Fim do show. Ainda estava sendo perseguido por olhares confusos enquanto se retirava do palco junto com os outros membros da banda. Aquilo que tivera feito com certeza causaria polêmica. Suspirou cansado. Enquanto iam todos em direção do camarim ficava imaginando o que Aoi estava pensando a respeito do que ocorrera durante o show. Será que ele ficou mais bravo?

Não ficaram muito tempo por lá. Logo vieram os seguranças buscá-los para levá-los até a van que os transportaria até o hotel onde estavam hospedados. Uruha adentrou seu quarto e se jogou na macia cama. Fechou os olhos e permaneceu assim por alguns instantes. Estava física e emocionalmente cansado. Rolou até a beirada da cama e se levantou. Esfregou os olhos que ardiam devido ao sono, abriu sua mala para pegar roupas para dormir e foi até o banheiro tomar um bom banho.

Era inevitável lembrar dos dias que tivera com Aoi na casa de praia. Os banhos que ambos já haviam tomado juntos. Tudo havia sido tão tamanhamente prazeroso que dificilmente tão cedo ele iria querer e poder esquecer. Aoi... O que será que ele estaria pensando no momento? Essa dúvida estava perturbando-o desde o fim do show. Precisava saber o que Aoi sentia. Precisava saber se ele já o havia esquecido... Por mais que ter conhecimento disso fosse doloroso. Levantou o rosto em direção ao chuveiro e deixou a água escorrer por ele, estava tentando tomar coragem para ir falar com o moreno.

Saiu do banheiro, foi até a sua mala, pegou uma roupa simples qualquer e foi pro quarto de Aoi. Parou em frente á porta e respirou fundo, tinha enormes esperanças de que ele fosse abrir... Quem sabe dessa vez. Levou a mão á porta e a cutucou alto o bastante para que o moreno pudesse escutar e vir atendê-la. Pensou que fosse vomitar seu coração quando ouviu os passos se aproximando e seu estômago se desmanchou ao ver a maçaneta da porta descendo.

-Oi, Uruha. - primeira vez em meses que ele o olhava sem nenhuma expressão desprezível. Pelo contrário, parecia meio envergonhado.

-Aoi... Posso... Conversar um pouco com você?- falou com medo da resposta ou da reação do moreno. A poucas horas atrás ele sequer olhava em sua cara.

-Claro, entre.

Sentiu um enorme alívio ao ver a naturalidade do outro guitarrista e que tudo estava correndo muito bem. Aparentemente, ele estava disposto a ouvir finalmente tudo o que ele tinha a dizer.

-Aoi, sobre o que eu fiz no palco e sobre o que aconteceu a meses atrás... E-

-Não fale nada Uruha. Eu andei te ignorando muito. Nunca te dava ouvidos nesses últimos meses... Eu fui tão... Criança. Eu só percebi o quão infantil eu estava sendo no dia de hoje, espero, porém, que não tenha sido tarde demais.

-O que quer dizer com isso?- seu coração começou a bater mais forte ao ver o moreno se aproximar.

-Quero dizer que eu também te amo. Muito. E não quero mais que aquela KENGA chegue perto de você.

Uma enorme alegria preencheu o guitarrista loiro, que deu uma risada com o pequeno apelido enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas. Abraçou o moreno mais forte do que nunca, como se quisesse se certificar de que ele não iria mais fugir dali.

-Me desculpe por tudo, Aoi. Eu juro que não sei o que deu em mim naquela noite.

-Não me vem com essa conversa, sei muito bem o que vi.

-Pára com isso! Você sabe que eu te amo!

-Eu também te amo, é por isso que fiquei brabo, tolinho.

Aí estava a confirmação das palavras de Ruki. Nunca havia se sentido tão feliz como se sentia agora. Ali, com Aoi, em seus braços. Não sabia como reagir direito, não sabia como poder demonstrar tamanha felicidade... Talvez fosse impossível. Ele queria que aquele momento durasse pra sempre. Desfez o abraço para poder encará-lo e levar uma das mãos ao seu rosto e acariciá-lo, enquanto lágrimas de felicidade não paravam de escorrer do seu rosto. O moreno apenas fechou os olhos, colocou sua mão por cima da que acariciava seu rosto e a segurou como se estivesse pedindo por mais. Seu pedido foi atendido. Puxou o rosto do moreno e o beijou enquanto levava a outra mão á cintura do mesmo. O contato de seus lábios o fez pensar como são macios, e como sentiu falta de tê-los assim, tão perto dos seus.

Aoi passou seus braços pelo pescoço de Uruha abraçando-o e cobrindo qualquer distância que seus corpos poderiam anteriormente ter. O beijo foi se aprofundando cada vez mais, deixando-os ofegantes. Porém, nenhum dos dois queria ter a coragem de rompê-lo. Uruha andou de ré guiando Aoi até alcançar a cama e jogá-lo em cima da mesma, ficando por cima de Aoi.

-Essa noite eu vou dormir com você. - sorriu malicioso. As lágrimas já haviam desaparecido totalmente de seu rosto.

-Sinto lhe informar, mas não te deixarei dormir.

