N.A.: Salve, salve leitores do FF! Cá estou eu, meu Brad Pitt e Robert Pattison(Nattie falando: Rob Pattinson é MARA *¬*[Brad Pitt também, principalmente em Entrevista com o Vampiro]) imaginários, minha primorosa imaginação e minha manas-revisoras, as mega ultra power puff girls: Nattie e Kiki. Trazendo para vocês, direto dos escombros da minha mente, mais um capítulo inétido e um dos meus preferidos(se bem que coisas mais "UAU" ainda vão rolar) onde apresento a personificação imaginária do homem perfeito, meu fofissímo...

Leiam e descubram!(risada malígna)

Nattie e Kiki, mandem ver...

N.R.: Natsumi falando! Nossa...uau... que capítulo... Adorei viu Cah? Espero logo o próximo... Não esqueçam das reviews! Beijos da Nattie, Bruna e Kisa...

N.R.R.R.R... (Ki-chan): Meninos e meninas, aqui Ki-chan em mais uma das peripécias de Bruninha! Ela escreve bem pacas, então, nem tenho muito o que dizer... Aliás, só uma coisinha... Te amo Rickkkkkkkkkkk! KKKKK!

Leiam e se divirtam, ok?

You Are The Magic In My Life

Capítulo 2

Diante da pilha de roupa suja e da máquina de lavar, comecei a separar por cores. Aprendi, depois de experiências onde perdi algumas blusas, que não se mistura roupas brancas com coloridas, porque as brancas adquirem uma coloração, uma pigmentação... estranha. A máquina já batia a primeira leva, então considerei preparar um belo cafá-da-manhã: ovos mexidos, suco de laranja e bacon. Não, sem bacon. Shoaran gostava de bacon, e eu não. Sem bacon. Vasculhei a geladeira atrás de alimento substancial que substituísse a minha refeição suína, mas meu potente refrigerador poderia ranger de fome. Lembrete mental: ir ao mercado.

Engoli os ovos, tomando o suco em seguida para ajudar a descê-los pela minha garganta, entusiasmada com a idéia de ir fazer compras no mercado. Triste, mas eu necessitava me apegar a qualquer coisa que ocupasse minha mente, não queria que ela continuasse vagando no limbo das minhas lembranças. Vesti o moletom preto, com as iniciais CK, Calvin Klein, por cima da blusinha fina, as fiéis calças jeans e meu surrado tênis Nike, que me acompanhava, antigamente, na academia. Peguei as chaves do carro e corri para o Wallmart.

A convidativa prateleira de congelados, exibia os oitenta e cinco por cento, do que era composto meu freezer. Dei a volta e rumei à sessão das frutas, o cheiro das mangas me inebriava, enquanto o brilho vermelho dos morangos me fascinava, coloquei, cambaleando, a melancia no carrinho e continuei minha jornada, desbravando, desde a sessão de carnes até os alimentos não perecíveis.

Postei-me, com meu carrinho bem carregado, na extensa fila do caixa. Na minha frente, uma mulher de no mínimo quarenta anos, tentava, inutilmente, controlar os cinco filhos. Olhei, cuidadosamente, cada um deles. O que parecia ser o mais velho (uns treze anos) tinha cabelos castanho-vivos, bagunçados, não tirava os fones de ouvido e mantinha os olhos fixos na tela do celular, os outros dois meninos, talvez gêmeos, se batiam com salames, também tinham os cabelos num estranho tom de castanho-avermelhado, a menina, acho que ouvi a mãe chama-la de Kayla, tinha esbarrado no mostruário de revistas e tentava recolhê-las, desjeitosa pela pressa, e a menor, estava no ombro da mãe, com os olhinhos azuis fixos em mim, e as mãozinhas meladas do pirulito que tinha na boca, acenavam. Tive que me segurar para não pegar aquela pequena e fofa figura no colo. A pobre mãe, com os loiros cabelos desarrumados num rabo-de-cavalo, gritava pelos outros filhos, quando a fila andou, ela percebeu que eu os analisava e me deu um tímido sorriso.

