Capitulo 6:

O desenrolar dos fatos.

Tiago e Sirius já estavam cada um com um violão, e na roda só faltava mesmo Harry e Gina.

- Estou tentando imaginar o Sirius cantando. – sussurrou Gina no ouvido de Harry, fazendo-o gargalhar.

- Eu também. – ele murmurou depois em resposta. Sentaram-se na roda, e Tiago deu um pigarreio, olhou para Sirius de canto e este sorriu, então começaram a tocar o violão, logo cantando a musica juntos.

Ela é atriz, ela faz cena,

Ela mete uma pressão.

Se joga na minha frente...

Me engana não !

Feito cobra mal matada,

Ela rebola, eu passo mal,

Com o nariz empinado...

Ela é tal!

Se eu mando um xaveco,

Ela finge não ouvir,

Mas se eu grito: '' Olha a bruxa'',

Vem discutir

Tua psicologia tá um tanto

Quando errada,

Ou me aceita de uma vez...

Ou tá danada!

(refrão)

Você diz que não me ama,

Você diz que não me quer

Mais ficar pagando pau,

Qual é que é?

Todo dia seu teatro é

Exatamente igual,

Você finge que me

Odeia mais no fundo

Paga pau!

Os dois cantavam em perfeita sintonia, pareciam ter treinado especialmente para cantar pras meninas. Remo maneava a cabeça, e Lily e Lene estavam vermelhas de raiva. Não era a toa, afinal, os garotos se achavam até mesmo cantando musica! E Lily sabia muito bem que no mundo trouxa, "bruxa" era um xingamento muito mal educado.

E ao terminarem a musica, eles sorriram entre si, e era visível que Remo, Tonks, Gina e Harry seguravam o riso a todo o custo. Lene levantou-se rapidamente, conjurou um microfone, balançou a varinha no ar e já começou a introdução da musica e ela começou a rebolar. Sirius já não prestava atenção em mais nada, e os outros apenas assistiam-nos, divertidos.

Se tem uma coisa que me deixa passada

É gritar comigo sem eu ter feito nada,

Se tem uma coisa que eu não admito

É gritar comigo

Você gosta de mandar

Você só me faz sofrer

Você só sabe gritar

E grita sem saber

Mas sem mim que você não vive

Sem meus cuidados amor

Fala baixinho comigo

A sua dona chegou

Vem aqui que agora eu tô mandando

Vem meu cachorrinho a sua dona tá chamando (4x)

Sit, junto, sentado, calado (2x)

Se tem uma coisa que me deixa passada

É gritar comigo sem eu ter feito nada,

Se tem uma coisa que eu não admito

É gritar comigo

Você gosta de mandar

Você só me faz sofrer

Você só sabe gritar

E grita sem saber

Mas sem mim você não vive

Sem meus cuidados amor

Fala baixinho comigo

Que a sua dona chegou

Vem aqui que agora eu tô mandando

Vem meu cachorrinho a sua dona tá chamando(4x)

sit, junto, sentado, calado(2x)

Você gosta de mandar

Você só me faz sofrer

Você só sabe gritar

E grita sem saber

Mas sem mim você não vive

Sem meus cuidados amor

Fala baixinho comigo

A sua dona chegou

Vem aqui que agora eu tô mandando

Vem meu cachorrinho a sua dona tá chamando(10x)

Vem aqui

sit, junto, sentado e calado(2x)

E ela continuou rebolando até a musica parar.

- Hey, isso foi alguma indireta? – perguntou Sirius, quando ele voltou de transe. Lene apenas sorriu misteriosa para ele, e voltou para se sentar ao lado de Lily, que tinha um sorriso maroto nos lábios.

Dessa vez, Tiago levantou, repetindo os gestos de Lene.

Who o ow

Wh ow

Who o ooo

Ye ye yeah

O simples torna ela demais

[...]

Tento entender

"Por que ainda ligo pra você?"

