Capitulo XVII

Tiago não se preocupou em acender um lam pião ao entrar na delegacia. O luar, atraves sando as vidraças da frente, permitia-lhe distinguir as silhuetas das três escrivaninhas. Sem hesitar, dirigiu-se para a sua.

Sentando-se, inclinou para trás a cadeira, e esticando as per nas compridas e musculosas, apoiou os pés no tampo da mesa.

Tudo era silêncio ao seu redor. Nem mesmo um bêbado roncava na única cela, situada nos fundos da delegacia. Tiago não prendera mais do que meia dúzia de desordeiros, desde que assumira o cargo. O trabalho era fácil e sequer lhe tomava muito tempo. Podia dedicar-se a outras coisas, simultaneamente, se assim desejasse. Talvez pudesse com prar um rancho na região e começar a criar cavalos de raça. Seu sonho desde que, ainda adolescente, começara a traba lhar na cocheira.

Fechando os olhos, relembrou o passado. Fazia tanto tem po assim, desde que fora trabalhar para ajudar a mãe? Naquela época era ainda um garoto magro, regularmente espancado pelos colegas maiores e mais fortes, que não en contravam diversão melhor do que surrar o bastardo da cidade. Muitas vezes a mãe havia chorado ao cuidar-lhe dos ferimentos. As lágrimas eram pelo sofrimento do filho, mas quando terminava o curativo, quem a consolava era Tiago.

Algum dia a pobre mulher teria desconfiado que a razão por que deixara de voltar para casa machucado era devida ao fato de ter crescido e desenvolvido músculos com o tra balho na cocheira? E assim haver passado de agredido a agressor? Que depois disso seus perseguidores é que tinham começado a voltar arrebentados para suas casas? Até afinal passarem a respeitá-lo? Não, com certeza a mãe presumira que o filho começara a se entrosar melhor com os outros garotos. O que ela pensaria hoje do seu casamento?

Não queria pensar em Lílian, mas não conseguia tirá-la da mente. Ela fazia parte de seu ser, era um pedaço de sua alma. Arrancá-la de si era impossível.

A mãe com certeza ficaria radiante com aquela união e só enxergaria o que desejasse ver, Tinha sido com essa tática que suportara a dura existência naquele quartinho de saloon e as longas horas passadas, de joelhos, esfregando e polindo o chão.

E, afinal, fora tudo em vão. Nem o dinheiro que Tiago ganhara trabalhando na cocheira conseguira evitar-lhe a morte prematura.

Quanto a si próprio, não deixava de ser irônico o fato de, ao voltar para Landing a fim de ajustar contas com o próprio passado, encontrar-se agora ainda mais amarrado a ele.

Casado com uma mulher que jamais poderia amá-lo. O respeito e consideração que começava a receber daqueles que antes o desprezaram nada significava diante daquele dilema que estava vivendo: partir, abandonando Lílian ou ficar e ter que suportar diariamente o sofrimento de saber que ela era incapaz de retribuir-lhe o amor.

Inclinando-se, abriu a gaveta superior. No fundo, debaixo de cartazes de criminosos procurados e caixas de munição, havia um saquinho de veludo. Pegando-o, ficou algum tempo a segurá-lo na mão fechada. Sete anos atrás, antes de partir de Landing, havia retornado à beira do rio, passando boa parte da noite à procura do objeto guardado agora no pequeno saco. Abrindo-o, virou-lhe a boca para baixo, de forma que a fina corrente de ouro caísse em sua palma. Ele a havia dado a Lílian na tarde em que a pedira em casa mento. E ela a jogara em sua direção na tarde em que o mandara sair de sua vida.

"Eu não te amo. Foi um idiota ao pensar que o amasse."

As palavras cruéis pareciam estar sendo gritadas no silêncio.

"Sei quem é meu pai. Você não passa de um bastardo. Vá embora. Vá embora!"

Esperando que uma dor física o fizesse esquecer a dor moral, Tiago fechou com força a mão sobre a delicada cor rente. O ouro, porém, era frágil demais para sequer arra nhar-lhe a pele.

E agora, depois de sete anos, Lílian vinha lhe dizer que "gostava" dele. Mas não porque sentisse verdadeiro afeto, ou porque precisasse dele, e sim porque fora aceito pela cidade. Porque tornara-se correto e fácil aceitá-lo também.

Tiago conhecia agora as razões do procedimento de Lílian. Era imperdoável o que o pai fizera a ela. Mas isso não bastava para que pudesse perdoá-la. Se pelo menos Lílian o tivesse acompanhado, quando lhe pedira... Te riam ficado juntos todos aqueles anos. Poderiam ter tido filhos, talvez uma menina da idade de Bonnie. Uma garotinha de seis anos que...

