. Fanfic UA (Universo Alternativo)

Casais: InoxGaara

Disclaimer: Ninguém me pertence e sim ao Kishimoto- Sama, mas se me pertencessem eu só queria o Gaara.

Capitulo 9: Strangers ( Estranhos)

"Disse que não estamos namorando

Somos apenas estranhas

Com a mesma maldita vontade

De ser tocada, de ser amada, de sentir qualquer coisa"

(Strangers - Halsey ft Lauren Jauregui)

O último ano havia sido um verdadeiro pesadelo para Ino e a jovem tinha pleno entendimento de que boa parte dos eventos ocorridos haviam sido culpa sua. A loira estava girando aleatoriamente no gelo, tentando desenvolver alguma coreografia solo que a deixasse minimamente feliz com a sua missão. No último toe loop estava exausta e saiu deslizando sobre o gelo. Nada daquilo era especial mais. A culpa pela morte de Sai ainda era ferida aberta.

Ela notou que estava sendo observada. Sasuke estava na arquibancada a observando girar no gelo. Mesmo a contragosto Ino patinou até onde ele estava.

- A que devo a honra? - Ino perguntou dando giros largos no gelo.

- Acho que está na hora de conversarmos direito. - Sasuke respondeu apático.

O moreno se levantou e ficou em pé, próximo à amurada.

- Não temos nada para conversar Sasuke. - Ino declarou patinando para longe quando ele gritou seu nome e ela virou para olhá-lo ainda fazendo círculos no gelo.

- Claro que temos, precisamos acabar com essa distância. Sou namorado da sua futura irmã. - Sasuke gritava

- Os almoços de família vão ser complicados então. - Ino debochou

Ino fez um Lutz, quase errando a entrada de costas com a perna direita.

- Sei que erramos, principalmente eu errei! Mas sinto a sua falta Ino, sinto falta da minha amiga.

- Sasuke o que fizemos não tem perdão fácil. Se quer que eu sorria e fale com você. Eu irei, mas não me peça pra relevar o que aconteceu. Não dá.

Ela tentava novamente o Lutz, simplesmente por não aceitar seu erro no anterior.

- Ino eu me sinto tão culpado quanto você! Pois eu gostei daquilo e me sinto um imbecil por ter forçado algo.

Ino começou a deslizar para próximo de onde ele estava.

- E você acha que eu não gostei? Passei anos tirando você do meu coração, você começa a namorar a minha irmã e naquele momento específico você me magoou. Me senti um pedaço de carne. Usável.

A sinceridade de Ino veio como um sono no estômago de Sasuke.

- Eu não queria te fazer sentir isso… desculpa. Eu só pensei no que eu precisava, no que eu não tinha e você estava sendo tão desinibida que… me excedi.

- Espero que você esteja bem agora, pois não sei ser tapa buraco da carência dos outros. - Ino declarou com desdem

- Eu amo a Sakura e cometi um erro terrível com você.

Ino apertou os lábios em um sorriso forçado.

- Fico feliz de você e a Sakura terem se acertado, de verdade. Eu e você fomos somente aquilo e nada mais. Nossa amizade não pode ser retomada, pois em algum momento poderemos machucar a Sakura com esse segredo imundo.

- Eu entendo Ino. - Sasuke abaixou a cabeça, decepcionado.

- Se um dia você casar com a minha irmã estarei no casamento, mas nunca pense que voltaremos a ser amigos. O que tínhamos morreu naquele armário de vassouras.

Sasuke se retirou, deixando Ino sozinha novamente. A loira se deitou no gelo deixando as suas lágrimas correrem soltas. Pelo bem de Sakura deveria fazer aquele sacrifício, pois sabia que se ela e Sasuke ficassem novamente próximos iriam se beijar e (Deus o livre) até fazer coisas mais erradas. Sakura não merecia pagar pelas atitudes erradas de Ino.

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A loira andava pelo fórum com seu terninho azul marinho e salto fino. Os cabelos com tranças no topo da cabeça. Depois do atentado Inoichi havia obrigado Ino a procurar uma tarefa remunerada e a loira conseguiu com um de seus professores um estágio na defensoria.

A loira estava auxiliando nos processos já haviam seis meses e todos no fórum a conheciam e a tratavam muito bem. Ela estava concentrada lendo alguns processos quando bateram à porta.

- Pode entrar. - Disse a loira sem tirar os olhos dos papéis.

- Bom dia Ino. - A voz inconfundível do ruivo a saudou ela teve que olhar para ele.