Ela só me diz não

Pra mim já tornou padrão

E faz, por querer

Te vejo na minha (Te vejo na minha)

Vai ser só minha (Vai ser só minha)

Falo tão sério, é sério você vai

Vai ser só minha (Vai ser só minha)

Vem ser só minha (Vai ser você)

Aposto um beijo que você me quer

Who o ow

Wh ow

Who o oaaaa

Eu te completo baby

Who o ow

Wh ow

Who o oooo

Vem que é certo baby

[...]

Te vejo na minha (Te vejo na minha)

Vai ser só minha (Vai ser só minha)

Falo tão sério, é sério você vai

Vai ser só minha (Vai ser só minha)

Vem ser só minha (Vai ser você)

Aposto um beijo que você me quer!

Who o ow

Wh ow

Who o oooo

Eu te completo baby

Who o ow

Wh ow

Who o oooo

Vem que é certo baby

Te ver no sábado e escutar

Tudo que eu já sei, pode decorar

Não é fácil

Eu não me faço

Egoísta, sim, eu não nego

Por isso insisto em ti e me entrego mais, mais, mais

Who o ow

Wh ow

Who o oooo

Who o ow

Wh ow

Who o oooo

Aposto um beijo que você me quer!

Who o ow

Wh ow

Who o oooo

Eu te completo baby

O simples torna ela demais

[...]

Paguei pra ver

Por que é que eu liguei pra você?

Ao terminar a musica, as garotas perceberam que os meninos cantavam com Tiago, e o sorriso de Lily já tinha apagado a muito tempo, sendo trocado por um aspecto sério e seus olhos estavam estreitos. Ela tentava imaginar uma musica para cantar, para alfinetar o maroto também.

Neste momento, Harry se levantou, murmurando algo sobre precisar pensar. Obviamente Gina lhe acompanhou.

Ele sentou-se no mesmo banco que estivera a pouco, e Gina, mais uma vez, sentou ao seu lado. Ela começou a passar a mão pelo braço do garoto, e este respirou fundo, contendo um gemido de stress.

- Não queria que você estivesse aqui, é perigoso! – ele murmurou para ela, sem olhá-la nos olhos, porque era a sua maior alegria tê-la ali, ao seu lado.

Ela soltou a mão dele num átimo.

- O que há de errado com você, garoto? – ele estranhou o fato dela dizer "garoto" e não "Harry". Ela estava furiosa.

Ele olhou-a, um tanto assustado. Ela tinha adquirido a expressão brava de sua mãe, o que a tornava extremamente parecida com a matriarca.

- Tudo voce tem que fazer sozinho, tudo é perigoso para mim... – ela começou a desabar sobre ele, e ele ficou um pouco chateado. – Eu não te entendo, sinceramente, Harry! Eu vim porque eu quis, eu sei das conseqüências, eu sei que é perigoso, mas eu nunca, jamais deixaria voce vir sozinho! Se coloque no meu lugar.

E dizendo isso, ela se afastou, voltando para os marotos, deixando Harry aturdido e afogado em pensamentos sufocantes.

Mas quando Gina chegou na rodinha, eles já não estavam cantando mais, estavam apenas conversando e Lily exibia um ar exasperado de contrariedade.

Com raiva, Gina se joga no sofá e fica emburrada com Lily. Sirius segura o riso, e Tiago sai a procura de Harry, que ainda estava parado com cara de bobo.

- Elas são idênticas, não é? – perguntou Tiago, sentando-se ao lado de Harry. Este o olhou curioso. – Lily e a Gina. O mesmo gênio, o mesmo sorriso...

Harry assentiu, sem olhar para o pai.

- Voce pode contar o que quiser, sabe disso, não é? – pressionou Tiago. Harry respirou fundo mais uma vez. Não ia cometer outro deslize, como cometera com Sirius.

- Sim, eu sei. – respondeu curtamente. Respirou fundo mais uma vez. – Mas eu tenho que esperar sinais, sinais que podem alterar ou não o futuro, se é que me entende.

Tiago franziu o cenho.

- Eu não sou tão tapado, Harry Potter. - começou Tiago. – Não sou burro a ponto de não perceber que voce é meu filho.

Harry estralou o pescoço ao olhar rapidamente para Tiago, com feição incrédula e assustada.

