Recebi uma review sobre uma dúvida com relação aos nomes, Como em Londres no século XIX não havia chineses nem japoneses na alta sociedade então tive que mudar alguns nomes, daí fica mais ou menos assim:

Sakura = Emerald Sakura Avalon (como ela é filha de um conde não recebe título, mas é chamada de milady por ser filha de um nobre).

Tomoyo = Madison Tomoyo Lilles (filha de duque, o mesmo esquema acima, só que ela é mais importante que a Sakura ^^")

Sonomi = Só adicionei o Lilles mesmo, pois na história inteira ela será a Duquesa Lilles, até que Syaoran se case o título continua dela.

Syaoran = Edward Syaoran Lilles, mas conhecido como o Duque Lilgen (abaixo do rei vem o Duque, possui muita influencia e pode comandar quase um país inteiro )*-*.,

Eriol = Não podia colocar o Hiragizawa, pois já expliquei acima, por isso optei pelo Lancaster. Ele é filho de um conde (condes vinham depois dos marqueses, possuíam uma extensão de terra bem menor que as do Duque), por isso usa o título de visconde que é um título herdado apenas pelos filhos do conde, quando o pai se aposentar Eriol será o Conde ! *-*

Os personagens de Sakura Card Captors tem seus respectivos direitos reservados ao Clamp. Eu só peguei emprestado! XD

Capítulo II

Tomoyo levantou-se bastante cedo aquela manhã e não se surpreendeu ao encontrar Sakura no Boudoir para tomarem café juntas. Tomoyo sorriu ao ver um ar renovado em Sakura.

"Bom dia Sakura, como se sente?" A morena pegou as mãos da loira e a conduziu até o salão de jantar.

"Muito bem, Tomoyo! Parecia que eu não dormia há séculos"- Sakura sorriu.

"Que bom!" - Tomoyo sorriu enquanto um empregado a ajudava a acomodar-se na grande mesa de mogno repleta de guloseimas das mais variada. Sakura encantou-se.

"Imagino o trabalho que sua cozinheira deve ter ao fazer tudo isso, preciso felicitá-la! - Sakura sorriu ao saborear o mingau de aveia - Maravilhoso!"

"Ora Sakura você é realmente de ouro, não? Fantine ficará impressionada coma sua consideração." - A jovem sorriu encantada.

"Em nossa casa no campo era tudo muito simples, mamãe só dispunha de alguns empregados e geralmente quem preparava a comida era ela - a jovem sorriu - não é a toa que aprendi a cozinhar tão cedo."

"Não acredito que cozinha, Sakura?" Tomoyo espantou-se.

"É tão estranho assim?"

"É que... bem... a filha de um conde não deveria se preocupar com essas coisas." Tomoyo mostrou-se surpresa.

"Bom dia meninas!" Sonomi adentrou o salão radiante, usava um bonito vestido preto com detalhes em creme e os cabelos recolhidos em um bonito coque baixo, a mulher sorriu.

"Bom dia!" As duas disseram em uníssono. A mulher sentou-se ao lado de Sakura muito animada.

"E então querida, conseguiu descansar?"

"Sim tia, o quarto em que estou é maravilhoso" Sakura sorriu.

"Fico imensamente feliz, seria uma ingratidão com Nadeshico te deixar a míngua, mas agradeça a Edward também pela hospitalidade."

"Sim tia, porém tenho a suspeita de que não agrado ao Duque, será que fiz-lhe algum mal?" Sakura encarou as duas mulheres um tanto receosa.

"Ora Sakura, meu irmão é assim mesmo. Tem certa aversão por jovens casadouras... ele diz que só estão atrás de seu título." Tomoyo sorriu.

"Madison Lilles! - Sonomi exclamou - Não deve falar dessa forma, sabe que uma hora ou outra seu irmão terá que casar. Isso não é apropriado para uma dama comentar." - A mulher ralhou.

"Sinto muito mamãe, mas Syaoran mesmo disse..."

