Resumo / Trailer:

"Há coisas que são importantes, mesmo que não queiramos fazê-las. Ou quão perigosas sejam."

Numa época distante...

O que há de errado com você, garoto?

Uma ajuda desnecessária... Ou nem tanto assim...

Não queria que você estivesse aqui, é perigoso!

Salvando pessoas amadas...

-Corra! Não há outro jeito! CORRA!

Como conviver sem revelar tal segredo?

-De que época vocês vieram? Vocês falam tão diferente de nós!

Ao mesmo tempo divertido...

-Seus pais é uma comédia!

Ao mesmo tempo triste...

-É ruim vê-los brigar, não acha?

Convivendo com traidores...

-Estou com fome!

-Cala a boca, Rabicho!

Mas há um jeito de ajudar...

-Estamos com você, garoto!

Tornando-os responsáveis...

-Nunca imaginei que falaria isso a sério!

Revelando os amores improváveis...

-É impossível! Eu e ele? – perguntaram juntas.

Impedindo inimigos...

-Você nunca mais fará suas maldades a partir de hoje!

Claro, há felicidades em meio de tudo...

-Jamais pensei ser tão feliz assim...

E um final pacifico e feliz...

-Missão cumprida, hora de partir!

Capitulo 1:

A missão

Havia passado um ano e meio desde a queda de Lord Voldemort, ou se é que ele era digno de ser chamado de Lord. O mundo bruxo estava feliz, os comersais da morte em Azkaban, Kingsley era ministro e ninguém poderia administrar o ministério melhor que tal. Hogwarts estava sob direção de McGonagall e Harry era, ainda, muito comentado pelos jornais bruxos, seu nome, o de Rony, Hermione e Neville estavam nos sapos de chocolate. Toda a admiração que Harry nunca gostara de ter havia dobrado de tamanho. A varinha Anciã estava em seu lugar, no tumulo de Dumbledore, a Pedra da ressurreição estava enterrada em algum ponto da floresta, pois com a manada de Centauros ela foi soterrada no solo da mata. A capa estava, ainda, tento muita utilidade para Harry.

Estava, durante todo esse um ano e meio, morando na Toca. Havia sido os melhores dias, os melhores meses da sua vida, vivendo com sua "família". Dédalo Diggle e Hestia Jones tinham buscado seus tios, e agora estavam mais tranqüilos vivendo sem preocupação em Surrey. Há pouco tempo tinha pedido permissão para seus tios, para poder buscar todos os restos dos seus pertences, que, milagrosamente, eles não tinham jogado fora. E há um ano e quatro meses atrás, tinha pedido para o Sr. E a Sra. Weasley para poder namorar Gina com o consentimento deles, que fora concedido quase imediatamente após seus engasgos de vergonha. O clima na Toca ainda não era o mesmo, Jorge andava melancólico com a morte do irmão gêmeo, mas aos poucos estava recuperando a viva alegria. Estivera tão desanimado que nem tirar uma com a cara de Harry ele conseguiu tirar, quando o garoto engasgou-se ao pedir Gina em namoro.

Sr. Weasley agora era o braço direito do Ministro, e agora era bem mais aceito com seu cargo. Os Weasley não foram mais chamados de "traidores de sangue" e o mundo bruxo estava feliz o mais possível, todos agora viviam tranqüilamente graças ao Menino-Que-Sobreviveu.

Porém, Harry estava ajudando Gina na cozinha em um dia claro, enquanto Hermione e Rony brincavam com Teddy na sala. O garotinho tinha se afeiçoado tanto a Harry e Gina que algumas vezes chegava a chamá-lo de pai e Gina de mãe, que olhavam-no com o coração apertado. Sra. Weasley estava dando comida para as galinhas quando o patrono do senhor Weasley entrou pela casa, parando na sala, mas de lá do quintal, ela pôde ouvir.

"Kingsley está vindo comigo, assunto urgente com Harry"

E a doninha se desfez tão rapidamente quanto apareceu.

Os jovens se entreolharam apreensivos e logo a Sra. Weasley entrou afobada na sala.

-O que será que... – começou ela, mas foi interrompida com o estalido de desaparatação do Marido e do Ministro.

-Dia Molly! – cumprimentou a voz grave de Kingsley antes mesmo de todos ali o verem claramente.

-Olá, Ministro. – respondeu ela. – Arthur?