Já faziam muitos meses desde a última vez que se viram. Hoje ela era uma pessoa totalmente diferente. Ele estava com um terno preto e gravata vermelha, contrastando com os seus cabelos que estavam penteados de forma alinhada para trás.

- O que faz aqui? - Ino perguntou sem delicadeza

- Eu soube que trabalhava aqui e resolvi vê-la. - Gaara respondeu sincero. - Você está bem?

Ele se sentou na cadeira à frente dela. Os olhos verdes dele continuavam a exercer certo magnetismo na loira.

- Estou e você? - Ela mentiu

- Estou trabalhando para os meus irmãos agora. Gerenciando o setor de engenharia da empresa Sabaku. - Ele respondeu entediado. - Fiz isso por você sabia?

- Gaara… Fico feliz por você, de verdade. - Ela estava sendo sincera.

- Posso levá-la para almoçar hoje? - Ele perguntou sem rodeios.

O clima entre os dois estava pesado, haviam muitas mágoas pendentes entre eles, precisavam resolver seus assuntos enquanto podiam.

-Tudo bem. - Ino respondeu - Me encontre no Aburame's às 13h.

Gaara acenou positivamente e saiu da sala dizendo que a aguardaria lá pontualmente. Ino chegou ao restaurante e Gaara já estava a sua espera. Os dois pediram lámen e conversavam bobagens enquanto aguardavam.

- Gostei do seu novo estilo - Ino sorriu

- Gostei do seu, mas preferia o antigo. Era mais fácil tirar as suas roupas. - Gaara respondeu, malicioso como sempre.

- Já não possuo mais nada daquele estilo. Meu pai jogou fora. - Ino disse - Na verdade ele jogou todas as minhas roupas fora. Tive que comprar tudo novamente e aos poucos.

Ino sorriu sem graça, tomando um gole de sua água. Achou de melhor tom não beber tão cedo do dia.

- Sinto muito por você - Gaara disse sincero.

- Foi um momento complicado. Meu pai gritava comigo todos os dias, me impediu de fazer muitas coisas… Ele estava decepcionado. - Confessou Ino.

- Tive que voltar pra Suna, já não estou mais na UOK e estou quase me formando lá. Meus irmãos pegaram pesado comigo, mas já estou no caminho certo. Só não consigo largar o cigarro, meu eterno pecado. - Gaara falava enquanto tomava um gole d'água.

Os dois se olhavam com cumplicidade, sabendo que haviam sido transgressores e mesmo com Gaara repetindo que não a colocaria em riscos, os riscos foram atrás dela. O almoço veio e foi enquanto eles trocavam fragmentos de suas vidas separados.

- Com você eu tive os meses mais loucos da minha vida. Me diverti demais, mas passou.- Ino disse sem graça.

Gaara segurou a mão da loira sobre a mesa, o semblante dela estava aparentando uma tristeza latente.

- Sinto muito pelo que aconteceu com o seu amigo. Sinto muito por ter sido afastado de você por isso. - Gaara falava - Eu mudei Yamanaka. Estou sendo uma pessoa certinha agora, igual os caras que você costumava sair na UOK. Inclusive pensei que a encontraria com aquele Uchiha.

Ino se moveu desconfortavelmente na cadeira ao ouvir a última parte do discurso de Gaara.

- Sabe bem que eu quis ficar com você porque você não era igual a esses caras. Você não era certinho e confesso que sinto falta disso… falta do perigo, da adrenalina, falta das drogas - Ino falava apertando a mão dele no final- Falta de você.

- Acha que seu pai me odeia muito ainda? Mesmo se eu for lá e disser que toda aquela vida de delinquência é coisa do passado?

O restaurante estava lotado, pois era horário de almoço no centro comercial e as pessoas falavam alto e riam. Porém, para aqueles dois o mundo era deles.

- É muito difícil saber. Só tentando. O coração dele anda meio mole, pois vai se casar novamente. - Ino sorriu. - Quer ser meu acompanhante?

- Sem dúvidas. - O sorriso dele aquecia o coração dela.

Ao saírem do restaurante Gaara segurou-a junto de si e sussurrou em seu ouvido.

- Sinto falta de você loira, de você inteira. - Ele disse isso e os pelos da loira se eriçaram.

Ino segurou a mão dele com força.

- Não preciso voltar ao fórum hoje. Arranje um lugar com uma cama e maconha e serei toda sua. - Ino disse rapidamente antes de seu momento de loucura passar.

Os olhos de Gaara cintilaram, ele tinha como obedecer aos desejos dos dois.

