CAPITULO XI

Lílian se deu conta de que começar a trabalhar num lugar novo a mesma semana que ia casar não era nada fácil.

Era um bom trabalho porque podia ir vestida mais informal e ganhava o dobro que em PI, seus colegas eram encantadores e em seguida lhe confiaram a organização de uma festa de inauguração de uma discoteca. Estava tão ocupada, que o dia parecia que não tinha hora para trabalhar.

Teve que escolher o vestido de noiva em meia hora que conseguiu tirar para almoçar e se viu obrigada a sair duas noites e a deixar muita gente com inveja porque a viam como a futura mulher de Tiago Potter. A gravidez a fazia cansar-se bem mais do que antes e, ao pensar o difícil que ia resultar-lhe compartilhar aquele trabalho com sua maternidade, os cabelos ficavam em pé.

Não podia parar de pensar em Tiago e passava as noites em claro. A primeira parte da semana esteve fora numa viagem de negócios e, ainda que a chamou, mostrou-se distante. «¡Que esperava! », disse-se Lílian. O que lhe tinha parecido a solução perfeita ao princípio para seu casamento lhe parecia agora um erro.

Não estava apostando nada em sua união com ele e ele também não parecia fazer questão de viver separados. Nunca chegariam a nada. Além do mais, se Tiago não via que sua vida tinha mudado, seguiria comportando-se como um solteiro, algo que a Lílian não lhe convinha de modo algum. Tinha-lhe dito que não confiava nele e que queria que cada um tivesse seu espaço e sua liberdade; tinha a impressão de que o único que ia conseguir assim era que Tiago nem se aborrecia em tentar se adaptar a sua nova situação de homem casado e pai de família.

Dois dias antes do casamento, Tiago chamou para anunciar-lhe que tinha encontrado a casa perfeita para ela.

- Que rapidez! - conseguiu dizer, mesmo com o coração apertado.

Não tinham votado a se ver desde a noite na que tinham decidido casar-se. Quando foi procurá-la para mostrar-lhe a casa, mostrou-se misterioso, como se não se desse conta de que Lílian lhe estava tentando dar a entender por todos os meios que morria para que a abraçasse e a beijasse até deixá-la sem sentido.

- Me encanta o anel - lhe disse- E os organizadores que você contratou para o casamento são fantásticos.

- Não queria que tivesses muitas coisas que fazer estando grávida. Tudo bem o trabalho com o relações públicas?

- Muito duro, mas divertido - contestou fingindo entusiasmo. A verdade era que lhe tinham bastado

quatro dias para dar-se conta de que era o trabalho perfeito para uma mulher solteira e sem filhos.

- Poderás descansar na viagem de núpcias.

- Que viagem de núpcias? Acabo de começar, não posso pedir férias!

- Já falei com teu chefe e não há nenhum problema.

- Ah, não?

- Não, disse-me que és um grande contrato para a empresa. Ao converter-te em minha esposa terás acesso as pessoas pela que se brigam todas as empresas de relações públicas. Poderás escolher um horário, inclusive ir só meia jornada - disse Tiago, iludido por seus lucros.

- Nada que ver com as condições trabalhistas que tinha em PI - disse Lílian, envergonhada porque tinha estado a ponto de aplaudir a possibilidade da meia jornada. Estava segura que a Tiago não lhe agradaria que atirasse tão cedo a toalha.

- Isso foi culpa minha. Queria que a menina rica e mimada aprendesse o que era ganhar a vida trabalhando.

A casa de estilo georgiano que tinha eleito para ela estava à volta da esquina da sua. Lílian não disse nada porque ele também não o fez, mas o coração lhe deu um pulo de alegria. Era uma casa preciosa, reformada com estilo e perfeitamente decorada. Tiago lhe disse que os proprietários estavam de acordo em mudar-se rapidamente.

- Você sempre te sai com a tua, eh? - murmurou Lílian olhando as elegantes estadias nas que ia ter que viver só. Presa do pânico, pensou que estava louca para ter pedido aquilo. Sentiu-se terrivelmente culpada e confusa, mas dissimulou e disse que estava desejando mudar-se. Ao vê-la tão contente, Tiago pensou com tristeza que nunca iria viver com ele.