"Já chega dessa história Madison, em vez de preocupar-se com seu irmão deveria pensar no seu futuro marido. Estou certa que já está passando da idade para aceitar uma proposta de casamento." Sonomi alfinetou fazendo os olhos de Tomoyo marejarem.

"Sim, mamãe..." a voz de Tomoyo saiu mais baixa que o normal, Sakura a fitou enternecida.

"Esqueci de comentar... recebemos o convite para o Baile de Lady Shellbrooke!"- Sonomi mudou de assunto rapidamente.

"A prima de Lady Stanhope?" - Tomoyo mostrou-se bastante assombrada.

"Sim. – A mulher sorveu o líquido quente da xícara que tinha nas mãos - Admira-me muito que eles realizem esse baile, afinal as pessoas vão comentar..." Sonomi falou baixo.

"O que houve, tia?" Sakura mostrou-se interessada.

"Querida, não deveria saber dessas coisas – Sonomi olhou em direção a porta do salão e prosseguiu aliviada – Edward não gosta que eu comente essas coisas com vocês - a mulher sorriu maliciosa – Sabem que a minha boca é um túmulo, mas não posso permitir que não fiquem a par das fofoca mais quente da temporada." Sonomi encarou as duas meninas que sorriram constrangidas.

"O fato é que Lady Shellbrooke é prima da falecida Lady Cecília Stanhope. Não faz nem três meses que a mulher foi sepultada e já vão celebrar um baile. É muita falta de respeito mesmo" Sonomi soltou um suspiro.

Sakura e Tomoyo fitaram-se intrigadas.

"Lady Stanhope era importante, tia?" Sakura pareceu interessada, Sonomi olhou novamente em direção a porta e continuou com o relato.

"Cecília era uma boa pessoa no final das contas. Quando o conde Stanhope morreu deixou Cecília e a filha ao relento com dívidas exorbitantes para pagar. Lembro-me que ajudei Cecília no começo, mas Edward começou a desconfiar. Depois disso os comentários começaram de que ela estava recebendo aristocratas em sua mansão. Não duvido que isso seja verdade, pois Cecília sempre foi inconsequente. O fato que nos assombra é que há mais de dois meses ela foi encontrada morta na estufa da própria casa, foi uma cena lamentável. Sinto por Melanie, ela e a mãe eram inseparáveis." - Sonomi baixou a vista.

Sakura encarou a tia séria.

"Tenho pena dessa pobre mulher, vendia-se para manter as aparências. A alta sociedade pode ser um tanto cruel - a jovem tomou um gole de leite - Quantos anos possui lady Melanie?"

"Se não me engano faria o debute ainda essa temporada. Mas por que o interesse?" Sonomi mostrou-se interessada.

"Gostaria de oferecer as minhas condolências a ela. Tomoyo poderia me acompanhar... - a jovem baixou a vista constrangida – se a senhora permitir."

"Não vejo problema, já que sairá do luto em breve. Mandarei uma nota a Lady Spencer - Sonomi sorriu. Vê algum problema, Tomoyo?"

"Não, mamãe." Tomoyo encarou a prima animada.

"Pois bem, terminem o café, pois quero mostrar a casa à Sakura."


Syaoran não percebeu quando a carruagem parou diante de estalagem. Pediu que o cocheiro esperasse e apressou-se a procurar pela senhoria do lugar. Não demorou em encontrá-la servindo um hóspede e outro. Sorriu ao fitar a jovem.

"Vossa Excelência, seja bem vindo!" A jovem o saudou alegremente, Syaoran aproximou-se da moça e cumprimentou com a mesma cortesia.

"Obrigada Agatha, só não precisa de tanta formalidade comigo. Sabe onde está John?" Ele sorriu para a morena que indicou um dos quartos.

"Sabe como meu irmão é, deve estar pesquisando... Suba lá!" - ela sorriu.

"Sempre prestativa, não é mesmo?!" Ele retribuiu o sorriso vendo a jovem corar.

"É o meu serviço, procuro fazê-lo bem!"

