Oláa , estou aqui com mais uma fic o: eu seei, eu deveria estar postando a "namorado de Aluguel" , mas a pedidos dos meus Leitores que pediram para eu continuar a Death fic que eu havia escrito, aqui estou eu (: primeiramente , quero avisar que para ler esta fic , recomendo que leia a Death fic (manchas de sangue, que está no meu perfil do FF) , algumas coisas podem ficar confusas ao recorrer da historia (: essa fic pode ser considerada pesada , pelo simples motivo de que irá ter hentai e é bem provavel que irá possuir cenas de violencia explicita o: (ainda não sei o que farei) o cap. 1 já está completo (: já começei o cap. 2 , mas ainda não o conclui ;s decidi que postaria aqui no FF porque alguns de meus Leitores devem estar pensando que eu não irei continua-la , muito pelo contrario *-* achei interessante continuar essa historia (: espero realmente que gostem dela * então... vamos a fic (:

Cap. 1 – viver, ou morrer ?

A Noite continuava fria, seus olhos se fecharam sem saber se voltariam a ser abertos. Não havia como voltar atras, já fizerá a sua escolha. Pensava que se não existisse mais naquele mundo, não precisava viver a vida que levava. Sempre fora estuprada pelo seu padrasto, e sua mãe e seus parentes, mal ligavam para o que podia acontecer a ela.

Podia sentir que ainda respirava. Como isso era possivel? Acabara de cortar seu pescoço, mas parecia que seu corpo a impedia de falecer sobre aquela rua escura. Não queria mais viver, mas não conseguia morrer. Já tentara inumeras vezes pensar em algum modo de se matar, mas só agora teve a coragem de fazer tal coisa, mesmo assim... não conseguiu se suicidar. Pensava que se novamente perfurasse seu pescoço com a lamina manchada de sangue poderia obter tal resultado, mas estava tão fraca que não puderá se levantar para tentar novamente tirar-lhe a vida.

Sentia o sangue quente escorrer-lhe pelo seu corpo inteiro, por certo qualquer pessoa que passasse ao seu lado e a veria desse modo, pensaria que ela quase fora assassinada por algum bandido que tentará lhe roubar algo, mas nunca pensariam que ela mesma tentará se matar. Sabia que isso não passaria pela cabeça de nenhuma pessoa que a veria neste estado, mas nunca ligou para o que as pessoas pensavam sobre si.

Ouvia passos se aproximando mais de si, imaginava a sola do sapato atingindo o chão fortemente, fazendo o barulho de passos ecoarem por sua cabeça. Não sabia quem poderia ser, mas não se importava quem seria a tal pessoa que andava pelas ruas escuras da madrugada. Seus olhos permaneciam fechados, só poderia pedir ajuda ao seus ouvidos para compreender o barulho que se passava ao seu redor. Sentia que os passos se aproximava cada vez mais de si, permaneceu quieta esperando a hora que morreria, mas o corte não havia sido tão fundo ao ponto de mata-la, parecia mais como um simples corte que sempre fazemos ao cair sobre um chão cheio de pedregulhos.

Percebeu que a tal pessoa que fazia os barulhos acabara parando de se movimentar, não ouvia mais o barulho dos sapatos se chocando contra o chão. O silencio invadiu seus ouvidos pequenos, não ouvia nada, apenas sentia que estava sendo observada, mas seus olhos se encontravam fechados e só conseguia ver a escoridão diante deles.

Sentiu uma mão tocar-lhe o rosto, seu corpo logo fora aquecido por aquela mão que a fazia se sentir tão quente. Pode perceber que a mão era grande, um pouco menor que seu rosto, mas mesmo assim era grande. Fora pega e colocada sobre os braços fortes de alguem, pelo o que se pode perceber, era um homem. Extremamente alto e com belos musculos que mostravam o quanto era forte. Mas não consiga ver seu rosto, apenas via a escuridão, a escuridão que tinha tanto medo de enfrentar. O homem que insistia em carrega-la, a colocou sobre um corfortavel acento, e deu a partida em seu carro indo-lhe em direção a algum hospital que não ficasse muito longe do lugar em que se encontravam.

Ele passara sobre a rua naquela madrugada, e então... viu o pequeno corpo de uma jovem garota jogado sobre o chão e coberto de Sangue. Obviamente que não poderia deixar uma garota nessas condiçoes sem nenhum atendimento medico, mal sabia ele o real motivo para ela estar desse modo. Foi um ato de bondade, ate porque mal sabia quem era ela, e muito menos o seu nome. Seria loucura colocar alguem que nunca havia visto em seu carro. Se a garota acordasse, poderia dizer muito bem que estava sendo sequestrada, mas nas condiçoes que se encontrava não saberia dizer se ela voltaria a abrir os olhos novamente, tentou então... leva-la a algum medico, se a deixasse no frio, completamente inconsciente, acabaria morrendo e só de pensar que ele poderia ajudado-a a sobreviver e não fizesse nada, mais tarde ficaria com aquele peso na consciencia, e isso ele não queria... já tinha muitos problemas para se pensar, e aquela estúpida garota iria o deixar ainda mais irritado.