- Lily tem o mesmo tom exato de cor dos olhos que os seus, voce tem a responsabilidade que ela tem, voce tem o mesmo nariz, voce tem o nome do filho que ela gostaria de dar. Voce é idêntico a mim, tem o mesmo sorriso maroto, o mesmo cabelo levantado ao lado direito, e uma falha no lado esquerdo lateral da cabeça, no meio dos fios. Voce devia ter a mesma altura que eu aos dezesseis anos, a encrenca sempre está ao seu alcance, voce ama uma ruiva, e faria tudo por ela. Exatamente como eu. Exatamente como Lily. Meu futuro é junto ao dela, já ouvi uma profecia assim quando era pequeno e meus pais convidaram Cassandra Trelawney para almoçar conosco. Sempre soube.

Harry não disse nada, porem não negou também. Seu pai sabia demais para o bem dele próprio, e não era melhor encorajar.

Ouviram um suspiro pesado e um soluço atrás deles.

Lily e Gina tinham ouvido tudo o que Tiago acabara de dizer.

Os dois se levantaram num átimo, e ficaram olhando para ambas. Gina tinha uma expressão cansada e ao mesmo tempo, feliz por Lily ouvir algumas verdades. A expressão de Lily era beira a desafio e descrença, com um pouco de felicidade também.

- Lily... – murmurou Tiago, indo em direção da garota, enquanto esta entrava para dentro da casa novamente.

-Me deixe em paz. – ela rebateu. – Quero pensar sozinha, quero ficar sozinha. Preciso pensar. – ela ficou murmurando incoerentemente até chegar no topo da escada, virar o corredor a encostar na parede. Porém, Tiago não a obedeceu (como sempre) e logo estava ao seu lado.

- Quanto tempo mais voce vai precisar? – ele perguntou com carinho. – Quanto tempo mais eu vou esperar por voce? – seu tom era questionador, porém era doce e ele mantinha um sorriso calmo no rosto.

- Então é isso mesmo? – ela olhou para ele, pois durante todo este tempo, ela esteve olhando para seus pés, apenas refletindo.

- Sim, mas do que voce está se referindo, exatamente? – ele sorriu, se aproximando mais e segurando a mão da garota, como um consolo.

- Voce me ama, eu te amo, e estaremos juntos assim, pra sempre? – ela tornou a resposta numa pergunta, com um sorrisinho maroto nos lábios.

- Teremos um lar, um filho, muito amor e carinho para todos. – ele completou a idéia, com um brilhante sorriso, e abraçou-a, que retribuiu, para surpresa do maroto.

- Eu quero ouvir de voce, - ela murmurou para ele.

- Eu te amo, Lily. – ele respondeu, sem precisar saber o que ela queria ouvir. Ele conhecia muito bem a ruivinha para saber o que ela pedia.

- Eu não te odeio, Potter. – ela retornou, achando difícil mudar a frase: Eu te odeio, Potter, para a totalmente contraria, Eu te amo, Tiago.

- Ainda não disse o que eu quero ouvir. – ele resmungou no ouvido dela, sorrindo, consequentemente fazendo-a sorrir e suspirar.

- Eu te amo, Tiago. – a palavra Tiago arranhou um pouco a garganta dela, mais saiu, mais fácil do que ela imaginava.

- Eu sabia. – ele disse, brincando. Ela riu levemente.

Gina estava sendo difícil, e Harry sabia disso. Ela o olhava séria, e ele não sabia o que dizer. Após um momento, ela deu as costas, e ele a chamou, fazendo-a parar.

- Me perdoe. – ele disse, quando ela o olhou com cara de "Que foi?". – Eu sou mesmo um idiota.

Ele viu, quase pode senti-la desarmar-se com suas palavras. A muralha que ela construiu superficialmente foi derrubada com o simples "perdoe" dele e com a carinha de coitado que ela sabia que ele não tinha consciência.

Ela suspirou fundo e caminhou rapidamente na direção dele, jogando-se, e laçando o pescoço dele com os braços.

- Sim, voce é um idiota. – e então, se beijaram calmamente.

