Cap. 1O – Despedidas.

O vento soprava forte, os galhos das arvores sacudiam agressivamente, as folhas secas se desprendiam da madeira grossa e voavam graciosamente ate atingir o solo. Seus orbes negros fitavam o caixão que agora se encontrava sobre o buraco cavado sobre a terra. Antes que a terra posta nas pás engolisse o caixão negro, a jovem garota jogou uma simples flor sobre ele. Sua mãe estava sendo enterrada, do mesmo modo que seu pai fora. Durante o velório não deixou se quer que uma única lágrima escorresse sobre seu rosto, para ela não fazia diferença se sua mãe havia partido. Sentiu seu ombro ser tocado, olhara de relance para aquele que ousara tocá-la, não se surpreendeu ao ver que um par de olhos âmbares a fitava atentamente. Voltou a prestar atenção nos funcionários que jogavam a terra sobre o caixão, esta seria a sua ultima oportunidade de dizer adeus a sua mãe. Mas não o fez, não tinha coragem o suficiente para lhe dirigir a palavra, mesmo sabendo que nunca mais iria vê-la. Olhou ao seu redor, seus poucos parentes estavam presentes. Alguns demonstravam o quanto estavam tristes pela perda de um familiar, enquanto outros tentavam controlar o desejo de chorar. Sentiu sua mão ser apertada fortemente, olhara para aquele que a machucava demonstrando em sua expressão o quanto ele estava machucando-a.

- Se... Sesshy! – murmurou baixo.

- oh... Desculpe-me meu anjo! – Desde quando Sesshoumaru Taishou se desculpava? – estou irritado... – afrouxou o aperto de mão e levou a mão de Rin em direção aos seus lábios beijando-a delicadamente.

- irritado com o que? – a Garota quis saber.

- De te entregar para aquele marmanjo! – Sesshoumaru trincou os dentes raivosamente.

- Não se preocupe meu amor, nada irá me acontecer.

- Eu espero... Se não... EU O MATO! – O youkai apertara novamente sua mão pequena.

- Se... Sesshy! – Rin o chamou e seu rosto encontrava-se com uma expressão de dor.

- Desculpe-me. – Voltou a beijar a mão de Rin, a mesma que apertara fortemente. – Rin...

- o que? – A jovem levantou a cabeça que antes estava abaixada.

- me prometa...

- prometer o que? – Sesshoumaru soltara sua mão e segurou seu rosto delicado. As pontas de seus dedos acariciavam lentamente a sua face rosada.

- me prometa que nada irá acontecer a você? – os orbes âmbares transmitiam preocupação.

- eu pro... – ela recuou. Não sabia se ficaria bem. Por isso não tinha coragem de lhe prometer isso, mas para deixar o youkai menos preocupado... Prometeu algo que sabia que não poderia cumprir. – eu prometo!

- ótimo... – Sesshoumaru aproximou-se de Rin selando seus lábios aos dela. O beijo não fora aprofundado, os lábios apenas se tocaram mostrando o tradicional selinho. – sua mala está no carro!

- eu irei pegá-la... – Rin arrumara sua mala, colocara tudo o que lhe pertencia dentro dela. Hoje mesmo voltaria a morar em sua antiga residência.

- espero não estar atrapalhando nada! – alguém se pronunciara atrás de ambos. O rosnado de Sesshoumaru denunciara o quanto estava irritado.

- É... Mas está! – Sesshoumaru dissera trincando os dentes.

- sinto muito cadelinha... Mas agora Rin ficará comigo! – o sorriso vitorioso crescera na face de Suikotsu.

- ORA SEU... – Sesshoumaru cerrou os punhos, estava pronto para socá-lo, mas a mão de Rin sobre o seu braço forte o impedira de fazer tal coisa.

- Sesshy, não... Aqui não é lugar para isso, respeite os mortos! – Ela pedira suplicante.

- SÓ NÃO O MATO PORQUE RIN ESTÁ PEDINDO. – Sesshoumaru rosnara raivosamente.

- pare de latir seu cão sarnento! – Suikotsu retrucara arrogantemente.

- GRRR! – um rosnado alto saíra de seu peito.

- ande garota... Vá pegar sua mala antes que a deixe aqui!

- o que não é uma má idéia... Vá, deixe-a comigo... Eu sei cuidar dela, melhor que você, eu garanto! – Sesshoumaru o provocara.

- Não tenho tempo para discutir com você cadelinha... Ande logo Rin, antes que eu perca a paciência! – Suikotsu lançara um olhar malicioso a ela acompanhado com o seu costumeiro sorriso.