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A mansão Yamanaka estava tendo um dia movimentado, a organização do casamento havia deixado muitas coisas para o dia e havia conturbado dia-a-dia dos empregados da mansão. Ino ainda estava deitada trocando mensagens com Gaara em seu smartphone. Havia avisado seu pai que levaria um acompanhante para a festa, mas ainda estava apreensiva com a possível reação de Inoichi, pois não havia dito que esse seu acompanhante era Gaara.

Sakura entrou no quarto de Ino sem cerimônias, estava radiante com todo o futuro festejo.

- Quem diria, Ino porquinha, que o seu pai iria se casar com a minha mãe.

- Foi a coisa mais surpreendente que essa casa já passou depois que eu emiti alertas da polícia pela minha má conduta. - Ino brincou

Sakura se deitou ao lado da loira brincando com os cabelos longos dela.

- Você estava mais feliz naquele tempo do que agora. Às vezes eu acho que se o Sai não tivesse sido assassinado naquela noite você ainda estaria feliz. - Sakura falava com toda a sua usual honestidade.

- Talvez eu estivesse presa ou morta…

- Duvido demais Ino. Vocês eram muito inteligentes iam se safar. O que aconteceu ao Sai foi uma fatalidade.

Mesmo após meses e muita reflexão e sabendo que Sakura estava certa, a loira não deixava de se culpar.

-Fatalidade ou não, ele morreu e eu virei escória da sociedade por uns belos meses. - Ino falava com sinceridade - Já me tranquiliza saber que já me esqueceram.

Sakura sentou-se na cama.

- Você tem falado com o Gaara? - Sakura perguntou receosa

- Sim...Voltamos a nos falar há umas duas semanas. Ele está trabalhando e mora em um lugar menos cabuloso agora.

- Ele sabe que você vai morar em Pequim?

- Não, pois ainda não está nada certo se irei ou não para lá. - Ino respondeu se espreguiçando - Papai quer que eu cuide do setor jurídico da Yamanaka's…

- É o que você quer? - Sakura mais do que qualquer outra pessoa conhecia Ino.

- Eu só queria morar sozinha, ter meu canto, mas já vou fazer isso de qualquer forma.

A rosada sentiu que era a melhor hora para abordar outro assunto importante.

- Ino… O que aconteceu entre você e o Sasuke, porque brigaram?

- Tomamos ações que nos magoaram profundamente e para não afetar o relacionamento dele com você e o meu com o Gaara foi melhor nos afastarmos.

- Vocês se beijaram ou algo assim?

O desconforto de Ino fez Sakura ficar levemente chocada e desconfiada.

- Vocês...se beijaram? Naquele dia? - Sakura estava ficando vermelha.

- Não Sakura… Sasuke apenas foi imbecil e eu também. Falamos o que não devia nunca ser dito por ninguém e provavelmente se voltássemos a andar juntos isso seria um elefante branco no meio da sala.

A expressão fechada de Sakura se desanuviou aos poucos e Ino agradeceu aos Deuses por ter contado uma meia verdade. Sakura jamais viveria com a verdade, não agora que elas seriam oficialmente irmãs.

- Não se preocupe que só brigarei com ele novamente se ele a magoar de alguma forma, fora isso pode relaxar que ficarei quieta no meu canto.

- Quero que você seja feliz como eu sou Ino.

- Serei. - Ino sorriu.

Sakura a abraçou e saiu do aposento, já ia começar a se maquiar e fazer os cabelos. Ino havia declinado de todas essas futilidades, mesmos sendo com Deidara. Ino queria dormir um pouco para se preparar para o embate entre seu pai e Gaara.

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Hinata estava deslumbrante em seu vestido longo em tons florais alaranjados. Naruto estava ao lado da jovem Hyuuga com seu terno preto, dessa vez eles aparentavam ter se acertado.

Neji e Tenten, agora noivos, conversavam baixinho em um dos cantos do salão.

Sakura estava deslumbrante em seu vestido róseo de mademoiselle e sorria serena ao lado de Sasuke.

Ino estava uma pilha de nervos, fumava na varanda enquanto os noivos faziam a sua primeira dança. Viu quando o carro preto sedã parou à porta. Ela jogou o cigarro ao chão e amassou com a ponta de seu sapato de salto fino. Ela estava com o mesmo vestido de Sakura, pois havia sido mademoiselle também, mas o seu estava mais bem desenhado no busto devido seus seios grandes.

A loira recebeu Gaara à porta e sorriu quando ele depositou um beijo casto em sua bochecha.

- Linda a minha loira.

