Hikaru nem se deu ao trabalho de terminar de abotoar a blusa. Pegou o casaco azul do uniforme e saiu com ele na mão, caminhando para casa. Suas vontades ainda se faziam presentes. Ele sentia que queria terminar o que ele e Kaoru tinham começado. Mas... E Haruhi? Estava cada dia mais claro que ela e Tamaki estavam juntos mas... Seria mesmo uma paixonitezinha? Balançou a cabeça e chegou à frente do portão de sua casa. Deu um longo suspiro. O que faria agora? Se Kaoru tivesse acordado, falariam sobre o que aconteceu? Ou fariam como se tivesse sido um dia completamente normal? Se estivesse dormindo, dormiria ao lado dele como se nada tivesse acontecido?

Eram tantas perguntas sem respostas.

Abriu o portão e entrou na casa. Foi para a cozinha pegar algum petisco antes de ir para o quarto. Sabia que não ia conseguir dormir. Subiu de mansinho para o quarto e parou do lado da porta, tentando ouvir alguma coisa.

-Pare de enrolar e entre logo Hikaru.

Kaoru aparece atrás dele, com uma toalha amarrada na cintura e outra enxugando os cabelos. Hikaru ficou vermelho enquanto o irmão passava por ele indiferente. E estava seminu... Não que aquilo fosse anormal, eles trocavam de roupa e tomavam banho juntos quase todos os dias. Mas ver aquele peito sem camisa novamente... E ver SUAS marcas de unhas, SUAS marcas de dentes... Ele não podia negar que aquilo era excitante.

-Vai ficar parado aí com essa cara de tonto, Hikaru? Vamos dormir logo.

Hikaru não conseguia falar. Seu cérebro e seus sentidos estavam entrando em conflito interno. Agarrava ele ou dormia? Puxava ou empurrava? E agora?

Por fim desistiu de resistir. Puxou o braço de Kaoru, fazendo-o ficar de frente para ele. Nisso, a toalha que Kaoru amarrara na cintura caiu. Hikaru corou e fechou e abriu os olhos, desconcertado. Puxou Kaoru para mais perto, com o intuito de beijá-lo- Porém, Kaoru foi mais rápido, o empurrou para a cama e subiu em cima dele. A intimidade de Hikaru já sentia o perigo começava a reagir. Kaoru abaixou a cabeça e falou bem baixinho no ouvido dele.

-Pelo jeito você gostou da brincadeira. Mas não pense que só porque sou seu irmão que eu vou estar aqui sempre que você estiver necessitado.

Mordeu o pescoço de Hikaru e saiu de cima dele, entrando no closet. Hikaru suava frio, tentava se acalmar. Passou o braço pela testa e se espalhou na cama. Começou a colocar os pensamentos em ordem, ou pelo menos a tentar. Seus olhos começaram a pesar e por fim se entregou ao cansaço, admitindo que o dia seguinte seria tenso.

Quando acordou no dia seguinte, Kaoru não estava mais na cama. Olhou para o relógio e viu que tinha perdido as aulas da manhã. Pegou um travesseiro e colocou na cara, as cenas da noite anterior retornando à sua cabeça.

Kaoru não era louco. Kaoru queria DEIXÁ-LO louro. Uma conclusão mais racional que a anterior.

Desceu para a cozinha e almoçou rapidamente para ir para o colégio. O Clube de Anfitriões já devia ter aberto. Haruhi estaria lá. Será que ela tinha contado alguma coisa? Seria alguma coisa para se envergonhar? E Kaoru? Como ele reagiria?

Sentiu uma vontade imensa de dar meia volta e ir embora, dormir de novo.

O Clube de Anfitriões está em Funcionamento... Ou não.

Abriu a porta do salão e este estava vazio. Não tinha ninguém, absolutamente ninguém, ali. Nem Kaoru. As cortinhas estavam fechadas. O salão estava cheio de penumbras. Olhou dentro dos banheiros, debaixo das mesas. COMO não tinha ninguém ali?

Olhou para uma parede e viu um papel.

"Hikaru-senpai!

Konichiwaaa! Gomene não ter avisado antes mas hoje o Clube não vai abrir. Tama-chan finalmente pediu Haru-chan em namoro e agora estamos na festa de comemoração. Kao-senpai estará conosco. Venha também assim que puder. Será na ilha artificial do Kyouya-sama.

Jaa nee"

-Devia ter te avisado, Hikaru. Gomene. – Kaoru estava apoiado no batente da grande porta do salão, com os braços cruzados.