- Sabe como são essas crianças, nunca obedecem. - Ela inclinou-se para pegar os gêmeos pela blusa e eu apenas assenti. Essa era um de meus insanos desejos, ser mãe. Ter uma grande prole e cuidar e mimá-los vinte e quatro horas por dia. Desde que terminara com meu primeiro e único namorado, Shaoran Li, deixará os planos maternais de lado, como um sonho vago. Afinal, ele era o único com quem eu queria constituir uma família.

Na intenção de tirar Shaoran dos meus pensamentos, mudei o foco, virando o olhar para trás. Mas não obtive muito sucesso. Um apaixonado casal se encontrava atrás de mim, trocando beijinhos e juras de amor. Virei o rosto contrariada, deparando com mais crianças e casais em todo meu campo de visão. Comecei, mentalmente, a considerar a hipótese de que o mundo, hoje, estava num complô contra mim. O que era aquilo, pelo amor de Deus? Por que meus desejos, aqueles que eu havia enterrado, estavam ali, conjurados bem na minha frente, onde eu poderia, literalmente, apalpá-los? A sombra de Shaoran sempre fora constante nesses últimos anos, os Pós-Shaoran. O que esses sinais queriam dizer? Eu devia correr até a China e implorar ao meu ex noivo que voltasse comigo, admitindo que não deixei de ama-lo só por um segundo, mesmo depois que ele bateu a porta do nosso apartamento e nunca mais voltou?

Revoltada por minha mente só gritar Shaoran, Shaoran, Shaoran...Bufei alto, encarando o chão. As revistas que Kayla derrubou ainda espalhadas, e lá, na manchete principal: Shaoran Li!

Não me controlei, e uma risada alta e histérica rasgou minha garganta. Todos que estavam perto me encararam, mas eu realmente não dei importância, como daria se estivesse em pleno controle de minhas faculdades mentais. Ignorei os holofotes que iluminavam minha demonstração pública de histeria, e me concentrei no que desencadeará o descontrole do meu sistema nervoso, a revista. O nome, aquele nome. Shaoran Li!

Com meu fantasma oficialmente vindo à tona, enfiei a revista no carrinho e aguardei, indiferente ao meu surto, a minha vez de passar no caixa. A atendente mantinha o olhar perplexo, quando eu, gentilmente, pedi para ela parcelar no débito, e o carregador ainda ficava receoso se devia ou não me olhar nos olhos, desviando toda vez que eu, estabanada por natureza, esbarrava nele com algumas sacolas, no caminho para o carro, que eu parara no fim do estacionamento.

Mas o que estava, claramente, me atormentando era a queimação na boca do estômago, a náusea e a ocasional tontura, que só piorava meu péssimo equilíbrio, causadas pela ardente curiosidade, a devastadora vontade de ler, linha por linha, a matéria que citava meu objeto de obsessão amorosa, Shaoran Li. Esperei, pacientemente, que o assustado rapaz colocasse as sacolas no porta-malas, dei-lhe o que julguei necessário para ele apagar da memória o incidente da minha crise, olhei, por cima, todas as sacolas, procurando pela revista. Com uma fila de carros esperando que eu me locomovesse e desse espaço tirando o Corolla, mantive o auto-controle e dirigi para casa, procurando focar-me na rua e evitar que eu causasse um atropelamento ou uma batida.

Ocupei todo o elevador de serviço, com as sacolas espalhadas pelo chão, já que eu renegara o carrinho de compras. Meus vizinhos, sempre prestativos, ofereceram ajuda para levar as compras para dentro, mas eu com plena noção de meu humor e sabendo que eu não era capaz de corresponder a qualquer flerte, neguei as propostas.

Joguei tudo em cima da mesa, achando minha revista e deixei-me escorregar no sofá, abrindo diretamente na página da manchete.

Shaoran Li, líder da influente família de Hong Kong, anunciou esse fim-de-semana, o noivado com Heide Zhuan, a única herdeira da milionária família chinesa.

As lágrimas foram mais rápidas que qualquer vestígio de meu auto-contole. 'Perdida por um, perdida por todos', pensei quando a parte sensata de minha mente me alertou para reagir como uma mulher e não como uma adolescente, então, rasguei e picotei em vários pedaços toda a estúpida revista, só respeitei meu bom-senso antes de começar a cogitar a idéia de queimar os pedaços. Com os papeizinhos apertados na palma da mão, fui até a varanda, esperei por uma rajada de vento e soltei os picotes, deixando-os voarem e se espalharem pela rua.