Rin engolira em seco, apertou fortemente a mão de Sesshoumaru que segurava a sua. O youkai a olhara preocupado, mas logo entendera o que se passava por sua cabeça. Voltou a fitar Suikotsu, e vira o modo malicioso que este a encarava. Desta vez passou a fitá-lo realmente ameaçadoramente. Suikotsu percebera o olhar mortal que o youkai lhe lançara, o sorriso malicioso que se encontrava em seu rosto desaparecera, ele relaxou os ombros estremecendo devido ao modo que ele o olhava.

- pegue suas coisas! – Suikotsu ordenara tentando não fitar o youkai ameaçador a sua frente.

- Eu irei pegar... Acompanhe-me Suikotsu? – Sesshoumaru por um momento tentou não transmitir o seu ódio, mas o sorriso falso estampado em seu rosto denunciava o contrario.

- Cla... Claro! – Suikotsu recuou por um momento, mas seguiria Sesshoumaru ate o carro do mesmo para que este entregasse a mala de Rin.

O youkai não conseguia tirar o olhar ameaçador de seu rosto, pisando duro dirigiu-se ate seu carro estacionado próximo ao local do velório. Abrira o porta malas de seu carro retirando de dentro dele uma grande mala que parecia ser bem pesada. Suikotsu posicionara-se ao seu lado, mas não esperava que Sesshoumaru jogasse a mala a ele com certa agressividade. O humano o olhara espantado, e os estreitos olhos de Sesshoumaru o fuzilavam. Segurou a mala contra o seu corpo tentando não demonstrar a dificuldade que tinha para carregá-la, já que esta se encontrava muito pesada. Por um momento, continuou fitando Sesshoumaru atentamente, os lábios do mesmo se abriram e palavras foram proferidas destes.

- Só irei avisá-lo uma vez Suikotsu... Se fizer algo à Rin, EU O MATO! – Sesshoumaru o avisou.

- Está me ameaçando... Senhor Taishou? – Suikotsu rira debochadamente.

- não, só estou lhe avisando... Está ciente do que lhe pode acontecer se eu descobrir que ousou tocar em Rin.

- não fale bobagens... Se quer tem coragem de fazer algo comigo! – Continuou ele, rindo debochadamente.

- De fato... Você não merece o meu ódio ou o meu rancor... Merece coisa pior... – Suikotsu engolira em seco ao escutar as palavras de Sesshoumaru. – não me conhece Suikotsu... Por isso não sabe do que sou capaz, já lhe dei o aviso... Se ousar encostar essas mãos imundas em minha Rin... Eu o farei pagar caro por isso!

- me chamou até aqui apenas para me dizer isso, não é? – o humano ignorara as palavras do youkai.

- Talvez... – Sesshoumaru fechara o porta malas fortemente, o que fez Suikotsu engolir em seco.

- pois fique sabendo cadelinha... – Sesshoumaru estreitara os olhos com o apelido que Suikotsu insistia em chamá-lo. – não tenho medo de você, e o que faço ou deixo de fazer a Rin... Não lhe interessa! – um sorriso vitorioso se formara em seus lábios.

- Claro que me interessa... Eu sou noivo dela! – Deu ênfase a ultima parte de sua frase.

- o... O que? – Suikotsu permanecera confuso.

- Isso mesmo que ouviu... Esta é a primeira e ultima vez que estou lhe avisando!

- já disse que não tenho medo do que pode fazer comigo... Na verdade, eu não tenho medo de você... Apesar de ser um youkai e eu um humano frágil! – ele continuava desafiando-o.

- por isso mesmo que deveria ter medo de mim... Assim como todos tem! – Segurou-se para não socá-lo. Cerrou os punhos com força e voltara a caminhar em direção à sua amada, deixando para trás um humano perplexo segurando uma imensa mala.

- Sesshy, o que tanto conversava com Suikotsu? – a voz doce e delicada de Rin invadira seus ouvidos sensíveis. O youkai fechara os olhos, deixando que a brisa levasse ate ele sua voz e ate mesmo o seu cheiro embriagante.

- nada de mais minha pequena.

O forte homem a sua frente abrira os olhos assim que acabara de falar. Notara o tremer que o corpo de Rin se encontrava, seus dentes se chocavam uns contra os outros. Passou a mão pelos seus braços a fim de esquentar-se. Sesshoumaru suspirou cansado perante o comportamento de Rin. Retirou o casaco de vestia e depositou-o sobre seus ombros. A jovem o olhara de maneira confusa, abrira a boca para poder protestar, mas o youkai a impedira de começar um diálogo.

- você sabe que meu cor... – Sesshoumaru foi interrompido.

- eu sei, eu sei... – Rin revirou os olhos o que fez o homem a sua frente achar graça de seu comportamento. – eu sou um youkai e meu corpo é mais resistente que de um humano... – Rin engrossara a voz tentando imitar seu amado youkai.

