N/a.: Andro-no-hana: Não sei se notaram, mas eu mudei meu nome de Andromedachan para Andro-no-hana, é que eu achei andromedachan comprido demais e sempre errava sua grafia, então decidi mudar para algo mais genérico como Andro, mas infelizmente já tinha alguma Andro por aí, então tive que colocar alguma coisa á mais, que foi o no-hana.

Esmeralda: Claro, como se fizesse alguma diferença mudar o nome.

Andro-no-hana: É que eu decidi colocar meu pseudônimo como Andro.

Esmeralda: Pseudônimo?

Andro-no-hana: É como um nome falso que os artistas usam para assinar as suas obras.

Esmeralda: Para que eles fazem isso?

Andro-no-hana: Não faço idéia, só sei que gosto de fazer isso, é como... esquece, é como nada mesmo. Está ok... o que eu queria falar mesmo? Ah, sim. Esse capítulo, na realidade eram dois capítulos, é que quando eu pus o capítulo seis num site, vi que poderia ter feito um capítulo melhor, então para me desculpar com os leitores, eu fiz uma segunda parte para o capítulo, que ficou chamada como: Sexto dia, parte 2. Mas resolvi unir os dois capítulos num só, por aqui. Divirtam-se.

o anime CCS, as músicas Mil acasos e Chuva de Prata não me pertencem, créditos ao Clamp, Skank e Gal Costa pelo anime, e músicas, respectivamente falando. XD


Sexto dia

Shaoran acordou sentindo uma pequena pressão em seu corpo. Lentamente abriu seus olhos e sorriu ao vislumbrar Sakura deitada com a cabeça em seu peitoral. Novamente haviam dormido na mesma cama, só que desta vez estavam sobre a cama de Sakura. Shaoran olhou envolta, o quarto combinava com Sakura, tinha um ar tão tranqüilo e sereno, e ao mesmo tempo alegre. Viu algumas coisas da Sakura pelo quarto, e também notou o boneco, ou melhor, o Kero dormindo numa almofada que Sakura trouxera para ele. Este ficara a noite toda acordado para se certificar que eles não fariam nada além de simplesmente dormir, o boneco só permitira que ele dormisse com Sakura porque os dois haviam tido uma briga feia mais cedo naquele dia.

Flashback...

-Seu tonto, eu não estou interessada nele! – esbravejava Sakura enquanto rompia pela porta de entrada da casa.

-Então por que aceitou aquela maldita rosa? – esbravejou Shaoran enquanto rompia pela mesma porta com tanta fúria quanto Sakura.

-Para ser gentil! – gritou Sakura enquanto subia a escada – Você não deveria ficar tão sentido com um gesto tão inocente quanto me dar uma rosa!

-Eu só estou cuidando do que é meu... e aquele estúpido estava interessado em você... e você deu corda para aquele estúpido! – Shaoran gritou enquanto subia a escada atrás de Sakura.

-E daí se ele estiver? Seria perigoso se eu tivesse me interessado, mas eu não me interessei! – Sakura gritou enquanto seguia pelo corredor direto para o seu quarto e batendo a porta com bastante força para fechar.

-Então por que aceitou a rosa? – Shaoran gritou enquanto a seguia. Só que não recebeu a resposta, Sakura já entrara no quarto e se trancara – Sakura! Sakura! Abra a porta! – mandou enquanto esmurrava a porta.

Parou ao ouvir Sakura chorando do outro lado. Uma onda de culpa invadiu seu corpo. Soltou o ar com força, encostou seu punho na porta e sua testa no punho. Não agüentou mais ouvir aos soluços de Sakura e saiu pelo corredor o mais rápido que pôde, desceu a escada, passou por Touya e Yukito que estavam ao pé da escada, obviamente ouviam a discussão. Atravessou a sala e irrompeu porta a fora para começar uma corrida sem destino. Correu sem rumo pela estreita estrada de terra, só parou quando percebeu que já se encontrava na ponte sobre o lago. Olhou para o horizonte e acabou dando de cara com a pessoa que mais odiava naquele momento. Sho, o rapaz que dera a rosa a Sakura estava sobre a ponte. Ele observava a lua que já imperava no céu noturno.

-Você... você é a causa pelo o meu dia estar péssimo hoje – soltou Shaoran. Algumas pessoas que remavam nas pequenas embarcações sob a ponte o olharam um pouco surpresas.