Voltei para o quarto, tirando a calça jeans e gritando vários palavrões quando ela se emaranhou nos pés. Joguei-me na cama e puxei a coberta até o nariz, liguei para a Clamp e avisei uma de minhas assistentes, que apesar dela ter falado o nome, eu realmente, não sabia qual das duas era, que não ia trabalhar. Os anos de pontualidade e dedicação intensa me davam o luxo de faltar, pela primeira vez, e não justificar. Kimora, a pesar dos pesares, entenderia e perdoaria.

Não sei quanto tempo fiquei na cama, não dormi, mas as horas passaram como segundos. Me permiti comer, direto do pote, meu Cartdor enquanto assistia pela décima oitava vez o impossivelmente inabalável amor de Sam e Molly em Ghost. E como nas últimas dezessete vezes, eu chorei e funguei até o final dos créditos.

Depois disso, mais controlada e possivelmente, mais gorda, me arrastei até a sala para tirar o fio do telefone, trancar a porta e desligar o celular. Então voltei para o refúgio de meus lençóis, afundando o rosto no travesseiro e estupidamente pensando em Shaoran, pensando no passado.

Dormi com a lembrança de nossa viagem de pré-lua-de-mel, nós fomos até Londres para o casamento de Eriol e Tomoyo, e de última hora decidimos, em vez de voltar para Tókio, pegar um vôo para Paris. E numa tarde chuvosa, depois de um dia de compras, nós nos abrigamos debaixo da marquise para nos beijar, foi ali, molhados e apaixonados, que ele propôs casamento, tirando do bolso uma caixinha, e deslizou a aliança pelo meu anelar direito, enquanto em sussurrava, repetidamente, entre beijos "sim".

Quando acordei, confusa e cansada, me dei conta de já era quinta-feira, e eu não tinha ido ao trabalho, de novo.

O dia passou rápido, eu, aos poucos, ia me recompondo, afinal sexta seria o dia da coletiva. Maldita coletiva! Aproveitei para depilar as pernas, mais uma vez, enquanto separava o que Julian chamara de "lingires apropriadas" e terminava de arrancar minhas cutículas. Com tudo separado e as unhas devidamente pintadas com meu tom de vermelho preferido, corri para o estacionamento, torcendo para que a lavanderia não tivesse fechado, com meu vestido ainda lá.

Surpreendentemente deu tempo de fazer tudo. Vestido, sapatos e todo ornamento separado, só me restava esperar até o dia seguinte, quando Julian faria de mim um ser apresentável.

E a sexta finalmente chegou, passei incontáveis horas sentada no banquinho do banheiro, Julian, um cabeleireiro e um maquiador, igualmente gays, transformavam minha figura comum em uma estrela de cinema. Depois de pronta, vestida, calçada e empetecada tive, inegavelmente, que admitir que eu estava bonita. Muito bonita mesmo. Meu cabelo balançava ondas perfeitas, que realçaram a tonalidade acobreada sob o castanho-mel. Meus olhos verdes destacados com um delineador e uma potente máscara de cílios, o contorno de meus lábios, que pareciam maiores, num tom pouco mais escuro que minha pele, o vestido apegara-se devidamente no contorno de meu corpo, as sandálias, além de fazer parecer mais alta, adequaram-se aos meus pés e as jóias, Céus, as jóias! a gargantilha e a pulseira completaram meu look realmente espetacular.

Julian e os dois, que descobri que eram um casal, olhavam orgulhosos para mim e pela primeira vez, depois de muito tempo, me senti linda. Meu amigo afagou as costas da minha mão. - Sakura, você está ótima. - Garantiu-me ele. Os três me colocaram num táxi e eu, segura de mim mesma, cheguei ao salão onde seria a coletiva.

Não sei se foi os flashes, o vinho, ou as repetitivas perguntas, mas, lá pelo meio da madrugada, comecei a me sentir tonta, meus pés exaustos e minhas pernas bambas pediam por uma cadeira, e meu estômago me fez prometer que eu nunca mais comeria canapés. Foi nessa hora, quando eu tropecei no tapete e quase fui de encontro com o chão, que mãos grandes e braços fortes me seguraram. Ele me rodou em seus braços, me fazendo encarar meu peito coberto por um belíssimo e provavelmente caríssimo smoking preto, eu demorei alguns minutos até levantar o rosto e encarar seus brilhantes olhos pretos. Ele sorriu para mim, e soltou uma das mãos de minhas costas, como se estivesse verificando se eu podia me equilibrar por mim mesma, mas sua mão voltou quando eu cambaleei. Ele apoio seu queixo em meu ombro e num tom muito baixo perguntou, educadamente. - A senhorita se sente bem?