- Eu te amo, não importo com mais nada. – ele disse quando se separaram.

Gina abiu a boca, mas não pode terminar a frase.

Lily ficou estática ao perceber Tiago se aproximando para beijá-la.

Mas o BAAAAAAAAAANG que soou na rua da casa deles impediu que os dois casais tivessem as vidas resolvidas.

Na sala, os que estavam ali, ou seja, Sirius, Lene, Tonks e Remo, se levantaram num átimo, se entreolhando com medo.

Gina arregalou os olhos, e um gelo desceu pelo estomago de Harry.

Lily deu um pulo de susto e Tiago olhou rapidamente para a escada, e no segundo seguinte, todos se encontravam na sala, com as varinhas nas mãos, e Harry era o que liderava o grupo, indo rapidamente para a frente da casa. Ele já esperava ver capuzes negros na frente do portão, mas não podia negar que aquilo o deixou pior quando suas suspeitas foram confirmadas.

Havia ali, meia dúzia de comersais, prontos para atacar.

A partir do momento em que puseram os pés pra fora da soleira da porta, os comersais começaram a atacar com toda a força, e os meninos já começaram a se defender. Harry tinha preocupação em dobro. Ele queria cuidar de todos, principalmente de Tiago e Lily. Ele tinha a habilidade de mandar dois feitiços de uma vez só e então, conseguia cuidar de quatro comersais deixando um para cada um. Gina também ajudava como podia, mas ela tinha uma sensação de que podia fazer mais do que apenas bloquear os feitiços dos comersais. Como os dois que vieram do futuro já sabiam feitiços não-verbais, isso dava alguma vantagem, e também os marotos, especialmente Tiago e Sirius, sabiam muito bem se defender e atacar. Já não pareciam aqueles dois desordeiros que deixavam Hogwarts e Filch com dor de cabeça, com as pernas pro ar.

As garotas, apenas se defendiam apesar de Lily e Lene atacarem muito bem seus oponentes.

Caindo a mascara de um, Harry já saberia que grau de potencia aqueles tinham, mas ele não conseguiu fazer com que a marcara de nenhum caísse. NO entanto, quando Remo conseguiu derrubar um, o que duelava ao seu lado ficou extremamente curioso e ele próprio tirou a marcara.

Harry congelou. Aquele era o Malfoy que veio do futuro, e seu companheiro, era, com certeza, Rodolfo.

O homem apontou a varinha para Remo, que naquele momento, ficou estático e apavorado. Os outros ainda duelavam para poderem perceber o que se passava ali.

- Seu mestiço imundo! – berrou Lucio, furioso. – Vai pagar por isso!

Ao levantar a varinha, eles escutaram uma voz fina, suave e fria gritar rapidamente e curtamente.

- Avada Kedavra.

O feitiço verde que cortou o ar na frente dos combatentes foi como uma flecha certeira, mas que passou rapidamente por Lucius e acertou o que estava ao seu lado, duelando com Tonks.

Todos olharam em direção a voz, porém não encontraram nada, nem ninguém.

Não podiam perder tempo em procurar saber quem era, apenas agradecer aos céus pela ajuda.

Voltaram-se rapidamente para quem tinha caído morto e era Joseph Crabbe.

Rapidamente, os que ali estavam, ergueram a varinha para começar um novo duelo, e houve mais uma aparição. Mais seis comersais aparataram ali, e Harry não via saída para ninguém ali.

Virou-se então para Gina, que olhava atônita para os novos comersais.

- Vá! – madou Harry, e ela o olhou totalmente incrédula. – Pegue Lily e Tiago e vá! Se possível, pegue os outros! Essa luta é minha! Eu tenho que salvá-los.

- Não podemos deixá-lo aqui. – ralhou Tiago, com ar de bravura.

- Harry, voce está sendo nobre e idiota de novo! – ralhou Gina.

Mais feitiços passaram sobre suas cabeças. Harry ficou impaciente.

- Corra! Não há outro jeito! CORRA! – ele gritou, depois que um raio vermelho passou de raspão em Gina. Ela estreitou os olhos.