O rapaz continuou a observar a lua como se não soubesse que alguém falara com ele.

-Eu falei com você!

-E que tipo de falta eu cometi para você estar tão furioso? – perguntou o rapaz olhando Shaoran.

-Você deu aquela rosa para ela...

-Para quem?

-Para a minha namorada...

-E pelo visto brigou com a sua namorada só por ela ter recebido uma rosa minha.

Aquelas palavras fizeram Shaoran se sentir mais culpado.

-Eu não sei se você já percebeu, mas a sua namorada é uma das mulheres mais belas que eu já encontrei... haverá sempre um grande número de homens atrás dela... alguns malas como o meu amigo Hiroshi, outros brutos como os meus dois amigos grandalhões, e outros serão como eu. Mas você deve pôr na cabeça que ela sempre será gentil com eles, mas jamais será amorosa, ela sempre lançará um sorriso gentil, mas jamais lançará um cheio de amor e carinho. Não desconte nela a raiva e a frustração que seu ciúme pode vir a provocar... isso pode causar o fim de um belo futuro...

E Sho saiu da ponte, sem nem olhar para trás. Shaoran, no entanto, continuou onde estava, pensando sobre o que acabara de ouvir e refletindo sobre suas atitudes e sobre Sakura. Sim... precisava pedir desculpas a ela...


Shaoran esperou que todos fossem dormir para entrar na casa. Não tinha coragem de encarar ninguém, principalmente Sakura e o senhor Kinomoto. Esperou um tempo após a última luz acesa da casa se apagasse, foi até a porta e girou a maçaneta, a porta abriu.

Entrou. A casa estava escura. A única pessoa que esperava ver era Touya o esperando no escuro para matá-lo. Só não imaginou encontrar Sakura deitada no sofá da sala. Sentiu o seu coração acelerar, ela estava dormindo no sofá, a pele que o pijama rosa não escondia brilhava á luz do luar que atravessava a janela da sala. Mas sua expressão estava pesada, sinal de que chorara por muito tempo. Shaoran se sentiu o cara mais estúpido do mundo, fizera a pessoa mais importante de sua vida sofrer por uma infantilidade dele.

Aproximou-se lentamente de Sakura, ela parecia estar com frio e a posição em que dormira no sofá não era nada confortável. Aproximou-se mais da jovem. Com toda a cautela, aninhou Sakura em seu colo e a carregou nos braços. Subiu a escada com cuidado e atravessou o corredor. Em dado momento sentiu Sakura se mexer ligeiramente, se aninhando mais ao colo. Shaoran a apertou um pouco mais contra o seu corpo. A porta do quarto de Sakura já estava aberta e a cama já estava pronta para ela dormir. Ele entrou no quarto e a deitou na cama, depois a cobriu. A fitou por um tempo e se virou para sair, mas assim que deu um passo, uma mão segurou a sua.

-Shaoran – a voz de Sakura chegou aos seus ouvidos.

-Estava acordada? – perguntou Shaoran enquanto Sakura se sentava na cama com as costas apoiadas na cabeceira da cama.

-Acordei no meio do caminho – disse com um sorrisinho.

Shaoran corou ligeiramente. Sentou-se na beirada da cama e não ousou olhar para Sakura.

-Ainda está bravo comigo? – perguntou Sakura com um tom ligeiramente triste.

-Não... estou bravo comigo – ele olhou para Sakura, ela via claramente uma profunda tristeza em seu olhar, isso doeu em seu coração – Cometi um grande erro ao gritar com você...

Shaoran voltou a fitar o chão como se ele fosse a coisa mais interessante que existia ali naquele momento.

-Eu também errei – disse Sakura, e Shaoran a olhou confuso – Não devia ter gritado com você também... se não gritasse você teria pensado melhor e... teria se acalmado...

-Mas isso não me dá o direito de gritar com você só porque senti um ciúme sem sentido...

-Você não grita comigo...

Shaoran a olhou confuso novamente, não sabia o que ela queria dizer com aquilo, ele se lembra claramente que sempre grita com ela quando sente ciúmes, e também quando algo realmente o aborrece.

-Você só conta sobre as suas emoções e sentimentos da melhor forma que consegue, e eu sou a única com quem você realmente se sente á vontade para contar sobre o que te aborrece. Eu sempre escuto sem falar nada e espero você se acalmar...