Aoi puxou seu rosto dando início a mais um profundo beijo, enquanto suas mãos se encontravam na cintura de Uruha, que brincavam com o zíper antes de arrancar a veste do loiro. Uruha passou as mãos por baixo da camiseta de Aoi, em seguida interrompendo o beijo para a passagem da roupa, jogando-a em um canto qualquer, logo sendo vítima do mesmo ato. Ao sentir seu corpo entrar em contato com a pele quente de Aoi, sentiu esquentar, respirou fundo e tomou fôlego, arrancou as últimas roupas que ainda restavam no moreno. Nunca havia desejado nada como desejava Aoi agora.

-Deixa que eu cuido disso Uru-chan.

A frase causou-lhe uma pequena paralisia, permitindo que Aoi o empurrasse para o lado e subisse em cima do mesmo. Foi depositando pequenos beijos por todo seu corpo até chegar perto da cintura do loiro, que sentiu um imenso arrepio. Finalmente pousou seu olhar sobre o membro já ereto de Uruha e o segurou com uma das mãos, passando os dedos vagarosamente em um movimento lento. Uruha gemeu ao sentir a língua do moreno contornar a cabeça de seu membro, fechando os olhos e respirando ofegante enquanto Aoi colocava o mesmo na boca fazendo movimentos de vai e vem ainda lentos, agonizando Uruha. O guitarrista moreno mudou o alvo ao ver que sua provocação estava tendo resultado, e foi dando mordiscadas por seu corpo inteiro até chegar ao seu pescoço, chupando-o de um jeito que causaria uma mancha arrochada na área mais tarde.

Uruha puxou a cabeça de Aoi para perto da sua, o beijou desesperado de desejo por prazer, e, ao terminar, virou de costas para o mesmo e se posicionou de quatro.

-Então cuide disso pra mim, Yuu.

Aoi sorriu aoi receber um convite tão provocante e irrecusável como aquele. Por um segundo ou dois ficou a admirar o corpo escultural de Uruha, como o louvava. Em especial, aquelas coxas que o deixavam louco. Levou suas mãos á cintura do loiro e aproximou a sua. Uruha gemeu alto ao sentir o membro de Aoi o invadindo. Fazia tempo que não o sentia dentro de si. Colaborou com os movimentos de vai e vem que Aoi havia iniciado devagar com receio de machucar, não permitindo que isso acontecesse e deixando-os violentos e rápidos, que logo foi sincronizando com os movimentos de Aoi. O moreno fez uma pausa e se pôs em cima do loiro, deixando seu rosto em sua nuca, fazendo o loiro sentir sua respiração ofegante em seu pescoço, enquanto levava sua mão ao membro de Uruha, masturbando-o. Aoi recomeçou os movimentos e mordiscou o ombro do Takashima, que soltava gemidos que eram considerados sons para os ouvidos do moreno.

Não demorou muito até que os dois chegassem ao seu orgasmo. Fazendo Aoi sair de dentro de Uruha, e deitando ao seu lado, em seguida, vendo Uruha também despencar em cima da cama ao seu lado. Ambos se encontravam de olhos fechados e recuperando o fôlego. Uruha olhou para o outro, que o observava sorrindo, estendendo seu braço até ele e o puxando para perto de si, abraçando-o, descansando sua cabeça em seu ombro sentindo seu perfume.

-Eu senti tanta sua falta, Aoi.

-Por mais que eu não demonstrasse, eu também, Uru, eu também.

-Eu te amo... Amo muito.

-Kehe. Eu te amo mais. - Riu e abraçou mais forte, puxou um lençol que estava próximo ás suas costas e os cobriu.

-Então... Como vai ser daqui pra frente?

-Que tal esperar pra descobrir?

-Kehe.

Uma semana se passou depois do Live. Tudo parecia estar ocorrendo bem, nada fora do normal estava acontecendo, a banda havia voltado á sua harmonia costumeira, tirando o misterioso fato do suicídio do empresário da banda que havia ocorrido alguns dias depois do show. Aoi se encontrava mais uma vez na casa de Uruha, ambos haviam combinado de sair para almoçarem juntos. Estavam quase de saída quando a campainha toca. Uruha se apressa em atendê-la para que possa sair logo com Aoi.

-Boa tarde, Uru-chan. - a jovem já conhecida e detestada se encontrava mais uma vez á porta de sua casa.

-Makoto? Que surpresa! - sorriu malicioso.

-Huh? Ficou feliz com a minha visita?

-Claro! Kehe. Vem vá, quero te apresentar uma pessoa. - virou-se para dentro da casa e acenou para Aoi chamando-o para a porta. - Este é Aoi, meu namorado.

-Seu... Namorado?Esse homem?- olhou com um olhar de nojo e riu debochadamente. - Não acredito que vai me trocar por um homem.

-Pois é... Como se sente sabendo que um homem te supera desse jeito? - A jovem olhou os dois com uma expressão ofendida. Fechou a cara, empinou o nariz e se retirou.

-Eu desisto Uruha, agora você me perdeu de vez!

-Agradecido.

Olhou para Aoi com um sorriso triunfante, o mesmo o olhava com espanto, que não durou muito tempo, foi questão de segundos até ganhar uma forma extremamente feliz. Puxou-o para perto e o beijou por alguns instantes. Separaram-se e ficaram a se olhar, entrelaçaram as mãos e desceram os degraus. Uma pequena chuva começou a atingi-los, que em pouco tempo foi aumentando.

-Eu nunca mais vou querer te perder, Uruha.

-Você me tem pra sempre, Aoi.

...diferente dessa chuva de verão, que logo passa.

OWARI.