- Os outros vão, porém eu fico.

- Não seja teimosa, Gina. – resmungou Harry enquanto puxava a varinha para bloquear dois feitiços.

Quando cinco feitiços vinham em direção a eles, na visão de Gina, pareciam vir em câmera lenta. Ela não tinha reação alguma, e todos também olharam para os feitiços, e acertariam eles em cheio.

Instintivamente, Gina ergueu o braço direito, como se protegesse apenas com um braço só. Esticou-o bem e respirou fundo.

Do seu braço, formou-se uma barreira tão poderosa que os feitiços bateram ali, e as paredes da casa e o chão tremeram. Ela olhou para os comersais, seus olhos já não estavam mais castanhos, eram negros.

Com o braço já mais perto de seu corpo, ela retraiu os dedos e alongou-os de novo, e quando os dedos se esticaram totalmente, os comersais foram jogados longe, como se ela tivesse estuporado-os.

Entre eles ali, havia apenas choque, e o mais afetado ali era Harry.

Novamente, Lucio foi o mais forte e se levantou.

- Não era pra voce estar aqui, Potter.

- Mais uma vez, voce terá que ser derrotado, Malfoy. – rebateu Harry, se enchendo de coragem.

- Voce não morreu pela mão do Lord, no futuro, mas vai morrer agora, pelas minhas mãos, ou pelas mãos dele. Dessa vez voce não vai sobreviver.

- Eu não diria isso se fosse voce. – confrontou Gina, com uma fúria incontrolável.

- Quem é voce pra incitar o que eu devo dizer, sua traidorazinha de sangue idiota? – rebateu Lucio, deixando todos ali furiosos. – Vocês não devem viver, e vão morrer neste tempo, sem ter a chance de completar ou me impedir de fazer o que deve ser feito.

- Eu acho que não. – murmurou a voz que estava escondida.

Uma garota, de estatura média, de cabelos loiros reluzentes, e de olhos tão negros quanto a noite saiu dos arbustos ali perto, e caminhou na direção dos garotos, mas ficando entre Lucio e eles.

- Quem é voce? – perguntou Sirius, curioso.

- Apresentações mais tarde. – respondeu a menina tão fria que Sirius não conseguiu repelir o impulso de se afastar dela.

Os outros se entreolharam, temerosos. Quem seria aquela menina estranha e autoconfiante?

Lucio ergueu uma sobrancelha para a garota, não fez a pergunta obvia ali (quem era ela) e apontou a varinha para ela.

- Encarce... – começou Lucio, mas a garota maneou com a mão como se espantasse uma mosca a dez centímetros do seu rosto, e a varinha de Lucio foi parar longe.

- Andem seus inúteis! – ordenou ele para os Comensais que ainda olhavam para a varinha do outro, totalmente abismados. – Ataque-os!

Estimulada pela loira, Gina movimenta suas mãos exatamente como tinha feito e novamente os comensais são jogados como se fossem estuporados.

Gina sorri para si mesma e contempla suas mãos. Os outros apenas olhavam o decorrer do duelo.

-Vamos, - a menina de voz fria falou novamente, dirigindo-se a Lucio. – Pegue sua varinha e partimos para um duelo mais justo.

Sem pestanejar, o homem se joga para sua varinha, e a ergue rapidamente, sem esperar nada, lança feitiços em todas as direções, querendo acertar o máximo de pessoas possíveis. A loira se posta como escudo aos outros, e consegue bloquear todos os feitiços do comensal, que estava cada vez mais furioso.

- O Lord não veio pessoalmente hoje, Potter, porque tinha outras coisas mais importantes pra fazer. – desviou de um feitiço da loira, e lançou mais três na direção deles.

- Voce quis dizer que ele não acreditou em voce, Malfoy. – respondeu a loira, sem alterar sua expressão. – Eu [i] sei [/i] quando estão mentindo.

- Quem é voce, sua imunda? – desta vez ele não se conteve e perguntou.

- Alguém que voce não devia estimular para uma briga, Lucio. – respondeu uma voz cansada, e então o duelo acabou.

