N/A¹: A música inspiradora que me ajudou a entrar no clima desse capítulo foi Did It Again, da diva Shakira. Se quiserem ouvir: www. youtube watch?v=gFWoGUp1AjI (Já sabem, retirem os espaços). As partes em negrito, foram tiradas aleatoriamente da música.

N/A²: Tem uma pretensa NC, bem light, no final do capítulo. Portanto, crianças, pulem o final. ;P


Capítulo 8: I Did It Again...

{Leah's PoV}

E todos os erros que cometi por tanto tempo
Queria que houvesse um jeito de apagá-los

Eu tentava me acalmar enquanto me afastava da casa dos Black, mas a cada passo que dava minha raiva aumentava. Minhas mãos tremiam tanto que seria impossível me vestir. Logo o tremor se espalhou por todo meu corpo de uma maneira que eu achei que estava prestes a ter um colapso. Agoniada, comecei a correr para longe dali, me embrenhando no meio da mata. Eu corria tão rápido que mal via por onde ia.

Parei de repente, cansada e perdida, ainda tentando me controlar. Eu tinha apoiado às mãos nos joelhos e abaixado a cabeça, quando imagens desconexas começaram a cintilar em minha mente. Elas mudavam rápido demais para que eu pudesse destingi-las, mas as sensações eram tão nítidas que seria impossível ignorá-las. Era como se houvesse alguém ao meu lado, segurando minha mão, me protegendo, me amando, fazendo milhares de promessas. Sam. Eu fui capaz de reconhecer. E de repente ele não estava mais lá. Agora ele estava distante; irremediavelmente ligado a Emily. Eu caí de joelhos no chão, enterrando o rosto entre as mãos; a dor tão nítida quanto quando tudo aconteceu.

As lembranças continuavam a vir aos borbotões, parecendo sempre mais lentas e nítidas nas que causavam mais dor. Uma a uma, todas voltavam a minha mente, até o dia do acidente.

Com o corpo como se fosse se romper em mil pedaços, me levantei e voltei a correr, cada vez mais rápido, até que em um salto senti a transformação tomar conta de mim antes de tornar a tocar o solo.

Só o que desejava naquele momento era desligar novamente todas as lembranças.

o.O.o.O.o.O.o.O.o

{Jake's PoV}

- O que tem a dizer em sua defesa?

Eu ergui os olhos cautelosamente para o meu pai, que mais parecia um juiz mal-humorado olhando para um réu indiscutivelmente culpado, que no caso era eu. Esfreguei a nuca, decidindo que seria melhor desviar o foco.

- Ela anda meio desconfiada e você sabe como o temperamento da Leah é terrível, então nós acabamos discutindo e...

- Você sabe que não é disso que eu estou falando.

Talvez eu devesse mudar o discurso para "Nós dois somos adultos e sabemos o que fazemos, pai." Isso provavelmente também não funcionaria.

- A-acho que é melhor ir atrás da Leah ou ela pode acabar se perdendo. – Eu praticamente voei em direção à porta. – Depois a gente conversa, pai.

- Você não vai...! – a porta se fechou atrás de mim antes que eu ouvisse o resto da frase. Pelo menos temporariamente estaria livre. E pensaria numa boa resposta antes de voltar.

Peguei a moto na garagem e prestei atenção durante todo o trajeto até à casa dela, mas nem sinal. Não tinha como ela já ter chegado, mas resolvi checar. Afundei o dedo na campainha por uns dez segundos, antes de esmurrar a porta.

- Mas o que...?! – Seth abriu a porta, sem camisa, com os cabelos despenteados e uma expressão mal-humorada. Eu passei por ele, passando o olho pela sala à procura de alguma prova que ela tivesse chegado.

- Cadê a Leah?

- Pensei que ela estivesse com você.

Eu parei e me voltei lentamente para ele.

- Não está acobertando ela?

