Capítulo III

"O Segundo Beijo"

RONY! _ Hermione chamava, pelos terrenos da escola _ Rony, onde você está?

Cansada da batalha e da noite não dormida, Hermione se recostou em uma árvore para poder esfriar a cabeça e pensar melhor com os olhos fechados. Após alguns instantes de reflexão, Hermione decidiu continuar a busca. Foi quando abriu os olhos e recomeçou a andar. Poucos passos depois, parou. Lá estava ele. A pessoa que mais queria ver naquele instante. Sentado próximo ao lago, em um trecho mais afastado estava Rony Weasley.

Hermione se aproximou lentamente. Queria anunciar-se de alguma forma, mas também não queria surpreendê-lo chorando ou algo do tipo. Hermione sabia o quanto Rony era fechado e sabia também que ele detestaria ser surpreendido tão frágil.

Tentou chamá-lo pelo nome, mas a voz não saiu. Porque era tão difícil? Era só o Rony, pôxa. Aquele Rony que cresceu com ela. Um de seus melhores amigos. Seu amor. Sentiu o coração disparar ao pensar nisso. Estacou no lugar que estava.

Era a primeira vez que ficaria sozinha com Rony desde o momento em que estiverem na Câmara Secreta.

FlashBack

Rolou um certo clima quando estávam sozinhos lá dentro, que foi abafado pela gravidade da situação em que estavam.

Depois foram para a Sala Precisa. Rony se procupou com os elfos. Foi tão fofo, que quando seu deu conta, já estava com os lábios colados aos dele. Com os braços em seu pescoço. Sentiu instantes depois os braços dele a envolverem e sua boca responder a boca dela.

Seus braços eram fortes. Tinha sido carregada por eles semanas antes, mas por estar muito fraca, não tinha percebido a força que eles tinham. Ou talvez Rony só estivesse botando uma força extra naquele abraço, pois sentiu seus pés sairem do chão e seus corpos balançarem suavimente.

Fim Do FlashBack

Não tinham conversado sobre isso depois. Foram direto para a luta, depois para o velório. O que será que aconteceria com eles agora? Tinham ultrapassado as barreiras da amizade. Tinham admitido um para o outro naquele beijo que se gostavam. Bom... Pelo menos ela tinha admitido. Rony poderia muito bem estar tendo um momento "masculino" e ter se aproveitado para tirar uma casquinha dela.

"Não seja idiota!" _ ela se repreendeu _ "Rony não é assim. Não faria isso."

Mas ela ainda tinha dúvidas. Dúvidas que precisavam ser resolvidas para que seu coração se acalmasse. Por algum tempo, continuou ali, parada. E Rony, perdido em seus pensamentos, não registrou a sua presença.

Longos minutos se passaram. Precisava agir. Mas e se Rony ficasse zangado por ter sido surpreendido? Hermione sabia o quanto ele podia ficar mal humorado quando queria. E se fosse grosseiro com ela? Ela estava tão cansada, física e psicologicamente. Não suportaria mais um baque.

Mas, por outro lado, e se Rony resolvesse admitir o sofrimento e esperar dela palavras de consolo? O que ela poderia dizer que curasse o seu coração sendo que o seu próprio sangrava por vê-lo daquele jeito.

Tentou mais uma vez chamar por seu nome. A voz não saiu. Decidiu se aproximar. A passos lentos e silenciosos, ela chegou perto dele.

Rony olhava tristemente as águas lisas do lago. Como podia estar tão imóvel com todo o vento em volta? Talvez refletisse o estado estático que seu coração se encontrava agora. Perdido em seus pensamentos, ele se sobressaltou levemente ao perceber que uma mão gentil tocava seu ombro. Secou disfarçadamente as lágrimas e virou aos poucos, para ver quem era. Ao olhar a mão que o tocava, reconheceu imediatamente de quem se tratava. Obsevou cada detalhe daquela garota por anos.

E não se enganou ao perceber que, ao erguer os olhos, Hermione Granger o observava com olhos tristes. Como aquilo o feria. Detestava vê-la chorando. Isso sempre o incomodou. Desde o segundo ano, quando Malfoy a chamara de Sangue Ruim e ela chorou ofendida. Aquilo tinha criado nele um desejo inesplicável de atacar Malfoy da forma mais dolorida possível.

E lá estava ela de novo. Frágil. Chorando e Rony sabia (ralhando consigo mesmo por pensar isso) que era por ele. Ela estava preocupada com ele. Tinha vindo procurá-lo para saber como estava e Rony se supreendeu ao perceber que naquele momento, ela era a única a quem ele queria por perto. A única que poderia acalmar nele a dor em seu coração, pois lhe despertava um sentimento igualmente forte: Amor.

Hermione percebeu que Rony a olhava fixamente. Esperava uma explosão do rapaz a qualquer momento e isso a deixava ansiosa. Queria saber o que ele pensava e ele não paráva de fixá-la.

Rony, eu...

Ele continuou a olhá-la sem nada a dizer.

Eu... Vim ver como... Como você estava. Mas se você não quiser ninguém por perto eu... Eu vou ententer (começou a soltar a mão. Rony a segurou).

Fica. _foi a única coisa que ele disse. Foi o suficiente para Hermione, que sentiu a mão de Rony puxar a sua e aos poucos ir conduzindo ela para a sua frente.

Hermione não fez objeção. Deixou-se ser conduzida por Rony, que abriu mais o espaço entre as pernas para que Hermione pudesse ali se sentar, no chão, muito próxima dele. Próxima demais...

Seus olhos se cruzaram. Não precisavam conversar sobre o que tinha acontecido na Sala Precisa. Aquela troca de olhares dizia tudo. Não deveriam mais continuar como amigos. O que sentiam era forte demais.

Hermione sentiu quando os dedos de Rony tocaram levemente sua face, e escorregaram para seus lábios. Ela percebeu que os olhos dele também desceram para lá. Então, fechou levemente os próprios olhos.

Sentiu a respiração de Rony mais próxima equanto seu coração parecia sair pela boca.

Seus lábios se tocaram. Primeiro leve e docemente. Depois, de forma mais urgente, como se precisacem dizer tudo o que sentiam naquele momento.

Quando suas bocas se separaram, houve mais uma troca de olhares, e Hermione deixou-se ser abraçada por Rony, encontado sua cabeça no peito dele.

Cerca de uma hora depois, Sra Weasley ergue as mãos para o céu ao perceber que Hermione tinha encontrado seu filho, mas o mesmo tempo, fica supresa ao perceber, que eles vêm de mãos dadas...

FIM