Num movimento brusco, Tiago baixou as pernas e sen tou-se muito rígido na cadeira. O seu ruído das botas ba tendo no chão de tábuas ficou ecoando na delegacia deserta. Um pensamento o perturbava. Uma coisa que fazia sentido, mas que não conseguia ainda localizar. Bonnie tinha seis anos. A mãe fora assassinada. Sete anos antes, fora espan cada e deixada para morrer. Sobrevivera quase por um mi lagre, na ocasião. Teria alguém tentado eliminá-la ao des cobrir que estava grávida?

Pensativo, Tiago pôs-se a caminhar de um lado para o outro. Fazia sentido, sim. Mas por que esperar tantos anos para finalmente matá-la? Por que o assassino não voltara para terminar o serviço, da primeira vez? Seria normal que o fizesse, para não ser denunciado. A não ser que Laurie, conhecendo bem o criminoso, pudesse ter sido persuadida a calar-se. Muitas mulheres costumavam apanhar regular mente de maridos ou amantes e as prostitutas mais ainda. Pelo que sabia de Laurie, se esta conhecesse e amasse o sujeito, seria bem capaz de lhe dar uma segunda chance.

A caminhada de um lado para o outro prosseguiu, en quanto Tiago tentava encontrar o fio da meada.

"Mamãe dizia que eu um dia teria uma família de ver dade", Bonnie havia dito.

Ele parou de repente. Laurie teria estado a pressionar o amante? Talvez ele fosse casado. Quase todos os homens adultos de Landing eram casados, e com a possível exceção do marido pastor de Petúnia, a maioria deles freqüentava ocasional ou regularmente o saloon. Podia ser qualquer um. Contudo, aquilo já era um começo. Na manhã seguinte par tiria para as cidades vizinhas e falaria com os xerifes para saber se haviam tido problemas similares. Se conseguisse estabelecer um elo de ligação... Algo, instintivo talvez, lhe dizia que obteria a resposta que procurava.

Com todas essas interrogações na mente, saiu da dele gacia, trancando a porta atrás de si. Em passos lentos, foi andando pela calçada de madeira. Enquanto atravessava a cidade silenciosa, perguntou-se se seria capaz de estabele cer-se lá, definitivamente. Sim, por Lílian ele o faria.

Dando-se conta de que trazia ainda na mão a corrente de ouro, guardou-a no bolsinho do colete, e decidiu que não pensaria mais em Lílian.

Quando afinal chegou à casa Evans, tinha conseguido planejar não apenas que estradas tomaria para alcançar as cidades vizinhas como a lista de perguntas que faria em cada uma delas.

O hall de entrada encontrava-se às escuras, mas uma lanterna acesa fora deixada junto à escadaria. Levando-a consigo, Tiago começou a subir. No hall superior, deteve-se em frente à porta do quarto de Lílian. Quantas noites havia desejado entrar e ficar a observá-la dormir? E quantas vezes tinha se imaginado abrindo a porta e encontrando Lílian a esperá-lo, usando apenas uma de suas sedutoras lingeries? Lutando contra o desejo que o simples pensamento lhe provocava, afastou-se. Só precisaria ser forte mais uma noite. Pela manhã estaria partindo, e ao voltar... bem, li daria com a situação quando esta se apresentasse.

Depois de verificar que Bonnie estava bem coberta e dormindo serenamente, dirigiu-se para o seu próprio quar to, A porta encontrava-se meio aberta. Empurrando-a, en trou. E quase deixou cair a lanterna, o que poderia ter ocasionado um incêndio, diante da visão que se apresentou a seus olhos.

Lílian encontrava-se adormecida sobre a grande cama, os longos cabelos dourados espalhados sobre o travesseiro, o corpo mal coberto pela mais fina e transparente das camisolas. Os pés descalços apareciam sob a barra da roupa íntima. As mãos estavam enfiadas debaixo de uma das faces.

O desejo atingiu-o com a força de um raio. Seus joelhos quase se dobraram, enquanto o sangue começava a correr-lhe mais rápido nas veias, espalhando calor pelo corpo todo. Imediatamente, o membro viril se enrijeceu. Junto com a urgência de correr para a cama e possuí-la sem mais demora, veio o pensamento conflitante de que era melhor fugir na direção oposta o quanto antes. Fazer amor com Lílian só poderia resultar num sofrimento ainda maior, levando-o mais depressa à destruição.

Então ela se mexeu no sono e Tiago viu-se totalmente perdido. Não só porque, com o movimento, o corpo volup tuoso ficou mais exposto ainda a seus olhos, e um delicioso perfume chegou-lhe às narinas. Mas, acima de tudo, pela demonstração de confiança de Lílian que se arriscara a ser rejeitada e que ousara procurá-lo praticamente nua.

— Lílian — Tiago chamou em tom alto mas suave, colocando ao mesmo tempo a lanterna sobre a cômoda, ao lado da porta.

Abrindo os olhos, ela ficou algum tempo imóvel, olhando para ele. Tiago chegou a pensar que não soubesse onde estava, mas nos olhos verdes não havia surpresa nem ver gonha. Em vez disso, ela espreguiçou-se como uma gatinha, e sorriu.