- Por que eu faria isso? – perguntou inocentemente. Ele não estava mentindo.

- Nós... uhn... nos desentendemos e ela se mandou. Devia ter passado por ela na estrada, mas não a vi em lugar nenhum.

Ele deu de ombros e se jogou no sofá, despreocupadamente.

- Ela deve ter visto o farol e se escondido. Sabe como ela prefere ficar sozinha quando está brava.

- Não está preocupado? Ela pode estar perdida, Seth.

- Ela não é burra, Jake. Não ia sair andando por aí a esmo. E nós conhecemos todo mundo aqui, se alguém a vir vai trazê-la de volta.

Até que tinha alguma lógica.

- Tudo bem, mas você vai fazer umas ligações. – Peguei o telefone e estendi em sua direção. Ele fez uma careta.

- Qual o problema seu e da Leah? Eu não sou telefonista de vocês!

- Menos conversa e mais ação, pirralho. – Disquei o número do Quil, enquanto ele levava o aparelho ao ouvido. – Pergunta por mim e por ela, diz que se a vir é para mandá-la para casa porque estão esperando uma ligação da Sue, entendeu?

- Não é mais fácil dizer a verdade?

- Não quero alertar o bando de Sam.

o.O.o.O.o.O.o.O.o

{Leah's PoV}

- Leah, até que enfim!

Não fiquei surpresa com a aproximação de Seth, que teve o cuidado de voltar a forma humana quando me viu; mas eu já tinha percebido sua presença quando ainda estava na forma de lobo. Continuei andando, percebendo que ele aumentava os passos para me alcançar. Por sorte só estava com a roupa de baixo quando me transformei, ou Seth teria estranhado ver a irmã andando sozinha e nua pela floresta.

- O Jake estava me deixando maluco. Eu tive que colocar uns calmantes no suco dele antes de sair para te procurar. A propósito, onde esteve?

Eu havia passado mais de uma hora sentada na beira do penhasco tentando controlar as emoções provocadas por todas as lembranças passadas. Eu me sentira como um vulcão prestes a entrar em erupção, por isso quis me afastar até me sentir suficientemente estável.

- Por aí.

Mesmo olhando para frente, deu para perceber que ele me analisava atentamente.

- Tudo bem, Leah? Você parece... não sei... diferente.

- Não precisa se preocupar mais comigo. – Eu já sei de tudo.

Alguma coisa me fez calar antes que contasse a verdade. Talvez eu ainda não estivesse pronta para encarar o presente. Na verdade, nem queria pensar nisso. Não ainda.

Eu novamente passei a frente dele, que dessa vez não fez nenhum esforço para me alcançar. Chegando em casa, subi direto para o meu quarto, mas parei na porta, chocada.

- O que ele está fazendo na minha cama?!

Seth subiu as escadas de dois em dois e parou ao meu lado.

- Ele desabou por causa dos calmantes, então eu o trouxe aqui para cima. – Seth movimentou os ombros, como se estivesse doloridos. – Pior que ele pesa uma tonelada.

Desgostosa, andei até o Jake e o cutuquei. Ele nem se moveu. Sacudi seu ombro com força, mas nada. Dei um soco no braço, chutei a canela, puxei a orelha e nada; ele parecia morto.

- Quanto você deu de calmante para ele?

- Uns quatro, ou cinco. Talvez seis, não sei, não contei.

- Meu Deus, você poderia tê-lo matado!

Seth corou, envergonhado, e de repente pareceu se dar conta de que aquela quantidade poderia fazer mal a um ser humano comum.

- Ah, sabe, esse calmante é bem fraquinho... – Suas orelhas ficaram ainda mais vermelhas; típico de quando ele mentia. – Então, não deve ter feito mal.

Eu respirei fundo; mesmo para um lobisomem, aquela poderia ser uma quantidade perigosa. Chequei a respiração e os batimentos dele e pareciam normais. Menos mal.