-É, mas eu deveria ao menos tentar não gritar, e não me deixar ser levado pelas emoções...

-Errando e aprendendo... como eu disse antes... eu também errei ao gritar com você naquela hora, e aprendi hoje que o melhor a fazer seria falar com calma... e você? Qual foi a sua lição?

Shaoran deu um pequeno sorriso.

-Que eu devo ao menos tentar me acalmar, não... eu devo me acalmar, parar e organizar a cabeça antes de fazer alguma coisa.

Sakura sorriu contente.

-Prometo que nunca mais gritarei com você de novo – disse Shaoran a olhando nos olhos.

Ainda com os olhos em contato, Shaoran aproximou-se de Sakura, pôs a mão no rosto dela e em seguida aproximou seu rosto do dela. Sakura fechou os olhos e entreabriu os lábios, onde Shaoran encaixou os seus. Este beijo foi como o último daquele dia, só que desta vez tinha mais paixão. Shaoran desfez o beijo e olhou nos olhos de Sakura, e a beijou novamente.

-Eu estou acordado , vendo e ouvindo tudo que vocês fazem – uma voz com um sotaque proveniente de Osaka, chegou aos seus ouvidos.

Os dois imediatamente interromperam o beijo e olharam para Kero, que se encontrava sentado em sua almofada.

-Nós não estávamos fazendo nada – disse Sakura um pouco envergonhada.

-Sei... de qualquer forma está na hora de crianças irem para cama e dormirem – disse Kero.

-A bola de pêlos está certa – disse Shaoran se levantando para sair do quarto, mas foi novamente impedido de sair pela mão de Sakura.

-Por que não dorme aqui hoje? – perguntou Sakura com um sorriso.

-Como?! – fizeram Shaoran e Kero.

-É que – disse Sakura ficando um pouco vermelha – Não consigo mais dormir longe de você...

-Mas terá de se acostumar, quando voltarmos para Tomoeda não poderemos mais dormir juntos – Shaoran argumentou.

-Só hoje – Sakura insistiu com súplica no olhar.

-Sakura – disse Shaoran sem saber o que fazer, ela sempre conseguia o que queria o olhando daquele jeito, e naquela noite não seria diferente – Está bem.

-Viva – Sakura bateu palmas entusiasmadas.

-Mas antes eu preciso ao menos colocar o meu pijama – disse Shaoran saindo do quarto.

-Eu te espero – disse Sakura quando ele saiu.

Em dois minutos Shaoran estava de volta no seu pijama azul. Sakura deu um espaço para ele se deitar. Ele se deitou. Eles ficaram se olhando.

-Boa noite – disse Sakura se virando para a parede.

-Boa noite – disse Shaoran pondo um braço em volta da cintura de Sakura.

-Não se esqueçam que estou vendo e ouvindo tudo – disse Kero de sua almofada – Ficarei acordado até vocês dormirem.

...Fim do flashback

Shaoran ainda se lembrava do perfume que o embalara enquanto adormecia, tivera belos sonhos. Pensou sobre a sua vida, via-se abraçado a Sakura a cada cena de em sua mente, era muito amor para um coração agüentar. Resolveu buscar suas roupas para poder tomar um banho. Depois do banho, foi para a cozinha, o senhor Kinomoto já se encontrava no cômodo preparando o café-da-manhã.

-Bom dia, senhor Kinomoto – cumprimentou Shaoran um pouco temeroso.

-Bom dia, como foi com a Sakura? – cumprimentou o senhor sendo gentil e cordial como sempre.

-Hã... foi... nós nos entendemos...

-Bom.

Shaoran ficou bastante aliviado por Fujitaka não querer fuzilá-lo pelo que fizera no dia anterior, nem na noite anterior, sabia que ele jamais faria algo do gênero, mesmo assim... pai é pai!

-P-posso ajudar o senhor... se quiser...

-Seria bom, e enquanto isso nós conversamos.

-É...