Descruzou os braços e foi em direção ao irmão, que ainda olhava o papel na parede.

-Sei que deve estar meio chocado, já que você nem fazia idéia do que estava acontecendo, mas...

Hikaru pegou o irmão pelo pulso e o jogou na parede. Kaoru se perdeu nas palavras e arregalou os olhos devido à atitude repentina do gêmeo. Hikaru fechou os olhos, passando o nariz pela bochecha de Kaoru, roçando seus lábios, entrelaçando seus dedos. Kaoru fechou os olhos também, sentindo o carinho.

-Devia ter se expressado antes, Kaoru. Devia ter mostrado pra mim que nutrimos o mesmo sentimento.

-Mesmo... Sentimento? – Kaoru abriu os olhos mas tornou a fechá-los, sentindo a respiração de Hikaru em seu ouvido.

-Afinal... Somos como um espelho não? O que você é, eu sou – deixou a respiração pesada – O que você faz, eu faço – passou a mão pela intimidade do irmão, subindo para o peito – O que você quer, eu quero – Mordeu a orelha de Kaoru, fazendo-o soltar um baixo gemido.

Durante a falsa análise no papel que estava na parede, Hikaru decidira que tinham que terminar o que tinham começado. E a hora seria aquela. Suas vontades não eram mais controladas e fazia as coisas sem pensar. Queria Kaoru para si. Desejava o irmão, o corpo dele, simetricamente igual ao seu.

Kaoru puxou Hikaru pelos cabelos, inclinando sua cabeça. Começou a morder o queixo, descendo para o pescoço. Mordidas que deixavam marca na hora, dadas com vontade. Hikaru mordia o lábio inferior, prensando mais o quadril no quadril do irmão. Kaoru arfou com o maior contato de suas partes e começou a passear a mão pelo corpo de Hikaru. Aquele peito... Aquela bunda... Aquelas pernas...

Era tudo seu agora.

Pegou o irmão pelas pernas, como fizera na noite anterior. Hikaru as cruzou pelo quadril do gêmeo, passou a mão pelas costas até chegar à nuca, sentindo-o morder e chupar seu pescoço cada vez com mais volúpia. Kaoru começou a andar com ele no colo e o sentou numa mesa. Hikaru tirou o casaco e a camisa de Kaoru. Passou as unhas pelo peito e pela barriga. O puxou pela cintura e começo a morder cada pedaço de perdição que via em sua frente. Chegou nos mamilos, circulando-os com a língua, mordendo, chupando. Sentiu gosto de sangue, mas não se importou. Kaoru soltava cada vez mais gemidos, o segurando pelos cabelos. A mão que estava na nuca de Kaoru o puxou. Hikaru beijava o irmão intensamente enquanto se desfazia das calças dele.

-Hmm... Hikaru...

Saiu de cima da mesa, sentando o irmão ali. Kaoru estava com os olhos fechados com força, gemendo cada vez mais. Deitou na mesa, ainda mexendo nos cabelos de Hikaru. Hikaru fez um rastro com a língua enquanto descia do peito para a borda da cueca. Tirou a mão da nuca de Kaoru e apertou seu membro, vendo que estava bem rígido, pulsando, querendo liberdade. Deu a entender que ia tirar a cueca do gêmeo, mas não o fez. Apertou mais forte a intimidade de Kaoru, fazendo-o gemer mais alto. Os gemidos dele faziam Hikaru perder a cabeça. Começou a lamber o membro, sem tirar a cueca, querendo torturar o irmão de prazer. Kaoru já abandonara a cabeça do irmão e segurava nas bordas da mesa para não se contorcer de desejo.

-Ahn... Hikaru..

Hikaru passava os dentes pelo membro, apertava a bunda do gêmeo, mordia sua barriga... Kaoru sentia que ia explodir num orgasmo a qualquer hora. Sentiu a cueca sendo finalmente tirada, seu membro pulsando em liberdade. Hikaru lambeu o membro todo, desde a ponta até a base, deixando todo molhado. Algumas gotas de sêmen já saíam da ponta. Hikaru circulou a ponta do pênis do irmão, mordiscou e o envolveu com a boca toda agora. Começou um vai-vem lento, mas intenso. Segurava a base, apertando cada vez mais forte. Estava levando Kaoru ao delírio com aquilo.

-Hikaru... eu... ahn...