- Pode ser que ele acabe dormindo o dia inteiro, mas vai sobreviver. Infelizmente. – sentenciei.

- O dia inteiro?! – Seth ergueu os olhos, parecendo apavorado. – Ah, merda, ele vai me matar!

- Por que ele te mataria, Seth? – perguntei, estreitando os olhos.

- Ah, n-nada... Ele só mencionou que iria fazer alguma coisa amanhã de manhã... não consigo lembrar o quê.

- Seth!

- Ele ia fazer uma surpresa para você. É isso! – Suas orelhas novamente vermelhas contradiziam seu sorriso; mais uma mentira. – Não diga a ele que eu te contei, hein? Agora é melhor eu... ir!

Ele escapou rapidamente do quarto e eu decidi não pressioná-lo. Minha atenção se voltou para o grande predador esparramado na minha cama. Ainda tentei acordá-lo de várias maneiras, mas foi tudo em vão.

Depois de tomar um banho, fiquei um bom tempo parada pensando no que iria fazer com ele. Se eu o empurrasse, talvez ele acordasse quando desse de cara com o chão. Ou não. Era mais provável que nem se movesse mesmo se quebrasse o nariz, dopado do jeito que estava.

Eu apaguei a luz e deixei uma fresta da porta aberta, para entrar alguma luz. Passei por cima dele cuidadosamente e me deitei junto à parede, torcendo para que a cama agüentasse nós dois.

Seria meio difícil dormir imprensada entre a parede e as costas dele. Aquelas costas que mais pareciam uma parede de músculos e que praticamente gritavam para que eu tocasse... Céus, no que eu estava pensando?! Ele era o Jake!

Eu fechei os olhos e respirei fundo, mas tudo o que conseguir foi me lembrar daquele corpo pesando em mim algumas horas antes... Eu gemi e afundei o rosto no travesseiro. Sem dúvidas, eu havia perdido o juízo.

o.O.o.O.o.O.o.O.o

Estou encrencada
Mas é como estar no paraíso

Eu acordei com a vaga sensação de estar presa embaixo de um trator. Mas na verdade era só o Jacob que havia se virado e me pressionava contra a parede, ao mesmo tempo em que me esmagava com um braço e uma perna.

- Jake. – chamei em vão. – Porra, está tentando me sufocar?

Com muita dificuldade pela falta de espaço para me mover, consegui tirar seu braço de cima de mim e me virei de frente para ele, na intenção de passar por cima e sair da cama. Mas sua perna continuava sobre a minha, então decidi empurrá-lo e, felizmente, tive sucesso. Ele se esparramou de barriga para cima e eu ergui minha perna para pulá-lo. No segundo seguinte, estava sentada em seu quadril com as mãos esparramadas em seu peito. Ele resmungou alguma coisa dormindo e isso foi o suficiente para me fazer acordar para a realidade; afastei minhas mãos daquele pedaço de mau caminho e pulei para longe dele, antes que aquelas idéias malucas voltassem.

Encontrei Seth sentado na cozinha, com uma expressão abatida. Dei uma olhada no relógio, era meio-dia, mas ainda estava cedo para ele estar em casa.

- Não foi à escola?

- Hoje é sábado.

- Ah, é. – Todo esse negócio de amnésia tinha me deixado meio confusa. – Por que está com essa cara?

- O Jake já acordou?

- Não.

- Ele vai me matar. – murmurou.

- Não vai, não. Eu o estraçalho antes disso. – Seth me lançou um olhar esquisito. – Por que não me conta o que aconteceu? Eu posso te ajudar a enfrentar o... – lobo, por pouco eu não disse. – garotão lá em cima.

- Você não entenderia. – resmungou, se levantando e saindo de casa.

Tá, agora eu estava começando a me preocupar. E me ocorreu que se ele soubesse que eu havia recuperado a memória, ele poderia se abrir comigo.

