Capítulo 11:

Epílogo - * Futuro, passado e presente *

- KIKYOU-ONEESAN! – Uma bela moça de dezessete anos entrava numa casinha, procurando pela irmã mais velha – Onde está você?

- AQUI, KAEDE-CHAN! – O grito ouviu-se, vindo do lado de fora. A garota saiu pela porta dos fundos, correndo para abraçar a irmã mais velha.

- Oneesan! Há quanto tempo! Estava morrendo de saudades! – Ela agarrou-se a mulher, fortemente – Você nunca vem me visitar, tenho estado tão sozinha!

- Você sabe que o InuYasha não gosta muito de ir até lá. – Foi sua réplica, enquanto se separava da amada irmã, alegre. Adorava quando a princesa vinha visitá-la. Sentia muitas saudades de Kaede.

- Falando nele... Cadê o InuYasha?! – Ela perguntou agora mais séria.

- Tenho certeza de que está caçando o nosso almoço – Ela sorriu, olhando para as matas – Acho que teremos peixe hoje... Quer almoçar conosco?

- Claro, se não for um incômodo... Tinha um almoço com alguém... Mas nem sei quem é então tudo bem. – Ela brincou tão alegre quanto quando era criança. Ela mudara bastante, agora estudava as mais diversas coisas e era bastante culta, mas ainda mantinha sua postura animada de antes – Então, alguma novidade?

- Tem uma sim... Você vai ser tia! – Ela sorriu, tocando de leve o abdômen – Contei ao InuYasha ontem e acho que ele ainda não se recuperou do choque. Ele ficou... Como eu vou dizer...? Atônito. Mas depois me parecia bem feliz. Acho que ele nunca tinha pensado muito sobre isso. Entendo que sinta medo. – Ela disse tranquilamente – Acho até que ele está lidando muito bem com a situação.

- Meu Deus! Que notícia maravilhosa! – Abraçou-a novamente, sorridente – Parabéns! Meus parabéns! Você merece Kikyou-san. – Ela soltou-a, efusiva – Acho que vou contar a todos no reino que temos mais um principezinho... Ou uma princesinha, não é?

- Como quiser... – Pensou um pouco, depois indagando - E você? Quando vai se casar?

- Não tão breve. Como o papai morreu quando eu ainda era muito jovem, ele não escolheu ninguém para mim... E depois de ver o seu casamento com o InuYasha, que foi tão lindo, eu decidi que vou me casar com alguém de quem eu goste de verdade também... E se eu não encontrar ninguém... Não tem problema, afinal já temos um sucessor ao trono! – Ela concluiu, sorrindo.

- KIKYOU! Eu... – Começou o Meio Youkai, entrando com um cesto na mão. Olhou para a visitante, interrompendo-se, sarcástico – Ora, vejam quem está aqui! A pirralha Kaede!

- InuYasha, não trate minha irmã desse jeito! – Ela o repreendeu em seu tom brando de sempre, embora achasse graça das brigas entre os dois – Mas o que você ia dizer para mim?

- Que eu trouxe o almoço. – Ele disse, entregando o cesto para ela, com sua pose convencida de sempre, depois se sentando num canto do local – Então, o que está fazendo aqui, pirralha?

- Eu juro que vou te ignorar hoje, estou muito feliz. – Ela disse, sorrindo e mudando bruscamente de assunto – Meus parabéns a vocês dois pelo bebê! A Kikyou-san já me disse, e eu acho isso maravilhoso.

- Nós também, não é? – A voz feminina confirmou, olhando pro amado, docemente.

- Ora, é óbvio! – Notou-se um brilho feliz nos olhos dele. Até mesmo Kaede notou a admiração dele ao observar a esposa cozinhando, serenamente. Ele parecia ainda mais apaixonado por ela do que quando Kaede o conhecera, pouco tempo antes do casamento. Ela conhecia bem seu temperamento difícil e genioso, mas sabia que ele fazia sua irmã feliz e no fundo tinha um coração de ouro. Aquela notícia parecia ter mexido com ele de uma maneira diferente.

- Vai ser difícil para você, InuYasha, que parece uma criança cuidar de um filho – Implicou a mocinha. Ela adorava quando ele se irritava.

- Feh! Como você é chata! – Cruzou os braços, emburrado. Porém não parecia ter ficado irritado com o comentário. Estava feliz, de alguma forma. E aquilo era muito bom, ela pensou, indo ajudar a irmã na cozinha.

E almoçaram, no mesmo clima calmo. Algumas vezes os dois se alfinetavam, mas Kikyou sabia como mantê-los calmos. Por fim a menina foi embora, deixando-os naquele local que era como o paraíso para os dois. Finalmente eram felizes de verdade. Aquela casinha que fora construída para eles na mesma floresta aonde antes se abrigaram do autoritário rei era perfeita, em todos os sentidos. Podiam ter a paz que sempre desejaram.