- sabia... – Sesshoumaru aproximou-se dela lentamente. – Que você é uma péssima imitadora? – seu hálito quente percorria toda a extensão de seu pescoço. Oh, droga. Sesshoumaru estava próximo demais.

- não... Eu pensei que atuava tão bem! – Rin estremeceu.

- Está enganada... Acho que atriz não é uma profissão muito boa para você... Terá que tentar outra profissão! – Rin conseguira arrancar uma risada do youkai frio e calculista. Afastou-se dele para fitar-lhe o rosto.

- o que foi? – Sesshoumaru não entendia o olhar da jovem sobre si.

- é a primeira vez que o vejo rindo! - Ela continuou com a mesma expressão confusa.

- É você que me faz rir deste jeito... Você é a única que consegue ter este poder sobre mim! – ela sorrira e mais uma vez Sesshoumaru fitava a covinha ao lado de seus lábios.

- eu o amo... Sabia?

- Eu sei... Mas eu a amo mais! – levou sua mão de encontro ao rosto de Rin e aproximou-se lentamente da mesma ate sentir a pressão dos seus lábios sobre os seus. Entre abriram os lábios deixando que suas línguas se tocassem, um beijo lento e demorado surgira, mas fora interrompido pela voz de alguém que tentava chamar a atenção de ambos.

- ande Rin, vamos embora! – Suikotsu tentava controlar a raiva em seu corpo, para assim não despertar nenhuma ira à Sesshoumaru.

- não vê que estamos ocupados? – um rosnado sairá dos lábios do youkai. Continuou com os lábios colados aos lábios da jovem em seus braços, não se separara da mesma. Mas abrira um de seus olhos âmbares para observar o que se acontecia ao seu redor.

- Sesshy... – Murmurou Rin. Ele sabia que Rin não queria ir com Suikotsu, mas não podia fazer nada. Pelo o que sabia a guarda da mesma era de seu padrasto, só poderia decidir o que fazer de sua vida quando completasse seus dezoito anos. – eu terei que ir... – sua voz não passara de um simples sussurro, por certo Suikotsu não escutaria o que Rin dissera, mas o forte homem que mantinha Rin em seus braços ouvira claramente o que esta disse devido a Sesshoumaru ser um youkai. Seus ouvidos sensíveis captavam ruído ao seu redor, até mesmo de lugares muito longes.

- Rin... Não sabe a guerra que está acontecendo dentro de mim... – a jovem levantou sua cabeça e passara a fitá-lo. - Não sabe o quanto estou lutando mentalmente para não deixá-la ir! - Sesshoumaru continuara sua frase. – mas nada posso fazer no momento!

- eu sei Sesshoumaru... Por mais que não queria que eu fosse, terá que me deixar ir! – Ela voltou a sussurrar.

- não quero fazer isso! – o forte homem que a mantinha aninhada em seu peito afastou-se da mesma e cerrou os punhos fortemente. Suas grandes garras eram cravadas agressivamente sobre a palma de sua mão e um filete de sangue escorria sobre ela.

- mas terá que me deixar... Seja paciente, logo serei maior de idade e a primeira coisa que farei será voltar para sua casa... – Sesshoumaru a interrompera.

- nossa casa... – ele a corrigirá. Virá Rin sorrir timidamente.

- Sim... Nossa casa! – voltara a falar.

- melhor ir antes que eu a impeça! – o forte youkai abaixara a cabeça fechando os olhos logo em seguida. Seria difícil tentar não impedi-la, mas faria isso por ela. Por que Rin a estava pedindo, desta vez teria que confiar em suas palavras e pensar positivamente de que nada poderia acontecer a ela. Confiava nela, e se ela lhe dizia que ficaria bem... Teria que acreditar em suas palavras, mesmo com a preocupação visível em seu rosto másculo.

- eu ire... – Ela fora interrompida.

- a deixarei ir... Mas terá que me ligar todos os dias para eu ter certeza de que está bem e de que nada aconteceu, só assim ficarei mais tranqüilo! – Sesshoumaru a interrompera.

- Sim, eu ligarei todos os dias a você! – Rin tocara seu rosto e logo se aproximara do mesmo depositando um pequeno beijo sobre os seus lábios. E antes que pudesse partir, sussurrou para que apenas seu amado a ouvisse. – eu amo você! – afastou-se do mesmo rapidamente e seguiu em direção a suikotsu que esperava ao lado de seu carro.