- Seth, espera! Eu preciso te contar uma... coisa.

Tarde demais, ele não estava mais em lugar nenhum.

o.O.o.O.o.O.o.O.o

{Jake's PoV}

Você era tão cheio de si
Mas droga, era tão fofo, de qualquer jeito

Eu tentava abrir meus olhos, mas era terrivelmente difícil, com a cabeça pesando do jeito que estava. Com muito esforço, consegui me virar de barriga para cima. Que merda era aquela? Eu não estava de ressaca nem nada do gênero! Pelo menos não que eu lembrasse.

Mas aí eu me lembrei de uma coisa. Que eu devia me encontrar com Alice e Jasper. Me ergui subitamente e bati a cabeça em algo duro, muito duro, caindo novamente deitado. Leah destilava uma imensa lista de palavrões irreproduzíveis.

- Que merda estava tentando fazer, Leah?!

- Eu já sabia que você era um cabeça-dura, mas não imaginava que fosse tanto!

- Há, eu que tenho a cabeça dura?! Você rachou minha cabeça ao meio! – retruquei, mal-humorado. – A propósito, o que estava fazendo tão perto?

- Verificando se você estava vivo.

Eu fiquei surpreso com o excesso de ironia no seu tom de voz. Me sentei para poder observá-la melhor. Será que ainda estava brava pela noite anterior?

- Que horas você chegou? Eu não vi...

- Eu trouxe café. – me interrompeu, enfiando bruscamente a xícara na minha mão. – Quer que eu chame o Dr. Cullen? Você não me parece muito bem.

Os Cullen!

Eu devolvi a xícara para a mesinha de cabeceira e me levantei.

- Que horas são?

- Duas e quarenta.

- Da manhã? – perguntei cautelosamente, mesmo já sabendo a resposta. Ela olhou sarcasticamente para a claridade que entrava pela janela. E eu repeti todo o repertório de palavrões da Leah.

- Não quer me contar o motivo do estresse? – perguntou desdenhosamente, me seguindo para o andar de baixo.

- Nop.

- Por que não? – Ela cruzou os braços com uma expressão que poderia ter amedrontado alguém que não fosse eu.

- Por que não é da sua conta.

Não esperei para ver sua expressão de raiva e a explosão que viria em seguida. Tudo bem, talvez eu tivesse exagerado, mas não estava bem para delicadeza.

Bati a porta com força e corri em direção à mata, me transformando logo a seguir. Eu precisava procurar Alice, mesmo que fosse em vão.

o.O.o.O.o.O.o.O.o

Hey, que inferno...
Uma vez na vida vou andar do lado selvagem

Está certo que ficar xingando e andando de um lado pro outro em frente à casa dos Cullen durante uma hora não faria com que eles voltassem miraculosamente, mas isso com certeza serviu para me deixar mais calmo. Dar alguns socos numa árvore também foi legal para aliviar a tensão dos últimos dias.

Tudo bem, só mais algumas semanas para terminar a escola. Daí eu estaria livre para me mandar. Leah era um problema à parte; mas tinha esperança de que ela recuperasse a memória até lá. Talvez eu até conseguisse convencê-la a ir comigo. Não seria má idéia.

Apesar de ouvir nitidamente a música alta vinda do interior da casa, ninguém apareceu para atender a porta. Irritado, dei um pontapé que escancarou a porta, quase arrancando as dobradiças. Subi às escadas de dois em dois, seguindo a música que vinha do quarto da Leah.

Ela estava deitada com uma toalha frasqueira úmida na testa.

- Por que não abriu a porta? – Ela não se mostrou nem minimamente surpresa com minha presença ofegante em seu quarto.

- Pelo visto você soube se virar muito bem. – disse, apaticamente.

Como ela não se deu ao trabalho nem de me olhar, imaginei que devia estar com uma dor de cabeça horrível. Essa constatação atingiu em cheio minha consciência. Eu puxei a cadeira da escrivaninha e me sentei de frente para ela, com os cotovelos apoiados nos joelhos.

