lado da porta havia uma cômoda grande com seis gavetas compridas, e ao lado desta, um armário de duas portas. Cada mobília tinha detalhes de flor de cerejeira.

-Nossa! É mais lindo ao vivo! – disse Sakura ao entrar no quarto.

-Onde ponho a sua mala?

-Me deixe ver... na cama.

Sakura foi se olhar no espelho da penteadeira enquanto que Shaoran depositava a mala na cama. Ela estava linda com o seu vestido de alcinha que terminava numa saia meio rodada até o joelho, com sapatilhas brancas que completavam o visual. Shaoran não deixou de reparar isso. Ele lentamente se aproximou de Sakura por trás e á envolveu num abraço quente e aconchegante. Aspirando o perfume de sua bela flor, Shaoran esqueceu-se que deveria buscar sua mala do carro também, até que...

-Ô moleque – Touya gritava de lá debaixo – eu não vou levar sua mala!

Shaoran, muito contrariado, desfez o abraço, virou Sakura para si e perguntou:

-Vai fazer o que agora?

-Vou arrumar minhas coisas, depois eu vou dar um passeio por aí, se der tempo. Quer ir?

-Com você? Sozinhos? – Sakura faz que sim com a cabeça – então eu vou.

Sakura sorri, e recebe um beijo rápido de Shaoran que em seguida desce apressado para pegar suas malas antes que Touya ás jogue no lixo. Kero entra no quarto no exato momento em que Sakura se deixa cair na cama e fica rolando pro lado e pro outro sobre ela.

-Uma semana, uma semana – dizia enquanto rolava na cama – uma semana com o Shaoran, nessa casa, ai, ai, ai, Shaoran...

-Garotas apaixonadas... fazer o que? – disse Kero pra si mesmo.

Arrumar as malas era uma tarefa demorada, mas com a ajuda de Kero, Sakura já havia acabado na metade do tempo. Como recompensa, Sakura deu ao guardião um saquinho cheio de biscoito. Deixando o alegre boneco com os seus biscoitos, Sakura foi até o quarto dos rapazes onde os encontrou arrumando suas coisas. Sakura bate na porta para chamar a atenção.

-Posso entrar?

-Claro – respondeu Yukito com o seu costumeiro sorriso.

Sakura entrou. O quarto dos três era o maior, com um beliche e uma cama grande de solteiro em paredes opostas, um armário de seis portas e uma cômoda com seis gavetas grandes e compridas. As cortinas tinham listras azuis e brancas, e a mobília era decorada com rosas em relevo. A parede era pintada em tom gelo, e o carpete era marrom pastel. Shaoran organizava suas camisas, as últimas peças á serem guardadas. Sakura se aproximou por trás de Shaoran, quando este finalmente guardou a última blusa. Quando pôs os olhos no interior do armário, Sakura assobiou impressionada com a organização.

-Gostou? – perguntou Shaoran orgulhoso do seu trabalho.

-Bem organizado, hein?

-É, né?

As camisas estavam organizadas por cores, e os acessórios para a higiene masculina estavam organizados por tamanho. Impecável.

-Vamos – disse Sakura de repente, agarrando a mão de Shaoran e o arrastando pra fora do quarto – pai, eu e o Shaoran vamos dar um passeio, ta pai?

-Está bem minha filha, não demorem muito, viu?

-Ta... tchau Touya, tchau Yukito, tchau Kero – disse Sakura passando pela porta do quarto.

-Tchau Sakura, tchau Li, bom passeio – disse Yukito.

-Tchau... – disse Shaoran que nem tempo teve de completar a frase. Sakura praticamente arrastou Shaoran para fora da casa.

Os dois caminhavam tranquilamente pela estradinha de terra bem conservada e admiravam a simplicidade e beleza do lugar. Eles andaram até chegarem ao que parecia ser o ponto de encontro entre os moradores e turistas em sua maioria, do local. Ali havia alguns quiosques, um lago, onde pessoas remavam os barquinhos, num deles uma loira de olhos verdes tocava uma música romântica no violão, sendo acompanhada ao que parecia por sua irmã gêmea de olhos azuis com uma flauta elas passavam por debaixo de uma ponte sobre o lago. Haviam bancos pela extensão de todo lago onde os namorados e apaixonados costumam ficar e namorar...

-Que lugar lindo – disse Sakura quando se encostou á cerca de madeira da ponte e passou a admirar o lago.

-Sim, é um lugar muito bonito – disse Shaoran sem tirar os olhos de Sakura que estava de costas pra ele.

Era fim de tarde e o pôr-do-sol tingia o céu de rubro, rosa e dourado, e a lua parecia se acender junto ás luzes da pequena praça. Sakura se virou e percebeu que Shaoran á fitava intensamente. A música os envolvia. Ele se aproximou lentamente, e ela se preparou para recebê-lo. Ele á envolveu num abraço quente e á pressionou contra a cerca frágil da ponte enquanto que seus lábios entravam em contato. Um beijo suave e cheio de amor. Eles estavam tão envolvidos naquele beijo que nem perceberam na chegada de outra pessoa.

-Que bonito! – disse uma voz muito conhecida, lhes pregando um susto tão grande que a cerca frágil se quebrou, e Sakura e Shaoran caíram juntos dentro do lago.

O lago era fundo, de modo que quando caíram eles só se molharam. Eles emergiram juntos da água depois de um tempo. O barco da menina loira se aproximou e, sem parar de tocar, ela perguntou:

-Vocês estão bem?

-Sim – respondeu Shaoran.

E ela continuou normalmente. Eles olharam pra cima e viram Touya se acabando de rir, e que Yukito os fitava preocupado.

-Vocês estão bem? – perguntou Yukito.

-Sim, não se preocupe... vamos Sakura.

Shaoran e Sakura nadaram até a margem do lago, onde agora se encontravam o irmão da garota e seu amigo. Assim que Sakura saiu do lago, Touya jogou o seu casaco sobre ela. A água fizera o vestido branco grudar todo no corpo da garota, sem falar que estava transparente. Mas a visão de seu corpo não escapou aos olhos de um ser que passava por lá.

-Olhe a gatinha molhada – disse o ser.

Sakura imediatamente se escondeu atrás de Shaoran que olhou para o ser. Ele era um rapaz de aparentes dezenove anos, tinha os cabelos escuros e olhos castanhos, era mais alto que Shaoran e parecia até ter mais músculos. Mas Touya era mais alto e se pôs entre eles.

-Se você tentar algo com a minha irmã, você samba até o Brasil, ta me entendendo?

A crista do rapaz baixou de imediato, que sumiu de suas vistas logo em seguida.

-Agora vamos que está ficando tarde e frio – disse Yukito que jogou seu casaco sobre Shaoran.

Eles retomaram o caminho que fizeram para chegar a praça. Sakura e Shaoran espirraram várias vezes até chegarem em casa. Sakura foi a primeira á tomar banho, depois dela, Shaoran nem perdeu tempo, foi direto pro banheiro. Seus narizes começaram á entupir e á escorrer durante o jantar. E a noite de ambos foi mal-dormida.

-Touya? – disse Yukito após ouvir Sakura tossir no quarto ao lado.

-Oi? – respondeu Touya após Shaoran resmungar algo.

-Você terá de fazer algo.

Touya bufou de raiva.

Continua...