O youkai cerrara os punhos fortemente, não acreditava que estava deixando sua menina partir. Conteve-se para não correr em sua direção e tirá-la das garras de seu padrasto maldito. Virou-se a contra gosto, vê-la partir o incomodaria ainda mais, mas não poderia perder a oportunidade de ver sua amada. A viu adentrar o carro e logo o carro fora posto em movimento, ela partira e o deixara para trás. Sorrira ironicamente, mais uma vez Sesshoumaru Taishou se encontrava sozinho.

OoOoOo

Adentrou sua antiga residência trêmula. Droga... Passaria a morar sozinha com seu padrasto. Ao pensar sobre isso um arrepio percorreu-lhe o corpo. Os pêlos de seus braços eriçaram-se, suas pernas ficaram bambas. Suikotsu adentrara a casa carregando a mala da mesma e depositando-a no chão lentamente, Rin não pensara duas vezes antes de pegar sua mala e subir as escadas rapidamente tentando ignorar o peso que ela possuía. Não poderia, e nem ficaria mais um minuto se quer ao lado de Suikotsu. Correu o mais rápido que pode e adentrou o lugar onde sempre fora seu quarto, felizmente seus móveis e suas coisas continuavam lá dentro intactas. Suspirou aliviada, trancara a porta do quarto e passara a arrumar suas coisas. Por ela, passaria o tempo todo trancafiada dentro de seu quarto. Pelo menos este era o único lugar que transmitia segurança a ela.

- Droga... Estou sentindo falta de Sesshoumaru! – Resmungou baixo. Continuou a organizar seu quarto. Nunca gostara de quartos mal arrumados.

Sua grande mala estava depositada sobre sua cama sem lençóis, estava aberta e Rin retirava de dentro dela suas costumeiras roupas. Segurou fortemente uma de suas blusas sentindo o seu tecido macio, mas após retirá-la de dentro de sua mala um pequeno papel cairá sobre seus pés virado para baixo. Fitou atentamente o lado branco o papel, abaixou-se e o pegou e logo constatou que suas suspeitas estavam certas.

Era uma foto que fora tirada há muitos anos atrás, naquela época seu pai ainda era vivo e sua mãe também. Na foto, três pessoas permaneciam nela. Seu pai carregava uma pequena garotinha em seus braços e sua mãe permanecia ao lado do mesmo. Seus lábios se curvaram e um pequeno sorriso aparecera em sua face, sentiu algo quente escorrer-lhe o rosto, tocou o liquido que fazia seus olhos embaçarem e constatou que suas lagrimas escorriam sobre sua face. Balançou a cabeça negativamente, pensar em seu passado a faria sofrer mais. Tentou afastar tais pensamentos e voltou a organizar suas coisas.

- mais o que... – assustou-se com o barulho de seu celular. Não esperava que alguém a ligasse agora. Levou sua mão em direção ao seu peito tentando fazer seu coração se acalmar. O aparelho continuava tocando, o toque de seu celular invadia seus ouvidos, e isto a tirara de seus devaneios. Procurou pelo bendito aparelho que tanto a incomodava, o retirou de dentro de sua bolsa e o atendeu sem ao menos verificar se o numero era conhecido. – alô?

- RIN? – escutara a voz do outro lado da linha, e a pessoa que a ligara se desesperara.

- Se... Sesshy? – gaguejou nervosamente. – o que...

- POR DEUS RIN... VOCÊ ESTÁ BEM? – notara a preocupação de seu youkai. – POR QUE DEMOROU A ATENDER?

- acalme-se... Eu estou bem! – segurara o riso.

- porque demorou a atender? – Sesshoumaru perguntou novamente, desta vez tentava se acalmar. – pensei que algo tivesse acontecido...

- desculpe, estava arrumando minhas coisas!

- você... Chegou bem em casa? – o youkai queria ter certeza de que nada tivesse acontecido. – não aconteceu nada? Ele a tocou? – Sesshoumaru a enchera de perguntas.

- eu cheguei bem... Não, ele não me tocou... Por enquanto não aconteceu nada... Não se preocupe Sesshy, eu estou bem!

- que bom... Eu liguei apenas para saber se estava bem... E... – o youkai parara de falar.

- E? – Rin o incentivava a continuar sua frase.

- Eu queria escutar sua voz... Odeio ter que admitir, mas eu sinto a sua falta. – Rin se surpreendera ao escutar tal coisa.

- eu também sinto a sua falta! – o youkai sorrira do outro lado da linha ao escutar tais palavras.

- eu irei ligar para você todos os dias para saber se está bem... E por favor, não demore a atender o celular, se não irei pensar que algo aconteceu e não pensarei duas vezes antes de ir ate ai! – confessou ele.

- não se preocupe, eu estou bem... – Rin fora interrompida.

- quero que volte para casa o quanto antes... Você me faz falta.

- logo eu estarei de volta! – Rin suspirou.

- não deixe de me ligar, tudo bem?