Kaoru não agüentou e gozou na boca do irmão. Não expressou, mas tinha medo de ter feito isso. Mas Hikaru pareceu não ter se importado. Engoliu tudo sem dizer nada. Virou Kaoru na mesa, deixando-o de costas para ele. Colocou as mãos na cintura do irmão e prensou o quadril na bunda de Kaoru. Kaoru deu outra gemida, sentindo o membro do irmão muito rígido, mesmo sem ter tirado a calça. Kaoru rebolou no pênis do irmão, fazendo o apertar sua cintura e fazer os movimentos de penetração, atiçando Kaoru. Kaoru não conseguia parar de gemer e sempre que tentava, Hikaru prensava mais forte seu membro em sua bunda, fazendo Kaoru quase perder o ar.

Hikaru deitou em cima do irmão, sussurrando em seu ouvido - É o que você sempre quis, não é? – segurou a borda da mesa também e deu outra estocada. Kaoru gemeu.

-Hmm... Sempre...

Hikaru saiu de cima do gêmeo, tirando a calça e a cueca juntas. Puxou o irmão para um dos sofás, fazendo-o ajoelhar e deitar o peito lá. Kaoru pegou uma das almofadas e levou a boca, apertando e mordendo, tentando abafar o som do seu prazer.

Hikaru lambeu seu dedo indicador e o introduziu no orifício de Kaoru. Kaoru deu um gemido longo, mas abafado. Começou a investir com o dedo, Kaoru cada vez gemendo mais. Adicionou um dedo ao ato, Kaoru jogou a cabeça para trás, não agüentando tamanha tesão que seu irmão estava lhe proporcionando. Hikaru deu um tapa na bunda de Kaoru.

-Hikaru... Por favor...

Hikaru colocou a ponta de seu membro rígido na entrada de Kaoru

-É isso o que você quer?

-Sim...

Hikaru foi enfiando devagar, para não machucar o irmão. Voltou e entrou de novo, até o final.

-É assim que você quer?

-Mais... Hikaru, mais...

Hikaru começou a estocar mais rápido e mais forte, ouvindo Kaoru pedindo cada vez mais, gemendo cada vez mais.

-Ahnn.. Hikaru... Mais, Hikaru... Mais...

E as estocadas de Hikaru ficavam cada vez mais fortes e mais rápidas até que seus gemidos se confundiam. Hikaru começou a masturbar Kaoru na mesma velocidade que o penetrava. Nunca pensou que aquilo aconteceria. Mas agora, se dependesse dele, faria sempre. Nunca tinha imaginado que o irmão seria tão desejoso.

Hikaru começou a sentir o orgasmo chegando. Começou a ir mais rápido e mais forte ainda. Kaoru gritando de tanto prazer. Virou e fez Hikaru deitar no chão, sentando de volta em seu membro, cavalgando gostoso. Hikaru viu a cara de prazer de Kaoru e não agüentou mais. Chegou ao seu limite, mas não parou de masturbar Kaoru. Queria que ele chegasse ao limite também.

Kaoru saiu de cima de Hikaru, lambendo sua essência que escorria pelo corpo do irmão. Chegou ao membro dele, lambendo-o também. Hikaru o puxou pelos cabelos, fazendo com que Kaoru envolvesse todo seu membro com a boca. Agora era Hikaru quem gemia feito louco, puxando o irmão pelos cabelos, fazendo-o lamber seu membro de um jeito que não queria que parasse nunca.

-Aaah, Kaoru... Como isso é bom...

Kaoru segurou a base do membro de Hikaru e não precisou mais do incentivo deste, visto que ele mesmo já lambia, chupava e mordia o membro do gêmeo com tanta ou mais vontade do que o mesmo tinha feito minutos atrás com ele. Logo Hikaru chegou ao seu limite de novo e foi a vez de Kaoru provar o gosto. Kaoru deitou exausto em cima do irmão, o abraçando. Se beijaram, com o gosto do amor passando de um para o outro.

-A gente sempre teve razão Kaoru. Nós somos idênticos.

-Sim. Você é meu espelho inquebrável.

E assim eles dormiram no chão do salão, não se importando se alguém veria. Hikaru agora sabia a respostas de todas as perguntas anteriores.

Não havia com o que se preocupar. Kaoru era igual a ele em tudo. Exatamente tudo.

Como um espelho.


Comentários finais

Obrigada a todos que leram, que comentaram e que vão comentar ;DD

O apoio de vocês é muito importante pra mim *-*

Beijo gente