Capítulo 10

"A Verdade Revelada"

- Vo... cê? _ Rony havia se assustado _ ... O que faz aqui?

- Eu sei o que iria fazer, meu jovem. _ respondeu _ E não permitirei que o faça.

Rony virou-se enfurecido para os olhos determinados de Luna Lovegood.

- Quem pensa que é... _ Rony explodiu _ Quem pensa que é para me impedir de me juntar a minha amada esposa?

- Fazendo o que iria fazer... _ ela continuou _ ... Só iriam se afastar ainda mais.

Rony ficou confuso.

- Co... Como assim?

- Bem, é que ela...

- VOCÊ! _ uma voz ressoou pelo recinto. A voz do senhor Granger ao ver o jovem Weasley ao lado do caixão de sua filha. _ Weasley, imundo! O que pensa fazer ao lado de minha menina?

- Viu só, querido. _ a senhora Granger comentou _ Eu disse que haviam pessoas aqui dentro e o frei é cúmplice disso. _ ela estava indignada.

- Não pode ser. _ Wendel espantou-se _ Isso não é possível. Luna! _ ele notou a presença da jovem _ Você está com ele? Como pôde!

- Se-Senhor, eu...

- Estou desapontado. Como foi se juntar a esse indigno? E principalmente, o que ele quer aqui no velório de minha filha?

- Eu o chamei. _ a voz de Alvo surgiu entre os murmúrios dos parentes e amigos dos Granger _ Achei que ele deveria se despedir da esposa.

Silêncio geral.

- Da... O que?...

- É isso mesmo, senhor Granger. _ Rony anunciou, os olhos inchados mas a voz cheia de determinação _ Hermione é minha esposa. Casamo-nos no dia em que Simas foi morto. Ela já é uma Weasley a algum tempo.

- Isso é mentira! _ todos começaram a gritar.

- Eu vou matar ele! _ Krum pulou em sua direção tendo que ser contido por algumas pessoas que não tinham preferência por nenhum lado e gostavam igualmente das duas famlias.

Uma confusão geral se formou. Muitos queriam partir para cima de Rony enquanto frei Alvo exigia respeito por eles e pela igreja. A confusão se tornou grande a tal ponto que o som foi ouvido nas ruas e não tardou a entrarem diversos Weasleys no recinto em defesa de Rony. Estavam todos alterados demais para perceber qualquer mudança no local...

De costas para o caixão, Rony se sobressaltou ao sentir alguém tocar sua mão. Depois de tudo, Luna ainda estava querendo lhe dar apoio? Tentou ignorá-la, já que o havia impedido de se juntar a Hermione. Mas a mão era insistente e quando se virou contrariado viu que Luna estava longe dele, junto com o pai e que quem segurava a sua mão o olhava com um lindo sorriso e os olhos cheios de amor.

- Hermione... _ ele ficou sem reação por algum tempo _ ... Como... Como você...

- Eu sabia que você viria me buscar. _ ela disse, sentando-se um pouco zonza pelo efeito da poção _ Frei Alvo tinha razão.

Ele ainda não acreditava. Como era possível? Até a alguns minutos atrás ela estava ali... Gelada e agora falava com ele?

Foi aí que entendeu o que Luna dissera. Ela não tinha morrido. Era tudo um plano para ficarem juntos. Ele realmente se afastaria de verdade dela se tirasse sua vida. Agora nada os impediria. Deveria a Luna pelo resto da vida. Sorrindo de orelha a orelha, Rony a beijou com fervor, sendo interrompidos somente pelos gritos espantados dos presentes.

- Oh, meus Deus! _ gritavam

- Hermione está viva! _ outros exclamaram.

A confusão foi substituída por outra, agora de abraços e lágrimas emocionadas pela presença da jovem entre eles.

- Ah, Hermione querida! _ Mônica chorava copiosamente, abraçada a filha _ Não imagina o alívio que sinto.

- Mamãe, acalme-se. _ ela ponderava _ Está tudo bem comigo.

- E que história é essa de ser uma Weasley? _ o pai quis saber _ Isso é mentira, não? Esse moleque não sabe o que diz. Vocês nem ao menos se conheciam, não é? _ Wendel tentava acreditar nisso, apesar de ter visto os dois se beijando.

Libertando-se do abraço da mãe, Hermione olhou para todos com seriedade. Ela foi até onde Rony estava, deixando que o braço dele a envolvesse num abraço protetor.