Lílian levou o dia de seu casamento um vestido de conto de fadas. Foi um dia cheio de surpresas, começando por um maravilhoso colar de diamantes e safiras com brincos a jogo que lhe presenteou Tiago, e terminando por uma carruagem atirada por cavalos brancos que apareceu em sua casa para levá-la à igreja. Deu-se conta de que Tiago tinha feito tudo o que tinha estado em sua mão para que aquele dia fora especial para ela e fosse uma noiva radiante.

Sentiu que se lhe encolhia o coração quando, ao entrar na igreja, ele a estava esperando no altar.

Tiago girou e sorriu. «Um homem que se casa por obrigação sorri assim tão radiante?» Com esse pensamento positivo, desfrutou da cerimônia e brilhou com luz própria nas fotografias que

lhes fizeram depois.

- Estás linda - lhe disse Tiago na limusine da que saíram da igreja.

Abraçou-a e lhe deu um delicado beijo nos lábios. Lílian o beijou com força. - Vou-te borrar o batom, cuidado com o cabelo... - suspirou afastando-a com delicadeza.

- Valeu - contestou ela desejando-o mais do que nunca.

Tinha muitos convidados e tiveram que atender a todos. Isso significou que estiveram muito tempo separados. Por fim, puderam dançar e estar juntos.

- Me sinto Triste... pelos meus amigos que me deram as costas pelo dos rumores de Connor - lhe confessou Lílian.

- Estão aqui?

- Muitos deles, sim. À maioria os conheço desde pequena e outros são filhos de amigos de meu pai, assim que me vi na obrigação de convidá-los.

- Eu não os teria convidado! És muito boa. A mim, se alguém me joga fora, acho que não posso perdoar.

- Eu te joguei.- lembrou Lílian.

Tiago a abraçou com força pensando no boa que era.

- Sim, mas tu és especial, pethi mou. Lílian o olhou sorridente.

- Vou me lembrar disso a próxima vez que te engane... Sabes uma coisa? Fixando-me bem, pareces-te a Connor.

- E por que procuras algo parecido? - perguntou ele, irritado.

Lílian se ruborizou.

- Porque me disse que eram irmãos. E percebi que se parecem na altura, na cor dos olhos e olhando bem também se parecem um pouco no físico. – Tiago não pôde evitar perguntar-se teria se sentido atraída por ele porque se parecia a Connor.

Até então, não se tinha parado a pensá-lo. Connor a tinha enganado com outra. Talvez Lílian seguisse apaixonada por ele.

- O que aconteceu? - perguntou ela ao ver que Tiago não falava.

- Te deveria ter dito que meu parentesco com Connor é um segredo. Ingrid teve suas razões para dizer-lhe a meu pai que Connor era filho de outro homem. Connor morreu sem saber a verdade. Sua mãe não quer que ninguém o saiba.

- Não contei a ninguém - lhe jurou Lílian. - Para ser-te sincera, depois do que tive que agüentar por causa dele e de Felicity, asseguro-te que não é meu tema de conversa favorito.

Tiago tentou recordar tudo o que Lílian lhe tinha dito de Connor, que palavras tinha empregado aquela noite enquanto jantavam, mas se deu conta de que, como tinha acreditado que tudo era mentira, não tinha prestado muita atenção.

- Vai dizer-me de uma vez onde vamos de viagem de núpcias? - lhe perguntou Lílian horas depois a bordo de seu avião privado.

- A Grécia - contestou Tiago perguntando-se por que a levava ao lugar onde mais recordações tinha de Connor e Ingrid.

Lílian sorriu.

- Vai me levar a tua casa?

- A uma ilha particular.

- De quem é?

- Minha.

- Tem uma ilha?

- Como todos os grandes homens de negócios gregos - contestou Tiago encolhendo-se de ombros.

- Perdão se te resulto vulgar, mas a mim me impressiona! - exclamou ela, um pouco aborrecida.

O casamento tinha ido às mil maravilhas, Tiago tinha estado encantador e, agora, de repente, estava de mau humor. Que lhe passava? Estava se dando conta só agora de que tinha se casado para valer?

