Disclaimer: Velozes e Furiosos e seus personagens não me pertencem. Esta fanfiction não possui finalidades lucrativas.

Categoria: Romance/ Ação

Censura: T

Shipper: Dom/Letty

Sinopse: Dominic Toretto decide renunciar ao seu grande amor para protegê-la da vida arriscada que leva, porém, o que pode acontecer quando ele descobre que alguém está usando seus sentimentos por Letty contra ele mesmo?

Dedicada à minha grande amiga Sue Rodriguez. Esta fic é pra você, relembrando nossas "longas e exaustivas" discussões sobre os personagens de nossa adorável Michelle Rodriguez.

Trilha sonora da fic: El beso del final/ Cristina Aguillera.

El beso del final

O Ùltimo Beijo/ The Last Kiss

- Nunca pense em me deixar!- Letícia Ortiz sussurrou ao ouvido do namorado após ouvir todos os argumentos dele sobre seguirem separados daquele ponto em diante. Ele a abraçou com força contra o peito de aço, esmagando-a gostosamente enquanto as pernas ágeis dela o enlaçavam pelos quadris.

- Se você me deixar, eu juro que irei atrás de você e chutarei seu traseiro!- ela completou.

Dominic Toretto riu descontraído pela primeira vez naquela noite e beijo-a nos lábios repetidas vezes antes de dizer:

- Eu não duvido que faria isso, baby!

Ela beijou-o mais uma vez e mordiscou-lhe de leve a orelha, sentindo que ele lhe acariciava os cachos dos cabelos soltos.

- Comporte-se minha Letty!- disse ele em tom de brincadeira.

- Vamos sair daqui, Dom!- falou Letty em tom insinuante, pressionando seu corpo contra o dele.

Ele não podia resistir a ela. Jamais pôde. Desde a primeira vez. Vinte porcento anjo, oitenta porcento demônio. Na pista, na cama e em seu coração. Letícia Ortiz era puro fogo e deixá-la seria a coisa mais difícil que Dom teria que fazer em toda a sua vida. Sabia que sem ela jamais se sentiria completo outra vez. Sempre estaria faltando a peça principal que o movia a quilômetros por hora.

Com Letty enrodilhada ao redor de seu corpo, ele continuou beijando-a enquanto caminhavam de volta para o quarto, sem se importar com os olhares e sorrisos maliciosos que recebia das pessoas que farreavam na praia. Ele só precisava chegar até a cama deles e amar sua mulher, nem que fosse pela última vez.

As pessoas na festa abriam caminho para eles passarem, cumprimentando-os e congratulando-os pelo sucesso do último roubo e por todo o dinheiro que tinham ganhado. Mas Dom sentia-se vazio pois estava a ponto de arrancar seu coração do peito e jogá-lo fora porque Letty era seu coração e ele iria deixá-la.

Dentro do quarto não houve muita conversa. Seria mais fácil se eles não conversassem para que Dom não tivesse tempo de pensar e voltar atrás em sua decisão. Ele a colocou no chão e a conduziu gentilmente até a cama. Letty tirou-lhe a camisa e arranhou-lhe o peito de leve, excitando-o.

- Sr. Invencível!- ela provocou e Dom abraçou-a.

Devagar ele escorregou a camisa branca de mangas compridas dela para baixo e em seguida desfez o laço do biquíni preto que ela usava por baixo da camisa, tirando-o. Apressou-se em colar seu corpo ao dela, sentindo os seios delicados e túmidos pressionando seu peito largo e musculoso. A necessidade por tê-la tornava-se mais urgente.

- Dom...- ele a ouviu gemer e a deitou na cama beijando-lhe as coxas e os joelhos antes de retirar-lhe as sandálias.

Letty ficou deitada e passiva esperando que ele terminasse de despi-la. Era como se ela estivesse pressentindo que ele iria deixá-la. Dom sentiu-se culpado, mas tentou não deixar transparecer. Ocupou-se em retirar-lhe o short e a calcinha, deslizando a roupa pelas pernas dela, passando pelos pés. Ficou algum tempo a contemplar a nudez dela, observando cada detalhe do corpo que tanto amava, queria gravar Letty em sua memória.

Ela sentiu o peito contrair-se e ficou inquieta na cama.

- Dom? O que foi?

Ele não respondeu, apenas despiu as próprias roupas e cobriu o corpo pequeno dela com o seu. Letty relaxou ao senti-lo junto de si. Gostava de ter o corpo grande e forte dele contra o dela. Fazia sentir-se segura.

- Meu amor, o que foi?- ela repetiu a pergunta, acariciando os braços dele. – Ainda está pensando no que me disse lá na praia?

- Não.- ele mentiu. – Estava apenas pensando no quanto você é linda e no quanto essa noite é especial pra nós dois.

Dom beijou-a para calar-lhe as desconfianças. Letty envolveu seus braços ao redor do pescoço dele entreabrindo suas pernas para que ele se acomodasse, acariciando as coxas dele com os joelhos. Dom as separou mais. Letty gemeu com o contato íntimo e ergueu seu quadril, incitando-o a possuí-la.

- Preciso de você... – ela sussurrou. – Agora!

- Eu te amo muito, Letty, não importa o que... – a culpa começou a atormentá-lo de novo.

- Não diga isso!- ela ralhou.

- Eu só não quero que se esqueça disso, baby.- ele a beijou nos lábios.

- Droga, Dom!- exclamou Letty. – Cale a boca! Eu já disse que estarei com você até o fim.- lágrimas ameaçavam se formar nos olhos dela e isso partiu o coração de Dom.

- Oh, Letty!- ele gemeu e se impulsionou para frente tomando-a num lento golpe.

Letty o recebeu dentro de seu corpo com prazer e agarrou-se a ele. Dom movimentou-se contra ela em desespero murmurando palavras ininteligíveis de amor que eram desculpas veladas pelo que ele faria e sabia que Letty não acreditava de verdade que ele fosse capaz de ir embora.

Dom chegou à própria realização em silêncio, apenas a respiração estava alterada enquanto ele se derramava dentro dela. Agora estava tudo acabado, mas sua Letty ficaria bem, ela era forte, ele sabia.

Mais tarde, depois de um chuveiro juntos e uma pequena refeição, Letty caiu adormecida na cama segurando a mão de Dom junto ao seio. Ele ficou algum tempo deitado com ela, ouvindo o ressonar macio de seu sono. Por fim, ele checou o relógio de cabeceira ao lado da cama. Já estava quase na hora. Ele levantou-se e rapidamente amontoou suas roupas e pertences pessoais em sua mochila. Lá fora uma chuva fina e triste caía.

Dom olhou para Letty dormindo, aninhada no cobertor branco. Sentou-se no sofá de frente para a cama e passou as mãos pela cabeça, respirando fundo. Pensou nos sonhos que ele e Letty tinham e que jamais iriam se realizar por culpa dele.

Ele finalmente se levantou e pôs sua mochila nas costas. Era hora de ir.