Syaoran sorriu ao dar as costas para a jovem. Apesar dos modos rudes Agatha era uma peça rara, tinha uma beleza autêntica e curvas que tirariam do sério qualquer homem. Os belos olhos azuis hipnotizavam Syaoran a ponto de fazê-lo descer de seu pedestal de duque e tratá-la sem indiferença nenhuma como era acostumado a fazer com as mocinhas casadouras que o perseguiam.

Não se surpreendeu ao ver John soterrado de papéis, pastas e mais umas quinquilharias que nem mesmo ele sabia o que era. Recostou-se na porta com um meio sorriso cheio de descrença.

"Bom dia John, procurando provas?".

"Ah... entre Lilgen, feche a porta e certifique-se de que ninguém o viu entrar..." o homem comentou enquanto fazia uma anotação.

"Tenho algumas novidades a respeito do caso que me pediu para investigar."

"Mesmo?" O homem praticamente debruçou-se sobre a mesa, os cabelos escuros caíram pela face do homem deixando-o mais desleixado do que estava.

"Não é grande coisa, pois não conversei com a senhorita Stanhope, mas acredito que o assassinato de Lady Stanhope tenha sido uma espécie de vingança."

"Vingança?! Quem seria capaz de fazer mal a uma mulher tão boa como Cecília?" Os olhos de John marejaram.

"Não me venha com essa, sabe bem da fama que Lady Stanhope tinha, tenho quase certeza que foi um de seus 'convidados'" - ele enfatizou friamente as últimas palavras.

John baixou o olhar.

"Sei que Cecília não era nenhuma santa, mas me jurou que não receberia mais ninguém depois que... você sabe..." - o homem o olhou desconcertado.

"Sei bem meu amigo, mas isso não prova nada. E se ela teve alguma desavença com algum outro querido ou até mesmo um rejeitado? E se este resolveu vingar-se por uma ameaça que sofreu dela? Sabe bem que ela era muito bem estimada no círculo social londrino. Ninguém nunca evitou Lady Stanhope. Sabe-se lá quem eram as pessoas que ela recebia? E se houvesse algum conde ou duque que temia pela sua reputação?"

"Acha que não pensei nisso, tenho quase certeza que foi algum de seus amantes... mas... sem provas?"

"E a senhorita Stanhope? Já falou com ela?" Syaoran aconchegou-se na poltrona de couro diante do amigo.

"A garota não sai do dormitório de forma alguma, a tia de Cecília está com ela. Conhece a mãe de Lady Shellbrooke, Lady Spencer?"

"Devo conhecê-la..."

"A anciã não responde a nenhuma de minhas perguntas, não sei mais o que fazer com aquela família..." O homem soltou um suspiro desanimado, Syaoran sorriu.

"Precisa fazer do jeito certo, meu caro. Preciso ir agora".O jovem levantou-se e dirigiu-se a porta.

"Hei Lilgen?"

"Sim?"

"Estou preocupado com Agatha, ela anda estranha. Você conhece bem as jovens casadouras... será que ela tem algum pretendente?" O homem ficou sério e viu Syaoran encará-lo em uma tentativa frustrada de esconder um sorriso.

"Deveria perguntar à ela... até mais!" Ele acenou para o homem.

Ao sair da hospedaria, encarou uma última vez Agatha e sorriu de um canto a outro do rosto.

' Um possível pretendente?'


Não foi nenhuma surpresa Sakura extasiar-se com a grandeza da Mansão Lilles, cada aposento era ricamente decorado com o bom gosto de Sonomi. Cada móvel, cada quadro, cada detalhe era colocado de tal forma tornando-o único naquela decoração tão divina. Enquanto caminhavam Sakura parou abruptamente vendo uma galeria exclusiva com belíssimos quadros, todos eles retratos da família Lilles, sorriu ao ver um bonito quadro com moldura dourada e duas meninas pintadas nele.

"Ainda o tem, tia? - a jovem sorriu docemente admirando o quadro com ternura. - Lembro-me que foi quase um tormento terminar esse quadro. Sinto pelo pobre pintor, nós o aborrecemos muito." Sakura sorriu.

"Concordo plenamente, milady: foi um tanto desgastante terminar esse quadro!" Syaoran adentrou a sala com um bonito sorriso, Tomoyo e Sonomi exclamaram animadas, porém Sakura baixou a vista corada e frustrada pelo comentário bobo.