Não gostava nenhum pouco de estar casado com ela? Sentiu lágrimas nos olhos, mas apertou os dentes, leu uma revista, desfrutou da maravilhosa comida e não voltou a abrir a boca.

Aquela noite chegaram à ilha de Isvos e Tiago a tomou nos braços para entrar na casa, que era uma grande construção de pedra e madeira, com solos de barro e móveis antigos. Todas as janelas davam à praia e o rumor do mar enchia a casa inteira.

- Me encanta - murmurou Lílian sorrindo. - Que paz.

- Ingrid Morgan a decorou. Lílian o olhou surpresa.

- Pensei que era tua secretária.

- Sim, e a amante de meu pai. Lílian ficou com a boca aberta.

- O deixou antes de que Connor fosse o suficientemente maior como para lembrar-se e se foi a

Inglaterra.

- E nunca voltou?

- Não. A Ingrid não lhe agrada reviver o passado - contestou Tiago apoiando-se na porta do dormitório. - A mim, normalmente também não, mas creio que estarás de acordo em que nunca falamos de Connor em profundidade.

- De Connor? Queres que te fale de Connor?

- Deveríamos tirar-nos do meio.

- Perdoa que te diga, mas não sabia que estivesse no meio! - apontou Lílian chateada.

- Não sei quase nada de tua relação com ele.

- Queres que, em nossa noite de núpcias, dedique-me a contar-te recordações desagradáveis de outro homem? Vai dar um passeio Tiago!

- Sim, creio que é o que vou fazer.- Lílian se enfureceu.

- Não te parece suficiente ter passado toda a viagem sem falar-me? Não agüento pessoas que se aborrecem de repente.

- Eu não sou assim - apontou Tiago, nervoso, - mas, quando me disseste que me parecia a Connor, perguntei-me que foi o primeiro que viste em mim...

Ao compreender o ocorrido, Lílian o olhou com desprezo porque o fato era que tinha conhecido primeiro a seu irmão, sim, e isso ninguém o podia mudar.

- És o homem mais possessivo que conheci em minha vida...

- Não o sou e nunca o fui... - contestou ele de forma fulminante.

- Volátil, possessivo, ciumento! Como te atreves a perguntar-me precisamente esta noite por Connor? para valer queres que te conte como o encontrei na cama com Felicity? – lhe disse Lílian furiosa. - Não tem nada de romântico!

Dito isso, bateu a porta e se meteu no banho. Tiago se foi à praia, aborrecido com ela, com ele e com Connor por ter-lhe feito o que lhe fez. Volátil? Não, nunca lhe tinham dito algo assim. Ele era um homem que sabia controlar-se. Quanto a ser possessivo, que tinha de mau nisso? Mas se era sua mulher! O de ciumento não queria nem pensá-lo porque era uma tolice.

Lílian chorou de raiva. Como podia Tiago mudar tanto de repente? Ao menos, já sabia por que tinha estado de mau humor desde o banquete. Não deveria ter-lhe dito nunca que se parecia a Connor. Deitou-se na cama e decidiu ir procurar Tiago. A verdade é que aquilo era até engraçado, dependendo do modo que o visse.

Connor não podia se comparar a ele. Tiago era bem mais bonito e desejável.

Quando voltou da praia meia hora depois, Tiago encontrou Lílian adormecida.

Observou-a e viu que tinha sinais de lágrimas nas bochechas. Passou os dedos pelo cabelo. Por que o brigava tanto com ela? Connor lhe tinha feito muito dano e, alem do mais, estava grávida dele...

Lílian se acordou inesperadamente e se sentou na cama. As janelas que davam ao mar estavam abertas e observou o espetacular amanhecer. Viu que o outro lado da cama estava desfeito também e compreendeu que Tiago tinha dormido ali, mas ela nem tinha se dado conta.

Banhou-se enquanto se perguntava onde demônios estaria.

Quando entrou na casa, viu com alívio que estava ali, sentado sobre uma almofada vendo o amanhecer. Lílian sentiu que se lhe secava a boca.

Estava descalço e só usava uns jeans que lhe ficavam uma maravilha.