- Me desculpe se não fui muito educado com você. – Ela ergueu uma mão apenas para fazer um gesto de pouco caso. Eu respirei fundo para não perder a compostura. – Ainda está encucada com aquele assunto de ontem, não é? Só quero que saiba que eu não tenho escondido as coisas deliberadamente de você, Leah, acontece que têm certos detalhes que é melhor você lembrar por si mesma...

Ela afastou com violência a toalha do rosto.

- Se já acabou o discurso, pode ir embora agora.

- Caramba, Leah! Qual o seu problema?!

Ela ficou de pé em um pulo, gesticulando ameaçadoramente.

- Você, seu idiota! Você está me atazanando, esse é o meu problema!

- Eu só estou tentando acertar as coisas entre nós! – Me coloquei de pé, para não ter que olhá-la de baixo. – Mas não tenho culpa se você é tão intragável!

- Tem razão, Black! Eu não valho à pena! Agora por que não pega esse seu traseiro gordo e dá o fora daqui?!

Por trás de toda a raiva e sarcasmo que brilhavam em seu olhar, eu fui capaz de detectar um pingo de fragilidade. Provavelmente foi isso que fez com que eu me acalmasse e tentasse recomeçar.

- Escuta, Leah, eu não vim aqui para discutir... – Ela se precipitou pela porta, em direção ás escadas, e eu fui obrigado a segui-la. – Pode me ouvir? Estou tentando fazer as pazes. O que eu preciso fazer para você parar e me escutar?

- Que tal ir embora? – ela parou ao lado da porta escancarada.

Eu a encarei duramente por alguns instantes, mas ela não dava sinais de querer vacilar. Então me esparramei no sofá.

- Não saio daqui enquanto a gente não conversar.

- Então fique a vontade, por que eu vou sair. – Eu a alcancei pouco depois de atravessar o vão da porta. – Está me machucando.

- Você pode escolher: entrar por livre e espontânea vontade ou á força. – Apertei um pouco mais seu braço para lembrá-la que eu era mais forte. Com os lábios cerrados, ela deu uns poucos passos para dentro de casa. – Ótimo. Agora vamos conversar como as duas pessoas civilizadas que somos.

- Ou que devíamos ser.

Eu suspirei, numa tentativa de concentrar toda minha paciência. Minha mão continuava em seu braço, embora tivesse afrouxado o aperto. Só para garantir que ela não tentaria fugir.

- Vai me dizer o que a está incomodando?

- Por que não tenta adivinhar, sabichão?

- Você não está facilitando as coisas.

Pude perceber o quanto estava nervosa por conta da respiração ofegante. Ela me olhou por alguns segundos e abriu a boca como se fosse dizer algo, era possível ler a dor em seus olhos. Mas aí ela desviou o olhar e movimentou os braços para se livrar de mim.

- Está me machucando. – Ela deu um passo para trás assim que a soltei. Tive que cruzar os braços para não ceder ao impulso de segurá-la de novo. – Por que não vai procurar sua turma?

Minha... turma? Não consegui entender o que ela quis dizer com isso. Será que era aquela história de haver outra de novo?

Eu a segurei novamente quando tentou escapar para a cozinha.

- Acho que está na hora de esclarecermos algumas coisas.

- Não quero saber. – Ela se contorceu, tentando se soltar, o que só fez com que eu a puxasse para mais perto. Seus olhos brilhavam perigosamente e seus dentes trincaram. – Eu só quero que você me deixe em paz.

- Não, até que você me escute.

Pela maneira com que desviou os olhos, eu percebi que alguma coisa a estava incomodando. E talvez magoando. Instantaneamente, meus dedos, que antes a apertavam, deslizaram em sua pele numa suave carícia. Leah nem tentou se afastar, o que eu considerei um ótimo sinal. Estávamos tão próximos que suas coxas tocavam as minhas ao menor movimento. Eu notei a mudança de clima quando a vi ofegar.