Conversar com o senhor Kinomoto era uma das coisas que Shaoran mais gostava de fazer, um dos motivos era que o senhor Kinomoto era uma pessoa muito sábia, e o outro motivo era que os dois tinham bastante interesse em arqueologia e coisas do gênero. Muitas vezes chegavam a ficar horas conversando sobre as novidades da arqueologia, e de vez em quando Shaoran ajudava ao Fujitaka com o trabalho, assim como a Sakura, que também gostava muito de História. Touya e Yukito desceram quando o café-da-manhã já estava posto. Touya olhou Shaoran com certa raiva, mas não disse nada e se sentou á mesa após dar bom-dia ao pai. Kero desceu logo, e se sentou ao lado do prato que seria de Sakura.

-A Sakura ainda não acordou, Kero? – perguntou Fujitaka.

-Ela vai acordar daqui a pouquinho...

Ouviram um estrondo. Em seguida ouviram Sakura reclamar por ter caído da cama, depois a ouviram correr até o banheiro. Em cinco minutos Sakura corria escada a baixo, irrompendo em seguida pela porta da sala de refeições dizendo:

-Bom dia!

-Bom dia – responderam todos.

-A monstrenga se machucou ao cair da cama? – Touya provocou quando Sakura se sentou á mesa ao lado de Shaoran. Sakura olhou para o irmão com muita raiva – Me esqueci, monstrengas não se machucam tão facilmente, é mais provável que o chão tenha rachado...

-TOUYA! – explodiu Sakura.

-Vamos comer? – Fujitaka pôs fim a discussão.

-Vamos – concordou Sakura de bom humor.

-Eba! – festejou Kero.

-Obrigado pela comida!


Estava uma manhã maravilhosa, os pássaros cantavam, a brisa refrescava o clima quente do local. Sakura e Shaoran aproveitavam o dia no banco forrado que ficava na varanda. Sakura estava deitada com a cabeça no colo de Shaoran enquanto ele lhe fazia cafuné e lia um livro. Sakura estava prestes a cochilar quando pensou em algo para fazer.

-Shaoran, que tal darmos um passeio? – sugeriu Sakura se sentando. Shaoran parou de ler para ouvi-la – Sabe... amanhã a noite já iremos embora, e... eu queria aproveitar esse tempo para passear pela cidade com você...

-Então vamos – disse Shaoran se levantando e pondo o livro sobre a mesinha redonda.

-Viva! – Sakura alegrou-se, meteu a cabeça para dentro da casa e gritou avisando que sairia com Shaoran, e que provavelmente demorariam a voltar. Em seguida Sakura saiu bastante alegre, de mãos dadas com Shaoran.

Conversaram sobre diversas coisas enquanto faziam o caminho para o parque da cidade, conversaram sobre coisas que nunca tiveram coragem em discutir, coisas como casamento, filhos e... se perguntando em como os filhos seriam quando se casassem... quando...


Andro-no-hana: Era aqui que o capítulo terminava originalmente!

Esmeralda: Eles já entenderam, chega! Prestem atenção que será agora que eu vou aparecer! Ehehe!


Sexto dia, parte 2

-Será que daria certo um casamento? – perguntou Sakura quando os dois chegaram ao lago.

-Mas é claro – Shaoran respondeu com um sorriso.

-Já me disseram que é um erro, o casamento.

-Só quando não sabe o que é um casamento.

-E o que é um casamento? Você sabe?

-Bom... é vida á dois... não existe 'eu', apenas 'nós'... a coisa mais importante num casamento é o cônjuge... e deve sempre demonstrar que o cônjuge é e sempre será a pessoa mais importante de sua vida... e isso pode ser feito de várias formas...

-Pelo visto as coisas entre os dois foram resolvidas – uma voz conhecida chegou aos seus ouvidos.

Era o rapaz que estava com o tal Hiroshi, Sho e os outros dois grandões.

-Você, é... – disse Shaoran um pouco desconfiado.

-Kazuyuki, não se preocupe, não estou querendo encrenca – disse o jovem – E vocês se chamam...

-Sakura Kinomoto – apresentou-se Sakura – E este é o meu namorado Shaoran Li.

-Prazer – disse Kazuyuki.

Um silêncio um pouco perturbador se instalou entre os três.

-Como sabia que eu e o Shaoran nos desentendemos? – Sakura decidiu quebrar o silêncio com a pergunta.

-O Sho, ele é um pouco fofoqueiro, disse que havia se encontrado com o seu namorado e que ele estava furioso por causa da rosa branca – respondeu o rapaz com algumas risadas. Shaoran corou e bufou irritado – Mas não se preocupe, Sho não tem interesse nenhum em sua namorada, ele já tem alguém.