- Oi... - a saudou amavelmente estendendo-lhe a mão.

- Ontem à noite você deveria ter me acordado.

Tiago a sentou junto a ele e a abraçou.

- Estavas esgotada. Não teria conseguido te acordar nem com uma sereia.

- Claro que sim - ronronou Lilia desfrutando do contato com sua pele banhada pelo sol.

- Bem, digamos que foi o primeiro ato de amor desinteressado de nossa vida juntos, pethi mou - caçoou Tiago beijando-a suavemente. Lílian sentiu que o desejo a invadia.

Num movimento que o pegou completamente por surpresa, beijou-o com paixão.

- E o segundo... - disse Tiago levantando-se - é o café da manhã te está esperando.

- O café da manhã? - repetiu Lílian, atônita.

- Sim, se quiser pode me comer a mim de sobremesa - lhe prometeu ele, divertido, guiando-a até a sacada, onde a mesa estava posta com bolos, cereais e fruta.

- O serviço nesta casa é invisível? - perguntou Lílian enquanto Tiago lhe punha a cadeira.

- O fiz eu. A cozinheira é muito discreta e só vem quando é estritamente necessário...

- E onde estão o resto do tempo?

- Na casa principal, ao outro lado da colina.

- Há outra casa?

- Sim, esta não era suficiente para impressionar às mulheres de meu pai. Utilizo a grande quando há muitos convidados, mas, se estou só, prefiro esta.

Lílian sorriu encantada de que a tivesse levado a essa casa. Depois de tomar o chá, Tiago cortou um pêssego e foi dando pouco a pouco na boca de Lílian. Lílian lambeu os dedos de Tiago limpar o suco. Tiago segurou suas mão e a levantou.

- Estou pronto - lhe disse.

O volume sob os jeans era tão óbvio que Lílian se ruborizou, morta de desejo também. Apertou-se contra ele procurando seu calor e suas carícias. Tiago a agarrou pelo cabelo e a beijou com paixão.

- Vamos terminar de tomar café da manhã - disse tomando-a nos braços e voltando ao dormitório.

- Vai ser assim todas as manhãs? - caçoou Lílian baixando-lhe as calças.

- Põe-me a prova - contestou Tiago. - Não te podes imaginar o sensual que me parece que leve o meu filho dentro de ti...

Lílian o olhou com os olhos muito abertos.

- Para valer?

Ao olhá-lo aos olhos, viu que falava em sério e sentiu um grande alívio.

- Para valer - lhe confirmou ele sorrindo e tirando-lhe a camisola.

- O que disseste ontem de Connor...

- Shhh - respondeu ele. – Não fale nada.

- Mas...

- Mas nada. Fecha os olhos e pensa que acabamos de chegar - lhe indicou Tiago acariciando-lhe

os mamilos.

Introduziu-a num mundo de prazer, no que o único que importava era o seguinte orgasmo.

Tiago percorreu todo seu corpo com a boca arrancando-lhe gritos de êxtases.

- Tiago... desejo-te...

- Espera... - lhe disse separando-lhe as pernas e avançando para o centro de seu corpo com a língua.

- Não... - disse Lílian.

Tiago não lhe fez caso e seguiu até converter aquele «não» em vários «sim» de prazer. Lílian se sentia fora de controle. Seu corpo não era seu, não lhe respondia, só sentia. Quando o prazer parecia insuportável, Tiago introduziu em seu corpo sem dificuldade. Lílian não podia respirar, incorporou-se e seguiu o ritmo das investidas com os quadris até que atingiu o ponto mais alto de prazer, sentiu espasmos por todo o corpo e, depois, um grande bem estar.

Na tranqüilidade que seguiu àquela maravilhosa experiência, sentiu-se cheia de amor. Era a mulher mais feliz do mundo. Ainda que Tiago não a quisesse, era carinhoso.

- Pensar que só eu sei como é, encanta-me - murmurou Tiago, satisfeito.

- Assim te agradará mais estar casado comigo - riu Lílian.

Tiago a olhou fixamente, beijou-a e tomou ar como se fosse dizer algo importante.

- O que temos é especial... muito especial.