"Oh Edward, que alegria vê-lo aqui!" Sonomi sorriu sendo beijada pelo jovem no rosto.

"Igualmente, querida madrasta - O jovem sorriu e aproximou-se da irmã e prima – Ainda mostra essas antiguidades a nossos convidados, Madison? Sabe como me envergonho desses trabalhos." Ele pegou as mãos gentis que Tomoyo ofereceu a ele..

"Não é nenhuma antiguidade meu irmão. Sabe que pinta divinamente desde menino. Aposto que diz isso apenas para receber elogios!" Tomoyo sorriu ao ver o jovem lançar-lhe um sorriso maroto.

"Devia mostrar à senhorita Avalon o que pintei recentemente, acredito que ela gostará muito - o jovem cumprimentou Sakura brevemente com um aceno. - Não concorda milady?"

Sakura assentiu ruborizando delicadamente.


"Ai Sakura, você viu como Syaoran sorriu para você hoje?" Tomoyo olhava encantada enquanto Sakura penteava os longos cabelos dourados.

"O que quer dizer com isso?"

"Você não acha meu irmão bonito?" Tomoyo sorria divertida. A jovem de olhos verdes corou violentamente.

"Ora Tomoyo, isso é coisa de se perguntar?" Ela voltou-se para uma mecha de cabelo.

"Mas é claro que sim! Não viu como te tratou bem hoje?! Nunca vi Syaoran daquela forma... Imagina Sakura? Viraríamos irmãs!" - Tomoyo soltou um gritinho animado.

"Minha querida prima, sabe que seu irmão jamais olharia para mim. Ele tem Londres inteira a seus pés, o que faria com a filha de um conde morto que não tem nenhum bem sequer?"

"Que falta de confiança é essa? Tenho certeza que o visconde Ashlock a cortejaria também. Ele lhe tratou muito bem e até trocaram flertes."

"Tomoyo, já disse para você que não vou me casar. Já está farta de saber que não vou ser submissa a homem nenhum. Estou farta dessa vida de represálias".Sakura levantou-se e jogou-se abruptamente sobre a cama.

"Ai Sakura, você diz isso agora, mas quando se apaixonar não terá jeito."- Tomoyo suspirou pensativa.

"Jamais me apaixonarei, não quero um casamento de conveniência, e além do mais, quem ia querer uma herdeira que não possui dote? Meu pai foi tão asqueroso que não me deixou nada. "Sakura falou com amargura na voz.

"Ora querida, precisa entender que nem todos os homens são assim. Existem casamentos por amor."

"Diga-me alguém que conhece que se casou por amor? Que vive feliz hoje e que você nunca soube de uma fofoca de adultério ou de violência contra a esposa?"

"É... bem..." Tomoyo corou violentamente.

"Foi o que pensei... meu pai dizia que amava a minha mãe, mas desde pequena via minha mãe chorar pelos cantos, ou hematomas que ela escondia com os vestidos de gola alta ou pó de arroz. Sei que deseja que eu me case, tenha filhos e seja feliz, mas eu não acredito nisso. Por isso decidi ficar solteira - a jovem sorriu divertida - Se quiser posso ser sua dama de companhia."

"Fala isso em tom de diversão, mas eu acho muito triste Sakura. Não quer poder ter um bebê?"

"Eu gostaria muito de poder retribuir o que a minha mãe me ensinou a meus filhos, mas sei que jamais poderei realizar isso, pois não vou ser maltratada por um homem que vai me tratar apenas como um objeto. E quando a minha beleza se for vai fazer como muitos, me jogar ao relento e procurar abrigo nos braços de uma mulher mais jovem."

"Eu não sei como posso fazê-la mudar de idéia Sakura, pensando assim torna o casamento quase como um tormento."

"Para a minha mãe foi... não quero isso para mim." - Sakura encarou a prima rigidamente.