- droga! – ele praguejou raivosamente.

Parou em frente ao hospital mais proximo do lugar, novamente voltou a pegar a mesma garota que minutos antes tentara se matar, trazendo-a para mais perto de seu corpo. Aquecendo o corpo frio e fragio que se encontrava em seus braços. Os seus cabelos longos e prateados cairam sobre o seu ombro, e tocaram levemente o rosto da jovem adormecida. Fora da escuridão da madrugada, ele pode ver melhor os contornos de seu rosto delicado. Linda! Ela realmente era linda. Pensara o que uma garota como ela fazia a noite numa rua tão perigosa. Deixou suas perguntas de lado, e tentou dar mais atenção aos ferimentos que ela possuía. Logo um medico o atendera, dando o atendimento adequeado aquela garota machucada.

Enquanto a bela jovem descansava sobre uma cama de hospital, ele permanecera na recepção apenas esperando o momento que ela acordasse. Por certo, mais tarde iria querer saber, como havia parado naquele hospital, e queria esperar pelo menos um agradecimento vindo daquela garota tão estranha, afinal foi ele quem a salvou da morte. Permaneceu sentado sobre a cadeira de madeira e não percebeu que seus olhos pesavam, adormeceu tentando imaginar como seria o sorriso daquela bela adolescente.

oOoOoOo

O sol invadia a janela do local, iluminando a escuridão da madrugada. O belo rapaz de cabelos prateados havia passado a noite sentado sobre uma cadeira de madeira totalmente desconfortavel, havia feito tudo isso para apenas ouvir um agradecimento saindo daqueles belos labios carnudos, os mesmos labios que tanto chamavam a sua atenção. Despertara rapidamente, percebendo que se encontrava no hospital. Fechou os orbes amabares com força, tentando acustumar-lhe com a claridade do ambiente. Logo uma voz doce o chamou, despertando de seus devaneios.

- Sesshomaru? – a bela moça que possuía vestes brancas o chamou, por certo deveria ser a enfermeira do hospital.

- sim?

- a jovem com quem estava acompanhado, já despertara de seu sono! – a enfermeira dizia com um simples sorriso doce em seu rosto.

- eu posso entrar no quarto? – ele perguntou receoso.

- mas é claro que sim, apenas siga-me... o levarei ate os aposentos da jovem!

Sesshomaru se manteve em pé, e passou a acompanhar a jovem enfermeira ate o quarto da garota quem o salvara na noite passada. Seu estomago pedia por comida, havia acordado e nem se quer tomou um decente café da manhã, mas não se importou muito com isso, pois agora poderia ver a jovem que antes estava inconsciente sobre os seus braços fortes.

- este é o quarto! – avisou-lhe a enfermeira, logo se retirou deixando-o completamente sozinho naquele correr enorme.

Apoiou sua mão direita sobre a maçaneta da porta, pensou antes em bater, mas não saberia se a garota o deixaria entrar, então essa pequena ideia fora descartada de sua mente. Balançou a cabeça negativamente, fazendo os longos cabelos prateados se movimentarem com tal aceno. Sem pensar muito no que faria, decidiu entrar no quarto da jovem de uma vez por todas. A porta fora aberta rapidamente o que fez a jovem garota assustar-se com tal movimento. Sesshomaru entrou no quarto e se deparou com um par de olhos chocolates o fitando tristemente. Não sabia qual seria o motivo para ela estar tão triste, mais não ariscou perguntar nada que poderia a fazer se magoar.

- quem é você? – ela perguntou logo que o avistou. – como vim parar aqui? Eu pensei que já estava morta! – ela pronunciava cada palavra demoradamente, o soro em seu braço a incomodava um pouco, mas não a empedia de continuar a falar.

- fui eu quem a salvei!

- devereria ter me deixado naquela rua, ate que o anjo da morte resolvesse me levar para o outro mundo! – Sesshomaru não ousou dizer mais nada. Como ela poderia ser tão ingrata? Havia lhe salvado da morte, e ainda tinha que ouvir esse tipo de coisa?

- me diga o seu nome! – ele ordenou. Queria saber pelo menos o seu nome, assim nunca esqueceria. Estava irritado pela atitude da garota. Não esperava que ela dissesse que preferia a morte do que ser salva por ele. Pelo menos, fora isso o que entendeu.