- ahuum... – a jovem murmurou baixo, acenando a cabeça positivamente.

- parece cansada meu anjo... – Sesshoumaru notara o quanto o Rin estava cansada.

- Devido ao velório de minha mãe, eu quase nem dormi na noite passada! – a jovem sentia seus olhos pesarem.

- então a deixarei descansar... Arrume suas coisas depois, agora descanse Rin.

- ahuum... – murmurou acenando novamente a cabeça positivamente. – Farei isso... Até logo Sesshy... Eu... – ela parou de falar.

- você? – ele a incentivou a continuar sua frase.

- eu o amo... – ela notara uma pequena risada de Sesshoumaru. Rira junto a ele.

- eu também minha pequena... Depois nos falamos!

- tá... Tchau! – desligou o aparelho assim que terminara de falar com seu amado youkai.

Bocejou demoradamente, por um momento seus orbes marejaram, mas logo a pequena barreira de água desaparecera diante deles. Faria o que seu amado youkai pedira, descansaria e depois arrumaria seus aposentos. Retirou sua mala de sua cama, depositando-a em algum canto qualquer do chão de seu quarto. Pegará um de seus lençóis limpos e passara arrumar sua cama. Não pensou muito, seu corpo pesava e mal conseguia agüentar o seu peso, deixou que este caísse sobre sua cama limpa e arrumada para logo adormecer, sendo assim logo levada para o mundo dos sonhos.

Deixou-se levar pela sua inconsciência, e imagens eram passadas por sua cabeça. Um sonho talvez, como qualquer outro... Mas neste sonho seus pais ainda eram vivos, por um momento pensou que esta seria a sua realidade, mas logo descobrira que não passara de um sonho, pois despertara de sua inconsciência e lembrara-se de que seus pais não estavam mais vivos. Seus olhos marejaram, lembrava-se perfeitamente do que havia sonhado.

*~ Flash Back ~*

- você está bem meu pai? – uma jovem garota que aparentava ter seus quinze anos de idade estava diante de um homem doente que permanecia deitado sobre sua cama confortável. Fazia um tempo que seu pai encontrava-se doente, permanecia deitado na cama apenas para não se esforçar muito. Largara seu emprego, pois não possuía nenhuma condição para continuar a trabalhar.

- Sim Rin... Eu estou bem! – mentiu ele.

- tem certeza? – a preocupação era visível em seu rosto delicado, seus orbes chocolates marejaram e suas lagrimas escorriam descontroladamente sobre sua face rosada.

- Si... Sim! – o homem balbuciava descontroladamente.

- não minta para mim. – ela mordera seu lábio inferior tentando controlar seus soluços. – eu ligarei para a mamãe... Ela irá vir e o levará para um hospi... – ele a interrompera.

- deixe sua mãe trabalhar meu anjo... Não quero preocupá-la e eu ficarei bem, alias logo ela chegara em casa. – enquanto falava forçava-se a sorrir para transmitir tranqüilidade a sua filha.

- não... Eu irei ligar agora pra... – mas Rin parara de falar automaticamente ao perceber que seu pai contorcia-se de dor. – PAI? O QUE FOI PAI? PAI? FALA COMIGO!

Gritava o mais alto que podia na esperança de que ele respondesse suas perguntas. Suas lagrimas embaçavam sua visão, tudo o que via era diversos borrões de variadas cores. Notara que ele depositara uma de suas mãos sobre o peito tentando fazer sua dor passar, o que fora em vão. Rin não sabia o que fazer diante desta situação, tudo o que fez foi se jogar nos braços de seu pai abraçando-o fortemente. Como queria que ele não tivesse passado por isso, como queria que ele nunca tivesse aquela doença, como queria poder estar no lugar dele. Sabia que um dia todos morreriam, mas não sabia que o dia que seu pai partiria seria hoje. Chorou descontroladamente, ele não mais respirava. Sua pele branca e fria a deixava arrepiada, e seus lábios roxos a deixava assustada. Ver a pessoa que ama morrer diante de seus olhos não era uma experiência agradável.

Seus soluços eram altos que mal ouvira o barulho da porta da sala se abrindo. A mulher de curtos cabelos negros ouvia os soluços de sua filha no andar de cima. Arregalara os olhos assustada, já esperava o que deveria ter acontecido. Deixou que a bolsa que segurava caísse sobre o chão da sala, suas pernas ficaram bambas... Não conseguia se mover. Seus joelhos se dobraram atingindo o chão fortemente, apesar de ser magra não conseguiu sustentar o peso de seu corpo. Suas mãos geladas tocaram seu rosto sentindo o liquido quente que escorria por seus olhos. Manteve-se de pé e dirigiu-se ao andar de cima, onde vira seu marido morto e sua filha aos prantos abraçada ao defunto. Caminhara a passos lentos em direção à sua família, mas parou quando chegara perto da cama.