-Molly. – retornou ele, sorrindo, mas um pouco preocupado. -Olá, Harry, Rony, Hermione, Gina. – continuou ele, sem prestar atenção nos olhares interrogativos da esposa.

-Harry. – cumprimentou Kingsley. Harry apenas acenou com a cabeça. – Weasley, Granger, Srta. Weasley. – continuou cumprimentando.

-Kingsley tem um assunto muito importante para tratar com você, Harry. Por isso ele veio comigo hoje, após o trabalho. - o Sr. Weasley foi explicando, mais para a esposa do que para os garotos que estavam ali.

-Muito bem. – pigarreou Kingsley. – Temo que você possa achar isso um absurdo Harry, mas infelizmente não são apenas rumores. – Harry olhou-o estranho, porém, o ministro continuou falando. – Temo também que você poderá não aceitar o que vou lhe propor, porém é de extremo perigo que estou falando. - Harry olhou desconfiado, trocando olhares com os amigos. Molly estava intrigada, e Arthur abaixara a cabeça, apenas escutando. -Lucio Malfoy e Rodolfo Lestrange, - continuou ele. – estavam em Azkaban, como você mesmo sabe. – Harry concordou. – porém, os guardas me disseram que estavam murmurando durante o sono como algo de "voltar ao passado" repetidamente.

- O que você quis dizer com "estavam"? – perguntou Harry, cauteloso.

-Eu quis dizer que, acho que você não leu o Profeta esta manha, por isso não sabe, Rodolfo e Lucio fugiram de Azkaban anteontem à noite. – respondeu o ministro, cabisbaixo. Ficou frustrado de repente. – O problema é que eles infiltraram no ministério e conseguiram roubar alguns vira-tempos e duas varinhas que estavam em uma redoma, que foram varinhas de quem estava em Azkaban. E como voce sabia, não quebrávamos mais varinhas, e guardávamos na redoma. E eles pegaram de volta as que lhes pertenciam.

Harry ficou em silencio, esperando pelo pior.

Kingsley fez uma cara de que a verdade ainda era dolorosa, e de que algum jeito ia deixar Harry estupefato. E ele já estava se preparando para isso.

-Eles querem – Kingsley voltou a falar, com o rosto martirizado. – Eu sei que é um risco, mas eles estão dispostos a correr, e eu também estou, Harry.

-Fale de uma vez, Ministro. – retrucou Harry, mais friamente do que tinha planejado.

-Eles querem voltar ao passado, na época de seus pais, para poder destruí-los lá. E salvar seus parceiros, Comersais da Morte, e principalmente, seu Lord, para jamais serem destruídos. –terminou ele, olhando minuciosamente para Harry. – Não contente com isso, querem destruir Dumbledore no passado também, assim como dominar o ministério como fizeram à dois anos atrás.

O silencio foi estabelecido naquele lugar. Ninguém queria falar, ninguém tinha o que falar. E o primeiro a cortar o silencio foi o Sr. Weasley.

-A única solução, Harry, é que você e mais alguém volte ao passado para poder te ajudar a parar esses seguidores fervorosos. Se nossos cálculos e rumores estiverem certos, eles já estão em viagem para o passado. E como todo o mundo sabe, voce é o único que poderia derrotá-lo. Novamente. No passado, presente e no futuro. Seu destino é livre das artes das trevas. Não há outra esperança a não ser voce e mais alguém ir também, para lhe ajudar.

-Não quero que ninguém se arrisque. – murmurou Harry.

-Imaginei que dissesse isso. – ironizou Rony. – Sem essa, Harry, um de nós vai com você.

-Você precisa de nossa ajuda. – completou Hermione. – Foi assim no passado, vai ser assim agora. Ou no passado mais longe.

Gina ficou em silencio, ela já tinha um plano.

-Não quero que vocês se machuquem, não quero perder vocês no passado! – esbravejou Harry, nervoso.

-Harry. – chamou Kingsley – sei que não sou o ideal para lhe dizer isso, mas quanto mais união, melhor é a força para vence-los. Como diria Dumbledore: Você tem um poder que eles não tem: o amor.

Harry sentiu raiva de Kingsley. Não tinha a menos pretensão de ouvir os discursos apaixonados dele que não devia ir sem alguém, mas não suportaria perder mais alguém de sua "família", porém não falou mais nada.

-Bom, se decidir alguma coisa, estarei em meu gabinete, no 2º andar do Ministério. – completou Kingsley, dando um breve aceno de despedida, saindo em direção ao jardim, e aparatando.