Como o prometido aqui estou eu com o capitulo 2, ainda não temos muitas revelações, mas acho que no próximo já teremos algumas né?

Espero que curtam esse espisódio tbm, tanto quanto eu curti ^^

Inuyasha e sua turma pertencem, são de Rumiko Takahashi.

Eessa história também não me pertence, é de Sophie Kinsella.


Capitulo Dois


Certo. A verdade é a seguinte: não gosto disso.
Sei que é classe executiva, sei que tudo é um luxo maravilhoso. Mas mesmo assim meu estômago está com um nó de medo.

Enquanto decolávamos eu contei muito devagar, com os olhos fechados, e isso meio que deu certo. Mas fiquei sem fôlego mais ou menos no 350. Então fico só sentada, bebericando champanha, lendo uma matéria na Cosmopolitan sobre "30 coisas para fazer antes de você fazer 30 anos". Estou me esforçando um bocado para parecer uma alta executiva de marketing na classe executiva. Mas, ah, meu Deus. Cada sonzinho minúsculo me assusta; cada tremor me faz prender o fôlego.

Com um verniz externo de calma, pego o cartão plastificado de instruções e passo o olhar por elas. Saídas de emergência. Posição cabeça entre as pernas. Se for necessário colete salva-vidas, por favor ajude primeiro os idosos e as crianças. Ah, meu Deus...

Por que eu estou olhando isso? Em que vai me ajudar ficar olhando as imagens de pessoazinhas pulando no oceano com o avião explodindo atrás? Enfio as instruções de segurança rapidamente de volta na bolsa da poltrona e tomo um gole de champanha.

- Com licença, senhora. – Uma aeromoça de cachos ruivos apareceu ao meu lado. – A senhora está viajando a negócios?

- Sim – respondo, alisando o cabelo com uma pontada de orgulho. – estou.

Ela me entregou um folheto intitulado "Instalações executivas", onde há uma foto de empresários conversando animadamente na frente de uma tabuleta com um gráfico.

- São informações sobre nossa nova sala da classe executiva no aeroporto de Gatwick. Nós oferecemos instalações para teleconferências e salas de reunião. Estaria interessada?

Certo. Eu sou uma alta executiva. Sou uma alta executiva viajando em classe executiva.

- É possível – respondo, olhando casualmente para o panfleto. – Sim, eu poderia usar uma dessas salas para... passar informações para minha equipe. Eu tenho uma equipe grande, e obviamente eles precisam de muitas informações. Sobre negócios. – Pigarreio. – Principalmente... logísticas.

- Gostaria de que eu marcasse uma sala para a senhora agora? – sugere a aeromoça, solícita.

- Hmm, não, obrigada – digo depois de uma pausa. – No momento minha equipe está... em casa. Eu dei o dia de folga a todo mundo.

- Certo. – A aeromoça parece meio perplexa.

- Mas quem sabe em outra ocasião – continuo, rapidamente. – E já que você veio aqui, eu estava imaginando. Esse som é normal?

- Que som? – A aeromoça inclina a cabeça.

- Esse. Esse zumbido, vindo da asa.

- Não estou ouvindo nada. – Ela me olha com simpatia. – A senhora fica nervosa em aviões?

- Não! – exclamo imediatamente, e dou um risinho. – Não, não fico nervosa! Só... estava imaginando. Só por interesse.

- Verei se consigo descobrir para a senhora – promete ela, gentil. – Aqui está, senhor. Algumas informações sobre nossas instalações executivas no Gatwick.

O americano pega seu folheto sem dizer nada e o deixa de lado sem ao menos olhar, e a aeromoça vai em frente, cambaleando um pouco quando o avião dá uma sacudida.

Por que o avião está sacudindo?

Ah, meu Deus. Um súbito jorro de medo me ataca sem aviso. Isso é loucura. Loucura! Ficar sentada nessa caixa enorme e pesada, sem ter como sair, milhares e milhares de metros acima do chão...

Não consigo suportar sozinha. Tenho uma necessidade avassaladora de falar com alguém. Alguém que me tranqüilize. Alguém seguro.

Kouga.

Instintivamente pesco o celular, mas a aeromoça vem correndo.

- Sinto muito, mas não é permitido usar o aparelho a bordo do avião – informa ela com um sorriso luminoso. – Poderia deixá-lo desligado?

- Ah... desculpe.

Claro que não posso usar o celular. Eles só disseram isso mais ou menos cinqüenta e cinco zilhões de vezes. Sou uma retardada. De qualquer modo, não faz mal. Não importa. Eu estou bem. Guardo o telefone na bolsa e tento me concentrar num velho episódio de Fawlty Towers que está passando no telão.

