Hogwarts' Tale

Capítulo 4: Eu já não vi isso antes?

Como todo bom plano de Sirius Black, eles foram pegos pelo professor Slughorn no meio da ação. Eu e Taylor assistimos tudo de camarote, é claro. Estávamos chegando ao armário de poções quando ouvimos os brados do professor. Tivemos de nos esconder atrás de uma daquelas armaduras enferrujadas tão comuns nos corredores das masmorras. Ainda pudemos escutar os pedidos de desculpas de Michael Thompson e Slug entregando a poção-antídoto a contragosto.

Depois de muitas explicações por parte do Almofadinhas, ele conseguiu inocentar o corvinal e a grifonória, Taylor acompanhou os dois quando passaram por nós e só eu fiquei para ver a semana de detenção que Sirius ia ganhar.

Agora estávamos passando pelo retrato da Mulher-Gorda, Almofadinhas longe de parecer tão desapontado quanto deveria.

"Você já era, Pontas! Quero ver você me alcançar em número de detenções agora!" – ele afirmou, dando sua típica risada-latido.

"Espera só, Almofadinhas. Já faz um tempo que não me divirto um pouco, mas quando eu resolver 'desenferrujar' você é quem vai estar perdido."

Foi quando eu a avistei, sentada em uma poltrona em frente à lareira. Ela levantou os olhos e pareceu um pouco surpresa ao encontrar os meus. Sirius percebeu e fez uma careta:

"Ah não! Já tive minha dose de manifestações amorosas por hoje. ´Tô subindo." – e com um tapa nas minhas costas ele terminou. – "Boa sorte, cara."

Ela prontamente se levantou quando comecei a andar em sua direção, e então percebi que ela tinha uma caixa nas mãos.

"Lily."

"James. Nós temos que conversar."

Acho que já ouvi isso hoje.

Eu concordei com a cabeça e fomos nos sentar no sofá, que estava vazio. As únicas pessoas além de nós no Salão Comunal àquela hora eram alguns quintoanistas estudando e um grupo de sextanistas jogando Snap Explosivo no outro canto da sala. Ela estendeu a caixa para mim e eu a peguei.

"É um presente. Como um pedido de desculpas."

Eu abri a caixa. Eram bombons. Murmurei um agradecimento. Não pude deixar de me perguntar se estavam envenenados ou com Poção do Amor, para que ela possa se livrar de mim. Lily deve ter percebido a expressão que eu tentava esconder porque continuou:

"São bombons. Foi a melhor coisa que consegui arranjar na cozinha, já que não podia mais sair do castelo."

Ainda desconfiado, ofereci a ela. Pegamos um bombom cada e esperei que Lily mordesse o dela primeiro. Sabe como é, só por precaução.

"James, eu sinto muito pelo que aconteceu. Muito mesmo. Nunca foi minha intenção que você se machucasse."

"Eu sei, Lily. Você não tem porquê se desculpar."

Ela me encarou.

"Como está se sentindo?"

"Muito bem. Pomfrey me deu a poção mais nojenta do mundo, mas que por alguma razão tira qualquer dor que você imaginar por pelo menos uma década."

Lily sorriu. "Que bom."

Ficamos alguns instantes observando o fogo. Lily parecia estar travando uma batalha interna. Ela quebrou o silêncio:

"Mas é serio James. Eu não deveria ter feito nada daquilo. Quero dizer, ela é o seu encontro. Eu não tinha o direito de ir lá e arruinar tudo."

"Eu tinha te dito que o encontro já havia acabado, Lils"

"Mesmo assim. Eu sinto mui-"

Eu interrompi – "Essa história já acabou, Lily. Não quero que continue pensando nisso."

"Mas você e ela-"

"Eu e ela? Não existe eu e ela, Lils." – tudo bem, agora era a hora. Eu tinha que deixar isso tudo que eu vinha guardando sair. Olhei profundamente nos olhos dela e continuei. – "Não existe eu e mais ninguém. Na verdade, nunca existiu realmente um eu e mais alguém porque minha mente sempre teve esperanças de que algum dia fosse eu e você."

Lily ficou me encarando enquanto processava toda a informação. Eu já estava esperando ela se levantar e gritar "Como é, Potter?" quando ela finalmente abriu um sorriso. O meu sorriso favorito a partir de agora.

Quando percebi, ela havia encostado sua testa na minha e fechado os olhos.

"Fico feliz em ouvir isso, James, porque o que eu sinto por você também é incrivelmente real." – ela sussurrou.

Eu não tive muito que pensar antes de juntar meus lábios aos dela, antes que algum desastre acontecesse ou alguém viesse atrapalhar, como normalmente acontece na minha vida. Alguma hora você simplesmente aprende a lidar com essas coisas, não é?

Mas lá estávamos nós, finalmente, meus lábios contra os dela, uma de minhas mãos naqueles cabelos inacreditavelmente cheirosos e a outra em sua cintura, enquanto as mãos dela enlaçavam-se ao meu pescoço. Segurei o impulso (só Merlin sabe como) de deitar sobre ela naquele sofá. Poderiam ter passado décadas e eu não teria notado, se os outros alunos no Salão não tivessem começado a assobiar a bater palmas. Lily logo separou-se de mim, constrangida, e encostou a cabeça em meu ombro. Nós ficamos rindo até que as exclamações cessassem.

Então ela levantou a cabeça e me encarou, parecia confusa.

"James?"

"Sim."

"O que faremos agora?"

Precisei de um instante para responder.

"Acho que seria melhor namorarmos primeiro, e depois casar."


N/A: Último capítulo! Espero que tenham gostado, todos os que comentaram e os que não.

Obrigada pelas reviews e espero estar de volta logo logo!

E um obrigada especial pra minha beta Bruh Prongs, que estah sempre me apoiando e ajudando! Te adoro chuchu de morango!

Beijos!