Aquela velha possessividade tão conhecida de Ino. Os dois entraram no salão de dança sem chamar tanta atenção de todos, mas Inoichi notou. Sasami o segurou pelo braço pedindo para não fazer uma cena.

Inoichi se aproximou do jovem casal.

- Acredito que saiba que não é bem vindo nesta casa. - Inoichi declarou à Gaara

O ruivo sorriu educadamente.

- Vim para uma conversa honesta e adulta com o senhor. Uma que está pendente há um ano.

- Se é o seu desejo. Vamos ao escritório

Os dois homens entrar no escritório com as portas trancadas. Ino havia ficado apreensiva e agora era real. Os dois estavam conversando e ela não podia fazer nada.

Sakura viu a cena se desenrolar e seguiu Ino que passou nervosa para a sacada novamente. Ino tremia tirando da bolsa seu cigarro de maconha. Precisava relaxar.

- O que ele veio fazer aqui Ino? – Sakura perguntou preocupada

- Gaara veio falar com o papai sobre eu e ele, como se papai fosse ligar. – Ino deu uma risada nervosa.

Sakura abraçou Ino de forma protetora.

- Vai dar tudo certo Inuxa, você vai ver.

A festa continuava em seu desenvolvimento normal, poucos convidados notaram a ausência de Inoichi. Os dois homens passaram quase duas horas trancados conversando e quando saíram encontraram as três mulheres da casa, Ino, Sasami e Sakura, os esperando apreensivas.

Gaara andou até Ino, a abraçando forte.

- Está tudo bem agora. – Ele disse baixo para somente ela ouvir.

O peso no coração de Ino se transformou em uma pluma.

- Vamos Sasami, temos uma festa para curtir. – Declarou Inoichi deixando o resto dos jovens à sós.

Sakura sorriu para os dois e voltou para o salão também, indo para o seu namorado.

O restante da festa transcorreu em normalidade. Em meio à confusão com os convidados Ino levou Gaara para o seu quarto. Os dois dormiram juntos, saboreando cada segundo perto um do outro. Gaara nunca disse o que aconteceu no escritório, apenas comentou que eles haviam tido uma "conversa séria" e que "mesmo com ameaças severas" Inoichi havia aceitado que eles tinham um relacionamento que não precisava ser secreto.

Quatro anos depois...

O belo casal jantava serenamente enquanto trocava juras de amor quando um dos seguranças sussurrou no ouvido de Gaara uma mensagem que deixou o ruivo apreensivo.

- Precisamos ir embora, algo aconteceu. – O ruivo declarou

Ino o olhava intrigada.

- O que houve? – Ela recolheu sua clutch da mesa.

Gaara apenas rosnou, o segurança já havia ficado responsável de pagar a conta. Eles precisavam voltar para casa o mais breve possível.

- Gaara, o que aconteceu?! – Ino já estava preocupada, pegando o telefone para ligar para casa.

Ao entrarem em seu apartamento a babá estava andando para todos os lados, o bebê ruivo não parava de chorar. Gaara retirou seu blazer e pegou a criança dos braços da garota.

- Pronto monstrinho, papai está aqui.- O ruivo o embalava para os lados enquanto cantava uma velha canção de rock americano.

Ino o observava. Aquela era a primeira vez que eles saiam sozinhos desde que o bebê havia nascido. A criança ainda era uma pequena bolota branca com os cabelos ruivos, mas Gaara era profundamente apegado ao garoto.

Gaara colocou a criança de volta ao berço assim que este dormiu. Ino ficou à porta do quarto observando o ruivo.

- Você sabe que pagamos para a babá cuidar dele para podermos sair... – Ino disse se divertindo da situação.

- Meu filho estava chorando há mais de cinco minutos, era uma emergência. – Gaara respondeu emburrado.

Ino se aproximou dele, o abraçando.

- Nem parece que cuidava de armas e drogas na juventude. Com medo de sair e o bebê morrer de chorar por fome. – Ino disse sorrindo.

- Essa bolota manda em mim. Você me perdeu Ino. – Gaara brincou.

Os dois ficaram ali mais alguns minutos até deixarem o bebê sozinho e seguirem para o seu quarto. As transgressões da juventude haviam sido apagadas no momento em que Gaara colocou o bebê em seus braços e o chamou de "Sai". Seu precioso Sai.

.FIM.

N.A: Bem, a fic chegou ao fim. Como dito anteriormente, ela precisava de um final. Não foi como deveria, mas aqui estamos.

Obrigada aos que ainda lêem. Bjs bjs e até as próximas aventuras.