— Não pretendia cair no sono. Estava tentando esperar acordada por você.

— O que quer de mim?

Lílian sentou-se, afastando do rosto os longos cabelos. Em tom tranqüilo, respondeu.

— Sou sua mulher, Tiago. Quero... — Interrompendo-se, baixou a cabeça, mas antes que os cabelos lhe ocultassem as feições, Tiago pôde ver que estava toda ruborizada.

Ele precisou de todo seu férreo controle para permanecer parado onde estava. Queria correr para tomá-la nos braços para provar, como um homem faminto, todas as delícias que ela estava a oferecer. Mas o pensamento importuno de que a mulher estivesse fazendo isso por sentir pena dele, ou por achar que era seu dever, o detinha.

Lentamente, Lílian levantou-se da cama e ficou de pé, na frente dele. Tiago

prendeu a respiração, cada vez mais excitado. A camisola delicada praticamente nada deixava à imaginação. Ele podia distinguir a forma perfeita dos seios fartos, a curva elegante da cintura e dos quadris, e a região mais sombreada por entre as coxas bem torneadas. Os olha res de ambos se encontraram.

A luz da lanterna, os olhos verdes ardiam com o fogo da paixão. O desejo que a consumia derrotou a modéstia na tural. Bem devagar, Lílian foi fazendo deslizar pelos om bros abaixo as finas alças que eram tudo o que mantinha a camisola no lugar. Pouco a pouco, foi desnudando o corpo escultural diante dele, até que todo o tecido ficou amontoado como uma nuvem, a seus pés. Gloriosamente nua, continuou a fitá-lo, sem ocultar o próprio desejo.

— Vim aqui para — tentou falar, mas Tiago não a deixou concluir a frase. Toda a resolução de ser forte e afastar-se dali antes que ela o destruísse por completo desaparecera diante dos encantos e da sedução de Lílian. Fora um idiota. Para que resistir? Uma noite com ela compensava vários anos no inferno.

Em duas largas passadas cruzou o aposento e, sem se preocupar por estar pisando o fino tecido com as botas em poeiradas, arrebatou-a nos braços. Estava desesperado para sentir aquele corpo nu junto do seu. O fogo que lhe devorava as entranhas mandou para longe todo o cavalheirismo, toda convenção. Esperava que Lílian não protestasse diante da sua selvageria, mas afinal fora ela que o provocara, com toda aquela ousadia.

Protestar não estava nos planos de Lílian. Deliciada, ela passava os braços pelo pescoço de Tiago, pousando a cabeça no ombro vigoroso. Inclinando-se, ele colocou-a sobre a cama, deitando-se em seguida a seu lado. Lílian era toda macia e aveludada, fresca e perfumada como uma rosa. Tiago não conseguia pensar em palavras su ficientes para descrever-lhe a beleza e a suavidade. En quanto ela o fitava, com os grandes olhos muito abertos, ele correu as mãos por toda a extensão do corpo curvilíneo. Dos ombros às mãos finas e delicadas. Em torno da cintura estreita e ao longo dos quadris redondos e das coxas ma cias. Mais abaixo ainda, pelas pernas esbeltas, tornozelos e finalmente pelos pés arqueados e bem-feitos. Onde quer que tocasse ela era seda e veludo. Pele macia, curvas sensuais, e todo o ardor da mulher que confia no homem a quem está se entregando. Lílian o acompanhava em todos os instantes, o corpo arqueando-se e contorcendo-se em apreciação às carícias.

Num movimento súbito, Tiago ajoelhou-se aos pés dela. A nudez de Lílian o deixava deslumbrado.

Jamais se cansaria de contemplá-la. Os longos cabelos espalhavam-se ao redor do lindo rosto e dos ombros alvos como um manto dourado. Cada pedacinho, cada curva ou reentrância daquele corpo lhe dava prazer. Pretendia tocá-la, acariciá-la a noite toda, fazê-la gemer e gritar, e até chorar, implorando para que a possuísse e lhe proporcionasse a suprema satisfação dos sentidos. Só então ele a penetraria e só então se permitiria chorar. Bem no íntimo de si mesmo. Um pranto dolorido, um lamento pela união permanente que almejava e não podia obter. Mas o sofrimento tinha que ser adiado. Por uma hora, ao menos, haveria apenas aquela mulher e a paixão que os abrasava.

Começou a desabotoar o colete. Os dedos esbarraram no bolso e Tiago sentiu a pequena saliência. A corrente de ouro. Depois de breve hesitação, puxou-a para fora.

— Tiago, você a encontrou!

Erguendo a delicada jóia de forma a que refulgisse à luz da lanterna, ele tomou a mão de Lílian, fazendo-a sen tar-se. Em silêncio, ela afastou os cabelos, expondo a parte de trás do pescoço. Depois, virou-se ligeiramente de costas, num pedido mudo. Tiago desapertou o fecho, e colocou a corrente em torno do pescoço de Lílian. Quando seus dedos roçaram-lhe a pele sensível, um estremecimento percorreu o corpo feminino, enquanto ele cerrava os dentes, ardendo de desejo.