Talvez eu comece a contar de novo. Trezentos e quarenta e nove. Trezentos e cinqüenta. Trezentos e...

Porra. Minha cabeça levanta bruscamente. O que foi essa sacudida? Alguma coisa bateu na gente?

Certo, não entre em pânico. Foi só uma sacudida. Tenho certeza de que está tudo bem. Onde é que eu estava?

Trezentos e cinqüenta e um. Trezentos e cinqüenta e dois. Trezentos e cinqüenta...

E é isso aí.

Esse é o momento.

Tudo parece se fragmentar.

Ouço os gritos como uma onda na cabeça, quase antes de perceber o que está acontecendo.

Ah meu Deus. Ah meu Deus Ah meu Deus Ah meu Deus Ah meu Deus Ah... Ah...

NÃO. NÃO. NÃO.

Estamos caindo. Ah, meu Deus, estamos caindo.

Estamos mergulhando. O avião está caindo pelo ar como uma cabeça no teto. Está sangrando. Eu estou ofegando, agarrando-me a poltrona, tentando não fazer a mesma coisa, mas me sinto sendo levada para cima, é como se alguém estivesse me puxando, como se a gravidade subitamente tivesse se invertido... Malas voam, bebidas se derramam, uma tripulante caiu, está agarrando uma poltrona...

Ah meu Deus. Ah meu Deus. Certo, agora está ficando mais devagar. Está... está melhor.

Porra. Eu simplesmente... eu simplesmente não posso. Eu...

Olho para o americano, e ele está segurando o assento com tanta força quanto eu.

Estou com vontade de vomitar. Acho que vou vomitar. Ah meu Deus.

Certo. Está... está meio que... voltando ao normal.

- Senhoras e senhores – vem uma voz pelo auto-falante, e a cabeça de todo mundo se levanta bruscamente. – Aqui fala o capitão.

Meu coração está dando cambalhotas. Não consigo ouvir. Não consigo pensar.

- Estamos enfrentando um pouco de turbulência, e as coisas podem ficar agitadas durante algum tempo. Liguei os avisos para apertar os cintos e gostaria que todos voltassem aos seus lugares o mais rápido poss...

Há outro repelão enorme, e a voz dele é abafada por gritos em todo o avião.

É como um pesadelo. Um pesadelo de montanha-russa.

Os tripulantes estão se sentando e prendendo os cintos. Uma das aeromoças está enxugando sangue no rosto. Há um minuto elas estavam todas felizes distribuindo amendoim doce.

É isso que acontece com outras pessoas em outros aviões. Pessoas nos vídeos sobre segurança. Não comigo.

- Por favor, fiquem calmos – insiste o capitão. – Assim que tivermos mais informações...

Ficar calma? Eu não consigo respirar, quanto mais ficar calma. O que nós vamos fazer? Temos de ficar aqui sentados enquanto o avião corcoveia feito um cavalo descontrolado?

Ouço alguém atrás de mim recitando "Ave Maria cheia de graça..." e um novo pânico de causar engasgo me domina. Tem gente rezando. É sério.

A gente vai morrer.

A gente vai morrer.

- O que foi? – O americano ao lado olha para mim, com o rosto tenso e branco.

Eu falei aquilo em voz alta?

- A gente vai morrer.

Encaro o rosto dele. Talvez esta seja a última pessoa que eu verei ainda viva. Observo as rugas desenhadas em volta dos olhos escuros; o queixo forte, sombreado pela barba crescida.

De repente o avião cai de novo, e eu dou um grito involuntário.

- Não acho que a gente vá morrer – afirma ele. Mas também está agarrando os braços da poltrona. – Eles disseram que era só turbulência...

- Claro que disseram! – Posso ouvir a histeria na minha voz. – Eles não diriam exatamente: "Certo, pessoal, é isso aí, vocês todos vão pro beleléu!" – O avião dá outro salto aterrorizantes e eu me pego agarrando a mão do sujeito, em pânico. – A gente não vai sobreviver. Sei que não. É isso. Estou com 25 anos, pelo amor de Deus. Não estou pronta. Não realizei nada. Não tive filhos. Nunca salvei uma vida... – Meu olhar cai aleatoriamente na matéria sobre "30 coisas para fazer antes de fazer 30 anos". – Eu ainda não escalei uma montanha, não fiz tatuagens, eu nem sei se tenho um ponto G...

- Perdão? – diz o homem, parecendo pasmo, mas eu mal escuto.