- Vai me contar qual é o problema ou vou ter que persuadi-la?

- Jake... – Sua voz soava como uma súplica. Só não saberia se o que ela queria era que eu me afastasse ou me aproximasse. Na dúvida, puxei-a de encontro a mim antes de enterrar meu rosto em seu pescoço.

- Adoro seu cheiro. – murmurei, afastando seu cabelo do caminho e roçando o nariz atrás da orelha e seguindo em direção ao queixo. – É tão... Leah.

- Espero que isso seja um elogio. – retrucou, com os dentes rígidos.

- Pode apostar.

Quando nossos lábios se encontraram não houve delicadeza. Foi explosivo, urgente, quase violento. Minhas mãos desceram para sua cintura, aumentando o contato. Era incrível como ela se encaixava bem nos meus braços. Ela enlaçou meu pescoço, enfiando a mão nos meus cabelos. A sensação era indescritível. Quase sem perceber, andamos até que ela encostou na parede. Suas mãos deslizaram pelo meu peito, minhas costas e pressionaram minha bunda. Eu gemi enquanto minha ereção latejava contra sua barriga.

- Leah... – Ela mordeu meu lábio inferior até sangrar. Mas, ao invés da dor me fazer recuar, só aumentou minha urgência.

Com sua ajuda, me livrei do seu short e deixei minha bermuda cair. Sabia que tudo estava indo depressa demais. E havia uma parte da minha consciência que tentava colocar juízo na minha cabeça. Leah não sabe de nada. Você não pode se aproveitar dela. Mas eu podia sim. Naquele momento, com aquele corpo firme pressionando o meu, eu podia qualquer coisa.

Ela enlaçou suas pernas no meu quadril e eu a penetrei sem nenhuma cerimônia, apenas afastando os panos do caminho. Ela não se queixou, só cravou suas unhas nas minhas costas à medida que eu bombeava mais forte.

Uma mão apoiava sua coxa, enquanto a outra invadia sua blusa, apertando um seio.

- Não pára. – ela arfou, quase soletrando letra por letra, antes de morder meu ombro. Eu não poderia parar nem que eu quisesse.

Era incrível sentir seus músculos relaxando e contraindo para me receber. Estimulado, eu aumentei o ritmo para uma velocidade quase sobre-humana. Leah atingiu o ápice um milésimo de segundo antes de mim, jogando a cabeça para trás e gritando. Eu a beijei sofregamente para encobrir o grito entalado em minha própria garganta.

Como uma garota pode ser tão cega
a ponto de esquecer que você esconde seu anel?


N/A³: Oi, amooures! *-*
As coisas aconteceram meio rápido, talvez meio atropeladas nesse capítulo, mas fazer o q? Ando ansiosa, então tbm estou em ritmo acelerado. u.u'
Perdoem qualquer erro pq n consegui encontrar minha adorada beta. Por favor, peguem leve nas críticas, principalmente qnto a pretensa NC. Não tenho talento para isso, apesar de conseguir imaginar a cena mto bem. u.u'
Anyways, mto mto obrigada a vcs q ainda estão acompanhando! Amo vcs! s2

Niyama, Karisan-Karisan, , Valentyna Black, Lady McFadden, Thais J, Janete Alves, BeBe Santos, Oraculo, Ingrid F. (Me add no msn, amour, tati_smv (arroba) hotmail (ponto) com, que eu te mando o ebook), Isa Clearwater, Pandora593, Karol Kinomoto, Mari P.B'b.

Mto abrigada a tds!
Me desculpem por n responder uma a uma, mas estou com um poko de pressa.
Espero q gostem do capítulo e, por favor, n deixem de mandar reviews com opiniões e sugestões.

bjus.