- mã... Mãe... O... O Pa... Pai... Es... Está mor... MORTO! – sua jovem filha balbuciava junto com seus soluços, em nenhum momento soltou-se de seu pai, continuou ali... Abraçada a ele.

- sua inútil... – Rin arregalara os orbes ao escutar tais palavras de sua mãe. – como pode o deixar morrer? – Yura trincara os dentes.

- ma...Mas... – ela fora interrompida.

- QUIETA! – Yura gritara com ela. Rin afastou-se de seu pai na intenção de fitar sua mãe. - PORQUE NÃO CHAMOU UMA AMBULANCIA, OU ALGO DO TIPO? – ela continuava a gritar. – NÃO... VOCÊ SIMPLISMENTE O DEIXOU MORRER!

- eu não tive culpa... – Rin sussurrou abaixando sua cabeça em seguida, deixando que suas lagrimas percorressem ainda mais o seu rosto.

- eu a culpa pela morte de seu pai... – Rin arregalara ainda mais os seus orbes ao escutar tais palavras. - É SUA CULPA! – Gritou Yura. – VOCÊ PODERIA TER FEITO ALGO... MAS NÃO, APENAS FICOU AI CHORANDO... POIS FIQUE SABENDO, QUE CHORAR NÃO O IRÁ TRAZÊ-LO DE VOLTA! – Yura trincou os dentes raivosamente. Caminhara em direção à Rin e ao corpo sem vida deitado sobre a cama. Sua mão fora automaticamente em direção aos longos cabelos de Rin. Os segurou firmemente, para logo puxá-los com força. A garota soltou-se de seu pai e cairá ao chão do quarto violentamente, mas Yura continuava a segurar seus cabelos negros. – É CULPA SUA... VOCÊ O MATOU! – estas palavras ficaram gravadas em sua mente.

*~ Fim do Flash Back ~*

Sim, era sua culpa... Ela matara seu pai. As palavras de sua mãe ficaram gravadas em sua mente. Levou suas mãos em direção ao seu rosto secando as lagrimas que teimavam em escorrer de seus olhos. Sentia-se culpada... Sua mãe estava certa, fora ela quem o matou. Por mais que não queria admitir, a verdade era cruel. Se pelo menos parasse de chorar e tentasse resolver seus problemas, este tipo de coisa não aconteceria. A culpa pela morte de seu pai ainda a atormentava. Naquela época não sabia o que fazer diante das fortes dores que seu pai sentia em seu peito, por isso tudo que fizera fora apenas chorar. Suspirou cansada, não cometeria os mesmos erros duas vezes. Iria parar de chorar e tentaria resolver seus problemas, era isso o que faria. Determinada, não pensara em mais nada... Levantou-se de sua cama e caminhara em direção a sua janela abrindo-a lentamente... Aos poucos o céu escurecia. Era fim de tarde, o sol logo iria embora dando lugar para a lua iluminar o céu. Permaneceu deste modo, fitando as nuvens claras que se movimentavam sobre o céu azul, mas logo fechara a janela aos ver a primeira estrela surgir na imensidão do céu. Ora, mas um dia havia se passado.

OoOoOo

Seus orbes âmbares fitavam o ambiente em que se encontrava. Suspirou cansado. Sem sua amada humana, sua casa possuía certo tédio. Como queria poder estar ao lado dela, poder sentir seu perfume embriagante, sentir sua pele fria em contato com sua pele quente, sentir os toques de suas mãos, o gosto de seus lábios. A saudade o atingia violentamente. Apenas se passara um único dia e já se sentia deste jeito. Suspirou derrotado ao perceber que ainda poderia ficar longos dias sem sua companhia, sem seus beijos, sem seus toques que lhe proporcionavam arrepios pelo corpo todo. Sentia-se um lixo, por não ter conseguido convencê-la a ficar. Agora se arrependera, pois não sabia o que aquele maldito padrasto poderia fazer com sua menina.

- Grrr... – Rosnou raivosamente.

Se ele ousasse tocá-la, iria matá-lo. Suikotsu que pensasse duas vezes antes de fazer algo a sua pequena garota. A imagem de Suikotsu possuindo-a o atordoava, mas confiava em Rin. Se algo acontecesse ela ligaria avisando-o sobre o ocorrido. Rosnou novamente. Como fora idiota, idiota por ter deixado-a partir. Decidira então tomar um banho para tentar afastar tais pensamentos que o incomodava. Subira a longa escadaria de madeira e dirigiu-se ao banheiro no corredor dos quartos, mas ao passar por um dos aposentos do local, se lembrara do dia em que a amara loucamente. O quarto em que a possuíra naquela noite fria. Por Deus, será que todo lugar que ia lembrava-se de Rin?