Com dificuldade, devido ao tremor das mãos, Tiago tor nou a apertar o fecho. Lílian virou-se de frente, jogando os cabelos para trás. A corrente repousava sobre a pele nua, alguns centímetros acima dá curva dos seios. Com a ponta do indicador, ela traçou os contornos da jóia.

— Obrigada — sussurrou, os lábios trêmulos. Nos olhos ele pôde ver o brilho de lágrimas.

Terminando de despir o colete, Tiago jogou-o no chão. Pouco depois, a camisa seguia o mesmo caminho. Inclinou-se então sobre Lílian, dominador, e agarrou-a pelos ombros.

Ela ergueu o rosto para ele, a boca entreaberta, pronta para o amor.

Tiago não pretendia satisfazê-la tão cedo. Não, antes de possuí-la, ia gozar todas as delícias daquele corpo se dutor, E proporcionar a ela prazeres delirantes, inesque cíveis. Algo que Lilian recordaria para sempre, em suas noites solitárias.

Seus lábios apossaram-se dos dela e imediatamente sua língua invadiu a boca úmida e quente. Lílian gemeu, ex citada. Seus dedos percorreram o peito másculo, emara nhando-se nos pêlos macios, acariciando de leve a pele ar dente. Tiago gostaria de agarrar-lhe as mãos e levá-las até seu sexo latejante e rijo. Mas sabia que se Lílian o tocasse naquele lugar, ele explodiria de prazer. Não ainda, relem brou a si mesmo. Não até que ela fosse marcada para sempre com o selo de sua paixão. Não até que estivesse exausta e fora de si de desejo insatisfeito.

Segurando entre as mãos o rosto delicado, traçou com a língua o contorno dos lábios dela, molhando-os, e em segui da, sugou-lhe o lábio inferior até vê-la ofegante e trêmula. Depois foi percorrendo com a boca as faces macias, o pescoço gracioso, até alcançar a corrente de ouro. Nesse ponto, ele a mordeu, fazendo-a delirar. As mãozinhas que ainda aca riciavam o peito amplo imobilizaram-se, enquanto a atenção de Lílian se concentrava no que ele estava fazendo.

Após traçar com as palmas as curvas das nádegas e as linhas elegantes das costas femininas, Tiago a colocou de novo deitada, e posicionou-se entre os joelhos dela. Lílian separou imediatamente as coxas, arfando de paixão. Ele aproximou-se, até seu membro rijo encostar-se no triângulo de pêlos loiros. Podia sentir o calor do sexo de Lílian mesmo através do tecido da calça. Ela movimentou os qua dris, num claro convite, mas Tiago ignorou-o.

Em vez disso, curvou-se para diante, até tocar com a ponta da língua um dos mamilos rosados. Por algum tempo entreteve-se a circulá-lo, a molhá-lo, até vê-lo endurecido pelo desejo. Os olhos de Lílian se fecharam e ela arqueou as costas, em antecipação a carícias mais profundas. Tiago soprou de leve o bico intumescido e molhado, mas não o tocou. Em seguida, repetiu o procedimento com o outro seio, deliciando-se com a excitação e a ansiedade de Lílian. Sabia que ela estava louca para que lhe sugasse os seios, mas não a satisfez.

Continuando com a doce tortura, começou a correr de leve, como se fosse uma pluma, com a ponta dos dedos ao longo das curvas firmes dos seios, descendo depois, sempre num suave roçar, pelo ventre macio, aproximando-se e re cuando do centro da feminilidade dela. As mãos de Lílian agarraram a colcha. Tomando-as nas suas, Tiago levou-as ao peito. Ansiosa, ela começou a acariciá-lo, procurando os pequenos mamilos masculinos. Quando os encontrou, pro vocou-os com as unhas, fazendo Tiago prender a respiração, enquanto uma onda de desejo lhe varava o corpo.

Os quadris de Lílian começaram a mover-se de encon tro aos dele. Para cima e para baixo, ela esfregava-se no membro viril e pulsante. Tiago perguntou-se se ela sabia o que estava fazendo com ele. Capturando-lhe uma das mãos, levou-a a boca e começou a sugar-lhe o indicador e o dedo médio, lentamente, mordendo-os de leve. Quando estavam bem molhados, tornou a levá-los para o peito, co locando-os sobre um de seus pequenos mamilos. Entendendo o que ele desejava, Lílian imediatamente se pôs a circu lá-los e a pressioná-los com a pontas molhadas dos dedos. O desejo de Tiago intensificou-se até quase lhe fugir ao controle.

Baixando o olhar para o rosto dela, verificou que Lílian trazia os olhos bem abertos, observando, excitada, o movi mento das próprias mãos sobre o corpo dele. Nada havia de timidez ou de medo em sua expressão, e sim curiosidade diluída pela paixão.