- Sim? - disse ela querendo ouvir algo mais, mas conformando-se com o que tinham por enquanto.

- Sim - contestou Tiago, aborrecido porque Lílian não se desse conta de que lhe estava dizendo o muito que a apreciava. - Estamos muito unidos, sinto-o.

- Oh...

- Nunca tinha estado tão unido a uma mulher, mas tu és diferente.

- Você esteve apaixonado alguma vez?

- Não...

Lílian teve que conformar com isso.

Duas semanas depois, Lílian se olhou ao espelho com um vestido em tons de cobre e se deu conta do bem que lhe ficava o bronzeado que tinha adquirido.

Usava os brincos e o colar de esmeraldas que Tiago lhe tinha presenteado na noite anterior. Não podia ser mais feliz.

Tinham passado dias de folga, fazendo só o que lhes agradava. Comer, nadar, ficar na cama, conversar até bem tarde da madrugada. Tinham descido umas duas noites para jantar no povoado. Tinha só duas tabernas e os tinham tratado como convidados de honra. Outros dias tinham ido a Corfú, uma ilha maior, para fazer compras, jantar ou dançar.

Naquele tempo, Lílian tinha aprendido muito do homem com o que tinha casado. Quando Tiago lhe tinha dito que tinha pensado viajar menos para estar mais com ela e com o menino, não tinha sabido que contestar de tanta emoção.

- Te resultará difícil.

- Assim o decidi. Desde pequeno, meu pai era um desconhecido para mim. Ele acreditava que suas mulheres se encarregariam de mim, mas não o fizeram. Era bem mais fácil deixar-me com o serviço ou mandar-me a um internado.

Lílian tinha compreendido o fortíssimo sentido da responsabilidade que Tiago tinha por seu filho. Estava claro que, depois de ter passado uma infância como a sua, queria algo muito diferente para seu filho. Começou a entender o caráter de Tiago ao se dar conta de que tinha tido que aprender a se virar sozinho desde muito pequeno.

Durante aquelas duas estupendas semanas, não tinha parado de surpreendê-la. A noite na que a tinha pego comendo tomates secados ao sol diretamente do frasco, tinha gargalhado e a tinha levado à cama com frasco e tudo. Às vinte e quatro horas, um avião levou um bom carregamento de tomates.

- É um bebê grego - tinha dito feliz.

Não ia-o dizer, mas acreditava firmemente que Tiago era o marido perfeito. Era romântico sem dar-se conta, incrivelmente apaixonado e terno, interessante. Era estupendo. Lílian riu ao recordar sua preocupação por pensar que não era um bom marido. Estava segura de que, em qualquer momento, levantaria o tema das duas casas separadas em Londres e lhe proporia que fosse viver com ele.

A última noite de sua viagem de lua-de- mel, Tiago tinha decidido dar uma grande festa na casa grande. Queria convidar a seus amigos gregos que não puderam ir ao casamento.

- Estás preciosa com esse vestido - lhe disse ao entrar na casa. Lílian sorriu.

- O escolheste tu. As esmeraldas lhe vão estupendamente. Obrigada.

- Não há de que. As esmeraldas não fazem mais do que engrandecer a beleza de teus olhos. Tinham que ser tuas, pethi mou.

Tiago se deu conta de que Lílian estava radiante de felicidade. Não podia crer que quisesse que vivessem separados ao voltar A Londres. Seguro que mudaria de opinião.

- Como chegou a te levar tão bem com Ingrid Morgan? - lhe perguntou Lílian tirando os sapatos para andar pelo caminho de areia que levava à casa grande. - Nunca me contaste.

- Entre os oito e os onze anos, passei todas as férias aqui com ela e com Connor. Meu pai só vinha de vez em quando - contestou Tiago com amargura.

- Todas as férias?

- Sim, ao meu pai lhe vinha bem. Então não estava casado. Ingrid me tratava igual a Connor e eu comecei a considerá-los como minha família. Deixei de pensá-lo quando perguntei a meu pai quando ia casar com Ingrid.

- Era tão impossível?