- Irei ficar louco desse jeito! – Resmungou roucamente.

Ligara o chuveiro e deixou a água quente cair sobre seu corpo musculoso. (omg Sesshý *O*) Seus pensamentos ainda estavam nela. Tudo que via ou fazia lembrava ela. Por Deus, estava se tornando viciado em sua própria mulher. Bufou irritado, deste jeito ficaria louco.

OoOoOo

Fitou por alguns instantes a janela fechada a sua frente. Seus orbes chocolates vagavam por cada extensão do vidro fechado, mas fora tirada de seus devaneios ao perceber que seu estomago reclamava por comida. Fazia um bom tempo que comera sua ultima refeição. Decidira preparar seu jantar, passara o dia dormindo que mal notara o tempo passar. Já era noite e logo jantaria. Rumara em direção à longa escadaria descendo-a lentamente. Passou pela sala organizada e fora em direção a cozinha.

- que tédio... – Resmungou para si mesma.

- tenho algo bem divertido para lhe tirar deste tédio! – Assustara-se ao constatar que Suikotsu estava na cozinha.

Não percebera que ele já estava na cozinha quando chegara, e devido aos seus pensamentos assustara-se com sua voz grossa. O mesmo a fitava de maneira maliciosa, o que a fez ficar receosa. Começaria tudo novamente, mas desta vez não permitiria que Suikotsu fizesse algo a si. Trincou seus dentes em sinal de irritação, desta vez Suikotsu passara dos limites. Entre abriu seus lábios e palavras foram proferidos destes.

- Não quero nada que vêm de você! – Estreitou os olhos ameaçadoramente. Estava pegando a mania de Sesshoumaru.

- é uma pena... Já que não quer, terei que obrigá-la... – Suikotsu caminhara lentamente em sua direção, seu sorriso malicioso ainda permanecia em seu rosto.

Rin permanecera parada sem nenhuma expressão em seu rosto, e isso chamara a atenção de Suikotsu. Nunca vira Rin o olhar deste modo. Sempre que dizia um de seus comentários maliciosos, sua expressão demonstrava medo... Mas desta vez... Algo mudara em Rin. Deveria ser o ódio daquele homem maldito que crescia em seu peito a cada dia que se passava. Poderia ser isso? Sim. Possuía um ódio enorme. Fora ele que a afastara de Sesshoumaru, mas no momento não poderia fazer nada. Mas não permitiria que ele a tocasse novamente.

- o que foi? – Suikotsu parara bruscamente. – porque tanto me olha com está expressão? – o homem a sua frente ficara curioso.

- sabe... Eu tenho pena de você... – Começou ela. Suikotsu a olhara ironicamente.

- HAHAHAHAHA! – Suikotsu começara a rir das palavras da mesma.

- não sei por que tanto ri Suikotsu, não vejo graça nenhuma em ir para a cadeia!

- HAHAH... – Parara de rir ao escutar o que Rin dizia. – não teria coragem de me denunciar! – Rosnou ele.

- não como tenho... Mas como posso... Alias não sou que irá te denunciar...

- eu sabia... Aquela cadelinha maldita! – Bufou raivosamente.

- Eu sei o que pretendia fazer comigo agora Suikotsu... Mas saiba que se encostar um dedo em mim, Sesshoumaru o denunciará e a própria policia virá para constatar de o que ele dizia era verdade!

-... – Suikotsu engolira em seco.

- Então se preza por sua vida, é melhor se manter longe de mim! – Rosnou ela. Desde quando encontrara tamanha coragem para desafiar Suikotsu? Não sabia.

- olhe como fala comigo! – Suikotsu trincara os dentes.

- isso... Continue assim... Fique cada vez mais irritado, e então... Bate-me, faça o que quiser comigo... Assim eu me livrarei mais rápido de você! – não ligando para as atitudes de Suikotsu, caminhara em direção a ele, passando-o ao seu lado para logo posicionar-se próximo ao fogão.

- humpf... – Ele resmungou alto. Caminhara a passos largos para fora da cozinha, dirigindo-se à sala.

Um sorriso vitorioso formara-se em seu rosto. Sabia que depois desta pequena ameaça Suikotsu não faria nada a ela. Ele prezava por sua vida, e não desejava passar o resto dela preso. Depositou uma pequena panela sobre o fogão, despejando sobre ela a água quente que permanecia na chaleira. Acendeu o fogo, e logo pegara um pequeno pacote de macarrão abrindo-o em seguida. Deixou a água ferver para logo depositar o macarrão dentro da panela. (Ana Maria Braga –apanhaa.)