— Isso é gostoso? — ela perguntou, erguendo a outra mão e levando-a aos lábios dele. Tiago sugou-lhe os dedos que, em seguida, foram provocar seu outro mamilo.

— Sim — ele murmurou, rouco, lutando contra o desejo premente de desabotoar a calça e mergulhar o membro do lorido no sexo úmido e quente que o aguardava.

Como que captando a necessidade dele, Lílian aumen tou o ritmo rotatório dos quadris, de tal forma que, pouco depois, Tiago percebia que sua calça ficara úmida. De quem era a umidade quente, ele não saberia dizer. Sem dúvida, de ambos.

Abafando um gemido, inclinou-se sobre ela e capturou-lhe o mamilo esquerdo com a boca. O rijo botão era como néctar em seus lábios e em sua língua. Por alguns minutos Justin o sugou, deliciado, mordendo-o também, de vez em quando. Ofegante, sem parar de esfregar o sexo molhado no membro dele, Lílian gritou-lhe o nome. Suas mãos agora agarra vam-lhe os cabelos escuros, enquanto a cabeça dela girava de um lado para o outro.

Vezes e vezes sem conta Tiago ficou a sugar os seios voluptuosos. Brincou com eles até o corpo de Lílian ficar coberto de suor e as pernas começarem a tremer. Só então ele os abandonou, passando a dedicar sua atenção ao ventre liso e macio. As mãos dela voltaram a se contrair sobre as cobertas da cama. Lentamente, os lábios masculinos foram baixando até tocarem o ponto mais sensível daquele corpo de mulher.

Ela quase deu um pulo na cama. Quando ia começar a se levantar, chocada, murmurando o nome dele, Tiago obri gou-a a dobrar as pernas abertas para trás, deixando-a por completo à sua mercê. As carícias dos lábios e da língua começaram no ponto onde ele logo encontraria o próprio gozo, e bem devagar foram seguindo para o pequeno botão, centro máximo do prazer feminino.

Lílian perdeu toda e qualquer vontade de protestar. Tiago concentrou-se, então, naquele ponto sensível, circu lando-o com a língua, molhando, provocando-o com delicadeza, amando-o da forma mais deliciosa. A respiração de Lílian tornou-se ofegante, ela começou a gemer, tomada por um prazer alucinado. Sem pensar voltou a mover os quadris, dessa vez de encontro à boca masculina. De re pente, Tiago sentiu-a estremecer dos pés à cabeça, en quanto espasmos seguidos de prazer a sacudiam. Logo depois, percebeu-lhe súbita tensão quando ela atingiu um orgasmo explosivo.

Nos lábios dele ficou o doce-salgado gostinho do sexo sa tisfeito. Tiago soube então que poderia passar o resto da vida amando-a daquela maneira. Ela gritou o nome dele, terminando num soluço, seguido de outro e mais outro.

Tiago ficou a abraçá-la, sentindo as lágrimas quentes a lhe ensoparem o peito nu. Depois, com os lábios, procurou enxugá-las, mas Lílian não permitiu. Segurando a cabeça dele, beijou-o na boca com ardor apaixonado, experimen tando o gosto do próprio sexo nos lábios masculinos.

Só então ele permitiu que ela lhe desabotoasse a calça e lhe libertasse o membro a ponto de explodir. Em movi mentos desajeitados a princípio, mas pouco a pouco mais seguros, Lílian ficou a acariciá-lo. Tinha pensado apenas em retribuir o prazer que ele lhe dera, mas à medida que seus dedos se moviam ritmicamente sobre a carne firme, percebeu que voltava a ficar excitada, ansiosa para tê-lo dentro de si.

Finalmente, à beira do clímax, Tiago livrou-se do resto das roupas e mergulhou na cavidade quente e apertada, que o acolheu como se nunca mais o fosse deixar sair. En quanto o corpo feminino acompanhava-lhe os movimentos ritmados, impulso e recuo, impulso e recuo, ele esqueceu toda a dor, toda a amargura, concentrado apenas naqueles instantes do mais puro prazer. Parecia-lhe que tais momen tos poderiam durar para sempre, que a vida seria sempre assim. Pela primeira vez chegou a acreditar na própria men tira. Mas quando o orgasmo delirante o arrebatou, e Lílian o abraçou com desespero, Tiago preparou-se para o retorno inevitável do sofrimento.

Algum tempo depois, enquanto permaneciam imóveis, sa ciados, nos braços um do outro, ele perguntou:

— Posso saber por que resolveu me procurar?

Ela espreguiçou-se, esfregando-se no corpo másculo, sa tisfeita como uma gata diante da lareira. Suas pernas nuas encontravam-se entrelaçadas com as dele, sua cabeça sobre o ombro vigoroso.

— Porque somos casados, Tiago. Marido e mulher devem dormir juntos. Além disso — confessou com cândida hones tidade —, eu desejava você. Isso... isso o incomoda?