-Sério? Quem? – Sakura ficou curiosa.

-Olha só – Kazuyuki apontou para a ponte. No meio dela encontrava-se Sho observando algo no lago, ao seguir o olhar do rapaz, Sakura e Shaoran puderam ver que ele observava as duas meninas num barco. Eram aquelas gêmeas que costumavam tocar músicas românticas.

-Por quem ele está apaixonado? – perguntou Sakura.

-Vocês verão daqui a pouco, será hoje que Sho finalmente dará um passo. Vejam.

Eles olharam no momento em que Sho pegava uma rosa vermelha de só ele sabe onde e jogava para dentro do barco. A que tocava flauta pareceu se irritar, mas a que tocava violão olhou para Sho e como se já tivessem combinado, sorriram um para o outro. A menina com o violão ficou em pé e a menina com a flauta parou de tocar e olhou apavorada para a irmã.

-Está na hora do rock! – e começou a tocar loucamente o violão como se esse fosse uma guitarra, enquanto pulava e fazia o barco balançar freneticamente.

-Esmeralda! – desesperou-se a da flauta – Esmeralda! Pare! O barco vai virar!

- Mil acasos me levam a você. O sábado, o signo, o carnaval. Mil acasos me tomam pela mão... – cantava a menina enquanto fazia o barco balançar propositalmente até que finalmente o barco virou fazendo as duas garotas caírem no lago. Sho pulou no lago em seguida.

Esmeralda, a jovem do violão emergiu segundos depois e começou a nadar para a margem onde se encontravam Shaoran, Sakura e Kazuyuki. Enquanto isso, Sho emergia com a outra garota.

-Não, Sho! – disse a menina com o Sho.

-Qual é, Safira? Você sabe que eu te amo...

-Você certamente diz isso para todas – a menina disse um pouco magoada.

-Não mesmo...

-Não? – perguntou a menina se acalmando.

-Não mesmo – disse Sho se aproximando cada vez mais. Safira permitiu que se aproximasse e a beijasse, e retribuiu ao beijo com tanta paixão quanto ele.

-Eca! – exclamou Esmeralda quando viu a cena. Depois se virou para Kazuyuki, e apontando para ele o violão encharcado, disse – Me deve um violão novo, afinal foi tudo idéia sua, Kazuyuki.

-Pode deixar...

Foi então que Esmeralda percebeu a presença do casal.

-Olá, o meu nome é Esmeralda Matsumoto, e aquela ali no lago nos braços daquele cara se chama Safira Matsumoto, ela é a minha irmã gêmea, e costumamos tocar músicas melosas dentro de um barco naquele lago. E você, como se chama?

-Meu nome é Sakura Kinomoto.

-Você é kawaii! – disse Esmeralda feliz – E você, bonitinho? – perguntou para Shaoran.

-Bonitinho? – Sakura resmungou.

-É... me chamo Shaoran Li, e...

-Ele é o meu namorado – respondeu Sakura.

-Pude perceber quando você fez careta quando eu chamei seu namorado de bonitinho. Minha nossa vocês são tão kawaii juntos! – disse a jovem muito feliz, fazendo o casal se constranger, e Kazuyuki sorrir divertido.

-Obrigada – respondeu Sakura.

-Daqui a pouco haverá uma festa, é um pequeno festival que fazemos anualmente para os turistas que quiseram aproveitar a tranqüilidade e a simplicidade dessa pequena cidade e não a praia como muitos com certeza fizeram. Então, querem participar do festival com a gente, vai ser divertido – a garota disse aquilo muito rápido.

-Está bem... vamos – respondeu Sakura.

-Viva! Viu Kazuyuki, vamos ter um casal Kawaii na festa! Não é legal?

-É.

-E não se preocupem com o mala do Hiroshi, ele não vai perturbar ninguém na festa.


-Vocês não vão acertar, nem que as suas vidas dependessem disso! – Hiroshi gritava sentado numa plataforma acima de um tanque transparente cheio de água.

-É mesmo? – perguntou o rapaz loiro que costuma andar com ele.

-Não, Keiichiro! Não! – desesperou-se Hiroshi.