Nunca imaginara que um dia desafiaria Suikotsu. Antigamente o medo a impediria de fazer tal coisa. Sorrira novamente. Passara muito tempo ao lado de Sesshoumaru, e este a ensinara algumas coisas. Uma delas, fora perder o medo. Tinha medo de se entregar para um homem novamente, por que pensava que este poderia ser como seu padrasto. Mas Sesshoumaru a fez perder este seu medo, e agora desafiara Suikotsu como se este fosse um simples homem e não o seu padrasto que a violentara durante anos. Definitivamente... Mudara muito... E estava grata por Sesshoumaru a ter mudado tanto.

OoOoOo

Meu Deoolz ;O eu acho que demorei muito para postaar .-. me desculpeem gentee , andei um pouco ocupada ;T é que eu estou escrevendo uma nova fic , mas é de Vampire Knight ... E eu Também estou postando uma fanfic aqui de VK , só que está fic não me pertence , ela é da minha Tia Jack e a fanfic já esta completaa ;D então quem gostaa , eu aconselho que leiaa ;D ela é muito boa , assim como todas as outras fics que a Jack já escreveeu ;D o motivo para eu ter demorado à postar , é que foi meu aniversario , também foi o niver da mãe ... Logo minha sobrinha fará um aninho ;O e tudo isto me deixou bem ocupada ^^ rsrsrsrs ... o outro motivo para a demora , foi que ... minha mãe fará uma cirurgia dia 5 , e isso me deixoou mais ocupada .-. e eu também fiqueei uns 1O dias doente ;S cheguei ate a pensar que estava com gripe a ;O –apanhaa. Mas eu já estou beem melhoor ;D em relação a cirurgia de minha mãe , passarei a maior parte do tempo no hospitaal então vai ficar meio dificiil de eu entrar no PC e escrever a fic ;S mas farei o possível para não deixar vocês sem poste ;) eu terminei este cap. ontem a noitee , e logo começarei o cap. 11 ;D pelo o que eu pretendo fazeer , é bem provável que a fic tenha uns 13 caps. Ou mais ... ainda não sei ao certo .-. Eu fiquei meio sem inspiração e não sabia o que escrever neste cap. ;T não ficou do modo que eu desejava, mas eu espero que gostem ;D Responderei as Reviews , e quero agradecer a todas que acompanharam a fic deste o começo e que mandaram Reviews *-* vocês me dão forças para continuar a escrevê-la ;D obrigada meninaas *-*

Nami-chan vampire: own amiga , sempre presente aqui e no Orkut *-* obg por tudo queridaa ;D ée , casamento a vistaa XD esta cena não saia da minha cabeça .-. eu tinha que escreveer ;D nhya odeio opadastro da rin e.e! [2] não é a unicaa amigaa ;o rsrsrsrs ... own , boa sorte nos estudos Raý ;D mas não desanime , logo é suas férias ;D rsrsrsrs ... Sei que sei niver já passou amoor * eu ate dei parabéens pra você no orkuut , mas por aqui eu nãao deei ê.é entãao ... Parabéens novamentee , tudo de boom praa vocêe amoor ;D rsrsrsrsrs ... Obg pele Review queridaa , kissus ;*

Susan: Olá querida , eu fico feliz em saber que está gostando da fic ;D espero que este cap. seja de seu agrado :) Obg pela Review , kissus queridaa ;*

SrT Ame: olá amor ;D rapidinha vocêe ;O jaa estáa aquii acompanhando a fic tambéem ;D espero não ter demorado muito pra postaar D: me desculpe queridaa * eu fico feliz em saber que está gostando da fic *-* espero que este cap. seja de seu agrado (: Obg pela Review , kissus queridaa ;*

Daaf-chan: outra que apareceeu ;D rsrsrsrs ... fico feliz em saber que esteja gostando amor *-* seráa ? ;O sabe , não é uma má idéia tentarmos nos mataar ;O se o Sesshý aparecer para salvar agentee... Não é uma má ideiaa *-* Sesshý me levar pra sua casa e faça o que quiseer comigo –apanha. Me empolgueei ;D rsrsrsrs ... Obg pela Review queridaa , espero que este cap. seja de seu agrado ;D kissuus amoor ;*

Eu fiquei muito feliz pelas Reviews , obrigado mesmoo meninaas :) Prometo não demorar muito para postar o próximo cap. , irei fazer o possível para tentar adiantá-lo antes da cirurgia da minha mãe :) Obg mesmo meninas , vocês me dão forças para continuar a escrever *-* Espero que gosteem ... Agora estou indo porque eu tenho que postar na Adorável estranha ;D kissus queridaas ;*