- Levavam muitos anos envolvidos, era uma relação tormentosa. Meu pai só a via como a uma amante e me disse que não devia perguntar esse tipo de coisas. Aquela mesma noite, fez-me ir para casa de Atenas e não revi a Ingrid até que fiquei maior de idade.

- Que cruel!

«Por que contei isso para ela?», perguntou-se Tiago vendo que saiam lágrimas dos olhos de Lílian. Agradecia-lhe seu entendimento, mas lhe dava vergonha aquela situação.

Antes de eles chegarem a casa grande, que tinha construído Andros para sua segunda mulher. Lílian a tinha visitado a semana anterior. Ainda que tinha muitos quartos, como um hotel, faltava-lhe estilo e encanto.

- Tenho muitas idéias para a casa. Estou desejando voltar A Londres para começar – comentou mudando assim de tema. - Terei que procurar a um bom decorador. Inclusive a um arquiteto.

Tiago creu que lhe estava falando da casa que lhe tinha comprado em Londres e engoliu a informação com aborrecimento. Como podia mostrar-se tão entusiasmada de ante de algo que significava afasta-lo dela? Tudo o que tinham compartilhado aqueles dias não a tinha feito mudar de opinião? Que era ele para ela? Uma parte mais de umas férias cheias de sol, mar e sexo, ou uma aventura que chegava a seu fim? Obviamente, nada mais, apesar de ser o pai de seu filho!

Surpreendida por seu silêncio, Lílian se pôs vermelha porque tinha crido que lhe agradaria a idéia.

Claro que, por outra parte, talvez para Tiago ela tinha parecido muito descarada por sua vez anunciar, assim, de repente, que ia reformar uma de suas casas. Se o teria que ter dito ele.

Isso não quer dizer, por suposto, que vá ser uma obra cara - se apressou a adicionar para arruma-lo.

- Pode gastar o que quiser - disse ele de forma grosseira. – Não me importa o mínimo.

Lílian permaneceu em silêncio, triste, sem saber que tinha dito para merecer uma contestação assim. Estava claro que Tiago estava chateado. Os convidados começaram a chegar e Tiago se perdeu entre a multidão deixando-a só para fazer de anfitriã. As poucas ocasiões nas que coincidiram, falou em grego, dando-lhe a entender que sobrava em suas conversas.

- Te compadeço - lhe disse uma mulher chamada Melissa que lhe deixou muito claro que tinha saído com Tiago no passado.

- Por que? - disse Lílian, tensa.

- É óbvio que Tiago não se casou por gosto - apontou a exótica morena. - Bem, afinal de contas, todas sabemos que há certos homens que nasceram para ser livres, verdade?

Aquilo foi suficiente para que Lílian se desse conta de que Tiago a estava pondo em evidência.

Procurou-o e o viu só. Parecia preocupado.

- Vai me dizer o que aconteceu? - lhe perguntou acercando-se.

- Nada.

- Mal te vi em toda a noite...

- E? - disse Tiago levantando uma sobrancelha. - Temos que estar todo o dia agarrado? Já tive bastante estas duas semanas. A verdade é que estou desejando voltar a Londres para que cada um faça um pouco sua vida. Lílian ficou gelada.

- Não és o único - conseguiu dizer.

Afastou-se dele entristecida. Como era possível que lhe tivesse dito isso? Como podia estar apaixonada de alguém tão rude? Não sabia o que tinha passado, não importava. O fato era que se tinha voltado a equivocar com os sentimentos de um homem para ela.

Sabia que não a queria, mas cria que estavam unidos. Não o tinha dito ele mesmo? Claro que, não era o mesmo o que lhe dizia na cama e o que lhe dizia fora dela. Decidiu que tinha que crer a segunda versão, para seu próprio bem. Mirou a seu redor e não viu mais do que caras imprecisas. A música se lhe fazia cada vez mais longínqua. Tentou ir para a cadeira mais próxima, mas caiu ao chão com um gemido.

Tiago correu para ela, preso por uma culpa sem igual. O fato de que tivesse três médicos entre os presentes não o aliviou nada do que ele sentia.