Oh Deus! Que voz... Devo ter parecido uma idiota, pois demorei uns dez minutos tentando assimilar e formular uma resposta. - Não muito! - Foi só o que saiu. Ele, com um dos braços em volta de meu tronco, me conduziu até a varanda e me sentou em uma das cadeiras, puxando a outra e sentando-se de frente para mim.

Relaxei o corpo na cadeira, tombando a cabeça para trás, de olhos fechados. Senti que ele me observava e abri um dos olhos, deparando com um arrebatador sorriso nos lábios e olhos curiosos que analisavam desde meu cabelo, agora armado e bagunçado, até meus inchados e dormentes pés. Levantei a sobrancelha, vendo sua expressão de satisfação e me perguntei que tipo de maníaco-psicopata-bonitão tinha cruzado meu caminho. Abri a boca para falar e ele como se já soubesse o que eu ia perguntar, respondeu alegremente.- Sou Rick Morales.

Acenei com a cabeça, boquiaberta. Que voz era aquela, meu Pai? Ele riu alto e eu prendi a respiração, involuntariamente. - Mas para as garotas bonitas é só Rick!

- Não sou uma garota. - Consegui falar, orgulhosa de mim mesma por não gaguejar. Garota? Não sou mais uma garota!

- Não? - Ele me analisou com mais cuidado. - Nossa, parabéns para o seu cirurgião, viu amigo? - Ele estava tirando com a minha cara! - Parabéns mesmo. Uau! - Seus olhos percorreram minhas pernas e coxas, esse abusado estava, realmente, tirando com a minha cara.

- Muito engraçado! - Trinquei os dentes!

- Me desculpe... - Ele ria, alto e abertamente. - Foi você quem se expressou mal. - Seu longo dedo apontava para mim, e eu devia, certamente, estar com a maior cara de idiota do mundo, porque ele não parava de rir. Vendo que eu não acompanhava sua onda de humor, ele endireitou-se na cadeira, controlando o riso, mas ainda com a respiração desregular. - Desculpe. Seu nome é Kinomoto, não?

- Não. - Respondi, estupidamente. - É Sakura. Quero dizer, Sakura Kinomoto. - Oh, como eu estava idiotamente retardada essa noite.

Ele segurou outra risada, chamando um dos garçons e solicitando duas águas. - Sakura, posso chamá-la assim? - Eu confirmei com a cabeça e ele continuou. - Você trabalha na Clamp, certo? - Limitei-me em balançar, positivamente a cabeça. O garçom voltou, e Rick empurrou, por cima de uma mesa que eu antes não havia percebido que estava lá, um dos copos com água.

Bebi tudo em um longo gole e vi que ele me encarava, divertidamente. - O que foi?

- Sente-se melhor?

- Sim, obrigada. - Virei o rosto, escondendo meu constrangimento.

Ele mexeu nos cabelos loiros, bagunçando-os de uma forma bem... Sexy. Esfregou as mãos uma na outra e seus olhos procuraram por mim de novo. - Quer que eu te leve para casa? Porque, obviamente, não vou permitir que dirija nessas condições. - Reparei que era um certo sotaque que fazia sua voz tão, indescritível. Seria espanhol?

- Não, estou bem! - Eu, na verdade, nem me lembrava de sua pergunta, estava perdida demais olhando para seu rosto e tentando, sem sucesso, identificar traços europeus.

Ele se curvou em minha direção, aparentemente notando que eu o estudava, parou seu rosto a poucos centímetros do meu, me obrigando a segurar a respiração para não oscilar, e, pausadamente, repetiu a pergunta anterior. - Quer que eu te leve em casa, Sakura?