Já anoitecera quando eles trocavam cálidos beijos, sob a luz fraca do luar. Deitados na relva eles se esqueciam do mundo ao seu redor, apenas trocando carícias apaixonadas. Ainda se sentiam tão apaixonados quanto na primeira vez e o desejo ainda os devorava com a mesma intensidade. Mesmo tendo se passado muitos anos desde então, eles ainda tinham todo aquele fogo, com noites cheias de paixão.

E juntos, abraçados, eles viram o sol nascer, se sentindo privilegiados. E um nos braços do outro, observaram o empíreo ser tomado pela luz fraca da manhã... Nesse momento, sentiram uma conexão entre o futuro próspero que teriam ao lado do mais novo ser que ainda estava no ventre da mulher, no passado que eles venceram com tamanha garra e no delicioso presente, tomado por dias de calmaria e amor, simplesmente. Sentiam-se sortudos juntos, vendo que aquela cena se repetiria diversas vezes e num futuro não tão distantes observariam aquele mesmo fenômeno da natureza ao lado de seu herdeiro. E apenas curtiriam um ao outro e a essa nova vida que viria, longe das obrigações, das opressões e dos preconceitos que marcaram suas vidas desde o princípio. Agora, observando o sol nascente, tiveram certeza de que conquistaram um dos bens mais preciosos que poderiam adquirir: a liberdade pela qual tanto batalharam e que sonharam durante tanto tempo.

E é aqui que esse conto termina. Não é um conto de fadas... Mesmo com princesas e reinos, jamais essa história se encerraria com um "foram felizes para sempre"... Para sempre é tempo demais, diriam os mais sábios. Mas mesmo mediante todo o contexto dessa história, ela poderia ser real, poderia ter acontecido com qualquer um de nós. E mesmo diante de tudo de ruim que lhes acontecera, aqueles dois foram felizes juntos, durante toda aquela vida... Mas nem mesmo a morte jamais acabou com o amor dos dois. No fim partiram juntos, já com idade e com seus herdeiros à sua volta, mas ainda tão apaixonados quanto no momento que essa história se encerra. E com esses belos versos, o amor interminável é selado eternamente nos corações dos dois:

"E assim quando mais tarde me procure / Quem sabe a morte, angústia de quem vive / Quem sabe a solidão, fim de quem ama / Eu possa me dizer do amor (que tive): / Que não seja imortal posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure."

Vinícius de Moraes

The End


E é o fim =DDDDD \o/

Sim, estou chegando agora ao fim de uma fanfic ^^ Minha primeira fanfic realmente grande, bem diferente da maioria das minhas oneshots. É com muita emoção que digo que essa fanfic foi especial para mim de diversas formas, até porque ela durou, mais ou menos, dois longos anos da minha vida; ela me acompanhou por diversas fases boas e ruins; E foi um enorme prazer escrevê-la e construí-la a cada momento! Não é minha melhor fanfic, ao menos na minha opinião, afinal a idéia base vem de uma época aonde eu não estava tão amadurecida textualmente quanto hoje.

Eu poderia agradecer à um milhão de pessoas, mas vou agradecer a apenas duas pessoas que me incentivaram durante o processo de correção dessa fanfic, por meio de reviews, no mínimo, divertidos xDD. Pessoas as quais eu adorei passar vários e longos minutos de minha vida respondendo, pessoas que curtiram esse trabalho tão gostoso pelo qual eu passei durante todo esse tempo. Gostaria de mandar um agradecimento carinhoso e especial às minhas amigas: Kiky-will e Gege-ups! Espero que vocês tenham gostado muito dessa fanfic e que ela tenha significado, ao menos, uma pequena parcela do que foi para mim para vocês duas, tudo bem? ^~

De novo, obrigada a todos os leitores, até mesmo aqueles que por preguiça ou até mesmo por falta de tempo não tenham tido vontade e (ou) oportunidade de comentar. Meu trabalho é feito não só para mim, mas também para vocês =D

Espero que fiquem ligados, porque em breve teremos mais fanfics novas por aqui, já estou trabalhando em um ou dois projetos, embora agora esteja realizando um trabalho paralelo de beta-reader e talvez não possa postar com a mesma freqüência de antes =] Mas tudo bem, prometo não deixar ninguém na mão ^~

Bem, já falei demais, quero deixar um muito obrigada a todos e espero que acompanhem meus próximos trabalhos, okis? =D

Mil beijos e tenham um feliz natal e um 2009 repleto de prosperidade, saúde e felicidades =)

Ass.: Rosetta Brunestud