- Minha carreira é uma piada completa. Eu não sou uma alta executiva. – Aponto meio lacrimosa para o meu tailleur. – Eu não tenho uma equipe! Sou apenas uma assistente de merda e acabei de ter minha primeira reunião importante, e foi um desastre completo. Não entendo quase nada do que as pessoas estão falando, não sei o que significa logística, nunca vou ser promovida, devo quatro mil pratas ao meu pai e nunca me apaixonei de verdade...

Paro de repente, com um tremor.

- Desculpe – falo, e solto o ar com força. – Você não quer ouvir essas coisas.

- Está tudo bem – responde o sujeito.

Meu Deus. Eu estou pirando de vez.

E, de qualquer modo, o que eu acabo de dizer não é verdade. Porque estou apaixonada por Kouga. Deve ser a altitude ou alguma coisa confundindo minha mente.

Ruborizada, tiro o cabelo do rosto e tento me controlar. Certo, vamos tentar ir em frente de novo. Trezentos e cinqüenta e... seis. Trezentos e...

Ah meu Deus. Ah meu Deus. Não. Por favor. O avião está pulando de novo. Estamos mergulhando.

- Eu nunca fiz nada para orgulhar meus pais. – As palavras se derramam da minha boca antes que eu possa impedir. – Nunca.

- Tenho certeza de que não é verdade – responde o homem, com gentileza.

- É sim. Talvez eles tivessem orgulho de mim antigamente. Mas aí minha prima Kikyou veio morar conosco e de repente meus pais não agüentavam mais me ver. Só conseguiam olhar para ela. Kikyou estava com 14 anos quando chegou, e eu tinha 10, e achei que ia ser superlegal, sabe. Tipo ter uma irmã mais velha. Mas não foi...

Não consigo para de falar. Simplesmente não consigo.

Toda vez que o avião treme ou dá um pulo outra torrente de palavras sai aleatoriamente da minha boca, como água jorrando numa cachoeira.

É falar ou gritar.

- ...ela era campeã de natação e de tudo, e eu só era... nada, em comparação...

"...curso de fotografia, e eu achei mesmo que ia mudar minha vida...

"... 56 quilos, e achei mesmo que ia fazer dieta...

"Me candidatei a todos os empregos do mundo. Estava tão desesperada que me candidatei até...

"...garota horrorosa chamada Kanna. Chegou uma mesa nova um dia desses, e ela simplesmente pegou, mesmo sabendo que a minha mesa é um negociozinho ridículo e minúsculo...

"...às vezes eu molho aquela planta dela com suco de laranja, para ela ver o que é bom...

"...um doce de garota, a Rin, do departamento pessoal. A gente tem um código secreto. Ela vem e diz: 'Posso checar uns números com você, Emma?' E na verdade significa: 'Vamos dar um pulo no Starbucks...'

"...presentes medonhos, e eu tenho de fingir que gosto deles...

"...o café no trabalho é a coisa mais nojenta que alguém já bebeu, um veneno absoluto...

"...coloquei no meu currículo "Nota A na prova de matemática do GCSE", mas na verdade só tirei C. Sei que foi desonesto. Sei que não deveria ter feito isso, mas eu queria tanto conseguir o emprego...

O que aconteceu comigo? Normalmente há uma espécie de filtro que me impede de falar tudo em que estou pensando; que me mantém controlada.

Mas o filtro parou de funcionar. Tudo está se empilhando num jorro enorme e aleatório, e não consigo parar.

- Às vezes acho que acredito em Deus, porque senão, de onde foi que nós viemos? Mas então penso: é, mas e a guerra e as outras coisas...

"...uso calcinhas fio-dental porque não marcam. Mas é tão desconfortável...

"...tamanho 38, e eu não sabia o que fazer, por isso falei: 'Uau, é maravilhosa...'

"...pimentão assado, minha comida predileta...

"...entrei para um grupo de leitura, mas não consegui ler Grandes Esperanças. Por isso só folheei o final e fingi que tinha lido.

"...dei toda a comida para o peixe, sinceramente não sei o que aconteceu...

"...é só escutar aquela música dos Carpenters, 'Close to you', e eu caio no choro...

"...realmente queria ter peitos maiores. Quero dizer, não tamanho Extra GGG, não enormes e estúpidos, mas você sabe, maiores. Só para saber como é...

"...o encontro perfeito começaria com o champanha simplesmente aparecendo na mesa, como se por mágica...

"...eu simplesmente pirei, comprei escondido um pote enorme de sorvete Häagen-Dazs e comi tudo, e nunca contei a Sango.