Pisquei três vezes, tentando assimilar as palavras, concentrar-me na realidade e depois, garantir-me mentalmente que ele me levaria para minha casa, não para a dele. Afastei meu rosto, encarando o relógio caríssimo de seu pulso, marcava quatro e quarenta e cinco, então eu pendi a cabeça para o lado, fechando os olhos e percebendo que eu estava com sono, muito sono mesmo. Abri os olhos e deparei com seu rosto tranqüilo e adoravelmente paciente, suspirei pesadamente, e soltei um sim inaudível.

Ele então, levantou-se e me ofereceu seu braço cavalheiro, apoiei-me nele para conseguir mover meu cansado traseiro da cadeira afundada. Efeitos do CartDor, pensei comigo mesma. Rick me conduziu por todo o salão, me segurou firmemente nas escadas e me acomodou no banco passageiro de sua Ferrari, e que Ferrari!

Deixei minha cabeça cair no encosto do banco, e enquanto ele fazia o trajeto até o lado do motorista, eu comecei a perceber que estava praticamente inconsciente, chapada, dolorida e indefesa no carro de um completo estranho, até agora tudo que eu sabia sobre aquele bonitão era que ele se chamava Rick e talvez, isso era teoria minha, ele era espanhol. Considerei minhas opções: chutar o motorista e sair correndo, não, essa não daria certo, eu estava incapacitada de percorrer qualquer distância, por mínima que fosse, e a outra seria pedir que ele parasse num posto de gasolina para eu ir ao banheiro e fugir de lá, mas isso me levava ao primeiro problema, eu não iria muito longe de salto alto, bêbada, cansada e completamente desnorteada.

Rick olhava para mim, eu nem reparara que ele entrou, ele olhava para mim, analisando minha cara confusa e grogue. Olhei para seus olhos profundos, e soltei um: Ah.

Ele continuou me olhando, tentando decifrar minha expressão. - Você está com medo, não é?

Oh, como era bom ter a companhia de alguém inteligente! Ele entendera tudo, apenas vendo minha cara de retardada bêbada... Queria ter o conhecido em outra circunstância, de preferência sóbria, arrumada e coerente.

- Rick, eu mal o conheço. Por favor... - Mas não consegui completar a frase, um fluxo de álcool e canapés saiu pela minha boca descontroladamente. Céus, eu vomitei! Vomitei na Ferrari dele, na frente dele e sujei todo meu tronco inferior. Não levantei a cabeça, envergonhada demais para olhá-lo. De repente a minha porta abrira e Rick me puxou para fora, ele me sentou na escadaria de um prédio e buscou no porta-malas um lençol, oferencendo-o para mim, enquanto ligava de seu celular para, o que julguei ser, um táxi.

Não estava muito certa do que se passava em minha volta, mas pelo meu abalado discernimento Rick preocupara-se comigo. Ele estava sentando ao meu lado, afagando meus cabelos e prendo-os para trás num coque improvisado, quando um carro amarelo chegou. Ele me conduziu até o banco traseiro, deitando-me, logo ele estava no passageiro orientando o taxista. Ele fez mais duas ligações e me dei conta que ele não sabia onde eu morava, minhas suspeitas se confirmaram quando paramos em frente a um enorme e luxuoso hotel.

Passamos rapidamente pela recepção, Rick cumprimentando todos com acenos, recuei quando chegamos no elevador, mas Rick empurrou-me para dentro, fechando a porta logo em seguida, ignorando os protestos de um casal.

Na cobertura havia um flat com duas suítes, o talvez espanhol me acompanhou até o banheiro do segundo quarto e ligou o chuveiro para mim, fechando a porta atrás de si quando saiu.

Desistindo de lutar contra o que eu deveria, mas não estava lutando, entrei no chuveiro, limpando-me com a corrente de água quente. Lavei meus cabelos e me enrolei em uma das macias e fofas toalhas brancas, enrolando meu cabelo ensopado em outra. Sai receosa do banheiro, mas a porta do quarto estava fechada. Em cima da cama havia um conjunto de pijama aparentemente feminino. Olhei mais de perto e era, definitivamente feminino, ainda estava com etiqueta, então sem cerimônia, arranquei e vesti o baby-look e o shortinho azul-bebê, havia um moletom de zíper pendurado no encosto da cadeira e sentindo minha pele arrepiar, vesti rapidamente.