Keiichiro pegou uma bola de beisebol e com toda a sua força jogou no alvo logo embaixo da plataforma onde Hiroshi se sentava. A plataforma em seguida cedeu e Hiroshi caiu no tanque. Todos começaram a rir, inclusive e principalmente os seus amigos.

-Divertido – comentou Sakura com Shaoran que assistiam a tudo um pouco afastados da festa – Mas me dá um pouco de pena do Hiroshi, ele é sempre maltratado pelos amigos.

-Já está o chamando pelo nome? – perguntou Shaoran ficando um pouco irritado.

-Ora, Shaoran, não seja ciumento, sabe muito bem que você é o amor da minha vida.

-Certo, senhorita Kinomoto, mas a senhorita também deve lembrar que para mim só existe você.

-Ora, e eu não sei? – indignou-se Sakura.

-Acho que você esqueceu naquela hora em que a Matsumoto me chamou de bonitinho.

-Ora... eu...

-Ficou com ciúmes? – Shaoran perguntou matreiro.

-Com ciúmes? Nunca!

-Sério? Não tem medo de me perder para alguma garota? – perguntou Shaoran enquanto abraçava Sakura pela cintura.

-Não mesmo, sei que você me ama – respondeu Sakura com um sorriso.

Shaoran sorriu contente, era a mais pura verdade, ele a amava e ela o amava, eram recíprocos os sentimentos de ambos. Estavam envolvidos pelo clima de amor quando do palco, um homem começou a falar no microfone.

-Atenção, atenção, por favor – pediu o senhor de quarenta e poucos anos – Fico feliz em ver tanta gente presente, e para expressar a alegria em termos vocês conosco, nossos músicos favoritos tocarão as suas músicas favoritas, recebam agora, a banda local, a banda Fukin!

-Pano de prato? – estranharam Sakura e Shaoran.

No palco enfeitado de azul e verde, subiram as gêmeas, Esmeralda e Safira e dois garotos loiros da idade delas.

-BOA NOITE Á TODOS! – gritou Esmeralda com o microfone – Estamos aqui para fazer a festa, mas antes, eu gostaria de apresentar a vocês os integrantes da banda Fukin, caso entre vocês haja algum caça talento – todos riram – Agora, vou apresentar á vocês, meu irmão quadrigêmeo ÂMBAR!

-Quadrigêmeo? – espantou-se Sakura.

-Então havia mais dois – disse Shaoran.

Um garoto loiro tocou a sua guitarra com muita energia dando um sorriso sedutor para a platéia. As garotas gritaram excitadas.

-Agora, com vocês, meu outro irmão quadrigêmeo, RÚBEO!

O baterista tocou seu instrumento com energia e deu um sorriso sedutor, conseguindo o mesmo efeito que o irmão.

-Agora , olhem para a minha irmãzinha, SAFIRA!

A garota tocou o teclado com energia.

-Olhe lá rapazes, ela já tem namorado, deviam ter visto, foi a maior pegação lá no lago... ai! – Safira jogara seu sapato na irmã – Essa doeu! – disse jogando o sapato de volta para a irmã – E agora, por último, e não a menos importante, talvez a mais... to brincando... EU! ESMERALDAAA! AGORA, VAMOS AO ROCK! Mas é claro que depois vem o MPB, o pop, um forrozinho, ou um pop-rock que também é legal, e é claro, algumas músicas lentas para os apaixonados de plantão, né casal Kawaii? – disse a jovem tocando a guitarra após a brincadeira. Shaoran e Sakura coraram com a insinuação – AGORA CHEGA DE ENROLAR, VAMOS AO ROCK!

E a banda começou a tocar animadamente.

-Shaoran, vamos? – convidou Sakura.

-Está bem.

Sakura puxou Shaoran para o meio da multidão, onde os dois começaram a se divertir com as músicas do quarteto. Divertiram-se muito com as músicas, e no final, Esmeralda cumpriu sua promessa.

Se tem luar no céu
Retira o véu e faz chover
Sobre o nosso amor...

Os casais já começavam a se formar. Sakura olhou para Shaoran.

Chuva de prata
Que cai sem parar
Quase me mata
De tanto esperar
Um beijo molhado de luz
Sela o nosso amor...

Shaoran olhou para Sakura e sorriu. Estendeu uma mão e perguntou:

-Quer dançar?

