Capítulo 2 – Chegamos a casa finalmente

No outro dia Kagome foi, contra a sua vontade, para o aeroporto e de lá para a tal cidade que sua prima, considerada por ela uma estraga-prazeres, morava. Estavam indo de táxi até o endereço dado para a Sra. Higurashi com Kagome sem dar uma única palavra desde o momento em que entraram no avião
-Mãe, como é a nossa prima? – pergunta Souta

-Ela é muito doce e gentil, mas é meio estressadinha de vez em quando
-Ela parece ser legal, não acha Kagome? – pergunta Souta, mas não obteve resposta
-Chegamos – fala o motorista do táxi parando na frente de dois portões de madeira que deviam ter 1 metro e 80 centímetros cada com um muro da mesma altura
-Obrigado, aqui está o dinheiro –fala a Sra. Higurashi entregando o dinheiro para o motorista – Pode abrir atrás pra pegarmos as malas?
-Claro senhora – responde o motorista saindo do carro e ao abrir a mala, começa a tirar a bagagem deles
-Uau!Esse sítio parece ser enorme! – fala Souta olhando as portas
-Será que tem alguém aí?Souta chama pra ver se tem alguém
-"Que tédio. Esse lugar é horrível e não posso estar com minhas amigas no último acampamento"-pensava Kagome olhando ao redor-"E só pra completar fica a dez minutos da cidade se eu for a pé. O que eu fiz pra merecer isso?"
Souta bate palmas para ver se tinha alguém em casa. Em poucos minutos aparece uma garota de cabelos castanhos e olhos cor de avelã. Não devia ter mais de 18 anos e usava um short jeans que ia até o joelho, uma blusa branca com a estampa de uma rosa vermelha e tinha os cabelos presos num rabo-de-cavalo

-Tia! –fala indo de encontro a Sra. Higurashi e a abraçando fortemente – Como é bom vê-la de novo
-Sango é você?Mal te reconheci também a última vez que te vi você tinha uns 10 anos.
-E você é o Souta?- pergunta Sango se abaixando para vê-lo
-Sou sim – responde sorrindo

-Kagome diz oi pra Sango – fala a mãe da colegial
-Oi pra Sango – responde friamente enquanto pegava a mala
-Liga não prima. Ela tá assim por que não está com amigas
-Não ligo. Vou levar vocês lá pra dentro, mas não reparem na bagunça que o Inuyasha e o Sesshoumaru fizeram
-E por que está bagunçado?
-Por que eles estavam se perseguindo por causa de uma jaqueta que o Inuyasha pegou do Sesshoumaru
-E por que ele pegou a jaqueta?
-Por que o Sesshoumaru pegou a jaqueta do Inuyasha
-Que grandes amigos eles são – fala Souta com uma gota na testa
-Eles são irmãos
-Só piorou
Eles passam por um caminho feito com pedras redondas que ia até a casa que mais parecia uma mansão. Na entrada tinha um belo jardim florido com várias flores perfumadas cujo cheiro doce poderia relaxar até a fera mais raivosa e no fim desse jardim perto de algumas árvores havia a nascente de um rio que seguia para os fundos da propriedade. Todo o chão do terreno era coberto por uma grama baixa que parecia ter acabado de ser cortada
Eles vão caminhando até que avistam a casa. A casa tinha dois andares; no andar de baixo tinha a sala-cozinha (pois eram juntas), um banheiro e três quartos; no andar de cima tinha seis quartos, uma varanda espaçosa e um banheiro num tamanho bom e ao lado esquerdo da casa tinha uma garagem que cabiam três carros dependendo do tamanho do automóvel até quatro. Todos os cômodos tinham as paredes pintadas de branco ou azul claro e cada cômodo tinha um jarro de flores para dar um toque relaxado ao ambiente. Por trás da casa, a uns 10 metros de distância, havia uma casa menor que a principal, mas igualmente aconchegante que tinha quatro quartos, um banheiro e uma sala de estar pequena com um sofá de três lugares e uma poltrona. No caminho entre uma casa e outra havia um caminho de pedras semelhante ao da entrada
-Esse lugar é maior do que eu pensei! – fala Souta olhando a propriedade
-Parem! – fala Sango parando de andar
Um Vectra preto aparece dirigindo muito rápido (mais rápido mesmo) e para ao lado deles. Dentro do Vectra um rapaz de olhos azuis escuros cabelos negros curtos presos num rabo-de-cavalo baixo estava ao volante
-Miroku você podia maneirar na velocidade! – fala Sango