"Eu sinto por sua mãe Sakura... e só espero que alguém te faça mudar de idéia, pois você mais do que ninguém merece a felicidade." A jovem de olhos violetas tomou as mãos da prima entre as suas em sinal de apoio.

"Obrigada Tomoyo, mas acredito ser impossível. Sabe o quanto sou teimosa" - A loira riu.

"Sei bem, parece muito com Edward algumas vezes." Tomoyo riu e via a prima fitá-la estranhamente.

"O-o que foi?" A jovem corou violentamente.

"Reparei que anda bastante estranha, um tanto sonhadora. Por acaso está apaixonada Tomoyo?" - Sakura ajeitou-se na bonita cama enquanto via a prima corar violentamente.

"Ai Sakura... eu não sei se é paixão, mas Edward não pode saber nunca!"- A jovem encolheu-se.

"Imagino como ele seja, Touya era extremamente ciumento. Conte-me, como se conheceram? Ele é bonito?" - A loira pegou as mãos de Tomoyo entre as suas.

"Pode parecer um pouco mórbido, mas o vi no funeral de Lady Cecília. Ela estava dando os pêsames à Melanie e se voltou para mim. Oh querida, não tem noção de como era bonito, era bastante alto e forte e tinha um olhar tão doce, os cabelos claros só o faziam parecer mais a um anjo. Quando me cumprimentou sorriu tão docemente que naquele momento pensei que minhas pernas não me aguentariam mais". - Tomoyo sorriu sonhadora.

"E como se chama?"

"Jeremy Dunstan, se não me engano é o filho mais moço do conde Lamberth, mas..."

"O Duque nunca permitiria, pois ele é inferior." Sakura terminou incisiva.

"A família de Jeremy está falida, todos sabem disso. Edward diria na certa que ele é um caça dotes, e mamãe nunca mais olharia para mim – grossas lágrimas rolaram pelo rosto bonito da jovem – Eu o amo Sakura... eu o amo!" - Os soluços aumentaram violentamente.

Sakura abraçou a prima comovida.


Uma semana havia passado desde a chegada da jovem Avalon, porém Eriol não conseguia esquecer os intensos orbes esmeraldinos que o haviam enfeitiçado naquela noite. Sorriu para si mesmo imaginando como seria divertido poder conquistá-la pouco a pouco. Seria uma conquista interessante, afinal uma mulher em sã consciência jamais confrontaria Edward e aquela jovem mostrara-se bastante vivaz diante dele.
Assustou-se ao encarar a irmã que adentrava o salão..

"O que ocorre meu irmão, está com uma expressão tão estranha?"

"Não se preocupe Anne querida..." Ele sorriu e afagou delicadamente a mão da irmã que sorriu em retribuição.

Anne Lancaster era uma moça extremamente delicada, possuía um par de olhos tão azuis quanto um céu de verão e uma cabeleira negra que desfazia-se em cachos volumosos e brilhantes dando-lhe uma aparência quase infantil. Anne era uma moça calma e silenciosa, às vezes até um pouco anti-social. Eriol temia que a jovem não se desse bem na sociedade londrina pela sua grande inteligência.

"Está preocupado com o meu debute na sociedade não é?" A jovem sorriu.

"Se eu dissesse que não, eu estaria mentindo - ele sorriu - às vezes acho que isso tudo isso é uma perda de tempo. Não consigo entender esse estado de nervos que mamãe e todas as outras mães ficam?" - Ele sorveu um pouco de chá, Anne riu.

"É um tanto exaustivo, mas é divertido meu irmão. O melhor é poder dançar com várias pessoas durante os bailes. Acredita que lorde Birkham meu pediu mais de uma valsa. Parece um pretendente e tanto." A jovem sorriu corada.

"É uma pena que ele já tenha mais de sessenta, ainda não acredito que aquele velho consegue dançar!" Eriol comentou zombeteiro fazendo uma gostosa gargalhada sair dos lábios da irmã.

"Ora Eriol, como pode ser tão insolente, ele é muito estimado pela família Lancaster" a jovem lançou um olhar divertido para o jovem.