- Não, meu pai. _ ela respondeu _ Não é mentira. Rony e eu nos casamos no mesmo dia em que meu primo foi morto. Consumamos nossa união naquela noite. Eu pertenço a Rony e ele a mim.

- Não! _ Wendel exclamou, desesperado _ Não vou tolerar minha filha casada com um Weasley! Isso não admitirei nunca!

- Eu é que não quero meu filho se envolvendo com qualquer uma como uma Granger! _ Arthur exclamou. Rony se voltou contra ele.

- Controle a língua ao falar da minha esposa! _ ele gritou, Hermione contendo-o.

- Rony, não...

- Pode ser meu pai mas não permitirei que a ofenda de qualquer maneira!

- Seu maldito traidor ingrato! _ Arthur respondeu ao filho _ Não é mais meu filho!

- Pois prefiro deixar de ser a aturar suas grosseiras com minha amada Hermione!

- Rony... _ Hermione o olhava com carinho.

- Como vou aceitar que se case com a filha desse maldito traidor?

- Eu, maldito traidor? _ Wendel se voltou contra ele _ Você que me expulsou da sociedade sem nenhum motivo aparente.

- Como nenhum motivo aparente? _ a briga agora era entre os dois _ Você estava me roubando!

- Eu não! Você me roubava e ainda me expulsou da sociedade e fez minha família passar necessidades!

- Eu nunca fiz isso!

- Fez sim!

- Seu manipulador mentiroso...

- Ora seu...

Os dois começaram a se agredir mutuamente e uma nova confusão se formou. O governador Aberforth já tinha sido informado disso e já estava tentando apaziguar as coisas, mas nem seus soldados interferindo nem suas ameaças de punição foram suficientes para separar aqueles dois e as famílias que interferiam.

A briga só foi interrompida, quando uma voz ecoou por todo o salão.

- PAREM COM ISSO. _ a voz de Dino ressoou _ OS DOIS ESTÃO ERRADOS.

Todos pararam para ver o rapaz entrar, os braços carregados de documentos.

- O que quer dizer com isso, senhor Tomas? _ Arthur quis saber.

- É Dino, eu também não entendi. _ Wendel questionou.

- Alguém sim estava dando um golpe na "Hogsmade Presentes E Decorações", mas não foi nem Wendel Granger e nem Arthur Weasley. Quem vinha fazendo isso era outra pessoa. Alguém com inveja do poder que perdeu... Alguém ambicioso e que enquanto pegava o que não era seu providenciava tudo para que outro levasse a culpa. Alguém muito esperto, mas não o bastante já que não destruiu as provas.

Tom, olhou furiosamente para Pedro.

- - Não exigi que destruisse essas porcarias? - _ ele cochichou para o empregado aterrorizado.

- - E eu iria fazer isso amanhã! - _ ele se defendeu _ -Não imaginava que esse... Pivete estaria me seguindo! -

- - Imbecil! _ ele bronqueou tentando sair de fininho _ - Isso era para ter sido feito a quize anos! -

- Vamos, Dino! _ Wendel quis saber _ Quem é, afinal.

- Tom Servolo Riddle. _ ele anunciou em alto em bom som.

- Segurem ele! _ Aberforth exclamou aos guardas, que conseguiram impedir que o homem fugisse.

- Dino... _ Wendel já desconfiava, mas mesmo assim ficara espantado. Mas nem tanto quanto Arthur, que ainda era sócio de Tom e que confiava nele. _ ... Você tem certeza?

- Sim, senhor. _ Dino foi até ele _ Estou com as provas aqui.

Distribuiu igualmente os documentos entre os dois patriarcas das famílias. Um silêncio agourento se formou enquanto os olhos dos dois percorriam aquelas palavras.

- Maldito... _ Wendel se virou contra Tom, sendo seguido por Arthur.

- Como pôde me apunhalar desse jeito, Tom? _ Arthur dizia _ Eu fiz você ser alguém. Não tinha nada antes de se associar a mim. E olha o que faz!

- O mundo é dos espertos, Arthur. _ ele dizia, sarcástico _ Não tenho culpa de você ser um imbecil completo.

- Ora, seu... _ Arthur foi para cima dele, sendo contido pelos filhos.

- Tantas vidas perdidas... _ Wendel comentava, com voz de nojo _ ... Tanto ódio... Tantas desavenças por sua causa!

Tom não respondeu, mas não parecia nem um pouco arrependido com o que fizera.

- E o que faremos com você, hein senhor Riddle? _ Aberforth questionou.