Erguendo a cabeça, Lílian tentou olhar para o rosto atraente e viril a seu lado. A mão de Tiago obrigou-lhe a cabeça a encostar-se de novo no ombro dele.

— Claro que não. — Como poderia incomodá-lo? Era tudo que havia sonhado em seus sonhos mais loucos. Podia acabar por destruí-lo mais tarde, mas, no momento, com a mulher que adorava nos braços, que lhe importava isso?

— Que bom! Sabe, fiquei pensando uma porção de coisas enquanto você não voltava. — A respiração quente de Lílian era como uma carícia no peito másculo.

— Posso imaginar. — O que ele não conseguia era ima ginar a vida longe dela.

— Você disse que me amava.

— Eu sei. — Fora um erro, um momento de fraqueza, pensou.

Mas já não podia retirar as próprias palavras.

— E você me perdoou? — Ela fechou os olhos numa prece.

— Não.

— Entendo.

Tiago duvidava, mas que importância tinha isso? Seus dedos começaram a percorrer-lhe os quadris e o traseiro redondo e empinado. Não resistindo à tentação, apertou a carne firme. Ela aconchegou-se mais, abraçando-o.

— Tiago, preciso lhe dizer uma coisa. Eu...

Ele sabia o que Lílian pretendia dizer e não queria ouvir. Não naquele momento. Não depois de terem feito amor, de modo tão apaixonado. Não quando suas defesas estavam desprotegidas. Não, não queria ouvir. Mas seria obrigado.

— Eu também o amo — ela falou, toda trêmula. Estando à espera da dor, esta não devia tê-lo surpreendido. Mesmo assim, quando a onda de agonia o atravessou de lado a lado, Tiago se enrijeceu, a garganta contraída, o coração batendo dolorosamente no peito.

A rigidez e o silêncio do marido assustaram Lílian.

— Tiago, o que foi?

Afastando-se, ele sentou na cama, colocando os pés no chão.

— Tiago? — Ela tocou-lhe as costas. — Você está me assustando. O que houve?

— Nada.

— Mas...

— Deixe, Lílian. Não tem importância.

— Claro que tem. Acabei de dizer que amo você, e a sua reação é de quem foi apunhalado, ou algo assim. Por quê? Está com medo do que isso possa significar? Não deseja o meu amor?

Num movimento brusco, Tiago ficou de frente para ela.

— Pare! Pare de dizer essas coisas! — ordenou.

— Por quê? O que há de tão errado?

— Não acredito em você.

Lílian ficou olhando para o homem que acabara de possuí-la do modo mais completo. O rosto bonito, o corpo perfeito, a voz eram familiares. Mas ela não o conhecia. O "seu" Tiago teria acreditado, sem restrições. Mas aquele estranho apenas a encarava com olhar vazio, inexpressivo.

— Você não está falando sério — sussurrou então, aba lada demais para sentir qualquer coisa, além de choque e surpresa. Aquilo não poderia estar acontecendo. Não depois de toda a paixão que acabavam de compartilhar.

— Droga, Lílian! Não faça essa cara. Pensou que eu fosse idiota?

Ela ficou calada, sem saber o que dizer.

— Quando voltei para Landing, você ficou apavorada, com medo de que nos vissem juntos, de que descobrissem o nosso passado. Estava desesperada e com receio de perder a sua preciosa reputação. Como quer que eu acredite que, de repente, começou a me amar? A me colocar acima da sua posição social, da opinião dos seus amigos?

— Isso não é justo. Já lhe expliquei sobre meu pai. — Lílian estremeceu.

— Sim, explicou. — Inclinando-se, Tiago acariciou-lhe o rosto com as pontas dos dedos. — Sinto muito pelo que aconteceu com sua mãe. Mas essas coisas aconteceram há muito tempo. Você não é mais uma menina assustada. Sem pre usou o que lhe aconteceu para justificar seus receios. No passado, não queria que ninguém soubesse do nosso compromisso, porque tinha medo do que iriam dizer. Hoje, como fui aceito pela sociedade, você chegou a conclusão de que pode ser vista comigo. Até mesmo ser casada comigo.

— Eu fui ao seu quarto de hotel, Tiago. Destruí minha reputação, por minha própria vontade. Não se atreva a me dizer que me preocupo com o que os outros possam pensar!

O olhar de Tiago baixou para a cama desarrumada, e pela primeira vez, Lílian sentiu vergonha de estar nua. Queria enrolar-se num lençol, mas ficou com receio do que ele poderia dizer. Sacudiu de leve a cabeça, fez com que os cabelos lhe cobrissem os seios, e procurou esquecer que o resto do corpo continuava exposto aos olhos dele.

— Aquela foi uma atitude causada pela raiva e pela in dignação diante da injustiça que iam cometer contra você. Seu comportamento nada teve a ver com algum sentimento que pudesse ter por mim. Não me procurou no hotel porque me amasse. Ao contrário, usou os meus sentimentos a seu favor. Sabia que eu não conseguiria resistir a você.