"Não seja tola Anne, o único homem que talvez eu deixasse que casasse com você seria o Duque Lilgen, mas como ele é muito irritante... receio não ter mais escolhas. Sinto muito!" - Ele sorriu maroto.

"Lorde Lilgen não seria má escolha, mas tenho a ligeira sensação que ele não gosta de moças casadouras. É impressionante como foge delas."

"Se estivesse em nosso lugar entenderia o quanto é desgastante ser perseguido por inúmeras mães e suas filhas pelo título de duquesa. Lembra de Lady Dowenn e sua filha Alicia?"

"E como não?! Lady Dowenn está sempre vestida de rubro, às vezes temo aquela mulher."

"No baile dos Upshaw ela teve a petulância de pedir que eu dançasse com a filha, se Alicia não fosse de tão pouco agraciada de trato e parasse de lançar aquele maldito risinho ela seria uma ótima companhia. Me pergunto o tem tanta graça? Houve uma hora em que perguntei se ela gostaria de um refresco e ela simplesmente riu escandalosamente e respondeu ' O que milordy achar melhor'." O jovem bufou.

"Isso é a coisa mais normal que pode acontecer, sei o quanto é frustrante ainda mais vindo de Alicia que chega a ser deselegante - a jovem lançou um olhar intenso para Eriol - Mas uma hora terá que escolher uma delas..." Anne baixou a vista.

"Eu sei querida, mas por enquanto eu não quero me casar com ninguém" - Ele sorriu para a jovem.

"Seria bom se fosse assim tão fácil não é?" - Anne o encarou chateada.

"O que houve minha irmã? Disse algo inapropriado?" - Ele ajoelhou-se diante dela.

"Seria ingratidão minha se te dissesse isso..."

"Diga-me, nós nunca tivemos segredos."

"Eu sei, mas é que para vocês homens é tudo mais fácil... " Algumas lágrimas teimaram nos olhos de Anne. Eriol assustou-se.

"Conte-me Anne!"

"Papai aceitou uma proposta de casamento." - As lágrimas teimaram nos olhos da jovem.

"Mas deveria ficar feliz minha querida, por que toda essa agitação?"

"Por que ele escolheu Jeremy Dustan e não o Lorde Campbell?!" - Os soluços aumentaram.

"O-o quê?!" Eriol enfureceu-se.


Continua...

Mais um capítulo fresquinho, espero que gostem!
Nossa história começa a pegar ritmo e as coisas começam a aparecer. Sakura quer ser uma solteirona? E não está nem aí para o bonitão do Syao, ai ai.
Tomoyo revela seu grande segredo, está apaixonada por um homem de classe inferior. O que será que os Duques acharão disso?
E esse tal de Jeremy Dunstan, o que será que ele esconde?
Incorporei Anne Lancaster como irmã de Eriol, ela será bem importante durante a história. ^^

Shimi Loop Earnshaw: Obrigada pelo review, aqui estão as explicações dos nomes, espero que seja útil ^^

Ana Gon: Obrigada pela review, espero que a história esteja entrando em um campo que você goste sim? Aguardo sua opinião ansiosa!

Sarinha Li: Obrigada pelo seu comentário, fico muito feliz que tenha gostado do enredo. Espero que esse segundo capítulo seja ainda melhor, afinal as coisas estão começando a se explicar. Com relação aos nomes, já explique acima ok? Qualquer dúvida não exite em me deixar um recadinho perguntando. Obrigada por adicionar a história como favorita também!

Por favor gente, comentem!
Obrigada desde já e boa leitura! ^^

Agora com vocês, minha revisora linda e kawaii Cris Li

*** Amiga não sei bem o que escrever!
Obrigada por me deixar revisar um texto maravilhoso como esse! Continue nos brindando com fics encantadoras do universo CLAMP. A forma como escreve se adapta ao estilo do texto e nos deixa enternecidos pelos personagens e curiosos em saber o que ocorrerá no próximo capítulo!
Como fã espero que em breve Syaoran e Sakura dancem em um lindo baile como costumavam fazer os duques em tal época! Seria encantador, não? Essas com certeza são palavras minhas e de Tomoyo!
Bjs e Parabéns!