Sentei na cama, sentindo a cabeça ainda pesada e uma leve tontura e graças a Deus, não tinha mais enjôo. Encarei a porta, ouvindo o som da televisão que vinha, provavelmente da sala. Considerei se devia ir ver Rick, mas a vergonha estava queimando meu rosto, então, deitei-me na cama, a toalha, agora molhada ainda envolvendo meus cabelos, molhava o travesseiro, me espreguicei, sentindo a maciez da cama e o aroma suave penetrando nas minhas narinas. Dei um pulo involuntário, assustando-me quando ouvi batidas na porta. Sentei, me endireitando enquanto Rick pedia permissão para entrar, eu assenti e ele adentrou.

Mais uma vez naquela noite, Rick me analisou, com certeza me achando mais limpa e atraente do que quando regurgitei em seu belo carro.

Sua encantadora voz soou. - Como estamos? - Ele parecia se divertir.

- Melhor e sóbria. - Garanti. Ele acenou positivamente e sentou na ponta da cama.

- Importa-se de passar a noite aqui? - Ele perguntou, encarando meus pés. - Ou prefere que eu a leve para casa?

- Já é quase dia. - Não era uma pergunta. - Posso ficar por aqui. Não sou mais uma garota, sabe? - Brinquei, fazendo-o rir e corando com o tom de sua voz.

- Sim... Você definitivamente é uma mulher! - Seus olhos percorreram rapidamente meu corpo, e eu me encolhi. - Qual será sua idade?

- Vinte e sete. - Afirmei com orgulho, mulheres deveriam se preocupar com a idade só depois dos trinta e tantos.

Um sorriso abriu-se em seus lábios, iluminando seu rosto. - Tenho trinta e um. E, presumo pelo que você disse no carro antes... do incidente, que devemos nos conhecer melhor, não é?

- Eu gostaria. - Suspirei, encarando minhas mãos.

- Bom, sou Richard Morales, herdeiro desse hotel e toda sua rede, filho de um empresário espanhol que foi abandonado pela mulher no terceiro ano de casamento. - Ele falava muito rápido, como se fosse um discurso comum. - Cheguei ao país há alguns dias e nunca me fascinei assim por uma mulher. - Como? Ele falava de mim?

Levantei as sobrancelhas, fazendo uma cara de surpresa, que provavelmente estava muito tosca, pois ele recomeçou a rir.

- Declaração muito clichê? - ele insistiu em saber.

- Eu?

- Sakura...- Seu rosto aproximava-me do meu, minha respiração desregular e meus sentidos afetados. - Gostei de você, sabia? - Ele afastou, dando uma distância mínima, mas mais confortável, entre nós.

Seu corpo inclinou-se em minha direção, e seus lábios tocaram minha testa. Sua voz melodiosa sussurrou um "descanse" e ele saiu, fechando a porta para me dar privacidade.

Joguei-me na cama e peguei no sono, garantindo a mim mesma de que Rick não era um sonho!

Continua...

Reviews:

Apezar de só receber 5 reviews, foram 52 visitas de 53 hits e isso me deixou muiiito satisfeita!

Agradeço quem comentou, meninas o incentivo de vocês é o que faz a fic ir para a frente, então recebam os méritos do capítulo...

Natsumi Shimizudani Yamashina: Brigada maninha! Power Yamashina...E 2 dias para Twilight...Uhul!

Katryna Greenleaf Black: Suas reviews sempre me dão bons toques, sabia? A idade está ai...rsrsrsrsrs

Eu fiquei triste quando escrevi, logo no comecinho, ela lembrando de quando ele foi embora, mas, loguinho todos irão entender...

Por enquanto, espero que o Rick traga alguma felicidade, enquanto nosso herói chinês não dá as caras, então o que achou do Rick?

Akenia-dark : Brigada, coração! Espero que esse capítulo tenha ficado tão bom quanto o outro, e então, quero sua opinião, ficou a altura?

Katyna Choovanski: Não foi bem um final, quis fazer uma introdução para esse capítulo...Espero que esse capítulo tenha sido satisfatório.

Quanto a minha motivação, bom...Enquanto eu tiver, nem que seja, 1 leitor fiel, a fic continua! Também acho chato quando não tem um final, e essa febre de Twilight, ninguém mais escreve CCS, mas se serve de consolo, ainda tenho uns projetos na gaveta...Quem sabe, né?

That's all, guys... Até o próximo!