- Rin... Rin Himura! – ela falou fracamente. – tambêm estou interessada a seu respeito, como se chama?

- Sesshomaru, Sesshomaru Taisho! – os seus dentes trincaram, acabara perdendo o seu precioso tempo ajudando uma garota estupida, e principalmente ingrata.

Rin abriu a boca para falar, mas logo a fechou quando escutou leves batidas em sua porta. O medico entrara no quarto com um sorriso radiante, surpreso por ela já estar acordada.

- olá Sesshomaru, vejo que já está fazendo companhia a minha paciente! – o medico de longas madeixas negras presas por uma trança comentou qubrando aquele silencio.

- Sim, Dr. Bankotsu... espero que não esteja atrapalhando-o!

- Claro que não, alias... preciso fazer algumas perguntas a essa jovem... – Sesshomaru interrompeu Bankotsu.

- se você quiser que eu me retire... – começou ele.

- não será necessario, são só algumas perguntas...

- er... tudo bem! – Sesshomaru concluiu com um aceno de mãos. Se sentou na cadeira proxima a cama de Rin e passou a fitar o medico atentamente, esperando a pergunta que logo faria para a única jovem daquele quarto.

- vamos la... – começou o medico. – você sabia que estava gravida? – ele anotava algo em uma pequena prancheta.

Sesshomaru a olhava intrigado. Como assim gravida?

- sim, eu sabia...

- sinto em lhe informar... mas, você perdeu a criança! – os olhos do medico eram de pena, ele sabia como era a dor de uma mãe, passava a maior parte de seu tempo cuidando de pessoas com este mesmo problema de Rin. De mães que perderam os seus filhos de uma forma tragica.

- eu não me importo! – os olhos do medico se arregalaram. Como assim ela não se importa? Era o seu filho. Parecia que seu coração não possuía nenhum sentimento.

- é a primeira vez que vejo uma mãe falar tal coisa... – Bankotsu admitiu.

- é que não foi você que foi estuprado durante anos pelo seu padrasto! – ela disse com a cabeça baixa, se lembrava dos anos que passara ao lado de seu padrasto nojento.

Sesshomaru e Bankotsu a fitavam sem nada dizer, escutaram perfeitamente o que a jovem garota disserá. Havia sido estuprada por seu padrasto, e por certo o filho seria dele. Pobre garota. Tão nova, e já aprendera o modo errado de se viver a vida.

- eu não entendo, o corte... – ela colocara a mão sobre o corte em seu pescoço. – eu deveria ter morrido! – ela completou sua frase.

- felizmente o corte não foi tão fundo, mas se não fosse o Sesshomaru... creio que já estaria em óbito! – Bankotsu levou a sua mão em direção ao seu rosto ajeitando melhor o seu óculos sobre ele. – irei lhe receitar uns remedios, por enquanto descanse... você poderá voltar para sua casa amanhã, ate lá ficará aqui sobre os cuidados dos outros enfermeiros... – o medico fora interrompido.

- não... – ambos olharam em direção a jovem. O que ela pensava que estava fazendo? – não posso voltar para casa, minha mãe me expulsou de lá... não tenho para onde ir!

- que tipo de mãe é essa? Que expulsa sua filha quando ela sabe que está gravida? – Rin abaixou a cabeça, o comentario de Sesshomaru a afetara um pouco, tudo o que ela realmente precisava era de carinho.

- por enquanto, apenas descanse Rin! – o medico avisou-lhe. – terá bastante tempo para pensar no que irá fazer, ou para onde ir... mas irei precisar avisar-lhe sua familia sobre o ocorrido, eles não devem nem sonhar que você está em um hospital! – continuou Bankotsu.

- para que? Eles não ligam no que pode acontecer comigo! – uma pequena lagrima escorrerá sobre seu rosto, apenas fitava quieta os cortes em seu braço. Lembrará que sempre que se sentia triste, cortava seu braço na intenção de fazer a dor passar.

- não se preocupe Dr. Ela irá comigo! – Sesshomaru disse. Ambos olharam em direção a ele. Rin não acreditava no que estava ouvindo. – ela ficará comigo, ate encontrar algum lugar para morar! – Rin sorriu para Sesshomaru, uma paz envadia-lhe sua alma, não saberia o quanto poderia agredecer-lhe por isso.

- obrigada! – ela disse sorrindo em resposta.

Sesshomaru fitava os contornos do rosto da jovem garota, desde que chegara neste hospital, não a havia visto sorrir, apenas via o sofrimento que ela sentia por levar uma vida tão dura. Sabia que o que estava fazendo era o certo, era sempre bom poder ajudar o proximo.