Alvo Dumbledore estava sorrindo calmamente para os jovens e para o comensal também.

- Vamos. – rangeu Lucio, quando viu que já não tinha mais chance de fazer alguma coisa ali. Os comensais se levantaram e aparataram no mesmo instante que Lucio, e então Dumbledore desfez o sorriso e deu um longo suspiro cansado.

- Dumbledore? – perguntou Tiago, atônito.

-Não, Pontas, é o meu avô de vestes, só que ele pensa que é cueca samba canção. – rebateu Sirius, com tom de zombaria.

A loira arqueou as sobrancelhas, visivelmente desaprovando a falta de educação com os mais velhos do maroto.

- Tenho uma grande pena de sua família, Sirius. – respondeu Dumbledore, sorrindo. – Voce magoa muito os sentimentos deles falando assim.

Sirius deu um bufo de impaciência.

- Como se eles tivessem algum.

Todos riram, menos a loira, que não entendia nada. Ficaram parados por alguns instantes, e Dumbledore sorriu.

- Suponho que fui convidado a entrar. – e rumou para a porta de entrada e todos marcharam atrás, menos a garota loira.

Dumbledore parou na soleira da porta e olhou em direção a loira, que olhava sem expressão para aquele grupo de deslocados.

- Venha, Agnes, pode entrar. – e então olhou para Tiago, depois olhou para a menina. – Eu sei que, pelo código de ética dos Potter, voce é bem vinda!

Ela não deu nenhum passo durante cinco segundos.

Ela respirou fundo, guardou a varinha e caminhou rapidamente atrás de todos ali.

Ao chegar na sala, todos se acomodaram e Dumbledore anunciou.

- Queridos, esta é Agnes Wallace.

Agora que eles tinha permissão de admirá-la, eles perceberam o quanto aquela menina era bonita. Ela tinha os cabelos loiros reluzentes que batiam pela sua cintura, lisos, e os olhos, como os de Gina, já não estavam mais negros, e a cor dos olhos dela era num azul tão claro e perfeito que chegava a ser quase branco, e era hipnotizante. Ela tinha uma cicatriz fina e curvalínea que saía de perto de sua orelha, quase no cabelo, e ia até perto da boca, cortando totalmente sua bochecha, mas isso não diminuía a beleza dela.

Ela tinha o corpo bonito, apesar de ser bem magra, e sua feição era angelical, mesmo com uma frieza que não combinava com o rostinho delicado.

- Bem vinda, Agnes! – disse Tiago, sincero em suas boas vindas.

- Obrigado, Potter. – a garota se mexeu incomodada com os olhares de inspeção que eles lhe davam, apesar de nunca ter ligado para isso.

- Nunca te vi em Hogwarts. – "Nunca fiquei com voce em Hogwarts, linda." Sirius completou em pensamento, franzindo o cenho.

- Talvez porque eu nunca tenha ido à Hogwarts, Black. – ela respondeu friamente. Aquilo doía nela. Quantas brigas não tivera com os pais por isso?

- Não por isso. – interveio Dumbledore. – Conversei com seus pais, e concordamos que para sua segurança, voce deve ir para Hogwarts este ano.

- Por que voce nunca foi até lá? – perguntou Tonks, não querendo ser indelicada, mas não conseguiu esconder a curiosidade.

Agnes suspirou, e olhou para Dumbledore. Ele acenou afirmativamente, incentivando-a a falar sobre sua vida, um tema de conversa que ela não apreciava muito.

- Meu nome é Agnes Wallace, tenho 16 anos, e sou filha de Davis Wallace e Corina Wallace. Fui criada em casa, minha educação é refinada e meus feitiços são extra potentes. Que mais vocês querem saber? – ninguém notou a ironia na voz fria e calma.

- O motivo de não ter ido para Hogwarts, claro! – respondeu Sirius, com cara de deboche.

Ela virou o olho devagar em direção de Sirius, como se tivesse preguiça e tédio de olhar para ele. Isso não passou despercebido pelo maroto, que já criou uma idéia para provocar a garota. Ele não tinha gostado nem um pouco do jeito dela.