Não percebo nada em volta. O mundo se reduziu a mim e a esse estranho, a minha boca cuspindo todos os pensamentos e segredos mais íntimos.

Mal sei o que estou dizendo agora. Só sei que a sensação é boa.

Terapia é assim?

- ...o nome dele era Houjo Nakamura. Mamãe e papai estavam embaixo vendo Ben-Hur, e eu me lembro de ter pensado, se é por causa disso que o mundo fica tão abalado, então o mundo é maluco...

"...deitar de lado, porque assim a fenda entre os seios parece maior...

"...trabalha com pesquisa de marketing. Eu me lembro de ter pensado na primeira vez em que o vi: uau, ele é bonito. É muito alto e louro, porque é meio sueco, e tem uns olhos azuis incríveis. E ai ele me convidou para sair.

"...sempre tomo um copo de licor de xerez antes de um encontro, só para acalmar os nervos...

"Ele é maravilhoso. Kouga é maravilhoso. Eu tenho muita sorte. Todo mundo vive dizendo que ele é ótimo. É gentil, bom, bem-sucedido e todo mundo fala que nós somos o casal perfeito...

"...eu nunca contaria isso a ninguém, nem em um milhão de anos. Mas às vezes acho que ele é bonito demais. Meio tipo um boneco daqueles, sabe? Tipo o Ken. Um Ken louro.

E agora que cheguei ao assunto Kouga, estou dizendo coisas que nunca disse a ninguém. Coisas que nem sabia que estavam na minha cabeça.

- ...dei um lindo relógio de couro no Natal, mas ele usa um negócio digital laranja, porque dá a temperatura na Polônia, um negócio idiota desses...

"...me levou a um monte de shows de jazz e eu fingi que gostei para ser educada, e agora ele acha que eu adoro jazz...

"...todos os filmes do Woody Allen de cor, e diz todas as falas antes da hora, e me deixa pirada...

"...me olha como se eu estivesse falando uma língua estrangeira...

"...decididos a achar meu ponto G, por isso a gente passou a semana inteira transando em posições diferentes, e no fim eu estava acabada, só queria uma pizza e assistir ao Friends.

"...ele ficava dizendo: como foi, como foi? E no fim eu simplesmente inventei qualquer coisa, disse que foi absolutamente incrível, que pareceu que meu corpo inteiro estava se abrindo como uma flor, e ele perguntou que tipo de flor, e eu disse uma begônia...

"...não dá para esperar que a paixão do começo dure. Mas como dá para saber se a paixão se desbotou virando um compromisso bom e de longo prazo ou uma merda do tipo 'a gente não se gosta mais'...

"...cavaleiro de armadura brilhante não é uma opção realista. Mas há uma parte minha que quer um romance gigantesco, espantoso. Quero paixão. Quero ser tirada do chão. Quero um terremoto ou... não sei, um redemoinho enorme... alguma coisa empolgante. Às vezes parece que tem uma vida nova e cheia de aventura me esperando ali adiante, e se ao menos eu pudesse...

- Com licença, senhorita?

- O quê? – Levanto a cabeça atordoada. – O que é? – A aeromoça com coque de trança está sorrindo para mim.

- Nós pousamos.

Encaro-a.

- Nós pousamos?

Isso não faz sentido. Como podemos ter pousado? Olho em volta – e, realmente, o avião está parado. Estamos no chão.

Sinto-me como Dorothy. Há um segundo estava girando em Oz, batendo os calcanhares, e agora acordei chapada, quieta e normal de novo.

- Não estamos mais pulando – murmuro estupidamente.

- Paramos de pular há um bom tempo – observa o americano.

- Nós... nós não vamos morrer.

- Não vamos morrer – ele concorda.

Olho-o como se fosse a primeira vez – e a coisa bate. Eu estive expondo os bofes há uma hora para esse completo estranho. Só Deus sabe o que falei.

Acho que quero sair do avião agora mesmo.

- Desculpe – falo sem jeito. – Você deveria ter me parado.

- Ia ser difícil. – Há um sorriso minúsculo nos olhos dele. – Você estava meio empolgada.

- Estou tão sem graça! – Tento sorrir, mas nem consigo encarar o sujeito. Puxa, eu contei a ele sobre a calcinha. Falei do meu ponto G.

- Não se preocupe. Todos nós ficamos estressados. Foi um tremendo vôo. – Ele pega sua mochila e se levanta. Depois me olha. – Você consegue ir para casa numa boa?