Agora era a vez de Lílian desviar o olhar. Uma sensação de culpa e vergonha a dominou, cobrindo-a de rubor. Tiago tinha razão. Nem lhe passara pela cabeça que ele pudesse mandá-la embora, se fosse ao quarto dele. Na verdade não havia planejado passar a noite no quarto dele, nem que se tornassem amantes, mas tivera absoluta certeza de que Tiago a ajudaria a realizar seus planos. E depois de haverem passado a noite juntos, na cama, mesmo assustada, sabia que ele a protegeria. E Tiago o fizera. Tinha se casado com ela.

— Você deve me odiar — sussurrou, apertando entre os dedos a ponta do lençol.

— Não, isso nunca. Mas eu conheço você. Ao primeiro sinal de problemas, vai me virar as costas, de novo.

— Não vou. — Lílian ergueu os olhos para ele. — Não vou, juro. Eu mudei. Tive tempo para refletir sobre o que fiz, sobre o que quero.

Levantando-se, Tiago ficou de pé diante dela. Parecia não se preocupar com a própria nudez, mas Lílian tinha consciência de cada detalhe daquele corpo maravilhoso que pouco antes estivera tão intimamente unido ao seu. Como era possível terem experimentado uma paixão tão imensa e agora estarem discutindo? Como Tiago podia fazer-lhe aquelas coisas, deixá-la tão excitada e depois dizer que não confiava nela?

— Não acredito em você — disse ele. — Esta noite mesmo, depois da reunião, você falou que estava contente porque as pessoas da cidade agora me respeitam.

— Estava contente por você, e não por mim — gritou Lílian, erguendo o olhar para ele. — Quero que se sinta feliz aqui. Feliz com a cidade, e comigo. Por que eu iria mentir sobre amar você? Por que iria fingir?

— Porque gosta de me controlar. No passado, você ado rava o poder que tinha sobre mim. E isso pelo visto não mudou.

A injustiça da acusação deixou-a muda. Encarando-o, Lílian deu-se conta de que não havia como convencê-lo naquela noite. Estudou as feições másculas e bonitas, os olhos sem expressão, os cabelos escuros que lhe caíam sobre a testa. Depois seu olhar percorreu o corpo perfeito, o peito amplo que acariciava com tanta paixão. Como Tiago pudera fazer amor com ela, se durante todo o tempo a considerava tão egoísta e cruel? Uma profunda amargura invadiu-a, jun to com o gosto amargo da derrota.

— Você me usou — declarou então, estremecendo. De repente não conseguiu mais suportar a vergonha de estar nua. Levantando-se, pegou no chão a camisola e a vestiu. O tecido transparente pouca proteção oferecia, mas era me lhor do que nada. Afastando do rosto os cabelos, voltou-se de novo para Tiago. — Como pôde me usar desse jeito?

Um sorriso cruel retorceu a boca bem-feita. Vendo isso, Lílian preparou-se para o golpe que viria.

— Agora você sabe como venho me sentindo em todos esses anos. Você sempre me usou, Lílian. No passado, quando prometeu casar-se comigo sem intenção de cumprir a promessa e há poucas semanas quando veio ao meu quarto no hotel. Portanto, não me fale sobre tirar vantagens dos outros. Nisso você é a mestra.

"E você disse que me amava. Por isso vim até aqui," Lílian abriu a boca para pronunciar essas palavras, mas depois desistiu. Não ia adiantar, mesmo. Passando por ele, encaminhou-se para a porta. Como fora acontecer tudo aquilo? Como aquela noite maravilhosa transformara-se em algo tão feio e sórdido? Estendendo a mão para a maçaneta abriu a porta.

— Vou embora bem cedo, pela manhã— ele anunciou. Os olhos dela começaram a arder, mas nem uma lágrima rolou. Embora? Ele a estava abandonando? Agora que descobrira o quanto o amava e precisava dele, Tiago ia dei xá-la? Oh, meu Deus, por favor, não é justo.

— E quanto a Bonnie? — a voz dela embargou-se.

— Você não pode tomar conta dela? Estarei de volta em cerca de uma semana. Com sorte, a essa altura já terei descoberto o criminoso.

Os joelhos de Lílian quase se dobraram de tanto alívio. Tiago não a estava deixando. Estava indo para as cidades vizinhas para investigar a morte de Laurie, claro. Como pudera ter esquecido?

— Bonnie vai sentir a sua falta — falou com dificuldade, devido ao aperto na garganta. Sentia muito frio, embora a temperatura fosse agradável. Arrepios percorriam-lhe o cor po, mas não porque estivesse com febre. Era a dor em seu coração partido.

— Eu... — Lílian sacudiu a cabeça. Não havia mais nada a dizer. — Boa sorte, Tiago.

E saiu, fechando a porta atrás de si.