- Porque, assim como Gina, eu sou uma pouvoir.

O silencio que se seguiu foi tão denso que os marotos pareciam que podia ser pego no ar. As garotas, exceto Lene, não sabiam o que era, e dos marotos, apenas Tiago não sabia. Gina e Harry não sabiam também.

- Er... – Lily parecia sem graça ao perguntar. – O que significa isso? O que é uma ou um pouvoir?

- Pouvoir, - interveio Lene, e Remo abriu a boca para falar ao mesmo tempo, então Lene, sabendo que ele explicaria melhor, deixou para ele. – O que sabemos, pelo que há nos livros, é que um pouvoir é o tipo mais poderoso de bruxo. O mais forte, em todos os sentimentos, e forte em uma batalha. Ele pode duelar com um exército de bruxos maus e vencer, ele não precisa de varinha para fazer feitiços, e às vezes, quem estiver ao lado de um pouvoir pode sentir o poder emanando em volta dele. É um bruxo tão poderoso e perigoso ao mesmo tempo, pois um pouvoir não pode se alterar, ou então quem o ofendeu ou irritou pode estar correndo risco de morte. Tem que ter muito autocontrole e sabedoria com este. No entanto, nunca tinham falado seriamente sobre pouvoirs e eu acreditava que nunca estivesse existido, realmente.

Remo se virou para Dumbledore ao soar a ultima frase. Os outros ainda olhavam para a loira, e Harry olhava para Gina, que tinha os olhos arregalados.

- Pouvoirs viveram clandestinamente nos últimos tempos, em que os bruxos estão mais preconceituosos. Assim como Agnes, eles têm crescido em casa, quando os pais percebem que o bebê ou a criança é um pouvoir. – Dumbledore olhou para Gina com um sorriso doce. – Gina, voce não é uma pouvoir por inteira. Os poderes apenas se desenterraram em voce porque tinha uma igual a voce por perto. Voce não é perigosa, voce não terá isso sempre. São apenas meros poderes a mais que voce tem. Agnes sabe que é assim desde criança e sua educação rigorosa a fez ser assim, controlando sempre suas emoções, e não deixando-se abater ou irritar facilmente. E como temos certeza disso, ela estará indo para Hogwarts este ano. Voldemort também já sabe que ela é uma bruxa poderosa, e para não expô-la, o lugar mais segura é a nossa querida escola. E garanto que vocês serão grandes amigos.

"Até parece" pensou Sirius com um olhar maléfico.

Todos sorriram docemente para ela. A moça não alterou muito a expressão, mas parecia querer sorrir de algo muito engraçado que ninguém mais sabia.

- Pode sorrir, querida. – disse Dumbledore. – Agora voce tem amigos, escola e pessoas que vão cuidar de voce com menos freqüência.

A garota sorriu, e o sorriso dela era lindo. Mesmo que não o fizesse com muita freqüência.

-Senhor. – chamou Harry, quando Dumbledore deixou a sala e já ia pelos jardins. Dumbledore parou, e Harry parou de correr também. – Agora que Lily sabe pelo menos o começo da história, que eu sou filho dela, e que Tiago a ama mesmo, quando iniciaremos a jornada a procura das Horcruxes?

Dumbledore lançou um olhar sombrio.

- Creio que temos que ser apressado, Harry. Lucio não contou o motivo de sua estadia aqui no passado, e duvido muito que Voldemort confiaria em suas palavras. No momento, ele está tentando pegar confiança dele, e enquanto isso, é um bom momento para irmos atrás das horcruxes.

Harry assentiu devagar.

- E os outros...? – perguntou Harry. – Quando começarem a me perguntar sobre a minha vida, o que eu passei no futuro?

- Creio que, por hora, você só conte as coisas mais leves. – Dumbledore piscou. – Deixe o mais difícil para depois. – Harry assentiu novamente. – Boa Noite, Harry.

- Boa noite, professor. – respondeu ele, e quando piscou, Dumbledore já havia sumido.

Com um suspiro, Harry refez seu caminho de volta para a sala, onde todos conversavam alegremente, e a menina loira, permanecia calada.