-Foi mal. Estou indo buscar umas coisas na cidade, quer vir também?
-Não obrigado. Ah Miroku deixa eu te apresentar minha tia e esses dois são meus primos
-Prazer- fala Miroku – Bom se é só isso eu já vou ou aquela rede não fica pronta hoje.
Miroku engata a marcha e dá uma arrancada fazendo uma nuvem de poeira se levantar atrás do Vectra
-Rede? – pergunta a Sra. Higurashi ainda abanando a mão para tirar a poeira de perto do rosto
-É pra jogar vôlei quando o pessoal se reunir aqui em casa
-Quantas pessoas moram aqui? – pergunta Souta
-Ah um monte, mas todo mundo se conhece
Eles entram na sala de estar que tinha sofás de dois e três lugares e mais duas poltronas com uma mesinha no centro da sala com fotografias das pessoas que moravam na casa e nas paredes quadros com paisagens lindíssimas, um rack com TV, rádio, etc. Na sala tinha também a escada que levava para o primeiro andar da casa, a porta do banheiro, a entrada da cozinha e a porta dos três quartos
-Izayoi! – chama Sango – Meus parentes chegaram!
Da cozinha sai uma mulher de cabelos negros que iam até a cintura vestida com um short preto que ia até o joelho e uma blusa xadrez amarela
-Olá! – fala com um belo sorriso – Vocês são os parentes da Sango né. Ela falou muito de vocês
-Espero que não tenha falado mal – diz Souta
-Porque está tão triste mocinha? – pergunta Izayoi para Kagome
-Pra começo de conversa meu nome é Kagome e não mocinha. E eu não devo explicação do meu humor estar bom ou não pra você
- Kagome! – repreende a mãe da colegial que fingiu não ter escutado e se sentou no sofá – Desculpe por isso é que ela tinha outros planos marcados e não foi por termos vindo pra cá hoje
-Não tem problema ela vai gostar daqui mais cedo ou mais tarde. Vou mostrar onde ficam os quartos de vocês
-Se eu ficar no lugar mais afastado estarei feliz – fala Kagome

-Bom tem um quarto lá em cima se você quiser- nesse instante o telefone de Izayoi, um Motorola V3 prateado, toca e ela atende –Alô?
-OI MÃE! – fala uma voz aos berros do outro lado da linha por causa do volume do som e da festa que tava acontecendo
-Oi meu amor!
-COLOCA MAIS ÁGUA NO FEIJÃO QUE EU TÔ CHEGANDO AÍ!
-O que está acontecendo?
-NÃO TEM NINGUÉM MORRENDO NÃO MÃE, O SESHOUMARU GANHOU A CORRIDA!
-Manda os parabéns
-MAS AQUI NÃO TEM NENHUM REFÉM. A SENHORA SE PREOCUPA DEMAIS
-Esquece. Toma cuidado quando vir tá bom?
-TÁ EU LEVO UM BOMBOM. QUER DE QUÊ?
-Tchau – e desliga o telefone – Sango o Sesshoumaru ganhou a corrida
-Sério?Que legal!Foi ele que ligou?
-Não, foi o Inuyasha, mas ele não entendeu nada do que eu disse
-Quem ganhou o que? – pergunta uma moça de 21 anos entrando na sala, ela tinha belos cabelos negros e olhos castanhos e usava uma saia bailonê azul na altura do joelho e um tomara-que-caia rosa
-Rin, o Sesshoumaru ganhou a corrida - fala Sango entusiasmada
-Que demais!Mas ele está bem?Não se machucou?
-Não deu pra saber por que tavam fazendo a maior festa do outro lado da linha – fala Izayoi – Mas eu aposto que ele está bem Rin, ele vai chegar aqui são e salvo você vai ver. Antes que eu me esqueça estes são os parentes da Sango
-Sério?Não fazem idéia de como são famosos por aqui, a Sango fala muito de vocês e acredite em mim ela fala muito mesmo. Eu sei que você é a Sra. Higurashi, mas qual o nome de vocês?

-O meu é Souta e ela é a Kagome
-Prazer, eu sou a Rin
-O quarto de vocês são aqueles dali – fala apontando para a porta de dois quartos - Rin pode mostrar a Kagome o quarto lá de cima que ela vai ficar lá
-Claro, vem comigo
Kagome pega a mala e sobe as escadas. Ela passa por três quartos e chega ao seu. O quarto era bem espaçoso e possuía uma cama de solteiro forrada com um lençol verde claro com desenhos de pétalas de rosas no canto esquerdo do quarto, um guarda-roupa de seis portas e três gavetas no lado direito, uma cabeceira ao lado da cama que tinha um vaso com flores. Uma janela que ficava na mesma parede na cama só que a um metro de distancia e tinha cortinas claras que deixavam a luz do sol passar com facilidade e uns três almofadões no canto perto entre a janela e a porta.
-Bom esse é o seu quarto. A Sango dorme no quarto ao lado e eu no que fica de frente pro dela se precisar de qualquer coisa é só avisar. Pode ir se instalando por aí enquanto eu ajudo a Izayoi a terminar o almoço, daqui a uns 15 minutos você desce pra almoçar tá bom
Kagome nada disse apenas entrou no quarto e começou a desfazer as malas