- Sim. Vou ficar numa boa. Obrigada. Boa sorte! – grito para suas costas, mas não creio que ele tenha ouvido.

Lentamente junto minhas coisas e saio do avião. Estou suando, meu cabelo está espalhado por todo canto e a cabeça está começando a latejar.

O aeroporto parece luminoso, imóvel e calmo depois da atmosfera intensa do avião. O chão parece tão firme! Sento-me quieta numa cadeira de plástico durante um tempo, tentando recuperar o controle, mas, quando finalmente me levanto, ainda me sinto tonta. Ando com uma sensação turva, mal acreditando que estou aqui. Estou viva. Sinceramente não pensei que voltaria ao chão.

- Kagome! – ouço alguém gritando quando saio do portão de desembarque, mas não levanto os olhos. Há um monte de Kagomes no mundo.

- Kagome! Aqui!

Levanto a cabeça incrédula. Será...

Não. Não pode ser, não pode...

É o Kouga.

Ele está lindo de morrer. Sua pele tem aquele bronzeado escandinavo, e os olhos estão mais azuis do que nunca, e ele está correndo para mim. Isso não faz sentido. O que ele está fazendo aqui? Quando nos encontramos ele me agarra e me aperta com força.

- Graças a Deus – murmura ele com a voz rouca. – Graças a Deus. Você está bem?

- Kouga, o que... o que você está fazendo aqui?

- Eu telefonei para a companhia aérea para perguntar a que horas você chegaria, e eles disseram que o avião encontrou uma turbulência terrível. Eu simplesmente tive de vir ao aeroporto. – Ele me olha. – Kagome, eu vi seu avião pousar. Eles mandaram uma ambulância direto para lá. Pensei... – Ele engole em seco. – Não sei exatamente o que pensei.

- Eu estou bem. Só estava... tentando me recuperar. Ah, meu Deus, Kouga, foi aterrorizante. – De repente minha voz ficou toda trêmula, o que é ridículo, porque agora estou em perfeita segurança. – Chegou uma hora em que eu pensei que ia morrer.

- Quando você não passou pelo portão... – Kouga para e me olha em silêncio por alguns segundos. – Acho que percebi pela primeira vez a profundidade do meu sentimento por você.

- Verdade? – hesito.

Meu coração está martelando. Parece que vou cair a qualquer momento.

- Kagome, eu acho que a gente deveria...

Se casar? Meu coração pula de medo. Ah, meu Deus. Ele vai me pedir em casamento, bem aqui no aeroporto. O que vou dizer? Não estou preparada para me casar. Mas se eu disse não ele vai embora com raiva. Merda. Certo. O que vou dizer é: nossa, Kouga, eu preciso de um tempo para...

- ...morar junto – termina ele.

Sou uma imbecil iludida. Obviamente ele não ia me pedir em casamento.

- O que você acha? – Ele acaricia meu cabelo gentilmente.

- Hrm... – Coço meu rosto seco, tentando ganhar tempo, incapaz de pensar direito. Morar com Kouga. Meio que faz sentido. Há algum motivo para recusar? Estou me sentindo toda confusa. Alguma coisa está cutucando meu cérebro; tentando me mandar uma mensagem.

E surgem na minha cabeça algumas coisas que eu falei no avião. Alguma coisa sobre nunca ter me apaixonado de verdade. Alguma coisa sobre Kouga não me entender realmente.

Mas então... aquilo não passou de papo furado, não foi? Quero dizer, eu achei

que ia morrer, pelo amor de Deus. Não estava na minha condição mais lúcida.

- Kouga, e a sua reunião importante? – lembro-me de súbito.

- Cancelei.

- Cancelou? – Encaro-o. – Por minha causa?

Agora estou me sentindo realmente tonta. As pernas mal me sustentam. Não sei se é resultado da viagem de avião ou amor.

Meu Deus, olha só para ele. É alto, bonito e cancelou uma reunião importante e veio me resgatar.

É amor. Tem de ser amor.

- Eu adoraria morar com você, Kouga – sussurro e, para minha total perplexidade, caio no choro.


Reviews:

Dani:Muito obrigada por acompanhar amiiga, e por mandar recadinhooo... amo isso XD essa história é realmente muito boa, entra na minha lista d emelhores livros com certeza... Espero que tenha curtido esse segundo capitulo tambpem. Beijos

Bielawest:Que tuudo voce realmente veio leer XD adoreei cada uma ira ler a adaptação da outra rsrsrsrsrs... espero continuar te vendo aqui. Beijos


Bom é isso ai, quero mais reviews muitos e muitos beijoos

Jane

Lory Higurashi