Lílian recobrou a consciência e se encontrou deitada num sofá em outro quarto. Tinha três homens observando-a e Tiago estava de joelhos junto a ela, agarrando-a pela mão como se estivesse em seu leito de morte. Olhou-o e sorriu, mas, ao recordar suas palavras, voltou a perder a cor e olhou para outro lado com a respiração acelerada.

- Só desmaiou, não é nada - lhe disse seu melhor amigo a Tiago. - Uma grávida não deve estar tantas horas de pé com este calor...

- Alem do mais, não jantou - apontou outro amigo.

- Está fraca. Não creio que lhe tenha vindo muito bem ocupar-se de duzentos convidados – apontou o terceiro. - Tiago, que te fique claro que precisa de carinho e descanso.

Tiago se sentia péssimo.

- Vou levar-te à cama - disse tomando-a nos braços.

Lílian não protestou. Quanto mais pensava em sua rejeição, mais agoniada se sentia. Conseguiu despedir-se educadamente dos médicos.

Tiago a deixou sobre a extravagante cama redonda da suite principal. Morria por sair do buraco no que o tinha metido seu maldito orgulho.

- O que te disse de que estava farto de estar contigo, não era verdade - se apressou a confessar.

- Me agradaria estar só - contestou Lílian dando-lhe as costas e crendo que o dizia porque se sentia mal por ter sido tão sincero com ela.

- Me perdoa por ser um canalha - insistiu ele, desesperado. - Quero que sejas feliz...

- Então, saia... - murmurou Lílian.

- Mas te preciso - disse Tiago com força.

Lílian sentiu que uma lágrima lhe escorregava pela bochecha. Obviamente, Tiago se tinha dado conta do triste que se encontrava porque seu sonho de ter um casamento normal e feliz não fosse fazer realidade.

- Mais eu não preciso de ti - murmurou.

N/A: ai ai ai, chegamos ao penúltimo capitulo, ta acabando!nem acredito...bom, chega de drama, vcs viram, ele ñ é tão idiota assim, bom ele é, mai tão...tão...irresistivelmente...sexy q me desculpem as leitoras q estão com raiva dele, mais eu ñ consigo! Vamos as reviews...me fizeram tão felizzzzzzzz

Respondendo:

Carolzinhaz: como eu disse no msn, muito obrigado, significa muito pra mim, bem como vc pode ver o Tiago ta sofrendo muito, infelizmente com isso a Lílian tb sofre, nunca vi ninguém tão cabeça dura quanto esses !Mais espero q vc continue lendo e comentado, bjs!

Lilan Potter: olha só onde vc tem andado menina, tava com saudade, aliás eu perdi o teu msn, me add pelo meu, ta lá no meu perfil...continue lendo e !

Raquel cullen: Viu só ele sabe ser romântico, aquilo dos cavalos achei lindo, e quanto a história do anel, tb pudera ela já havia dito ñ, o coitado ñ queria dar nenhuma oportunidade dela dizer ñ de novo, acho q ele é um homem de ação, pode ñ falar muito, mais ele demonstra, de qualquer forma eu sou suspeita para falar...bjs

Thaty: olá tudo bem q bom q vc ainda ta ai firme e forte, espero q tenha gostado desse capitulo tb, continue lendo e !

Ladywhitie: obaaaaaa, agora q vc prometeu vai ter q cumpri, quero comentário em toda história e sim vai ser o mesmo shiper, acho q pelas minha fics já da pra ver q eu amooooooooooooo T/L, nem sei se conseguiria fazer de outro, qm sabem um dia eu . aqui nas minha fics vc pode dar o ataque q quiser, pq os personagens merece, bom ai ta, ele ta sofrendo muito, mais é mais por seu orgulho do q por outra coisa, mais logo isso acaba, continue lendo e cometando,bjs.

Line black: Nossa hoje é dia dos sumidos, e aí, o q tem feito? tirou feria do mundo das fics? Ou sou eu q ñ tenho te encontrado por aí? De qualquer forma fico muito feliz q esteja gostando da ficc, já estamos no penúltimo, q pena! Seja bem vinda e até o próximo post!bjs

O próximo e ultimo deve sair no domingo pra completar a minha semana de férias!ñ esqueçam das reviews, to adorando tanto!

Muitos beijos