- Para mim poderiam matá-lo! _ disse Arthur, cuspindo no homem.

- Meu pai, eu tenho uma idéia melhor. _ a voz de Rony tornou a ser ouvida _ Ele fez tudo isso por ambição, não é? Porque queria mais e mais sem se importar com nada ou ninguém. Sugiro então que todos os seus bens sejam retirados e doados a quem precisar. E que ele trabalhe para comer. Que dê valor as poucas coisas e aprenda a respeitar as outras pessoas. Que seja proibido de sair da cidade para que não engane mais ninguém lá fora e que todos na cidade saibam o que ele fez, para que também não sejam enganados.

Arthur se compôs.

- Sim, meu filho. Você está certo. _ olhava para Tom com repugnância _ Nem morrer esse crápula merece. Senhor governador, eu concordo com meu filho.

- Eu também. _ Wendel se pronunciou, recebendo um cumprimento respeitoso do agora ex. inimigo e novamente amigo.

- Pois bem, então. _ Aberforth enfatizou _ Que isso seja feito.

Tom não gostou nem um pouco dessa solução, mas era isso ou morrer. Preferiu não discutir. Pedro também era indicado como cúmplice pelos documentos e teve o mesmo destino.

Wendel e Arthur se abraçaram em um gesto de amizade.

- Me desculpe por todos esses anos, meu amigo. _ Arthur comentou, emocionado _ Não sei como pude desconfiar de você.

- O mesmo para você. _ Wendel concordou _ Não sei como pude achar que me trairia sem um motivo.

Os dois estavam muito felizes. Apesar desses anos todos de rincha, era puro rancor pelo que acreditavam que o outro tinha feito. No fundo eles se gostavam muito e sentiam a falta um do outro.

Após o pessoal se afastar, os pais se viraram para o jovem casal que a um tempo não dizia nada, só aproveitavam a presença um do outro.

- E quanto a vocês... _ Wendel começou.

Hermione e Rony se olharam preocupados, olhando para os pais.

- Papai... Eu sinto muito pelo o que fiz. _ Hermione começou _ Não queria enganar o senhor, mas não queria me casar com outro. Rony é o homem da minha vida. Eu não seria feliz com outra pessoa. Por favor... Não me separe dele.

- Pai... _ Rony virou-se para Arthur _ ... Você me conhece. Eu nunca faria nada contra a sua vontade se realmente não fosse importante para mim. E Hermione é a minha vida. Eu quase tomei veneno ao achar que ela tinha morrido. Foi a Luna que me impediu disso.

Arthur ficou surpreso com essa informação. Rony continuou:

- Eu nunca vou viver sem ela assim como ela nunca viverá sem mim. Somos almas gêmeas. Não podem nos separar.

Arthur e Wendel se olharam, sorrindo em seguida para os filhos.

- E porque faríamos isso? _ Arthur questionou.

- Esse rapaz é filho do meu melhor amigo. O que eu teria contra? _ Wendel comentou.

- Ah, papai! _ Hermione exclamou, pulando nos braços do pai, dando-lhe uma abraço forte _ Eu amo você.

Arthur piscou para o filho que sorria, feliz. Hermione voltou a beijar Rony, com ainda mais fervor. Já que estavam todos juntos, Frei Alvo acabou celebrando uma nova missa de casamento para os dois, agora com todos aqueles que amavam presentes.

Lá fora, o dia começava a amanhecer. E os primeiros raios de sol indicavam não só o começo de um novo dia, mas o começo da nova vida de todos os moradores de Hogwarts.

Uma nova vida que prometia apenas paz e felicidade.

FIM


Snif... Snif...

Ai... Eu amo um final feliz...

Eu sei que no fim o Romeu e a Julieta morrem e que vai ter quem queira me matar por deixá-los vivos. E que só eles morrendo é que as famílias se acertariam...

Mas eu não gosto disso! Sempre disse que a única coisas que eu mudarei em Romeu e Julieta (que para mim, é a história mais linda do mundo...) seria o final. Ora! Porque o casal que lutou tanto para ficar junto e que não têm nada a ver com a briga, tem que morrer para as famílias se acertarem?

Não teria um jeito de eles se acertarem e os dois ficarem juntos? Foi daí que surgiu essa minha versão de Romeu e Julieta que eu adorei fazer. Espero que tenham também gostado de ler e que continuem me acompanhando sempre nos meus trabalhos.

Um beijão no coração de todos vocês.

*** Angel ***