Apesar da escuridão no corredor, ela não teve dificuldade para chegar no seu próprio quarto. Uma vez lá, aninhou-se numa poltrona junto à janela e ficou olhando para a noite lá fora.

Cenas e palavras dos momentos vividos com Tiago gi ravam-lhe na mente. Em vão tentou descobrir o que poderia ter feito diferente, para que a situação não terminasse da forma como terminara. Lutando contra o desejo de entre gar-se à dor que a devorava, forçou-se a permanecer calma. Tinha que descobrir se Tiago estivera certo em suas acu sações. Mas era difícil pensar nisso quando tudo que dese java era enfiar-se num buraco e desaparecer da face da terra. Ou fugir para bem longe, esquecendo para sempre Tiago Potter e as coisas terríveis que lhe dissera. Que não o amava, que o havia usado a vida inteira, que adorava o poder que exercia sobre ele

— Nunca — sussurrou no quarto às escuras. — Não sou assim. Nunca fui. — Ou teria sido?

Procurou recordar-se da época do namoro com Tiago, sete anos antes. Desde a primeira vez em que haviam dan çado juntos atrás do celeiro onde ocorria o baile da colheita, escondidos dos olhos de todos, tinham começado a se encontrar em lugares afastados. Na mata, à beira do rio. Al gumas noites, ela não conseguia sair de casa e ficava preo cupada por deixá-lo esperando em vão. Mas Tiago sempre entendia. Nunca falavam sobre o fato de o pai dela não gostar dele. Também não falavam da gente da cidade. E nunca haviam sido surpreendidos juntos. Tiago sabia que o pai dela não permitiria o relacionamento deles, e assim tinha facilitado as coisas para Lílian. E ela aceitara que fosse assim.

Dobrando as pernas, abraçou os joelhos. Sim, havia acei tado a situação, por não querer brigar com o pai e tomar o partido de Tiago. Sabia não possuir coragem suficiente. Assim, por dois anos haviam namorado às escondidas, en contrando-se quando era possível. Lílian estava conven cida de que o amava, mas na hora em que precisou provar esse amor, tinha pisoteado os sentimentos de Tiago, man dando-o sair para sempre da sua vida.

Ele tinha razão quanto ao passado, estaria certo também quanto ao presente? Quando afirmara que ela só dizia que o amava porque agora isso era fácil e bem-aceito?

Pensou então na irmã com suas ameaças, em Walter, na sra. Greeley e nas outras pessoas da cidade que nunca acei tariam aquele casamento. Podia sobreviver muito bem sem a aprovação dessa gente mesquinha. Lembrou-se da loja, que a prendia a Landing. Quando o contrato terminasse, Tiago não ia querer ficar lá. Por que deveria? E no caso de ele partir, poderia largar tudo e segui-lo? Seria capaz de amá-lo e confiar nele a esse ponto?

Fechando os olhos, tentou analisar com honestidade os próprios sentimentos. Gostava do trabalho na loja, de li dar com os fregueses, da independência financeira. Mas, acima de tudo, amava Tiago Potter. Se tivesse que es colher, iria com ele, porque sem ele a vida perderia o significado.

O problema era se ele lhe daria a chance de escolher, ou se simplesmente partiria, deixando-a para trás, dando-lhe as costas, como ela fizera no passado.

Erguendo a mão, tocou a fina corrente de ouro que lhe rodeava a garganta. O que quer que acontecesse não perderia Tiago de novo. Se tentasse partir sem ela, iria atrás dele. Se a rejeitasse de novo, tornaria a procurá-lo. Ela o amava de todo coração. Como fazer para convencê-lo? Poderia segui-lo por toda a vida sem jamais lhe obter a confiança.

E então? Teria que encontrar um meio de provar ao ma rido que, dessa vez, seu amor era verdadeiro.

N/A: HAHA, pensaram q ñ haveria mais NC, enganaram-se, mais bem q poderia terminado de forma diferente,mais ele tinham q jogar tudo na cara um do outro,pelo menos agora a Lílian sabe o q fazer para ter o Tiago de volta, ou pelo menos tentar, aaiaiaiaia... essa viagem dele promete, ele vai voltar cheio de novidades e surpresas...

Tenho tentado pensado num tema para uma nova ficc, to entre uma comedia romântica, q é bem a cara de Tiago Potter, ou um Tiago mais amargurado, sei lá talvez com alguma desilusão q impede ele de confiar nas pessoas, algo mais dramático, ou qm sabe um Tiago mais velho fugindo totalmente do conceito do q conhecemos, ou então talvez voltar para o maravilhoso mundo de Hogwarts, o q vc acham? São tantas opções...

Em falar em Hogwarts, alguém sabe quando vai estrear Harry Potter 7 no Brasil? e fugindo totalmente do tema, Crepúsculo 3?

Mais voltando a Imperdoável Paixão, acho q eu nem demorei tanto dessa vez para att e o capitulo merece reviews, muitas de preferência… rsrsrs

BEIJOS