Sakura assentiu e aceitou a mão de Shaoran. Ele a trouxe para junto de seu corpo, envolveu seus braços em sua cintura, e ela envolveu os dela no pescoço dele. Eles iniciaram uma dança lenta.

Basta um pouquinho
De mel prá adoçar
Deixa cair
O seu véu sobre nós
Oh Lua!
Bonita no céu
Molha o nosso amor...

Toda vez
Que o amor disser:
Vem comigo!
Vai sem medo
De se arrepender...

Você deve acreditar
No que eu digo
Pode ir fundo
Isso é que é viver...

Sakura encostou sua cabeça no ombro de Shaoran e fechou os olhos. Shaoran aproximou seu rosto da cabeça de Sakura e fechou os olhos, saboreando o aroma que vinha do cabelo da jovem.

Cola seu rosto no meu
Vem dançar
Pinga seu nome no breu
Prá ficar
Enquanto se esquece de mim
Lembra da canção...

Toda vez
Que o amor disser:
Vem comigo!
Vai sem medo
De se arrepender...

Você deve acreditar
No que eu digo
Pode ir fundo
Isso é que é viver...

Chuva de prata
Que cai sem parar
Quase me mata
De tanto esperar
Um beijo molhado de luz
Sela o nosso amor
Enquanto se esquece de mim
Lembra da canção
Oh Lua!
Bonita no céu
Molha o nosso amor!...

Era uma linda noite de luar, as estrelas piscavam livres, sem as nuvens para escondê-las.

Continua...


Andro-no-hana: Eis o penúltimo capítulo... Buaaa! É o penúltimo capítulo! T.T

Esmeralda: Calma, pode ser o penúltmo, mas não é o último. O último é o próximo, e voce ainda está escrevendo, ok?

Andro-no-hana: Ok. Como disse a Esmeralda, eu ainda estou escrevendo o último capítulo, e por ser o último, talvez eu demore mais para postar, já que eu quero ele o mais perfeito possível, então... mas ainda irei viajar nesse mês, lá para o dia 12 não poderei me conectar a internet, mas poderei levar o meu notebook, logo, eu poderei trabalhar na fanfic e nas outras que estiver ecrevendo, mas demorarei a postar. Mas eu também tenho um livro em fase de criação, e talvez eu dê bastante atenção á ele durante a viagem, já que será o início de uma carreira, ou talvez uma aventura, pois eu não pretendo me prender á apenas uma coisa. Mas eu vou me dedicar as fanfics que eu estiver escrevendo, não se preocupem, ok? Agora vamos aos reviews!

Annie Sakura-chan: Obrigada pela dica, vou lembrar sempre dela. Eu também ouço as músicas da banda Arashi, tenho a música deles no meu note.

Cah-chan Hime: Eu também acho ler dois capítulos de uma vez bastante prazeroso, ainda bem que correu, mas cuidado ao fazer isso para não se machucar de novo XD. É, as coisas estão ficando apertadas para o nosso querido Shaoran, pois além do Touya, ainda tem o Kero, que não gosta nada dele, e com toda a certeza fica de olho nos dois quando estão sozinhos, e o Touya deve pagá-lo com doces também para fazer isso. Talvez eu faça uma short sobre isso XD. Agora tem o bisavô da Sakura, e ainda por cima temos a Sonomi Daidouji que deve estar louca para pagar algum detetive que possa achar algum podre do Shaoran XD. Mas talvez... talvez haja alguma surpresa... agora qual, ainda estou pensando em pôr...

Andro-no-hana (n.n): Bom... espero que tenha curtido ao show...

Esmeralda (n.n): Curtiram?

Andro-no-hana (u.ú): Espero que sim, pois se não eu perdi meu tempo!

Esmeralda (u.u): Não, você não perdeu o seu tempo. (n.n)Mas eu posso responder eu mesma, que eu realmente curtir esse capítulo, principalmente porque...

Andro-no-hana (n.n): Porque você apareceu.

Esmeralda (õ.õ): Como sabia que eu diria isso?

Andro-no-hana (n.n): Você sempre diz isso.

Esmeralda (¬¬): ...

Andro-no-hana (n.n): Bom, é isso gente. Bye bye, sayonara, adios, adeus!

Esmeralda (n.n): Bye-bye!

Andro-no-hana (n.n): Vou aprender japonês e terminar o curso de inglês e vou...

Piu! (A tv desliga)